sexta-feira, novembro 05, 2021
Deltan Dallagnol renuncia ao MP e deve entrar para a política
Deltan Dallagnol renuncia ao MP e deve entrar para a política Posted: 04 Nov 2021 12:10 PM PDT
Destaque na Lava Jato, procurador segue os passos do ex-juiz Sérgio Moro, que vai se filiar ao Podemos, e deve disputar vaga na Câmara. Informação é de Eliane Cantanhêde, do Estadão BRASÍLIA - Seguindo os passos do ex-juiz Sérgio Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, paranaense, 41 anos, renunciou definitivamente ao seu cargo no Ministério Público e deve entrar para a política, disputando uma vaga à Câmara dos Deputados em 2022. Ex-coordenador e porta-voz da Lava Jato, Dallagnol viveu intensamente os momentos de glória da maior operação de combate à corrupção da história do País, mas tem amargado duras críticas, uma censura do Conselho Nacional do Ministério Público e até processos na Justiça depois que os mundos político e jurídico se uniram para enterrar o que chamam de “lavajatismo”. Ele se afastou da coordenação da Lava Jato de Curitiba, em setembro do ano passado, depois de denúncias de excessos e da divulgação de mensagens suas com Moro e outros procuradores pelo The Intercept Brasil. Sua imagem mais controversa é a do powerpoint em que apontava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe de uma organização criminosa instalada no poder para desviar dinheiro público. A expectativa é de que se filie ao mesmo partido escolhido por Moro para disputar as eleições do próximo ano, o Podemos, liderado pelo senador Alvaro Dias, também do Paraná, como ambos. A vontade de entrar para a política não é nova, mas Dallagnol sempre era desencorajado pelos próprios colegas da Lava Jato, que temiam a repetição do que ocorreu na Itália, onde a Operação Mãos Limpas foi trucidada depois que um dos seus principais mentores e coordenadores desviou para a política. Agora, com o esvaziamento progressivo e o fim da Lava Jato, esse argumento deixa de existir e o que tanto Moro quanto Dallagnol têm dito em seus contatos políticos é que a prioridade deles é resgatar os méritos e êxitos da Lava Jato para a história. Nada melhor do que os palanques e meios de uma campanha eleitoral para trazer esse debate à tona. As informações são de Eliane Cantanhêde, do Estadão. | ||
PF faz buscas em gabinete de desembargador da Justiça de Alagoas Posted: 04 Nov 2021 11:44 AM PDT
Operação investiga suposto esquema de venda de decisões. Um dos alvos é o desembargador Celyrio Adamastor Tenório Accioly. Indícios apontam que o magistrado adiou um julgamento e proferiu decisões favoráveis a uma empresa do ramo da educação. Em troca, teriam sido feitos pagamentos de gastos pessoais. Os investigadores apontam para a intermediação de agentes públicos e advogados no esquema. Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil Brasília A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (4) a Operação Pecunia Non Olet, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Um dos alvos é o desembargador Celyrio Adamastor Tenório Accioly. Nesta manhã, agentes da PF cumprem um mandado de busca e apreensão no gabinete do desembargador, na sede do TJAL. Outros 14 mandados do tipo são cumpridos em Maceió e Curitiba. Segundo a PF, há indícios de que o magistrado adiou um julgamento e proferiu decisões favoráveis a uma empresa do ramo da educação. Em troca, teriam sido feitos pagamentos de gastos pessoais. Os investigadores apontam para a intermediação de agentes públicos e advogados no esquema. “Se comprovada a participação, os envolvidos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de advocacia administrativa, situação em que agentes públicos promovem interesses ilegítimos, solicitando retardamento, ação ou omissão de atos de ofício, em contrariedade aos preceitos e princípios legais”, disse a PF em nota. A Agência Brasil entrou contato com o gabinete do desembargador, mas não obteve retorno. O TJAL disse que aguarda o desenrolar dos acontecimentos antes de emitir posicionamento. Accioly ingressou na magistratura em 1986, tendo atuado em diversas comarcas do interior de Alagoas e também na Justiça Eleitoral, antes de ser nomeado desembargador, em 2016, pelo critério de antiguidade. Ele foi escolhido como vice-presidente do TJAL no biênio 2017-2018. |
Morre aos 96 anos o jornalista Renato Simões, presidente de honra de A Tarde

Morreu nesta quinta-feira (4), aos 96 anos, o jornalista Renato Simões. Filho do fundador do jornal A Tarde, Ernesto Simões Filho, ele morreu de causas naturais no Rio de Janeiro. Casado com Norma Rocha Simões, era também pai de Yolanda Simões Atherino, tinha quatro netos e dois bisnetos.
"Meu pai foi advogado de formação, mas desde cedo abandonou esse caminho para cuidar e se dedicar ao jornal. Ele se considerava antes de tudo um jornalista", disse um dos filhos do jornalista, Renato Simões Filho, ao centenário baiano.
O velório será realizado na tarde desta sexta-feira (4), a partir das 13h, no Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, na capital fluminense.
Renato Simões esteve no cargo de superintendente de A Tarde entre 1957 e 2012. Logo depois ele ocupou a cadeira de presidente do Conselho de Administração do grupo de comunicação e foi intitulado como presidente de honra do diário.
Dentre os outros campos pelos quais Simões se enveredou estão a literatura, tendo lançado as obras "Crônicas d'aqui e d'além" e "Anônimos e Oitenta a e Todos", e a defesa da liberdade de imprensa, fazendo parte da direção de instituições como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Baiana de Imprensa (ABI).
Bahia Notícias
A pergunta que não cala: senhores vereadores, será mesmo que o governador é quem deve arranjar recursos para tapar os buracos das ruas de Jeremoabo?
Sempre gosto de transcrever alguns artigos do Blog Cláudio Nunes, hoje dois dos tópicos chamou-me atenção, o primeiro diz respeito a TRATAMENTO FORA DE DOMÍCILIA, que sirva de lição pera os responsáveis pela saúde de Jeremoabo; já o outro diz respeito as constantes falas dos vereadores da situação na tribuna da Câmara quando diz que o governador Rui Costa tem obrigação de arranjar dinheiro para tapar as crateras que tomou conta das ruas de Jeremoabo, assim como recursos para asfaltar as ruas da cidade; no entanto, a verdade é bem diferente, a responsabilidade é do prefeito e seus deputados, senão vejamos:
" Avanços na saúde Ao conceder entrevista ao radialista Roosevelt Santana, na FM Itabaiana, na manhã desta quinta-feira (04), o prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa (PL), destacou os investimentos que estão sendo realizados, sobretudo, na Secretaria Municipal de Saúde. Segundo ele, o pós-pandemia tem sido desafiador, mas é necessário um olhar especial para com as pessoas. Adailton mencionou alguns programas que estão em pleno funcionamento no município.
Melhor em Casa “Criamos o Programa Melhor em Casa, que hoje atende 70 pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção, com uma estrutura formada por médico, enfermeiro, nutricionista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. Temos o Programa Saúde na Hora onde os postos de saúde dos bairros São Cristóvão e Queimadas funcionam até às 19 horas. Estamos prestes a construir uma UBS no Conjunto Gilton Garcia e estamos na fase de licitação do Centro de Reabilitação Auditivo e Intelectual, que será construído no Santa Mônica. Também temos a previsão da construção de uma academia de ginástica da saúde, de um Centro de Convenções e um Centro de Diagnóstico e Imagem que irá contemplar 14 municípios da nossa região.”, disse.
Alta complexidade Adailton Sousa ainda destacou o serviço de transporte de itabaianenses para Aracaju ou mesmo para Salvador, quando é necessário a realização de um exame de alta complexidade ou mesmo consultas médicas com especialistas que o município não dispõe. “São pessoas que vão fazer radioterapia, quimioterapia, hemodiálise e outras demandas. Dispomos todos os dias de mais de 40 carros saindo da Secretaria de Saúde, fora as ambulâncias. Ainda existem carências. Apesar das dificuldades, fizemos muitos investimentos na saúde. Vão existir algumas falhas porque a saúde é muito complexa, mas essas demandas chegando aos ouvidos do prefeito, tomaremos as posições. O que a gente não pode é deixar de atender a população”, afirmou.
Compromisso Atualmente o município tem uma média mensal de 1164 pessoas sendo transportadas para fazer exames em Aracaju, bem como 155 pessoas transportadas para realizar fisioterapia, 27 para realizar hemodiálise, 101 pessoas transportadas por ambulância e 27 pessoas que são transportadas para Salvador, para o Hospital Sarah Kubitscheck. Aliado a este vasto número de pessoas atendidas via transporte, existem as pessoas que não estão agendadas para serem atendidas, mas que mesmo assim recebem a assistência devida. “Essa gestão tem o compromisso do trabalho. Eu tenho a virtude de encarar as situações de frente e estou à disposição da população de Itabaiana”, concluiu o prefeito.
Equoterapia O prefeito Adailton também destacou o Centro de Equoterapia de Itabaiana que está em processo de conclusão do projeto arquitetônico. Hoje, já existe no município o Espaço de Montaria Anjo Azul que atende mais de 100 crianças autistas por meio da equoterapia. Visando o novo espaço, que será referência nacional, o Governo de Itabaiana enviou quatro dos seus profissionais de saúde à Brasília, que participaram de um curso na Associação Nacional de Equoterapia. Júnior Alves (fisioterapeuta), Nadyne Tavares (terapeuta ocupacional), Aline Santana (psicóloga) e Taylaine (fonoaudióloga) aprenderam como conduzir bem os atendimentos, o tipo de cavalo adequado para cada praticante e sua patologia, como tratar esse cavalo, como guiar, dentre várias outras técnicas.
A Indignação é constante! Neto de uma geração q pensava na humanidade
em 5 nov, 2021 4:05
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Alguns amigos elogiaram o artigo de ontem, 04, sobre a indignação de saber que em Sergipe del Rey nada muda. A indignação não é apenas do blog.
A indignação é constante sim! E ela não é com pessoas, mas com um sistema voraz que privilegia poucos em detrimento de muitos. O saudoso professor Déda, quando estava despachando numa sala do
Centro de Convenções, no período da transição (final de 2006), recebeu este jornalista. Antes do bate papo ele desabafou: “Você não sabe os pedidos que estou recebendo. Autoridades do judiciário pedindo a manutenção de cargos, pessoas que pensei que desejavam que este sistema acabasse…” Foram mais ou menos estas as palavras de Déda. Ele teve boa intenção e tentou, mas não conseguiu desmantelar a teia do sistema que foi formada desde a formação de Sergipe.
Sim, caro leitor, a indignação continuará! Este jornalista é Neto de uma geração que, com muito orgulho, só pensava no bem da humanidade. Fazia política não por cargos e arranjos, mas por convicções ideológicas, certas ou não, ela não pensava em dinheiro e muito menos no poder para perseguir e prejudicar as pessoas. Uma geração que fazia cotas quando um deles passava por problemas financeiros.
Uma geração que poucos conhecem e mesmo sem constarem seus nomes nos livros da história de Sergipe, quem pesquisar vai saber que ela fez história sim: Manuel Vicente, Burguesia, Careca, Lídio da Cocada, Pedro Ilário, Durval Santana, José Nunes, Agonalto Pacheco, Aquilino Massena, Carisvaldo, Antônio Bittencourt, Milton Coelho, Marcélio Bomfim e muitos outros. A maioria anônima, mas referenciada por aqueles que conhecem a verdadeira história de Sergipe e os movimentos sociais.
Outros – mais novos e ainda vivos – se desvirtuaram no caminho para alcançarem seus objetivos pessoais e financeiros, esquecendo e maculando a luta de uma geração pela coletividade. Se curvaram ao sistema!
Por isso tudo, por eles e por acreditar que cada um deve fazer a sua parte é que a indignação com a mesmice em Sergipe del Rey continuará.
Burburinho no Palácio Adélia Franco: independentemente do resultado dos recursos no TSE, no dia 09 tudo será diferente Aliados e “mui aliados.” Assim se comenta hoje nos bastidores o que vem ocorrendo na base governista. Na verdade, o governador Belivaldo Chagas vem recebendo a solidariedade e o apoio da maioria expressiva das lideranças, porém, a puxada de tapete com até nomes para compor secretariado deixará tudo diferente. Os “mui aliados” torcem agora pela derrota de Belivaldo porque se ele ganhar ou até mesmo o julgamento for suspenso a situação deles não é boa. E um detalhe: a oposição corre daquele que saiu como o pior governador da história de Sergipe…
INFONET

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Bolsonaro quer criar vaga para acomodar seu médico num cargo especial em Miami
Publicado em 4 de novembro de 2021 por Tribuna da Internet

Doutor Camarinha está sonhando em morar nos “States”
Igor Gielow
Folha
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu que a Apex abrisse uma vaga para acomodar seu médico no escritório da agência de promoção comercial brasileira em Miami (EUA). Ricardo Camarinha, que trabalha na Presidência e atende diretamente a Bolsonaro como seu assessor especial, pretende mudar para os Estados Unidos por motivos familiares. Só que, sem um trabalho, a obtenção de um visto de residência seria mais difícil.
Assim, Bolsonaro acionou o chefe da unidade da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos em Miami, o general da reserva Mauro César Lourena Cid. Ele é um de seus mais próximos colegas da turma de 1977 da Academia das Agulhas Negras e chegou ao topo da hierarquia do Exército com quatro estrelas no ombro —enquanto o hoje presidente deixou a Força como um capitão indisciplinado em 1988.
DESDE AGOSTO – O general Cid está em Miami desde meados de 2019. No dia 13 de agosto passado, ele informou sua equipe acerca da possibilidade de ter de abrigar Camarinha no time.
Houve contestações, segundo relatos de pessoas com conhecimento do caso: não há posto para médicos ou para atividades relacionadas à medicina no local.
Foi determinado que se estudasse algum tipo de alternativa, talvez na forma de contatos na área de saúde. A Apex é responsável por promover empresas brasileiras no exterior, facilitar negócios e atrair investimentos estrangeiros ao país.
BOLSONARO INSISTE – Apesar das resistências, em 22 de setembro a ordem para a criação de um cargo foi reforçada como definitiva, dado que se tratava de um pedido pessoal do presidente. Houve espanto entre servidores, nos EUA e em Brasília.
A Folha questionou a Apex sobre a indicação. A agência confirmou que “mesmo antes da pandemia, já vinha trabalhando para fortalecer a base industrial de saúde, seja com ações de promoção comercial, seja de atração de investimentos estrangeiros diretos”.
“A agência pretende reforçar a atuação de sua rede de escritórios internacionais nesse campo. Esse reforço deverá incluir a contratação de profissional especializado, mas ainda não há definição de nomes”, disse, por meio de sua assessoria.
VISTO A PEDIDO – A negociação para a concessão rápida de um visto para Camarinha está sendo feita diretamente na Embaixada dos EUA em Brasília, segundo pessoas familiarizadas com o caso.
Até aqui, todos os cerca de dez empregados no escritório, com a exceção do chefe, haviam sido contratados no mercado americano, e já tinham sua situação legal regularizada. A reportagem enviou uma mensagem ao médico para conversar sobre o assunto. Ele a viu, segundo o aplicativo, mas não respondeu.
A operação toda foi coberta por sigilo. Não há e-mails com as ordens de Cid: todas foram passadas por telefone ou pessoalmente. O escritório do general e a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) foram procurados, mas não responderam a pedido para falar sobre o caso até aqui.
ACABOU A MAMATA – A indicação vai na contramão do discurso oficial do “acabou a mamata”, adotado desde a campanha eleitoral por Bolsonaro e seus apoiadores para sugerir que seriam extintos privilégios e “boquinhas” para amigos do poder.
O cardiologista Camarinha está no serviço público desde 1983 e anteriormente atendeu ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele é considerado um profissional eficiente e discreto, avesso à exposição pública.
O general Cid chegou a ser cotado para ser o comandante do Exército após Bolsonaro vencer o pleito de 2018, mas acabou indo para reserva quando o escolhido foi Edson Leal Pujol.
Pujol viria a bater de frente com o presidente, ao antagonizar suas diretrizes negacionistas na pandemia, levando à crise militar que derrubou todos os comandantes das Forças e o ministro da Defesa, em abril deste ano.
TUDO EM FAMÍLIA – O general de Miami é pai do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ajudante de ordens do presidente e considerado hoje um de seus poucos homens de confiança dentro do Planalto. O AJO, jargão do seu cargo, filtra todos os contatos de Bolsonaro.
A Apex tem, brincam alguns de seus servidores, uma caveira de burro enterrada sob sua sede. Criada em 2003, ela sempre foi vista como um ponto de profissionalismo no serviço público, trabalhando em conjunto com o Itamaraty, mas sob o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comercial.
No governo Michel Temer (MDB), em 2016, o tucano José Serra aceitou ser chanceler sob a condição de levá-la para a guarda das Relações Exteriores, gerando atritos por sobreposição de funções com a área comercial da diplomacia.
FAMA INFAME – Mas foi no governo atual que a agência ganhou infame notoriedade ao abrigar estrelas do nascente bolsonarismo, que acabara de ganhar as eleições presidenciais.
Seu primeiro presidente, Alex Carrero, caiu após embate com a polêmica Letícia Catel, uma amiga próxima do primeiro-filho Eduardo Bolsonaro e do então chanceler Ernesto Araújo que fora acomodada na diretoria de Negócios.
Logo depois, foi a vez de deixar o posto atirando Mario Vilalva, diplomata que acusou Ernesto de buscar esvaziar sua cadeira para robustecer a da amiga, que fora secretária-geral de forma voluntária do então partido de Bolsonaro, o PSL, em São Paulo.
VITÓRIA MILITAR – Nos embates que envolviam cultores de Olavo de Carvalho e militares naquela largada de governo, os fardados se deram melhor. Entrou em maio daquele ano na chefia o almirante da reserva Sergio Segovia, que demitiu Catel e outros bolsonaristas. Como praxe, cerca de dez militares ganharam espaço, inclusive o general Cid.
Neste ano, em mais uma acomodação já que militares permaneceram em seus cargos, assumiu a agência novamente um diplomata, Augusto Pestana.
Há um motivo para tanta disputa. Além da possibilidade de trabalho no exterior, a Apex é atrativa por oferecer salários suculentos e fora da regra do teto do funcionalismo (R$ 39,2 mil), já que é custeada pelo Sistema S.
ALTOS SALÁRIOS – Seu presidente ganha R$ 50,3 mil, enquanto os diretores amealham R$ 43 mil mensais. Segundo os últimos dados disponíveis do Portal da Transparência, de junho, o general Cid, por exemplo, somou aos US$ 9,6 mil de seu cargo (cerca de R$ 50 mil na cotação média daquele mês) outros R$ 38 mil oriundos de sua reserva remunerada.
Na semana passada, a Apex esteve no centro de uma polêmica em Dubai, onde coordena o pavilhão brasileiro na Expo realizada na cidade árabe. Criticada pela vacuidade do estande brasileiro, que só tem um espelho d’água e projeções, ela recebeu uma semana de atividades culturais promovida por São Paulo.
Só que na hora de divulgar o evento, omitiu que era patrocinado ao custo de R$ 10 milhões (60% auferidos na iniciativa privada) pelo governo do tucano João Doria, rival de Bolsonaro. Disse que não todas as atrações eram “brasileiras”, mas foi acusada de agir de forma “vexatória”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se o presidente fosse Itamar Franco, o médico do Planalto jamais ganharia essa mamata em Miami, que Jair Bolsonaro está lhe proporcionando. Se o presidente fosse Lula da Silva, porém, o médico não somente já estaria nomeado e ainda poderia levar uma amante para Miami, com tudo pago, cartão corporativo e mordomia à vontade. Nesse ponto, Lula é mais generoso. (C.N.)
Prestes a se filiar ao Podemos, Sérgio Moro enfrenta resistências internas no partido

Moro vai se reunir individualmente com os parlamentares
Evandro Éboli O Globo
Com filiação anunciada no Podemos para disputar as eleições do ano que vem, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro enfrenta resistências na sigla, sobretudo na bancada da Câmara. Entre os dez deputados federais da legenda há bolsonaristas, um lulista e outros que ainda preferem aguardar uma conversa com Moro.
O ex-juiz teria um encontro ontem com a bancada do partido, em Brasília, mas a reunião foi adiada para a próxima terça-feira, véspera do evento para sua filiação ao partido. Nas redes sociais, os deputados sequer postaram o anúncio de sua chegada à sigla, que traz uma foto de Moro com a inscrição “Juntos, podemos construir um Brasil justo para todos”.
BOLSONARISTAS – A expectativa é que Moro dispute a Presidência da República e enfrente o presidente Jair Bolsonaro, que deve concorrer à reeleição. Pelo menos três deputados são muito próximos do Palácio do Planalto: José Medeiros (MT), Diego Garcia (PR) e Léo Moraes (RO). Também integrante da ala bolsonarista do partido, Diego Garcia é muito próximo da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Vice-líder da bancada, o deputado José Nelto (GO) é um dos mais próximos ao ex-ministro Moro. O parlamentar diz que a chegada de Moro ao partido é uma “conquista”, mas que é uma incógnita a reação dos colegas:
— Sim, na bancada tem bolsonaristas. O José Medeiros é um bolsonarista doente, até mais que os filhos do presidente. Se tem desconforto, cada um vai com sua ideologia.
“PETISTA” REAGE – Na outra ponta, o “petista” da bancada, o deputado Bacelar (BA), reagiu com desconfiança à chegada de Moro ao partido.
“Não será um alinhamento automático ao Moro. Precisamos ouvi-lo. O país vive uma divisão entre civilização e barbárie e ele defendeu e fez parte desse governo. Precisa fazer um mea-culpa” — disse Bacelar, que confirmou sua simpatia pelo ex-presidente Lula.
Mais moderado na bancada, Roberto de Lucena (SP) diz preferir aguardar a conversa que a bancada terá com Moro, semana que vem, para avaliar: “O Moro é um bom quadro, sem dúvida. Qualquer partido de centro no Brasil teria satisfação em recebê-lo. Agora, eu e os demais estamos aguardando a oportunidade de ouvi-lo para entender exatamente qual é o espaço que ele vai ocupar nesse processo. Qual proposta que tem para o país. Depois, a bancada vai se reunir e discutir o assunto”.
RECUO NO PSL – Moro jantaria na noite de quarta-feira com deputados do PSL, mas o encontro foi desmarcado após pressão de dirigentes da sigla, segundo a colunista de O Globo Bela Megale. Os caciques não querem associar o PSL ao apoio à candidatura de Moro. Aliados do ex-juiz avaliaram que não era o momento de elevar a pressão e concordaram em cancelar a agenda.
A reunião aconteceria em Brasília e estava sendo organizada pelo deputado Junior Bozzella (PSL-SP), um dos principais apoiadores de Moro na legenda. Também estava prevista a participação do general Santos Cruz, que foi ministro do governo Bolsonaro. Segundo Bozzella, as conversas acontecerão individualmente.
O ex-juiz está em Brasília para uma série de encontros políticos. Na manhã de ontem, Moro se encontrou com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que também tem entre suas bandeiras o combate à corrupção. Na conversa, o ex-ministro se colocou como pré-candidato à Presidência da República.
DISSE O SENADOR — “Foi um conversa preliminar onde ele se colocou disposto a participar da disputa presidencial. Agora, Moro terá que mostrar conhecimento em outras áreas, além da pauta ética” — disse o senador, que também é pré-candidato à Presidência.
Em sua rodada de encontros políticos, Moro vai participar do congresso do MBL este mês em São Paulo. O ex-juiz anunciou em vídeo que participará do evento e “entrevistará” Danilo Gentili sobre uma suposta candidatura do humorista à Presidência.
O MBL foi um dos movimentos que apoiou Moro ao longo da Lava-Jato. Em 2019, no entanto, houve atritos entre o ex-ministro e integrantes do movimento, após virem à tona mensagens em que Moro criticava o grupo por um protesto contra o então ministro Teori Zavascki, do STF. (Colaborou Camila Zarur)
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – As resistências são naturais. Os partidos só estarão realmente alinhados em março, quando se abre a janela para o troca-troca de filiações. Somente então se poderá saber o verdadeiro tamanho de cada bancada. (C.N.)
Voto na PEC chegou a R$ 15 milhões, mas deputados podem não ver a cor do dinheiro
Publicado em 4 de novembro de 2021 por Tribuna da Internet
Charge do Balinger (Arquivo Google)
Mariana Carneiro
O Globo
O feirão de emendas promovido por Arthur Lira na noite desta quarta-feira, durante a votação da PEC dos Precatórios, pode acabar se transformando em foco de conflitos em poucas semanas. No Salão Verde, onde a movimentação de parlamentares era frenética, dois deputados relataram ter ouvido que a oferta por um voto a favor da PEC chegava a R$ 15 milhões para adesões de última hora. A questão é que os deputados podem acabar sem ver a cor do dinheiro.
A tática de trocar votos por verbas a cada votação importante vem sendo usada por Lira desde que ele passou a administrar a distribuição das emendas de relator, chamadas de orçamento secreto por não se saber exatamente qual o critério de distribuição dos recursos e nem haver transparência na aplicação do dinheiro.
O TEMPO VOA – Agora, faltando exatos 39 dias úteis para o prazo final de empenho das emendas neste ano e Lira ainda tem em suas mãos cerca de R$ 5 bilhões que ainda não distribuiu, dos R$ 11,5 bilhões que recebeu neste ano. Mesmo que ele queira atender a todos aos que prometeu liberar recursos, pode não haver tempo hábil.
Essa era, aliás, uma das preocupações que os deputados expressavam na madrugada de quarta-feira, em meio às negociações para a votação da PEC dos Precatórios. Pelo menos três deles contaram ontem, abertamente, que nem o que já foi prometido em outras votações foi entregue ainda.
Mesmo emendas autorizadas pelos presidentes das Casas acabaram emperradas nos ministérios – Ciência e Tecnologia, comandado por Marcos Pontes, por exemplo, não empenhou nem um centavo dos R$ 75 milhões que poderia carimbar em emendas de relator.
EMENDAS PARADAS – Na pasta da Cidadania, liderada por João Roma, o empenho não passa de 37% do total reservado. E não que seja difícil aplicar o dinheiro. O valor de emendas pode ser alocado até para a compra de micro-ônibus para assistência social, o que não exige nem sequer a apresentação de um projeto básico.
Por isso parlamentares se dividem na hora de explicar o motivo do represamento do dinheiro. Uns creem que os ministérios fazem jogo duro com o objetivo de aplicar, eles mesmos, a verba das emendas extras.
Outros dizem que Lira usa essa tática para controlar a Câmara no cabresto, adiando o pagamento das promessas até o limite para manter a fidelidade dos deputados. Já para um ministro familiarizado com as negociações no governo, Lira “quis comer mais do que a boca”, e hoje não tem capacidade de gastar todo o dinheiro que recebeu.
GRAU DE DIFICULDADE – A insatisfação com esse comportamento ajuda a explicar por que foi tão difícil para Arthur Lira aprovar a PEC dos Precatórios.
Depois de dias tentando votar a mudança na Constituição, o presidente da Câmara teve que mudar as regras de presença no plenário e ainda negociar com cada partido e parlamentares avulsos até a madrugada. Ainda assim, quase perdeu.
A PEC acabou sendo aprovada em primeiro turno por 312 votos, quatro a mais do que o necessário. E passou graças a um partido da oposição, o PDT, que deu 15 votos a favor da PEC.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na segunda votação, com exigência presencial para todos os deputados, tudo pode ser diferente e a PEC até ser derrotada, se os deputados não virem mesmo a cor do dinheiro. (C.N.)
Em destaque
EDITORIAL: Estrada da Pedra Furada e Baixa dos Quelés – O Peso da Herança Maldita e a Luta pela Reconstrução
09/05/2026 ESTRADA DA PEDRA FURADA E BAIXA DOS QUELÉS, SOMENTE EM DIAS DE SOL Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV RP:9291/BA A tão sonhada rec...