quarta-feira, julho 14, 2021

Delegacia Virtual de Sergipe pode ser usada para denunciar 14 crimes

  em 14 jul, 2021 9:50

O lançamento da plataforma foi através de uma coletiva de imprensa virtual (Foto: Portal Infonet)

Foi lançada oficialmente na manhã desta quarta-feira, 14, a Delegacia Virtual de Sergipe‘. Em entrevista coletiva, a delegada Rosana Freitas explicou que a plataforma foi desenvolvida com o objetivo de facilitar o acesso do cidadão ao serviço de registro de ocorrência policial.

“A Delegacia Virtual chega como uma opção para se relatar alguns tipos penais e outras ocorrências não criminais sem precisar sair de casa. Mas seu uso não é obrigatório. Cabe ao cidadão escolher entre fazer a denúncia virtual ou se deslocar até uma delegacia”, resume Rosana.

Ainda segundo a delegada, através dessa plataforma virtual é possível denunciar até 14 crimes. São eles: Adulteração de sinal identificador de veículo automotor; Ameaça; Calúnia; Constrangimento ilegal; Difamação; Estelionato; Furto; Fuga do local de acidente de trânsito (somente se não ocorrer lesão ou morte); Injúria; Invasão de dispositivo informático ou telemático; Maus-tratos a animais; Perturbação ao sossego; Vias de fato; Violação de domicílio.

Além desses tipos penais, também é possível notificar ocorrências não criminais, a exemplo de perda de documentos originais, desaparecimento de pessoas, dentre outros.

Para ter acesso ao serviço a delegada explica que é necessário criar a conta ‘gov.br’, já que a Delegacia Virtual é uma parceria com o Governo Federal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Além da Delegacia Virtual, com a conta do ‘gov.br’ o cidadão poderá acessar os serviços digitais do INSS, a carteira de trabalho digital e o seguro desemprego”, explica Rosana.

Criação da conta

Você pode criar sua conta pelo aplicativo ( https://www.gov.br/pt-br/apps/meu-gov.br ) ou pelo site ( https://acesso.gov.br ). Após acessar, clique no botão “Crie sua conta no gov.br“, escolha uma das opções mostradas na tela e siga as orientações para concluir o processo de criação da sua conta digital.

por João Paulo Schneider 

INFONET

CPI da Covid recorre ao STF e obtém aval para agir contra silêncio sistemático de depoentes

por Renato Machado, Raquel Lopes e Matheus Teixeira | Folhapress

CPI da Covid recorre ao STF e obtém aval para agir contra silêncio sistemático de depoentes
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, acolheu parcialmente nesta terça-feira (13) uma demanda da CPI da Covid que dá fôlego para a comissão reagir à sistemática atitude de depoentes de permanecerem em silêncio, graças a decisões da Justiça.

 

Fux atendeu parcialmente a dois embargos (recursos), um apresentado pela CPI e outro pela defesa de Emanuela Medrades, representante da Precisa Medicamentos que decidiu ficar em silêncio no depoimento desta terça.

 

Pela decisão de Fux, cabe ao depoente decidir se a resposta a uma pergunta poderá incriminá-lo, mantendo, assim, o silêncio.

 

O magistrado, no entanto, diz que nenhum direito é absoluto e que cabe à CPI avaliar se o depoente abusa dessa prerrogativa, afirmando que a comissão tem os instrumentos para adotar providências.

 

“Recai o poder-dever de analisar, à luz de cada caso concreto, a ocorrência de alegado abuso do exercício do direito de não incriminação. Se assim entender configurada a hipótese, dispõe a CPI de autoridade para a adoção fundamentada das providências legais cabíveis”, disse o ministro na decisão.

 

A decisão diz ainda que o Supremo não atua previamente no controle dos atos da comissão.

 

“Compete à CPI fazer cumprir os regramentos legais e regimentais, estabelecendo, para tanto, as balizas necessárias para que investigados, vítimas e testemunhas possam exercer, nos limites próprios, seus direitos fundamentais, inclusive o direito da não autoincriminação”, diz a decisão.

 

Emanuela Medrades abriu mão, inclusive, do seu pronunciamento inicial de 15 minutos antes dos questionamentos. Afirmou apenas que foi a própria CPI que a tratou como investigada.

 

"Quem me tratou primeiro como investigada foi esta CPI, que quebrou os meus sigilos e deixou expresso num requerimento a minha condição de investigada", disse ela, para em seguida declarar que seguiria orientações de seus advogados e permaneceria em silêncio.

 

Os membros da CPI relatam que a representante da Precisa estava muito nervosa quando compareceu à comissão. Também afirmam que ela teria tido um media training no dia anterior, para se preparar para a oitiva, mas acabou se mostrando instável. Por isso seus advogados teriam optado pelo silêncio absoluto.

 

Os senadores reagiram e afirmaram que o habeas corpus garante o silêncio apenas nas questões que a envolvem. A depoente, portanto, deveria se manifestar sobre outros assuntos.

 

Medrades irritou os senadores ao evitar responder questões que pouco dizem respeito a irregularidades. A diretora evitou, por exemplo, esclarecer qual o seu vínculo empregatício com a Precisa.

 

“[Omar Aziz] tem o poder, que foi lhe dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, de aplicar os rigores da lei e dos poderes de que é investido o presidente da comissão parlamentar de inquérito, quando a testemunha, porventura, se recusar a responder algo que não a comprometa”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

 

Por causa disso, o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu suspender a sessão e entrou com um embargo de declaração junto ao STF questionando os limites do silêncio da depoente.

 

Aziz então questionou o STF se ela já cometeu crimes de falso testemunho, por se recusar a responder perguntas.

 

A sessão com o depoimento de Medrades chegou a ser reiniciada na noite desta terça, mas o depoimento acabou sendo adiado para a manhã desta quarta-feira (14) depois de a depoente alegar exaustão.

 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) questionou se a depoente iria colaborar em uma eventual sessão na quarta. Após a resposta afirmativa, Aziz então encerrou a sessão.

 

Os senadores do grupo majoritário da CPI, formado por independentes e oposicionistas, consideraram a decisão de Fux uma vitória do colegiado. Primeiramente, porque esperam que haverá um caráter pedagógico e que futuros depoentes vão colaborar em suas oitivas, ajudando a produzir provas contra terceiros.

 

Além disso, esses senadores reconhecem informalmente que a pressão sobre Medrades na verdade tinha o objetivo de atingir o sócio-diretor da Precisa, Francisco Emerson Maximiano.

 

Prova disso é que os senadores já agendaram para quarta-feira (14) sua fala ao colegiado, junto com o depoimento de Medrades. Maximiano deveria ter prestado depoimento na comissão há duas semanas, mas os senadores desistiram por causa do habeas corpus que ele obteve, às vésperas de sua oitiva.

 

Agora, além de decidirem agendar sua oitiva, os senadores afirmam que a possibilidade de prisão - aberta pela decisão de Fux - pode romper sua resistência para que ele apresente informações referentes à negociação para a venda da vacina Covaxin.

 

A decisão da CPI de buscar delimitar o direito ao silêncio provocou reação, em particular no ambiente jurídico. O Instituto de Garantias Penais divulgou uma nota na qual afirma que o direito a não produzir provas contra si é amplamente consagrado em acordos internacionais, na Constituição e em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

 

A nota ainda defende que esse direito pode ser invocado por qualquer pessoa, seja ela testemunha ou investigado. E também defende que cabe ao depoente e seu time jurídico decidir o limite da fala para evitar a autoincriminação.

 

"É certo, também, que a avaliação acerca da real posição ostentada pelo titular do direito à não autoincriminação deve ser feita pela defesa técnica, e não pela autoridade que investiga, sob pena de lhe dar o poder de contornar, de modo absolutamente ilegal, o direito fundamental que é assegurado a todos os cidadãos", afirma o texto da nota.

 

"Por isso, não se afigura legítima qualquer espécie de tentativa de constranger quem quer que seja a prestar depoimento contra a sua vontade, livremente manifestada com auxílio de advogado, sob pena de transformar em letra morta direito erigido à categoria de fundamental pelo ordenamento jurídico", completa o texto.

 

A empresa Precisa Medicamentos é alvo de suspeitas no processo de compra da vacina indiana Covaxin. O contrato de R$ 1,6 bilhão para compra da vacina foi assinado a toque de caixa pelo governo Bolsonaro, que ignorou parecer apontando pendências, e acabou suspenso após as denúncias de irregularidades (saiba mais aqui).

 

O jornal Folha de S.Paulo revelou que o chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Fernandes Miranda, relatou ter sofrido pressão atípica para tentar garantir a importação da vacina indiana Covaxin ao MPF (Ministério Público Federal).

 

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam a negociação. Inclusive, Emanuela fez esclarecimentos para a Polícia Federal na segunda-feira (12).

 

Os senadores aprovaram requerimento solicitando cópia do depoimento à Polícia Federal.

 

A PF divulgou nota nesta terça na qual afirmou que a investigação sobre as suspeitas de irregularidades no processo de compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde “atende às disposições constitucionais e legais”.

 

“A produção de provas, s?obretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso”, diz o comunicado.

 

Foi uma reação da PF às declarações de senadores que integram a CPI da Covid. Mais cedo, parlamentares levantaram suspeitas sobre o uso político da corporação.

 

Algumas testemunhas convocadas pela comissão têm reivindicado o direito ao silêncio nos interrogatórios sob o argumento de estarem sendo investigadas pela polícia, o que as desobriga a falar a verdade.

 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) levantou dúvidas de que as ações da Polícia Federal no caso Covaxin podem ter o objetivo de atrapalhar as investigações da CPI.

 

Pouco antes de suspender a sessão, Aziz também criticou duramente Jair Bolsonaro, afirmando que ele é um "péssimo" presidente da República, um agressor de mulheres e um líder sem sensibilidade.

 

Aziz se exaltou para criticar inicialmente os senadores governistas que defenderam Roberto Ferreira Dias, que foi detido na semana passada, durante depoimento.

 

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou denúncia do policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que afirma ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina, de Dias.

 

"Abuso de autoridade são as mortes, é a omissão, é ser complacente com um governo que não tem um milímetro de solidariedade. Um Presidente que é incapaz de ser solidário aos brasileiros, que abre a boca para assacar contra quem se contraponha a ele”, afirmou.

 

“O Brasil tem um presidente motoqueiro que, em vez de ir aos Estados, Municípios, e visitar um hospital, e visitar uma família que perdeu um ente querido, vai assacar contra os adversários. É uma pessoa que não tem sensibilidade, agressor de mulheres, gosta de gritar com as mulheres, mas adora andar de moto. Grande motoqueiro o Brasil tem; péssimo Presidente o Brasil tem”, completou.

 

Ele disse ainda que existe uma "tropa de choque" formada por governo e parlamentares governistas, para proteger agentes públicos que cometeram irregularidades.

 

O presidente da CPI também falou durante a sessão que conversou por telefone com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ele informou a Aziz que irá ler o requerimento nesta quarta-feira (14) para que a CPI possa funcionar por mais 90 dias.

 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou há duas semanas o requerimento para prorrogar a CPI, que rapidamente passou a contar com as 27 assinaturas necessárias –o que corresponde a um terço do total de senadores.

 

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), aproveitou a sessão para dizer que a Câmara aprovou um requerimento para convocar o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, a depor por conta da nota publicada contra as falas do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) . Ele disse que a CPI deveria fazer o mesmo.

 

"Acho que providência igual deve ser feita por essa CPI. Quem nós apreciemos o mais rapidamente possível o requerimento de convocação de Braga Netto pelo seu envolvimento no enfrentamento a pandemia", avaliou Renan.

 

Braga Netto e os comandantes das Forças Armadas divulgaram uma nota em que repudiam declarações feitas pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), na sessão de quarta-feira (7) da comissão.

 

Aziz afirmou que há muitos anos o Brasil "não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua

 dentro do governo".

Bahia Notícias

Anvisa autoriza testes de 3ª dose da Astrazeneca contra variante Beta na Bahia


por Jade Coelho

Anvisa autoriza testes de 3ª dose da Astrazeneca contra variante Beta na Bahia
Foto: Rodrigo Nunes/MS

A Astrazeneca recebeu autorização da Anvisa para realizar testes para analisar a possibilidade de uma terceira dose de vacina nas pessoas já imunizadas contra a Covid-19. O objetivo é testar a eficácia contra variantes. A Bahia será um dos locais onde o estudo será conduzido. 

 

Anvisa autorizou a realização dois ensaios clínicos com candidatas a vacinas contra Covid-19 no Brasil, nesta quarta-feira (14). Na semana passada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária havia aprovado a condução de testes de outra vacina, da farmacêutica Sanofi Pasteu, que também inclui a Bahia. As Obras Socias Irmãs Dulce (Osid) serão parceiras no estudo aprovado na semana passada e que vai contar com 37 voluntários baianos (leia mais aqui).

 

A Astrazeneca já tem uma vacina aprovada e utilizada no país, que foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e que no Brasil é produzida pela Fiocruz. O imunizante anti-Covid recém-autorizado que será testado na Bahia será o AZD2816. A tecnologia dessa nova candidata a vacina da Astrazeneca é a de vetor de adenovírus recombinante, a mesma utilizada na vacina anterior (AZD1222), já utilizada no país.

 

De acordo com a Anvisa, o imunizante com testes autorizados ontem é uma nova versão do que já está disponível no Brasil, mas com uma modificação para fornecer imunidade contra a variante Beta, identificada inicialmente na África do Sul.

 

A Astrazeneca vai patrocipar o ensaio enquanto a vacina será fabricada pela empresa Symbiosis Pharmaceutical Services sediada no Reino Unido, informou a Anvisa.

 

Na resolução que autoriza os testes, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (14), a Agência descreve que o novo estudo da Astrazeneca será de fase II e III.

 

Vão participar voluntários com 18 anos ou mais, já vacinados e também aqueles ainda não vacinados. O objetivo é determinar a segurança e a capacidade de provocar resposta imune (imunogenicidade) da candidata à vacina AZD2816, quando administrada como uma dose única a indivíduos com teste negativo para SARS-CoV-2 e que já receberam duas doses contra a Covid-19 do imunizante da mesma fabricante, ou uma vacina com tecnologia de mRNA. Uma das exigências do estudo é de que a segunda dose, em todos os casos, tenha sido administrada pelo menos três meses antes da primeira administração da intervenção do estudo.

 

A resolução da Anvisa indica que vão participar do ensaio 2.475 pessoas no Brasil e mais três países (Reino Unido, África do Sul e Polônia). Em relação aos brasileiros, serão 800 voluntários.  

 

Além da Bahia, a pesquisa vai ser realizada também no Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

VACINA INATIVADA CONTRA SARS-COV-2 - CÉLULA VERO

A outra pesquisa clínica autorizada pela Anvisa ontem vai testar uma nova candidata à vacina desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas (Institute of Medical Biology Chinese Academy of Medical Sciences – IMBCAMS).

 

O estudo ocorre no Brasil em fase III. Segundo a Agência, ele será controlado por placebo a fim de verificar a eficácia, segurança e a capacidade de produzir anticorpos contra a Covid-19.

 

Essa candidata também será testada em adultos de 18 anos ou mais, em duas doses, com intervalo de 14 dias. 

 

Os dados levantados no Brasil vão complementar um estudo já em curso na China e em outros países.

 

Esse novo ensaio clínico chinês vai contar com 34.020 voluntários no Brasil, Malásia, Bangladesh, China e México.

 

No Brasil serão 7.992 participantes de Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Bahia Notícias

Rui Costa alerta que salário de professor que não comparecer às aulas poderá ser cortado


Rui Costa alerta que salário de professor que não comparecer às aulas poderá ser cortado
Foto: Camila Souza/ GOVBA

Após anunciar o início das aulas em modo semipresencial na rede pública do estado, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse que os professores poderão ter o salário cortado pelos dias que não comparecerem às unidades de ensino. A decisão contraria a APLB, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, que protesta contra o retorno às escolas antes que toda a categoria esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que a entidade estima que vá acontecer até a primeira quinzena de agosto.

 

Ainda assim, o governo do estado determinou a reabertura das escolas para este mês de julho (saiba mais aqui). "Dia 26 as aulas retornam e, a partir daí, será contabilizada as presenças para, evidente, implicar na remuneração dos professores que serão remunerados com os dias que derem aula, assim como todo trabalhador é remunerado com os dias que comparece ao seu trabalho", disse o governador, em entrevista ao Jornal da Manhã desta quarta-feira (14).

 

Questionado pelo apresentador se isso significaria corte de salário para os faltantes, ele frisou: "exatamente". "No caso do servidor público, ele precisa faltar 30 dias seguidos para, eventualmente, responder por um processo administrativo por abandono de emprego e, eventualmente, não ter mais seu emprego", alertou, acrescentando não acreditar que a categoria não compareça às escolas, pois, na avaliação dele, "a esmagadora maioria dos professores" está sensível ao contexto de vulnerabilidade enfrentado pelos estudantes mais pobres.

 

A declaração foi dada logo após o telejornal exibir o posicionamento da APLB. O presidente do sindicato, professor Rui Oliveira, disse que os colegas não vão atender ao chamado da Secretaria de Educação do Estado (SEC) enquanto todos não estiverem completamente imunizados.

 

Quanto a isso, o governador afirmou que eles estão em situação de privilégio se comparados a outras categorias profissionais. "Todos os trabalhadores do Brasil inteiro já estão trabalhando e outros que ainda não estão, que organizam shows, eventos, estão ansiosos pra trabalhar, então precisamos dar nossa parcela de contribuição. Os professores, eu diria, têm reunido uma condição que nenhum outro trabalhador reuniu. Ou seja, de ir à aula já vacinado. Muitos, eu vou dizer a grande maioria, já com a segunda dose porque vários tomaram a segunda dose e mesmo que uma parcela [esteja] como eu, que só tomei a primeira dose, e continuo trabalhando", comparou. 

 

Logo mais, na manhã desta quarta, o secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, vai participar de uma coletiva de imprensa virtual para prestar detalhar o retorno das aulas. 

Bahia Notícias

Moraes compartilha provas com TSE e fortalece ações que podem cassar Bolsonaro

Moraes compartilha provas com TSE e fortalece ações que podem cassar Bolsonaro
Ministro Alexandre de Moraes | Foto: Rosinei Coutinho/ SCO/ STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, autorizou o compartilhamento de provas dos inquéritos das fake news e de atos antidemocráticos com as ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é o relator desses processos na Corte Suprema, por isso foi o responsável por atender o pedido, pendente há mais de um ano.

 

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a partir disso, novos elementos entram na investigação sobre a participação do presidente em uma rede de disparo em massa de notícias fraudulentas na eleição de 2018. Isso deve fortalecer as ações contra ele na Corte Eleitoral, o que pode levar, no máximo, à cassação da chapa Jair Bolsonaro - Hamilton Mourão.

 

De acordo com a publicação, o relator das ações no TSE é o corregedor-geral do tribunal, o ministro Luis Felipe Salomão. A suspeita é de que o esquema ocorrido no último pleito teria sido financiado por empresários, por meio de caixa dois, para disseminar informações falsas a favor de Bolsonaro e contra seus adversários.

Bahia Notícias

Em caso de denúncia de prevaricação contra Bolsonaro, Lira não poderá engavetar o caso


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Charge Nando Motta (Arquivo Google)

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Vera Chemin
Estadão

O crime de prevaricação é cometido por funcionário público contra a Administração Pública e se configura quando ele retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou o pratica contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse pessoal.

Remete a três condutas típicas, uma das quais é atribuída a Bolsonaro, qual seja, a de “deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, para satisfazer interesse pessoal”.

OMISSÃO PROPOSITAL – Trata-se de uma conduta “omissiva” no sentido de não praticar, com ânimo definitivo (isto é, não pretende mesmo) um determinado ato de ofício. O crime é formal e se consuma antecipadamente, sem a produção do resultado naturalístico, consistente na satisfação do interesse pessoal (patrimonial ou moral) do agente.

Bolsonaro deveria tomar providências para determinar a investigação de supostas irregularidades que lhe foram relatadas, com relação à compra de vacinas e não o fez.

Em resumo: deixou de praticar, conscientemente (aqui está presente o dolo/intenção), ato de ofício de forma indevida, isto é, contra disposição de lei que, se comprovado configurará a prevaricação, independentemente da satisfação de interesse pessoal.

OFÍCIO À CÂMARA – Os resultados daquele inquérito e a possibilidade de apresentação de denúncia pela PGR ao STF exigirá a comunicação à Câmara dos Deputados para que realize os procedimentos legais e regimentais para a realização de votação que só admitirá a acusação em face do Presidente, por 2/3 de seus membros, para que o STF possa processar e julgar o presidente, conforme prevê o art. 86 da Carta Magna.

Os procedimentos terão de ser atendidos e não poderão ser engavetados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, como ocorre com os pedidos de impeachment, cuja essência é política.

A Lei 8.429 prevê em seu artigo 11º redação similar como ato de improbidade contra os princípios da administração pública, sem esquecer que o agente público engloba aquele que exerce função pública mesmo que transitoriamente e por via eletiva.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, o mandato e o futuro de Jair Bolsonaro estão nas mãos da ministra Rosa Weber.  Há onze dias Bolsonaro está com soluços. Não é para menos. Engolir um impeachment goela abaixo, quando se julgava dono do mundo, entope qualquer um. (C.N.)


Conheça uma maneira simples e eficaz de conferir se há fraudes nas eleições brasileiras

Publicado em 14 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (O Tempo)

Carlos Newton

Essa questão da urna eletrônica é um debate meio religioso, cheio de dogmas de caráter espiritual. As autoridades eleitorais dizem que o sistema é à prova de fraudes, porque opera isoladamente, sem estar ligado à internet. Belo argumento, mas é apenas um dogma fantasioso, pois todo mundo sabe que a informática jamais se mostrou imune a falsificações, muito pelo contrário.

Antes da eleição, são sorteadas as urnas de uma “votação paralela”. No dia do pleito, funcionários da Justiça Eleitoral votam em candidatos pré-determinados. Depois, verifica-se se os resultados dessas votos coincidem com os votos pré-determinados. E até ai morreu Neves, como se dizia antigamente, não prova nada.

OUTRAS SALVAGUARDAS – Meses antes do pleito, o TSE convida uma série de especialistas em informática de importantes instituições públicas e privadas, para que testem a segurança do sistema. Assim, se surgir algum problema, a Justiça eleitoral tem como corrigi-los até a data da eleição. Ou seja, admite-se a priori que pode haver falhas. 

Dizem também que, com o advento da biometria, fica impossível substituir a pessoa na cabine eleitoral. Além disso, as urnas são lacradas, de modo a impedir a inserção de algum dispositivo estranho, como um pendrive.

Por fim, os votos são embaralhados no sistema, de forma a impedir que se identifique como cada um votou. E para mim é justamente aí que mora o perigo, porque a votação fica inauditável.

NADA É PERFEITO – Fala sério, diria Bussunda. Se os hackers conseguem penetrar na rede do Pentágono, podemos avaliar o que conseguiriam fazer no modesto esquema do Tribunal Superior Eleitoral…

 É claro que ninguém defende um retrocesso para o tempo do voto impresso, o que se procura é dar a máxima garantia de fidelidade ao voto. De toda forma, é importante discutir alguma maneira de dar maior segurança ao sistema eleitoral no Brasil.

A reforma está na Câmara e tem de estar em vigor antes de 9 de outubro, porque a legislação proíbe alteração eleitoral no mesmo ano do pleito. E o desafio é arranjar uma forma de auditar a eleição que seja barata e eficaz.

POR AMOSTRAGEM – Com a máxima vênia, acho que poderia haver uma auditoria por amostragem.  Em cada mil seções eleitorais de cada Estado, seria sorteada uma delas, onde haveria votação dupla.

Os eleitores digitariam a urna eletrônica e depois preencheriam um voto impresso à antiga, no qual escreveriam os números de seus candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República, depositando o papel numa urna separada. 

Depois, basta conferir os resultados de cada sistema – eletrônico e impresso, que devem ser rigorosamente iguais.

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P.S. – A amostragem é uma das bases da ciência estatística. Simples e eficaz, sem gastar muito dinheiro, e logo se saberá se a eleição é verdadeira ou fraudada. E assim poderemos manter a urna eletrônica, com um sistema tão seguro que pode até ser usado nos mais países mais desenvolvidos. (C.N.)

Novas frentes da CPI da Covid-19 miram a atuação direta do Planalto na crise da Saúde


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto

Planalto dava ordens diretas, passando por cima de Pazuello

Paulo Cappelli, Natália Portinari e Julia Lindner
O Globo 

Enquanto apura indícios de corrupção e de omissão em relação à compra de vacinas, a cúpula da CPI da Covid volta a sua mira para o Palácio do Planalto. Integrantes da comissão têm reunido informações sobre a atuação durante a pandemia de ministros do governo, de aliados mais próximos de Jair Bolsonaro e dos filhos do presidente.

O objetivo é mapear os principais personagens da cadeia de comando do grupo suspeito de praticar irregularidades no Ministério da Saúde.

DECISÕES DIRETAS – A CPI da Covid recebeu informações de que decisões estratégicas e políticas na Saúde foram disparadas pelo Planalto ao então número dois do Ministério da Saúde, Elcio Franco, sem passar pelo então ministro, Eduardo Pazuello. Franco, que ocupava o posto de secretário executivo, era o responsável pelas negociações de vacinas. O contato direto, segundo os dados em poder da CPI, se dava com a Casa Civil, à época comandada por Walter Braga Netto.

Outro foco do colegiado tem como personagem central Roberto Dias, ex-diretor de Logística do ministério. Ele confidenciou a pessoas próximas que recebia pressão do Planalto para que o processo de compra da vacina indiana Covaxin andasse com mais rapidez.

Durante o depoimento de Dias, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o ex-diretor recebia ordens diretas da Casa Civil. E, nas palavras do senador, Dias preparou “um dossiê” com essas informações.

DISSE AZIZ — “O senhor sabe que o senhor fez um dossiê para se proteger. Eu estou afirmando, eu não estou achando. Nós sabemos onde está esse dossiê e com quem está. Não vou citar nomes para que a gente não possa atrapalhar as investigações. O senhor recebeu várias ordens da Casa Civil por e-mail, lhe pedindo para atender… Era “gente nossa”, “essa pessoa é nossa”. Isso foi durante o tempo todo em que Vossa Excelência está nesse cargo — afirmou Aziz.

O ex-diretor de logística foi preso em flagrante pela comissão por perjúrio, pagou fiança e foi liberado. Senadores admitem, entretanto, que esta frente ainda necessita de mais informações que corroborem os dados já em análise.

Ainda assim, a ideia de convocar Braga Netto para prestar depoimento tem sido semeada por oposicionistas desde o início dos trabalhos da comissão. Há um receio, no entanto, de que a medida poderia criar um desgaste institucional com as Forças Armadas, já que Braga Netto é o ministro da Defesa.

CONVOCAÇÕES – “Eu já apresentei requerimento de convocação do general Braga Netto, já apresentei requerimento de convocação do (Luiz Eduardo) Ramos (ex-titular da Secretaria de Governo, hoje na Casa Civil). Entendo que eles têm explicações a prestar” — disse Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente da comissão.

Mas por ora, não está nos planos da cúpula da CPI convocar Braga Netto ou Ramos , como afirmou Aziz.

Nos próximos dias, o colegiado também pretende levantar mais informações sobre suspeitas de fraudes em contratos envolvendo hospitais federais no Rio de Janeiro — que eram administrados por um militar aliado de Pazuello. O caso foi revelado em maio pelo “Jornal Nacional”.

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