domingo, julho 11, 2021

Entenda por que as oligarquias paulistas se rebelaram contra o governo progressista de Vargas


Levante de 32 defendeu um Brasil reacionário e atrasado

Beto Almeida

Na quinta-feira (09/07), um dos âncoras da TV Globo, deu bom dia aos telespectadores “informando” que a data Nove de Julho, feriado estadual paulista, seria referente “ao dia que o povo de São Paulo se rebelou contra a ditadura de Getúlio Vargas”. Falso.

A Revolução de 30, liderada por Getúlio, com amplo apoio popular, já dera início a uma série de transformações estruturais visando que o Brasil deixasse de ser uma grande fazenda de café, para transformar-se em país industrializado, e, ademais, com direitos sociais e trabalhistas.

ANISTIA A PRESTES – A primeira medida do Governo Vargas foi uma anistia aos presos e perseguidos políticos, entre eles o líder comunista Luiz Carlos Prestes (que fora convidado para ser o chefe militar da Revolução, mas recusara)  e todos os líderes da Coluna, que, à exceção de Prestes, participaram ativamente daquele movimento que mudou a face do Brasil.

Logo de início, Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho e o da Educação, indicando o peso e a importância que as questões trabalhistas e sociais teriam em seu governo.

Aliás, a criação do Ministério do Trabalho e logo em seguida uma vasta legislação trabalhista, simbolizava uma resposta de Getúlio à célebre frase de Washington Luiz, que, quando presidente, representando a oligarquia paulista, declarara que “greve é questão de polícia”.

QUESTÃO DE POLÍTICA – Getúlio, demonstrando que greve é uma questão de política, cria um Ministério para edificar toda uma série de direitos para os trabalhadores, consubstanciados na CLT, e que apenas vieram a ser seu processo de demolição realizado pelas mão de dois outros paulistas conservadores, Michel Temer e o atual agente do capital de plantão no Alvorada, Jair Bolsonaro.

Quando os líderes da oligarquia paulista iniciaram a contestação do governo federal, fizeram uso de uma fake news, afirmando ser um movimento constitucionalista, quando o presidente Getúlio Vargas já havia dado início à reforma das regras eleitorais da República Velha e até fixado data para a eleição de uma nova Assembleia Constituinte, o que de fato veio a ocorrer na data prevista, no ano seguinte.

BANCADA DE TRABALHADORES – Entre as regras para esta eleição, foi implementada uma bandeira do Movimento Tenentista: uma bancada de 100 deputados constituintes operários, eleitos em assembleias sindicais, para que, conforme expressão de Getúlio, “se pudesse ouvir a voz dos trabalhadores dentro da Constituinte”, já que, via de regra, a classe trabalhadora é alijada da atividade parlamentar.

Se há dúvidas, basta observar quantos trabalhadores há hoje em meio aos 513 deputados. No máximo meia dúzia de trabalhadores, com apenas dois lavradores.

Também para as eleições da Constituinte de 1933, Getúlio Vargas legalizara o voto secreto, sepultando o voto a “bico de pena”, criou a Justiça Eleitoral e legalizou o voto feminino, a partir de quando as mulheres brasileiras passaram a ter sua cidadania reconhecida, com o direito de votar e de serem votadas.

À FRENTE DA FRANÇA – Para se medir a importância política desta medida getulista, para comparar: a França, palco do Iluminismo e da Grande Revolução Francesa, e que se auto elogia como campeã de democracia, somente veio a reconhecer o direito ao voto feminino em 1946, depois da Segunda Guerra, seguindo direito reconhecido no Brasil em 1932, muito embora não se possa deixar de mencionar o pioneirismo da Revolução de Outubro de 1917, pois a Rússia foi o primeiro país a ter voto feminino legalizado.

Na realidade, essas e outras tantas medidas indicavam o contexto em que se engendrava a Contrarrevolução Paulista de 1932, marcado pelo fato de Getúlio já ter dado início a um conjunto de ações relevantes para que o Brasil deixasse de ser um país atrasado, agrário, sem direitos reconhecidos, e, ainda mais grave, um país rapinado pela exportação de matérias primas a preços negativos e importador de produtos industrializados a preços extorsivos. Em resumo: uma colônia.

AUDITORIA DA DÍVIDA – Naquele mesmo ano, o governo Getúlio Vargas dera início à realização de uma Auditoria da Dívida Externa, o que contrariou enormemente os credores internacionais, principalmente representados pelos bancos ingleses. Isso explica o apoio que os capitais ingleses ofereceram à pseudo Revolução Constitucionalista, que, ao invés de avançar para uma nova Constituição, pretendia o retorno à Constituição anterior, grafada ainda nos tempos imperiais.

 Ao final dos trabalhos da Auditoria, a dívida externa brasileira foi reduzida em mais de 60%, dada a anulação de enorme quantidade contratos fraudados, sendo que a parte da dívida reconhecida pelo Governo Vargas, teve o seu pagamento condicionado aos investimentos em programas sociais, priorizados porque o presidente decidiu não sacrificar programas sociais para o pagamento de credores.

Além disso, o governo Vargas decidiu anular todas concessões feitas pelo estado do Amazonas ao Grupo Rockfeller para a exploração de petróleo, anulando também diversas concessões de explorações minerais a grupos estrangeiros e decretou a nacionalização do subsolo brasileiro.

SALÁRIO MÍNIMO – Confirmando os temores da oligarquia paulista e dos banqueiros internacionais, a Assembleia Constituinte de 1933 aprovou a criação do salário mínimo, a nacionalização dos bancos e a criação do monopólio estatal dos seguros e resseguros.

Por tudo isso, a oligarquia paulista empreende uma sublevação armada contra o governo federal que durou 6 meses. Durante as batalhas, as tropas federais perceberam que as granadas lançadas pelas tropas paulistas não explodiam. Não tinham pólvora, mas apenas areia. A sabotagem era uma forma de solidariedade da classe operária paulista, fabricante das granadas, ao governo de Vargas.

Há muitos outros fatos importantes desta guerra inútil, empreendida pelo paulistanismo reacionário, que encontrou do outro lado das barricadas, nas tropas mineiras que também defendiam o governo Getúlio Vargas, dois mineiros que mais tarde seriam presidentes da república, Juscelino Kubistchek e Tancredo Neves, além do de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que era o corneteiro do 12 Regimento de Infantaria de Minas Gerais.

Deputado diz que Miranda gravou conversa com Bolsonaro e até mostrou a parlamentares


O Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) (Foto Lula Marques/Agência PT)

Pimenta: “São 50 minutos de muita informação e baixaria”

Vinícius Valfré
Portal Terra

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirma que foi gravada a conversa entre o deputado Luis Miranda (DEM-DF), o servidor público Luis Ricardo Fernandes Miranda e o presidente Jair Bolsonaro, no dia 20 de março. Em uma publicação no Twitter o petista escreveu que “são 50 minutos de muita informação e baixaria”.

A pessoas próximas, Pimenta disse que Miranda exibiu um trecho da gravação a um grupo restrito de parlamentares, em Brasília. Auxiliares de Bolsonaro têm certeza de que existe esse áudio e temem os desdobramentos da crise.

CÚPULA DO CENTRÃO – Segundo o site O Antagonista, o presidente não teria mencionado apenas o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), como responsável pelo esquema de corrupção que envolveu o contrato de compra da vacina indiana Covaxin. O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas, também teriam sido mencionados. Os três formam o núcleo do Centrão, bloco que sustenta Bolsonaro no Congresso.

Os irmãos Miranda disseram à CPI da Covid que relataram a Bolsonaro, na reunião ocorrida no Palácio da Alvorada, em 20 de março, cobrança de propina e outras irregularidades na compra da Covaxin, vacina produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

No depoimento, o deputado afirmou que Bolsonaro atribuiu os problemas a “mais um rolo” de Ricardo Barros.

GOTA D’ÁGUA – No Congresso, a avaliação é a de que, se esta declaração for confirmada, a governabilidade estará comprometida e o grupo de Barros poderá se voltar contra o Palácio do Planalto.

Suspeitas de corrupção nas negociações para a aquisição de vacinas estão atualmente no foco da CPI. Duas semanas depois de Miranda ter afirmado que Bolsonaro fez o comentário desabonador sobre Barros, o silêncio impera no Planalto. Provocado por meio de uma carta enviada pela cúpula da CPI a rebater a versão do deputado Luis Miranda, um ex-aliado, o presidente disse que vai ignorar a missiva.

Até o momento, Miranda tem negado, publicamente, que tenha gravado Bolsonaro. Mas sempre faz a ressalva de que não estava sozinho no encontro e que, na CPI da Covid, seu irmão Luis Ricardo não foi perguntado sobre isso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se existe, a gravação é a maior prova de crime de responsabilidade contra Bolsonaro. Há outras provas, também materiais e concretas, mas a gravação seria a gota d’água que levaria ao impeachment(C.N.)

'Cheiro de ingovernabilidade no ar', diz ministro do STF sobre Bolsonaro

'Cheiro de ingovernabilidade no ar', diz ministro do STF sobre Bolsonaro
Foto: Nelson Jr./ SCO / STF

Um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mais próximos de Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que o governo caminha para uma situação de ingovernabilidade com as ações mais recentes do militar.


De forma anônima para a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, o ministro, que se considera crítico do presidente, mas que costuma dialogar com o militar, avaliou a falta de uma estratégia nacional de vacinação e problemas como descontrole retórico do presidente e suspeitas de corrupção, vem fazendo com que os senadores se afastem da base aliada.


“Tem um cheio de ingovernabilidade no ar. A pandemia segue sem controle. A situação do governo no Senado já mostra que não há mais maioria. A privatização da Eletrobras passou raspando. A CPI está descontrolada. Na Câmara, o voto impresso, principal causa do presidente hoje, será derrotado. Caminha-se para Bolsonaro não conseguir mais governar”, afirmou o ministro.

Bahia Notícias


Ainda segundo o ministro, há ceticismo entre os companheiros do STF sobre a possibilidade de um impeachment, pela proximidade das eleições em 2022.


“O impeachment da Dilma (Rousseff) deixou um trauma. Fazer outro impeachment agora seria difícil. E não faria sentido sendo a eleição daqui a um ano”.

Gestão Pazuello pagou R$ 32 mi em contrato apontado pela própria pasta como superfaturado

Gestão Pazuello pagou R$ 32 mi em contrato apontado pela própria pasta como superfaturado
Foto: Reprodução / Gov.br

A gestão do general Eduardo Pazuello, à frente do Ministério da Saúde pagou R$ 54,1 milhões a duas empresas com contratos investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeitas de sobrepreço e favorecimento das contratadas.

 

Segundo o portal Metrópoles, a Topmed Assistência à Saúde LTDA e a Talktelecom Comércio de Equipamentos de Informática e Serviços Empresariais S/A receberam, respectivamente, R$ 32.062.181,67 e R$ 22.037.333,87, segundo dados do Portal da Transparência. No primeiro contrato, o valor foi pago mesmo após fiscais do Ministério da Saúde reprovarem nota fiscal. No segundo, a pasta chegou a adiantar pagamento de R$ 4,1 milhões, apesar de a Advocacia-Geral da União (AGU) indicar a possibilidade de rejeitar o serviço devido às suspeitas de irregularidades.

 

Servidores do ministério denunciaram, com exclusividade ao Metrópoles, que foram pressionados pelo alto escalão da pasta para autorizar os pagamentos, em um modus operandi parecido – e até mesmo mais avançado, uma vez que as transferências foram realizadas – à negociação da vacina indiana Covaxin. Eles pediram para não serem identificados por medo de represálias.

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que apura ações e omissões do governo federal durante a pandemia, tem se movimentado para apurar essas denúncias e enviou série de requerimentos ao Ministério da Saúde. Os contratos foram firmados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entre o fim de março e o início de abril de 2020, ainda durante a gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, hoje crítico ácido do chefe do Executivo federal e aspirante a uma candidatura ao Planalto.

 

Ambos foram assinados após dispensa de licitação devido à pandemia do novo coronavírus. No total, o acordo com a Topmed era de R$ 144 milhões, e, com a Talktelecom, de R$ 46,8 milhões. O primeiro foi rescindido em meio às investigações do Tribunal de Contas e após diretoria da própria pasta apontar uma série de fragilidades, já na gestão de Pazuello. Ainda assim, foram transferidos R$ 32,1 milhões.

 

Em maio de 2020 o Ministério Público junto ao TCU abriu duas investigações (TC 018.717/2020-9 e TC 018.977/2020-0) para apurar indícios de “graves irregularidades” nos contratos firmados pelo Ministério da Saúde com as empresas de telessaúde.

 

A Topmed foi contratada para operacionalizar serviço pré-clínico para atendimento remoto, via telefone, por seis meses (podendo ser prorrogado), na pandemia. Inicialmente, o governo propôs a contratação emergencial no valor de R$ 26,6 milhões. O custo por cidadão seria de R$ 5,80.

 

“Ocorre que, no decorrer das tratativas internas para a ansiada contratação, em despacho de 19 de março, o mesmo órgão ministerial (SAPS [Secretaria de Atenção Primária à Saúde]), inesperadamente, declarou que o valor unitário do atendimento não eram os proclamados R$ 5,80, mas sim R$ 23,19, ou seja, quatro vezes mais. […] E chegou, sabe-se lá por quê, ao valor total do contrato de R$ 144 milhões”, assinala o procurador Marinus Marsico, na representação.

 

Além disso, o MP do TCU apresentou suspeitas sobre a capacidade da empresa para prestar o serviço. Na data da contratação, a Topmed tinha estrutura suficiente para atendimento de 191,2 mil chamadas mensais – e o contrato feito com a pasta estimava 1,1 milhão de ligações por mês, quase seis vezes o limite da empresa até então.

 

Ministério da Saúde, Talktelecom e Topmed foram procurados no início da tarde dessa sexta-feira (9/7) para prestarem esclarecimentos sobre a denúncia, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

 

Também foi solicitado ao Ministério da Saúde que o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros Parente, a diretora do Departamento de Saúde da Família, Renata Maria de Oliveira Costa, e o chefe de gabinete da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, Paulo Marcos Rodopiano, se pronunciassem sobre o achado, mas o pedido também não foi correspondido.

Bahia Notícias

Wesley Safadão e a mulher serão investigados por furar fila da vacina

 

Na sexta-feira (9), o órgão instaurou um procedimento preliminar de natureza criminal para apurar supostas irregularidades na vacinação do casal

Wesley Safadão e a mulher serão investigados por furar fila da vacina
Notícias ao Minuto Brasil

11/07/21 10:31 ‧ HÁ 1 HORA POR FOLHAPRESS

FAMA COVID-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Wesley Safadão, 32, e a mulher, Thyane Dantas, estão na mira do Ministério Público do Estado do Ceará. Na sexta-feira (9), o órgão instaurou um procedimento preliminar de natureza criminal para apurar supostas irregularidades na vacinação do casal.

O cantor é investigado por suspeita de ter se vacinado em local diferente do agendado para poder escolher o imunizante que queria receber. Ele foi vacinado na quinta-feira (8) em um shopping de Fortaleza, mesmo estando agendado para receber a dose no Centro de Eventos da cidade.


Por sua vez, Dantas também recebeu o imunizante na mesma ocasião. Ocorre que ela tem 30 anos e ainda não está na faixa de idade que estava autorizada a receber a vacina até aquela data. O nome dela não aparece nas listas de agendamento divulgadas pela Prefeitura de Fortaleza.


De acordo com o MPCE, a Secretaria Municipal de Saúde será inquirida a dar detalhes sobre o fato para apurar o possível crime. "O Ministério Público também vai requerer informações sobre os servidores responsáveis pelo preenchimento dos cartões e pela aplicação da vacina", afirma o órgão.


Na quinta-feira (8), a própria SMS já havia instaurado um processo administrativo para apurar a aplicação da vacinação de Thyane após diversas queixas nas redes sociais. À Folha de S.Paulo, a assessoria de imprensa do cantor disse que não iria se pronunciar.


Segundo contou ao G1, a dose que a influenciadora digital recebeu faria parte da xepa, que é quando há sobra de doses após o expediente e algumas pessoas são chamadas para não haver desperdício. "Por esse motivo, os profissionais estão autorizados a aplicar em quem estiver no local, mesmo que não esteja no dia certo para vacinação para que não haja descarte do material", afirmou.


Porém, a vacinação da mulher de Safadão aconteceu na parte da manhã. Segundo a SMS, as atividades de vacinação contra a Covid-19 se encerraram às 17h naquele dia, "não havendo dessa forma doses remanescentes antes desse horário".(https://www.noticiasaominuto.com.br)

Nota da redação deste Blog - A única cidade do Brasil onde se tem notícia que a impunidade campeia concernente a fura-filas da vacinação contra o COVID-19, é Jeremoabo onde nada se apura, pelo menos ninguém tem conhecimento de qualquer apuração até a presente data.

Os vereadores da oposição denunciam mais de 20(vinte)supostos fura-filas em Jeremoabo, declarando nome RG e CPF;  até agora TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES” .

Nessa atual administração  municipal de Jeremoabo "quanto mais mexe, mais podridão aparece. Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama, é a lama… (C.N.)"

Bolsonaro explodiu o governo e a sua própria candidatura para 2022

Publicado em 11 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Jota A. (portalodia.com.br)

Pedro do Coutto

Se as eleições de 2022 fossem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria disparado, inclusive no primeiro turno. Ele tem 46% das intenções de voto contra 25% de Bolsonaro, 8% de João Dória, além de outros pré-candidatos com menores percentuais. Eu disse que venceria no primeiro turno porque o número de eleitores dispostos a votar branco ou nulo é de 10%.

Desta forma, 90% passa ser igual a 100%, e assim 46% representa nitidamente a maioria absoluta desenhada no momento, ultrapassando até por um ponto a margem necessária para decidir a sucessão presidencial, sem a necessidade de segunda convocação às urnas.

SIMULAÇÃO – Feita uma simulação para o segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista teria 58% contra apenas 31% do atual presidente. O quadro parece irreversível, pois a cada momento Bolsonaro perde cada vez mais apoio popular. A curva dos índices de aprovação, sobretudo de um ano para cá, assinala a tendência declinante do chefe do Executivo.  Enquanto isso, Lula recuperou os seus direitos políticos e está pronto para uma jornada que se apresenta bastante favorável. Já Bolsonaro não tem um projeto construtivo sequer.

O Globo, em editorial neste sábado, assinalou um ponto importante: o destempero verbal de Bolsonaro. Como na antiga frase em política, “as palavras pesadas impedem o voo das ideias leves e importantes para se governar um páis”. A linguagem de Bolsonaro é bastante negativa para quem necessita de integração com a opinião pública.

O Datafolha fotografou uma realidade que toma conta do país, a incompatibilidade de Jair Bolsonaro com o próprio eleitorado. Os atos que causaram o seu declínio foram produzidos por ele mesmo. Suas atitudes, suas palavras, sua oposição à vacina, à máscara e ao distanciamento, suas acusações infundadas e ofensas sem cabimento.

DESASTRE TOTAL – Todos esses fatos somados resultaram nas perspectivas apresentadas pelos levantamentos.  A psicologia de Bolsonaro é, sem dúvida, um fato marcante na vida política brasileira. Um desastre total e absoluto. Bolsonaro implodiu a si próprio e é quase o único responsável pela sua própria queda.

Na tarde de sábado, o jornal da TV Globo noticiou uma nova pesquisa do Datafolha, sobre como o eleitorado avalia a iniciativa de aprovar o impeachment contra Bolsonaro. Há meses atrás havia uma rejeição do impedimento de 52% a 48%. Isso em maio. Agora, no início de julho, a situação mudou, já que 52% são favoráveis ao impeachment, 42% contrários e 6% não responderam.

Os ventos, como na peça de Júlio César, de Shakespeare, estão voltados contra Bolsonaro, deixando claro que ele é o maior opositor de si mesmo. Um golpe que o tornasse imperador do Brasil está fora de cogitação.

Quando o presidente avisa que não haverá eleições, é golpista ou está desequilibrado

Publicado em 11 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Gilmar Fraga / Agencia RBSRoberto Nascimento  /  Charge do Miguel Fraga (Gaúcha/ZH)

Essa questão do perdedor alegar fraude virou moda ultimamente. A tramoia começou com o ogro americano Donald Trump, que alegou fraude antes mesmo de serem realizadas as eleições. Houve seguidas investigações, em vários Estados, mas  não se comprovou nada, nenhuma irregularidade grave. Em desespero, Trump estimulou sua gang de fanáticos a invadir o Congresso/ Capitólio, onde cinco pessoas morreram.

Keiko Fujimori também perdeu e alegou fraude no Peru, conforme tinha acontecido em 2019 na Bolívia, onde eclodiu uma crise que fez o eterno Evo Morales largar o osso do poder.

IMITANDO O ÍDOLO – Aqui neste país tropical o presidente Jair Bolsonaro entrou na onda de seu ídolo Trump, também alegando fraudes antes das eleições, prevendo o futuro e ainda mais grave, dizendo que sem voto impresso não haverá eleição, o que significa dizer que ele dará um golpe e permanecerá no poder indefinidamente.

Não sei qual a atração que move certas pessoas, tornando-as desesperadas pelo exercício do poder, que flagrantemente traz enorme desgaste físico e mental, causando envelhecimento precoce, reduzindo a resistência do organismo e provocando desequilíbrios emocionais, como está ocorrendo com Bolsonaro.

Com toda certeza, ele não se comporta com a dignidade, o respeito e a seriedade que devem marcar a postura de quem ocupa a Presidência da República.

ELEIÇÕES DE 2002 – A campanha eleitoral já está nas ruas e precisamos ter muita cautela, porque não podemos errar de novo. Vamos levar mais de uma década para recuperar o estrago desses últimos anos.

Temos de pensar, avaliar e lutar com todas as nossas energias para que o país mude de rumo em direção ao progresso e à redução das injustiças sociais

A escolha do representante da terceira via, entre Ciro Gomes (PDT), João Doria (ou outro indicado pelo PDSB, Henrique Mandetta (DEM) ou Simone Tebet (MDB), precisa ser muito bem pensada.

SEM CONSUMO – O Capitalismo é um regime que só sobrevive se houver consumo. Com a pandemia, minguaram os consumidores, a quebradeira logo se instalou. O número de desempregados é recorde absoluto.

Se não tem emprego, a renda, o consumo e qualidade de vida decaem. Todos perdem. Só o ministro Paulo Guedes não enxerga essa realidade e vai ficar embromando até o final do governo.

É uma pena tanto tempo perdido.

A desafiante situação político-eleitoral de Bolsonaro está aumentando seu desequilíbrio emocional

Publicado em 11 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Fotocharge reproduzida do Jornal de Brasília

William Waack
Estadão

Vamos considerar que o presidente da República viva acometido de assombrações, que o levam ao Twitter publicar suposições. Uma delas é a de que brasileiros a serviço do comunismo cubano dispõem de material comprometedor contra ministros do STF. Registros de surubas com crianças e traficantes, usados para chantagear integrantes da Suprema Corte.

É o que explica, segundo as suposições do presidente, que ministros do STF tenham tornado Lula elegível, atacado a família do presidente, apoiado medidas “socialistas” que cerceiam a liberdade de ir e vir, quebrado sigilo de gente honesta acossada por vagabundos na CPI no Senado, protegido governadores que fomentam desemprego para derrubar o governo e se articulado para garantir que urnas eletrônicas fraudáveis permaneçam em uso.

MUITAS ASSOMBRAÇÕES – Ao publicar em redes sociais assombrações que o consomem, o presidente reforçou em integrantes do Supremo a convicção de que está perigosamente desequilibrado. O que torna cálculos e previsões políticas muito difíceis, pois estão à mercê de um possível desatino: e se as assombrações o fizerem correr não para o Twitter, mas para alguma ação destrambelhada?

“Nós tratamos de erguer mais alto ainda a cerca elétrica em volta dele”, disse um dos integrantes do STF. O “nós” é o grupo de ministros que levou adiante uma elaborada articulação para bloquear a tramitação de matéria legislativa que permita a introdução do voto impresso.

De acordo com as assombrações com as quais opera suas decisões políticas, Bolsonaro já pode declarar as próximas eleições como fraudadas. O voto impresso dificilmente vai passar e, portanto – nas assombrações bolsonaristas – as eleições não serão limpas.

STF É SEU ALVO – Diante desse “fato”, Bolsonaro pretende agir de que maneira? O STF é seu alvo preferencial e aí está desenhada claramente a possibilidade de uma ruptura institucional. Há dois motivos que fazem o presidente se sentir seguro em relação aos ataques que faz ao Judiciário como poder e a alguns dos ministros do Supremo.

O primeiro é que o Supremo vem aumentando e não diminuindo o ativismo judicial – há uma forte discussão sobre o que veio primeiro, o fracasso da política ou o ativismo dos togados, mas o resultado final é o mesmo. Nada anda sem o STF, tudo passa por lá.

O segundo motivo é o fato de que as decisões dos juízes impactam sobre todos os aspectos da vida nacional, não só as eleições, e algumas delas atentam contra o senso comum – especialmente quando se trata de combate à corrupção.

PACIÊNCIA E COSTURA -Mudar o STF por dentro com a indicação de dois ministros (e talvez três, dependendo da aposentadoria precoce de mais um deles) é o tipo de “marcha através” das instituições que demanda paciência, cálculo e muita costura. São características que não combinam com Bolsonaro.

Bolsonaro não tem um plano de governo, vive de impulsos e tudo subordinado à reeleição, mas seus adversários no Supremo também não, além de bloquear o que pareça perigo concreto imediato (como o voto impresso). Estão convencidos de que o capitão reformado nunca vai mudar, e que seu evidente desequilíbrio só vai se acentuar. Mas acham que só Bolsonaro derruba Bolsonaro no momento: o Centrão capturou o centro do poder (via alocação de recursos), e uma denúncia por parte do PGR é uma possibilidade mas não – no momento – uma forte probabilidade.

IMPEACHMENT – Um processo de impeachment está no aguardo do “tipping point”, quando uma balança se inclina fortemente para um lado, mas não parece imediato. Esse tenso equilíbrio de espera talvez só seja rompido pelo “monstro”, o humor de vastas camadas da população, o sentimento e as emoções que crises profundas moldam, de maneira às vezes imperceptível, até um súbito desfecho.

O presente derretimento eleitoral de Bolsonaro e sua forma de governar parecem indicar exatamente isso: uma situação dificílima de ser revertida (do ponto de vista do presidente), mesmo com dinheiro para gastar em auxílios emergenciais e programas sociais.

É o que provavelmente provoca e alimenta as assombrações.

Que esse amarelinho já chegue em Jeremoabo vacinado contra o perigoso vírus contraído pelos outros amarelinhos já existentes no município


 

Bolsonaro não é apenas negligente, é o pior presidente da história do Brasil

https://istoe.com.br/bolsonaro-nao-e-apenas-negligente-e-o-pior-presidente-da-historia-do-brasil/

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