sábado, agosto 29, 2020

TSE amplia horário de votação em uma hora; eleitores irão às urnas das 7h às 17h

Sexta, 28 de Agosto de 2020 - 18:11


TSE amplia horário de votação em uma hora; eleitores irão às urnas das 7h às 17h
Foto: Reprodução / TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu ampliar o horário de votação nas eleições municipais de 2020 em uma hora por causa da pandemia da Covid-19.

O horário será das 7h às 17h (considerando o horário local) no primeiro turno, marcado para o dia 15 de novembro. Onde for necessário, esse horário também vai valer para o segundo turno, no dia 29 de novembro, segundo o G1.

O horário de votação de 7h às 10h será preferencial para pessoas acima de 60 anos, que fazem parte do grupo de risco para o coronavírus.

A decisão foi tomada por Barroso na noite de quinta-feira (27). A intenção, diz o TSE, é garantir mais tempo para que eleitores votem com segurança, além de tentar reduzir a possibilidade de aglomeração nos locais de votação.

O horário foi definido após análise de estatísticos do tribunal e avaliação de uma consultoria técnica, formada por especialistas do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Insper e Universidade de São Paulo (USP).

O TSE também recebeu orientação de consultoria sanitária formada pela Fiocruz, Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein. Barroso afirmou que a antecipação do início da votação para 7h – em lugar da extensão para 18 h -- atende pleito dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

"Após ouvirmos os presidentes de tribunais regionais eleitorais e os respectivos diretores-gerais, ficou decidido, por unanimidade, que este horário será de 7 horas da manhã às 17 horas. Não foi possível estender para mais tarde do que isso porque, em muitas partes do Brasil, depois dessa hora, há dificuldade de transporte e há problemas de violência", disse.

Segundo o ministro, o TSE adotará "todas as medidas possíveis e razoáveis" para garantir a segurança dos eleitores e mesários no dia da votação.

Um grupo de empresas e de entidades de classe doará equipamentos de proteção individual, como máscaras, protetores faciais (face shiels) e álcool em gel e spray para quem trabalhar na eleição, além de álcool em gel para eleitores.

"Nós estamos fazendo todo o possível para conciliar, na maior medida, a saúde pública da população com as demandas da democracia. É votando nas eleições municipais que você define o destino da sua cidade e, em última análise, os rumos do Brasil. Vote consciente", afirmou o presidente do TSE.
Bahia Notícias

Covid-19: Instituto Butantan estima 45 milhões de doses de vacina ao SUS até dezembro


Covid-19: Instituto Butantan estima 45 milhões de doses de vacina ao SUS até dezembro
Foto: divulgação/Governo de São Paulo
O Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento e teste da vacina CoronaVac em parceria com um laboratório chinês, "assegurou" o fornecimento de 45 milhões de doses da imunização ao SUS até dezembro. De acordo com o portal Uol, a previsão foi feita nesta sexta-feira (28) pelo diretor do instituto, Dimas Covas. "Podíamos integralizar esse volume até 60 milhões em março e 100 milhões em maio. Formalizamos essa possibilidade", afirmou em entrevista coletiva do governo de São Paulo.

Segundo Dimas, o fornecimento da CoronaVac para o SUS já está fechado. Agora, estaria em discussão a "formalização" da distribuição das doses. O diretor encontrou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília na última quarta-feira (26). No encontro, também foi discutido um pedido de verba ao governo federal para acelerar o processo de testes de eficiência da CoronaVac e investir na produção da vacina em larga escala pelo Butantan. "São R$ 85 milhões para fazer avançar mais rapidamente os estudos clínicos e R$ 60 milhões para o processo de reestruturação da fábrica", explicou. 

A ideia do instituto é conseguir cerca de R$ 2 bilhões de recursos federais no total, que garantiriam a previsão de 100 mil doses para o SUS até maio de 2021. "É um ponto ainda não definido. Mas adianto que necessitaríamos do valor de cerca de R$ 2 bilhões para integralizar as 100 mil doses", afirmou Dimas, completando que houve uma "sinalização clara" e um "entendimento total" de Pazuello quanto ao pedido.
Bahia Notícias

Coordenador da Lava Jato no Rio afirma ter provas robustas contra Witzel e os outros envolvidos


Últimas Notícias |
Procurador revela que a investigação levou alguns meses
Vera AraújoO Globo
A Operação Tris in idem, desencadeada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), na manhã desta sexta-feira, dia 28, foi responsável pelo afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), após uma determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em um pronunciamento no auditório da sede do MPF, o coordenador da Lava Jato no Rio, o procurador-federal Eduardo El Hage, negou que a ação nesta sexta teve qualquer viés político, como afirmou o governador, também em um pronunciamento feito no Palácio das Laranjeiras, horas após seu afastamento.
PRISÃO PREVENTIVA – A Procuradoria Geral da República (PGR) apontou a existência de graves crimes envolvendo Witzel e chegou a solicitar a sua prisão preventiva ao STJ. Gonçalves, entretanto, autorizou apenas o afastamento e determinou medidas cautelares, como a proibição de manter contato com investigados e de ingressas nas dependências do governo do Rio.
— Durante a operação Favorito encontramos em sede de ligação telefônica, que chegou ao governador com relação a Unir, de Mário Peixoto. A operação de hoje não tem nenhum viés político como tenta dizer o governador Wilson Witzel. Temos um colaborador da delação que fez o acordo quando estava solto e foi desenhada uma organização criminosa. Pela gravidade da situação. Depois de dois governadores presos, é inadmissível que isso se repita. O MPF pediu a sua prisão, mas foi deferido o afastamento — disse o procurador-federal.
El Hage disse que a equipe da Força-Tarefa ficou surpresa com a mesma tipologia criminal usada nos desvios durante o governo Sergio Cabral. Outro fator é a existência de doleiros no Uruguai, onde também foram expedidos mandados de busca e apreensão.
TÚNEL DO TEMPO — “A existência da prestação de serviços e pagamentos de vantagens indevidas por meio de transportadoras de valores. Antes, a Transpress (Cabral) e, neste caso, a Fênix. Hoje nós nos vimos como se estivéssemos num túnel do tempo, revendo velhos fatos que nós já tínhamos investigado e agora com outros personagens. Nós identificamos que quatro empresas pagaram ao escritório da mulher do governador. Empresas vinculadas ao empresário Mário Peixoto, que cai numa rede de laranjas. Nós conseguimos um conjunto probatório muito forte que indica um grupo do Mário Peixoto com operadores financeiros e com a existência de pagamentos de serviços que não foram prestados, em serviços totalmente inexistentes. Também foii encontrado fatos de lavagem de dinheiro entre um de seus operadores financeiros, Gothardo Alves Netto e também o escritório da primeira dama — disse El Hage
MANDADOS DE PRISÃO – A PGR, em parceria com a Polícia Federal (PF), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes públicos, políticos e empresários envolvidos, segundo a acusação, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do grupo liderado pelo governador. Presidente nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi preso. Buscas foram realizadas na casa do vice-governador, Cláudio Castro.
Além do procurador-federal, participaram do pronunciamento o superintendente da Polícia Federal, Tácio Muzzi, o procurador-federal Gautiênio da Cruz Paulino, e o delegado da Polícia Federal de Brasília, Felipe Leal. Muzzi afirmou que o nome da Operação foi denominada Tris in Idem por ser a terceira vez que se chega ao vértice do governo do estado.
OUTROS ESTADOS — “As operações e investigações continuam em andamento. Além do Rio, temos mais seis estados do Nordeste com ações de busca e apreensão, ainda no exterior. Foram 82 mandados de busca e apreensão, 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro “— disse o superintendente da Polícia Federal.
Conforme o procurador da República, Fabio Cardoso do Amaral, representante da subprocuradora-geral, Lindôra Araújo, que entrou com o pedido de prisão ou afastamento de Witzel, há ainda uma segunda operação vinculada, que conta com o trabalho em conjunto com a Receita Federal.
O delegado Felipe Leal relembrou que as investigações tiveram início com a fraude na compra dos respiradores (Mercadores do Caos), as contratações ilícitas de OS para os hospitais de campanha (Favorito) e com a Placebo. Ele disse que, ao se aprofundarem, chegaram numa verdadeira organização criminosa instalada dentro do governo do estado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro está felicíssimo, por estar descartada a candidatura de Witzel em 2022. É menos um para enfrentá-lo. (C.N.)

Flordelis pede ajuda a deputadas: ‘Estão me tirando o direito de lutar, porque vou para a prisão’, assinala


Flordelis: Entenda por que a deputada mandou matar o marido | Jovem Pan
Flordelis é acusada de mandar matar o marido pastor
Marianna HolandaEstadão
A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada pelo Ministério Público do Rio de ter mandado assassinar o marido, pastor Anderson Silveira, foi ao grupo de WhatsApp da bancada feminina da Câmara negar que tenha participado do crime e para pedir ajuda para não ser cassada.
“Não fui julgada, nem condenada. Fui indiciada, denunciada pela Promotoria. Tenho direito de lutar para provar minha inocência, mas se cassarem meu mandato, estão me tirando o direito de lutar, porque vou para prisão”, disse a deputada, em mensagem obtida pela Coluna.
NA AMDRUGADA – O texto foi enviado à 1h42 desta sexta-feira, 28. Até as 9h, ninguém havia ainda se manifestado.
“Estou sendo denunciada por coisas que não fiz. Não matei meu marido e não mandei matar”, disse a parlamentar acusada. “Querem cassar o meu mandato. Venho aqui pedir a vocês, pelo amor de Deus, não deixem que façam isso comigo. Eu juro que vou conseguir provar minha inocência e que vocês não se arrependerão de me ajudar”, afirma.
Flordelis só não foi presa nesta semana porque tem imunidade parlamentar. A Câmara ainda aguarda a chegada do inquérito para dar seguimento à autorização da prisão e eventual cassação do mandato.
NOVA VERSÃO – Às deputadas, a pastora apresenta ainda uma nova versão do crime. Disse que a filha, sem especificar qual, confessou ter pego seu celular e enviado mensagens se fazendo passar por ela.
Não fica claro quais mensagens, mas ela afirma que encaminhará o depoimento da filha à polícia no domingo.
Segundo o jornal Extra, um dos filhos adotivos da pastora, Lucas Cézar dos Santos de Souza, disse em depoimento à Polícia Civil do Rio que, três meses antes do crime, recebeu mensagens enviadas do celular da mãe pedindo que matasse o pai.
Aos agentes, Lucas disse que ligou em seguida para Flordelis e soube que ela não estava em casa, porque uma outra pessoa teria atendido ao telefonema. No mesmo dia, foi para a casa dos pais e, ao confrontar a mãe com mensagens, conta que Flordelis teria ficado nervosa.
A SEREM PROVADAS – A mensagem de Flordelis à bancada feminina conta ainda que Anderson “estava fazendo coisas que serão reveladas e provadas nos próximos dias” e que ela não sabia do que acontecia. Esse trecho foi acompanhado de emojis de choro.
A deputada refuta ainda acusações de que teria mandato assassinar o marido por poder e dinheiro – na acusação, o MP diz que ela estava insatisfeita com a condução de Anderson das finanças da família.
“Estou vivendo com quase a metade do meu salário, porque tive que pegar empréstimo. Minha casa é financiada, está no nome de terceiros”, disse, alegando que até hoje para financiamento. “Meu marido morreu e sua conta estava no vermelho”. Flordelis promete encaminhar ao grupo de WhatsApp seus extratos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Caramba! É um festival de podridão envolvendo política, adoção de menores carentes, dinheiro e tudo o mais. Parece roteiro de novela(C.N.)  

Diante da inclemência da pandemia, restam-nos a fé, a esperança e a confiança em Deus


HRN amplia leitos e reforça atendimento durante pandemia - Governo do Estado do Ceará
A equipes médicas são como anjos que vêm nos proteger
Vicente Limongi Netto
Seis meses de pandemia. Os números são brutais. O Brasil chegou a quase 120 mil mortos. A quadra mexeu com a vida da humanidade. Sem distinção de credo, cor ou raça. Seis meses marcados pela agonia. Por tristezas, alívios, pavores, amores, desamores, encontros, desencontros. Também por multas, vacilos, humilhações, transtornos, sofrimentos, dores, angústias. Além de desemprego, vigarices, golpes, assassinatos, confusões, vacilos, e solidariedade.
 Tempos de paciência, afrouxamento, ansiedade, tragédias, omissões e mesquinharias. Seis meses de bebedeiras, canalhices, covardias, intolerância, truculência, insultos, cansaços, caneladas e estresse.
Muitos acabaram vencidos pelo desespero e pelo ciúme doentio.  Outros tantos acolheram a paz, alegrias, a união e a amizade. Mas também veio a depressão, junto com choros, incompreensões, demagogia, perdas, descasos, desesperos, insônias, violências, rancores, incompetências e irresponsabilidades.
Resta-nos ao lado da jornada, a fé, a esperança e a confiança em Deus. O iluminado amanhã haverá de chegar.
LEMBRANDO HAVELANGE – O presidente da Fifa,  Gianni Infantino, deveria providenciar, por justiça, isenção, gratidão e grandeza de atitude, a inauguração de um busto de João Havelange, em lugar destacado na sede da entidade. Por tudo de positivo que o brasileiro fez em benefício do futebol mundial.
Infantino ainda estava nos cueiros e Havelange já trabalhava, também sem tréguas, pelo desenvolvimento e expansão da Fifa. Presidiu a entidade por 24 anos. Uniu o mundo através do futebol.  Antes dele, a entidade funcionava em prédio precário. Não tinha renda e pouca credibilidade. Havelange transformou a entidade na milionária potência mundial que é hoje. Levou a Fifa a ter mais países filiados do que a ONU. Se estivesse entre nós, Havelange completaria 104 anos de idade. Consagrado e respeitado por todos que trabalham com futebol. Por sua vez, asnos, recalcados, éticos de meia pataca e parasitas jamais mancharão a vitoriosa trajetória profissional e humana de João Havelange.
BENVINDOS OS IPÊS –  São  os ipês tornando Brasilia mais alegre/ O ipê branco abranda a alma/ O amarelo encanta os corações/ O roxo alimenta a esperança/ O ipê lilás proclama a paz/ Os pés de ipês são recheados de dignidade e pureza de sentimentos/ Embalam o cotidiano e embelezam o sol/ Quando as folhas  começam a cair, os ipês partem para nova missão/ juntam-se ao barro para arar e semear a vida eterna.

Reajuste abusivo dos planos de saúde (25%) ocorre com apoio oficial do governo de Jair Bolsonaro

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TRIBUNA DA INTERNET | TCU contesta reajustes abusivos de planos de saúde  que a ANS autorizou
Charge do Jean Galvão (Arquivo Google)
Carlos Newton
Realmente, nunca se viu nada igual, em matéria de exploração do usuário pelos planos de saúde. Todos sabem que sempre houve aumentos superiores à inflação. Parecia até uma espécie de tradição administrativa. E a justificativa para esses acréscimos muito acima da inflação, jamais comprovada contabilmente, baseava-se num suposto aumento de custos das operadoras.
Na verdade, as empresas de planos ou seguros de saúde sempre se beneficiaram da conivência governamental. Por isso, pode-se dizer, sem medo de errar, que a grande maioria dos 57 milhões de eleitores de Bolsonaro/Mourão acreditava que o novo governo iria dar um basta à exploração dos usuários. Mas não foi isso que aconteceu.
SEM JUSTIFICATIVA – Quando o governo enfim consegue chegar a uma inflação anualizada de apenas 3%, como a Agência Nacional de Saúde pode autorizar aumentos de 25% nas mensalidades? Qual a justificativa desta vez? O golpe do suposto aumento de custos não pode ser aceito, porque as despesas dos planos de saúde diminuíram expressivamente na pandemia, devido à enorme redução de consultas, exames, procedimentos e cirurgias, devido ao isolamento social.
Artigo do jornalista Vicente Nunes, no Correio Braziliense, mostra que os planos de saúde lucraram como nunca nessa época de pandemia, com consultórios fechados ou trabalhando a meia força.
Os lucros de apenas quatro operadoras chegaram a mais de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, chamando a atenção do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que condenou publicamente o aumento abusivo das mensalidades.
FALAM OS NÚMEROS – A operadora NotreDame Intermédica mais do que dobrou os ganhos entre abril e junho, com crescimento de 149,2%, e seu lucro líquido somou R$ 223,4 milhões. Na Sul América o lucro saltou para R$ 398,7 milhões no segundo trimestre. O Bradesco contabilizou ganhos de R$ 359 milhões. E o lucro da Hapvida chegou R$ 278,6 milhões.
Portanto, no governo Bolsonaro, a exploração dos usuários dos planos de saúde desta vez chegou ao cúmulo. O deputado Rodrigo Maia protestou e imediatamente as operadoras fingiram revogar o abusivo reajuste de 25% para uma inflação de 3%.
Mas a própria Agência Nacional de Saúde esclarece que as operadoras vão “cobrar” depois esses “resíduos”, adicionando os valores às mensalidade (já majoradas) a partir de janeiro de 2021. Ou seja, os 25% são para valer, mesmo, com aprovação da própria ANS, que existe justamente para evitar essa exploração do usuário/consumidor.
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P.S. –
 Em tradução simultânea, trata-se de um golpe na praça, como se dizia antigamente, mas aplicado oficialmente com apoio do governo federal, que se mostra absolutamente inerte e complacente. E todos sabem que não foi para isso que elegemos Jair Bolsonaro, o Mito. (C.N.)

Witzel corre o risco de ser preso, como aconteceu com Cabral, Pezão, Garotinho e Rosinha

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EXCLUSIVO: 'Nem pandemia cessou ânsia criminosa de Witzel', diz Benedito | VEJA
Witzel jogou fora uma carreira iniciada como fuzileiro naval
Wilson TostaEstadão
Em apenas dois anos e oito meses, Wilson José Witzel, um novato na política que nunca disputara um cargo público, trocou a magistratura e o anonimato das obrigações burocráticas do Judiciário pelo poder político, pela projeção nacional e por uma dolorosa queda.
Foi eleito governador do Rio pelo nanico PSC, colado na campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2018; lançou-se pré-candidato à sucessão presidencial, rompendo com a família presidencial, em 2019; e teve o governo implodido por escândalos de corrupção em 2020.
RISCO DE PRISÃO – A derrocada ocorre em meio à pandemia do novo coronavírus e a um processo de impeachment da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A ação do Poder Legislativo foi atropelada pela decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o afastou do Palácio Guanabara. Pode encerrar a sua curta carreira política e, dependendo do processo, levá-lo à prisão.
Desde que era candidato de um partido minúsculo e sem nitidez ideológica, Witzel chamou atenção pela autoconfiança. Com 1% das intenções de voto, no início da campanha, dizia com convicção que seria eleito.  
E foi mesmo eleito, embalado pelo discurso da lei e da ordem, feito no vácuo dos escândalos que levaram à cadeia seus antecessores do MDB, Sérgio Cabral Filho –  ainda preso –  e Luiz Fernando Pezão. Era um cenário marcado pelas revelações da pilhagem do Estado promovida pelo grupo político sob investigação da Lava Jato enquanto o Rio falia.
VITÓRIA NAS URNAS – Assim, um candidato desconhecido, sem ligações com os velhos partidos, e que se apresentava como ex-juiz e ex-militar, rapidamente seduziu os fluminenses. Witzel construiu sua vitória em dois meses, atropelando o favorito Eduardo Paes, cuja imagem foi muito ligada a Cabral.
No governo, Witzel, priorizou o combate ao crime. Liberadas do controle político da Secretaria de Segurança, que foi extinta, as polícias, especialmente a Militar, bateram recordes de civis mortos em supostos confrontos – chegaram a ser cinco por dia. A política para o setor poderia ser sintetizada na declaração que, ainda como governador, deu ao Estadão, pregando o uso de snipers contra criminosos: “A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo!”.
O governador deu seguidas mostras de apoio a policiais, mesmo quando envolvidos em episódios de violência com indícios de incompetência ou ilegalidade.
TREMENDA IRONIA – Ironicamente, são acusações criminais – de suposta corrupção, envolvendo gastos no enfrentamento da covid-19 – que levaram ao despejo de Witzel do governo fluminense.
De juiz a governador do Rio, a trajetória de Wilson Witzel, com o discurso eleitoral que fez, enquanto era destruída uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, executada em plena via pública, junto com o motorista Anderson Gomes.

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