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quinta-feira, abril 30, 2020
Não me lembro de enfrentar um governo tão despreparado, diz Tasso
Bolsonaro tenta lavar as mãos sobre pandemia
Bolsonaro lava as mãos como Pôncio Pilatos e empurra pandemia para prefeitos e governadores
Ministros do STF são alvo de ameaça: 'Tem que pegar e matar tudo'

Foto: Reprodução / Agência Brasil
Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) alertaram o ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Alexandre de Moraes de que os integrantes da Corte estão sob ameaça de possíveis ataques terroristas.
Uma das conversas interceptadas pela PCDF na deep web trata da rotina dos ministros. Em um dos diálogos, aos quais o Metrópoles teve acesso, é possível ouvir: “Tem que matar tudo”.
Relator do processo que investiga ataques e agressões ao Supremo, Alexandre de Moraes repassou o alerta ao presidente do STF, Dias Toffoli – que, na última quarta-feira (12/02/2020), encaminhou aos demais magistrados da Corte o aviso –, a quem orientou reforço na segurança pessoal.
Os dados constam de ofício sigiloso, o qual reporta que uma célula terrorista pode estar preparando “agressões contra ministros deste tribunal”. As informações foram antecipadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Metrópoles.
Em mensagens interceptadas pela Polícia Civil do DF, o grupo teria ressaltado que os ministros do Supremo poderiam facilmente ser alvo de agressões, dada a rotina que “facilita o contato físico e visual”.
Os supostos terroristas teriam dito, na deep web, que os ministros mantêm uma rotina que facilita o contato físico e visual. Seriam, portanto, autoridades de fácil acesso a indivíduos que pretendem fazer algum ataque.
A mensagem da célula terrorista teria sido captada em janeiro, na deep web, e sido disparada pela Unidade Realengo Marcelo do Valle.
Em nota divulgada no seu endereço eletrônico, a Polícia Federal informou que “tais ameaças eram genéricas e não traziam indícios de qualquer planejamento elaborado de possível atentado”. As investigações, diz o anúncio, continuam sob sigilo.
Leia na íntegra:
“Nas últimas semanas, monitoramentos de rotina, realizados pela PF, encontraram trocas de mensagens, via deep web, com ofensas e ameaças a autoridades da República (ministros do Supremo Tribunal Federal).
Tais ameaças eram genéricas e não traziam indícios de qualquer planejamento elaborado de possível atentado.
Todavia, cumprindo seu papel institucional e de forma preventiva, a PF informou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito n.º 4781, sobre a existência de tais mensagens.
As investigações, a cargo da PF, seguem em sigilo e tramitam com o objetivo de identificar os responsáveis pela difusão de tais mensagens”.
Bahia Notícias
CNS diz que ações de Bolsonaro na pandemia de coronavírus são genocidas
por Mônica Bergamo | Folhapress

Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto
O CNS (Conselho Nacional de Saúde) lançou carta aberta na qual chama de "irresponsáveis, criminosas e genocidas" as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perante à pandemia de Covid-19.
No documento, o conselho ainda chama de "desastrosa" as políticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para mitigar os efeitos econômicos da crise gerada pelo novo coronavírus.
O grupo, uma instância deliberativa e permanente do SUS (Sistema Único de Saúde), ainda reitera "o alerta para que a população continue em casa, mantendo o isolamento social, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)".
Na carta, a CNS pede a revogação permanente do teto de gastos, "aplicação imediata de dinheiro novo no SUS e aprovação de piso emergencial em 2021, com incorporação definitiva dos créditos extraordinários ao orçamento da pasta da saúde"; e a aprovação de projeto de lei "que ampare e auxilie os dependentes de profissionais de saúde que morreram e os que vierem a morrer no exercício de suas funções, em decorrência da Covid-19".
"Dada à regra do teto de gasto da União, estabelecida pela Emenda Constitucional n.º 95, que retirou R$ 22,5 bilhões do SUS desde 2018, a liberação de recursos tem sido pequena para o combate da Covid-19, quer para as ações de saúde (menos de 11% do orçamento federal) – onde a atenção primária cumpre papel essencial na prevenção e no controle do contágio, quer para as ações econômicas – contribuindo para que a adesão da população à quarentena tenha ficado abaixo dos 70% recomendado", diz o documento.
"Diante do decreto de calamidade pública, o atual ministro da Saúde, Nelson Teich, não pode omitir-se diante de tais fatos, tampouco compactuar com qualquer tipo de sabotagem ao combate à doença e à economia popular, jamais renunciando ao objetivo de salvar vidas, preservar empregos e cuidar dos profissionais da saúde", segue a carta.
"Atender a pauta econômica, sobrepondo a necessidade de zelar pela vida dos cidadãos e cidadãs, não é uma estratégia segura nem coerente neste momento. Capital se ganha, se perde e se recupera novamente, mas vidas perdidas não podem ser recuperadas."
No documento, o conselho ainda chama de "desastrosa" as políticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, para mitigar os efeitos econômicos da crise gerada pelo novo coronavírus.
O grupo, uma instância deliberativa e permanente do SUS (Sistema Único de Saúde), ainda reitera "o alerta para que a população continue em casa, mantendo o isolamento social, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)".
Na carta, a CNS pede a revogação permanente do teto de gastos, "aplicação imediata de dinheiro novo no SUS e aprovação de piso emergencial em 2021, com incorporação definitiva dos créditos extraordinários ao orçamento da pasta da saúde"; e a aprovação de projeto de lei "que ampare e auxilie os dependentes de profissionais de saúde que morreram e os que vierem a morrer no exercício de suas funções, em decorrência da Covid-19".
"Dada à regra do teto de gasto da União, estabelecida pela Emenda Constitucional n.º 95, que retirou R$ 22,5 bilhões do SUS desde 2018, a liberação de recursos tem sido pequena para o combate da Covid-19, quer para as ações de saúde (menos de 11% do orçamento federal) – onde a atenção primária cumpre papel essencial na prevenção e no controle do contágio, quer para as ações econômicas – contribuindo para que a adesão da população à quarentena tenha ficado abaixo dos 70% recomendado", diz o documento.
"Diante do decreto de calamidade pública, o atual ministro da Saúde, Nelson Teich, não pode omitir-se diante de tais fatos, tampouco compactuar com qualquer tipo de sabotagem ao combate à doença e à economia popular, jamais renunciando ao objetivo de salvar vidas, preservar empregos e cuidar dos profissionais da saúde", segue a carta.
"Atender a pauta econômica, sobrepondo a necessidade de zelar pela vida dos cidadãos e cidadãs, não é uma estratégia segura nem coerente neste momento. Capital se ganha, se perde e se recupera novamente, mas vidas perdidas não podem ser recuperadas."
Ministro diz que pico da pandemia de Covid-19 é imprevisível e que chance de 2ª onda é real
por Natália Cancian e Iara Lemos | Folhapress

Foto: Reprodução / Flickr Ministério da Saúde
O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nesta quarta-feira (29) que não é possível saber quando será o pico de casos do novo coronavírus no país e que a possibilidade de uma segunda onda da pandemia é real.
Segundo Teich, a falta de informações precisas sobre o coronavírus faz com que não seja possível excluir a possibilidade de uma "nova onda" mesmo após eventual queda de casos no país.
"Essa falta de informação impede de entender melhor o futuro. Se a imunidade vem com 60%, 70%, 80%, até aí os números não são precisos, é muito longe. O que deixa em alerta para a possibilidade de segunda onda, que é real", disse.
Teich citou ainda que não é possível saber, por exemplo, se pessoas já infectadas poderiam ter novamente a doença.
"Outro dado importante é que já existem relatos isolados de pessoas que tiveram a doença duas vezes. O que não garante nem que você ter o anticorpo seja correto", afirmou.
O ministro criticou projeções que, segundo ele, trazem "números exagerados". Ele citou estudos como do Imperial College, por exemplo.
"Você cria números aterrorizantes e as pessoas se fixam naquilo. E acaba tomando decisões com base no que não é real."
As declarações do ministro ocorreram sessão virtual do Senado nesta quarta-feira.
Na sessão, feita por videoconferência, Teich voltou a citar a intenção de aumentar a testagem da população, mas frisou que não há como garantir a oferta para toda a população.
Ele também disse que a pasta pretende fazer uma diretriz com parâmetros diferentes para isolamento social conforme a região e diferentes populações do país --o que abriria espaço para uma possível flexibilização.
Em seguida, no entanto, afirmou que nenhuma decisão seria tomada em meio ao aumento de casos.
"Enquanto a gente não tiver uma definição clara de como são as curvas e como vai ser uma sequência de distanciamento, vamos manter o que está sendo feito até hoje", disse.
Inicialmente, Teich evitou responder sobre o tema, afirmando que "perguntar sobre ficar em casa ou não é simples demais".
"Ficar em casa é genérico demais. Ficar em casa vai ser a melhor opção para algumas pessoas, não para todas. Vamos trabalhar isso de forma mais específica".
Criticado por senadores, afirmou que o ministério nunca orientou uma saída do distanciamento social.
Para Teich, ainda é cedo para recomendar um retorno das atividades escolares, por exemplo.
"Em relação à volta às escolas, a gente está desenhando uma estratégia que vai ser feita e você vai ter critérios, mas, neste momento, não existe qualquer recomendação também de volta às escolas."
Ele fez críticas a uma "polarização política" sobre o isolamento social. "Preciso ter a neutralidade de avaliar e não ter um pré-julgamento. A minha única preocupação é com as pessoas. Não vou aceitar discutir isso politicamente."
No encontro, Teich definiu a epidemia como um "momento crítico" da história da saúde e pediu "união de esforços" com senadores.
O ministro definiu ainda a situação de abastecimento de alguns equipamentos, como respiradores, como "crítica".
Segundo ele, uma importação de 15 mil respiradores que estava prevista da China foi cancelada após uma "suspeita" no processo após exigência de que o dinheiro fosse enviado à Suíça.
Ele afirma que a decisão pelo cancelamento ocorreu ainda na última gestão da pasta.
"É importante colocar que, em relação à China, não foi uma posição ideológica. O problema com a China foi o processo um pouco confuso, a gente ficar preocupado de ter que depositar metade antes, num país como a Suíça. Aquilo que eu soube é que se optou por não fazer essa opção", disse.
Segundo Teich, a falta de informações precisas sobre o coronavírus faz com que não seja possível excluir a possibilidade de uma "nova onda" mesmo após eventual queda de casos no país.
"Essa falta de informação impede de entender melhor o futuro. Se a imunidade vem com 60%, 70%, 80%, até aí os números não são precisos, é muito longe. O que deixa em alerta para a possibilidade de segunda onda, que é real", disse.
Teich citou ainda que não é possível saber, por exemplo, se pessoas já infectadas poderiam ter novamente a doença.
"Outro dado importante é que já existem relatos isolados de pessoas que tiveram a doença duas vezes. O que não garante nem que você ter o anticorpo seja correto", afirmou.
O ministro criticou projeções que, segundo ele, trazem "números exagerados". Ele citou estudos como do Imperial College, por exemplo.
"Você cria números aterrorizantes e as pessoas se fixam naquilo. E acaba tomando decisões com base no que não é real."
As declarações do ministro ocorreram sessão virtual do Senado nesta quarta-feira.
Na sessão, feita por videoconferência, Teich voltou a citar a intenção de aumentar a testagem da população, mas frisou que não há como garantir a oferta para toda a população.
Ele também disse que a pasta pretende fazer uma diretriz com parâmetros diferentes para isolamento social conforme a região e diferentes populações do país --o que abriria espaço para uma possível flexibilização.
Em seguida, no entanto, afirmou que nenhuma decisão seria tomada em meio ao aumento de casos.
"Enquanto a gente não tiver uma definição clara de como são as curvas e como vai ser uma sequência de distanciamento, vamos manter o que está sendo feito até hoje", disse.
Inicialmente, Teich evitou responder sobre o tema, afirmando que "perguntar sobre ficar em casa ou não é simples demais".
"Ficar em casa é genérico demais. Ficar em casa vai ser a melhor opção para algumas pessoas, não para todas. Vamos trabalhar isso de forma mais específica".
Criticado por senadores, afirmou que o ministério nunca orientou uma saída do distanciamento social.
Para Teich, ainda é cedo para recomendar um retorno das atividades escolares, por exemplo.
"Em relação à volta às escolas, a gente está desenhando uma estratégia que vai ser feita e você vai ter critérios, mas, neste momento, não existe qualquer recomendação também de volta às escolas."
Ele fez críticas a uma "polarização política" sobre o isolamento social. "Preciso ter a neutralidade de avaliar e não ter um pré-julgamento. A minha única preocupação é com as pessoas. Não vou aceitar discutir isso politicamente."
No encontro, Teich definiu a epidemia como um "momento crítico" da história da saúde e pediu "união de esforços" com senadores.
O ministro definiu ainda a situação de abastecimento de alguns equipamentos, como respiradores, como "crítica".
Segundo ele, uma importação de 15 mil respiradores que estava prevista da China foi cancelada após uma "suspeita" no processo após exigência de que o dinheiro fosse enviado à Suíça.
Ele afirma que a decisão pelo cancelamento ocorreu ainda na última gestão da pasta.
"É importante colocar que, em relação à China, não foi uma posição ideológica. O problema com a China foi o processo um pouco confuso, a gente ficar preocupado de ter que depositar metade antes, num país como a Suíça. Aquilo que eu soube é que se optou por não fazer essa opção", disse.
Bahia Notícias
Em dia de visita de Bolsonaro, central para coronavírus confirma integrante infectado
Em dia de visita de Bolsonaro, central para coronavírus confirma integrante
por Talita Fernandes | Folhapress

Foto: Igor Estrela / Metrópoles
Um integrante do Centro de Coordenação das Operações do Comitê de Crise, que acompanha as ações referentes ao combate do novo coronavírus, obteve resultado positivo para a Covid-19 nesta quarta-feira (29).
Com isso, os integrantes da equipe analisam a possibilidade de os 32 membros serem submetidos à testagem para a doença.
Nesta quarta, a sala desse centro do comitê de crise foi visitada pelo presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do ministro Walter Braga Netto (Casa Civil) e de empresários que apoiam o governo, como Luciano Hang (Havan), Meyer Nigri (Tecnisa), Flávio Rocha (Riachuelo), Sebastião Bomfim (Centauro) e Washington Cinel (Gocil).
Os empresários foram ao Palácio do Planalto para participar de um almoço com o presidente e alguns ministros em sinal de aceno ao presidente.
Não foi informada a identidade do servidor diagnosticado com Covid-19. Os integrantes do comitê foram avisados do resultado do teste na noite desta quarta por meio de mensagem de WhatsApp.
Bolsonaro, Braga Netto e os empresários entraram na sala sem máscara. A rápida visita foi transmitida ao vivo pelo secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, que foi oficialmente o primeiro integrante do governo a ter teste positivo de coronavírus.
Braga Netto, que coordena o gabinete de crise, fez uma breve apresentação do comitê e criticou a imprensa por, segundo ele, fazer cobertura negativa da pandemia.
Desde a chegada do vírus ao Brasil, Bolsonaro tem descumprido orientações de autoridades sanitárias e promovido aglomerações ao visitar pontos de comércio de Brasília e cumprimentar apoiadores.
Exemplos desse tipo ocorrem inclusive nas solenidades no Palácio do Planalto.
Na desta quarta, em que foram empossados dois novos ministros, poucos estavam de máscara ou obedeceram as orientações de distanciamento. Também houve abraços, cochichos e compartilhamentos de objetivos, como canetas.
Procurada, a Casa Civil não respondeu à reportagem.
Com isso, os integrantes da equipe analisam a possibilidade de os 32 membros serem submetidos à testagem para a doença.
Nesta quarta, a sala desse centro do comitê de crise foi visitada pelo presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do ministro Walter Braga Netto (Casa Civil) e de empresários que apoiam o governo, como Luciano Hang (Havan), Meyer Nigri (Tecnisa), Flávio Rocha (Riachuelo), Sebastião Bomfim (Centauro) e Washington Cinel (Gocil).
Os empresários foram ao Palácio do Planalto para participar de um almoço com o presidente e alguns ministros em sinal de aceno ao presidente.
Não foi informada a identidade do servidor diagnosticado com Covid-19. Os integrantes do comitê foram avisados do resultado do teste na noite desta quarta por meio de mensagem de WhatsApp.
Bolsonaro, Braga Netto e os empresários entraram na sala sem máscara. A rápida visita foi transmitida ao vivo pelo secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, que foi oficialmente o primeiro integrante do governo a ter teste positivo de coronavírus.
Braga Netto, que coordena o gabinete de crise, fez uma breve apresentação do comitê e criticou a imprensa por, segundo ele, fazer cobertura negativa da pandemia.
Desde a chegada do vírus ao Brasil, Bolsonaro tem descumprido orientações de autoridades sanitárias e promovido aglomerações ao visitar pontos de comércio de Brasília e cumprimentar apoiadores.
Exemplos desse tipo ocorrem inclusive nas solenidades no Palácio do Planalto.
Na desta quarta, em que foram empossados dois novos ministros, poucos estavam de máscara ou obedeceram as orientações de distanciamento. Também houve abraços, cochichos e compartilhamentos de objetivos, como canetas.
Procurada, a Casa Civil não respondeu à reportagem.
Bahia Notícias
Dona Flor: Centrão namora com Bolsonaro e mantém relacionamento sério com Maia
por Fernando Duarte

Foto: Reprodução/ WallHere
O chamado “centrão” voltou ao centro das atenções a partir da remontagem do balcão de negócios com o governo federal. Porém esse grupo fica com um olho no peixe e um olho no gato, para usar um ditado popular e facilitar o entendimento. Ao tempo em que negocia diretamente com o presidente Jair Bolsonaro por cargos de segundo e terceiro escalão, que não chamam tanto atenção nas nomeações, mantém uma boa relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que o chefe do Executivo tenta enfraquecer.
A fome desse grupo de partidos não é pequena. Tanto que, mesmo que petiscos já tenham sido distribuídos, não nos espantemos se a Esplanada dos Ministérios voltar a ser loteada formalmente, como acontecia nos governos anteriores. Apesar de garantir certo lastro para Bolsonaro na Câmara, essa suposta base não é sólida o suficiente. E há um falso esfacelamento do suporte que garante o poder de Rodrigo Maia.
O presidente da Câmara continua controlando a pauta e pode, eventualmente, dar início a um pedido de impeachment contra o ocupante do Palácio do Planalto. Os ventos ainda não sopram para esse lado, porém Bolsonaro segue derrapando politicamente. E o comando da vela para o impedimento é responsabilidade de Maia. Por isso o presidente da Câmara seguirá como um fantasma para o bolsonarismo.
Mesmo que não vivamos sob a égide do parlamentarismo, o Congresso Nacional dá muitas cartas em um contexto em que a presidência da República está fragilizada. A pauta definida por Maia, incluída a possibilidade de impeachment, o torna o adversário perfeito para os seguidores que lutam contra moinhos de vento.
Esse possível afastamento do “centrão” de Maia ainda tem um efeito colateral que estaria sendo comemorado pelo DEM. A legenda há muito não fica satisfeita com a pecha de figurar ao lado de partidos com “dono”, a exemplo do PL, de Valdemar Costa Neto, do PTB, de Roberto Jefferson, ou do Solidariedade, de Paulinho da Força. É uma consequência enxergada como benéfica por aliados do Democratas nesse embate entre Bolsonaro e Maia.
Enquanto isso, é bom ficarmos como o “centrão”, olhando tanto para o gato quanto o peixe. Se bem que, a depender da fome desse grupo, pode não sobrar nenhum dos dois.
Este texto integra o comentário desta quarta-feira (29) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios A Tarde FM, Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM, Alternativa FM Nazaré e Candeias FM.
Bahia Notícias
Bahia Notícias

Foto: Agência Brasil
No meio à pior fase da pandemia de Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro acusou a Organização Mundial da Saúde (OMS) de incentivar a masturbação e a homossexualidade de crianças. Ele usou as redes sociais para fazer a acusação, mas apagou o post logo depois.
"Essa é a Organização Mundial da Saúde (OMS) que muitos dizem que eu devo seguir no caso do coronavírus", iniciou. "Deveríamos então seguir também diretrizes para políticas educacionais?", completou.
Bolsonaro detalhou supostas recomendações da OMS para crianças de 0 a 4 anos. "Satisfação e prazer ao tocar o próprio corpo (masturbação); expressar suas necessidades e desejos por exemplo, no contexto de 'brincar de médico'; as crianças têm sentimento sexuais mesmo na primeira infância", descreve o texto.
O guia citado por Bolsonaro foi publicado em 2010 pelo Centro Federal de Educação em Saúde da Alemanha, em conjunto com o escritório europeu da OMS.
O texto, na verdade, é dirigido aos pais e diz que as crianças de 2 a 3 anos são curiosas em relação aos seus corpos e, por isso, nesta fase desenvolvem sua identidade de gênero. Mas o guia da OMS não diz aos pais que incentivem os filhos a fazer isso, e sim que conversem com eles sobre o assunto.

Foto: Reprodução / Facebook
Decisão de Moraes sinaliza que o impeachment de Bolsonaro já é uma realidade

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)
Carlos Newton
É impressionante como avança o impeachment de Jair Bolsonaro, que se encarrega pessoalmente de inflar as velas do processo, ao atribuir sua derrocada política à Imprensa, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, não necessariamente nesta ordem. É impressionante sua imaturidade política, sempre imersa nas mais estranhas teorias conspiratórias, alimentadas pelos filhos, que se orientam com aquele guru virginiano, que nem mesmo com a experiência de astrólogo conseguiu entender que a Terra é redonda, assim como os demais planetas e seus satélites.
A cabeça de Bolsonaro, porém, é absolutamente quadrada. Mesmo assim, ele conseguiu se transformar num extraordinário fenômeno político, ao vencer uma eleição presidencial praticamente sem dinheiro, sem horário no rádio e TV e sem partido político sustentável.
TODAS AS CONDIÇÕES – Com a confiança e o apoio dos militares, Jair Bolsonaro tinha todas as condições para fazer um grande governo. Mas desde o início foi uma tragédia, não somente na política interna, mas também na externa.
Atirou-se vergonhosamente aos pés do presidente norte-americano Donald Trump e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netaniahu, ao mesmo tempo em que criava graves problemas com Venezuela, Argentina, China, França, Alemanha e países árabes em geral.
Investido em uma soberba inexpugnável, aos poucos foi perdendo importantes aliados, como Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli, que chegaram a fechar com ele um falso pacto federativo, cujo objetivo era inviabilizar a Lava Jato, garantir a impunidade das elites empresarias e políticas, que incluíam os três filhos rachadistas.
NO MELHOR DOS MUNDOS – O pacto funcionou, os ministros do Supremo e suas mulheres, assim como os filhos de Bolsonaro e as elites políticas e empresariais, todos ficaram blindados contra investigações do Coaf, o famoso Pacote Anticrime do ministro Sérgio Moro foi desidratado no Congresso, enquanto o Supremo acabava com a prisão após segunda instância, libertando Lula da Silva, José Dirceu e o resto da gang. Tudo ia bem, Bolsonaro estava vivendo no melhor dos mundos imaginado por Voltaire.
De repente, porém, prevaleceu uma expressão bíblica dos Eclesiastes – “Vanitas vanitatum et omnia vanitas” (Vaidade das vaidades, tudo é vaidade), e Bolsonaro virou o jogo. Afinal, por que dividir o poder, se poderia exercê-lo sozinho?
A essa altura, Bolsonaro já tinha se livrado do inoportuno PSL e estava criando seu próprio partido, tendo rompido com vários políticos que o apoiaram na eleição. Mas o pior foi ir se isolando, ao prestigiar manifestações contra o Congresso e o Supremo, para demonstrar que não precisava de mais ninguém.
DELÍRIO ISOLACIONISTA – Insuflado pelo puxa-saquismo familiar e institucional que hoje caracteriza o Planalto, entrou num delírio isolacionista, a partir do princípio de que minha caneta é mais importante do que a tua, uma tremenda ilusão que já não existe na política desde os tempos do Barão de Montesquieu (1689-1755), vejam como Bolsonaro e seus conselheiros são verdadeiramente tapados, como se dizia antigamente.
Foi se incompatibilizando com os antigos aliados e passou a alimentar a esperança de ser aclamado pelo povo e pelas Forças Armadas como Bolsonaro primeiro e único, sem perceber que o povo não tem poder algum e os militares já não o apoiam mais como antigamente, muito pelo contrário.
Com a demissão do ministro Sérgio Moro, o castelo está prestes a desmoronar. A liminar acolhida pelo relator Alexandre de Moraes é clara. Indica que Moro saiu porque não aceitou obstrução da Justiça, um dos piores crimes de responsabilidade. O próprio Bolsonaro, ao responder a Moro, já tinha confessado sua pretensão, que tentou concretizar ao nomear um amigo dos filhos para dirigir a Polícia Federal. É o começo do fim.
###
P.S. – Com abundância de provas em grande número de pedidos já apresentados à Câmara e também ao Supremo, o impeachment de Bolsonaro deve ser rápido e rasteiro, bem mais fácil do que o afastamento de Dilma Rousseff. No caso do Supremo, caso o tribunal decida que houve crime de responsabilidade, ficará muito facilitado o processo de impeachment na Câmara. (C.N.)
P.S. – Com abundância de provas em grande número de pedidos já apresentados à Câmara e também ao Supremo, o impeachment de Bolsonaro deve ser rápido e rasteiro, bem mais fácil do que o afastamento de Dilma Rousseff. No caso do Supremo, caso o tribunal decida que houve crime de responsabilidade, ficará muito facilitado o processo de impeachment na Câmara. (C.N.)
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