quarta-feira, abril 29, 2020

Alexandre de Moraes suspende nomeação de Ramagem na PF e encurrala Bolsonaro


Notícias STF :: STF - Supremo Tribunal Federal
Ministro Alexandre de Moraes decidiu atender à petição do PDT
Bruno BoghossianFolha
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para diretoria-geral da Polícia Federal feita um dia antes pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A posse estava marcada para a tarde desta quarta-feira (29). Moraes atendeu a um pedido do PDT.
“Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto [de nomeação] no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal”, diz a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal.
UMA SÉRIE DE AÇÕES – Após a saída de Sergio Moro do governo sob a alegação de interferência política na Polícia Federal, a nomeação do novo diretor-geral da corporação pelo presidente Jair Bolsonaro virou alvo de uma série de ações na Justiça e de resistência no Congresso.
Bolsonaro oficializou no Diário Oficial da União desta terça-feira (29) os nomes do advogado André de Almeida Mendonça, 47, para substituir Moro no Ministério da Justiça, e do delegado Alexandre Ramagem, 48, para a vaga de Maurício Valeixo na Diretoria-Geral da PF.
A nomeação de Ramagem, amigo do clã Bolsonaro que era diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), motivou uma ofensiva judicial para barrá-la, tendo em vista os interesses da família e de aliados do presidente em investigações da Polícia Federal.
SAÍDA DE MORO – O plano de troca da chefia da PF foi estopim da saída de Moro. O ex-ministro disse que Bolsonaro queria ter uma pessoa do contato pessoal dele no comando da corporação para poder “colher informações” e “relatórios” diretamente.
Diante da nomeação de Ramagem, partidos e movimentos políticos entraram com ações judiciais para tentar impedir a posse, marcada para as 15h desta quarta (29). Eles alegam “abuso de poder” e “desvio de finalidade” na escolha.
No final da tarde desta terça, havia ao menos seis processos pedindo a suspensão da nomeação de Ramagem, alegando que Bolsonaro praticou “aparelhamento particular” ao indicá-lo para a função. A base dos pedidos é a denúncia de Moro alegando interferência do presidente da República na Polícia Federal.
DELEGADOS IAM REAGIR – Diferentemente dos elogios ao nome do novo ministro da Justiça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que Ramagem terá “dificuldade na corporação, na forma como ficou polêmica a sua nomeação”.
“A gente sabe que a Polícia Federal é uma corporação muito unida, que trabalha de forma muito independente. Qualquer tipo de interferência é sempre rechaçado. A gente viu em outros governos que foi assim. Mas eu não conheço [Ramagem]”, disse à Band o presidente da Câmara.
Ramagem se aproximou da família Bolsonaro durante a campanha de 2018, quando comandou a segurança do então candidato a presidente depois do episódio da facada.
CARLUXO DEU AVAL – O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) é um dos seus principais fiadores e esteve à frente da decisão que levou Ramagem ao comando da Abin.
No sábado (25), a Folha mostrou que uma apuração comandada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento de Carlos em um esquema de disseminação de fake news.
Na noite de segunda (27), Bolsonaro disse não haver esquema de notícias falsas. “Meu Deus do céu. Isso é liberdade de expressão. Vocês deveriam ser os primeiros a ser contra a CPI das Fake News. O tempo todo o objetivo da CPI é me desgastar”, afirmou Bolsonaro, ao ser questionado sobre possíveis prejuízos que a troca no comando da Polícia Federal traria à investigação sobre as fake news.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 –   Conforme alertamos aqui na TI, Bolsonaro estava tentando transformar o governo numa ação entre amigos, com meia dúzia de generais para disfarçar. A cada dia, como disse o “Financial Times”, o próprio Bolsonaro vai abrindo o caminho para o seu impeachment. Então, que assim seja. (C.N.)

Bolsonaro pensava (?) que a investigação sobre caso Adélio Bipo seria reaberta


Bolsonaro diz que Adélio Bispo nunca foi um lobo solitário
Gustavo Garcia, Pedro Henrique Gomes e Hamanda Viana
G1
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, dia 28, que a investigação sobre a facada que levou durante a campanha eleitoral, em setembro de 2018, em Juiz de Fora, será reaberta. Bolsonaro deu a declaração durante conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Jamais esperava que a nomeação fosse cancelada liminarmente no Supremo pelo ministro Alexandre de Moraes.
Nesta terça-feira, o “Diário Oficial da União” publicou a nomeação do novo diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, amigo dos filhos do presidente. Ramagem substituiu Maurício Valeixo, cuja demissão motivou a decisão do então ministro Sergio Moro (Justiça) de deixar o governo.
NEGLIGÊNCIA – “Vai ser reaberta a investigação. Foi negligenciado. Foi a conclusão. Foi um lobo solitário. Como pode um lobo solitário com três advogados? Quatro celulares? Inclusive, andando pelo Brasil”, questionou o presidente.
A investigação da Polícia Federal sobre o atentado concluiu que Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada, agiu sozinho no momento do crime e por motivação política. Bolsonaro sempre reclamou de não ter sido identificado o suposto mandante do atentado.
INIMPUTÁVEL – Adélio Bispo foi considerado portador de doença mental e inimputável pela Justiça Federal em Minas Gerais. Bolsonaro não recorreu da decisão judicial.
Pouco depois da conversa com os apoiadores, já em entrevista a jornalistas, Bolsonaro relativizou. “Defendo que, em sendo legal, em sendo possível, sim”, respondeu o presidente ao ser indagado se defende a retomada das investigações.
INJUSTIÇA – “A conclusão que chegou lá é que é um lobo solitário. Eu acho que não era um lobo solitário. Eu não quero forçar a barra nem descobrir, inventar um responsável. Tá longe, tá longe. Nunca passou por mim cometer injustiças”, acrescentou Bolsonaro.
Com os apoiadores, o assunto foi introduzido na conversa por uma visitante, que perguntou a Bolsonaro: “Presidente, estão cuidando daquele povo que apareceu lá agora da tentativa do assassinato do senhor?”
Após responder que a investigação será reaberta, Bolsonaro disse entender que o caso da facada é “200 vezes mais fácil de solucionar que o da Marielle [Franco]”, referindo-se à vereadora do PSOL, assassinada no Rio de Janeiro em 2018.
COMPARAÇÃO – Esta não foi primeira vez que Bolsonaro comparou o atentado que sofreu ao caso Marielle Franco. Na última sexta-feira, dia em que Moro pediu demissão, o presidente afirmou que a Polícia Federal – sob a gestão do ex-juiz – se preocupou mais com o caso da vereadora que com “seu chefe supremo”.
“Cobrei muito dele isso aí. Não interferi. Eu acho que todas as pessoas de bem no Brasil querem saber, e entendo, me desculpe seu ex-ministro, entre meu caso e o da Marielle, o meu tá muito menos difícil de solucionar”, afirmou Bolsonaro na ocasião.

Nova Alvorada FM em 29.04.2020

URGENTE: Ministro do STF suspende nomeação de Bolsonaro

NE Notícias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acaba de determinar a suspensão da posse de Alexandre Ramagem, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, feita pelo presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada no âmbito de Mandado de Segurança impetrado pelo PDT.
A posse de Ramagem estava marcada para às 15h desta quarta-feira, 28.

Coronavírus: Jardins tem a maior incidência

Segundo os dados do estudo, que será divulgado pela Prefeitura de Aracaju na próxima semana, os bairros Jardins (92,02), Salgado Filho (84,36), Pereira Lobo (70,47), Santo Antônio (63,16) e 13 de Julho (62,24) contêm a maior incidência de infectados

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Um estudo de coeficiência realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju revelou os bairros da capital onde há maior incidência de pessoas contaminadas pela Covid-19.

O levantamento foi projetado levando em conta um coeficiente de 100.000 habitantes por bairro.

Segundo os dados do estudo, que será divulgado pela Prefeitura de Aracaju na próxima semana, os bairros Jardins (92,02), Salgado Filho (84,36), Pereira Lobo (70,47), Santo Antônio (63,16) e 13 de Julho (62,24) contêm a maior incidência de infectados.

Entre os bairros com menor incidência de contaminados pela Covid-19 estão os bairros Inácio Barbosa (5,34), América (6,53), Aeroporto (7,05) e Porto Dantas (7,18).




Da Redação do JC

Foto: Arquivo JC

Secretário de Saúde faz alerta após Anvisa liberar testes para Covid-19 em farmácias


por Breno Cunha
Secretário de Saúde faz alerta após Anvisa liberar testes para Covid-19 em farmácias
Imagem ilustrativa | Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias
O secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (29) para fazer uma ponderação sobre a liberação de realização de testes rápidos em farmácias.

Segundo Vilas-Boas, a liberação "é um avanço", mas pode trazer prejuízos se não houver "orientação adequada". Isso porque quem testar negativo pode estar infectado com a doença, já que o "resultado do teste positivo possui maior valor que o negativo".

Vale citar que as farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste. O estabelecimento que optar pelo procedimento deverá ter profissional qualificado para realizar do exame.

"Simplificando: se der negativo não quer dizer nada. Se der positivo, vc deve procurar o sistema de saúde para confirmar com o RT-PCR", pontuou o titular da Sesab.

Conduta do Ministério da Saúde sobre uso da cloroquina será investigada


Conduta do Ministério da Saúde sobre uso da cloroquina será investigada
Foto: Reprodução / Vida e Ação
A conduta do Ministério da Saúde sobre o uso da hidroxicloroquina em pacientes diagnosticados com coronavírus será alvo de um inquérito aberto pelo procurador Alexandre Schneider, do município de Bento Gonçalves. Para o procurador, há "inúmeras evidências empíricas" acerca da "eficácia" do medicamento.

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Painel, a investigação foi aberta quando o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ainda comandava a pasta da saúde. Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que defende o uso do remédio, Mandetta resistia a recomendar a adoção generalizada do medicamento.

A cloroquina é alvo de polêmica em diversos países do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas contraindicou o uso para pacientes de Covid-19.

No Brasil, a Fiocruz desenvolve um estudo sobre o remédio e, por conta disso, seus cientistas também viraram alvo de inquérito. O mesmo procurador, junto a outros dois colegas, abriram a investigação depois que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), terceiro filho do presidente, acusou os pesquisadores de fazerem o estudo para desqualificar a medicação.

O advogado Celso Vilardi, responsável por defender os cientistas no processo, disse que eles vão "responder com absoluta serenidade e mostrar que cumpriram as normas técnicas. Tanto é que o estudo que fizeram foi publicado em uma das revistas científicas mais importantes do mundo". Nesta semana, a pesquisa foi publicada na Jama Network Open, da American Medical Association.
Bahia Notícias

UTIs brasileiras têm alta taxa de ocupação

Quarta, 29 de Abril de 2020 - 09:50


por Folhapress
UTIs brasileiras têm alta taxa de ocupação
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Mesmo após a abertura de novos leitos de terapia intensiva para o tratamento da Covid-19, estados brasileiros permanecem com o sistema de saúde sob pressão por causa do avanço da doença causada pelo novo coronavírus.

Levantamento da reportagem aponta que, nos últimos dez dias, foram abertos pelo menos 776 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas redes estaduais para o tratamento da doença em 12 estados e no Distrito Federal.

Mesmo ampliando o número de vagas, parte dos estados ainda permanece em um patamar preocupante de ocupação dos leitos. Amazonas, Pará, Rio de Janeiro e Pernambuco estão com mais de 90% dos leitos ocupados. Já Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão e Rio Grande do Sul ultrapassam a barreira dos 60%. São Paulo registra 59,8%.

Em alguns casos, na prática, a situação é de colapso, já que os leitos disponíveis são a reserva técnica liberada por pacientes que morreram ou tiveram alta. No Amazonas e no Rio de Janeiro, há fila para conseguir uma vaga na UTI.

Procurados pela reportagem, os governos do Amazonas e Pará não informaram a situação dos leitos de UTI em seus estados.

Nos últimos dias, o governo do Amazonas tem divulgado que 96% dos leitos da rede estadual de UTI estão ocupados, mas profissionais de saúde ouvidos pela reportagem afirmam que só há vagas em caso de óbito ou alta. No Pará, a ocupação de leitos da rede pública atingiu a marca de 91% na semana passada.

O Rio de Janeiro se aproxima de um cenário de caos: 238 dos 256 leitos de UTI destinados ao coronavírus nas unidades de referência da rede estadual já estão ocupados. O único que ainda tem vagas é o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda. Pacientes da capital, que fica a uma hora e meia de distância do município, já estão sendo enviados para lá.

Mesmo com esses leitos sobrando, a fila por UTIs acumulava 326 pessoas nesta segunda na rede estadual. O descompasso se dá porque, antes de o leito ser liberado, leva tempo até que ele seja higienizado e sua vacância seja comunicada. Com isso, os pacientes se acumulam em Unidades de Pronto Atendimento e outras unidades menores à espera de transferências, muitas vezes sem isolamento nem acesso a exames ou respiradores.

O governador Wilson Witzel (PSC) promete criar cerca de mil novas vagas de UTI em dez hospitais de campanha, mas até o momento apenas um deles foi aberto. E, mesmo assim, apenas 30 dos 200 leitos previstos nessa unidade estão funcionando.

Em Pernambuco, a situação também é crítica. Desde o início da crise, foram criados na rede estadual de saúde 348 leitos de UTI. Ainda assim, a taxa de ocupação dos leitos era de 96% nesta segunda-feira. Na semana passada, o índice chegou a 99%. “Estamos sendo ultrapassados pela doença”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo, que fez um apelo para que as pessoas cumpram medidas de distanciamento social. A meta do governo é abrir mais 52 novos leitos.

Depois de ter o sistema de saúde estadual colapsado há cerca de dez dias, o Ceará conseguiu mais que dobrar a rede de atendimento de pacientes com Covid-19, saindo de 169 para 398 leitos de terapia intensiva.

Com os novos leitos ofertados, o estado saiu de um patamar de 100% de ocupação dos leitos destinadas à Covid-19 para 77%. O avanço foi possível com a abertura de hospitais de campanha, a ampliação de vagas em hospitais e o remanejamento de leitos da própria rede estadual. A maior parte das vagas ainda disponíveis, contudo, está no interior. Em Fortaleza, que já registra 5.432 casos da doença e 320 mortes confirmadas, a ocupação de UTIs chegou a 98% nesta segunda-feira (27).

Em São Paulo, que tem 2.088 leitos de UTI na rede estadual para Covid-19, a ocupação chega a 59,8%. Na Grande SP, esse índice alcançou 78,4%. O Hospital das Clínicas de São Paulo, onde foram criados 100 novos leitos de terapia intensiva para tratamento da Covid-19, chegou a quase 95% e ficou perto de atingir sua capacidade total na UTI.

O cenário é semelhante em outros hospitais estaduais localizados na região metropolitana de São Paulo. A UTI do Instituto Emílio Ribas, referência no tratamento da doença, alcançou 100% de ocupação em pelo menos dois dias nas últimas semanas. O secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, admite que o número de leitos de UTI pode não ser suficiente se a população não respeitar as regras de isolamento social.

Os cenários de ocupação dos hospitais também começam a preocupar no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul e em Goiás. Neste último, a ocupação dos leitos de terapia intensiva já chegou a 75%.

O Rio Grande do Sul não informou a porcentagem de leitos do SUS ocupados, mas apontou para uma taxa de 61,2% dos 1.712 leitos públicos e privados do estado. Na segunda maior cidade gaúcha, Caxias do Sul, a ocupação de leitos do SUS é alarmante: 97%, segundo a prefeitura.

Também há um avanço rápido da demanda no Maranhão, onde a ocupação das UTIs saltou de 41% para 60% em dez dias. O governador Flávio Dino (PC do B) afirmou que irá decretar lockdown, com a proibição da circulação de pessoas nas ruas, casos a ocupação atinja 80%.

Com alguns estados perto do limite de sua capacidade, o médico Francisco Braga Neto defende a requisição obrigatória de leitos particulares pelos estados e municípios. Ele argumenta que a contratação desses leitos por meio de edital, como vem tentando fazer a Prefeitura do Rio de Janeiro, exige adesão voluntária, que muitas vezes é baixa.

“O número de pessoas que vão morrer sem acesso ao serviço está aumentando e vai aumentar a cada dia, e em grande parte são mortes evitáveis. Temos que enfrentar a pandemia com todos os recursos possíveis”, afirma ele, que é coordenador do Observatório de Política e Gestão Hospitalar da Fiocruz.

Ele aponta como alternativa a abertura de novos leitos, principalmente com hospitais de campanha. Mas destaca que esta opção empaca na falta de respiradores e na dificuldade de contratação de equipes. “Os leitos privados estão instalados, equipados e têm recursos humanos. É um absurdo não usarmos", diz.

Bahia Notícias

José Levi Mello, professor da USP, é escolhido para ser novo advogado-geral da União


José Levi Mello do Amaral Júnior - O Antagonista
José Levi Mello completa as novas nomeações de Bolsonaro
José Carlos Werneck
Conforme anunciamos nesta terça-feira aqui na “Tribuna da Internet”, já foi confirmada a nomeação do novo advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, que ocupava o cargo de procurador-geral da Fazenda Nacional. Igualmente, como informamos, o delegado Alexandre Ramagem será o novo diretor-geral da Polícia Federal. Ramagem era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
As mudanças foram feitas, depois da tão conturbada demissão do ex-diretor da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, que motivou o pedido de demissão do ministro da Justiça Sérgio
PROFESSOR DA USP – José Levi Mello do Amaral Júnior é professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e já ocupou,interinamente, o cargo de ministro da Justiça , no período de fevereiro a março  de 2017,durante a gestão do presidente Michel Temer e é procurador-geral da Fazenda Nacional desde janeiro de 2019.
Ele tem 43 anos de idade e nasceu no município gaúcho de São Gabriel e é autor do livro “Incidente de arguição de inconstitucionalidade: comentários ao Art. 97 da Constituição e aos Arts. 480 a 482 do Código de Processo Civil.

Celso de Mello expõe a contradição de Bolsonaro, que pretende interferir na PF


Sergio Moro após discurso de LulaPedro do Coutto             
Em seu despacho que autorizou o pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro Sérgio Moro, lendo-se atentamente a decisão judicial, percebe-se que o relator Celso de Mello indiretamente mandou incluir na investigação a interferência do presidente da República na Polícia Federal, o que acarreta um sério problema para Bolsonaro.
Ele não pode negar ter tentado interferir na Polícia Federal. Basta lembrar que num dos seus pronunciamentos afirmara que não tinha cabimento ele não poder tomar conhecimento das investigações da Polícia Federal, que está apurando possíveis crimes cometidos por seus filhos.
NÃO FOI ATENDIDO – Não sendo sido atendido por parte do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o presidente da República passou a exigir a substituição dele e do superintendente da PF no Rio de Janeiro.
No episódio que culminou com a demissão do ministro Sérgio Moro, o presidente classificou como absurda a negativa de substituir Valeixo, por ser prerrogativa presidencial a nomeação do diretor-geral da PF. E estranhou o fato de poder nomear ou demitir um ministro, no caso Sérgio Moro, e não poder substituir um diretor de órgão do Ministério da Justiça.
A grande maioria da população tomou conhecimento direto dessas suas palavras repetidas pelas redes de televisão.
IMPOSSIBILIDADE – Dessa forma, se a lei determina a impossibilidade da Polícia Federal entregar seus relatórios antes mesmo de sua conclusão, na sexta-feira Bolsonaro reconheceu por ação tácita que estava errado quando insistiu na demissão de Valeixo.
No mesmo dia, aliás, Sérgio Moro perguntou publicamente ao presidente da República qual a razão de insistir tanto em determinar o afastamento de Maurício Valeixo.
Portanto, essa revelação impede Bolsonaro de fazer restrição ao comportamento do ex-diretor. Dessa forma ele fica impedido de reclamar do ex-ministro da Justiça.
Agora os trabalhos do STF vão começar a partir do depoimento de Sérgio Moro. O procurador Augusto Aras disse que a investigação deve estar voltada para saber se Sérgio Moro falou ou não a verdade. Ou seja, Aras quer saber do STF se o presidente da República cometeu ou não crime de responsabilidade.
APOSENTADORIA – Reportagem de Carolina Brígido, na edição de terça-feira de O Globo, focalizou amplamente a matéria. Surgiram ontem observações a respeito da aposentadoria do ministro Celso de Melo em novembro. Não muda, na minha opinião, o rumo das coisas, até porque em setembro o ministro Luiz Fux assume a presidência do Supremo.
Em meio à confusão, uma pesquisa do Datafolha coloca a posição de Bolsonaro na opinião pública. O mais novo levantamento, objeto da reportagem de Igor Gielow, edição da Folha de São Paulo de ontem, revela a posição de Jair Bolsonaro perante a opinião pública. Os resultados do levantamento assinalam uma tendência declinante do governo. A tendência é o ponto forte do trabalho do Datafolha. Vale frisar que com base na lei da gravidade, lei irrevogável, quando a tendência aponta numa direção só fatos novos podem reverter o quadro que passou a existir.
Bolsonaro encontra-se em queda mas conserva o apoio de 33% de seu eleitorado fiel. Isso implica ser essa a realidade política nos dias de hoje.
GUEDES PRESTIGIADO – Em face do problema criado no Ministério, devido a apresentação de um plano econômico pelo general Braga Netto, da Casa Civil, sem a presença de Paulo Guedes a situação estava em um ponto de difícil superação. Bolsonaro, então, afirmou ontem que quem decide a economia do Brasil chama-se Paulo Guedes.
A meu ver, Bolsonaro não colocou bem a questão: quem decide a economia no Brasil chama-se – isso sim – o presidente da República.
Por fim, reportagem de Bruno  Roxo com base em trabalho da Consultoria Conscore, revela o número de acessos nas edições on line de O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. Ficou claro que os acessos totais ultrapassam diariamente 118 milhões. O Globo registra 40 milhões, Folha de São Paulo 35 milhões e O Estado de São Paulo 20 milhões. Surpresa é a do Extra, também da editora Globo, que atingiu 23 milhões. A comunicação digital vem se expandindo numa forte velocidade.

PT prepara ofensiva e decide recorrer ao STF contra Bolsonaro, Moro e Zabelli


Bolsonaro e Moro Zambelli estão na mira dos petistas
Deu na Folha
A executiva nacional do PT decidiu, nesta segunda-feira, dia 27, iniciar uma ofensiva contra o governo Jair Bolsonaro na Justiça. O ex-juiz Sergio Moro e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também são alvo.
No STF, o comando do partido decidiu apoiar o mandado de segurança coletivo que a oposição prepara contra a nomeação do novo diretor-geral da PF indicado por Bolsonaro, Alexandre Ramagem.
NOTÍCIA CRIME – Além disso, o PT informa que ingressou com notícia crime contra Moro e Bolsonaro na alta corte, com base nas denúncias feitas pelo ex-ministro na entrevista em que anunciou que deixaria o governo. Moro afirma que Bolsonaro deseja interferir no trabalho da PF.
A orientação da executiva nacional é para que deputados estaduais e presidentes de diretórios locais ajuízem ações populares em primeira instância contra as nomeações do ministro da Justiça e do novo diretor da PF.
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – Carla Zambelli deverá ser alvo de outra notícia crime no STF, sob a acusação de suposto tráfico de influência e advocacia administrativa, pelas mensagens trocadas com Moro em que propôs ao ex-ministro que ele aceitasse a mudança na PF e, como recompensa, fosse indicado ao STF.
Moro não aceitou a proposta, segundo as mensagens que ele apresentou. O PT também prepara uma representação ao conselho de ética da Câmara contra Zambelli.
No campo da Saúde, o partido decidiu adicionar à ação que já iniciou no STF pedindo a realização de mais testes da doença, e não apenas em pacientes graves, que a Justiça impeça o governo de indicar ou promover o uso de medicamentos cuja eficácia não tenha sido comprovada, em referência à cloroquina.

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