terça-feira, abril 28, 2020

O lobo da Alsácia e a recuperação socioeconômica de Portugal com a democracia

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A vida de Mário Soares em 6 capítulos – Observador
O socialista Mário Soares usou a democracia para salvar Portugal
Sebastião Nery
O major Sanches Osório, da Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA) e ministro da Comunicação Social do Governo Provisório do general Spínola, em 1974, em Portugal, conta em seu livro “O Equivoco do 25 de Abril” que foi ao gabinete militar da Presidência, onde estavam os generais Galvão de Melo, Silvério Marques, Diogo Neto, Pereira de Melo, vários coronéis, tenentes coronéis e majores.
Convocaram o primeiro-ministro coronel Vasco Gonçalves, que entrou no gabinete e estendeu a mão ao general Galvão de Melo:
– Como está, meu general?
O general ficou imóvel.
– O meu general não me aperta a mão?
– Não, eu não falo a filhos da puta.
– O meu general é um estupor.
O general Diogo Neto interpôs-se entre os dois e disse a Gonçalves:
– Tu és uma vergonha, meu comunista ordinário, que queres levar o país para uma guerra civil. Se abres a boca, parto-te a cara.
O ministro Sanches Osório disse ao primeiro ministro: – O governo incitou os partidos, o que é desonesto.
– Isto é uma calúnia. O senhor está a insultar-me
– Não estou. São os fatos tais como se passaram.
O general Diogo Neto virou-se para o primeiro-ministro: – És um merda.
O general Silvério Marques acrescentou: – Olha-me de frente. Tenho quatro estrelas, mas só duas são da Revolução. Deixo-as aqui, atiro-as à tua cara. Tu vais dar ordem ao teu partido, ao PC, para acabar com a rebelião.
Chegou o Presidente, general Spínola, que ainda viu parte da cena. Era no Palácio de Belém, em 27 de setembro de 1974.
O CÃO DA ALSÁCIA – Portugal estava vivendo a metáfora do cão da Alsácia. O menino tinha um cão. Um lindo lobo da Alsácia. A mãe não gostava do cão. O pai gostava. O pai estava em casa, o cão ficava solto, alegre, guardando o jardim. E o menino feliz. O pai viajava, a mãe prendia o cão. O cão ficava amarrado, triste, dormindo no seu canto. O menino, infeliz. Quando o pai voltava, soltava o cão. O cão saia desesperado de seu canto, corria para o jardim e comia todos os cravos dos canteiros. De raiva.
O menino e o cão desta história eram portugueses. Os cravos desta história eram portugueses. Esta era uma história portuguesa. Eu a ouvi de amigos em Lisboa, numa noite de amargas lembranças antifascistas. E nunca mais consegui pensar em Portugal sem lembrar o lobo da Alsácia.
Portugal passou cinquenta anos preso, amarrado, triste, dormindo no seu canto. Infeliz. De repente, soltaram-no. Saiu desesperado para o jardim da liberdade. O perigo é que passasse a comer os canteiros dos cravos vermelhos. De ódio.
GERAÇÕES MUTILADAS – Foram três gerações espezinhadas, mutiladas. O 25 de Abril de 1974 foi a revolução francesa deles, com 200 anos de atraso, em nome da liberdade, da igualdade, da fraternidade. Foi um Maio de 68 que deu certo. Jovem, explosivo, incontido, anárquico. Quase desesperado.
Portugal foi salvo, literalmente, pela Constituinte de 75. O Partido Socialista Português, do rotundo estadista Mario Soares, ganhou brilhantemente as eleições, construiu um governo democrático de respeitabilidade internacional e deu a paz a Portugal.
Da janela do hotel Fênix em Lisboa, eu via o Marques de Pombal, elegante e orgulhoso, a cabeleira encaracolada, o olhar aberto, soberbamente de pé no meio da praça, contemplando em pedra a cidade-monumento que ressuscitou da poeira do terremoto. No fim, perdeu a guerra contra os jesuítas. Portugal tinha continuado um país de jesuítas. O país das palavras, das fórmulas, tocando nas fórmulas e nas palavras para não tocar nas coisas.
ALDEIAS MEDIEVAIS – Você ia a Trás-os-Montes e encontrava aldeias medievais. Entraram séculos, saíram séculos, e Portugal pouco avançara do sistema feudal. Descobriu mundos, pulou oceanos e inventou um jesuitismo só dele, que muito explica o antes e o depois do 25 de Abril: o capitalismo escritural.
Era tudo papel, letra, número. Tudo escrituração. Fábricas feitas sem um tostão. Na escrita. Negócios de bilhões feitos sem um tostão. Na escrita. Setenta por cento da economia nacional eram controlados por sete grupos. Na escrita. Daí terem também descoberto, eles, os banqueiros jesuítas, o que nem Hitler, nem Mussolini jamais sonharam: o fascismo do crédito. Se o crédito nascia, vivia e morria na escrita, o crédito era só deles. Como capitalismo é dinheiro, e portanto crédito, o satânico silogismo estava amarrado: deles eram a economia, o governo, o Estado, o país.
Nós, netos de Portugal, como eu, fiquemos tranquilos. Portugal saiu dessa crise, como saiu em 1975. E com a mesma arma: a Democracia.
(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

No STF, Celso de Mello ignora possíveis crimes de Moro e manda PF investigar Bolsonaro


Mello aproveitou a oportunidade e mandou investigar Bolsonaro
Rafael Moraes Moura e Luiz Vassallo
Estadão
Ao autorizar abertura de inquérito sobre as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que ‘ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República’. O decano da Corte acolheu pedido do procurador-geral, Augusto Aras.
O objetivo é apurar se foram cometidos os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra, segundo o pedido feito pela PGR.
DILIGÊNCIAS – Em sua decisão, o decano autorizou diligências pedidas por Aras, como a oitiva e apresentação de documentos de Moro. Ao autorizar a investigação, o ministro do STF afirma que o ‘postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão de sua condição social, de nascimento, de parentesco, de gênero, de amizade, de origem étnica, de orientação sexual ou de posição estamental’.
“Nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se o valor fundamental que informa a própria configuração da ideia de República, que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade”, afirma Celso de Mello.
RESPONSABILIDADE – O decano prossegue. “Não obstante a posição hegemônica que detém na estrutura político-institucional do Poder Executivo, ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce, o Presidente da República – que também é súdito das leis, como qualquer outro cidadão deste País – não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado, pois ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A análise do despacho de Celso de Mello está incompleta. Na sua decisão, ele sequer menciona os supostos crimes atribuídos a Moro, apenas manda ouvir o depoimento do ex-ministro e sem pressa, em 60 dias. Mas deixa claro que Bolsonaro também está sendo investigado. É aí que mora o perigo. (C.N.)

Paulo Afonso 06 casos confirmados

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Mais uma vez aguardo um esclarecimento da Secretária de Saúde

Imagens mostram coronavírus atacando células humanas | EXAME
Foto Divulgação do Google


Levando em conta a politicagem de Jeremoabo, muitas matérias após sua publicação sempre levanta discussão ou contestação.
Na prefeitura de Jeremoabo quem mais presta satisfação ao povo é sempre o Secretário de Infraestrutura, dificilmente deixa uma denúncia sem resposta.
"O conceito de Servidor público na doutrina brasileira é muito amplo, mas não importa o conceito e a nomenclatura que se utilize. A sociedade é um conjunto de vontades que espera do servidor público atendimento de qualidade e com prontidão. A Administração Pública precisa planejar e aplicar respostas pontuais a problemas específicos, para isso precisa de servidores capacitados e bem preparados".

Hoje mesmo publiquei uma matéria a respeito do assunto mais comentado no universo que 0 Coronavírus, matéria essa  intituladaCom a palavra a secretária de Saúde do Município de Jeremoabo."
Passei a palavra para a Secretária de Saúde porque a mesma deve haver participado de cursos a respeito do assunto e deve ester recebendo orientação diariamente.
Como é de conhecimento dos leitores, a matéria se refere a uma denúncia a respeito de uma Coordenadora do Hospital Municipal de Jeremoabo onde presta serviços também na cidade de Itabaiana, cidade com mais de dez casos do Covid 19.
A mesma é Enfermeira a a depender da compatibilidade de horário poderá exercer até dois empregos.
Pelo que entendi da denuncia, o acusador não se referiu a acumulação de cargos, mas ao perigo da transmissão para os demais funcionários que prestam serviços  na saúde de Jeremoabo.
Diante dos fatos, logo após a publicação da matéria recebi uma indagação de um cidadão que diz ser filho da pessoa em questão.
" No caso dos médicos, também não podem vim trabalhar em Itabaiana" ?
     Essa pergunta me deixou sem resposta, e a unica pessoa capacitada para responder é a sua chefia, a Secretária de Saúde, isso porque tanto médico quanto enfermeiro pode acumular dois empregos
 Como ficará a situação se estão obrigados a cumprir horário de trabalho nos dois empregos?
Mais uma vez aguardo um esclarecimento da Secretária de Saúde.

Estadão garante na Justiça direito de obter laudos de exame para coronavírus de Bolsonaro


Bolsonaro, atleta da meia flexão, diz que não foi alvo da “gripezinha”
Rafael Moraes Moura e Lorenna Rodrigues
Estadão
O “Estado de S. Paulo” garantiu nesta segunda-feira, dia 27, na Justiça Federal o direito de obter os testes de covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro.
Por decisão da juíza Ana Lúcia Petri Betto, a União terá um prazo de 48 horas para fornecer “os laudos de todos os exames” feitos pelo presidente da República para identificar a infecção ou não pelo novo coronavírus. Bolsonaro já disse que o resultado dos exames deu negativo, mas se recusou até hoje a divulgar os papéis.
ACESSO À INFORMAÇÃO -“No atual momento de pandemia que assola não só Brasil, mas o mundo inteiro, os fundamentos da República não podem ser negligenciados, em especial quanto aos deveres de informação e transparência. Repise-se que ‘todo poder emana do povo’ (art. 1º, parágrafo único, da CF/88), de modo que os mandantes do poder têm o direito de serem informados quanto ao real estado de saúde do representante eleito”, observou a juíza, ao atender ao pedido feito pelo Estado.
“Portanto, sob qualquer ângulo que se analise a questão, a recusa no fornecimento dos laudos dos exames é ilegítima, devendo prevalecer a transparência e o direito de acesso à informação pública”, concluiu Ana Lúcia.
Trecho da decisão
MANIFESTAÇÃO – Antes mesmo de ser oficialmente notificada, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou à Justiça Federal de São Paulo uma manifestação em que se opõe à divulgação do resultado do exame de Bolsonaro. Em seis páginas, a AGU diz que o pedido deve ser negado, sob a alegação de que a “intimidade e a privacidade são direitos individuais”. Procurado, o Planalto disse que não irá se manifestar.
Depois de questionar sucessivas vezes o Palácio do Planalto e o próprio presidente sobre a divulgação do resultado do exame, o “Estado de S. Paulo” entrou com ação na Justiça na qual aponta “cerceamento à população do acesso à informação de interesse público”, que culmina na “censura à plena liberdade de informação jornalística”.
A ação do Estado foi assinada pelo advogado Afranio Affonso Ferreira Neto.  “Mais do que a liberdade de expressão e o direito de informar, essa decisão garante o direito a receber informação. Um direito que não é titulado pela imprensa, mas pela coletividade”, afirmou Ferreira Neto.
RECUSA – “Por mais que se alegue direito à intimidade, ou algumas outras defesas que a União arguiu, não se pode negar ao mandante, que é o povo, o direito de acesso ao atestado de saúde do mandatário. O presidente já disse que testou negativo. Então por que a recusa? Por que a defesa da recusa de não mostrar os comprovantes disso?”, completou.
Para os advogados do jornal, a velocidade de agravamento do quadro sanitário do País “exige informações corretas e precisas a respeito do tema e respostas rápidas e incisivas do Judiciário, especialmente diante da notória postura errática, desdenhosa e negacionista do Presidente da República em relação à pandemia da covid-19”.
SANIDADE – “Não se pode ignorar que Jair Bolsonaro detém o mais proeminente mandato da administração pública do Brasil. A sociedade tem interesse permanente, portanto, em conhecer o estado de saúde do seu mandatário e, por conseguinte, acompanhar a sua sanidade para comandar o País”, afirmou o Estado ao entrar com a ação na Justiça.
Bolsonaro fez o teste para detectar o novo coronavírus nos dias 12 e 17 de março, após voltar de missão oficial nos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump. Nas duas ocasiões, Bolsonaro informou, via redes sociais, que os testes deram negativo para a doença, mas não exibiu cópia dos resultados.
INFECTADOS – Pelo menos 23 pessoas que acompanharam o presidente brasileiro na viagem aos Estados Unidos foram diagnosticadas posteriormente com a doença. Entre eles, auxiliares próximos, como o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.
Bolsonaro disse no mês passado que poderia fazer um novo teste para saber se contraiu o vírus. “Fiz dois testes, talvez faça mais um até, talvez, porque sou uma pessoa que tem contato com muita gente. Recebo orientação médica”, afirmou ele ao deixar o Palácio da Alvorada no dia 20 de março.
A Presidência da República se recusou a fornecer as informações ao Estado via Lei de Acesso à Informação, argumentando que elas “dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, protegidas com restrição de acesso”.
PROTOCOLOS – Ao longo das últimas semanas, o presidente tem descumprido orientações da Organização Mundial da Saúde e do próprio Ministério da Saúde, fazendo passeios por regiões administrativas do Distrito Federal, cumprimentando populares e formando aglomerações em torno de sua pessoa.
Bolsonaro já minimizou a gravidade da pandemia, referindo-se ao novo coronavírus como “gripezinha” ou “resfriadinho”. Nesta segunda-feira, o total de mortes por covid-19 chegou a 4.543 no Brasil. O número de pessoas infectadas já é de 66.501.
“A despeito da gravidade desse cenário, o Presidente da República segue minimizando a crise sanitária, em descompasso com as medidas preconizadas à população para conter a proliferação do vírus. Nesse cenário de menosprezo à doença, natural que a sociedade passasse a questionar o seu relato a respeito de sua condição de saúde, veiculado em rede social sem documento comprobatório”, sustenta a defesa do Estado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  – Não há motivo plausível que justifique Bolsonaro querer omitir o resultado do exame por tanto tempo, já que, segundo ele, a tal “gripezinha” não o atingiu. Talvez por ser “atleta” de meia flexão, esteja fora da rota da pandemia. Sua atitude injustificável acaba por levantar suspeita, já que se foi infectado ao retornar dos Estados Unidos, a exemplo dos demais 23 acompanhantes da comitiva, e em seguida esteve presente em manifestações, distribuindo abraços e apertos de mão, terá que se explicar para o país inteiro. E não vai ter conversa de piscina aquecida ou lorota de filho pegador que desvirtue ou convença.(Marcelo Copelli)

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