terça-feira, fevereiro 25, 2020

Fazendo justiça a Calabar, um patriota que foi desonrado, como tantos outros


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Assim como Tiradentes, Calabra foi morto e esquartejado
Sebastião Nery
A mãe era índia da tribo Tupi, tinha nome bonito, Ângela Álvares, e “possuía fartos haveres”. O pai, ninguém nunca soube. Certamente um padre. “Caboclinho mestiço, mulato, não tinha boa presença e possuía feições grosseiras”. Educado pelos jesuítas de Olinda, “dominava outras línguas. Culto, ambicioso, inteligente, prospero senhor de engenho, possuía três grandes engenhos cobertos de cana de açúcar”.
Domingos Fernandes Calabar, jovem, valente, “primeiro herói brasileiro” (nasceu em 1600 e morreu em 1635), entrou para a História do Brasil pela porta dos fundos. Como traidor. Uma brutal mentira da História oficial. Napoleão já dizia que a História é a crônica dos vencedores.
FAZENDO JUSTIÇA – Mas sua terra começou a lhe fazer justiça. O prefeito Carlos Eurico Leão e Lima oficializou o orgulho dos conterrâneos, na entrada da cidade: – “Porto Calvo, terra de Calabar”.
Os poetas sabiam. José Bonifácio, o Moço (1827-1886), tinha avisado: – “Oh, não vendeu-se, não! / Ele era escravo / do jugo português. / Queria a vingança. / Abriu sua alma às ambições de um bravo”.
O também alagoano Jorge de Lima (1895-1953) confirmou: – “Domingos Fernandes Calabar / eu te perdôo! / Tu não sabias / decerto o que fazias, / filho cafuz / de Sinhá Ângela do Arraial do Bom Jesus. / Combateu. Pelejou. Entre a batalha / viu essas vidas que no pó se somem. / Enrolou-se da Pátria na mortalha, / ergueu-se – inda era um homem”!
ELOGIO DA TRAIÇÃO – E, apesar da censura da ditadura, que vetou a peça “Calabar, O Elogio da Traição”, as músicas e versos de Chico Buarque e Ruy Guerra continuam ai, belíssimos, imortais, em um dos mais fortes instantes da música e do teatro do país.
Subir os 20 quilômetros de rio que ligam o mar de Alagoas, em Porto de Pedras, a Porto Calvo, define a loucura das nações, com a Holanda invadindo e Portugal e Espanha, que chegaram antes, defendendo um mundo, vasto mundo, que era só mato e índio, mas com ricas terras para cana de açúcar.
CERCO A SALVADOR – Em abril de 1624, “26 navios com 3.500 holandeses cercam e invadem Salvador, na Bahia, encontram apenas o governador Diogo de Mendonça Furtado e familiares, mas não foram alem dos muros da cidade, encurralados pelos guerrilheiros do arraial do Rio Vermelho, sob a chefia do bispo Dom Marcos Teixeira. O almirante Willekens voltou à Holanda, o coronel Van Dorth morreu vitima de emboscada, o comandante Schouten faleceu por excesso de bebida, substituído pelo irmão Willem, igualmente dado à embriaguez. Em abril de 1625, poderosa armada luso-espanhola reconquistou a Bahia. Em fevereiro de 1630, os holandeses voltaram com 67 navios e 7 mil homens, mas para Olinda e Recife. O governador Matias de Albuquerque não pôde resistir, construiu o Arraial do Bom Jesus, onde, recorrendo a guerrilhas, ficou até 1635 e se retirou para as Alagoas” (EB).
MELHORAR A TERRA – Calabar durante anos foi um comandado de Matias Albuquerque. Quando o general espanhol Bagnuolo veio inesperadamente da Espanha para substituir Matias de Albuquerque, Calabar mandou uma carta para Matias de Albuquerque, voltou para Porto Calvo e se aliou aos holandeses “sem querer recompensa nem coisa alguma, mas para melhorar minha terra, que não tem liberdade de espécie alguma, e com a mesma sinceridade e o mesmo ardor com que me bati pela vossa bandeira, me baterei pela bandeira da liberdade do Brasil, que agora é a holandesa; tomo Deus por testemunha de que meu procedimento é o da minha consciência de verdadeiro patriota; como homem tenho o direito de derramar meu sangue pelo ideal que quiser escolher”.
ESCOLAS E TEATRO – “Porto Calvo na época possuía até escolas e teatro. Os holandeses já haviam ocupado o povoado, subindo o rio por Porto de Pedras, com 25 navios e 4 mil homens. Em julho de 1635, chegaram os espanhóis e portugueses e, na batalha de Porto Calvo, derrotaram os holandeses, tomaram o forte do Alto da Força, enforcaram Calabar, esquartejaram-no, colocaram seus pedaços nas arvores das principais ruas do centro do povoado e foram embora. Os holandeses voltaram por Barra Grande, em Maragogi, recolheram os pedaços de Calabar, o enterraram na Igreja Nova, hoje Matriz de Nossa Senhora da Apresentação e obrigaram a população a lavar as ruas por onde ele passou”.
Mas não só Calabar orgulha esta histórica cidade. Aqui nasceu e lutou, ao lado dos portugueses e espanhóis, a primeira Anita Garibaldi, Clara Camarão, que aos 16 anos se casou com o guerrilheiro Felipe Camarão, nascido no Rio Grande do Norte, sempre montada no seu cavalo branco.
ZUMBI DOS PALMARES – Também aqui nasceu Zumbi, o herói negro de Palmares, para onde fugiu à frente de 40 escravos negros vindos da Guiné. Como Calabar, criado por um padre, entre a casa paroquial e a sacristia.
E acabou vivendo no quilombo com Maria, que se acredita filha de uma irmã do fundador da cidade, capitão Cristóvão, com o padre Gurgel, pároco de Porto Calvo.
É a História do Brasil que não se conhece.

A cúpula da Prefeitura de Jeremoabo, fica acometida de amnésia proposital.

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Resultado de imagem para foto voce pode enganar por algum tempo mas nao enganara por todo tempo.


«quem cala consente»


Agora  no início de março, completará um ano que um cidadão jeremoabense, amparado na Constituição e na Lei da Informação, usou esse Blog para solicitar uma informação ao prefeito de Jeremoabo e seu subprocurador a respeito de um terreno  pertencente a prefeitura que seria para construção de uma Praça; o prefeito e seu respectivo procurador, deram calado como resposta.
Segundo o cidadão que enviou planta e fotos do terreno, houve simplesmente uma invasão de um bem público institucional para construção de uma pousada por particular, e o pior, o suposto invasor trata-se de um funcionário da prefeitura. 
Esse Blog há dias atrás procurou o Chefe de Gabinete que constantemente brada que não aceita nem concorda com improbidades ou corrupção, porém, dessa vez esqueceu o que falou, chegando até a dizer desconhecer esse Loteamento Jr.
Procuramos também, o Secretário de Infraestrutura e Obras, que vinha demonstrando firmeza e lisura nas suas atitudes, porém, nesse caso, até a presente data deu calado por resposta.
Povo de Jeremoabo, vamos desvendar que mistério está sendo esse que quando fala-se nessa invasão de bem público, a cúpula da Prefeitura de Jeremoabo, fica acometida de amnésia proposital.
Ontem pesquisei no Google um medicamento para essa patologia, fui encontrar na PROCURADORIA DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO Pública, onde numa bula de Amostra Grátis indicava que era excelente para:
"A Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP) do  Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), promoveu, no dia 23 de junho,  denúncia  contra o prefeito e o ex-Secretário de Infraestrutura do Município de Itaiçaba, respectivamente, José Orlando de Holanda e Francisco Ivanilson Barbosa Falcão, e o representante de fato da empresa MQS Construções e Serviços Ltda, Moesio Quinto de Sousa. Eles são acusados de crimes de responsabilidade por desvio de dinheiro público, utilização indevida de máquina do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e por vantagem indevida em licitação. O prefeito e o ex-secretário de Infraestrutura são acusados ainda do crime de dispensa indevida de licitação."

Resta-nos aguardar término do carnaval na esperança que o prefeito cumpra o que falou no áudio acima.

Prefeito e secretários coloquem as barbas de molho



Por analogia um caso menos grave do que a " invasão ou doação" do terreno para construção de uma pousada sem Lei aprovada pela Câmara de Vereadores, nem tão pouco licitação.


Hotel foi construído em um dos terrenos doados pela prefeitura de Glória de Dourados (Foto: Divulgação/Siliga News)

GLÓRIA DE DOURADOS

Terreno doado foi usado para construção de hotel do filho de presidente da Câmara.


Thalyta Andrade

Um dos três terrenos doados pela prefeitura de Glória de Dourados em 2011 para empresas, e que acabou gerando um processo e condenação por improbidade administrativa e dano ao erário contra o prefeito Arceno Athas Júnior (PROS), seis vereadores – entre atuais e ex – e três atuais secretários da administração municipal foi entregue para a construção de um hotel que é de propriedade do filho do presidente da Câmara Municipal, Walid Aidamus Rasslan (PMDB), que está entre os condenados.

O ‘Hotel e Restaurante Planalto Sul’ é pertence ao filho do presidente, Henrique de Oliveira Rasslan, em uma sociedade com a esposa dele, Solange Gomes Garcia Rasslan, e também o cunhado, Sandro Gomes Garcia. A propriedade sob o empreendimento foi confirmada pelo Dourados News junto à Jucems (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul) e pelo próprio vereador.

Segundo Rasslan, o investimento foi de mais de R$ 1 milhão e a familiaridade não teve nenhuma influência no processo. Conforme entrevista anterior concedida ao Dourados News [(confira matéria clicando aqui)](http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/se-for-cassado-por-fazer-o-melhor-para-a-cidade-eu-vou-diz-presidente-da-camara), o presidente da Casa de Leis defende que a doação dos terrenos foi a favor do crescimento da cidade, e que não foge a regra do que fazem os demais municípios.

“Tem um filho meu que é sócio. Não vejo problema nenhum não. Filho de político tem que ser bandido, não pode ser empresário?”, disse ele, completando que a situação não tem nenhuma relação com o processo. “Não acredito. São três empresas citadas nessa ação. A denúncia partiu de uma pessoa que inclusive tinha um pai que mantinha jogo de baralho, que é ilegal. Ninguém apurou isso. Agora dos empresários que geram emprego e tudo mais...”, acusou o vereador.

Terrenos serão devolvidos

Na decisão publicada ontem no Diário Oficial do TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul), o juiz titular da comarca de Glória de Dourados, condenou os responsáveis pelas três empresas – entre elas a do filho do presidente da Câmara – por terem se beneficiado da prática dos atos de improbidade administrativa. Todas foram ainda multadas em valores que chegam a até R$ 30 mil.

O juiz determinou ainda o cancelamento das escrituras e registros de propriedade dos terrenos, declarando os documentos nulos e revertendo o patrimônio em favor do município, e ordenou a expedição de mandados de desocupação dos imóveis em um prazo de 60 dias sob pena de multa de R$ 5 mil por dia, e remoção forçada por crime de desobediência no prazo de 90 dias.

Ainda na decisão, o prefeito Arceno Athas Júnior (PROS) foi retirado imediatamente do cargo, e o juiz recomendou que o vice, Geraldo Denadai (PMDB) assuma o cargo. Os vereadores em atividade (Rasslan, Edgar Yamato e Aribaldo Bispo dos Santos), ainda que condenados e cassados, não saem imediatamente de suas funções. Todos os réus tem prazo de 30 dias para recorrer da sentença.

Nota da redação deste Blog - Além do caso acima, temos um abaixo menos grave do que a Pousada de Jeremoabo, só que um cidadão FEZ UMA DENÚNCIA ANÔNIMA E O MINISTÉRIO PÚBLICO AGIU, em Jeremoabo a ONG-Transparência Jeremoabo está aguardando uma resposta do prefeito, para olhar se entra com uma representação, ou uma Ação direto ao Juiz






segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Decisão judicial obriga família a sair de terreno invadido em Gaspar

18/06/2018
Decisão judicial obriga família a sair de terreno invadido em Gaspar
Uma decisão judicial vai tirar Letícia Rodrigues, de 25 anos, e seus quatro filhos de cima de um terreno da Prefeitura de Gaspar. A jovem invadiu o terreno no início do mês de junho, construiu um casebre e, há cerca de duas semanas, vive em situações precárias.
Após reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale noticiar a realidade vivida pela família, a comunidade se sensibilizou com a situação e fez diversas doações. Além de roupas e cestas básicas, Letícia ganhou de uma madeireira todo o material necessário para a construção de uma nova casa. A moradia começou a ser erguida e no sábado, dia 16 de junho, a mulher recebeu a visita de fiscais da prefeitura, que embargaram a obra. “Eles me mostraram a cópia de uma ordem judicial que diz que eu devo sair imediatamente. Não deixaram a cópia, mas falaram que eu vou receber a visita do oficial de Justiça comunicando da decisão. Ainda não recebi. Mas, quero cumprir o que estão falando. Só não tenho para onde ir”, desabafa.
Letícia afirma que sua intenção não é desacatar a ordem judicial e que está procurando uma casa para alugar ou, quem sabe, um terreno para comprar parcelado. Porém, ainda não encontrou um local. “Meus parentes todos pagam aluguel, então não têm como me ajudar. Se eu conseguir comprar um terreno parcelado, consigo construir uma casinha com a madeira que ganhei de doação. Ou então posso alugar. Mas, se antes já estava difícil, imagina agora”.
Com a doação vinda da comunidade, Letícia deu início à construção de uma nova casa para criar os filhos com mais dignidade. A obra agora está parada e a mãe tem medo de perder o material recebido. “Recebi muitas doações. Tem muita gente ajudando. Uma mulher até disse que me dá os materiais para construir um banheiro. O problema agora é que não tenho onde construir. Não quero desobedecer a ordem e não quero chegar no ponto de perder meus filhos. Quanto mais eu espero, mais complicado fica. Só quero um cantinho para construir minha casa”.

Ordem judicial

Até o início da tarde de segunda-feira, dia 18 de junho, Letícia ainda não havia sido notificada por um oficial de justiça sobre a decisão de desocupar o terreno. De acordo com Pedro Bornhausen, Chefe de Gabinete da Prefeitura de Gaspar, a notificação deve ser feita até o fim da tarde de segunda. “A renda que ela tem foi uma das argumentações que usamos na justiça. Infelizmente temos uma fila de mais de mil pessoas que esperam uma casa, terreno ou apartamento e não temos como passar ela na frente. A decisão é que ela desocupe o terreno de forma imediata. Apesar de não podermos resolver a questão da moradia, daremos todo o amparo social que a família precisar”.

Lembre o caso

No início do mês de junho, Letícia Rodrigues, os quatro filhos e a mãe acamada invadiram um terreno pertencente à Prefeitura de Gaspar. O terreno está localizado no Loteamento Novo Horizonte, no bairro Gaspar Mirim, e nele a mulher construiu, com a ajuda dos vizinhos, um casebre de 20 metros quadrados. Ele é em chão batido, tem frestas nas paredes, não possui banheiro, nem água e energia elétrica.
A falta de dinheiro para pagar o aluguel levou a família a optar pela invasão. Os seis vivem da pensão de dona Maria, mãe de Letícia, que recebe um salário mínimo; e do valor que a mulher recebe como pensão do ex-marido. Letícia está na fila para receber da Prefeitura de Gaspar a doação de uma casa. Porém, existem mais pessoas em sua frente e o poder público não pode permitir que ela permaneça no local, principalmente porque trata-se de uma Área Verde. Ou seja, não se pode construir naquele local.

Para ajudar

Letícia está à procura de um terreno para comprar de forma parcelada ou de uma casa que posa alugar para morar com a família. Qualquer informação que possa ajudar a jovem mãe pode ser repassada no telefone 99213-4383.

Nota da redação deste Blog - Em Jeremoabo será que o prefeito irá descumprir a lei e permitir invasão?
As leis tem que ser cumpridas, e vale para todos, senão vamos ter um avalanche de invasão em Jeremoabo.
A população aguarda uma solução por parte do prefeito e uma ação por parte da Câmara, do jeito que está não pode ficar.

“Não é uma CPI como as outras”, diz relatora sobre a investigação das fake news


Lídice diz que, com mais tempo, poderá produzir relatório mais consistente
Luiz Calcagno
Correio Braziliense
Prazos e uma ideia clara de como tipificar um crime de fake news estão entre os principais desafios da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que discute o tema. Por enquanto, os trabalhos duram até abril, segundo a relatora do colegiado, a deputada Lídice da Mata (PSD-BA).
Em entrevista ao Correio, a parlamentar comenta o rumo das investigações e ressalta que não se trata de um inquérito regular. “É uma temática nova. Não é como uma CPMI que investigue o BNDES, ou a de (Carlinhos) Cachoeira, que partiu de delações sobre o conhecimento de um crime definido. Fake news não é tipificada no Código Penal”, explica.
As fakes news voltaram aos holofotes a partir do depoimento de Hans River do Rio Nascimento, no último dia 11. Além de difamar a jornalista Patrícia Campos Mello, o depoente fez declarações consideradas inconsistentes ou inverídicas. Dois dias após o depoimento, Lídice da Mata ingressou com uma representação contra Hans River no Ministério Público Federal.
DISPAROS – Na quarta-feira passada, a CPMI ouviu Lindolfo Antônio Alves Neto, proprietário da empresa Yacows, suspeita de usar CPFs de laranjas para o disparo em massa. A sessão terminou incompleta.
Por conta do tempo, parlamentares não colheram o depoimento da sócia e irmã de Lindolfo, Flávia Alves. Ela apresentaria uma terceira versão sobre o uso de disparos coletivos nas redes sociais. Ainda não há uma definição sobre quando Flávia se apresentará aos parlamentares.
PRAZO MAIOR – Lídice defende os trabalhos desenvolvidos até aqui e afirma que, com mais tempo, será possível entregar um relatório mais consistente, inclusive com resultados de quebras de sigilo que podem tanto levar a indiciamento de convocados, por exemplo, quanto à criação de novas leis.
O presidente da CPMI, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), inclusive, já prepara o texto de um PL que exigirá a apresentação do Cadastro de Pessoa Física em loja, a fim de a compra de chips pré-pagos, para coibir o uso de CPFs de laranjas na criação de contas de WhatsApp para disparo de mensagens em massa.
Vale lembrar que a atividade não é proibida, desde que, em período eleitoral, seja declarada por candidatos e que não seja usada para atacar adversários.
Como a senhora avalia o trabalho da comissão até agora?
O trabalho da comissão foi positivo. Ouvimos especialistas de todas as áreas. Comunicação, pesquisadores, jornalistas, acadêmicos, pesquisadores que estudam o fenômeno das fake news nas universidades, juristas, criminalistas, juristas especialistas no crime cibernético, especialistas das empresas de comunicação e de tecnologia da informação, entidades e organizações de movimentos pela liberdade de expressão nas redes, especialistas em saúde, políticos que denunciaram a prática de fake news, que foram vítimas, que estão investigando, personalidades que foram depor como investigados ou testemunha. A CPMI teve o trabalho mais amplo do Congresso sobre o tema.
A comissão não está ouvindo pessoas demais e produzindo provas de menos?
Quem não está acompanhando permanentemente a CPMI pode ficar com essa sensação. A CPMI tem quatro objetivos explícitos e temos que tratar de cada um pelo menos uma vez: combate à pedofilia, combate ao bullying virtual, proteção de dados e fake news nas eleições. Tivemos audiência pública sobre os crimes contra crianças na internet, cometimento de suicídio, especialistas que falaram sobre o bullying, bullying contra personalidades ligadas à arte e à cultura. É uma temática nova. Não é uma CPMI tradicional. Não é como uma CPMI que investigue o BNDES, ou a de (Carlinhos) Cachoeira, que partiu de delações sobre o conhecimento de um crime definido. Fake news não é tipificada no Código Penal. Segundo especialistas jurídicos, é uma ação que pode ser incluída no crime de difamação ou injúria.
E ainda há as eleições.
Sim, tem a prática de fake news na eleição de 2018. Se formos pegar todas as denúncias, uma a uma, viraremos delegacia de polícia. Temos inúmeras denúncias. Apresentadas por deputados membros, temos pelo menos quatro. Não dá para fazer caso por caso. Primeiro, tentamos unificar uma conceituação do que é fake news. Não é investigativo, mas é um debate político fundamental. Há o crime de ódio, com campanhas que disseminam o ódio, que ataca pessoas e as chama de gorda, magra, feia, e que não, necessariamente, é um crime de fake news. É preciso contextualizar para qualquer investigação.
E as disputas políticas decorrentes dos depoimentos?
Já participei de várias CPIs. Todas tiveram disputa política. A CPI do Cachoeira terminou cassando um senador (Demóstenes Torres). Eram crimes bem definidos. Próximos de serem detectados, reconhecidos e punidos. Mesmo assim, não deixou de haver disputa política, de ter ataques. Isso é típico de uma casa legislativa, política. Estamos vivendo um confronto na sociedade brasileira desde 2015, com o impeachment de Dilma e, em 2018, alcançou seu ponto mais alto com o debate político-eleitoral. Se a CPMI fala de eleição, vai, necessariamente, para o lado da disputa política.
Que resultados práticos a comissão trouxe até o momento?
Estamos, pela primeira vez, investigando uma empresa que tem, como seu negócio, o disparo coletivo. Aconteceram e continuam acontecendo. Isso foi posto às claras, como funciona, a partir de alguém que apresentou uma versão (Hans River) e, depois, o empresário (Lindolfo Alves Neto), outra versão. Existem várias empresas fazendo isso. Seguindo a lei ou fazendo para outro fim.
A irmã de Lindolfo Alves Neto ainda será ouvida?
Foi convocada, está na linha de continuidade de investigação a sua oitiva. Quando, só o presidente define a pauta.
E quanto à sessão administrativa, não deveria ter ocorrido antes?
Não poderia ter ocorrido antes, pois estávamos em um debate em outra direção. Temos 80 requerimentos para analisar, tivemos um mês de recesso no meio. Estamos tentando uma administrativa para limpar a pauta. Podemos conseguir ou não.
É possível estender o prazo da comissão?
Podemos, se for uma decisão da casa, recolher mais assinaturas para a continuidade do trabalho. Há clima para tudo, desde que seja analisada a continuidade com os líderes. A CPMI está em um momento muito importante. Se disserem que depois de amanhã é o dia para entregar o relatório, nós entregamos. Em abril, entregamos um, mais acrescido. No fim do ano, ainda mais acrescido. O estender do prazo seria positivo para aprofundar algumas investigações. Estamos apresentando para a pauta da sessão administrativa, no início de março, a quebra de sigilo. Estamos buscando informações. Eu não sei se essas informações chegarão a tempo de o relatório ficar pronto. Se não chegarem, indicarei que estão em aberto. Uma CPI não quer dizer que tenha que entregar todas as questões respondidas. Pode entregar um relatório com uma legislação nova, recomendações para a Câmara, um resultado objetivo, a prisão de alguém, a investigação de uma empresa ou de pessoas.
Entre os vários nomes a serem votados, está o de Carlos Bolsonaro, mas também estão o de Lula e Dilma. Eles serão ouvidos? Quem é peça fundamental?
Carlos Bolsonaro foi citado diversas vezes como alguém que participou (do disparo de notícias falsas), inclusive por deputados do PSL. Ele é apontado como peça chave do processo. A CPMI definiu que o trabalho é de 2018 pra cá. Tem muitas outras personalidades, não apenas Lula e Dilma para serem ouvidas, mas que não têm relação temporal. Lula estava preso. Mas não me cabe fazer observações sobre os requerimentos, que nem foram votados ainda.

Estado da Bahia é obrigado a realizar cirurgia renal em paciente durante Carnaval


Estado da Bahia é obrigado a realizar cirurgia renal em paciente durante Carnaval
Foto: Alberto Coutinho / GOVBA
O Estado da Bahia foi obrigado a realizar uma cirurgia em um paciente de 59 anos, com pedra nos rins, com necessidade de hemodiálise. O pedido foi feito pela Defensoria Pública da Bahia (DP-BA). O caso chegou à instituição durante o Plantão de Carnaval.

Segundo a ação, o paciente deu entrada em uma emergência do Hospital Municipal de Salvador no último dia 17. No dia 18, a transferência foi solicitada para um hospital estadual, devido a urgência do caso. Entretanto, a Central Estadual de Regulação informou que não havia previsão para realização da cirurgia de endourologia.

De acordo com o relatório médico, o paciente possui litíase [conhecido como cálculo ou pedra] ureteral bilateral, com uma obstrução que compromete a função renal progressivamente, podendo até ser admitida a necessidade da realização de hemodiálise. O paciente está com sonda e urinando sangue devido à obstrução.

A decisão judicial estabelece que, caso exista ausência de vagas em estabelecimento médico público ou conveniado ao SUS, o paciente seja encaminhado para serviço particular de saúde, com custos arcados pelo Estado, independente das cotas normalmente disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de descumprimento da medida no prazo estipulado, foi fixada a multa diária no valor de R$ 5 mil, com bloqueio e sequestro da verba pública necessária para o cumprimento da medida caso não ocorra no prazo estipulado.

“No teu c…”, responde Carlos Bolsonaro ao ser perguntado onde está o amigo Queiroz


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Carlos Bolsonaro também é investigado nas “rachadinhas”
Deu no Correio Braziliense
Circula nas redes sociais um vídeo em que, após ser perguntado “onde está Queiroz”, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, responde: “No teu c…”. O vídeo dura poucos segundos. Em um terminal de aeroporto, que parece ser o Santos Dumont, no Rio, Carlos Bolsonaro, que está licenciado na Câmara do Rio, aparece vestindo uma camiseta com a foto do líder negro Martin Luther King e observando o celular.
Um jovem então se aproxima e faz a pergunta sobre o paradeiro de Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos, que morava no Rio e se mudou para São Paulo, sem ter prestado depoimento ao Ministério Público estadual.
CHEGA O SEGURANÇA – Logo após a resposta pornográfica, um homem que acompanhava o vereador Carlos Bolsonaro se aproxima do jovem, que então indaga: “Vai me bater?”. O homem não o agride e o rapaz vai embora.
Postado no início da tarde deste sábado (dia 22, o vídeo em poucas horas já tinha 15,2 mil curtidas.
Como se sabe Fabrício Queiroz está sendo investigado como suspeito de envolvimento em um esquema de rachadinha (devolução de parte de salários de assessores) no gabinete de Flávio Bolsonaro quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Carlos Bolsonaro também está sendo investigado por envolvimento em “rachadinhas”, tendo contratado parentes de sua segunda madastra, chamada Ana Cristina Siqueira Valle, que viveu 16 anos com Bolsonaro e teve com e ele um filho, Jair Renan. Os parentes dela moram em Resende, no interior do Estado do Rio e jamais compareceram à Assembleia Legislativa, que fica no Centro do Rio. (C.N.)

Em destaque

EDITORIAL: A Lei do Retorno na Política de Jeremoabo – Quem tem Telhado de Vidro não Atira Pedra

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