sábado, março 23, 2019

Piada do Ano! Coronel Lima propôs devolver uma propina por medo da Lava Jato


Imagem relacionada
Desta vez, Maria Rita, mulher do coronel foi presa junto com ele
Camila MattosoFolha
O executivo da Engevix José Antunes Sobrinho afirmou em delação premiada que o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer, chegou a propor a devolução do valor pago de R$ 1 milhão de propina usando como justificativa o andamento da operação Lava Jato. O dinheiro, segundo a colaboração do empresário, foi a pedido do ex-presidente Temer e do ex-ministro Moreira Franco, ambos presos preventivamente nesta quinta-feira, para o MDB na eleição de 2014.
Segundo Sobrinho, o valor foi pago por meio de uma empresa que não tinha ligação com os políticos, utilizando um contrato fictício com uma empresa do coronel Lima.
TOCA O TELEFONE – Meses depois do pagamento, o executivo disse que recebeu uma ligação do amigo de Temer, em 2015, e combinaram de se encontrar no meio da rua.
“Eu recebo a ligação do coronel, querendo falar urgente, ele disse que caminhava comigo na rua. Ele foi ao Rio, encontrou comigo, nós caminhamos a rua Rio Branco, da altura da Assembleia Legislativa, até a Eletrobrás, na Presidente Vargas. E no caminho, para minha surpresa, ele fala que houve uma decisão, se referindo ao ex-presidente, de devolver o dinheiro recebido. Devolução do R$ 1 milhão”, afirmou Sobrinho.
“Eu não estava entendendo bem o que estava se passando. E eu disse: se você tiver interesse, vai à tesouraria da Engevix e entrega. Ele deu a entender que por causa da Lava Jato, que a gente estaria contaminando situações com o vice-presidente ou com ele”. O delator afirmou à PF, no entanto, que o dinheiro não foi devolvido e que ele nunca entendeu muito bem a conversa.
Sobrinho também contou à polícia que Lima cobrou impostos para conseguir ficar com R$ 1 milhão livre. “O Lima acresceu os impostos, isso eu sei, para que ele recebesse líquido o valor de R$ 1 milhão”, disse.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa ideia de tentar devolver a propina parece mais uma Piada do Ano. O coronel Lima queria agir da mesma forma do que o ex-assessor presidencial Rocha Loures, que devolveu a mala de dinheiro da JBS e depois ainda fez um depósito judicial de R$ 35 mil, para completar o valor de R$ 500 mil. Com isso, Loures se tornou réu confesso, exatamente o que Lima iria fazer, caso devolvesse a propina. É uma maluquice atrás da outra. (C.N.)

Quando era procurador, Michel Temer deu aval a uma negociata de Orestes Quércia


Fleury e Temer, em 1992, antes de fazer a operação plástica no nariz
Frederico VasconcelosFolha
O texto a seguir é parte de post publicado em outubro de 2012. Trata da atuação do ex-presidente da República Michel Temer no então chamado “Caso Israel”, série de reportagens da Folha que frustrou o projeto do também peemedebista Orestes Quércia de chegar à Presidência da República em 1994. Mas Temer chegou em agosto de 2016, empossado após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
###
No dia 12 de outubro de 1992, caiu no mar o helicóptero em que se deslocavam de Angra dos Reis (RJ) para São Paulo o deputado federal Ulysses Guimarães e o ex-senador Severo Gomes, ambos do PMDB.
Meses antes de morrer na tragédia, Severo Gomes abandonara a vida pública, isolado e amargurado. Ele não conseguiu interromper as importações superfaturadas de equipamentos de Israel, uma negociata realizada no final do governo do peemedebista Orestes Quércia (1987-1991) e avalizada na gestão do sucessor, Luiz Antônio Fleury Filho. O então procurador-geral do Estado de São Paulo, Michel Temer, aprovou a operação.
A importação – sem licitação – de equipamentos para as universidades e para as polícias estaduais somava US$ 310 milhões. O negócio foi feito com triangulação, envolvendo uma empresa de papel registrada no paraíso fiscal de Dublin, na Irlanda. Os pagamentos deveriam ser feitos em bancos na Suíça, em Londres e em Nova York.
Reportagens da Folha, de autoria do editor deste Blog, identificaram superfaturamento que variava de 607% a 2.802% em alguns itens. O sobrepreço foi comprovado depois pelo Setor de Criminalística da Polícia Federal e por uma comissão de peritos nomeados pela Justiça.
A legalidade da operação foi questionada por Severo Gomes, então secretário de Ciência e Tecnologia. Ele estava convencido de que a compra de equipamentos para as universidades era irregular, conforme documentos que ofereceu ao procurador-geral do Estado.
Antes de ouvir Temer, o secretário reuniu documentos e fez uma consulta, em caráter pessoal, ao advogado Miguel Reale Júnior. O parecer do jurista sustentou que havia “vícios insanáveis” no contrato. “Um estelionato consumado”, afirmou.
Michel Temer, no entanto, afirmou em seu parecer: “Não há o que criticar em matéria de legalidade e da regularidade da contratação.”
Severo Gomes demitiu-se do governo Fleury. “Estou saindo porque constatei uma fraude e acho que minha missão se encerra num governo quando não posso impedir esse tipo de coisa”, disse.
Meses depois, Temer foi nomeado secretário de Segurança Pública, pasta que Fleury ocupara no governo Quércia, quando tramitaram os contratos superfaturados para compra de equipamentos de Israel para as polícias estaduais.
O rompimento de Severo Gomes, a partir do parecer de Temer, provocou um abalo no PMDB. Severo suspeitava que US$ 100 milhões do total da operação irrigariam o caixa dois da campanha presidencial de Quércia, em 1994.
O desgaste com as importações de Israel frustrou o projeto político de Quércia. Ele foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, mas ficou em quarto lugar na disputa presidencial.

Os vereadores de Jeremoabo estão na obrigação de procederem dessa maneira

Vereadores e MP discutem Projeto de Lei sobre alimentação escolar

Texto/Fonte: Luiz Brito DRT/BA 3.913 - Assessoria de Comunicação -CMPA-
Foto: Ascom (CMPA)
Na manhã da quinta-feira (21), na Câmara Municipal de Paulo Afonso, aconteceu uma reunião com o objetivo de discutir um Projeto de Lei, que dispõe sobre critérios de concessões de serviços e lanches e bebidas nas unidades educacionais, localizadas no município de Paulo Afonso, de autoria do Vereador Pedro Macário Neto (PP), Presidente do legislativo Municipal.  A reunião teve a participação do Promotor de Justiça, da Vara da Infância e da adolescência, Dr, Moacir Nascimento. Além do representante do MP estiveram presentes a secretária Executiva da Câmara, Gorete Moreira a Procuradora do legislativo, Dra. Ivoneide Patú, o presidente da comissão de Finanças, Orçamentos. Fiscalização e Contas, Mário Barreto (Galinho); Alexandro Fabiano (Leco), titular da Comissão de Educação, Cultura, Saúde e Assistência Social, além dos vereadores Edilson do HNAS e Jean Roubert e do Assessor Jurídico da bancada de oposição na Câmara, Pedro Gerônimo Estevão Pereira.
A reunião serviu para aperfeiçoar a proposta do projeto, realizando algumas alterações visando o melhor cumprimento e fiscalização da Lei, além de pensar no que é mais adequado para as escolas, para as cantinas e principalmente para a saúde dos alunos. O projeto deverá ser apreciado e votado na segunda-feira, 25.
A ideia é que as ações relativas à promoção da alimentação saudável envolvam toda a comunidade escolar, alunos e suas famílias. As escolas adotarão conteúdo pedagógico e manterão em exposição material de conteúdo visual sobre o tema.
O Promotor Moacir Nascimento parabenizou o Projeto: “Percebo vários aspectos nesse Projeto: o político, por ter um Vereador preocupado com a causa e o social, devido à preocupação com a alimentação das crianças, jovens e adultos. É um Projeto muito bom.”.

 Nota da redação deste Blog - Os vereadores de Jeremoabo estão na obrigação de procederem dessa maneira, levando ao conhecimento do Ministério Público e cobrando providências.
Será que Jeremoabo não é Bahia, nem tão pouco Brasil?

Mais uma da Rua Santa Clara. A pergunta é: quem irá arcar com os prej...

Pesquisa mostra que reforma da Previdência só será aprovada se tiver muitas alterações


Camara
Só 61 deputados querem aprovar o projeto original de Paulo Guedes
Amanda Martimon, Elma Assis e Rodrigo Zuquim
Estadão
O governo do presidente Jair Bolsonaro tem hoje pelo menos 180 deputados dispostos a aprovar a reforma da Previdência, desde que sejam feitas mudanças no texto final apresentado ao Congresso, aponta levantamento feito pelo Estadão. Desse total, apenas 61 votariam a favor da proposta sem sugerir alterações. Há abertura para apoio à Nova Previdência, nome dado pelo governo para a proposta, desde que haja modificações.
Dos 212 deputados que afirmaram serem contrários ao texto, 119 mudariam os votos caso haja alterações. Os principais pontos de rejeição são as novas regras para aposentadoria rural e para o pagamento do benefício assistencial a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
SÓ 61 APROVARIAM – O Estadão contatou individualmente 501 deputados, 97,6% da Câmara. Os questionamentos foram feitos nas últimas duas semanas por telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Não foram considerados posicionamentos de partidos, já que não costuma haver fechamento de questão em temas como esse, ou manifestações em redes sociais. Dos deputados que responderam, 61 afirmaram que votariam a favor do texto da forma como está. A reportagem ainda não conseguiu localizar 12 deputados. Outros 228 se recusaram a declarar o voto.
Em outubro, o Estado consultou os deputados recém-eleitos sobre a disposição de aprovar uma reforma. Na época, ainda não havia uma proposta do governo Bolsonaro. A pesquisa já havia identificado disposição em aprovar mudanças nas regras da aposentadoria de 227 deputados (44% do total). Faltariam apenas 81 votos para aprovar uma emenda constitucional.
BASE RACHADA – Dos deputados que declararam serem favoráveis ao texto da forma como está, metade vem de representantes do PSL, partido de Jair Bolsonaro, e do DEM, sigla do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), um dos maiores defensores da reforma. Com uma bancada de 54 deputados, o PSL tem 28 votos puros pró-reforma. O DEM tem apenas 4, de uma bancada de 27 deputados. São os chamados “governo-raiz”.
A reforma da Previdência, principal aposta do governo para colocar a economia brasileira nos trilhos, só deve ser colocada em votação no plenário da Câmara depois de aprovada na comissão especial. Antes, o texto tem de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A previsão é que o texto seja apreciado no órgão no dia 3 de abril. Os deputados esperaram a proposta dos militares, entregue quarta-feira pelo governo, para iniciar a tramitação. Para que as novas regras de concessão de aposentadoria e pensões comecem a valer, a reforma da Previdência precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e em dois turnos no Senado. São necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
IDADE MÍNIMA – Os dois pilares da reforma da Previdência – idade mínima e transição para os trabalhadores da ativa – são os pontos que contam com mais apoio dos deputados, segundo o levantamento feito pelo Estado. Mais de 100 deles disseram ser favoráveis à fixação das idades de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) e às três regras de transição para aposentadoria por tempo de contribuição.
Os itens de maior rejeição são as novas regras para a aposentadoria rural e para o pagamento do benefício assistencial a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, o chamado BPC (Benefício de Prestação Continuada). Nesses dois pontos, o número de deputados contrários ultrapassou a marca de 200.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou nesta semana as mudanças no BPC. Segundo ele, o governo criou uma “confusão desnecessária” ao incluir o tema na reforma, uma vez que a medida é polêmica e traz pouca economia.
POBRES E DEFICIENTES – Hoje, idosos em situação de pobreza recebem benefício de um salário mínimo a partir de 65 anos. O mesmo é pago a pessoas com deficiência. Pela proposta, haveria pagamento de R$ 400 para idosos a partir de 60 anos. Aos 70 anos, o benefício atingiria um salário mínimo.
Apenas 46 deputados disseram que votariam a favor das mudanças no BPC; 218 disseram ser contrários; e 249 preferiram não opinar. Até parte dos “governistas-raiz” defende a alteração desse ponto, e o governo já indicou que vai negociar.
Em entrevista ao Estadão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que uma mudança nesse item facilitaria a aprovação da proposta. Para ele, com 62 anos para o recebimento inicial e 68 anos para atingir um salário mínimo, e elevando o valor de partida para R$ 500 ou R$ 600, a medida “passa”.
BENEFÍCIO RURAL – O ponto com maior rejeição entre os deputados são as mudanças nas regras para a aposentadoria do trabalhador rural. Pelo levantamento, 219 deputados disseram que votariam contra a proposta de aumentar para 60 anos a idade mínima, para mulheres e homens do campo, com exigência de 20 anos de tempo mínimo de contribuição.
Hoje, o trabalhador rural pode se aposentar com idade mínima de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens), com 15 anos de tempo mínimo de contribuição. Outros 57 deputados disseram ser favoráveis às novas exigências; 237 não quiseram se posicionar.
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – Já o ponto da proposta com mais adesão são as três opções de regras de transição na aposentadoria por tempo de contribuição. Elas têm o apoio de 108 deputados. Outros 141 congressistas disseram ser contra as regras para quem está no mercado de trabalho. Nesse item, 264 preferiram não declarar o voto. A fixação das idades mínimas tem apoio de 100 deputados. Outros 164 deputados afirmam que votariam contra esses parâmetros e 249 não quiseram responder.
Atualmente, é possível se aposentar de duas formas: por idade 60 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com contribuição mínima de 15 anos. Também há a aposentadoria por tempo de contribuição, sem previsão de idade mínima, mas com exigência de tempo mínimo de tempo de contribuição de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens).
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em tradução simultânea, pode-se adiantar que a reforma não passa nos moldes atuais, e não adianta toma lá dá cá. Por exemplo, os deputados do Nordeste, com apoio oficial dos governadores, votam em peso contra a proposta. E como dizia o saudoso Mário Tupinambá, o “deputado baiano” da Escolinha do Professor Raimundo, “zé fini”(C.N.)

Situação da Rua Santa Clara em Jeremoabo- Bahia

Atrito com Maia faz mercado criticar Bolsonaro, que já está sendo comparado a Dilma


Imagem relacionada
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Daniela LimaFolha/Painel
Conhecereis a verdade… O estiramento da relação do governo Jair Bolsonaro com o Congresso explicitou as fragilidades da atual gestão para setores que antes apoiavam o governo incondicionalmente. Pela primeira vez, o presidente foi amplamente criticado por atores importantes do mercado que se posicionaram ao lado do comandante da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na queda de braço entre os Poderes. Governadores e parlamentares planejam um ultimato aos militares, vistos como tutores do Planalto.
Para operadores do mercado financeiro, Bolsonaro tem tropeçado nos próprios pés de maneira sistemática, mas agora colocou em risco a votação da reforma da Previdência. A incapacidade do presidente de estabelecer diálogo com o Parlamento fez com que ele fosse chamado por investidores nesta sexta-feira (dia 22) de “Dilma de calças”.
QUEM PARIU MATEUS – Governadores simpáticos a Bolsonaro e dirigentes partidários já falam em um chamado aos militares, tanto para cobrar uma atitude incisiva de correção de rumos como para abrir canais de diálogo permanente sobre o cenário político.
O incômodo de deputados de diversos matizes foi explicitado de maneira cristalina a integrantes da cúpula do Exército nesta sexta-feira. Em meio à crise, o comandante militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos, recebeu integrantes da bancada de São Paulo para um almoço.
O encontro foi chamado para que os militares falassem sobre a proposta de reestruturação da carreira e de mudanças na aposentadoria, mas a conversa foi além. Houve crítica à “inexperiência de Bolsonaro”. Os fardados, por sua vez, destacaram o papel do vice, Hamilton Mourão.
SEM AVENTURA – O general Ramos fez questão de se colocar radicalmente contra uma intervenção na Venezuela –contrariando o flerte de pessoas próximas ao presidente com o uso das Forças.
Militares que fazem parte do governo ficaram irritados com o fato de nenhum integrante do Planalto ter defendido a categoria de críticas disparadas por Olavo de Carvalho. Ao contrário: o escritor foi convidado de honra em jantar com Bolsonaro nos Estados Unidos.
A explosão de Rodrigo Maia, que ameaça lavar as mãos e deixar a articulação da reforma da Previdência exclusivamente com o Planalto, foi sucedida por uma série de conversas em que deputados elencaram medidas de afronta ao governo.
CENTRÃO REAGE – Além de derrubar o decreto que extinguiu a exigência de visto para americanos, o centrão planeja modificar a medida provisória que redesenhou a Esplanada, inclusive reduzindo o número de ministérios de 22 para 15.
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) atua como bombeiro. Ele não só defendeu publicamente a atuação de Maia como também telefonou ao democrata. Quer um encontro para serenar ânimos.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É grave a crise. Bolsonaro prometeu bloquear os filhos para governar sozinho, mas isso não aconteceu. A pretexto de ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro (03) age livremente como “chanceler informal”, enquanto o vereador Carlos Bolsonaro (02) se julga no direito de usar o Planalto para “despachar” com deputados. O senador Flávio Bolsonaro (01) foi o único filho que se afastou para os bastidores, por estar atingido gravemente pelo escândalo do ex-assessor Queiroz. Por tudo isso, o ultimato de Rodrigo Maia é decisivo. Ou Bolsonaro começa a governar sozinho (digo, com os militares, porque sozinho ele é igual à disléxica Dilma Rousseff) ou o governo vai para o brejo. (C.N.)

Prisão de Temer reacende no Congresso o instinto de sobrevivência dos políticos


Imagem relacionada
Charge do Kacio (Arquivo Google)
Bruno BoghossianFolha
Grampeado por Joesley Batista e denunciado por corrupção, Michel Temer buscou proteção entre seus pares. Símbolo da velha política no velho MDB, o então presidente se cercou de deputados e atacou o procurador-geral Rodrigo Janot. No meio do discurso, lançou o alerta aos colegas: aquele caso criava um “precedente perigosíssimo”.
Em geral, as engrenagens de Brasília parecem girar sem coordenação, de acordo com os interesses de cada grupo. A máquina, no entanto, alinha-se perfeitamente quando uma classe se sente ameaçada. Temer fez um feirão de cargos para continuar no poder, mas contou com o espírito de corpo dos parlamentares para derrubar as denúncias de Janot.
AUTOPRESERVAÇÃO – A prisão do ex-presidente deve reacender o sentimento de autopreservação entre os políticos. As tensões entre Congresso e Lava Jato estavam em fase de reacomodação depois da eleição que varreu caciques poderosos. Agora, a tropa pode voltar à formação original para se defender.
A operação desta quinta-feira (dia 21) foi interpretada entre dirigentes partidários como uma tentativa de demonstração de força de juízes e procuradores que se sentem cercados por decisões do STF. O instinto de sobrevivência provocará, no mínimo, um esforço comunitário de blindagem.
As investigações abertas contra Temer nos últimos anos produziram indícios vastos de um esquema de corrupção. Muitos políticos consideraram, porém, que prendê-lo antes da condenação foi um gol de mão.
E A PAUTA? – O nervosismo coletivo pode dificultar a vida do governo Bolsonaro, que tem uma pauta extensa para aprovar no Congresso. O pacote anticorrupção de Sergio Moro, em especial, deve sofrer novas resistências. A reforma da Previdência também terá que lutar contra esse distúrbio.
O vice Hamilton Mourão demonstrou preocupação e disse que o caso provoca um ruído. Bolsonaro, como de hábito, foi no sentido contrário. Tentou enaltecer seu governo, tripudiou sobre a política e disse que a prisão era resultado de acordos “em nome da governabilidade”.

Situação da BR-235 após chuvas








Em destaque

Nova NR-01 amplia exigências sobre saúde mental no trabalho

Fiscalização punitiva começa em 26 de maio A partir de 26 de maio, empresas de todo o país passam a enfrentar uma nova etapa na aplicação da...

Mais visitadas