quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Procuradoria processa Lula

Folha de S.Paulo

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça pedindo que o ex-presidente Lula e o ex-ministro da Previdência Amir Lando sejam condenados a devolver cerca de R$ 9,5 milhões sob a acusação de improbidade administrativa.

Segundo o Ministério Público em Brasília, Lula e Lando teriam utilizado a máquina pública para favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão, entre outubro e dezembro de 2004.

Segundo os procuradores, 10,6 milhões de cartas de conteúdo "propagandístico" foram enviadas com dinheiro público aos segurados do INSS. As cartas informavam sobre empréstimos consignados. Lula e Amir Lando não se pronunciaram ontem.

Tribunal cancela aborto de bebê sem cérebro

Fabiana Cambricoli e William Cardoso
do Agora

SANTA ADÉLIA - Um desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo tomou anteontem uma decisão, em caráter liminar (temporário), suspendendo a autorização de um aborto de um feto anencéfalo (sem cérebro) na cidade de Santa Adélia (371 km de SP). No último dia 10, o juiz Rodrigo Ricci Fernandes, do município, havia autorizado o procedimento, baseando-se em parecer do promotor de Justiça Sérgio Clementino. O procedimento médico estava marcado para anteontem.

Segundo o promotor, embora o aborto não seja considerado crime somente em casos de estupro ou de risco de morte da mãe, em diagnósticos de anencefalia, em que cientificamente não há possibilidades de sobrevivência para o bebê, deve-se seguir o princípio constitucional da dignidade. "Para que expor a mulher a esse sofrimento se a perspectiva de gerar uma vida é quase nula? Nesse caso específico, o médico já deu parecer de que não há chance de sobrevivência", diz.

Após a decisão em primeira instância, porém, o advogado Marcos Antonio Fávaro, de Guarulhos (Grande SP), entrou com pedido de liminar no TJ contra a interrupção da gravidez. Ele afirma que agiu por motivos jurídicos, éticos e médicos. "Estamos falando da morte de uma criança, que não pode ser decretada pela opinião pessoal de um juiz. O Estado deveria prestar outro tipo de assistência que não dar uma autorização para que a criança fosse assassinada."

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Regra de revisão sai na próxima semana


Ana Magalhães
do Agora

As regras para o pagamento da revisão pelo teto devem sair na semana que vem, segundo declarações feitas ontem pelo presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Mauro Hauschild. Deverão ser definidas regras como quem tem direito ao pagamento no posto e como deverão ser pagos os atrasados.

A revisão foi reconhecida em decisão publicada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada e pode beneficiar quem se aposentou entre outubro de 1988 e dezembro de 2003 e teve a média salarial do benefício limitada ao teto da época.

Depois de definidas essas regras, segundo o presidente do INSS, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, precisará discutir com a equipe econômica do governo a liberação dos recursos. Ou seja, o pagamento da correção nos postos previdenciários continua sem data definida.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta qua

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Video Histórico e Inédito Sobre Torturas no Brasil

...
Documentário Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau.
Filmado no Chile, logo após a chegada dos 70 presos políticos brasileiros trocados pelo embaixador suíço, é um documentário com cenas fortes (há reconstituições de vários tipos de tortura).

Os idiomas usados no documentário são majoritariamente português e "portunhol", com legendas em inglês. Para quem fala inglês, há uma pequena introdução de quinze minutos, na mesma página, com os autores do documentário, falando, recentemente, sobre como foi feito. Eles estavam no Chile, para entrevistar Salvador Allende, e, enquanto esperavam para marcar a entrevista, ficaram sabendo da chegada do grupo. Resolveram entrevistá-los. É um documento histórico. Um dos entrevistados é o Frei Tito, que, mais tarde, veio a se suicidar (em 1974, na França), assim como uma outra entrevistada, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, que também se matou (em 1976, em Berlim).
No vídeo, aparecem também Jean Marc van der Weid, ex-presidente da UNE e Nancy Mangabeira Unger, irmã do ex-ministro.

DITADURA NUNCA MAIS
Quem esquece o passado esta condenado a repeti-lo.
(Leon Bloy) http://www.youtube.com/watch?v=yFfD4f-lg8w
Fonte: CMI Brasil

Documentário de 1971 mostra como era a repressão na ditadura

Tortura: pessoa era amarrada entre dois carros

Quarenta anos depois, contundentes imagens de como se dava a tortura aplicada pela ditadura e desconhecidas no Brasil chegam timidamente ao país. No documentário “Brazil, a report on torture” (“Brasil, o relato de uma tortura”), parte do grupo de 70 ativistas da luta armada que foram trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, em 1971, relata e encena práticas como pau de arara, choque elétrico, espancamento e afogamento. O objetivo era denunciar no exterior o que ocorria nos porões da ditadura brasileira.
O filme foi realizado em 1971, em Santiago, no Chile, para onde os brasileiros foram banidos. O documentário foi uma iniciativa dos cineastas americanos Haskel Wexler e Saul Landau, que estavam no Chile para produzir material sobre o presidente Salvador Allende e souberam da presença dos brasileiros.

Quase todos os guerrilheiros que deram depoimentos não assistiram ao filme até hoje. Dois deles se suicidaram alguns anos depois: Frei Tito e Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma das mais próximas amigas da presidente eleita, Dilma Rousseff, no período da Var-Palmares, no início da década de 70.

Nas imagens, os ativistas simulam vários tipos de tortura, como uma pessoa tendo seu corpo esticado, com pés e mãos amarrados entre dois carros. Simulam a “mesa de operação”: sem roupa, ou só de cueca, o torturado deita na mesa, tem os braços e pernas amarrados nas extremidades e sofre pressão na espinha. Uma barra de ferro, no alto, tem um barbante amarrado aos testículos. A pessoa era obrigada a ficar por duas ou três horas na posição, suportando o peso do corpo com as mãos e braços.

O GLOBO enviou cópia a alguns dos protagonistas, que somente agora tiveram acesso ao documentário e relembraram o depoimento.

Jean Marc Van der Weid, hoje diretor de uma ONG de agricultura alternativa, defendeu a luta armada no filme como única maneira de o povo chegar ao poder no Brasil ditatorial:

— Nunca tinha visto. Era um filme de denúncia contra a ditadura e produto de um momento inteiramente diferente de hoje. Não me lembrava nem do que falei. A ideia da luta armada era generalizada em quase todas as organizações de esquerda — disse Jean Marc, que era presidente da UNE quando foi preso e atuou na Ação Popular (AP).
OBS: *Brazil, a Report on Torture* é um documentário que foi produzido em 1971 com a colaboração do cineasta norte-americano Haskell Wexler, contando com depoimentos de brasileiros torturados e que se exilaram no Chile. O filme foi rodado com a colaboração de Saul Landau e Haskell Wexler.

(Enviado por Evandro Éboli)

www.fatoexpresso.com.br

Governo mantém repasse a convênios suspeitos

Cinco meses após ser questionado sobre a legalidade da operação, governo continua repassando verba a quem não comprovou ter, antes, usado o dinheiro público da maneira correta

Jorge Serejo/Ag. Câmara
Deputado Pauderney Avelino diz que vai pedir suspensão de repasses: "É porta aberta para desvio de dinheiro"

Eduardo Militão

Nada foi feito até agora passados cinco meses desde quando o governo federal prometeu analisar se uma regra interna “afrouxava” a liberação de recursos para estados e prefeituras inadimplentes, algumas por suspeita de corrupção. Como mostrou o Congresso em Foco, pelo menos R$ 253 milhões foram empenhados a estados que não haviam prestado contas corretamente sobre o uso do dinheiro público que receberam. Eles ficaram “sujos” com o Tesouro, mas continuaram recebendo recursos de Brasília. O bloqueio do dinheiro é uma das formas de prevenir desvios de dinheiro público.

Nesta terça-feira (22), o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) vai se reunir com técnicos da Consultoria de Orçamento da Câmara. Uma nota técnica da Casa considerou ilegal o repasse de dinheiro a estados e prefeituras inadimplentes. O parlamentar diz que vai trabalhar para suspender o repasse desses recursos.

“É uma porta aberta para desvio de dinheiro”, disse Pauderney ao Congresso em Foco ontem (21) pouco antes de embarcar para Brasília. Levantamento do site mostrou que, em setembro do ano passado, a maioria dos dez maiores estados brasileiros estava com pendências com o Tesouro.

ENTENDA O CASO


1—
O governo federal firma convênios com estados e prefeituras liberando dinheiro para execução de obras e de programas sociais Brasil afora.
2— As secretarias dos estados e municípios que recebem o dinheiro têm de prestar contas para provarem ter usado corretamente os valores e que não cometeram desvio de recursos ou qualquer outro tipo de corrupção
3— As secretarias que não conseguem provar isso ao governo federal ficam inadimplentes, “sujas” e impedidas de receberem mais dinheiro. A exceção são recursos para educação e saúde.
4— Em junho de 2010, a Diretriz 2/10 da Comissão do Siconv, no Ministério do Planejamento, permitiu que as secretarias dos governos estaduais e prefeituras recebessem dinheiro da União, mesmo que outras secretarias estivessem “sujas”
5— A medida permite, em tese, que o governador ou prefeito com pendências no Tesouro crie novas secretarias para continuar recebendo dinheiro
6— Em setembro do ano passado, a nota técnica 11/10 da Câmara condenou a diretriz do governo, acusando-a de afrouxar regras que previnem a corrupção
7— Dias depois, após publicação de reportagem do Congresso em Foco, a Comissão do Siconv prometeu enviar o caso a consultores jurídicos para saber se as normas estavam dentro da legalidade
8— Mas, passados cinco meses, o caso não foi enviado ainda aos consultores jurídicos. E a assessoria do Ministério do Planejamento diz que tudo está dentro da legalidade.

A maior parte desses estados era governada por aliados do então presidente Lula. Pauderney entende que os valore podem estar sendo usados para beneficiar aliados do Planalto, hoje comandado por Dilma Rousseff.

Quase meio ano depois de ser questionado sobre a legalidade da operação, o governo continua repassando recursos públicos a quem não comprovou ter, antes, usado o dinheiro público da maneira correta. “Isso já deveria ter sido sustado”, afirmou Pauderney.

Ouça a entrevista com o deputado:



Nova versão

No ano passado, a assessoria do Ministério do Planejamento dizia não saber se a Diretriz 2/10, que permitiu os repasses, estava estritamente dentro da legalidade. Na semana passada, mudou a versão: pela primeira vez, afirmou que tudo está correto.

Há duas semanas, o Congresso em Foco perguntou à assessoria como andavam as consultas jurídicas sobre a legalidade da diretriz. Apenas no dia 15 os auxiliares da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, responderam em nome da comissão que editou a norma: “Em nenhum momento, eles tiveram dúvida de que a inadimplência pontual atrapalharia. Isso não pode punir toda a população”.

Apesar da certeza da legalidade informada pelos assessores, no mesmo dia 15, a secretária de Logística e Tecnologia da Informação do ministério, Maria da Glória Guimarães Santos, enviou um ofício à Consultoria da Câmara. Ela confirmou que o assunto será “submetido” às consultorias jurídicas dos ministérios envolvidos com a liberação de convênios e dinheiro para prefeituras e estados. Entretanto, Maria da Glória atribuiu o atraso no início dos trabalhos – cinco meses – à falta de um ofício formal da Câmara, com papel timbrado e assinatura. Veja a íntegra do documento.

“É brincadeira”, protestou Pauderney. “Não precisa disso”, reclamou. Em setembro do ano passado, a Consultoria de Orçamentos da Câmara fez a solicitação de informações que baseou nota técnica criticando o governo por meio do correio eletrônico oficial do Ministério do Planejamento. O deputado disse não ser contra o repasse de recursos para prefeituras e estados. “Mas temos de cumprir a lei”, exigiu Pauderney.

Saiba mais sobre esse assunto

Mesmo inadimplentes, estados recebem do governo
Governo não sabe se norma que editou é legal

Fonte: Congressoemfoco

Nos jornais: Dilma discute com Estados criação da nova CPMF

Folha de S. Paulo

Dilma discute com Estados novos recursos para saúde

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em reunião fechada com os governadores do Nordeste, que o Palácio do Planalto discute uma forma de aumentar os recursos para a saúde.

Parte dos governadores defende a recriação de contribuição exclusiva para a saúde, nos moldes da CPMF, extinta em 2007 pelo Congresso, numa das maiores derrotas do governo Lula.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse. em São Paulo, que a CPMF pode voltar com novo nome. "Poderá ser discutido, no âmbito da reforma tributária, por exemplo, a criação de um imposto com destinação exclusiva para a saúde", disse. Segundo ele, a recriação é um tema "legítimo", que deve ser discutido pelo Congresso e pela sociedade.

Presidente erra nome de cidade no NE e culpa "ótima assessoria"

Durante discurso no Fórum de Governadores do Nordeste, a presidente Dilma Rousseff deu uma bronca pública em sua assessoria após errar duas vezes o nome de uma cidade que ela usou como exemplo para o desenvolvimento na região.

A presidente falava sobre o empreendedorismo no Nordeste e afirmou que o futuro Ministério das Pequenas Empresas deverá estimular os "arranjos produtivos locais".

"Por exemplo, nós achamos que há que dar suporte e fazer que se reproduza, eu diria assim, experiências de sucesso, como é o caso das confecções de Ibotirama, não é, Eduardo [Campos, governador de Pernambuco]?", perguntou a presidente.

Imprensa livre é imprescindível, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff exaltou ontem a liberdade de imprensa na comemoração dos 90 anos da Folha. "Uma imprensa livre, pluralista e investigativa é imprescindível para um país como o nosso", disse. "Devemos preferir o som das vozes críticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras."

A celebração reuniu cerca de 1.200 convidados na Sala São Paulo, na Luz (região central). Compareceram os presidentes do Senado, José Sarney, da Câmara, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso.

Câmara exibe documentário em homenagem ao jornal

A Câmara dos Deputados exibe hoje o documentário "Toda a Folha", no plenário da Casa, na sessão solene em homenagem aos 90 anos do jornal, completados no sábado passado. O evento começa às 10h e é público.
Realizado em janeiro e fevereiro deste ano, o documentário mostra os bastidores do funcionamento da Folha, além de trazer depoimentos de leitores e de colunistas. Tem 9min33s e pode ser visto na Folha.com.
Até ontem, quatro líderes partidários estavam inscritos para falar na tribuna do plenário. Haverá também discurso do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Ex-governador de MS desiste de pensão

O advogado Wilson Barbosa Martins (PMDB), 93, abdicou da aposentadoria de R$ 24 mil que recebia desde 1998 por ter governado Mato Grosso do Sul por duas vezes (1983-86 e 1995-98).

O pedido foi entregue na semana passada à chefia de gabinete do governador André Puccinelli (PMDB). À Folha o ex-governador falou que sua aposentadoria "tinha legalidade, mas não aprovação social". "Não me interessa receber dinheiro nessas circunstâncias."

Questionado sobre o cancelamento ter sido feito quase 13 anos após o início dos pagamentos, Martins disse ter sido influenciado pela "leitura recente dos jornais".

Rede do Luz para Todos é erguida em área de proteção

Uma linha de transmissão de energia do programa federal Luz para Todos foi construída dentro de uma das mais importantes unidades de conservação da Amazônia e beneficiou propriedade que foi mantida pela família do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB).

A linha, feita com autorização do governo do Estado, avançou por uma extensão de dois quilômetros sobre os limites do Parque Estadual do Cristalino, no extremo norte de Mato Grosso.

Quatro casas de uma pousada na área foram beneficiadas. A pousada, hoje desativada, era gerenciada por Antônio Barbosa Filho, irmão do governador. Em 2007, numa entrevista à revista "Época", Silval declarou que seu irmão era dono da pousada.

Estado atribui liberação da obra a falhas humana e de monitoramento

Em nota encaminhada por seu advogado, Antônio da Cunha Barbosa Filho disse que não explorou comercialmente a pousada, mas apenas a usou "para lazer" em algumas ocasiões. "Eu usei ela uns tempos, mas não é minha", disse, por telefone.

A propriedade, disse, está em nome de Romildo da Rocha, que "a aluga por períodos temporários para lazer". A Folha não conseguiu contato com Romildo da Rocha.

O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia, disse que a liberação da obra no parque do Cristalino foi resultado de uma combinação de falhas humana e do sistema eletrônico de monitoramento.

Boicote paralisa atividades na Assembleia Legislativa do Estado

A Assembleia Legislativa do Amapá está paralisada há três semanas por causa de um boicote de 15 dos seus 24 deputados estaduais. Eles protestam contra a nova presidência da Casa.

No período, os deputados que não aceitam a eleição do novo presidente, Moisés Souza (PSC), não compareceram às sessões e entraram com uma ação na Justiça exigindo a anulação do pleito.

O grupo apoiava a chapa liderada pelo deputado Jaci Amanajás (PPS), que teve a candidatura impugnada pouco antes da eleição.

Ministro do STF manda Câmara dar posse a suplente de partido

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello seguiu entendimento de colegas e determinou que a Câmara dê posse a Severino de Souza Silva (PSB-PE), suplente do partido, para a vaga de Danilo Cabral, que assumiu a Secretaria das Cidades em Pernambuco.

A decisão se choca com a prática que a Câmara tem adotado, dando posse aos suplentes da coligação. Desde dezembro, outros quatro casos foram analisados no STF e em todas as liminares os ministros determinaram que a posse seria do suplente do partido.

Advogado luta para liberar gravações de tribunal militar

O advogado Fernando Augusto Fernandes retomará nos próximos dias uma batalha judicial de 14 anos para ter total acesso a arquivos sonoros de julgamentos do STM (Superior Tribunal Militar) nos anos 70.

Embora decisão do Supremo Tribunal Federal garanta acesso aos arquivos desde 2006, Fernandes está impedido de acessá-los desde o ano seguinte, quando o STM alegou "falta de condições materiais" para que ele pudesse prosseguir com sua pesquisa, iniciada em 1997.

Estado de S. Paulo

Comissão do Senado atrasa reforma política

A intenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de controlar os rumos da discussão da reforma política vai atrasar a votação no plenário de propostas já aprovadas ou prontas para ser votadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já existem na CCJ 70 projetos e emendas que abrangem todas as questões da reforma política, desde a fidelidade partidária até a adoção do financiamento público de campanha.

Foi justamente o excesso de temas que sempre impediu a reforma política de sair do papel. Pior: sem negociações entre os principais líderes partidários, nem mesmo matérias já votadas conseguem avançar. Há quatro anos, por exemplo, a CCJ aprovou mudanças para acabar com a farra da posse dos suplentes de senadores, mas desde então nada foi feito para incluir o texto na pauta de votação do plenário.

Dilma descarta alívio fiscal para governadores

A presidente Dilma Rousseff se recusou ontem a acolher duas das principais demandas apresentadas pelos governadores durante a reunião de trabalho no 12.º Fórum dos Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros, Sergipe.

Durante o encontro fechado com a presidente, os governadores não conseguiram avançar em dois pontos polêmicos da pauta: a adoção de novos mecanismos para o financiamento da saúde, nos moldes da extinta CPMF, e a renegociação do índice que corrige a dívida dos Estados com a União, demanda também já exposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Esporte renova convênio que não cumpriu as metas

O Ministério do Esporte publicou em janeiro um convênio de R$ 16 milhões do Programa Segundo Tempo com uma entidade dirigida por membros do PC do B, em Santa Catarina, que não havia cumprido o prazo de convênio anterior com a própria pasta para cuidar do mesmo projeto.

Presidido por Rui de Oliveira, filiado ao PC do B, o Instituto Contato teve seu contrato rescindido em dezembro, segundo decisão do ministério publicada no Diário Oficial da União, "tendo em vista o não cumprimento do objeto pactuado, quanto à realização das atividades constantes no Plano de Trabalho, e o não cumprimento das metas físicas e financeiras previstas no Plano de Aplicação".

Frota de carros oficiais de Tribunais de Justiça ainda é uma ''caixa-preta''

Levantamento do ""Estado"" revela que 18 TJs possuem 1.270 veículos oficiais, mas nove tribunais ainda escondem os números, apesar de resolução do Conselho Nacional de Justiça obrigar o Judiciário a informar lista de forma acessível pela internet

Mais de um ano e meio depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter determinado a abertura da "caixa-preta" dos carros oficiais do Poder Judiciário, a maioria dos tribunais estaduais ainda oculta suas frotas de veículos ou dificulta o acesso a dados sobre elas. Levantamento feito pelo Estado constatou a existência de pelo menos 1.270 Corollas, Vectras, Astras e assemelhados à disposição de juízes e desembargadores em 18 Tribunais de Justiça.

Juíza rejeita transferir júri pela morte de índio

A juíza federal Paula Mantovani rejeitou ontem a primeira estratégia da defesa na abertura do julgamento dos três acusados pelo assassinato do índio Marcos Veron, cacique guarani caiová morto em janeiro de 2003 na cidade de Juti (MS). Os advogados pretendiam anular a realização do júri pela Justiça Federal em São Paulo sob argumento de que a vítima não era índio, portanto a competência para o caso seria da Justiça estadual de Mato Grosso do Sul. A juíza não acolheu o pedido e deu início ao júri, na sede da Justiça Federal em São Paulo.

O julgamento é marcado por muita expectativa. Cerca de 50 índios se deslocaram de ônibus até São Paulo e estão em frente ao prédio da Justiça, próximo à Avenida Paulista. Seis homens e uma mulher foram sorteados para o corpo de jurados. Na acusação o procurador regional da República Luiz Carlos Santos Gonçalves vai pedir pena máxima para os réus, funcionários da Fazenda Brasília Sul.

Ministério Público e oposição querem investigar programa

O Ministério Público Federal instaurou ontem uma investigação sobre a aplicação dos recursos do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, no Piauí. A decisão foi tomada pelo procurador-chefe da República no Estado, Marco Túlio Lustosa Caminha. A investigação é fruto de reportagem publicada pelo Estado mostrando que uma entidade dirigida por membros do PC do B recebeu R$ 4,2 milhões para cuidar do programa, mas abandonou os núcleos esportivos do projeto.

Dirigida por membros do partido, a Federação das Associações dos Moradores do Piauí (Famepi) responde pelo Segundo Tempo no Estado. O contrato com o governo federal foi feito sem licitação para a montagem de 126 núcleos que deveriam beneficiar 12 mil crianças. Na presidência da Famepi está o dirigente do PC do B no Piauí, Raimundo Mendes da Rocha.

Novo estilo segue a linha tolerância zero

Com evidentes diferenças em relação ao ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff iniciou sua primeira reunião de trabalho com governadores do Nordeste no melhor estilo "tolerância zero" com assessores e aliados.

"Achamos que há que dar suporte e fazer que se reproduzam experiências de sucesso, como é o caso das confecções de Ibotirama, não é, Eduardo (Campos, governador de Pernambuco)? Foi logo corrigida. "É Toquitama? Vocês vejam o que é uma ótima assessoria. E eles acharam esse Ibotirama, sabe onde? Na internet", disse Dilma.

Com maior frota, TJ-SP gastou R$ 33,6 milhões com carro e combustível

As maiores frotas de carros nos Tribunais de Justiça são as dos três maiores Estados: São Paulo (312), Rio de Janeiro (207) e Minas Gerais (188). Mas nem sempre há relação direta entre tamanho e quantidade: o Tribunal de Justiça de Sergipe, por exemplo, tem mais carros que o do Rio Grande do Sul (23 contra 22).

Esses números dizem respeito aos veículos de representação (usados por presidentes, vice-presidentes e corregedores) e de uso institucional (para os demais desembargadores e juízes de segundo grau).

PC do B vê conspiração em ''amontoado de estórias''

Em nota divulgada ontem, a direção nacional do PC do B repudiou o conteúdo das reportagens publicadas pelo Estado desde domingo que mostram como o Programa Segundo Tempo tem sido usado política e financeiramente pelo partido no Ministério do Esporte. Na avaliação da legenda, o material é "manipulação grosseira de um amontoado de estórias".

"O jornal O Estado de S. Paulo publicou um arremedo de reportagem tão extenso quanto falso no qual ataca com calúnias a honorabilidade do Partido Comunista do Brasil e de um dos seus dirigentes, Orlando Silva, ministro do Esporte. Visivelmente esse movimento pretende atingir o Ministério do Esporte para golpear por extensão o nascente governo da presidente Dilma Rousseff", afirma a nota.

TJ-SC detalha até gastos com celular, água e fotocópias

Apesar de não exibir a lista de veículos oficiais, o Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina se destaca como o que apresenta o maior número de informações sobre gastos do Judiciário.

A relação detalhada dos carros e seu uso (institucional ou de serviço) está em outra seção do site, mas no item Transparência é possível acompanhar, mês a mês, quanto cada veículo consumiu em combustíveis e manutenção.

TJs prometem reformulação dos sites oficiais

Alguns tribunais só se adequaram às exigências de transparência da resolução 83/2009 do Conselho Nacional de Justiça depois que o Estado entrou em contato com suas assessorias de imprensa. Outros prometeram tomar providências em breve para publicar as listas de carros - o prazo dado pelo CNJ era até 31 de janeiro.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por exemplo, só incluiu a relação da frota de veículos no link "Transparência" de seu site no último dia 4, após contato feito pela reportagem.

O TJ do Paraná, que publicou a relação apenas no Diário da Justiça, anunciou que fará ajustes em seu site para dar publicidade às informações exigidas pelo conselho.

Tribunais burlam regra sobre carros oficiais

Levantamento do ""Estado"" revela que 18 TJs possuem 1.270 veículos oficiais, mas nove tribunais ainda escondem os números, apesar de resolução do Conselho Nacional de Justiça obrigar o Judiciário a informar lista de forma acessível pela internet

Mais de um ano e meio depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter determinado a abertura da "caixa-preta" dos carros oficiais do Poder Judiciário, a maioria dos tribunais estaduais ainda oculta suas frotas de veículos ou dificulta o acesso a dados sobre elas. Levantamento feito pelo Estado constatou a existência de pelo menos 1.270 Corollas, Vectras, Astras e assemelhados à disposição de juízes e desembargadores em 18 Tribunais de Justiça.

O Globo

Oposição e PT reagem a Serra

BRASÍLIA. Os governistas reagiram ontem com ironia à entrevista do ex-governador paulista José Serra ao GLOBO, na qual o tucano acusa a presidente Dilma Rousseff de marchar para "um estelionato eleitoral". Em seu Twitter, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disparou logo cedo: "O fracasso lhe subiu à cabeça". Mas, embora alguns tucanos tenham reprovado reservadamente o tom de Serra, o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), concordou com a subida do tom do discurso do companheiro contra o governo.

- O governo Dilma comete sim um estelionato eleitoral. Pois durante a campanha, o que ouvimos dela foi que o Brasil era o paraíso das facilidades. Com a manipulação de números, mistificação e mentiras, a ficção venceu a verdade. E eis que a realidade surge agora nas decisões tomadas pela presidente da República - reforçou Dias.

Centrais agora lutam por correção da tabela do IR

BRASÍLIA. Derrotadas na votação do salário mínimo, as centrais sindicais agora se armam para brigar com o governo pela correção da tabela do Imposto de Renda da pessoa física. Para defender a aprovação de um mínimo de R$545 na Câmara dos Deputados, a equipe econômica propôs, como moeda de troca, um reajuste de 4,5% nas faixas de renda do IR pelos próximos quatro anos. No entanto, as centrais querem que o aumento para 2011 seja de, pelo menos, 6,47% - valor correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2010 e que serviu como base para o cálculo do novo salário mínimo.

- A proposta das centrais continua sendo uma correção de 6,47% para a tabela este ano - afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Dilma tem sinal verde de governadores para CPMF

BARRA DOS COQUEIROS (SE). Apesar de não ser consenso entre eles, os governadores do Nordeste discutiram com a presidente Dilma Rousseff, durante o XII Fórum dos Governadores do Nordeste, ontem, a recriação de um imposto para financiamento da saúde, uma espécie de nova CPMF. Dilma, no entanto, segundo relatou o governador Marcelo Déda, de Sergipe, não disse nem sim nem não. Mas deu o sinal verde para que o debate sobre o assunto se aprofunde. Os mandatários, preocupados com a capacidade de financiamento e investimento em seus estados, também defenderam uma flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas Dilma não cedeu nesse ponto.

Enquanto Cid Gomes (PSB), do Ceará, se mostrou favorável a uma nova CPMF (imposto que vigorou até o final de 2008, quando foi derrotado no Senado), Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, disse que não é o momento de se pensar em uma nova tributação. Alguns, como Rosalba Ciarlini (DEM), preferiram defender a Emenda 29, que trata de um repasse mínimo da União para que os estados possam gastar com a saúde - atualmente, os municípios devem destinar 15% da receita para essa finalidade, e os Estados, 12%.

Filha de Rubens Paiva quer punição à tortura

BRASÍLIA. Há 40 anos aguardando uma resposta do Estado sobre o paradeiro do corpo do pai, Vera Paiva, uma das filhas do ex-deputado Rubens Paiva, defende que o país resgate sua história e puna os torturadores da ditadura militar de 1964. Para Vera, que comemora a exposição sobre a vida do pai inaugurada na última quarta-feira, na Câmara dos Deputados, a Comissão da Verdade tem que ir a fundo e resgatar a verdade desse período histórico brasileiro:

- Não é só um problema de vingança pessoal. Não era um caso de guerra contra um terrorista. Meu pai voltava da praia e foi preso em casa. Ele acreditava em um conjunto de valores como justiça, cidadania e, por isso, foi perseguido e morto. Hoje, não só ele não está enterrado por sua família, como aquilo contra o que ele lutava, a falta de cidadania, de justiça, a discriminação, também não foi enterrado. É o Estado terrorista que não protege o cidadão. O Brasil é o único país que não puniu seus torturadores. O passado não foi enterrado - afirmou Vera.

Furnas decide hoje o futuro do diretor beneficiado pelo PAC

A direção de Furnas Centrais Elétricas se reunirá hoje para decidir o futuro do engenheiro Aluízio Meyer de Gouvêa Costa, afilhado político do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Meyer é diretor técnico de três empresas contempladas, no ano passado, com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor elétrico, conforme mostrou O GLOBO ontem. Ele deve ter seu afastamento confirmado pela estatal. Com 49% do capital dessas empresas, Furnas foi a responsável por indicá-lo para o cargo. O próprio Meyer acredita que poderá deixar o posto.

- Eu não tenho muito o que opinar sobre essa reunião. Mas Furnas tem todo o direito de indicar outra pessoa. E acho que vai fazer isso. Imagino eu esse resultado - disse Meyer, ex-presidente da Cedae.

Gabrielli contesta denúncias e diz que não há terceirização em atividades estratégicas

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, contestou ontem a denúncia publicada pelo GLOBO domingo de que a empresa está burlando a lei ao aumentar o número de funcionários terceirizados e usar essa mão de obra em atividades estratégicas. Gabrielli chamou a reportagem de "equivocada" e disse que os terceirizados não estão em atividades-fim.

Segundo ele, nas atividades de manutenção, inspeção de equipamentos, materiais e SMS (segurança, meio ambiente e saúde), 56.750 empregados da Petrobras são terceirizados. Nos serviços de pessoal de alimentação, hotelaria, segurança patrimonial, transportes, tecnologia da informação, manutenção predial e limpeza são outros 51 mil empregados. Já para os serviços de apoio administrativo de qualquer natureza são 35 mil empregados. Para obras e montagens, ampliação e modificação das instalações existentes e novas instalações, são mais 35 mil empregados.

Petrobras: MP aponta conflito de interesses

O Ministério Público do Trabalho do Rio entrará com uma representação junto ao Ministério Público Federal contra a Petrobras por irregularidades na contratação da empresa Bureau Veritas (BV), fornecedora de mão de obra terceirizada à estatal. O MPT identificou conflito de interesses na contratação da empresa, que, além de fornecer mão de obra à estatal, atua como certificadora junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP), preparando laudos de serviços nas plataformas.

Os laudos que indicam o conflito de interesses já estão na mesa do procurador Marcelo José Fernandes da Silva, do Ministério Público do Trabalho do Rio.

- Há um conflito de interesses evidente. A ANP usa os técnicos dessa empresa para obter laudos - afirmou o procurador.

Petróleo em nível pré-crise

Aescalada dos protestos na Líbia fez com que os preços do petróleo atingissem os patamares registrados antes do estouro da crise financeira global, em setembro de 2008. O barril do Brent, negociado em Londres, avançou 5,6%, para US$108,03. Já o do tipo leve americano, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, teve alta de 6,3%, para US$95,39. Para analistas, a volatilidade dos preços deve se manter e o barril pode ultrapassar nos próximos dias o recorde de US$140, de julho de 2008, se a produção for afetada ou a onda de protestos por democratização nos países árabes chegar à Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo. De qualquer maneira, afirmam, o Brasil sentirá os efeitos desse novo cenário, que tende a frear a recuperação econômica global, mas que pode favorecer o financiamento da Petrobras para a exploração do pré-sal.

Planalto blinda votação do mínimo no Senado

O Palácio do Planalto decidiu blindar a votação no Senado do projeto de lei que estabelece o salário mínimo de R$545, para evitar surpresas na votação de amanhã. Um dos principais focos de atuação passou a ser o senador Paulo Paim (PT-RS), que ontem deu sinais de que está disposto a votar com o governo, uma semana após anunciar que lutaria por um mínimo de R$560. Hoje, a presidente Dilma Rousseff faz uma reunião de manhã, no Palácio do Planalto, para analisar a votação no Senado.

A possibilidade do recuo de Paim acontece após forte ação do governo, principalmente depois das ausências petistas e de dois votos contrários de parlamentares do partido na votação da Câmara. O Planalto considera fundamental a unidade dos 15 senadores do PT, como um fator simbólico para a condução da base aliada no Congresso. Tanto que o chefe da Secretaria Geral da

Presidência, Gilberto Carvalho, foi escalado para negociar pessoalmente com Paim.

Fonte: Congressoemfoco

STF determina posse de suplente de partido na Câmara

Mário Coelho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou a posse do suplente Severino de Souza Filho (PSB-PE) no lugar de Danilo Cabral (PSB-PE), que está licenciado desde a semana passada. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário da Justiça. Marco Aurélio seguiu o entendimento do STF de que o suplente do partido, e não o da coligação, deve assumir no caso de licença.

A Mesa Direitora da Câmara recebeu a determinação de Marco Aurélio hoje. Amanhã a decisão deve ser encaminhada para o corregedor da Casa, Eduardo da Fonte (PP-PE). Ele vai abrir período de defesa para ouvir Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), suplente que tomou posse na última quarta-feira (16) no lugar de Cabral. Depois disso, Fonte fará um relatório e o apresentará à Mesa, que deve acatar a ordem judicial.

Severino era o terceiro na ordem de suplência de uma coligação formada por nove partidos. No entanto, foi o mais votado entre os candidatos do PSB que não conseguiram se eleger. Com base em outras quatro decisões do STF, ele pediu para tomar posse no lugar de Danilo Cabral, que assumiu a Secretaria de Cidades de Pernambuco. A Câmara usa como base para dar posse aos suplentes as listas encaminhadas pela Justiça Eleitoral.

Na decisão, Marco Aurélio afirmou que o efeito das coligações termina com o encerramento das eleições. “A votação nominal se faz presente o número do candidato, sendo que (sic) os dois primeiros algarismos concernem não a imaginável número de coligação – de todo inexistente –, mas ao da legenda. Encerradas as eleições, então, não se pode cogitar de coligação. A distribuição das cadeiras – repito – ocorre conforme a ordem da votação nominal que cada candidato tenha recebido, vinculado sempre a um partido político”, disse.

Em dezembro do ano passado, o STF decidiu que quem deve tomar posse após licença ou renúncia é o suplente do partido. O primeiro caso foi analisado após Natan Donadon (PMDB-RO) renunciar ao cargo. O PMDB entrou na corte pedindo o mandato para que Raquel Duarte Carvalho (PMDB-RO) assumisse a vaga. Por maioria dos votos - cinco a três -, os ministros entenderam que o mandato pertence ao partido e que o efeito das coligações termina após a eleição. Dos 14 pedidos de liminar apresentados, somente cinco foram julgados até o momento.

O último mandado de segurança entrou hoje no Supremo. Primeira suplente do DEM para o cargo de deputada federal por Santa Catarina, Romanna Remor quer assumir no lugar dos deputados Paulo Bornhausen e João Rodrigues. O primeiro vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Já Rodrigues será o titular da pasta da Agricultura. Nenhum dos dois se licenciou do cargo ainda.

Na sexta-feira (18), o corregedor da Câmara recebeu outras duas notificações. Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ) conseguiram no Supremo que a corte garantisse a entrada deles na Câmara no lugar dos titulares que assumiram cargos no Executivo. Os suplentes que já tomaram posse devem se manifestar até o fim da semana.



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Fonte: Congressoemfoco

João se filia ao PP e mudanças virão

Fernanda Chagas

Surpreendendo o meio político baiano, o prefeito João Henrique anunciou ontem seu ingresso no Partido Progressista (PP) e não no Partido Verde (PV), conforme era esperado. O martelo foi batido, digamos que “na calada da noite”, após o prefeito ter recebido em seu gabinete o ministro das Cidades, Mário Negromonte, o deputado federal João Leão, os deputados estaduais Mário Júnior e Kaká Leão e o secretário regional do PP, Jabes Ribeiro.

A expectativa é que até o dia 12 de março o enlace seja selado de forma oficial. No entanto, passada a euforia de escolha de nova morada de João, possibilidades latentes de mudanças na administração municipal, conforme a Tribuna da Bahia já havia antecipado, vem à tona com a filiação do prefeito às hostes progressistas. Circula nos bastidores do Palácio Thomé de Souza, que o apetite do PP será grande e, inicialmente, pleiteará pelo menos duas importantes pastas na Prefeitura.

Além da Seplag, reivindicariam o remanejamento de Marcelo Abreu, da Secretaria de Infraestrutura. Abreu, ao contrário do que muitos pensam, não seria da cota do PP, mas sim da deputada estadual Maria Luíza. Desde 2006, quando foi substituído por Kaká Leão para disputar a prefeitura de Lauro de Freitas, não se bica com João Leão, que é acusado de ter orquestrado toda a operação na ocasião. Rachado, o grupo, até aquele momento hegemônico no município, sofreu fragorosa derrota para a petista Moema Gramacho, prefeita da cidade por dois mandatos. Para o lugar de Abreu, estaria certa a ida de Antonio Abreu, ex-secretário de Planejamento, que é ligadíssimo a João Leão.

O até então secretário de Infraestrutura, no entanto, não ficaria desamparado. Informações dão conta de que ele seria alçado a novo titular da Casa Civil, como parte da cota pessoal do prefeito, leia-se Maria Luíza. No rol das investidas do Partido Progressista estaria ainda a Sesp, o segundo maior orçamento do município. Dirigentes progressistas negam que a união tenha sido em troca de cargos.

“Nossa preocupação é com a cidade, motivo por que deixamos nas mãos do prefeito qualquer indicação por parte do PP”, disse o secretário-geral do partido, Jabes Ribeiro.

Também sem querer polemizar em torno da participação da legenda no Executivo municipal, Negromonte se limitou a dizer que João “é um quadro muito importante para o partido, o prefeito da terceira maior cidade do país. Somos o terceiro maior partido em votos da base aliada do governo federal e o segundo da base aliada do governo estadual. O governador da Bahia tem ciência desta filiação e está contente”, afirmou.

O prefeito, por sua vez, destacou que “é uma honra me filiar ao PP, que tem experiências exitosas de administrações municipais e contribuirá muito para a cidade”.

Verdes descartam constrangimento

Embora o presidente do PV, Ivanilson Gomes, não tenha admitido, o ingresso do prefeito João Henrique no PP surpreendeu os verdes, que anteriormente haviam negado o pedido de abrigo do gestor.

Em entrevista à Tribuna, publicada na edição de ontem, o dirigente, inclusive, já reavaliava a possibilidade de voltar atrás e dar abrigo a João. Entretanto, ontem, ao ser questionado pela reportagem da TB, Ivanilson disse que a filiação de JH na sigla progressista não trouxe surpresas, nem tampouco constrangimentos ao PV.

“Até mesmo porque ele já dizia que tinha outras opções. Evidentemente, ele tinha uma posição favorável de ingresso no PV, mas naturalmente encontrou mais tranquilidade no PP, que é aliado ao governo e tem musculatura política. A nós só resta desejar a ele sucesso”, enfatizou. (LM)

Fonte: Tribuna da Bahia

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“Distritão” versus votação em listas

Carlos Chagas

Tomara que desta vez seja para valer, ainda que desde o governo Sarney todos os presidentes, logo depois de empossados, assegurassem a determinação de fazer a reforma política. Pelo jeito, os ventos sopram mais forte, agora, constituída a comissão de senadores e manifestada a disposição dos líderes dos partidos na Câmara de não deixarem cair a peteca. Será este ano, até outubro, ou nunca.

Unanimidade não haverá, em torno das propostas velhas e novas, mas com o passar dos dias torna-se possível observar duas grandes tendências, por coincidência colocando o PMDB de um lado e o PT, de outro.

Cresce o apoio à transformação de cada estado num “distritão”, de forma a considerar eleitos os candidatos que tiverem obtido mais votos, suprimidas as coligações responsáveis pela eleição de muitos menos votados. Essa é a maior preocupação do PMDB, com Michel Temer à frente.

O diabo é que no PT a palavra de ordem é conflitante: os companheiros aferram-se à votação em listas partidárias para a escolha dos deputados, ou seja, o eleitor não votará no candidato de sua preferência, mas no partido que quiser. As cúpulas desses partidos fornecerão à Justiça Eleitoral a relação nominal de seus candidatos, devendo os caciques colocar-se nos primeiros lugares.

Salta aos olhos o sentido democrático de considerar-se eleito quem tiver mais votos, bem como a característica ditatorial que beneficia os artífices das listas. Não há como conciliar as duas propostas. Ou será uma ou outra, ao menos no reino da lógica.

Quase consenso existe nos partidos a respeito do financiamento público das campanhas, apesar do restrito apoio popular que desperta a utilização de dinheiro público para ajudar a eleger políticos. A chamada cláusula de barreira, ou de desempenho, vence na teoria mas perde na prática. Na hora das decisões, no Congresso, pesará a impossibilidade de nivelar num só denominador comum os pequenos partidos históricos e os de aluguel. Estes devem desaparecer sem deixar saudade, mas aqueles são essenciais para o funcionamento da democracia.

Em suma, essas e outras sugestões começam a ser examinadas. Será mesmo para valer ou Suas Excelências vão novamente empurrar os debates com a barriga e concluir, como em tantas outras Legislaturas, melhor deixar a reforma política para mais tarde?

PÉRIPLO INCOMUM

De Brasília para a Aracaju, de Aracaju para São Paulo, de São Paulo para Brasília. Ontem foi um dia atípico para a presidente Dilma Rousseff, envolvendo trajetos continentais e muita paciência, tanto a bordo do avião presidencial quanto em terra. Da reunião com os governadores do Nordeste às celebrações pelos 90 anos da “Folha de S. Paulo”, ela pronunciou dois discursos e ouviu mais de vinte. Teria lamentado o tempo perdido, já que mais profícua seria sua permanência na capital federal? Tanto faz, porque o ofício de presidente da República exige presença em todo o território nacional, tanto quanto reuniões administrativas e políticas na sede do governo.

AS ARÁBIAS E NÓS�

Pratica-se grande injustiça para com o ex-presidente Lula na suposição de que se ainda permanecesse no governo já estaria de passagem marcada para o Oriente Médio, procurando interferir e contribuir para a pacificação numa série de países da região e limítrofes. Parece óbvio que numa das variadas e diárias exposições do Lula diante da mídia, já teria dado seus palpites e se pronunciado sobre a crise.

Com Dilma Rousseff parece diferente. Claro que o governo acompanha com atenção os acontecimentos no Norte da África e no Oriente Médio, com ênfase para a retirada dos cidadãos brasileiros encontrados nos países da região, como já vem acontecendo. Mas pronunciar-se, só sobre o óbvio, isto é, fazendo votos de que a paz seja restabelecida o mais breve possível. Nada de oferecimentos para mediar situações que nem entendemos direito.

À ESPERA DO PRÓXIMO EMBATE

Poucas dúvidas existem sobre a votação no Senado, amanhã, do projeto de lei de reajuste do salário mínimo. Vencerão as forças governistas, ignorando-se apenas o número de defecções no PMDB e até no PT. Fica, porém, uma lição da vitória do palácio do Planalto na Câmara, onde todos os 77 deputados do PMDB votaram favoravelmente ao projeto: se estão unidos para concordar, por que não se unirão para discordar? Em especial de vingar a esdrúxula proposta comentada em alguns corredores oficiais a respeito da criação de um novo imposto para a saúde, em substituição à extinta CPMF?
Fonte: Tribuna da Imprensa

UMA EXPLICAÇÃO HISTÓRICA

Este blog foi criado para assegurar a continuidade de dois monumentos eternos da História Moderna do Brasil: a Tribuna da Imprensa e Helio Fernandes.

A Tribuna da Imprensa surgiu em 1949, Helio Fernandes a adquiriu em 1962. São, ambos, personagens e testemunhas do tempo e dos acontecimentos que se desenrolaram. Sobretudo dos episódios mais traumáticos e dramáticos.

O jornal e seu diretor jamais fugiram à luta. Enfrentaram prisões, depredações, atentado a bomba, brutal censura nos períodos Médici e Geisel, bloqueio publicitário, mas jamais se afastaram da condição de mosqueteiros, sempre enfrentando o excesso de poder, lutando pela democracia, defendendo o interesse nacional.

Os leitores tomaram conhecimento da mensagem do grande Helio Fernandes. Pela primeira vez numa existência de lutas, ele revela a intenção de sair de cena. Não cremos que seja uma decisão definitiva. O espaço que ocupa é mais da História do que do que do jornal ou do jornalista.

Mas não se pode mudar o encadeamento dos fatos, tampouco destruir monumentos públicos assim definidos por eleição das décadas. Por isso o blog deve continuar, ocupando este espaço na internet que não pertence a nenhum de nós, mas sim à sociedade brasileira. E a tela da nunca vencida Tribuna da Imprensa estará sempre aberta a seu verdadeiro autor, Helio Fernandes. Ele será o juiz de si mesmo.

O espaço é dele, vamos apenas mantê-lo aberto para que Helio Fernandes volte a escrever o mais rápido possível. Este apelo é da Redação da Tribuna da Imprensa, dos amigos de Helio Fernandes, que mandaram mensagens por e-mail e telefonemas, e de todos os que colaboram nessa luta pelo interesse público, que, repita-se, não mais pertence a ele, mas à sociedade brasileira.

Helio Fernandes /Tribuna da Imprensa

STJ dá correção maior a atrasados até 2009

Ana Magalhães e Luciana Lazarini
do Agora

Quem entrou com uma ação contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até o dia 30 de junho de 2009 e ainda não teve o processo finalizado terá direito a receber atrasados maiores. A vantagem foi garantida a um segurado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), em decisão publicada no dia 1º de fevereiro.

A correção menor dos atrasados começou a valer depois de junho de 2009, quando o governo publicou uma medida provisória que reduziu a correção monetária e os juros aplicados sobre a bolada (diferenças que não foram pagas pelo INSS nos últimos cinco anos). A regra também reduziu os juros dos precatórios do Estado e dos municípios --como nas revisões de salários de servidores.

A mudança

Até essa data, os juízes determinavam que, sobre o valor dos atrasados, fossem aplicados juros de 1% ao mês (ou seja, 12% ao ano), mais correção monetária (que poderia ser calculada pelo INPC, pelo IPCA ou pelo IGP-DI).

* Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

23/2 EM BRASÍLIA: VISITA AO PRESÍDIO DA PAPUDA E ATOS PELA LIBERDADE DE BATTISTI

Na reunião, a LBI pontuou que o isolamento da campanha pela liberdade do escritor italiano era produto da política do governo da frente popular. O Planalto lavou as mãos com a carta de Dilma Rousseff ao presidente italiano, na qual afirmou caber ao pleno no STF a decisão final sobre o caso
DIA 23 DE FEVEREIRO EM BRASÍLIA

VISITA AO PRESÍDIO DA PAPUDA E ATOS NO STF E PALÁCIO DO PLANALTO EM DEFESA DA LIBERDADE IMEDIATA PARA CESARE BATTISTI

Realizou-se neste sábado, dia 19, a plenária geral do comitê pela liberdade de Cesare Battisti de São Paulo no espaço cultural Mané Guarrincha. Estiveram presentes diversos ativistas, movimentos e correntes políticas como LBI, PSTU, Conlutas, Oposição Operária, MST, Passa a Palavra, CMI. Na reunião fez-se um balanço das atividades realizadas e da própria luta em defesa do ex-militante do PAC, além de discutir os encaminhamentos para as novas manifestações em Brasília na próxima semana, culminando com uma visita a Battisti no Presídio da Papuda no dia 23 e manifestações no STF e no Palácio do Planalto.

Na reunião, a LBI pontuou que o isolamento da campanha pela liberdade do escritor italiano era produto da política do governo do frente popular. O Planalto lavou as mãos com a carta de Dilma Rousseff ao presidente italiano, na qual afirmou caber ao pleno no STF a decisão final sobre o caso. Com essa posição, os facínoras Gilmar Mendes e Peluzo estão adiando ao máximo a decisão sobre a extradição de Battisti esperando particularmente neste momento que se defina a situação política do arqui-corrupto primeiro-ministro Berlusconi na Itália, acossado por inúmeros escândalos e envolvido até a medula em uma crise em seu gabinete.

Frente a necessidade de se intensificar a campanha neste momento em que a direita inclusive organiza atos em defesa da extradição, deliberou-se por uma ida a Brasília para visitar Battisti na Papuda, levando a solidariedade do comitê de São Paulo, assim como fazer atos em frente ao STF e ao Planalto exigindo a sua liberdade imediata. Nesse sentido foram colhidas diversas moções de sindicatos e movimentos contra a extradição do companheiro, além de ter sido realizada panfletagem no MASP no dia 18.

Contra toda essa farsa judicial montada pelo STF e avalizada pelo governo Dilma é preciso reforçar a campanha pela liberdade imediata do ex-militante do PAC, unificando nacionalmente as atividades dos comitês espalhados pelo país, sem depositar ilusões na decisão do pleno do "Supremo", impulsionando manifestações e atos de protesto, pois esse ataque está voltado ao conjunto do movimento de massas e a sua liberdade de organização.

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

Email:: lbiqi@hotmail.com
URL:: http://www.lbiqi.org

Fonte: CMI Brasil

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