sexta-feira, novembro 12, 2010

Amorim é desconvidado para o G20

Folha de S.Paulo

SEUL - O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) foi desconvidado pelo Palácio do Planalto a participar da cúpula do G20, em Seul.

O compromisso estava registrado na agenda do chanceler, e sua reserva no hotel --onde está toda a comitiva brasileira-- também já estava providenciada quando um telefonema do Planalto o avisou que ele não precisaria ir.

O aviso criou um grande mal-estar, ainda mais porque Amorim acompanhou o presidente na primeira etapa da viagem, até Moçambique.

A lógica indica que esse desconvite a Amorim para Seul é também o desconvite para que ele continue no Ministério das Relações Exteriores no governo da presidente eleita Dilma Rousseff.

Fonte: Agora

Fotos do dia

Alessandra Ambrósio arrasa ao fazer suas caras e bocas Izabel Goulart esbanja charme Adriana Lima ilumina o desfile
Ronaldo e Castan durante treino do Timão no CT Joaquim Grava Tiririca chega ao TRE, no centro de São Paulo, para realizar teste de alfabetização Árvore cai sobre Palio e Mercedez na rua Sampaio Viana, no bairro do Paraíso

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Aposentado tem revisão maior do Collor 2

isele Lobato e Luciana Lazarini
do Agora

Quem tinha poupança em fevereiro de 1991 e era aposentado ou pensionista na época pode conseguir uma devolução maior das perdas no Plano Collor 2. O motivo é que esses poupadores não estavam com as suas cadernetas bloqueadas pelo governo.

O confisco das poupanças foi feito no Plano Collor 1 para conter a inflação. Em março de 1990, o governo bloqueou os saldos acima de 50 mil cruzados novos, que foram transformados em cruzeiros.

Aposentados e pensionistas foram liberados do bloqueio.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta sexta,

Ministro diz que, se liminar não cair, novo Enem será em 2 ou 3 meses

Justiça mandou marcar uma nova prova para 3,5 milhões de estudantes. MEC tenta anular ordem e fazer exame só para prejudicados em dezembro

11/11/2010 | 21:11 | G1/Globo.com e Jornal Nacional atualizado em 11/11/2010 às 21:56

O Ministério da Educação espera fazer nos dias 4 e 5 de dezembro a nova prova no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os estudantes prejudicados pelos problemas durante a aplicação do exame no último final de semana, caso consiga derrubar a liminar que determinou a suspensão do exame. Se não conseguir derrubar a liminar, o MEC informou nesta quinta-feira (11) que um novo exame só poderia ser aplicado em 60 a 90 dias.

O exame foi suspenso por determinação da Justiça Federal no Ceará, na segunda-feira (8), a pedido do Ministério Público Federal. Cadernos da prova tiveram páginas encadernadas fora de ordem e misturadas a outras provas. Também houve inversão de cabeçalhos de resposts no primeiro dia do exame, realizado no fim de semana dos dias 6 e 7.

Nesta quinta, o ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes de Secundaristas (Ubes) para conversar sobre os problemas no Enem.

Segundo o represetante da Ubes, Yann Evanovick, Haddad pediu desculpas sobre os problemas no Enem e também pelo comentário publicado no microblog da assessoria de comunicação do MEC durante a prova, que dizia: Alunos q já 'dançaram' no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los."

O comentário se referia a estudantes que publicaram comentários e imagens direto da sala onde a prova estava sendo realizada. Segundo o presidente da UNE, Augusto Chagas, o ministro pediu desculpas aos estudantes e se comprometeu a fazer uma retratação pública.

"O ministro disse que fará um pedido de desculpa aos estudantes brasileiros pelos erros ocorridos no Enem e também pelo erro da assessoria de comunicação de ter colocado o termo 'dançaram' no Twitter", afirmou Evanovick.

A assessoria de imprensa do ministério afirmou que Haddad não iria se manifestar sobre o encontro desta tarde, mas confirmou que o ministro pediu desculpa aos estudantes apenas pelos comentários no Twitter.

Exame

O Enem foi aplicado no último fim de semana a 3,3 milhões de estudantes. No sábado (6), participantes reclamaram de erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela.

As entidades disponibilizaram desde o início da semana canais para que os estudantes que fizeram o Enem possam registrar reclamações a respeito das falhas. "Já tivemos em torno de 1.100 contatos, dos quais uma parte significativa foi de estudantes pedindo que o exame não seja anulado", disse o presidente da UBES, Yann Evanovick.

Um levantamento prévio apontou que 93% dos que reclamaram são a favor da aplicação de uma nova prova opcional para aqueles que se sentiram lesados.

Durante a semana, as duas entidades estudantis emitiram nota conjunta se posicionando contra a anulação do Enem mas exigindo o direito dos prejudicados a uma nova prova. Uma das reivindicações do texto era justamente a marcação de uma audiência do ministro Fernando Haddad com representantes da UNE, da UBES e do grupo de estudantes prejudicados.

A assessoria do MEC informou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem trabalhado com a possibilidade de realizar a prova de reposição aos prejudicados no final de semana dos dias 4 e 5 de dezembro, mas a data ainda não está definida oficialmente. O ministério espera acabar de contabilizar o número de estudantes prejudicados até o final da próxima semana.

As entidades exigiram do ministro que fiquem claros quais os critérios para avaliar se um estudante vai poder ou não refazer a prova. "Até que esses critérios estejam determinados, prosseguiremos defendendo que seja realizado um novo Enem em 2010, e que ele seja opcional a todos os estudantes que se sentiram prejudicados", declarou o presidente da UNE.

Chagas disse que novos encontros com Haddad serão realizados. "O ministro garantiu que nós vamos voltar a nos reunir na próxima semana e que o MEC vai ouvir os estudantes no debate para estabelecer esses critérios", disse.

Os representantes estudantis disseram que também conversaram com o ministro a respeito de mudanças para o Exame a partir dos próximos anos, como a avaliação seriada ao longo do Ensino Médio em vez de uma única prova, e defenderam a criação de uma gráfica para o MEC. "Foram mais de 3 milhões de estudantes fazendo a prova, o ministério não pode ficar refém de uma ou duas gráficas que têm essa capacidade para a impressão do Enem", disse Evanovick.

Enem aos presidiários

Nos dias 6 e 7 de dezembro o MEC vai aplicar o Enem para estudantes presidiários. A prova será feita em cerca de 700 presídios por 15 mil estudantes. Segundo a assessoria do ministério, o fato de se aceitar a aplicação do exame para presidiários, como já ocorreu em 2009, reforça a validade da estratégia do MEC de reaplicar o Enem apenas aos estudantes prejudicados pelos erros na prova amarela.

Um cálculo prévio do MEC levantou que o número de estudantes prejudicados no Enem 2010 é de pouco menos de 2.000. A prova nos presídios é feita semanas depois da aplicada nos colégios, em uma versão composta por questões diferentes. Segundo o ministério, sua validade não foi questionada em 2009.

Fonte: Gazeta do Povo

Lucro da Petrobras no 3º trimestre sobe para R$8,566 bilhões

Crescimento foi de 7,9% em relação ao resultado obtido no mesmo período do ano passado

11/11/2010 | 21:10 | Reuters

A Petrobras registrou no terceiro trimestre lucro líquido de 8,566 bilhões de reais, crescimento de 7,9% em relação ao resultado obtido no mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira.

Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o lucro cresceu 3%.

O resultado do terceiro trimestre ficou abaixo da média das estimativas de seis analistas obtidas pela Reuters, que indicava lucro de 9,3 bilhões de reais para a estatal no período.

Segundo a Petrobras, na comparação com o segundo trimestre, o lucro de julho a setembro ocorreu com "maiores volumes vendidos no mercado interno e melhor resultado financeiro, fruto do ganho cambial sobre a dívida líquida, compensados pelo menor preço de vendas no mercado externo, influenciado pela oscilação nas cotações das commodities".

"A apreciação de seis por cento do real no terceiro trimestre versus segundo trimestre possibilitou ganho cambial de 1,4 bilhão de reais", afirmou a jornalistas o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. "Se não tivesse esse ganho cambial, o lucro seria menor."

Conforme a empresa, os gastos adicionais relacionados no acordo coletivo de trabalho 2010/2011 e ao incentivo a empregados para compras de ação na oferta pública primária da companhia, entre outros fatores, contribuíram para o aumento das despesas operacionais no trimestre.

A geração de caixa trimestral medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de 14,736 bilhões de reais no período, contra 14,081 bilhões de reais no terceiro trimestre do ano passado.

Entre janeiro e setembro, o lucro acumulado chegou a 24,588 bilhões de reais, ante 22,390 bilhões de reais nos nove primeiros meses de 2009.

Segundo comunicado, a Petrobras manteve, com a capitalização, índices de alavancagem em "patamares sustentáveis". A empresa concluiu durante o trimestre oferta pública de ações que resultou no aumento de capital em 120,249 bilhões de reais.

Fonte: Gazeta do Povo

Eike Batista não descarta compra do SBT e diz que "olha tudo"

Reuters

O empresário Eike Batista disse nesta quinta-feira que um canal de televisão seria interessante para a joint-venture que formou esta semana com a agência de esportes e entretenimento do investidor de private equity e bilionário Ted Forstmann, a IMG.

Ele não descartou uma eventual compra do SBT, se a emissora for colocada à venda depois que as empresas do grupo do empresário Silvio Santos foram usadas como garantia no aporte de 2,5 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao banco Panamericano.

"Nós olhamos tudo", disse o empresário, ao ser perguntado se poderia fazer uma oferta no caso do SBT ser colocado à venda.

Na noite de terça-feira, o Panamericano informou que recebeu um aporte de 2,5 bilhões de reais do Grupo Silvio Santos, seu controlador, para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez do banco. Os recursos foram obtidos com o FGC.

Eike observou, no entanto, que seu negócio no setor de entretenimento, anunciado esta semana , tem por objetivo principal a construção de arenas multiuso no Brasil e espetáculos de entretenimento.

"O brasileiro gosta de eventos, gosta de se entreter...tem um mercado extraordinário aqui, uma demanda reprimida", avaliou o executivo que ainda não tem planos concretos para a joint-venture já apelidada de IMGX.

Fonte: Gazeta do Povo

"Ele (Forstmann) vai gostar do X, é para multiplicar", brincou o empresário sobre seu costume de usar a letra X no nome de todos os seus empreendimentos.

Pagamento de comissão alimenta “empurroterapia” nas farmácias

Prática comum em drogarias do Paraná, substituição de remédio prescrito pelo médico é proibida e prejudica clientes, atendentes e farmacêuticos

Publicado em 12/11/2010 | Carolina Gabardo Belo, especial para a Gazeta do Povo

Seis entre dez paranaenses já receberam a indicação de atendentes de farmácias para trocar o remédio de referência ou o genérico por um similar. Destes, 60% foram in­­fluenciados e aceitaram a proposta, de acordo com levantamento de opinião realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, com exclusividade para a Gazeta do Povo. O le­­vantamento mostra que a abordagem dos atendentes é re­­corrente e que o valor destes medicamentos em relação aos demais é determinante para a troca em quase 80% dos casos.

Muito comum nos estabelecimentos farmacêuticos, esta prática interfere no tratamento dos pa­­­cientes e na conduta dos farmacêuticos. E ela só ocorre porque existe um esquema de pagamento de comissões, que envolve redes de farmácias e laboratórios.

As irregularidades começam no balcão da farmácia, com a indicação de medicamentos pelos aten­­dentes. Esta é uma função atribuída exclusivamente aos farmacêuticos, que são os responsáveis por toda a venda de remédios nos estabelecimentos. Proibida pela Lei Federal nº 9.787, de 1999, a troca de medicamentos de referência ou genérico pelos similares é permitida apenas quando o nome do produto está especificado na receita prescrita pelo médico. “Tentar em­­purrar o similar é má-fé. O clien­­te precisa ter clareza de que deve procurar o farmacêutico para ser orientado”, alerta o vice-presidente do Conselho Federal de Far­­mácia, Walter Jorge João.

Debate

Pagamento é controverso

Mesmo que seja paga pela venda de um medicamento similar ou de referência, a comissão não é proibida e varia de acordo com os acertos entre as redes de farmácias e os laboratórios. Entre os profissionais da área, a medida é alvo de críticas por estimular o consumo de medicamentos. “É imoral estimular o paciente a levar um medicamento que não precisa”, afirma a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado do Paraná, Lia Mello de Almeida. “Este consumo pode não ser necessariamente o adequado ou não é o que o usuário precisa”, complementa a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Marisol Dominguez Muro. (CGB)

Medo e desinformação inibem denúncias

Mesmo com as trocas diárias de receitas, as denúncias desta prática ilegal são praticamente inexistentes. Em 2008 e 2009, apenas um caso foi notificado por ano enquanto em 2010 duas de­­núncias passaram pelo Conselho Regional de Farmácia do Paraná. O grande motivador das denúncias é a orientação dada pelo mé­­dico assim que percebe que o tra­­tamento de seu paciente foi alterado. Nos demais casos, raramente o consumidor fica ciente de que sua compra foi induzida. A fraude é comprovada pela análise da receita com a nota fiscal do medicamento comprado na farmácia.

Leia a matéria completa

O medicamento similar não passa pelos testes de bioequivalência e biodisponibilidade que verificam se ele é equivalente aos de­­mais e quais suas reações no organismo. A ausência desta avaliação impossibilita a certeza de que o re­­médio possui a mesma qualidade ou efeito no tratamento. A expecta­tiva é que este quadro mude até 2014, quando todos os medicamentos deste tipo já tiverem passado pelo processo de avaliação, conforme determinação da Agência Nacional de Vi­­gilância Sanitária (Anvisa). Por enquanto, apenas os remédios similares considerados de maior risco, como antibióticos, an­­tineo­­plásicos (para casos de câncer) e an­­tirretrovirais (direcionados aos pa­­cientes HIV positivo), por ordem de prioridade, já estão em processo pa­­ra a adequação dos testes.

Troca

A venda dos medicamentos similares tornou-se a grande fonte de lucro das redes de farmácias. O estímulo para que os atendentes façam parte das campanhas é o pagamento de comissões que complementam o salário dos funcionários. Algumas redes estabelecem metas de vendas para o estabelecimento – que chegam a R$ 35 mil por mês–, de acordo com a comercialização média do ponto e a localização da loja. “A farmácia vive do similar e não do genérico ou de referência, que não dão lucro”, afirma a atendente de uma farmácia de Curitiba que prefere não se identificar. Ela conta que cinco laboratórios pagam comissão e, estipuladas as metas de venda de diversos medicamentos similares, os atendentes são obrigados a atingir a cota, sob o risco de serem dispensados caso não consigam.

Para atingir a meta es­­ta­­belecida pela admi­nis­tração das redes, não resta aos atendentes outra opção que não seja a indicação do medicamento no balcão da farmácia. Entre eles a prática é chamada de “trocar a receita”, quando se consegue convencer o consumidor a escolher o similar ao invés dos outros medicamentos. O argumento mais forte para o sucesso da troca é o preço dos produtos. O va­­lor baixo em comparação aos de­­mais é fruto do acordo com os laboratórios e da maneira como os or­­çamentos são apresentados pelos atendentes. “A ordem é trocar a re­­ceita. Para isso, mostramos o valor inicial do medicamento ético e o do similar com o desconto. Assim fica bem mais barato”, explica a aten­­dente, que costuma usar a ex­­pressão “tenho o medicamento de outro laboratório, que está mais em conta e tem o mesmo princípio ativo” para garantir a venda.

Os medicamentos similares também são adquiridos por um valor muito inferior ao de mercado. Com a compra de poucas unidades, as redes ganham dos laboratórios lotes de remédios que são vendidos a preço baixo. O ganho dos lotes permite que praticamente todo o lucro obtido com a comercialização fique com a rede. “A farmácia coloca um preço no medicamento prevendo mais 4% que será repassado ao atendente”, denuncia. Geral­­mente os gerentes das farmá­­cias ganham R$ 1 na venda de cada caixa, enquanto os atendentes precisam vender pelo menos dez unidades para começarem a receber a bonificação. O tamanho do esquema é percebido no final do mês, quando os salários chegam a dobrar graças às comissões.

Fonte: Gazeta do Povo

Há 55 anos, num outro 11 de novembro, decisão histórica de Lott e Denys, garantindo a posse de Juscelino, presidente eleito, que não queriam empossar. Depois, referendado pelo Supremo Tribunal.

Helio Fernandes

Foi uma época tumultuada, com golpes e mais golpes, alguns de bastidores, outros ostensivos, muitos chegando ao Poder, vários derrotados antes da batalha final. A candidatura à Presidência do governador de Minas, Juscelino Kubitschek, esteve sempre entre o veto (militar) e o voto (político), que vinha de longe.

Esse 1955 completava 1954, com o suicídio de Vargas e a posse do vice, Café Filho. E 1954 era consequência de 1950, os fatos desse ano, choque e hostilidade dos mesmos grupos que protagonizaram 1945 e a derrubada da ditadura.

Podem dizer: dessa forma, chegaremos à implantação (e não PROMULGAÇÃO) da República. E estarão rigorosamente certos. A História da República é uma sequencia de golpes, quase que os mesmos grupos militares se combatendo, ganhando ou perdendo sucessivamente.

Candidato, JK teve o apoio meio amedrontado do seu próprio partido, o PSD. Este reunia informes e informações dos quartéis e de líderes civis, “não aceitariam a candidatura e a consequente eleição de Juscelino”. Mas ele se lançou, sem medo, sem apoio, sem dinheiro.

Pediu audiência ao presidente Café Filho, foi recebido por ele em fevereiro de 1955. Comunicou ao presidente, “serei candidato à sua sucessão”. Café Filho, honestíssimo em matéria de dinheiro, não respeitava a própria palavra, falseava sem qualquer constrangimento.

Respondeu a Juscelino: “Fico satisfeitíssimo com a sua comunicação, pois minha decisão é irrevogável: ficarei neutro, não terei candidato”. Logo que JK deixou o Catete, Café Filho se dedicou a telefonar e a conspirar, não fez outra coisa a vida toda. Começou em 1935, participando da “Intentona Comunista”, liderada por Prestes. No interior do Rio Grande do Note, sua terra, foi grande ativista.

Enquanto corríamos o Brasil inteiro (JK alugara um avião Constellation), Café Filho fazia exatamente o contrário do que dissera a Juscelino. Lançou como presidenciável (com apoio total da máquina) o seu chefe da Casa Militar, Juarez Távora (importantíssimo como “Tenente” de 1922 a 1930, chamado de Vice-Rei do Nordeste).

Realizada a eleição em 3 de outubro, foi confirmado o que os bons analistas já sabiam: a vitória de Juscelino. Teve 36 por cento dos votos, mas nenhuma Constituição determinava MAIORIA ABSOLUTA. Só que, garantidos pelo presidente Café Filho, civis e militares tramaram NÃO EMPOSSAR o vencedor. Essa tentativa de materializou em 11 de novembro, completando os 55 anos hoje.

Café Filho foi para o hospital, se dizia doente, mas estava com mais saúde do que qualquer um. Passou o cargo ao vice-presidente da Câmara, Carlos Luz, e se internou no Hospital dos Servidores do Estado (naquela época, assombro até para estrangeiros, depois e até hoje, em plena decadência).

Nesse 11 de novembro aconteceu tudo. Carlos Luz “presidente”, demitiu o Ministro da Guerra, general Lott, e nomeou para substituí-lo o general Fiúza de Castro. (Só que Lott não saiu e Fiúza de Castro não entrou). Os acontecimentos se transferiram para a Câmara dos Deputados.

Às 4 horas da manhã, foi votado o impeachment de Carlos Luz e a posse, como sucessão natural, do presidente do Senado, Nereu Ramos. (Depois de demitir o general Lott, Carlos Luz foi assistir a sessão inaugural do filme “Carmem Jones”, grande direção de Otto Preminger. Quase à meia-noite foi para o Catete, pela manhã recebeu a notícia de que não era mais “presidente”. Integrou então o grupo que foi para São Paulo no “Tamandaré”.

Ele e Carlos Lacerda chegaram juntos. Foram tentar “Janio Quadros a formar um governo no exílio”, maluquice completa. Recusados por Janio, voltaram ao Rio, Lacerda se asilou na Embaixada de Cuba, 5 anos antes de Fidel Castro. O embaixador era admirador de Lacerda, a embaixatriz tinha ódio. A embaixada era numa casa pequena em Copacabana, Rua Djalma Urich, o constrangimento, total. (Mas isto é outra história).

Café Filho continuava no hospital, no dia 16 tentou voltar ao Catete. Recusado, seu advogado Celso Fontenelle (competente e depois várias vezes presidente da OAB da Guanabara e Estado do Rio) entrou com Mandado de Segurança, rapidamente recusado pelo Supremo.

No dia 21, o mesmo Fontenelle impetrou Habeas-Corpus pedindo a mesma coisa: a volta de Café Filho ao Catete. Esse foi um julgamento histórico, sem abusar da palavra. O relator, Nelson Hungria, de pé, de improviso e com aquele vozeirão, fulminou a pretensão, (a palavra é exatamente essa) votando de forma inédita.

Surpreendentemente, o ministro nem se fixou nos autos e sim no caráter, no perfil e no passado de Café Filho. Quase textualmente citando um fato que assisti há quase 55 anos, palavras de Nelson Hungria: “Entregar a Presidência da República a Café Filho, um conspirador nato, será fazer o país viver 40 dias de angústia e incerteza. (Era 21 de novembro,a posse de JK em 31 de janeiro de 1956, estão aí os 40 dias).

***

PS – Rapidamente Nelson Hungria terminou, negando o Habeas-Corpus. Com isso, a Presidência ficava vaga, no mesmo dia 21 a Câmara votava o impeachment de Carlos Luz elegia como presidente EFETIVO até 31 de janeiro, o presidente do Senado, Nereu Ramos.

PS2 – Outra grande figura, Milton Campos, sentado na primeira fila, dizia ao seu amigo Nelson Hungria: “Se eu fosse o relator, votaria, “NEGO PORQUE PEDIU”. Nas palavras dele, um presidente da República não poderia pedir a um Poder desarmado, como o Supremo, para lhe devolver a Presidência.

PS3 – Como previu Nelson Hungria, na data marcada, Nereu Ramos passou o cargo a Juscelino, foi nomeado Ministro da Justiça.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

De onde vêm o poder e o prestígio de Temer? Presidente do PMDB, acumulou com a presidência da Câmara. Agora, vice da República, não sai da presidência do PMDB. Garantido pelos lobistas.

Helio Fernandes

É fato único na História da República, começando na “velha”, ultrapassando duas ditaduras, as respectivas transições, e se mantendo sempre em dois cargos. Sendo um deles a presidência do PMDB, gerador de todos os outros.

Não deixa a presidência do PMDB, “inventou” a “presidência licenciada”, com o apoio total e irreversível da legenda, comandada pelos lobistas. E os que não são lobistas, mas “governistas” de todos os governos, engrossam seu Poder.

E mais importante ainda: os que não pertencem a esses dois grupos, têm passado, dignidade e credibilidade, jamais protestam ou se revoltam contra o domínio desse homem sem prestígio fora do PMDB, não tem voto, sempre fica em último lugar na legenda de deputado. Como o último eleito foi cassado, ele entrou. E continuou como presidente do maior partido brasileiro.

Muita gente pode acreditar que estou gastando velório importante com defunto ruim. Muito ao contrário, é o defunto mais destacado de toda a República. Ninguém chora por ele, mas está no sepultamento de todos, sempre de terno preto, compungido, que palavra, sendo cumprimentado e lembrado para todos os cargos. Não apenas lembrado, mas indicado e nomeado.

Vejamos sua repercussão: 1 – Sem votos para se eleger, um deputado eleito foi cassado (quem duvida que tenha trabalhado para essa cassação?), assume, é escolhido mais uma vez presidente do PMDB, o maior partido do país.

2 – O menos votado dos 513 deputados, é facilmente eleito (eleito?) presidente da Câmara, o terceiro cargo da República. 3 – Na luta para decidir quem seria o vice na chapa da favoritíssima Dilma, surgiu logo o nome de Michel Temer, que não foi contestado ou afastado jamais.

4 – Foi promovido sem qualquer dúvida, era o TERCEIRO personagem na hierarquia do Poder, agora é o SEGUNDO. Gostaria de ser o PRIMEIRO, mas aí precisaria de votos diretos, coisa que jamais teve. Apenas para repetir o que se diz neste país em que tantos vices assumiram: “O vice está a uma batida de coração da Presidência”. Que isso não aconteça, pelo fato e pela desgraça de ver um lobista como presidente da República.

Durante a campanha eleitoral, apesar da certeza da vitória, e praticamente vice-presidente, não largou a presidência da Câmara, ficará neste cargo até 31 de dezembro. Apesar de já ter outro cargo para o qual foi “eleito”. (Embora esteja no Senado, um projeto restringindo os Poderes do Vice. Mas não será aprovado, que audácia tentarem reduzir os Poderes desse vice importantíssimo. Aliás, esse projeto, que tenta diminuir também a presença dos suplentes de senadores, é uma verdadeira farsa).

Contestada a credibilidade política e eleitoral de Michel Temer, vejamos a credibilidade moral. Sofreu 21 acusações de irregularidades em matéria de dinheiro, nenhuma foi investigada, embora as provas fossem abundantes.

Sabendo que nada lhe aconteceria, manteve o silêncio dos inocentes, perdão, dos arrogantes e dos inatingíveis. Essas denúncias surgiram em plena campanha eleitoral, o PT tentou substituí-lo na vice, não conseguiu coisa alguma, o menor apoio, nem no PT nem no PMDB. Era natural e compreensível.

O trânsfuga moral, político e eleitoral que é Michel Temer, só não acumula a presidência da Câmara com a vice-presidência, por dois motivos. 1 – Não é mais deputado. 2 – Mesmo se pudesse, não teria interesse em acumular, não pode substituir a ele mesmo. Mas todas as indicações dos lobistas do PMDB passarão por ele, é o líder e o chefe.

***

PS – Quando Dona Dilma “designou” os três membros do que chamou de “Comissão de Transição”, não incluiu Michel Temer, a formação dessa “comissão” não resistiu 24 horas.

PS2 – Nem falaram com a presidente eleita, procuraram Lula diretamente. Com um simples telefonema, Temer foi incluído, os três membros do PT reverenciaram subservientemente o novo “companheiro”.

PS3 – “Genial”, tentando evitar qualquer dispersão, fez a proposta destinada à unanimidade: “A divisão dos cargos (não apenas ministérios) será a mesma do governo Lula”. Serve a ele, aos lobistas do PMDB, e aos 10 partidos da base.

PS4 – Fica de fora apenas o PT, que não admite “ficar de fora”. Está estudando e analisando a situação. Com Dilma e Temer, o que o PT pode reivindicar?

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Podem muito, mas não podem tudo

Carlos Chagas

Continua o Brasil sendo o país dos exageros, tanto faz se de um lado ou de outro. Durante o regime militar a Justiça ficou impedida de apreciar os atos ditos revolucionários, praticados pelos generais-presidentes com base na legislação ditatorial. Uma aberração.

Pois não é que estamos passando de um extremo a outro? Agora uma simples juíza do Ceará suspende não só a divulgação dos resultados do Enem, mas considera nulo o exame realizado em todo o país, envolvendo mais de dois milhões de estudantes.

Convenhamos, nem tanto lá como nem tanto cá. Só aos tribunais superiores deveria caber a prerrogativa de cancelar uma ação nacional, praticada pelo governo federal. Claro que nenhuma instituição deve estar acima da apreciação judicial, mas a lógica indica precedências hierárquicas. Se um juiz singular qualquer detiver tamanho poder, um dia desses sentenças de primeira instância suspenderão o tráfego aéreo em todo o território nacional, por conta dos maus serviços prestados pelas empresas. Ou virá o cancelamento dos jogos do Brasileirão no país inteiro, em função da violência das torcidas organizadas.

A Justiça pode muito, mas não pode tudo. Do jeito que as coisas vão, algum juiz ainda decretará que todo brasileiro está obrigado a ser feliz…

E A PRESIDÊNCIA DO PMDB?

Michel Temer anunciou que deixará a presidência da Câmara a 17 de dezembro, data de sua diplomação como vice-presidente da República. Nada mais natural, mas a pergunta que fica é quando deixará a presidência do PMDB.

A situação, se ele continuar, lembra outra já pertencente à História. D. Pedro I dissolveu a Assembléia Constituinte e outorgou um texto, aliás muito bom, com exceção de suas atribuições. Seria, como foi, chefe do Poder Executivo, mas, também, chefe de um estranho Poder Moderador, instituído para dirimir dúvidas e embates entre os outros três poderes. Assim, haviam quatro cadeiras na sala, com uma vazia: quando chefe do Poder Executivo e entrava em choque com o chefe do Poder Legislativo, levantava-se e ocupava a cadeira de chefe do Poder Moderador, dizendo aos demais: “bem, vou agora resolver essa crise com os poderes que me foram facultados pela Constituição…”

Como vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer terá a tarefa de compor os embates entre os diversos partidos da base de apoio a Dilma Rousseff. Se como presidente do PMDB estiver batendo de frente com o PT, pedirá ao companheiro-presidente para esperar um minutinho, pois já resolverá a questão, como vice-presidente da República?

NINGUÉM PEDIU?

O presidente do Superior Tribunal Militar vetou a divulgação dos inquéritos e do processo referentes à atuação de Dilma Rousseff quando, nos idos de 1969, foi presa e torturada por lutar contra a ditadura. Exorbitou da máxima constitucional de que todo brasileiro, inclusive o pessoal da “Folha de S. Paulo”, tem direito a conhecer a documentação dita criminal, relativa a qualquer cidadão ou cidadã processados pelo poder público. Para isso, inclusive, a Constituição criou o hábeas-data, primo do hábeas-corpus.

Mesmo assim, o douto ministro mantém a proibição, sob a alegação de que tornar público o processo poderia influir nas passadas eleições e até na formação do novo governo. No plenário do STM há empate a respeito da decisão, que pelo jeito não será resolvida este ano.

A dúvida é saber se o presidente da mais alta corte militar do país agiu por conta própria ou se cedeu ao apelo de alguém do governo. Aliás, teria sido um erro, pois a divulgação das peças referidas só faria engrandecer a presidente eleita e tornar pública mais uma etapa das aberrações praticadas naqueles anos bicudos.

SIONISTA DIREITISTA VERSUS ESPIÃO DO HAMAS

Depois de aposentado, o ex-ministro Flávio Flores da Cunha Bierrembach aproveita o ócio viajando para aprimorar seus conhecimentos de política internacional. Acaba de passar um mês em Israel, país que muito admira, tendo conhecido em detalhes a situação na Galiléia, Samaria e Judéia. Participou, em Jerusalém, de um seminário sobre a crise no Oriente Médio, e em dado momento sustentou a tese controversa da inexistência de um povo palestino, já que a Palestina é apenas uma região, durante muito tempo habitada por árabes, mas, também, por israelitas. Por incrível que pareça, um diplomata de Israel insurgiu-se, achando a intervenção um exagero e agredindo o representante brasileiro, a quem chamou de sionista direitista.

Bierrembach, de pavio curto, reagiu no mesmo diapasão, rotulando o diplomata israelense de espião do Hamas infiltrado no governo judeu…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Tiririca conseguiu ler e escrever em teste, diz TRE-SP

EFE | Sebastião Moreira
Eleito deputado federal pelo PR, Tiririca teve de ler a manchete de um jornal de São Paulo
Eleito deputado federal pelo PR, Tiririca teve de ler a manchete de um jornal de São Paulo

Agência Estado

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Walter de Almeida Guilherme, disse hoje que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR), conseguiu ler e escrever o que foi pedido no teste. Indagado se o deputado sabe realmente ler e escrever, o desembargador disse que seria leviano de sua parte se antecipar sobre o assunto. "É o juiz quem vai responder sobre isso."

Segundo o presidente do TRE-SP, Tiririca se submeteu a um teste de leitura e de escrita nesta manhã, durante audiência na sede do TRE-SP. O deputado se recusou a fazer a perícia técnica para comparar sua escrita com a de sua mulher, que teria ajudado o deputado a preencher a declaração de instrução entregue à Justiça Eleitoral. "Ele se recusou e tem base para recusar", disse o desembargador, ressaltando que Tiririca não é obrigado a criar provas contra si mesmo.

O deputado de maior votação no Estado de São Paulo teve de ler a manchete da edição de hoje do Jornal da Tarde - "Procon manda fechar loja que vende itens vencidos" - e um pequeno resumo da reportagem: "Medida inédita suspende as atividades de 11 supermercados da capital durante período de 12 horas. Segundo órgão de defesa do consumidor, a aplicação de multas não surtiu efeito, já que as lojas punidas são reincidentes na infração".

Tiririca também teve de ler o título e o destaque da reportagem de capa do caderno de variedades do Jornal da Tarde: "O tributo final a Senna" e "Estreia amanhã filme que homenageia o piloto brasileiro, relembrando os tempos de glória, as brigas com dirigentes, a rivalidade com Prost e pouco da vida pessoal".

Já o ditado foi tirado da página 51 do livro "Justiça Eleitoral - uma retrospectiva", editado pelo TRE-SP em 2005. A frase é de um texto intitulado "A Justiça brasileira pós Estado Novo", de autoria de José DAmico Bauab, mestre em direito pela Universidade de São Paulo e servidor do tribunal na capital paulista. "A promulgação do Código Eleitoral em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral".

O desembargador afirmou que Tiririca "deu conta de ler tudo", referindo-se ao texto do Jornal da Tarde. Sobre o ditado, afirmou que o deputado "soube escrever".

Apesar de todo o imbróglio, o presidente do TRE-SP acredita que a decisão do juiz Aloísio Silveira não deve interferir na diplomação do deputado federal eleito. Isso porque a decisão do tribunal que permitiu que Tiririca concorresse não está sendo contestada e permanece intacta. "O registro foi deferido e, tecnicamente, não existe nenhuma provocação para que se desfaça esse registro. Isso poderá vir a ocorrer com algum recurso que possa ser impetrado, mas não existe o processo para anular esse registro", reiterou.

Fonte: A Tarde

STF decide abrir processo contra senador Valdir Raupp

Agência Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje abrir um novo processo criminal contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Desta vez ele responderá por suspeita de envolvimento com crime de falsidade ideológica para fins eleitorais na campanha de 1998. Essa é a segunda decisão do STF desfavorável ao senador. Em agosto, o plenário do Supremo abriu uma ação penal contra ele por suspeita de envolvimento com crime contra o sistema financeiro nacional.

No julgamento de hoje, por 6 votos a 2, o tribunal aceitou a denúncia na qual o Ministério Público (MP) acusou Valdir Raupp e o então responsável pela administração financeira da campanha dele ao governo de Rondônia, José Carlos Silvério, de protocolar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado prestação de contas com dados "sabidamente inverídicos".

Conforme a denúncia, entre os recursos arrecadados constava uma doação para a campanha de R$ 90.350,00 em dinheiro por uma empresa. Mas, segundo o Ministério Público, durante as investigações foi descoberto que a firma não deu nenhuma contribuição para a campanha. Para comprovar esse fato, o Ministério Público incluiu uma declaração do dono da empresa e uma informação da Secretaria da Receita Federal, segundo a qual entre 1º de janeiro de 1997 e 31 de dezembro de 1998 não houve qualquer movimentação financeira feita pela firma.

Entre outros argumentos, a defesa de Valdir Raupp alegou que ele não tinha conhecimento pessoal de que a empresa não tinha feito a doação e que teria assinado a prestação de contas por imposição legal. De acordo com os advogados, ele não teria participado da elaboração da prestação de contas.

"O documento foi assinado livremente pelos denunciados e foi entregue pessoalmente pelos dois ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia", sustentou o Ministério Público. Segundo o órgão, a doação declarada foi uma das maiores recebidas pela campanha. "Não passaria despercebido do candidato e, muito menos, daquele responsável por suas contas de campanha esse valor", afirmou o MP.
Fonte: A Tarde

José Alencar sofre infarto e passa por cateterismo

Reuters

O vice-presidente José Alencar sofreu um infarto agudo do miocárdio nesta quinta-feira, 11, e foi submetido a um cateterismo, informou o hospital onde está internado em São Paulo.

Segundo boletim médico do Hospital Sírio-Líbanês, Alencar teve disgnosticado, por volta das 18h, um infato agudo do miocárdio e foi submetido a um cateterismo, "que não mostrou obstruções arteriais importantes".

O vice-presidente apresenta quadro "estável do ponto de vista cardíaco" e está na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica (UTI), informou o hospital.

Alencar está internado desde o dia 25 de outubro, quando apresentou quadro de suboclusão intestinal.

O vice-presidente, de 78 anos, luta contra um câncer há mais de dez anos e vinha sendo submetido a tratamento de quimioterapia contra a doença.

Fonte: A Tarde

Salvador lidera ranking do risco de dengue

Fernando Vivas/Agência A TARDE
Número de agentes de endemias em Salvador é insuficiente para cobrir todos os imóveis da cidade
Número de agentes de endemias em Salvador é insuficiente para cobrir todos os imóveis da cidade

Felipe Amorim l A TARDE

Salvador lidera a lista de 11 capitais brasileiras em alerta pelo risco de uma nova epidemia de dengue neste verão. A capital baiana apresentou um índice de infestação de 3,5% dos imóveis visitados, bem acima da segunda colocada, a capital do Tocantins, Palmas, com índice de 2,7%, segundo os números divulgados na quinta-feira, 11, pelo Ministério da Saúde (MS), ao lançar a campanha nacional de combate à doença. Acima de 3,9%, o índice é considerado de alto risco de epidemia.

É o caso de outros 15 municípios brasileiros, a maioria nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam um alto risco de ter um surto da doença. As cidades baianas de Ilhéus (a 433 km da capital) e Simões Filho (Grande Salvador) integram a lista, respectivamente na 7ª e 9ª posições (6,3%, e 5,3%, respectivamente).

O índice é medido pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), que permite identificar os focos de concentração do mosquito em cada município. Em Salvador, oito bairros estão com alto risco de epidemia. A Bahia e outros nove estados também são apontados como de alto risco de epidemia.

Há cinco meses do alerta soado na quinta pelo MS, Salvador estava em alto risco. Em junho, a capital apresentou um Liraa de 4,1%, praticamente dobrando em relação à setembro de 2009, quando desceu a 2,2%.

Para Eliaci Costa, coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, as chuvas de 2010 e o deslocamento de agentes de saúde para o trabalho de prevenção a outras doenças, como leptospirose e raiva, explicariam o aumento. “Temos de seguir trabalhando, e a população precisa se conscientizar para fazer um trabalho conjunto”, pede Eliaci. Ela reforça o alerta para que se evitem reservatórios de água parada nas residências.

Déficit - Salvador possui, atualmente, um déficit aproximado de 250 agentes de combate a endemias. A cada dois meses, duração de cada ciclo de combate ao mosquito, cerca de 200 mil imóveis deixam de ser visitados. Mas Eliaci defende que este não é o motivo da elevação do Liraa, pois o trabalho é concentrado nas áreas de maior infestação.

“A estrutura é satisfatória, pois não são todos os imóveis que precisam receber visitas a cada dois meses. Muitas áreas têm infestação menor que 1%”, ela explica. Para visitar todo o 1,2 milhão de imóveis prioritários a cada ciclo, seria necessário um total de 1,6 mil agentes.

No País - Este ano, de janeiro a 16 de outubro, os casos de dengue aumentaram 91% no Brasil, de 489 mil para 936 mil pessoas infectadas. Os estados de São Paulo e Minas Gerais foram responsáveis por cerca de 70% dos casos, segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), Alcina Andrade.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta sexta-feira,

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