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domingo, julho 04, 2010

BURRICE DE DUNGA "LASCA" O BRASIL

A CULPA DA ELIMINAÇÃO É DESTE "BABACA"

"Futebol não é meu forte, mas harmonia, descontração e alegria têm que ter em qualquer lugar, principalmente em uma seleção. Futebol não é só arte, que arte a seleção Brasileira tem mais? Dunga mostrou arrogância, prepotência e descaso, como “se ganhar é bom, se não, fiz minha parte”. Dunga é assim. Mas o Brasil tem que ser Brasil, superior, tem que ser descontraído e alegre. A Argentina de Maradona, (não considero um grande treinador) faz da alegria e da descontração uma formula para a vitória, vencer é o rumo, é a meta.Tai um exemplo de como a Arrogância e a Prepotência não combinam com nada, nem com política e muito menos com futebol.

Que fique o exemplo, superior só Deus. Aqueles que se achem o tal, reflitam, carreguem a humildade como uma bandeira, e para Dunga um recado: Sua cara de 'mau' não combina com a seleção Brasileira e você senhor Dunga não poderia nunca dirigir uma seleção Brasileira, você não transmite felicidade e nem alegria, daí fica difícil você representar um povo que é muito diferente de você.

Ah! Sim, dizem que Lula foi a África assistir o jogo, só falta agora ter ido secar a seleção Brasileira, Lula só tem sorte pra ele mesmo."

Pura Política (João andrade Neto)

Fonte: Sudoeste Hoje

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Ayres Britto nega liminar a políticos que tentavam escapar da ficha limpa

Políticos de SC, MG e PR tentaram reverter lei que vetou suas candidaturas. Para vice-presidente do STF, só um colegiado poderia revogar as decisões

03/07/2010 | 12:21 | G1/Globo.com

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, negou na noite desta sexta-feira (2) três pedidos de liminar para suspender a lei da Ficha Limpa. As medidas foram apresentadas pelo deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), pelo ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e o ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho e pelo candidato a vereador paranaense Juarez Firmino de Souza Oliveira.

A lei da ficha limpa veta a candidatura de políticos condenados crimes eleitorais por um colegiado de juízes. A norma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 4 de junho. Também ficam inelegíveis aqueles que renunciaram para escapar da cassação e os cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades cometidas nas eleições de 2006.

  • Saiba mais
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Ayres Britto está no exercício da presidência da Suprema Corte e negou os pedidos alegando que não poderia suspender individualmente uma decisão tomada por um colegiado de juízes. O ministro afirma que “não está totalmente convencido” da possibilidade de concessão do efeito suspensivo por decisão monocrática, ao analisar uma decisão de colegiado.

“Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um 'órgão colegiado', apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal ad quem [instância superior] é que pode suspender a inelegibilidade”, argumenta Ayres Britto em seu despacho.

A negativa de Britto aos pedidos de suspensão da lei da Ficha Limpa ocorre depois de colegas – ministro Dias Toffoli e ministro Gilmar Mendes – de Ayres Britto terem concedido duas sentenças favoráveis a políticos atingidos pela norma, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual de Goiás, Isaura Lemos (PDT).

Casos

Ao negar o pedido do deputado federal catarinense João Pizzolatti (PP), Ayres Britto alegou que o parlamentar, condenado por improbidade administrativa, não foi penalizado pelo exercício de seu mandato, mas por ser sócio de uma empresa que teve um contrato com a Prefeitura de Pomerode (SC) considerado irregular pela Justiça.

O mesmo argumento foi utilizado por Britto no caso do ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e do ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho, condenados pela Justiça Eleitoral de Minas.

Já para Juarez Firmino de Souza Oliveira, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Ayres Britto afirmou que o Supremo não poderia suspender um recurso da Justiça Eleitoral. Oliveira teve suas contas de campanha para vereador de 2008 rejeitadas pelo Juízo Eleitoral da 66ª Zona de Maringá (PR). O TRE do estado extinguiu o recurso apresentado pelo candidato, que recorreu ao STF para garantir efeito suspensivo a recurso especial eleitoral contra a decisão do TRE, evitando a inelegibilidade.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Maioria já gasta como rico

Com a renda “esticada” pelo crédito, nova classe média exibe padrão de compras parecido com o das famílias de maior renda

Publicado em 04/07/2010 | Cristina Rios

Dos produtos de supermercado ao eletrodoméstico ou carro, a “nova classe média” já compra como a população de maior poder aquisitivo. Pes­­quisas mostram que, embora os ganhos mensais de cada uma sejam diferentes, a classe C – que hoje representa 52% da população brasileira e viu sua renda ser “esticada” graças às facilidades de crédito – adotou um padrão de consumo muito semelhante ao da classe B.

Uma das explicações para isso é que,
apesar da diferença entre as rendas, o dinheiro que sobra depois de pagar as contas é praticamente o mesmo nas classes B e C. Por um lado, o orçamento da classe B tem sido pressionado principalmente pelos gastos com serviços privados, como escola particular, transporte e saúde privada, o que ajuda a diminuir a renda disponível para compras. A classe C, por sua vez, está habituada a usar mais os serviços públicos, que não pesam no bolso. A renda que sobra, espichada pelo crédito ou até mesmo pela poupança, ajuda a satisfazer a vontade de consumo, aponta pesquisa de consumo Lupas, da CCZ Publicidade.

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A nova classe C representa 52% da população e esticou seu poder aquisitivo graças a facilidade de crédito

Crescimento - Ascensão social ocorre em vários países emergentes

A formação de uma nova classe média não é um movimento exclusivo do Brasil. Em países em desenvolvimento, ela já soma 400 milhões de pessoas, volume que deve chegar a 2 bilhões até 2030.

A classe média praticamente dobrou de tamanho na maioria dos países emergentes nos últimos quinze anos e já representa 29% da população do México e 45% da do Chile, por exemplo. Na China, ela praticamente inexistia até meados dos anos 2000 e agora representa 31% da população. No Brasil, ela representa 52% da população.

A combinação de estabilidade econômica, aumento de renda e um cenário global favorável fez com que pelo menos 32 milhões de pessoas ascendessem das classes D e E para a C. O resultado é que a classe C se tornou a mais numerosa do país, com 90 milhões de brasileiros.

  • Saiba mais
  • Preço não é decisivo na hora da compra

“Há uma proximidade entre as classes que ninguém imaginava. As empresas sempre consideraram a classe C como um outro mundo, à parte das classes A e B. A pesquisa mostra tam­­bém que a B está muito mais próxima da C do que da A”, afirma Viviane Camargo, diretora de atendimento da CCZ. O levantamento ouviu 51 mulheres em Curitiba das classes B (renda familar entre R$ 2,23 mil e R$ 4,6 mil) e C (R$ 933 a R$ 1,4 mil).

A pesquisa mostra que a classe C tem em casa as mesmas marcas e produtos que a classe B consome. Desde a ge­­ladeira de inox, do computador, da tevê de LCD e do carro novo na garagem (tudo financiado em várias parcelas) até os itens básicos, como sabonete e o sabão em pó, o suco e a margarina.

No caso de vários bens duráveis – como televisor, geladeira, rádio, aparelho de DVD e lavadora de roupas –, a classe C já está colada na B, com um índice de penetração nos lares próximo de 100%, segundo um estudo elaborado pela Con­fe­deração Nacional da Indús­tria (CNI). Pelo menos 89% das famílias da nova classe média têm celular, 52% têm computador, 75% têm freezer, 54% aspirador de pó e 34% tevê por assinatura, o mesmo índice dos que possuem banda larga.

“Hoje, para se saber a classe social de uma pessoa é preciso saber quanto ela ganha e não quanto ela gasta. Com o efeito do crédito, compra quem quer e não apenas quem pode”, afirma o cientista político Bolívar Lamounier, um dos autores do livro A Classe Média Brasileira – Ambições, Valores e Projetos de Sociedade.

Dívidas

Mas, se as classes C e B se aproximam no consumo, se distanciam quando o assunto é endividamento. Ambas usam o crédito para realizar os sonhos de consumo, mas o comprometimento da renda e o risco de inadimplência são maiores entre os que ganham menos. O levantamento da CNI mostra que, nos últimos 12 meses, a necessidade de ajustar as despesas à receita, cortando gastos, afligiu pouco mais de um terço das famílias de classe média alta (36%). Mas a proporção correspondente nas classes de renda mais baixa foi de 61% na classe C, 64% na classe D e 54% na classe E.

“Com a economia aquecida, o risco de uma explosão de inadimplência é pequeno. O problema é se há um desaquecimento, com reflexos em aumento do desemprego”, lembra Christian Majczak, da consultora GO4!. “A classe B tem mais gordura para cortar do que a C”, acrescenta. Para ele, as duas classes deverão continuar muito parecidas nos próximos anos, com a classe B seguindo pressionada pelos custos de serviços, que vêm subindo acima da inflação.

Juntas, as classes B e C deverão responder por 74% do consumo do país em 2010. Mas estimativas apontam que o consumo de produtos e serviços nas classes C, D, E deve crescer entre 7% e 8% ao ano até 2013, o dobro do projetado para as classes A e B.

“Duelo” de classes

Classe B

A empresária Francine Quadros Maes (foto 1), de 37 anos, e o marido, Fabiano Maes, de 37 anos, têm uma pet shop no bairro Água Verde, que garante uma renda mensal de R$ 4 mil.

Ela mora em casa própria, mas há tempos não renova os eletrodomésticos. Não tem tevê de plasma e o micro-ondas pifou e não tem data para ir para o conserto ou ser trocado. “Preferimos esperar e comprar um novo quando der”, explica Francine. “Hoje nossas prioridades são outras, como por exemplo o uniforme da nossa filha.”

Educação

Apesar de ganhar mais que o dobro da Samara (personagem do texto ao lado), o orçamento de Francine vem sendo espremido pelos gastos com a educação da filha, de sete anos, Ana Thereza. “É a nossa maior despesa”, diz a empresária. A escola integral sai por R$ 1,3 mil ao mês, mas ainda há mais gastos pesados, que incluem o plano de saúde de R$ 600 e a prestação do carro, de R$ 700. “As despesas são altas, então temos que ter controle.”

Lazer

Francine conta que chegou a buscar uma escola pública para a filha, mas não deu certo. Os gastos são controlados também no supermercado, mas ela não abre mão de algumas marcas de que gosta. Como a filha fica o dia todo na escola, o casal estabeleceu uma rotina de lazer, que inclui a ida ao cinema ou um lanche no McDonald´s pelo menos uma vez por semana. A família não tem poupança, mas os dois economizam todo o ano para poder fechar a pet shop por dez dias e tirar férias.

Classe C

A vendedora Samara Costa (na foto 2, com o filho João Gabriel), de 31 anos, tem uma renda de cerca de R$ 1,6 mil por mês, mas acaba de comprar um micro-ondas Brastemp de quase R$ 1 mil. Como João Gabriel estuda em colégio público, as despesas são basicamente o aluguel da casa, de R$ 320 (que já inclui a água) e os gastos com alimentação e transporte. “Eu economizo e compro tudo à vista”, explica.

Luxos

Samara aproveitou uma liquidação na Leroy Merlin e comprou um lustre R$ 1 mil. “Era uma promoção, o preço original era R$ 4 mil e não resisti. Mas também usei minhas economias para pagar na hora.” O lustre vai decorar a sala da casa nova, que ela está comprando por meio do programa Minha Casa, Minha Vida em Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba.

A vendedora também não economiza quando o assunto é alimentação.

“Não compro por marca e sim por qualidade.” Na sua geladeira, por exemplo, não pode faltar suco de soja concentrado e potes de margarina Amelia, que custam cerca de R$ 6. “É mais parecida com a manteiga, sem ser gordurosa”, explica.

Controle

Apesar dos “luxos”, Samara diz que controla os gastos na ponta do lápis. “Eu compro roupa duas vezes por ano, sempre nas liquidações das estações.” Ela ainda não tem computador, mas está nos seus planos comprar um. “Mas vai ter que ficar para depois da compra da casa”, afirma. Além do trabalho como vendedora, Samara faz vários bicos para aumentar a renda e as economias, que a ajudaram a juntar R$ 10 mil em uma poupança para dar de entrada na casa própria.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Um castigo ainda pior

Fotos: Jonathan Campos/Gazeta do Povo / Homem caminha em meio à  água da enchente em Murici: cidade de 27 mil habitantes tem 60% da  população dependente do Bolsa Família Homem caminha em meio à água da enchente em Murici: cidade de 27 mil habitantes tem 60% da população dependente do Bolsa Família Tragédia no Nordeste


Cidades destruídas pelas chuvas no Nordeste estão entre as piores no Índice de Desenvolvimento Humano, com população dependente do Bolsa Família

Publicado em 04/07/2010 | Bruna Maestri Walter, enviada especial

Drama das Marias

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Vida no barraco improvisado - Com a destruição das casas e o aperto nos abrigos, muitas famílias fizeram moradias improvisadas com lonas, pedaços de madeira retirados dos escombros e lençóis. Sivanilda Maria da Silva vive em um deles com seis filhos e o marido, na cidade de Murici, em Alagoas. A base do barraco é a grama encharcada e a lona com furos permite que a água invada a moradia

A doação de R$ 20 que faz falta - Quando via as imagens sobre a destruição em Santa Catarina, em novembro de 2008, a vendedora de bijuterias Maria Sônia Ferreira conta que chorava com as histórias dos que perderam tudo. Emocionada, doou R$ 20. “Foi pouco, mas foi de coração”, diz. “Eu chorava quando vi o povo na tevê e hoje estou passando pior do que eles.” Sem sua casa, hoje ela vive em um abrigo de Santana do Mundaú, em Alagoas

Em casa para evitar saques - A casa da feirante Maria Cassiano foi atingida pela enxurrada, em Rio Largo, em Alagoas, mas ficou de pé. A lama invadiu a residência, mas mesmo assim Maria quer ficar no local para evitar saques do pouco que sobrou. “Se deixar, o povo malandro vem e leva.”

Mortadela dos destroços - Moradora da cidade de Barreiros, em Pernambuco, Cândida Maria Andrade Santos reclama que não recebe cestas básicas. O vizinho Anderson da Silva Santos, na mesma situação, entrou em um supermercado atingido pela enxurrada e retirou do meio da lama cinco pacotes de mortadela. Um deles deu para Cândida Maria, que aceitou prontamente

Malandragem

Pessoas tiram proveito entre desabrigados

Na tentativa de receber uma casa nova do governo, falsos desabrigados se infiltraram entre os flagelados das chuvas nos alojamentos de Alagoas. As autoridades já descobriram casos em União dos Palmares e há indícios em Murici. Os aproveitadores teriam criado “flagelados fantasmas’’ para receber alimentos por, supostamente, abrigarem vítimas das enchentes em suas casas. Outros estariam vendendo alimentos recebidos. As denúncias partem dos próprios desabrigados. “Eles nos avisam quando alguém só aparece para dormir’’, conta a responsável pelas doações em União dos Palmares, Elizabeth de Oliveira.

Folhapress

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  • Municípios estão em uma das regiões menos desenvolvidas do país. Conheça os índices sociais


O tumulto para receber doações é grande no município alagoano de Branquinha, uma das 95 cidades afetadas pela enxurrada em Ala­­goas e Pernambuco. O Exército pôs cordas e bancos para organizar a entrega feita na igreja, único prédio que ficou de pé no centro de Branquinha. Agentes da prefeitura cadastram as pessoas atingidas pela cheia e dizem que elas terão prioridade no recebimento de cestas básicas. “Eu preciso tanto quanto os cadastrados”, retruca na fila a moradora Roseane da Silva, 32 anos. A casa onde ela vive com o marido e dois filhos não foi atingida, mas Roseane diz que não tem como comprar alimentos. “O temporal só piorou a situação.”

Branquinha está entre as 50 ci­­dades do país com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de um total de 5.507 municípios. O indicador mede a combinação dos níveis de riqueza, educação e ex­­pectativa de vida. Entre os estados, Alagoas é o que tem o pior IDH. Pernambuco aparece na 23.ª colocação.

Os dois estados registram 57 mortes pela chuva. Agora, os go­­vernos terão de contornar a situação diante de uma realidade que já costuma ser difícil. Há municípios afetados com mais da metade de sua população atendida pelo programa Bolsa Família, que beneficia pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza. “Aqui temos os desabrigados, os desalojados e os necessitados. Todos estão num patamar único”, diz a prefeita de Branquinha, Renata Moraes. Cer­­ca de 60% da população da ci­­dade depende do programa do governo federal. Em Jacuípe, na divisa de Alagoas com Pernam­buco, o índice chega a 73%.

Entre a população atingida pela enxurrada no Nordeste estão boias-frias, quilombolas, moradores de assentamentos rurais e trabalhadores de usinas. A economia nas cidades é muito dependente da cana-de-açúcar, do serviço público e do comércio.

Busca por emprego

Na falta de empregos, trabalhadores costumam ir para outros estados cortar cana. O marido da empregada doméstica So­­lange Bezerra do Nascimento, 36 anos, é um deles. Ele saiu no dia 5 de junho de Branquinha e a esposa ficou com os três filhos. Na cheia do dia 18, Solange dormia com as crianças e conta que, não fosse o irmão Valdemar ter batido na por­­ta, ela desceria pelo rio. “Meu marido não estava aqui na hora que mais precisava. Quem me acudiu foi minha família. Ele nem tem culpa, não sabia que ia acontecer isso.”

Solange perdeu a casa e vive agora com a mãe e o irmão. O marido não pode voltar mais cedo, se­­não perde o contrato de trabalho. Deve voltar entre 23 e 24 de dezembro, para o Natal.

“A vida é sofrida porque pobre não tem vida boa”, resume o trabalhador rural afastado José Sebas­­tião da Silva, 48 anos, sobre a vida dele em Branquinha. Ele ficou sem a casa, não tem economias e espera não perder o benefício que recebe por causa de um acidente de trabalho. Acha que poderia perder o auxílio caso não conseguisse uma bicicleta emprestada para ir a Murici fazer a perícia médica. “Dá mais de uma hora para Murici, mas, se não fizer a perícia, não recebo mais.”
Fonte: Gazeta do Povo
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Uma década de impunidade

Em 2000, relatório final da CPI do Narcotráfico apontou 104 nomes ligados a uma rede de comércio de drogas, desmanche de carros e corrupção policial. De lá para cá, poucos foram condenados

Publicado em 04/07/2010 | Aline Peres e Diego Ribeiro

Dez anos depois da passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico pelo Paraná, o saldo é de impunidade. Dos 104 nomes citados no relatório final da comissão no estado – entre empresários, policiais e empresas – somente dois foram condenados. As informações levantadas na época pelos parlamentares e promotores do Ministério Público (MP) estadual sobre a rede de comércio ilegal de drogas, desmanche de veículos roubados e corrupção policial se dissolveram com o tempo. O resultado foi o contrário do esperado: nesses dez anos, o Paraná se tornou porta de entrada do narcotráfico, que faz de Curitiba hoje uma das capitais mais violentas do país.

Entre os motivos do baixo índice de condenação estão, segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, desde a superexposição das suspeitas na CPI até a vulnerabilidade do MP no início da década, com poucas pessoas e quase nenhuma tecnologia disponível para investigar. Nos processos contra 44 acusados aos quais a reportagem teve acesso, apenas em cinco deles há três condenações: uma do empresário Paulo Mandelli e duas de Joarez França Costa, conhecido como Caboclinho – ambos suspeitos de serem ligados a desmanche de veículos. Os dois foram os únicos condenados até agora, mas já estão soltos. Dos 27 policiais suspeitos de ligação com o narcotráfico e outros crimes, na época, nenhum foi punido ou afastado, de acordo com a Se­­cretaria de Estado da Segurança Pública.

Com a repercussão do caso, as investigações da CPI culminaram com a exoneração do então secretário de Segu­­rança Pública, Cândido Manuel Martins de Oliveira, acusado de omissão. Na sequência, ne­­nhum processo criminal foi aberto contra ele.

Histórico

A CPI Nacional do Narcotráfico teve início em abril de 1998, mas passou pelo Paraná em 2000. No dia 5 de dezembro daquele ano, foi divulgado o relatório final das investigações, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O documento continha 1,4 mil páginas. No total, foram citadas 828 pessoas entre políticos, empresários, juízes, advogados e policiais envolvidos com o crime organizado ou por sonegação fiscal, em 17 estados.

Durante as investigações, os parlamentares descobriram a Conexão Acreana, comandada pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal, acusado de tráfico e assassinato de mais de 60 pessoas. No Rio de Janeiro, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi reconhecido como o maior gerente do tráfico do país.

Com a conclusão dos trabalhos, houve o encaminhamento de cópias dos indiciados à Procura­­doria Geral da República, que repassou as acusações para o Ministério Público. O que se viu foram investigações incipientes e frágeis, com pouca consistência probatória.

Muita denúncia, pouca prova

Cerca de 800 denúncias anônimas che­­ga­­­­ram à Comissão Parlamentar contra po­­liciais e traficantes no Paraná. Embora as denúncias fossem muitas, a capacidade de verificá-las era pequena. As investi­­ga­­ções da CPI chegaram a pequenos tra­­fi­­cantes. As apurações do Ministério Pú­­blico alcançaram os esquemas de des­­man­­ches e roubo de veículos, mas os ba­­rões do tráfico nunca foram atingidos. “Não queríamos chegar aos pequenos traficantes apenas, mas aos grandes. E isso nós não conseguimos”, lamenta o ex-deputado federal Padre Roque.

Segundo os promotores Paulo Kessler e Luiz Eduardo Silveira de Albuquerque, o medo das testemunhas travava as investigações. De acordo com Kessler, muitas delas depuseram na CPI, mas o medo fazia com que as testemunhas não fossem até o Ministério Público – o que impedia o pedido de abertura de inquérito. Albuquerque explica que mais da metade dos que foram até a Comissão para testemunhar eram pequenos traficantes. “Eles se sentiam ameaçados e iam lá. Alguns sumiram, outros foram mortos”, diz.

Para Padre Roque, a complexidade do programa de proteção à testemunha dificultava a boa vontade das pessoas que se propunham a falar. “Era a pouca fé que as pessoas tinham no Judiciário”, afirma.

O promotor Vani Bueno vê na falta de equipamentos o ponto fundamental pa­­ra a pouca quantidade de provas. “Nós não tínhamos esses equipamentos (de interceptação telefônica). Hoje nós dispomos desses sistemas. As provas técnicas de hoje são muito mais consistentes”, explica. Na opinião de Bueno, os promotores não conseguiram realizar grandes flagrantes. Os que aconteceram foram nos casos de desmanches.

Não bastasse a falta de tecnologia, o número de pessoas era insuficiente. “Houve pe­­dido de quebra de sigilo fiscal, telefônico e bancário, mas não conseguimos cruzar os dados (pela falta de pessoal)”, diz Kessler. Além destes empecilhos, os promotores são unânimes em apontar a superexposição na mídia da CPI como obstáculo aos trabalhos. Os fatos expostos em excesso pela CPI podem ter alertado os traficantes, o que teria dificultado ainda mais as investigações.

Análise

Rede de influência

Para o ex-deputado federal Padre Roque, a CPIteve pontos positivos. “Foi trazido à tona uma questão que estava nos porões do estado”, diz. De acordo com ele, o problema do tráfico não era levado a sério e, a partir do trabalho da Comissão, o tema passou a ser debatido nacionalmente.

Fábio Guaragni, promotor responsável pela investigação de Paulo Mandelli na antiga PIC, elogia as investigações. “A gente percebe que as vitórias do Ministério Público não significam cadeia. Mas por conta de tudo aquilo houve uma profunda revolução dentro da polícia”, opina.

Guaragni ressalta que o MP conseguiu romper com a corrupção policial estruturada na época. “Não é uma punição do sentido processual. A estrutura da criminalidade organizada se desmontou. Paulo Mandelli e o Joarez eram visto como reis do desmanche no estado, tinham amplo trânsito político. E isso foi rompido”, diz.

Defesa

Cândido Manuel Martins de Oliveira, secretário de Segurança Pública em 2000

Como o senhor analisa hoje a CPI do Narcotráfico, dez anos depois?

A CPI foi eminentemente política. Tinha um motivo sério, que era averiguar o problema do narcotráfico. Mas, ao longo do tempo, foi desvirtuada por interesses dos integrantes da própria Comissão. Entre eles, realço o Padre Roque, que era político do Paraná e meu inimigo pessoal.

E qual o motivo da inimizade?

O Padre Roque comandava, praticamente, as invasões de terra através do MST. Eu era secretário da Segurança e cumpria ordens judiciais de despejo. Ele resolveu, através da CPI, tirar sua vingança.

Por que o senhor pediu exoneração?

Como secretário da Segurança, não poderia perdurar sobre a minha conduta nenhuma dúvida. Eu era acusado dos crimes mais hediondos, como tráfico de drogas, comandar desmanches de carro, de tráfico de órgãos. Eu sabia que eram absurdas, mas os órgãos de divulgação davam cobertura. Então, embora o governador (Jaime Lerner) não quisesse me conceder exoneração, eu insisti e ele, finalmente, concordou.

Parte das denúncias é referente a extorsões causadas por policiais. Como o senhor atuou na época?

Posso assegurar com absoluta lealdade que jamais ficou uma denúncia sem apuração. Todos os delegados eram da minha confiança e jamais cometeram, até onde eu sei ou sabia, um ato desabonador.

Como era o trabalho de repressão à corrupção policial?

Era enérgico. Nunca se exonerou tantos policiais corruptos, tanto civis como militares, como no período em que fui secretário de Segurança. Exonerei mais de 5 mil policiais quando se comprovava, evidentemente, que eram culpados.

Sua vida pessoal mudou após a CPI?

Mudou tudo. Eu era um político militante. Hoje, cuido de fazendas. Tenho uma fazenda de gado e agricultura em Clevelândia (no Centro-Sul do Paraná). Minha mãe herdou do pai dela e quem tocava era meu pai, que faleceu, mais ou menos nessa época da CPI, até de desgosto. Ele sabia que eu era inocente.

Pedro Serápio/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Rodolfo Bührer/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Arquivo/ Gazeta do Povo

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Valterci Santos/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Edeson Silva/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Epitacio Pessoa/ AE

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Joedson Alves/ AE

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Marcelo Elias/Gazeta do Povo

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O COMEÇO - Delegado Adauto Abreu: “Era uma ocasião da Polícia Civil do PR”

PIROTECNIA - CPI: de “show pirotécnico” a fracasso de condenações

REI DOS DESMANCHES - Paulo Mandelli: absolvido em quatro de nove ações, até agora

O PALANQUE - Padre Roque: CPI não chegou aos grandes traficantes

O EMPRESÁRIO - Hissan Hussein Dehini: “Não tem como eu ser narcotraficante”

FEDERAL - Moroni Torgan : exposição excessiva atrapalhou as investigações

O FINAL - Michel Temer (no centro): relatório da CPI citou 828 pessoas no país

EXONERADO - Cândido Manuel Martins de Oliveira: pressão o levou a pedir afastamento

  • Saiba mais
  • Veja o que aconteceu com os principais citados nos casos investigados pela CPI
  • Do frisson ao crack

Quando a CPI chegou ao Pa­­raná, a rede de narcotráfico já estava sendo investigada pela Pro­­motoria de Investigações Cri­­minais (PIC), atual Gaeco, criada pelo MP no fim da década de 90. Alguns promotores iniciaram uma investigação que poderia vir a ser uma das maiores tentativas de limpar a polícia do Paraná e uma das ações mais ousadas contra o tráfico de drogas. Segundo Paulo Kessler, um dos promotores na época, as investigações da PIC, antes da própria CPI, ganharam envergadura. “Em 1998, a CPI foi instalada em plano nacional, mas naquela altura já tínhamos informações sobre o tráfico de drogas, desmanche, furto e roubo no estado”, diz.

Apesar do esforço do MP, deputados e de alguns policiais, na prática, pouco se fez contra o narcotráfico. Quando a CPI chegou às re­­giões Sul e Sudeste do Brasil, a di­­ficuldade em investigar aumentou e grandes advogados começaram a intervir em favor de pessoas que estavam próximas de entrar na mira dos parlamentares.

Extorsão

Convidado pelo então deputado federal Padre Roque, integrante da Comissão Parlamentar, o delegado do Grupo Fera naquele período, Adauto Abreu de Oliveira, e a esposa dele, a delegada Leila Aparecida Bertolini, foram até Brasília prestar depoimentos. O delegado paranaense relatou o que muitos já sabiam, mas ninguém tinha coragem de expor. “Era uma ocasião negra da Polícia Civil do Paraná. A Delegacia Antitóxicos (Datox), na época, além de traficar drogas, fa­­zia a extorsão como regra”, afirma.

O delegado havia prendido o ex-policial civil Humberto Aparecido Terêncio, uma das principais testemunhas na CPI, fato que chamou atenção dos parlamentares. De acordo com Abreu, quando chegou à Datox pela primeira vez, ele teria relatado o problema ao então secretário da Segurança Pública do Paraná, Cândido Manuel Martins de Oliveira, que não teria dado a importância necessária ao caso. “O Candinho me chamou de louco e me afastou.”

“Rei do desmanche” faz casas populares

O empresário Paulo Mandelli, apontado pela CPI do Narcotráfico como “rei do desmanche” em Curi­­tiba, foi preso em 2005 pela Polícia Fe­­deral, cumpriu pena e foi solto. Foi absolvido em quatro das nove ações penais que respondia. De­­pois de dez anos, a Justiça o condenou uma vez, por receptação, em Foz do Iguaçu. A pena foi fi­­xada em cerca de dois anos de prisão. O caso está em grau de apelação no Tribunal de Justiça do Pa­­raná (TJ), segundo o próprio advogado de Mandelli, Luiz Fernando Bonette.

O homem que já foi uma das pessoas mais procuradas do Paraná hoje vive da construção civil e faz, entre outros trabalhos, residências para o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Ele foi absolvido nos casos de posse de arma, corrupção passiva e ativa, em um caso em que o ex-delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, e Joarez da França Costa, conhecido como Caboclinho, eram réus também. O outro arquivamento é referente a um crime de sonegação fiscal.

Mandelli ainda responde por formação de quadrilha, receptação qualificada, associação deli­­tuo­­sa e outra denúncia de sonegação fiscal. A defesa de Mandelli espera que ele seja absolvido nesses casos também. A acusação de formação de quadrilha é rebatida pela defesa em razão da suposta falta de caracterização do crime. No crime de receptação qualificada, o advogado afirma que não há provas do dolo na questão, o que descaracterizaria a ilegalidade.

Quanto à sonegação fiscal, em outros processos denunciados pelo MP, Mandelli já foi absolvido em razão da antecipação da denúncia. O crime teria de ter um julgamento administrativo na Receita Federal antes do criminal.

Caboclinho

Outro empresário ligado a desmanches de carro na época, Joarez da França Costa, foi absolvido em quatro dos sete processos que responde. Segundo Bonette, que também defende Caboclinho, o primeiro é o da posse de uma caneta revólver, em que o Supremo Tribunal Federal o absolveu pelo crime ter prescrito. Os outros são os de corrupção ativa e passiva, tortura e pelo caso que ficou conhecido como “cemitério de motores”. Em 2001, foram encontrados 165 motores enterrados dentro de um terreno em Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba.

Caboclinho já foi condenado a 17 anos de prisão por ser mandante da morte de Jesael Cubas, em 1999. O caso está em fase de apelação no TJ. É acusado, também, de um duplo homicídio, em Rio Branco do Sul. A ação ainda está em fase de instrução. Além disso, foi condenado por receptação, em Maringá, no Noroeste do estado, onde possuía uma loja de autopeças. A defesa apelou e nada teria sido definido pelo TJ ainda. Hoje ele mora em Ortigueira, Norte do Paraná.

Indenização

O empresário Hissan Hussein Dehaini, suspeito de tráfico de drogas na época, vai entrar na Justiça contra o Estado do Paraná e pedirá R$ 5 milhões em indenização pelas acusações. Ele alega que perdeu muito dinheiro em seus negócios em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Ele é proprietário de hotéis, posto de gasolina e empresa de táxi aéreo.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, Dehaini, ao lado de outras oito pessoas, havia formado uma organização criminosa com o objetivo de traficar drogas. A Justiça absolveu o empresário no fim do ano passado.

Segundo o despacho do juíz João Eduardo Staut Nunes, houve “insuficiência do conjunto pro­batório”. Na opinião de Dehaini, ele foi envolvido nas investigações por ser cunhado do ex-investigador da polícia civil, Samir Skan­­dar, investigado e preso por suspeita de envolvimento com roubos e furto de caminhonetes no estado. O empresário diz que Skan­­dar nunca participou de seus negócios.

“Muitas empresas deixaram de voar conosco. Antes da absolvição, muita gente tinha dúvida”, afirma. Não tem como eu ser narcotraficante ostentando o que eu ostento. Tenho uma casa que vale R$ 5 milhões, tenho hotel que tem heliponto, tenho um carro de R$ 800 mil. A gente tem uma história aqui dentro de Araucária. A gente não tem um botequim que vende coxinha.” O empresário garante que toda a movimentação de dinheiro em suas contas pessoais e das empresas são legais. “Tudo tem origem”, alega.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Explosão de caminhão deixa mais de 200 mortos no Congo

AFP - STR

AFP  - STR / Caminhão carregava gasolina, quando sofreu acidente Caminhão carregava gasolina, quando sofreu acidente
acidente


A Cruz Vermelha contabilizou pelo menos 221 mortes e 214 pessoas feridas. Após o caminhão capotar, o combustível vazou e atingiu muitas casas construídas com palha e terra, o que facilitou a propagação das chamas

03/07/2010 | 10:59 | Agência Estado

AFP - STR

AFP - STR / Pelo menos 221 pessoas morreram na explosão Ampliar imagem

Pelo menos 221 pessoas morreram na explosão

Mais de 200 pessoas morreram em decorrência da explosão de um caminhão-tanque carregado de gasolina que tombou no leste da República Democrática do Congo, informaram hoje as autoridades locais. A Cruz Vermelha contabilizou pelo menos 221 mortes e 214 pessoas feridas. O motorista do caminhão, que era procedente da Tanzânia, ficou ferido, mas saiu com vida da explosão e do incêndio.

O acidente ocorreu na sexta à noite próximo a vila de Sage, perto da fronteira leste do país. Após o caminhão capotar, o combustível vazou e atingiu muitas casas construídas com palha e terra, o que facilitou a propagação das chamas. Dos feridos, alguns foram atendidos no centro médico de Sange e outros foram transferidos ao hospital de Uvira.

Segundo o porta-voz das Nações Unidas, Madnodje Mounoubai, o acidente foi mais grave por que várias pessoas tentavam saquear a gasolina que se espalhava pelo chão com pequenos vasilhames quando aconteceu a explosão.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Veja roupas à venda nos mercados

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Grandes redes investem
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Imagine encontrar em um mesmo lugar frutas, congelados, produtos de limpeza, perfumaria e roupas cheias de estilo. Pois isso é possível. As grandes redes de supermercados estão investindo no setor, e já é possível comprar muito mais do que apenas produtos básicos. A Revista da Hora foi às quatro lojas mais conhecidas no setor e montou visuais cheios de estilo com peças que são verdadeiros achados.

A rede americana Walmart trabalha com vestuário no Brasil desde 1995, quando abriu sua primeira loja no país. A marca conta com linhas de roupas, acessórios, calçados e moda íntima para homens, mulheres e crianças. "Além de produtos próprios, estabelecemos parcerias com fornecedores de marcas conhecidas em diversos setores", afirma a gerente de desenvolvimento têxtil da marca, Milena Furlanetto Rossi.

Leia essa reportagem completa na edição impressa do Agora, nas bancas neste domingo, 4 de julho

Ou clique aqui, conheça e assine o Agora

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Fotos do dia

A gata Jéssica Maia desfila na Portela desde 2002 A carioca agora se prepara para ser estrela de uma marca de  biquíni Jéssica é professora de dança e desenvolve um projeto social com  crianças da Portela
O argentino Higuaín e o alemão Friedrich disputam bola em jogo das  quartas de final Alemães comemoram o terceiro gol sobre a seleção argentina Maradona consola Messi após eliminação da equipe alviceleste
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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TVs já estão mais baratas

Livia Wachowiak Junqueira e Rafael Italiani
do Agora

Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, algumas redes de varejo já estão fazendo promoções de TVs. É possível comprar aparelhos com descontos de até 40%.

A maior diferença de preços é encontrada no site Americanas.com para a TV de LCD Full HD Scarlet, da LG, com 47 polegadas. O preço do produto caiu de R$ 6.499, antes da Copa, para R$ 3.899. A segunda maior diferença também fica por conta do Americanas.com: o aparelho de LCD da Samsung com 22 polegadas custava R$ 1.299 e, hoje, sai por R$ 799.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora,
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Saiba qual será o valor dos atrasados do INSS

Ana Magalhães
do Agora

O segurado que ganhou um processo na Justiça contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e tem direito aos atrasados pode saber qual será o valor que irá receber. Para isso, é preciso que o precatório --ou a RPV (Requisição de Pequeno Valor)-- já tenha sido emitido pela Justiça.

Os atrasados do INSS com valor superior a 60 salários mínimos --R$ 27.900, segundo o piso do ano passado, e R$ 30.600, atualmente-- são liberados por meio de precatórios, pagos uma vez por ano. Já as ações com valor inferior são processadas por meio de RPVs, cujo pagamento ocorre uma vez por mês.

O precatório registrado entre 1º de julho de 2009 e 30 de junho deste ano será pago nos primeiros meses de 2011. Se o caso for esse, com uma conexão à internet e o número da ação, o segurado pode ver o valor a ser recebido.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora,
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Proibição do TSE atinge Serra com Gabeira, Quercia e Jarbas Vasconcelos

Pedro do Coutto

Excelente reportagem de Maria Lima, O Globo de primeiro de julho, revela que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu proibir a presença na TV, edições estaduais do horário gratuito, de candidatos à presidência da República cujas coligações nos estados envolvam legendas contrárias à coligação nacional. Analisando-se bem a medida, não vendo apenas o fato, mas vendo no fato, ele atinge em cheio o comparecimento de José Serra no Rio de Janeiro, na campanha de Fernando Gabeira; em Pernambuco na campanha de Jarbas Vasconcelos; em Mato Grosso ao lado do governador André Pucineli. E – surpresa – no próprio estado de São Paulo junto com Orestes Quércia, candidato ao Senado pelo PMDB dissidente.

No Rio, Gabeira, que é do PV, só poderá aparecer com Marina Silva, e não simultaneamente ao seu lado e ao lado de José Serra, que é do PSDB. Em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, embora do PMDB, que no plano nacional está coligado ao PT, disputa o governo estadual apoiando Serra. O mesmo acontece em Mato Grosso com o governador André Puccinelli, que tenta reeleger-se.

A resolução do TSE foi provocada por consulta do deputado Conte Bitencourt, presidente regional fluminense do PPS. O PPS está com Gabeira no RJ e com Serra no plano nacional. Conte Bitencourt provavelmente buscava determinado efeito com a consulta que formulou, porém recebeu outra extremamente oposta.

Os estragos que o Tribunal Superior causou ao PT – como na Bahia e no Maranhão – são muito menores que as avarias produzidas na nave do PSDB que, por sinal, navega em águas turbulentas depois da escolha do deputado Índio da Costa, do DEM, para vice do ex-governador paulista. Desatino total, autêntica tragicomédia.

Comédia pelo não senso. Tragédia política porque negociou-se tudo, deixando-se o eleitorado à margem, a ver navios, como se dizia. A senadora Marina Silva – matéria de João Guedes na mesma edição de O Globo – pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, possivelmente através de embargo declaratório, no sentido de tornar mais clara a decisão ainda não totalmente iluminada.

A acolhida ao recurso será positiva à candidata do PV, mas ruim para a candidatura de Gabeira, que recebe a adesão do PSDB e do PPS, além do apoio do DEM. Suas aparições na televisão vão logicamente ficar limitadas ao espaço verde da campanha.

A reportagem de Maria Lima focaliza também a posição do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, agora enfrentando apenas Gabeira com a decisão de Garotinho de bater em retirada. Maria Lima ressalta que ele tem o apoio também do PTB que, na esfera federal, apóia Serra. É verdade. Mas este é um fato removível. Simplesmente. Basta Sérgio Cabral afastar-se do PTB. E aí assegura sua imagem ao lado de Dilma Rousseff, já que a coligação nacional é entre seu partido, o PMDB, e o de Rousseff, o PT. Sem o PTB, não existe problema para ele. A legenda do PTB não vale uma missa. Nada acrescenta em votos que Cabral já não possua. O tempo na TV que soma é pequeno.

Como se observa dos últimos acontecimentos, surge quase a certeza de que a sucessão presidencial encerrou-se antes de a campanha começar oficialmente, o que se dá, pela lei, a 5 de julho. Dilma Rousseff vai suceder a Lula no Planalto. E Sérgio Cabral vai suceder a si mesmo no Guanabara. A única disputa estadual interessante é para o Senado. Se Crivella vier mesmo a preferir a Câmara, as duas vagas ao Senado ficam entre Cesar Maia, Lindberg Farias e Jorge Picciani. O que está levando Marcelo Crivella a trocar de mandato?

Fonte: Tribuna da Imprensa

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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sábado, julho 03, 2010

ITAPETINGA: AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO OBRIGA PREFEITO A CONVOCAR CONCURSADOS

O tiro do prefeito voltou a sair "pela culatra"

ITAPETINGA: Desde o início da sua gestão, o prefeito José Carlos Moura vem relutando para não convocar os aprovados no último concurso público, realizado pelo município em 2008. Na verdade, a sua pretensão era "anular" o certame, sob a alegação de que os aprovados eram, na sua maioria, "gabirabas", ou seja, pessoas ligadas ao ex-prefeito Michel Hagge. Sua intransigência foi tão grande, que chegou ao ponto de afastar servidores que já haviam sido convocados pelo ex-prefeito, como foi o caso das duas advogadas aprovadas e contratadas pelo município, que só retornaram aos seus postos de trabalho através de uma decisão da Justiça do Trabalho, que obrigou o prefeito a reintegrá-las.

Agora, com a Ação Civil Pública movida pelos novos promotores que integram o Ministério Público local, o prefeito ficou 'acuado', sendo obrigado a convocar todos os aprovados no concurso. Isto comprova que a administração do prefeito em relação aos servidores do município é equivocada e 'burra', pois privilegia falsos servidores contratados ilegalmente, em detrimento dos que tiveram acesso ao serviço público de forma legítima, através de concursos.

Outro aspecto que fica evidente, é que o prefeito está sendo mal orientado no aspecto jurídico, pois vive pagando verdadeiros "micos" perante a justiça, sendo obrigado a voltar atrás em suas equivocadas decisões, a toda hora.

A convocação dos concursados resolve a questão, em parte, pois a ação movida pelo MP pede também que o prefeito se abstenha de efetuar quaisquer pagamentos e demita os que entraram na prefeitura pela 'janela dos fundos', os abominados "contratados", disfarçados de "cargos de confiança". Estes, por incrível que pareça, recebem salários bem superiores aos servidores efetivos da prefeitura, qua trabalham prá valer e 'carregam o piano' da administração municipal, há décadas.

O Ministério Público cumpriu o seu papel, embora tardiamente. Quanto ao prefeito Zé Carlos, está aprendendo 'no tranco' que o melhor caminho para qualquer gestor público é o cumprimento da lei. Tomara que ele aprenda de verdade e pare de cometer tantas bobágens.

Davi Ferraz/Sudoeste Hoje

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 03, 2010
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Arruda foi levado pela PF para prestar depoimento ao Ministério Público

O ex-governador José Roberto Arruda está neste momento na Procuradoria Regional da República prestando depoimento sobre o caso da promotora de Justiça Deborah Guerner, investigada sob suspeita de corrupção.


Ele havia sido intimado duas vezes, mas se negou a dar esclarecimentos. Chegou a ingressar hoje com Habeas Corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar o depoimento, mas o pedido não foi analisado.


Já que não se dispôs a prestar depoimento, Arruda foi buscado em casa por policiais federais e levado, de forma coercitiva, até o Ministério Público Federal, onde está sendo ouvido pelos procuradores regionais da República Ronaldo Albo e Alexandre Espinosa. Arruda está na Procuradoria na condição de testemunha.
Fonte: Correio Braziliense
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 03, 2010
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Reajuste do Judiciário será decidido depois das eleições

Agência Brasil

Publicação: 01/07/2010 18:59

A decisão sobre o aumento médio de 56% para os servidores do Judiciário ficará para depois das eleições, anunciou há pouco o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir o impacto do reajuste com o sucessor.

O adiamento foi decidido nesta quinta-feira (1º) pela manhã pelo presidente Lula e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski. Até as eleições, o governo pretende negociar um acordo com os servidores.

Paulo Bernardo, no entanto, afirmou que Lula e os presidentes do STF e do TSE entenderam que o reajuste só pode ocorrer no próximo ano porque não há previsão no Orçamento para a concessão do aumento ainda em 2010. De acordo com ele, o pagamento do reajuste em parcelas ainda não está decidido, diferentemente do que chegou a ser anunciado.

“Como a decisão ficou para depois das eleições, as discussões sobre o escalonamento não puderam avançar”, afirmou o ministro do Planejamento. “Ficou acertado apenas que o presidente Lula não achou bom deixar a conta para o sucessor sem discutir o impacto.”

Nesta tarde, Paulo Bernardo e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, anunciaram o adiamento da decisão a sindicalistas do Poder Judiciário. Depois de cerca de uma hora de reunião, ficou acertado um novo encontro para a próxima semana.

Há mais de um mês, os servidores do Judiciário estão em greve. Eles alegam que os salários da categoria estão defasados depois dos reajustes concedidos ao Poder Executivo no ano passado e dos recentes aumentos aprovados para os servidores do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU).

O ministro do Planejamento, no entanto, discorda de que os funcionários do Judiciário estejam sendo discriminados. “Os reajustes para o Legislativo já estavam definidos no Orçamento deste ano, o que não ocorre com o aumento para o Judiciário nem para o Ministério Público”, disse.

Pelas contas do Tesouro Nacional, o reajuste terá impacto de R$ 7 bilhões anuais aos cofres públicos. Na terça-feira (29), o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que o aumento médio de 56% para o Judiciário seria preocupante para as contas públicas e provocaria um efeito cascata nos salários dos tribunais estaduais e em carreiras do próprio Poder Executivo.
Fonte: Correio Braziliense
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 03, 2010
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