segunda-feira, maio 17, 2010

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Ex-prefeito de Inhambupe tem que devolver R$ 180 mil aos cofres municipais

Samanta Uchôa

O Tribunal de Contas dos Municípios julgou procedentes as conclusões da auditoria realizada nas obras e serviços de engenharia feitas pela Prefeitura de Inhambupe, da responsabilidade de Benoni Eduard Leys, ao longo dos exercícios de 2007 e 2008.

O conselheiro Fernando Vita determinou formulação de representação ao Ministério Público contra o ex-gestor, ressarcimento aos cofres municipais do montante de R$ 181.258,60 e multa no valor de R$ 15 mil. Cabe recurso da decisão.

As inspeções realizadas pelos técnicos do TCM identificaram inúmeras irregularidades em obras e serviços analisados. O ex-prefeito não apresentou nenhuma justificativa para explicar as irregularidades.

Foram vistoriadas as seguintes construções: Centro de Eventos de Inhambupe; reforma da Secretaria de Saúde do Município; recuperação de jardins de diversos logradouros; demolição e construção de passeio; recuperação do calçamento da beira do asfalto da entrada da cidade; construção de quinze casas populares; reforma do antigo prédio do fórum; construção de uma praça no povoado de Saquinho e construção de 17 casas populares.

Fonte: Tribuna da Bahia

PT lança Wagner, que impulsiona Dilma

Evandro Matos

O governador Jaques Wagner fez um forte discurso ontem, no início da tarde, durante o encerramento do Congresso Estadual do PT, que aprovou por unanimidade a sua indicação para disputar a reeleição ao Palácio de Ondina. Centrado na ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do partido à Presidência da República, e com recados à militância, Wagner deu o tom de como será a campanha e o mote do seu discurso.

Numa forma de deixar a ex-ministra à vontade, o governador dedicou o encontro a ela e fez elogios sobre o tempo em que trabalharam juntos no Planalto, destacando a capacidade técnica da presidenciável. “O presidente Lula tem muita vontade para resolver os problemas desse país. Mas era preciso que a vontade se materializasse em programas e projetos”, disse Wagner, referindo-se à escolha do nome de Dilma pelo presidente. “A Dilma é candidata porque cada tarefa entregue a ela até hoje foi devolvida sempre 100% concluída”, elogiou.

Wagner também falou do seu início de luta junto ao PT e elogiou Lula, sobretudo, na condução da última crise econômica. “Nós começamos como uns loucos há 30 anos e hoje somos um partido que comanda o Brasil”, lembrou. O petista destacou a não privatização da Petrobras, Caixa Econômica e Embasa como exemplos para ajudar o País a vencer a crise. “A gente tem que ir em cada canto de Salvador e nas cidades do interior defender o nosso projeto, que não tem nada a ver com o deles do PSDB ou do DEM”, ressaltou, dirigindo-se à militância dos partidos aliados.

O governador também desafiou a oposição a discutir sobre segurança pública, considerado como o calcanhar de Aquiles do seu governo. “Eu não tenho medo desse debate. Não é à toa que a Bahia era campeã em vários indicadores sociais”, colocou, negativamente, referindo-se ao período governado pela oposição. “Agora, o crack é uma peste social. Se nós vivemos uma crise de segurança, é porque o mundo vive uma crise de valores”, acrescentou, admitindo a gravidade do tema.
“Não quero plagiar o presidente Lula, mas nunca se geriu o Estado como está sendo gerido agora”, frisou.O governador também agradeceu aos presidentes dos partidos aliados que estavam presentes, citando os nomes de Jonas Paulo (PT), Alexandre Brust (PDT), Daniel Almeida (PCdoB), Lídice da Mata (PSB) e Mario Negromonte (PP). Para a militância, Wagner mandou recados citando uma frase de Che Guevara para se fazer entender.

“Ao que nos une e não ao que nos separa”, filosofou. “Temos que ter capacidade de incorporar novas forças”, disse, para logo em seguida se dirigir ao ex-conselheiro Otto Alencar: “Queria dizer que você, Otto, que foi uma escolha pessoal, eu não tenho dúvida do seu papel na minha chapa”. Num afago a Lídice, Wagner disse que ela “vai ser a primeira senadora da Bahia no cenário nacional”.

Buscando estimular os aliados, o governador encerrou o discurso prometendo ganhar a eleição, dirigindo-se à ex-ministra Dilma Rousseff e à militância. “Vamos aquecer as baterias para fazer uma grande campanha. A gente vai ganhar esta eleição, ou no primeiro ou no segundo turnos. Vamos eleger os dois senadores e fazer uma forte bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara”, concluiu.

Meta é criar novo Ministério

Antes de entrar no local onde acontecia o congresso, a pré-candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, e o governador Jaques Wagner falaram à imprensa. Num contraponto ao seu rival na disputa presidencial, o tucano José Serra, que prometeu criar dois ministérios, a petista respondeu que não pretende ampliar nem reduzir a atual estrutura do governo, mas admitiu que estuda a possibilidade de criar o ministério do Empreendedorismo.

“O objetivo é disseminar micro e pequenas empresas pelo Brasil e incentivar o empreendedorismo e dar sustentação creditícia, ou seja, linhas de crédito especial e tributária”, disse a petista. No encerramento do congresso, Dilma procurou destacar os feitos do governo federal, numa estratégia clara de colar a sua imagem nos projetos bem-sucedidos do presidente Lula.

Assim como Wagner, Dilma também ressaltou o papel da militância, agradeceu ao governador e à primeira-dama Fátima Mendonça pelo convite para passar o carnaval em Salvador e ter conhecido o Ilê a Aiyê. A presidenciável aproveitou para retribuir os elogios feitos por Wagner, destacando a importância do baiano quando esteve no governo federal. Numa resposta às criticas, Dilma disse que: “Apostaram que o Brasil não seria um país que estava em desenvolvimento. Erraram. Nós rompemos com o modelo de estagnação e do desemprego que estava sendo implantado".

Pinheiro mantém preferência

Os petistas bem que tentaram, mas não conseguiram anunciar ontem o nome do outro integrante do PT que vai compor a chapa majoritária a ser encabeçada pelo governador Jaques Wagner. Contudo, uma influente fonte do partido garantiu no final do encontro que “já está tudo definido” para o nome do deputado federal Walter Pinheiro ser sacramentado. “Não fizemos isso em respeito (ao outro postulante), mas não tem como (não ser Pinheiro)”, garantiu a fonte.

Apesar disso, durante o seu discurso, o governador Jaques Wagner fez questão de mencionar os nomes do deputado federal Walter Pinheiro e do ex-ministro Waldir Pires como os dois únicos nomes ainda colocados na disputa para o Senado, omitindo o do deputado federal Nelson Pelegrino, como fizera na coletiva, minutos antes. Assim que mencionou os nomes dos dois petistas, a militância gritou fortemente o nome de Waldir. “Nós estamos com um bom problema. Apostei num projeto que não deu certo, mas Deus escreve certo por linhas tortas”, disse, referindo-se à tentativa frustrada de trazer o senador César Borges (PR) para compor a sua chapa. “Eu tenho uma posição, mas respeitarei a posição da militância e a decisão do partido”, ponderou.

O deputado Walter Pinheiro disse que não via como um problema o fato de o partido não ter anunciado o nome que comporia a outra vaga ao lado da deputada federal Lídice da Mata (PSB). “Não vejo problema. O partido vai definir isso tranquilamente. Estamos preparados para qualquer circunstância”, disse Pinheiro, sem esboçar que haja preferência pelo seu nome. Pelas palavras, o petista admitiu que o partido corria o risco de não sair unido, caso precipitasse os fatos. “Acho que foi a melhor decisão. O partido deve vir inteiro, mas não tem problema”, comentou.

Pinheiro negou que a disputa interna sobre o nome do PT que vai disputar a eleição de Salvador venha atrapalhando a definição, uma vez que é especulado que Pelegrino teria se afastado da disputa ao Senado mediante a garantia de que Pinheiro não pleitearia prefeitura em 2012. “Eu não estou discutindo 2012. Quem decide o que vai acontecer em 2012 não sou eu. O que vai acontecer, a competência é de quem vai decidir. Nós temos duas etapas a cumprir: primeiro, precisamos decidir o nome; segundo, disputar a eleição e ganhar”, concluiu. (EM)

Fonte: Tribuna da Bahia

Leasing perde espaço para CDC no financiamento de veículos

Arrendamento mercantil dá um prazo mínimo de 24 meses para o cliente obter o direito de compra do bem e o carro fica no nome da instituição. No CDC o carro fica no nome do proprietário e o próprio serve como garantia da dívida

16/05/

Os financiamentos na modalidade leasing para a compra de veículos por pessoas físicas têm cedido lugar para operações de crédito direto ao consumidor (CDC). Segundo dados do Banco Central (BC), o saldo das operações de leasing para pessoas físicas ficou em R$ 61,166 bilhões em março, 2% a menos do que o registrado em fevereiro. Na comparação com março de 2009, a queda é de 3,9%.

O CDC, por sua vez, apresentou alta de 4% ante fevereiro deste ano e de 25,2% na comparação com março do ano passado. O saldo das operações de CDC para a compra de veículos chegou a R$ 101,944 bilhões em março. Esse resultado representou 62,5% do saldo das duas modalidades em março.

O presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Décio Carbonari de Almeida, lembrou que o leasing, também conhecido como arrendamento mercantil, tem dois “inconvenientes”. O primeiro é o prazo mínimo de 24 meses para que o cliente obtenha o direito de compra do bem. Até o fim desse prazo, o carro fica no nome da instituição financeira. Ao optar pelo CDC, o carro fica no nome do proprietário e o próprio bem serve como garantia da dívida. Nesse caso, o cliente pode antecipar o pagamento das parcelas a qualquer momento.

Para a instituição financeira, diz Almeida, o outro problema com o arrendamento mercantil ocorre quando o consumidor deixa de pagar prestações, multas de trânsito e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Nesses casos, as responsabilidades são assumidas pela instituição financeira. “Por conta desses percalços, as próprias instituições acabam ofertando mais o crédito direto ao consumidor”, disse Almeida.

Outra diferença entre as modalidades de financiamento é que, no caso do leasing, não há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que geralmente torna as prestações mais baixas. A taxa média de juros praticada pelos bancos associados à Anef foi, em março, de 1,4% ao mês, ante 1,63% ao mês registrado no mesmo período de 2009. Em comparação com fevereiro de 2010, a taxa se manteve estável.

Fonte: Gazeta do Povo

Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%


Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos

16/05/2010 | 12:24 | Agência Estado

A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos do Instituto Vox Populi, divulgada neste sábado (15).

Na pesquisa estimulada, o levantamento traz a petista com 38% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 35%. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos.

No levantamento anterior feito pelo instituto, em abril, Serra tinha 34% das intenções de voto, contra 31% de Dilma.

Num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, os dois candidatos também estariam tecnicamente empatados. A petista teria 40% e o tucano 38%, dentro, portanto, da margem de erro.

A pesquisa espontânea - quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar - também aponta a liderança da petista Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

A pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada. Subiu de 7% para 8%.

As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.

Fator Lula

O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto. Mesmo sem poder se candidatar, Lula é citado pelos eleitores, o que confirma sua popularidade.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio, sob o número 11.266/2010. Os dois mil eleitores foram entrevistados entre os dias 8 e 13. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Gazeta do Povo

Irã, Turquia e Brasil chegam a acordo sobre troca de combustível

A Turquia disse neste domingo que o Irã aceitou um acordo de troca de combustível nuclear que poderá ajudar a encerrar o impasse de Teerã com o Ocidente acerca do programa atômico iraniano.

Detalhes sobre o acordo não foram divulgados imediatamente por autoridades brasileiras e turcas que estão mediando a disputa iraniana com as potências mundiais, que suspeitam que Teerã de estar desenvolvendo secretamente uma bomba nuclear.

O ministro do Exterior da Turquia disse que um anúncio oficial pode ser feito na segunda-feira, após revisões finais pelos presidentes do Brasil e Irã e pelo primeiro-ministro turco.

"Sim, isso foi alcançado após quase 18 horas de negociações", disse o ministro do Exterior da Turquia, Ahmet Davutoglu, a jornalistas em Teerã quando questionado se haveria um acordo.

Mais cedo, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, voou para Teerã para juntar-se ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava negociando com autoridades iranianas, em um movimento que autoridades ocidentais e russas classificaram como provavelmente a última chance de evitar novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã.

Um acordo apresentado pela ONU em outubro oferecia ao Irã que enviasse 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário-- para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã.

O Irã afirmou na época que só trocaria o seu material por urânio em níveis maiores de enriquecimento e somente no seu próprio território, condições que as outras partes envolvidas no acordo consideraram inaceitáveis. O Irã nega que está buscando construir uma bomba atômica.

"Estou indo ao Irã porque uma cláusula será acrescentada ao acordo que diz que a troca será feita na Turquia", disse o premiê mais cedo.

"Teremos a oportunidade de começar o processo em relação à troca", disse Erdogan. "Eu garanto que encontraremos a oportunidade para superar esses problemas, se Deus quiser."

Lula também disse a jornalistas após reunião com os iranianos que "o nível de esperança (de que se chegará a um acordo) cresceu".

Lula se encontrou com Mahmoud Ahmadinejad e a autoridade máxima do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que tem a última palavra para todas as decisões de Estado, como no caso das atividade nucleares do país.

"Os Estados Unidos estão irritados com a proximidade de dois países independentes como o Irã e o Brasil. É por isso que reclamaram tanto antes da sua (Lula) visita ao Irã", declarou Khamenei, segundo a TV estatal.

Na sexta-feira, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que o esforço de mediação de Lula falharia.

O Irã nega acusações do Ocidente de que estaria desenvolvendo armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil.

O Brasil e a Turquia, ambos membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se ofereceram para mediar uma solução para o impasse, no momento em que potências mundiais negociam novas sanções ao Irã.

O Irã declarou que via a mediação de forma positiva.

A nação islâmica começou um enriquecimento maior em fevereiro para produzir combustível para um reator de pesquisa, após as negociações com as grandes potências para uma possível troca de combustíveis terem falhado. A medida aproxima o enriquecimento de urânio no Irã aos níveis necessários para a produção de material para armas --urânio refinado com 90 por cento de pureza.

Fonte: Gazeta do Povo

Cuidado ao pisar

dora kramer


Pode até ser uma surpresa para Jucá e companhia, mas sairão da sociedade. Não aquela parcela ainda refém de favores que elege parlamentares sem olhar se dispõem de biografias ou de folhas corridas


Ou o líder do governo no Senado, Romero Jucá, não entendeu o espírito da coisa ou não ouviu direito quando o presidente Luiz Inácio da Silva disse que a prioridade do governo é eleger Dilma Rousseff.

Sim, porque quando um líder de governo, porta-voz do Palácio do Planalto no Senado, se refere ao projeto Ficha Limpa de maneira desdenhosa porque “não é um projeto do governo, é da sociedade”, é de se perguntar de onde Romero Jucá acha que sairão os votos com os quais Lula conta para eleger Dilma presidente da República.

Das profundezas das camadas do pré-sal, a cujos projetos ele confere total prioridade?

Pode até ser uma surpresa para Jucá e companhia, mas sairão da sociedade. Não aquela parcela ainda refém de favores que elege parlamentares sem olhar se dispõem de biografias ou de folhas corridas.

Mas uma outra que tem a felicidade e a vantagem do acesso a informação e conseguiu ser alcançada pelo movimento de mobilização que reuniu 4 milhões de assinaturas (até a última contagem), fez despertar na Câmara dos Deputados uma inexistente vontade – na maioria –, pressionou os políticos a exercitarem na negociação a arte do possível e os empurrou a aprovar o que parecia impossível.

É o ideal? Não é. Mas se não fosse um ganho significativo, sua excelência não estaria a reclamar, a dizer que é necessário zelar pelo futuro de todos os que eventualmente podem se ver enquadrados nas situações previstas no projeto de lei complementar que proíbe o registro que candidaturas de políticos condenados por crimes dolosos em colegiados judiciais com recursos julgados em tribunais superiores.

Muito provavelmente Romero Jucá não fala sem respaldo. Tanto que o governo não fez reparos à sua paquidérmica declaração de menosprezo a um projeto caro à sociedade.

A título de antes tarde, caberia conferida a trecho de poema do irlandês William Yeats: “Pisa com cuidado, é nos meus sonhos que estás a pisar”.

Erro a calhar

Essa história do erro na votação da Câmara no índice do reajuste das aposentadorias acima de um salário mínimo tem cheiro, cor e jeito de artimanha para livrar o presidente Lula do ônus do veto ao aumento de 7,7%.

De fato, depois da votação, viu-se que havia um erro de redação. No texto aprovado constava o índice de 7%. O equívoco, no entanto, foi corrigido pela Mesa com base no resultado da votação em plenário.

Equivocado, demagógico, seja o que for, é soberano.

Só que ao chegar ao Senado, o líder do governo, Romero Jucá, argumentou que a correção feita na Câmara não vale. Ao juízo dele cabe ao Senado alterar a redação. Significa que volta à Câmara.

Ao mesmo tempo, o presidente do Senado, José Sarney, se recusa a inverter a pauta de votações para que o reajuste seja votado rapidamente.

Resumo da ópera da protelação: como a medida provisória vence em primeiro de junho, basta o reajuste não ser aprovado até lá para o presidente não precisar vetar.

Fica tudo resolvido na base da manobra e aquele discurso bonito sobre responsabilidade doa em quem doer devidamente arquivado até uma próxima oportunidade.

Horizonte

Assim como o PT teve seu programa partidário na última quinta-feira, partidos que apoiam a candidatura presidencial de oposição também terão direitos aos seus 10 minutos em rede de rádio e televisão neste semestre.

O PT se arriscou ao confrontar de maneira tão explícita a legislação e apresentar um programa de caráter obviamente eleitoral. Ainda que venha a ser condenado e penalizado financeiramente, com multa ou sem multa conseguiu o que queria de imediato: 10 minutos de propaganda para Dilma Rousseff.

E aí se põe a seguinte questão: os partidos de oposição farão o mesmo? Transformarão seus programas partidários em programas eleitorais? Se não fizeram ficarão em desvantagem em relação ao adversário. Se fizerem perderão a moral para reclamar do PT na Justiça, a lei eleitoral cai de imediato em desuso e a eleição de 2010 vai virar o mais completo vale-tudo.

Fonte: Gazeta do Povo

Pedro vira a mesa

Carlos Chagas

Virar a mesa é a promessa do senador Pedro Simon, caso o líder do governo, Romero Jucá, quarta-feira, apresente pedido de vista ou de emenda ao projeto da ficha-limpa, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ignora-se a extensão e o conteúdo da ameaça feita pelo representante do Rio Grande do Sul, porque “virar a mesa” envolve múltiplas iniciativas. Poderá investir fisicamente contra o líder, no caso da apresentação de emenda, como, também, exigir do presidente da CCJ, Demóstenes Torres, que dê apenas duas horas para Jucá examinar o projeto, na hipótese do pedido de vista, quando a praxe indica uma semana.

Sua metralhadora comporta outros alvos, como o próprio presidente do Senado, José Sarney, e os líderes dos diversos partidos, porque conforme o senador gaúcho, todos se comprometem com a aprovação imediata, mas muitos têm feito a ressalva de “eu farei tudo o que estiver ao meu alcance, mas se não der, paciência…”

Não haverá paciência para Simon, que pretende a CCJ com quorum qualificado, votando o projeto antes das seis horas da tarde. O plenário pode ser convocado logo a seguir para a aprovação e, antes das 22 horas da quarta-feira, o texto chegaria ao palácio do Planalto, para sanção do presidente da República. No caso, José Alencar, dada a viagem do Lula ao exterior.

No entender do senador, o projeto não é o melhor, modificado que foi pela Câmara, mas constitui um ponto de partida para permitir sua aplicação nas eleições de outubro. Quem tiver ficha-suja, ou seja, condenado por tribunais, teria negado o registro pela Justiça Eleitoral. Qualquer emenda interposta pelo Senado determinaria seu reenvio aos deputados e a perda de prazo para validade este ano, precisamente o que parece pretenderem Romero Jucá, outros senadores e, quem sabe, o governo. Daí, vale repetir, sua disposição de virar a mesa…

Equação invertida

Virou praxe, no Congresso, registrar o Senado aprovando determinados projetos avançados, de interesse nacional, mas a Câmara, em seguida, engavetando as propostas. Isso aconteceu com a reforma política, o fim do fator previdenciário, o reajuste dos aposentados e outras iniciativas. Muita gente até concluía tratar-se de um jogo de cartas marcadas. Os senadores votariam na certeza de que os deputados fariam a sua parte, rejeitando mudanças contrárias aos interesses da classe política ou do governo.

Desta vez, inverteu-se a equação. Mesmo com defeitos, a Câmara aprovou o projeto da ficha-limpa. Se o Senado engavetar, ou empurrar com a barriga, deixando a matéria para as eleições de 2012 em diante, estarão expostas as entranhas de um jogo sujo destinado a desmoralizar um pouco mais a prática política. Justifica-se a exortação mais ouvida nos últimos dias, de que para honra do Senado, a proposta tem que ser votada.

Guerra de números

Pela mais recente pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada no fim de semana, Dilma Rousseff ultrapassou José Serra. A candidata disporia de 38% das preferências populares, enquanto o ex-governador, 35%. Para o Ibope, tinha sido o contrário. Resta aguardar a Datafolha, para o desempate.

Claro que há euforia no PT, assim como certa cautela no ninho dos tucanos, mas, com todo o respeito, a hora não parece de certezas. Várias etapas precisarão ser vencidas, a maior das quais quando se iniciarem os debates entre os já então formalmente indicados e começar o horário de propaganda eleitoral gratuita. As eleições de governador influirão decisivamente na votação presidencial, assim como a presença ostensiva do presidente Lula na campanha.

De qualquer forma, importa registrar: pela primeira vez, Dilma está na frente, até mesmo nas simulações para o segundo turno.

Os verdadeiros interessados

Nenhuma opinião ouviu-se ainda dos candidatos presidenciais a respeito de um dos maiores escândalos da atualidade, o controle dos fundos de pensão das estatais pelos governos, quaisquer que sejam. Cada novo inquilino do palácio do Planalto, desde o tempo dos generais-presidentes, controla os bilhões decorrentes dos descontos dos funcionários das empresas públicas para suas aposentadorias. Todos fazem questão de nomear os administradores dos fundos, destinando as aplicações de tamanhos recursos para projetos de interesse de suas administrações, uns justos e necessários, outros nem tanto. Foi assim, por exemplo, nas privatizações promovidas por Fernando Henrique Cardoso, como vem sendo nos oito anos do Lula, em investimentos variados. Não seria o caso de promover uma consulta aos verdadeiros interessados, os funcionários do Banco do Brasil, da Petrobrás, da Caixa Econômica, dos Correios e outros, para saber como querem ver aplicadas suas poupanças?

Fonte: Tribunadaimprensa

domingo, maio 16, 2010

COERÊNCIA.

Na última terça-feira, 11.05, Dunga publicou a relação dos 23 jogadores brasileiros convocados para a Copa do Mundo na África do Sul e mostrou coerência. Dunga mais se aproxima de Parreira do que de Tele Santana. Sua filosofia pebolista é de resultados. Com o grupo composto Dunga ganhou a Copa América, a Copa das Confederações, se classificou para o mundial com quatro rodadas de antecedência e sob sua direção a seleção sofreu apenas cinco derrotas, de um total de 55 jogos.
Desde 2006 Dunga ficou na frente da seleção brasileira e todo mundo sabia que o time para a Copa seria o do último amistoso disputado, com Grafite na vaga de Adriano que “se desconvocou” pelas atitudes extra campo. A grita última era pela convocação de Paulo Henrique Ganso e Neymar, ambos do Santos, e até 45 dias atrás a reclamação seria pela não convocação de Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Entre Elano, Josué e Júlio Baptista eu preferiria substituir dois deles por Neymar e Ronaldinho. Este último é craque, acima da média, e o primeiro se revela um jogador extraordinário até agora.
Mesmo com a não convocação de craques para manter jogadores de marcação, Dunga demonstrou coerência e agora é torcer pela seleção. A atual seleção muito se aproxima da seleção de 1994, campeã nos Estados Unidos. Na política de resultados, Parreira, para quem o gol é mero detalhe, levou o Brasil a um título depois de 24 anos (a última conquista fora no México em 70). Em 1994 nós tínhamos dois jogadores excepcionais, Romário e Bebeto. Na atual, de craque, apenas Kaká.
Se Dunga demonstrou coerência, falta coerência aos partidos políticos brasileiros. Leio hoje na imprensa que o PTB vai apoiar o candidato Serra e o presidente da legenda, Roberto Jefferson, anunciou que nos Estados os diretórios estavam liberados para optar. O PP é outro que se divide o mesmo acontecendo com o PMDB. Em São Paulo o PMDB de Quércia fechou com a candidatura de Serra enquanto o partido irá indicar Temer como vice de Dilma. No Ceará o PSDB não morre de amores por Serra.
Na corrida eleitoral é importante que o partido, em convenção, indique com quem irá se coligar. Formada a Coligação, em razão das legendas que a compõe, o candidato terá maior ou menor espaço de tempo da TV e no Rádio. Isso é o que importa. Ora, é irracional que um partido político, em convenção, se coligue com Serra ou Dilma e libere as bases nos estados para apoiar um ou outro. Isso não é coisa séria. São os saltimbancos da política brasileira. O que lhes falta é o que sobrou a Dunga, coerência.
O TSE pela RES 22.156, de 03.03.2006, entendeu implantar a vinculação. Se um partido se coligasse com outro a nível nacional não poderia, nos estados e Municípios, se coligar a outro partido que não fizesse parte da coligação nacional. O STF derrubou a Resolução. Editada a EC 52, alterando a redação do § 1º do art. 17 da CF, instituindo a vinculação, foi havida como inconstitucional pelo STF na Ação Indireta de Inconstitucionalidade de nº. 3685/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 22.3.2006.
Falta coerência aos partidos políticos brasileiros. Eles são fracos e sem a representatividade que se exige. O político republicano brasileiro é como o fumante, ambos são como aves em extinção, serão tratados pelo IBAMA.
Há fato novo. Segundo divulgado no Portal G1, o TSE entendeu que o partido que se coligar para governador deverá manter a coligação para o Senado. Na última terça (11), ao responder a consultas feitas pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o tribunal afirmou que as legendas que se coligarem ao governo do estado só podem lançar dois candidatos ao Senado. Com isso, alianças onde há três nomes ou mais para o cargo terão de optar. Com certeza haverá confusão em alguns Estados.
TRAGÉDIA. Lamentável a tragédia acontecida no dia de hoje em Paulo Afonso quando um ex-chesfiano (prefiro omitir o nome) matou a mulher, dois filhos e depois se suicidou. Creio que foi o primeiro caso em Paulo Afonso e na região.
FALTOU COERÊNCIA. Segundo publicado no notíciasdosertao o Presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso, na ultima sessão, ao ser indagado se conhecia um endereço, telefone e nome de uma pessoa citados por Daniel Luiz, disse desconhecê-los. Moral da história. O nome da pessoa citada era de sua irmã.
PROTETORADO. O Protetorado Federal de Paulo Afonso já tem seu primeiro ministro. Embaixador é para depois. O nome escolhido foi Zé Pileque. Depois serão anunciadas as metas. Uma das primeiras medidas será formalizar com Hugo Chaves e Mahmoud Ahmadinejad uma tríplice aliança para evitar uma futura invasão norteamericana.

Paulo Afonso, 16 de maio de 2010.

Fernando Montalvão.

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