quinta-feira, janeiro 08, 2009

Prefeito de Salvador flagrado em mentira cabeluda

Está no site Bahia Notícias, do jornalista baiano Samuel Celestino. A fonte é o jornal A Tarde de hoje (07/01/09). O principal cabo eleitoral de Geddel Vieira Lima é desmentido em público. Era só o que faltava. O prefeito João Henrique (PMDB) quer aumentar o IPTU em até 150% e tenta jogar a responsabilidade em cima de um instituto que não foi contratado. Falta de aviso não foi. LEIA A NOTA:Instituto desmente prefeito de SalvadorSegundo o jornal A Tarde de hoje, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Gerencial (INDG), órgão que estaria realizando a consultoria para definir as novas alíquotas de cálculo do IPTU em Salvador, não possui contrato com a Prefeitura de Salvador. Através de nota encaminhada por e-mail à redação do jornal, o instituto se posicionou, ontem, informando que recentemente foi chamado pela prefeitura para fazer um diagnóstico do governo municipal, mas que este documento está em fase de elaboração e ainda não foi apresentado. Em entrevista concedida anteontem, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) enfatizou a consultoria prestada pelo INDG na elaboração do projeto de minirreforma tributária e na reforma administrativa da prefeitura. O INDG nega que tenha sido contratado para definir as alíquotas do IPTU.
Fonte: Bahia de Fato

A quem pensam enganar?

Por: Carlos Chagas

BRASÍLIA – Nos idos do governo Garrastazu Médici, aquele do “milagre brasileiro”, era proibido divulgar que a inflação havia ultrapassado 12% ao ano. Implacável, a censura impunha o patamar máximo e quem o ultrapassasse era processado pela Lei de Segurança Nacional. O diabo era quando o cidadão comum ia à feira ou ao supermercado, porque os preços se multiplicavam. No início dos anos setenta, a inflação real encostava-se aos 40%, mas como seria preso por subversão quem protestasse, o remédio foi durante muito tempo aceitar os índices oficiais.
O tempo passou, a censura também, mas a moda pegou, ainda que mais sofisticada. Ninguém será processado e preso por contestar a informação do governo de que a inflação beira os 4%. Pelo contrário, a popularidade de Lula torna esse percentual verdade absoluta.
Só que tem um problema: quem faz compras toda semana sente a diferença. Do feijão ao tomate, da manteiga ao sabão, em um ano tudo dobrou de preço. Só os salários não sobem, depois da desindexação canhestra promovida desde o governo do sociólogo. Contestarão os economistas ser necessário tirar a média de tudo, porque, afinal, o uísque importado até caiu, assim como os perfumes franceses, os carros zero quilômetro e o caviar.
Estamos sendo enganados pelo governo dos trabalhadores, como fomos pelo governo dos generais. Claro que sem constrangimentos nem risco à nossa saúde, mas o resultado é o mesmo. Como idêntico parece o comportamento da mídia, exaltando os números fajutos dos detentores do poder. Apesar de tudo, prevalecerá a natureza das coisas, ou dos produtos à venda nas prateleiras.
Sobre a falência individual
Nos Estados Unidos, um milhão de cidadãos declararam falência. A lei permite, lá em cima, direitos iguais para indivíduos e para empresas. Se estas andam mal, não conseguem cumprir compromissos e tornam-se insolventes vão à falência. O mesmo para as pessoas físicas: quando endividadas sem possibilidade de saldar seus débitos, dirigem-se aos tribunais e pedem a falência individual. Uma vez aceita a petição valem-se de certos benefícios, ainda que proibido o calote, capaz de dar cadeia.
Pois é. A crise econômica parece universal. O papel dos governos é administrá-la, utilizando recursos públicos para tentar manter as empresas funcionando, diminuindo o desemprego. Só que o cidadão comum, por aqui, continua discriminado. Não pode pedir falência ou, muito menos, valer-se da ajuda do poder público.
Dias atrás, o governo modificou o sistema de alíquotas do imposto de renda, beneficiando o contribuinte, que poderá recolher um pouquinho menos quando fizer sua declaração. O problema, porém, permanece o mesmo: se o Zé Mané ia pagar mil e agora pagará novecentos, qual a diferença, já que não tem nem novecentos nem mil? O fisco continuará implacável, aliviando apenas as empresas falidas...
Júlio II e Tancredo II - Foi fantástica a contribuição dos Papas durante o Renascimento, importando menos o comportamento pessoal de alguns. Gênios como Leonardo, Michelangelo, Rafael e Bernini teriam desaparecido na História, sem o patrocínio dos chefes da Cristandade. Julio II insere-se entre os maiores, porque, além de general e guerreiro, foi responsável pela pintura no teto da Capela Sistina e pelas estruturas da basílica de São Pedro.
Ressalte-se agora, quinhentos anos depois, um detalhe digno de registro. Estudiosos da crônica do Vaticano pesquisaram a relação dos papas, desde São Pedro, não encontrando nenhum Júlio I capaz de justificar o Júlio II. A explicação beira as raias da megalomania renascentista e foi dada pelo próprio, pouco antes de morrer. Em Roma já havia um Júlio I, o César, antes mesmo do nascimento de Cristo. Assim, eleito papa, o cardeal De La Rovere autodenominou-se Júlio II, imaginando igualar-se ao antecessor...
Porque se conta essa história? Porque tem gente querendo chegar à presidência da República mudando de nome. Seria o Tancredo II. Já existe até um candidato a Michelangelo, ávido de pintar o Menino Maluquinho no teto do palácio do Planalto...
Articulam-se os governadores
Articulam-se os governadores, à espera da definição do dia em que virão a Brasília, provavelmente no final do mês, convocados pelo presidente Lula. Do Nordeste, surgem sinais de que os governadores da região devem promover reunião preliminar em Recife, senão para falarem um só idioma na capital federal, ao menos para não dar a impressão de terem construído uma Torre de Babel.
Imagina-se que também no Sudeste possa haver essa espécie de entendimento, porque José Serra, Aécio Neves e Sergio Cabral têm-se telefonado muito, desde a passagem do ano, e não terá sido apenas para desejarem felicidades mútuas.
Deve tomar cuidado o presidente Lula, se pretende abrir o encontro recomendando aos governadores que passem a gastar ainda mais. Só se o governo federal patrocinar a gastança...
Fonte: Tribuna da Imprensa

Israel aprova ampliação da ofensiva e número de mortos passa dos 700

CIDADE DE GAZA e PARIS - O governo de Israel disse que é bem-vinda a proposta feita pelo Egito e pela França, ontem, para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas também deu luz verde para seus militares ampliarem as operações no território palestino, em seu assalto contra o grupo islâmico Hamas. Israel disse que precisa garantir que qualquer cessar-fogo irá acabar com o lançamento de foguetes e evitará o rearmamento do Hamas. Já o Hamas pede que os cruzamentos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel e o Egito sejam reabertos. O Hamas rejeita o envio de tropas internacionais de paz para a região, algo que está na proposta da França e do Egito.
No começo da noite de ontem, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados unidos apoiam a proposta franco egípcia para uma trégua na Faixa de Gaza. O embaixador do Egito na Organização das Nações Unidas (ONU) disse na noite de ontem que representantes de Israel, da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e do grupo islâmico Hamas concordaram em se reunir amanhã no Egito para discutir a crise na Faixa de Gaza.
O embaixador Maged Abdelaziz disse que "todo mundo concordou em enviar uma delegação técnica" com a finalidade de conversar sobre a proposta franco egípcia para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, cujos termos ainda não são totalmente conhecidos.
"O mais importante é que alguma coisa comece, tem que haver um movimento positivo. E o movimento positivo é o cessar-fogo", disse o embaixador, se referindo à ONU e à Faixa de Gaza.
O plano franco egípcio pede uma trégua imediata no conflito entre Israel e o Hamas, que passará a vigorar por um período ilimitado para permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Israel retomou os ataques contra a Faixa de Gaza logo após uma trégua humanitária de três horas que durou até o meio-dia. No começo da noite, o doutor Moawiya Hassanein, chefe dos serviços médicos na Faixa de Gaza, disse que o número de palestinos mortos nos 12 dias de ofensiva havia passado dos 700, dos quais mais de 200 eram crianças. O número de palestinos feridos, segundo ele, passa de 3,1 mil. No total, foram mortos ontem 29 palestinos, incluídos 22 civis e dois militantes do Jihad Islâmica. Em um dos ataques, uma família palestina de quatro pessoas foi morta por um míssil israelense que destruiu o carro onde circulavam, disseram os médicos.
No campo de refugiados de Jabalyia, os moradores compareceram ao funeral de 40 pessoas mortas ontem num ataque israelense contra uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU). Israel diz que militantes do Hamas usavam uma área próxima à escola para disparar morteiros e que a ação que resultou na morte das 40 pessoas foi uma resposta israelense.
A expansão da ofensiva foi aprovada hoje pelo gabinete de defesa do governo israelense e prevê uma "terceira fase" das operações. A primeira fase, os ataques aéreos, começaram em 27 de dezembro do ano passado. A segunda fase, a invasão terrestre da Faixa de Gaza, começou no sábado passado, dia 3 de janeiro.
O porta-voz do Exército de Israel, o general de brigada Avi Benyahu, disse que 120 supostos militantes foram detidos. Ele também disse que soldados israelenses conduziram buscas e encontraram armas escondidas e túneis que eram usados pelos militantes.
"Nós descobrimos vários túneis, alguns que seriam usados para guardar soldados sequestrados e pelo menos um carro-bomba", disse Benyahu ao canal 10 da televisão israelense. Acredita-se que o Hamas tivesse 300 túneis no território antes do começo da ofensiva. Mesmo com a intensidade da ofensiva israelense, o Hamas conseguiu disparar 14 foguetes contra Israel nesta quarta-feira.
Trégua temporária
Na manhã de ontem, Israel implementou uma trégua de três horas para permitir a entrada de alimentos e combustíveis na Faixa de Gaza para os sitiados civis palestinos. No total, 80 caminhões, com alimentos e combustíveis para as termelétricas que geram parte da eletricidade no território, puderam entrar. Médicos tentaram recuperar corpos em áreas onde, por causa do fogo cruzado, era difícil se aproximar. O som das ambulâncias podia ser ouvido à distância, enquanto muitos veículos levavam feridos para o Egito. Vários bombardeios e disparos de tanques israelenses foram ouvidos logo após o final da trégua humanitária de três horas.
Gestões francesas
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou mais cedo ontem, em Paris, que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram um plano elaborado por França e Egito para a Faixa de Gaza. Sarkozy não mencionou o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. O governo de Israel não confirmou a declaração de Sarkozy, de que havia aceito a proposta de cessar-fogo.
As declarações do líder francês foram divulgadas em comunicado. Sarkozy disse que "saúda fortemente" a aceitação pela Autoridade Palestina e por Israel do plano apresentado na terça-feira pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak. O texto não traz detalhes sobre a proposta e a Autoridade Palestina não tem envolvimento na guerra atual, que é entre Israel e o Hamas.
Israel disse, por um porta-voz, que "saúda" o projeto. O funcionário disse que o país poderia aceitar o plano se houvesse o fim do "fogo hostil" em Gaza e também medidas para evitar o rearmamento do Hamas.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Ex-doméstica assume a prefeitura em Governador Mangabeira

Domingas Souza da Paixão é o que podemos chamar de uma mulher de fibra e amor pelo próximo. Doméstica de profissão, negra e filha de lavradores da região de Governador Mangabeira foi eleita para administrar o futuro do município que possuí uma população de 17. 165 habitantes e que fica localizado a 132 km da capital do Estado. Ela disputou a eleição com o neto da sua ex-patroa dona Licinha, Marcelo Pedreira, seu adversário político. Conhecida por ter no sangue uma política assistencialista Domingas, ou melhor, “amiga Domingas” como é chamada, quer trabalhar para diminuir o desemprego, melhorar o sistema de habitação e construir um mini -hospital para garantir um melhor tratamento de saúde para seu povo. Para isso ela tem pela frente um orçamento em torno de R$ 15 milhões anuais. Nem tudo foram flores na vida da doméstica Domingas da Paixão, estudou só até a 5ª série do ensino fundamental, passou fome, onde quando as vezes só tinha caroço de jaca e banana cozida para comer. Apesar do sofrimento mostra possuir uma educação e simplicidade rara. Morando na zona rural mais precisamente no distrito de Gravatá de Cima com seus pais, viu que a única saída para tirar sua mãe da casa de taipa em que moravam, era procurar emprego na “cidade” onde começou a trabalhar como doméstica em casa de família, foi quando conseguiu alugar uma casa de “tijolo” para sua mãe. Após anos viu a oportunidade de virar funcionária pública da prefeitura de Governador Mangabeira e por destino virou auxiliar de assistente social. Sofreu muito por não possuir nem um brinquedo para se divertir, hoje Domingas da Paixão não deixa de fazer a distribuição de brinquedos às crianças carentes do seu município na época natalina. Em 1988 entrou na política, pelos braços de José Santana então político conhecido da região, sendo eleita a vereadora mais votada do município e nunca mais deixou de exercer o cargo sendo reconduzida para mais três mandatos consecutivos. Hoje tem como seu vice Cláudio Renaud, filho do seu então “padrinho político”, que com muita emoção destaca um pouca da prefeita. “Ela fez o meu primeiro bolo de aniversário, ela faz parte da minha família”. Mãe de quatro filhos conseguiu formar todos e não esconde o orgulho que sente deles. O tempo passou e Domingas tem pela frente uma prefeitura a ser reestruturada com pouco mais de 942 funcionários e algumas dívidas herdadas, como uma parcela do décimo terceiro. “Encontramos a prefeitura com um inchaço de servidores e a segunda parcela do décimo em atraso, cerca de R$ 163.000,00, peço um pouco de paciência ao meu povo, pois aos poucos vamos colocar a casa em ordem”, destaca Domingas da Paixão. O povo de Mangabeira aguarda e espera da nova prefeita dias melhores.
Fonte: Tribuna da Bahia

Assembleia aprova mais 3 projetos e rejeita um

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
Com o bom resultado da primeira sessão realizada durante a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa, quando na oportunidade foram aprovados três projetos do executivo estadual e quatro requerimentos apresentados pelo líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), ontem os parlamentares voltaram a se reunir para a segunda sessão, mas aconteceu o primeiro impasse. Dos quatro projetos colocados para votação, três foram aprovados e um foi retirado de pauta. O resultado, embora não seja desastroso, não confirmou a expectativa do deputado José Neto (PT), que apostava na aprovação dos quatro projetos. “Vamos aprovar todos, não são polêmicos”, apostou. Após a leitura dos relatórios, os parlamentares aprovaram os seguintes projetos: de Cooperativismo, que institui a Politica Estadual de Apoio ao Cooperativismo; o do Esporte, que institui o Programa Estadual para Apoio à Prática do Esporte - Bolsa Esporte; e o Pete, que institui o Programa Estadual de Transporte Escolar no Estado da Bahia, o Pete-BA. Contudo, o projeto do ICMS, que dispõe sobre a concessão e inaptidão da Inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado da Bahia para contribuintes que realizem operações com derivados de petróleo, gás natural e combustíveis líquidos carburantes, foi retirado de pauta por solicitação da oposição, ficando a sua votação adiada para a próxima quarta-feira, dia 14. Segundo o deputado Fernando Torres (PRTB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, a mensagem do projeto tratava sobre a adulteração de combustível, mas o seu conteúdo era outro. “O projeto não melhora em nada a arrecadação do imposto.O que pode é diminuir a concorrência entre as distribuidoras”, declarou. “Retiramos o projeto de pauta para analisar melhor, já que ele prejudica o consumidor do jeito que está”, reforçou Heraldo Rocha, líder da bancada do DEM na Assembleia. Embora sem a mesma movimentação do dia anterior, ontem os corredores, gabinetes dos deputados e as galerias da Assembleia voltaram a ser ocupados por representantes de vários segmentos da sociedade, que acompanham de perto os projetos de seus interesses. “Acho bom a presença dessas pessoas aqui na Casa. Hoje (ontem) mesmo eu recebi alguns representantes aqui no meu gabinete. São fazendários, procuradores, policiais que estão procurando discutir e acompanhar de perto os projetos de seus interesses”, revelou o deputado Álvaro Gomes, líder do PC do B na Assembleia. Como a sucessão do presidente Marcelo Nilo (PSDB) vem sendo discutida nos corredores da Assembleia abertamente, estava prevista para ontem uma reunião da bancada do PC do B para tomar uma posição sobre o assunto. Contudo, os comunistas adiaram a reunião para a próxima segunda-feira, dia 12, quando deverá ser anunciada uma posição unificada. “Nós ainda não temos uma posição oficial, mas na segunda-feira os três deputados comunistas vão anunciar uma posição unificada”, ressaltou Gomes. O governo da Bahia e as representações dos servidores públicos estaduais fecharam um número recorde de acordos coletivos. Seis grupos ocupacionais com representação na Mesa Central de Negociação, representando 75,5%% do funcionalismo, assinaram acordos que contemplam avanços nas estruturas e remuneração nas carreiras do funcionalismo do Estado. O entendimento resultou em oito projetos de lei enviados à Assembleia Legislativa. A última remessa, encaminhada na terça-feira, dia 30/12, contemplou propostas para as carreiras de delegado e agente penitenciário, defensor público, professor universitário e professor do ensino fundamental e médio, além do Grupo Ocupacional de Técnico Administrativo, que engloba profissionais de nível superior. No mês de dezembro já haviam sido enviados também os vários outros projetos.(Por Evandro Matos)
Eleição realinhará forças políticas
A eleição do presidente da Assembleia Legislativa, no dia 1º de fevereiro, será o marco para realinhamento das forças políticas da Bahia. Um acordo para a recondução ao cargo do deputado Marcelo Nilo (PSDB) poderá contribuir para a revitalização da aliança PT-PMDB, mas se este último partido decidir pelo bate-chapa, quaisquer que sejam o candidato e o resultado, a perspectiva é de que o governador Jaques Wagner tomará a iniciativa do rompimento, promovendo um novo pacto parlamentar para os dois anos finais do mandato. Permanecem como possíveis postulantes à presidência da AL os deputados Leur Lomanto Junior, líder do PMDB, e Gildásio Penedo (DEM), líder da oposição, mas é o deputado Elmar Nascimento, líder do bloco PR-PRTB, quem melhor se movimenta nos bastidores, segundo observadores da cena na Casa. Enquanto isso, ontem, Nilo recebeu em seu gabinete o apoio formal do ex-presidente Reinaldo Braga (PSL), que era tido como único parlamentar capaz de representar uma candidatura de consenso. A questão é que as forças concorrentes contra Nilo, entre elas o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, são experientes o suficiente para, nas palavras de um assessor parlamentar, “não dar murro em ponta de faca”. Afora a possibilidade de derrota pura e simples na disputa pelo comando do Legislativo, avalia-se que, com o confronto, o partido perderia 200 cargos de valor político e 70 dos 120 prefeitos eleitos em outubro, que não desejariam um distanciamento do governo estadual, de alto risco para suas gestões. Na linha de raciocínio que leva ao rompimento, o ano eleitoral de 2010 teria três pólos distintos no Estado – o de Wagner, o de Geddel e o do ex-governador Paulo Souto (DEM), que ao aliar-se ao PMDB em Salvador deu forte sinalização do que poderá acontecer em futuro próximo. Como é difícil que os três lancem chapas isoladamente, depreende-se que PMDB e DEM estariam unidos, mas aí teria de haver um entendimento prévio para que Geddel seja o candidato ao governo, porque o Senado ele pode disputar sem precisar brigar com Wagner. (Por Luis Augusto Gomes)
Jacobina: ex-prefeito acusado de dar calote em funcionários
A prefeitura de Jacobina, através do secretário de Finanças, Nicolau Cunha Moura, apresentou ontem balanço das primeiras avaliações realizadas pela auditoria que vem sendo realizada em setores estratégicos da prefeitura, a exemplo das finanças municipais e contabilidade. O secretário informou, por exemplo, que a folha de pagamento de dezembro de 2008, teve um valor global de R$ 2.362.267,99. O inusitado da situação é que deste valor foram pagos apenas R$ 369.027,60, o correspondente ao montante da folha dos funcionários nomeados para cargos de confiança do ex-prefeito. Segundo o dirigente da pasta de Finanças, o restante da folha, R$ 1.993.240,39, correspondente ao salário dos demais servidores do município não foi pago, e não está nos bancos. A Procuradoria Jurídica da prefeitura diz que o valor só poderá ser efetivamente pago se o ex-gestor cumprir o determinado pelo artigo IV da resolução 1.270/08 do TCM-Tribunal de Contas dos Municípios. Já os professores estão com sérios problemas. A prefeitura recebeu em dezembro, R$ 1.651.551,05 do Fundeb mas não efetuou o pagamento destes profissionais e o pior da história é que não há saldo na conta corrente do Fundo. Outro grave problema denunciado é com relação aos descontos dos empréstimos consignados junto à CEF-Caixa Econômica Federal. Em outubro foi descontado dos funcionários R$ 150.547,77 para pagamento da parcela vencivel em 10/11/08; Em novembro a prefeitura descontou R$ 144.446,93, para pagamento da parcela que venceria em 10/12/08. Este dinheiro já deveria ter sido repassado à Caixa. Em dezembro descontou R$ 137.149,08 cujo dinheiro deveria estar na conta, para pagar a parcela de janeiro. Não está. O total é de R$ 342.143,78. A situação é grave já que este dinheiro descontado dos funcionários não foi repassado à CEF e agora dezenas de pessoas podem ir parar no Serasa e SPC. Segundo informações da agência bancária, a CEF não pode literalmente “fazer nada” (Por Fernanda Chagas)
Mesa da Câmara quer manter harmonia com todos os poderes
A nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador (CMS) já está mesmo começando a mostrar serviço. Mesmo em período de recesso, a nova diretoria, liderada pelo novo presidente da Casa, vereador Alfredo Mangueira, fez mais uma visita. Após estar com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), na segunda-feira, ontem pela manhã os novos integrantes da Mesa se reuniram com o presidente do TCE, conselheiro Manoel Castro. Durante o encontro Mangueira voltou a destacar que um dos princípios de sua gestão será trabalhar em harmonia com todos os órgãos públicos, sempre com o objetivo de obter os melhores resultados nas decisões da presidência e de todos os vereadores. “A independência é a característica da Câmara Municipal, mas, para que tenhamos sucesso, para que nossas decisões estejam sempre embasadas na lei, sempre que tivermos alguma dúvida consultaremos o Tribunal de Contas do Estado. Afinal, o entendimento passa pelo diálogo e o diálogo será a base de nosso relacionamento com o TCE”, disse. O presidente do TCE aproveitou a presença da nova Mesa Diretora para salientar a importância do serviço público para a população. “Tanto no Poder Legislativo quanto no Executivo, bem como nas instituições como o TCE, os administradores devem lembrar que são servidores públicos e que sempre devem atuar buscando o melhor para a população e prestar contas de seus atos à sociedade. Por isso, a observância e o entendimento das leis são fundamentais”, enfatizou. O vereador Odiosvaldo Vigas (PDT), ouvidor-geral da Câmara, reiterou a posição firmada pelo presidente Alfredo Mangueira no sentido de que o diálogo da Câmara seja permanente com todos os segmentos. O vereador Alan Sanches (PMDB), 2º secretário da Câmara, ressaltou que “a sociedade cobra cada vez mais dos parlamentares, por isso, deve-se trabalhar com transparência e, mais do que isso, deixar claro para a população que o trabalho é feito com transparência e honestidade”.(Por Carolina Parada)
Caetano nega veto e mantém candidatura à presidência da UPB
Faltando apenas 20 dias para a eleição pela presidência da União das Prefeituras da Bahia (UPB) e a disputa tem roubado a cena da política baiana e acirrado ainda mais os ânimos entre o PT e o PMDB. Se por um lado o candidato peemedebista, Roberto Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa, afirma que o postulante petista, Luiz Caetano tentou vetar a candidatura da sua legenda, Caetano nega e ao contrário do que vem sendo divulgado assegura que “jamais” irá renunciar. O prefeito de Camaçari afirma ainda, que embora o peemedebista não esteja informado, uma chapa suprapartidária, inclusive, já foi criada, com a participação de partidos importantes como o DEM e o PSDB. Toda a polêmica, segundo Caetano, ocorreu na última reunião. “Com intuito de diminuir a tensão entre o meu partido e o PMDB fiz três propostas. A primeira seria que tanto eu quanto Maia, retirássemos as nossas candidaturas em prol de um nome de consenso. Propus também que fosse criada uma coordenação para que a UPB passasse a ser gerida de forma colegiada ou que se prorrogasse o mandato do atual presidente Orlando Santiago (DEM) por mais dois anos. Entretanto, Maia, sob a alegação de que o PMDB, por possuir o maior número de prefeitos (134) não poderia aceitar ficar de fora do embate, se retirou da reunião e acabou por criar toda essa confusão. Mas, posso garantir que não houve veto. “Isso é uma inverdade”, complementou. No entanto, conforme Caetano, a ausência de Maia, “mesmo que involuntariamente”, acabou por fortalecer a sua candidatura. “Foi quando criamos a chapa suprapartidária, com a participação de prefeitos como o de São Domingos (o democrata Isaac Costa Filho); de Cardeal da Silva (Maria Quitéria do PSB); de Brumado (o tucano Eduardo Vasconcelos), de Barra do Choça (Oberdan Reis do PP), assim como o gestor de Simões Filho (Eduardo Alencar, também do PSDB)”. (por Fernanda Chagas)
Fonte: Tribuna da Bahia

INSS já agendou quase 8000 pedidos de aposentadoria em meia hora

Desde que o serviço de 'aposentadoria em 30 minutos' foi disponibilizado na segunda-feira (5), foram agendados 7.806 atendimentos em todo o país. No Distrito Federal, por exemplo, das 38 pessoas agendadas para o primeiro dia de atendimento do sistema somente 11 obtiveram a aposentadoria, segundo a gerência regional do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).Para fazer a 'aposentadoria em 30 minutos' é necessário ter, no mínimo, 65 anos (homem) ou 60 (mulher), ter contribuído com a Previdência por pelo menos 15 anos, agendar o atendimento pelo telefone 135 e comparecer no horário marcado com o documento de identidade e o CPF. O INSS informa que não é necessário levar carteira de trabalho. No entanto, caso as informações necessárias para comprovar o tempo de contribuição do trabalhador não constem no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) será necessário comprová-las por meio da carteira de trabalho ou carnês do INSS.Por enquanto, o sistema de encaminhamento do benefício em 30 minutos é válido somente para pedidos de aposentadoria urbana por idade. Os casos de aposentadoria por tempo de contribuição passarão a ser atendidos pelo sistema a partir de março, e os pedidos de aposentadoria rural, a partir de julho, segundo o INSS.
(Com informações da Agência Brasil)
Fonte: Correio da Bahia

Polícia prende quadrilha especializada em grampos ilegais e quebra de sigilo bancário

THIAGO FARIAcolaboração para a Folha Online
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira nove pessoas suspeitas de integrarem um esquema de grampos ilegais e quebra de sigilo bancário. Os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Policiais são suspeitos de participarem do esquema --forjariam autorizações judiciais de quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia.
04.nov.2008/Imprensa MG
O líder do PSDB na Câmara Federal diz ter sido alvo de grampo feito por quadrilha de SP
Entre as vítimas da quadrilha estariam pelo menos 100 pessoas, como empresários, casos conjugais e políticos. Nesse último caso está o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal (SP).
De acordo com a polícia, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Para conseguir essas informações, os detetives pagavam comissões que variavam de R$ 200 a R$ 2.000.
"O cliente contatava o detetive, que obtinha dados com funcionários de bancos e de operadoras de telefonia para depois revendê-los", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, da divisão de roubo a banco do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).
Investigação
Segundo a polícia, as investigações começaram em 2004 com a suspeita de fraude nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia.
"Descobrimos duas grandes redes principalmente formadas por detetives particulares, que comandavam o esquema", disse o delegado.
A Polícia Civil informou que há a suspeita que policiais teriam "forjado" as determinações judiciais enviadas para as operadoras de telefonia. Os policiais suspeitos não foram presos. Eles vão ser investigados pela Corregedoria.
Fonte: Folha Online

Empresas e sindicatos discutem jornada de 3 dias

Agencia EstadoEmpresas e trabalhadores começaram o ano buscando medidas para enfrentar a queda da demanda. Além da Renault, que negociou a suspensão por cinco meses dos contratos de trabalho de 1 mil funcionários no Paraná, outras montadoras, empresas de autopeças, eletroeletrônicos e motocicletas negociam a flexibilização de jornada e salário para evitar demissões.A Philips dispensou 460 funcionários em Manaus (AM), de um total de 1,7 mil. Eles ficarão em casa até abril e receberão parte dos salários da empresa e parte por meio do acordo com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). As fabricantes de motocicletas em Manaus (AM), incluindo Honda e Yamaha, que respondem por mais de 80% das vendas no País, negociam com funcionários medidas como a semana de três dias de trabalho. A Yamaha inaugurou em outubro uma segunda linha de montagem e contratou 1,4 mil funcionários. Mal iniciou as operações, foi atropelada pela crise e agora busca alternativa para não dispensar o pessoal.Ontem, em reunião entre empresários e o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, ainda não foi possível fechar o acordo de flexibilização. ?Os patrões não topam reduzir jornada sem reduzir salários, mas nestes termos não vamos fechar acordo?, diz o presidente da entidade, Valdemir Santana. Segundo ele, os 22 mil empregados dos 19 fabricantes de motocicletas continuarão em negociação, pois esperam a contrapartida frente aos incentivos fiscais concedidos por governos federal e estadual ao setor, como redução de impostos. Os incentivos foram dados sob a condição de não ocorrerem demissões pelo menos até março.Dirigentes da Fiat e de 14 autopeças de Betim (MG) também vão discutir medidas com o Sindicato dos Metalúrgicos local. ?As empresas já vieram com um saco de maldades, de banco de horas a redução de jornada e salários?, diz o presidente da entidade, Marcelino da Rocha. Para ele, essas medidas não fazem sentido diante dos bons resultados que as montadoras tiveram em 2008, apesar da queda no fim do ano. Segundo ele, ?em outubro e novembro foram feitas 907 homologações, enquanto no mesmo período de 2007 foram 291?.Na unidade da Volkswagen do Paraná foram acertados 10 dias de suspensão do trabalho entre dezembro e janeiro para serem descontados no banco de horas, além das férias coletivas. Os 3,6 mil funcionários não trabalharam na segunda-feira. Amanhã, a empresa vai avisar sobre a próxima parada.A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defende a flexibilização. A entidade, por meio do Senai, colocou à disposição 100 mil vagas de cursos profissionalizantes que podem ser oferecidos aos empregados das empresas que flexibilizarem a jornada.Algumas empresas nem buscaram alternativas e partiram para cortes. Hoje, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realiza protesto em frente à TRW, fábrica de componentes para veículos em Diadema, que demitiu 200 funcionários. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos também tenta reverter 227 dispensas feitas pela Valeo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

quarta-feira, janeiro 07, 2009

“TERRORISMO DE ESTADO”

Laerte Braga “Quando o Hamas ataca é terrorismo, quando Israel ataca é legítima defesa? Isso é terrorismo de estado”. O principal assessor do presidente Lula para política externa, Marco Aurélio Garcia acusou hoje o governo de Israel de “terrorismo de estado”. É a primeira vez que alguém no governo assume tão claramente a posição pró-Palestina do Brasil. As notas sucessivas do ministro Celso Amorim têm mostrado o espírito de negociação que caracteriza a diplomacia brasileira, mas em nenhum momento deixaram de condenar a agressão nazi/sionista ao povo palestino. O chanceler brasileiro conversou com a ministra do Reich de Israel Tzipi Livni e deixou clara a posição do País. Amorim fala em reação desproporcional de Israel às supostas agressões do Hamas. Um segundo ataque a uma outra escola da ONU para refugiados palestinos foi feito por forças terroristas do nazi/sionismo. No campo de refugiados de jabalia, ao norte do território palestino, pelo menos 40 pessoas morreram e “dúzias ficaram feridas”. A escola foi atingida por duas bombas e entre as vítimas estão crianças e mulheres que buscavam abrigo no local. A ONU, através dos comissários na região já confirmou 30 mortes. Israel, segundo afirmam os porta-vozes da ONU sabia que se tratava de escolas. O governo de Berlim, quer dizer, de Tel Aviv, através do marechal Goering, quer dizer, general Gaby Ashkenazi, informou que as tropas das SS nazi/sionistas apenas responderam a fogo do inimigo. E que tudo corre “dentro do previsto”. O chanceler Von Ribbentropp, quer dizer, a ministra Tzipi Livni está convocando através do Ministério das Comunicações, voluntários em todo o mundo para defender Israel do que chama “mentiras da mídia e na internet”. A GESTAPO, quer dizer MOSSAD, começou a plantar vírus e a interferir em sites e espaços críticos do nazi/sionismo de Israel. Seguem a máxima que a mentira repetida várias vezes vira verdade. A REDE GLOBO, no Brasil, concorda plenamente e segue sem discussão os conselhos nazi/sionistas, até porque chegam direto de Wall Street e Washington e segundo o “gênio” do jornalismo global William Bonner, “o nosso telespectador é como Homer Simpson”. Ou seja, idiota. No delírio e no frenesi de servir aos senhores ainda não chegaram ao ponto de advertir para riscos de que a guerra possa chegar ao Brasil e que é preciso antes de dormir verificar se não existe um foguete do Hamas debaixo da cama, mas plantam há anos pastinhas por todos os lados no afã de foto/montar, foto/mentir, recomendando sorrisos, caras e bocas no almoço com algozes. A ONG HELP US WIN dirigida por especialistas em mídia social, baseada no Centro Interdisciplinar de Herzlya, detecta sites e grupos contrários ao genocídio contra os palestinos e reage defendendo a limpeza étnica promovida pelos nazi/sionistas. O jornal JERUSALEM POST mostra na edição de segunda-feira, dia 5 de janeiro, a foto de dois estudantes nazi/sionistas e um bebê de pouco mais de um ano portando uma arma e com a faixa “terrorista árabe”. E a pergunta – “o que ele será quando crescer?” – Não mudaram nem o estilo dos tempos hitleristas. Com essa foto os SS nazi/sionistas pretendem “justificar” o assassinato de crianças palestinas. A matéria gerou protestos até de grupos israelenses. O presidente Hugo Chávez pediu que o presidente dos Estados Unidos e o primeiro ministro da Alemanha, quer dizer, de Israel, sejam levados a julgamento por crimes contra a humanidade num tribunal internacional. A orquestra West-Eastern Divan Orchestra, formada por árabes e israelenses, dirigida pelo maestro israelense Daniel Barenboim, cancelou apresentações em países do Oriente Médio em sinal de protesto e por segurança segundo o maestro. Barenboim é defensor da paz entre palestinos e israelenses e mal visto pelo governo do reich de Israel. É que aceitou a cidadania palestina honorária por seus esforços pela paz. Na segunda-feira, dia 12, num concerto pela paz, vai estar se apresentando no teatro Staatsoper, em Berlim. O professor Neve Gordon, israelense, declarou em Negev, ao sul de Israel, que o “Hamas apenas reage aos ataques do nosso governo. Esses ataques são desculpa para uma ação com interesses políticos. A verdadeira razão é a proximidade da eleição em Israel. E os militares querem mostrar serviço depois do fracasso do ataque ao Líbano em 2006. A entrevista foi concedida a jornalistas da GLOBO por incrível que possa parecer. Se vai ser divulgada ou não é outra história. Segundo o professor “é mais fácil ser atropelado por um carro em Tel Aviv que atingido por um foguete do Hamas”. Gordon é professor na Universidade Ben Gurion e culpa Israel, seu país, pela situação no Oriente Médio. “Estamos ocupando e tomando terras dos palestinos, fechando todas as portas e eles e mantendo-os em uma jaula, como queríamos que eles reagissem?” Barak Hussein Obama, branco disfarçado de negro, disse a jornalistas que está preocupado “com a vida de civis”. Esse tipo de declaração deve ter sido emitida após longa reunião de sua assessoria e busca de algo que não represente nada na violência nazi/sionista contra palestinos, mas pareça piedade. Se Bush é um estúpido como costuma dizer Bil Clinton (em relação a pai e filho), Obama é só um espertalhão. Israel é um braço do nazismo nunca insepulto. É o nazi/sionismo. E a barbárie num estágio de alta tecnologia. Nada além disso. Hordas de insanos assassinando um povo inteiro.

Ação pode sair da Corte federal

Rocardo Brito
Depois de dois anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ninguém arrisca qual o futuro do processo decorrente da Operação Navalha. São três caminhos. O primeiro é continuar por lá. O segundo é descer, caso a Corte Especial, principal colegiado do STJ, decida na volta do recesso remetê-lo a instâncias inferiores depois que o Tribunal de Contas do Estado do Sergipe (TCE-SE) aposentou compulsoriamente o conselheiro Flávio Conceição Neto. A terceira via seria a ação subir para o Supremo Tribunal Federal (STF), como querem alguns advogados de réus, argumentando que a Corte indevidamente investigou ministros e parlamentares.
Entre os 61 denunciados, apenas Flávio Conceição mantém o processo no STJ. As assembléias legislativas de Alagoas e Maranhão não autorizaram a Corte investigar seus respectivos governadores, Teotônio Vilela (PSDB) e Jackson Lago (PDT). Na prática, essa condição, prevista em lei, congelou o processo contra ambos.
Em setembro passado, porém, o TCE-SE decidiu aposentar Flávio Conceição. A PF acusa-o de receber propina para favorecer a Gautama na época em que ele ocupou a Secretaria da Casa Civil do governo João Alves. Ele, que ainda recorre da aposentadoria na Justiça, nega favorecimento. "O caso vai ficar no STJ porque a aposentadoria de Flávio foi ilegal", afirma o advogado dele, Gilberto Vieira.
Mas o caso pode cair também. Desde 2000, o STJ e o STF têm vários precedentes de processos que desceram por causa da aposentadoria compulsória de investigados, como é o caso de Flávio Conceição. E ainda subir. Advogados de alguns réus contaram ao Correio que já questionaram judicialmente a competência da Corte no caso uma vez que, sustentam como um dos exemplos, o ministro Silas Rondeau teria foro no Supremo, mas foi "investigado pela Corte".
Diante desse impasse jurídico, o processo do STJ, relatado pela ministra Eliana Calmon, não tem previsão de quando a ação será julgada. Comparativamente, o processo do mensalão, em curso no Supremo e com 20 réus a menos, deve ser decidido em 2011 - entra em breve na fase das testemunhas de defesa. No caso da Navalha, nem sequer foram arroladas as testemunhas de acusação.
Fonte: Correio Braziliense (DF)

Mentes opacas

Dora Kramer
O Congresso nem reabriu os trabalhos e já está cheio de ideias. Algumas até mereceriam comparação com fabulações produzidas em cérebros rudimentares, não fosse o risco de se entrar no perigoso terreno da injustiça. Para com os irracionais de nascença.
Não bastasse a ausência do item recuperação moral do Legislativo na agenda do debate sobre a eleição nas novas presidências da Câmara e do Senado, diante do quadro de autodesmoralização galopante aos parlamentares só ocorre abrir combate contra o Poder Judiciário.
Grosso modo, as propostas visam a retirar prerrogativas do Supremo Tribunal Federal e fixar mandato para o posto de ministro, hoje assegurado até a aposentadoria aos 70 anos de idade.
No detalhe, fala-se em garantir agilidade a julgamento de processos eleitorais, em modificar as regras de acesso ao cargo de juiz, em criar punições a procuradores que divulgarem denúncias infundadas, uma série de providências que à primeira vista parecem muito bem-intencionadas.
À segunda, entretanto, revelam-se o que realmente são: uma tentativa de vingança contra o chamado ativismo dos magistrados. O Congresso faz parecido quando se sente muito criticado e ameaça endurecer a lei de imprensa. Para intimidar, nada mais.
Sob a alegação de impedir a usurpação de poderes, o Legislativo se propõe a interferir diretamente no processo judicial, inclusive determinando o tempo de julgamento de uma ação; oito meses da primeira à última instância, no caso de crimes eleitorais.
Uma barbaridade que equivaleria ao Judiciário determinar ao Legislativo quanto tempo uma proposta deve tramitar - da apresentação à votação no plenário - na Câmara e do Senado.
Não que o Poder Legislativo não possa - aliás, deve - corrigir distorções, interferir quando necessário sem que isso signifique extrapolação. Assim faz o Judiciário.
Mas o propósito aqui não é aprimorar processo nenhum, é retomar a situação anterior à qual o deputado Flávio Dino define como a de "um tribunal historicamente mais técnico que político".
De maneira oblíqua, o deputado fala de episódios de omissão travestidos de respeito à independência dos Poderes - uma condição realmente bastante mais confortável que a fustigação permanente por parte do Judiciário, provocada não apenas pelo perfil dos magistrados, mas, sobretudo, pelo fato de o Legislativo abrir mão de suas prerrogativas de uma maneira tão leviana quanto preocupante.
O elenco de exemplos é farto e amplamente citado. Mas um pouco lembrado é o dos processos contra parlamentares. Critica-se o Judiciário pela ausência de punições a autoridades com foro privilegiado, mas hoje ao menos são abertos inquéritos e vários se transformam em processos.
Quando (até 2001) a Justiça dependia de autorização do Legislativo, na quase totalidade dos casos nem se iniciavam ações. O Congresso simplesmente não autorizava e ponto final.
Esse tipo de situação pode ser melhor para os parlamentares individualmente, mas é ruim para a instituição e bem pior para a República.
Fala-se do perigo de concentração de poder. Um sofisma, pois se todos os Poderes atuarem à altura do que lhes confere (e obriga) a Constituição não há ultrapassagem de limites. Há, sim, o cumprimento correto, e natural, do conceito de equivalência entre eles.
A ofensiva do Legislativo contra o Judiciário é uma típica tentativa de criar um caso onde não existem desavenças nem deformação institucional alguma. Trata-se apenas da defesa unilateral do retrocesso em causa própria.
Fonte: O Estado de S.Paulo (SP)

Retaliação ao Judiciário

Editorial
Quando o recesso acabar, pelo menos dois projetos serão apresentados na Câmara com a declarada intenção de contrabalançar a ingerência do Judiciário - notadamente do Supremo Tribunal Federal (STF) - no âmbito político. A intromissão é inegável. O próprio ministro Gilmar Mendes já comparou a Corte que preside a uma casa legislativa. E não têm sido poucos, nem desimportantes, os seus movimentos em relação a assuntos da esfera de decisões do Congresso Nacional. A definição das regras de fidelidade partidária pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seguida da ordem para a cassação de um deputado que as transgrediu, e a edição, no Supremo, da chamada súmula antinepotismo são os exemplos mais robustos da desenvoltura com que o Judiciário enveredou pela seara parlamentar, para contrariedade dos políticos atingidos nos seus interesses.
Mas não se trata de usurpação. Primeiro, porque o Judiciário não extrapolou de suas atribuições constitucionais. Segundo, porque os tribunais superiores agiram no vácuo formado pela omissão de um Congresso praticamente destituído de capacidade de iniciativa e menos ainda disposto a afrontar as conveniências dos seus membros. Terceiro, porque o próprio Legislativo bate às portas da Justiça para dirimir os seus conflitos internos: numa atitude sem precedentes, o Senado recorreu ao STF contra a Câmara, por exemplo, no caso da emenda constitucional que aumentou o número de vereadores. Ainda assim, o Parlamento estaria justificado se votasse um conjunto coerente de propostas sobre as questões pendentes que envolvem a prestação de justiça no País, como a da responsabilidade dos procuradores que oferecerem denúncias infundadas e a das condições para o acesso à magistratura.
Não é esse, porém, o espírito que parece estar na origem dos projetos a serem apresentados na Câmara, embora um deles - que obrigaria a Justiça Eleitoral a julgar em até oito meses processos contra políticos - seja absolutamente procedente. O que anima os seus autores, ao que tudo indica, é mesmo o desejo de retaliação. Difícil interpretar de outro modo a anunciada proposta de emenda constitucional para acabar com a vitaliciedade dos mandatos no Supremo Tribunal (até a aposentadoria compulsória aos 70 anos). O deputado Flávio Dino, do PC do B do Maranhão, quer que os ministros do STF tenham mandatos limitados a 11 anos para evitar a formação de uma "aristocracia judiciária" e a "hiperconcentração de poder" numa Corte com um "crescente papel de supremacia sobre os outros Poderes". Os ministros continuariam a ser escolhidos pelo presidente da República, mas a partir de uma lista feita pela comunidade jurídica "e com a participação do Congresso".
O mandato fixo e o envolvimento do Legislativo no processo de indicação dos futuros ministros escancaram as portas à politização do Judiciário. Antes de mais nada, nada garante que, uma vez apresentado o projeto, os políticos aprovem os 11 anos - um período em si razoável, se a ideia é extinguir a vitaliciedade - e não os reduzam a 4 ou 5, instituindo um rodízio acelerado de nomeações passíveis de ser usadas pelos governantes de turno como moeda de troca política nas suas relações com o Congresso e outras partes diretamente interessadas. A vitaliciedade das funções na mais elevada instância judicial não é universal. Não se trata, pois, de um tabu. Só que a sua abolição, além de retaliatória, a esta altura, não eliminaria o apontado problema da ingerência do STF na área política. Se a Corte se sente inclinada a ocupar consistentemente os espaços deixados ociosos por um Parlamento acomodado à condição de segundo violino do Executivo, não fará diferença para a conduta dos seus integrantes a duração de seus mandatos.
O que os congressistas deveriam aprovar, isso sim, é a limitação do prazo para que a Justiça Eleitoral conclua, até a última instância, os processos instaurados contra políticos. Os oito meses propostos pelo deputado Geraldo Magela, do PT do Distrito Federal, parecem tempo suficiente para um órgão especializado do sistema judicial. Não tem o menor cabimento que um político acusado de crime eleitoral passe anos exercendo um mandato até que se decida que ele nem sequer deveria ter sido empossado, dados os delitos graças aos quais se elegeu.
Fonte: O Estado de S.Paulo (SP)

Impossível não é...

Por: Carlos Chagas

BRASÍLIA – O planeta quase inteiro conclui pela impossibilidade de solução entre israelenses e palestinos. Há quem evolua pela sinistrose, prevendo o acirramento do horror agora verificado e imaginando que o mundo muçulmano acabará por detonar uma bomba atômica em Israel, ou vice-versa, coisa que geraria recíproca imediata e a deflagração de uma terceira guerra mundial mais religiosa do que política.
Tem solução? Tem. Bastaria coragem para a adoção de uma série de iniciativas, senão paralelas, ao menos contínuas. Vejamos:
1- Retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, com a aceitação de um cessar-fogo de caráter permanente. 2 - Destruição de todos os foguetes e demais armamentos do Hamas e organizações similares, com a garantia de que nenhuma ação bélica seria tomada pelo povo ou por grupos palestinos contra Israel.3 - Reconhecimento imediato por todo o mundo árabe do direito de Israel existir, já que existe.4 - Formação do Estado Palestino, com participação das Nações Unidas e demais entidades internacionais, bem como dos governos dos países vizinhos. 5 - Internacionalização de Jerusalém, policiada por força mundial de paz, mantida como capital de Israel e reconhecida também como capital da Palestina. Cada governo ocuparia áreas específicas da cidade, funcionando nelas os respectivos parlamentos. 6 - Cessão do Sinai aos palestinos, pelo Egito, com ajuda internacional para ocupação e exploração do território. 7 - Anistia geral, mas punição incondicional para novos autores e mentores de atentados terroristas contra quaisquer populações.
A partir desse elenco de proposições, com a prevalência de uma ONU recuperada, não haveria como a paz deixar de ser construída, claro que através de sacrifícios monstruosos de parte a parte. Mas se o preço fosse a paz, ou seja, a preservação da vida, quem ousaria argumentar em sentido contrário?
Ficar sustentando que este ou aquele povo foi eleito por Jeová, Alah ou o Padre Eterno para impor-se aos demais representa a dissolução de todos.
O problema é que, sem exceção, as partes rejeitariam as sugestões contrárias a seus interesses imediatos, exigindo que as demais se completassem. Mas impossível não é...
Visão da crise
Escreveu dias atrás o senador José Sarney haver tido a visão da crise quando da janela de sua casa na Praia do Calhau, em São Luís, notou que dos trinta navios que aportavam diariamente ali defronte, apenas um subsistia. Traduzindo: estavam quase interrompidas as exportações de minério de ferro, de alumínio e sucedâneos, assim como a chegada de dezenas de produtos. Começa o ano e as notícias são desastrosas não apenas na Praia do Calhau, mas no País inteiro. Mineradoras e siderúrgicas começaram a demitir em massa, pela quebra de contratos de exportação com a China, Japão e o mundo inteiro. A indústria automobilística tem seus pátios abarrotados e não produz mais, ou seja, deixa de comprar aço, interrompendo a compra de minério de ferro às siderúrgicas. O efeito dominó atinge outras indústrias, o comércio e o setor de serviços.
As férias coletivas e obrigatórias estão terminando para mais de 15 mil operários, ante-sala das demissões capazes de atingir número bem maior. Contratos de trabalho vêm sendo suspensos em São Paulo e Minas, mesmo contrariando as leis trabalhistas. O crédito fica cada vez mais reduzido, não obstante a ajuda dada pelo governo aos bancos.Diante desse quadro amargo, dá para entender o presidente Lula recomendando ao cidadão comum a comprar e às empresas a produzirem? Só o governo federal consegue manter seus investimentos, por conta das reservas depositadas lá fora, claro que reduzidas a cada semana. Estados e prefeituras encontram-se impedidos de seguir o exemplo federal, postos em estado de bancarrota apenas para preservar o custeio de suas estruturas.
Quem se anima a aceitar o conselho presidencial, exceção de seus áulicos?
A quem Deus ajuda
Diz o mote popular que Deus ajuda a quem cedo madruga. Certamente por isso Michel Temer encontra-se em Brasília desde segunda-feira, e Tião Viana chegou ontem. Mesmo com o Congresso vazio, os dois candidatos ocupam seus gabinetes e disparam telefonemas, cartas e telegramas em profusão, pretendendo amealhar votos para as eleições às mesas da Câmara e do Senado. Aldo Rebelo, adversário de Michel, nem se ausentou da capital federal durante as festas de fim de ano. Garibaldi Alves, por enquanto único candidato declarado a disputar com Tião Viana, transferiu seu gabinete para o Rio Grande do Norte e, de Natal, dedica-se à mesma tarefa. Só José Sarney permanece na janela, à espera de navios que não chegam à Praia do Calhau...
De crista baixa
Na próxima segunda-feira o presidente Lula estará em Caracas para uma rodada de análises sobre a crise, a convite do presidente Hugo Chávez. Seria o caso de repetir aquela exclamação popular do “quem te viu, quem tevê...” Anda de crista baixa o galo bolivariano de tantas exibições anteriores para o galinheiro (perdão, para a platéia de seus vizinhos). A súbita queda nos preços internacionais do barril de petróleo coloca a Venezuela em sérias dificuldades. Nem mesmo vêm sendo honradas às prestações com a Rússia, por conta da compra de aviões de caça, helicópteros e canhões de toda ordem.
A própria ajuda a Cuba pela venda de petróleo a preços subsidiados encontra-se em dificuldades. Talvez por isso a tal refinaria de petróleo a ser construída em Pernambuco com participação de Chávez ainda não recebeu um centavo do nosso “hermano”. A crise venezuelana, sem dúvida, é diferente, mas é maior do que a brasileira.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Longe da imprensa, Lula recebe visita de Jaques Wagner na praia

SALVADOR - Três dias depois de chegar à Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a visita do governador baiano, o também petista Jaques Wagner, na manhã de ontem. Já bastante corado, depois do fim de ano em Fernando de Noronha e dos dias de descanso na Bahia, o presidente passeou pela praia de sunga azul, ao lado da primeira-dama Marisa Letícia, e do governador. Wagner, por outro lado, mostrou-se não muito adepto a praias, ao aparecer bem pálido, usando uma sunga branca.
Às 10h20, o helicóptero que levou o governador chegou à base naval. Dez minutos depois, os três já estavam na praia. Sem se importar com os jornalistas, que mais uma vez não puderam passar do píer da Praia de São Tomé de Paripe, a cerca de um quilômetro do ponto usado pela família presidencial para se distrair, Lula passou protetor solar na mulher antes de mergulhar com o governador. Os dois passaram quase uma hora conversando, sozinhos, no mar. Depois, Wagner ainda se juntou à família no almoço e deixou o local às 14 horas.
De acordo com a assessoria do governador, o convite para que ele passasse a manhã com Lula partiu do próprio presidente, de quem é amigo há três décadas. Oficialmente, a conversa girou em torno de amenidades, com pitadas políticas - "o que seria natural entre um presidente e um governador, ainda que sejam amigos de longa data", segundo o chefe da comunicação, Ernesto Marques.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Em entrevista, Lula diz que não lê jornal nem revista

SÃO PAULO - Criticado pelo distanciamento mantido em relação à imprensa, em especial no primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que não faz parte de sua rotina ler jornais ou revistas, nem acompanhar o noticiário de sites e blogs na internet. Em entrevista à revista Piauí, o presidente justificou: "Porque tenho problema de azia."
Ele afirmou que, desde que assumiu o Palácio do Planalto, não mudou de opinião em relação à mídia. "A imprensa brasileira tem um comportamento histórico em relação a mim." Repetindo as falas que costumam rechear discursos críticos em relação ao noticiário político, ele disse não se preocupar, por confiar na inteligência de leitores, ouvintes e telespectadores.
Ainda assim, o presidente se diz bem informado. "Um homem que conversa com o tanto de pessoas que eu converso por dia deve ter uns 30 jornais na cabeça todo santo dia", explicou, acrescentando que é avisado por auxiliares no caso de notícias relevantes.
A entrevista à Piauí foi a 176ª concedida pelo presidente, segundo a revista. Em 2008, diz o texto, a imprensa bateu um recorde de conversas com Lula. Durante o primeiro mandato, foram menos de 50. Já no ano passado, foram 57 entrevistas só para a imprensa estrangeira.
Boa relação
Lula disse ver uma melhora na relação com a mídia. O motivo, segundo ele, é o avanço tecnológico, que trouxe mais pluralidade à informação. "Não tem mais apenas a informação de tal revista ou de tal jornal", disse.
"Está tudo na Internet. Então, isso democratiza a imprensa, aumenta a capacidade do cidadão em interpretar o que lê.
Fonte: Tribuna da Imprensa

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