quarta-feira, março 16, 2011

A instabilidade das usinas nucleares

Carlos Chagas

Corria o ano de 1976 e o então presidente Ernesto Geisel preparava importante viagem ao Japão, quando pleitearia polpudo financiamento para desenvolver nosso setor energético. Ele havia celebrado o polêmico e em certos aspectos secreto acordo nuclear com a Alemanha Ocidental, responsável, entre outras metas, pela implantação das usinas atômicas em Angra dos Reis.�

O telefone tocou na sala de Júlio de Mesquita Neto, líder e dirigente maior do jornal “Estado de S. Paulo”. Chamava-o o próprio todo-poderoso Ernesto Geisel. Jamais haviam-se falado. O “Estadão” mantinha a mesma linha de oposição aos governos militares, acentuada no período anterior, em que Garrastazu Médici ocupara o palácio do Planalto e dera início à mais deslavada censura à imprensa do ciclo militar, continuada pelo sucessor.

Geisel fazia um apelo ao jornalista. Soubera, certamente pelos meios pouco éticos da espionagem praticada nas redações, que o jornal estava perto de publicar ampla e documentada reportagem denunciando que as usinas nucleares de Angra dos Reis estavam sendo construídas em terrenos pouco firmes, arenosos, sem a solidez necessária a obras de tamanha envergadura. Seria um risco dos diabos.

O tonitruante presidente fazia um apelo: que o jornal evitasse a divulgação daquela matéria enquanto ele e sua comitiva estivessem no Japão, porque os acordos a assinar certamente seriam prejudicados pela informação, caso verdadeira, já que o governo duvidava de sua veracidade.

Geisel apelava para o patriotismo de Mesquita e foi atendido. Só depois de sua volta publicou-se a reportagem e, mesmo assim, com as devidas reservas e ressalvas. Providências terão sido adotadas pelo governo para reforçar as bases das usinas.

Do episódio tiram-se algumas conclusões: o presidente não quis ou sentiu que não poderia aplicar a censura para evitar a publicação, sob o risco de seu conteúdo ganhar a mídia internacional, que ele não controlava. As usinas de Angra I e Angra II foram completadas, de início com ajuda alemã. Só que logo depois, por pressão dos Estados Unidos, o governo da República Federal da Alemanha desinteressou-se do acordo com o Brasil.

Do que os americanos desconfiavam era da possibilidade de os germânicos usarem nosso país como as mãos do gato, quer dizer, para tirar as castanhas do fogo e chegarem à “bomba atômica brasileira”, cujo controle e tecnologia só eles dominariam. Preferiu, o governo de Bonn, abandonar a aventura. O risco era bater de frente com os Estados Unidos.�

Por que se conta essa história que Julio de Mesquita Neto levou para o além? Porque a gangorra da geração de energia nuclear volta a descer, depois da recente tragédia no Japão. Já se discute, no planeta inteiro, a conveniência de a Humanidade continuar investindo em usinas atômicas, dada a experiência anterior de Chernobill, na Rússia, e agora da possibilidade de vazamento em quatro unidades japonesas. Ponto para a natureza, ou melhor, para os seus excessos, como terremotos e tsunamis. A Alemanha acaba de fechar duas usinas, a Suíça suspendeu planos para outras, a China e a Índia começam a rever seus programas de expansão.

A Angra III ainda não se completou, a IV agora não sairá do papel, numa demonstração de que também por aqui são efêmeras as decisões político-científicas. Num momento a energia nuclear é a solução. No outro, põe em risco a segurança de todos nós. Pelo menos quatro marchas e contra-marchas já se verificaram desde a implantação da primeira usina nuclear, nos Estados Unidos, no início dos anos cinquenta. A instabilidade continua marca dessa experiência ainda inconclusa no planeta.�

MUITA AREIA PARA POUCO CAMINHÃO

Com todo o respeito, mas estão inflando demais o balão do prefeito Gilberto Kassab. Que ele tem futuro promissor, não se duvida. O problema é que mal revelado na política por força da renúncia discutível de José Serra, em 2002, o alcaide paulistano ocupa diariamente o noticiário, dividindo as opiniões sobre se formará ou não um novo partido, desligando-se do DEM e com passagem comprada para unir-se depois ao PSB. É areia demais para o caminhão de Kassab, que se fundar ou não fundar a nova legenda, muito pouco acrescentará à política paulista, quanto mais à nacional.

Acrescente-se a essa exagerada operação a hipótese de tudo não passar de manobra do palácio do Planalto para trazer Kassab ao aprisco governista. Ele deixaria a oposição do DEM para afinal aportar na enseada socialista, da qual tanto se orgulham Lula e Dilma por haver conquistado. Toda essa firula de sair, criar e depois aderir não engana ninguém.

DESARMAR, NINGUÉM DESARMA

Quando um presidente brasileiro desembarca nos Estados Unidos, para visita oficial, seus seguranças são gentilmente convidados a deixar as armas no aeroporto. Acompanharão o chefe, é evidente, mas revólveres, pistolas e sucedâneos ficarão por conta do Serviço Secreto e do FBI, na missão de proteger o visitante de eventuais atentados. Isso acontece desde as viagens dos presidentes Eurico Dutra, João Goulart, Garrastazu Médici, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Henrique e Lula.

Não chega a gerar uma crise, mas a recíproca não é verdadeira. Brasília e Rio tornaram-se, esta semana, cidades infestadas de agentes de segurança americanos, esquadrinhando cada avenida e cada esquina por onde passará o presidente Barack Obama, sábado e domingo. Perguntem se eles deixaram suas armas no aeroporto…

COMPARAÇÕES

Caso não se verifique mudança nos planos, Barack Obama discursará domingo para selecionados populares e não populares cidadãos brasileiros na Cinelândia, no Rio. Falará nas escadarias do Teatro Municipal, com vistas para o tradicional Amarelinho, onde até pouco se tomava o melhor chope da cidade.

Poderão até revelar-se justificáveis as exageradas providências de segurança, que impedirão a seleta assistência de portar bolsas, mochilas, sacolas, sacos de pipoca e quaisquer embrulhos, isso depois de rigidamente identificados todos os convidados. Mas fica impossível não ceder à tentação de comparar duas situações.

Quando denominada de “Brizolândia”, aquela vasta praça era aberta a todos, em especial nas inúmeras vezes em que lá se encontrava Leonel Brizola. Anos a fio, partidários do duas vezes governador fluminense debatiam com adversários, quase sempre inflamados, ainda que os entreveros permanecessem verbais. Encontrasse um jeito de descer da sua nuvem, lá em cima, Brizola não deixaria de estranhar tantos cuidados numa praça que já foi do povo…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Fotos do dia

A ex-BBB Talula posa para o site Paparazzo A modelo disse que ficou surpresa quando soube que era apontada como vilã do reality Camelôs vendem produtos diversos em calçada de Guaianases, na zona leste
Pit bull abandonado é preso a um poste na região de Pedreira, na zona sul Cachorros de rua circulam pela praça Fortunato da Silveira, na zona leste Incêndio atinge carros alegóricos em terreno próximo ao sambódromo do Anhembi

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Receita aperta o cerco a atrasados do INSS

Livia Wachowiak Junqueira
do Agora

A Receita Federal vai apertar o cerco aos contribuintes que receberam atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2009 e em 2010, mas não declararam os valores que foram pagos. Também estão na mira do Leão os servidores que receberam precatórios alimentares e verbas da Justiça trabalhista.

Isso porque, segundo a Receita, muitos contribuintes deixam de declarar os atrasados por pensarem que, como já é feito o desconto de 3% na fonte na Receita Federal, não é preciso informar os valores na declaração de ajuste anual. No total, 659 mil segurados receberam atrasados do INSS no ano passado.

A Receita Federal informou ontem que pretende fiscalizar, por meio de malha fina, 500 mil contribuintes que enviaram a declaração no ano passado e que vão enviar neste ano. Desse total de contribuintes, além das informações sobre os atrasados, o Leão vai mirar aqueles que tiveram gastos elevados demais com cartão de crédito, considerando os rendimentos recebidos no ano, profissionais que podem ter omitido ganhos, investidores que não recolheram o IR corretamente sobre os rendimentos, além de trabalhadores que fizeram plano de previdência privada para deixar de pagar imposto.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta

Viúva de ex-segurado pode ter pensão do INSS

Gisele Lobato
do Agora

A Quinta Turma Recursal do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que atende os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, garantiu a uma viúva o direito de pagar contribuições atrasadas do marido que não estava em dia com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, com isso, receber a pensão por morte.

No caso em questão, o segurado havia trabalhado com carteira assinada até 1992. A partir de 1998, ele --que era corretor de imóveis-- passou a contribuir como autônomo, e assim fez até 2001, três anos antes de morrer. Como ficou muito tempo sem pagar, o trabalhador havia perdido a qualidade de segurado.

Na tentativa de regularizar a situação do marido morto, a viúva pagou, de uma só vez, seis meses de contribuições atrasadas, mas o INSS negou-lhe o direito à pensão.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta

Confira como declarar atrasados do INSS

do Agora

Preciso saber como devo fazer a declaração de 2010 para poder conseguir a restituição do imposto retido ao receber atrasados do INSS, de 1998 até 2010. Sou aposentado por tempo de contribuição. Como declarar corretamente? J.G.

O contribuinte deve ficar atento no preenchimento da declaração deste ano, em virtude de ter uma ficha exclusiva para lançar rendimentos recebidos acumuladamente. É preciso separar todos os documentos que servirão de base para o devido preenchimento das fichas corretamente, e com isso apurar o imposto a pagar ou a restituir em conformidade com a legislação

Fonte: Sebastião Luiz Gonçalves dos Santos, do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo

Fonte: Agora

terça-feira, março 15, 2011

A que ponto chega um (des)governo irresponsável!!!

Quando ainda residia em Jeremoabo-Bahia, por inúmeras vezes através fotos denunciei a omissão e irresponsabilidade do desgoverno “tista de deda”, principalmente quanto a poda de arvores, e as crateras nas vias públicas da cidade, sem falar noutras “anomalias”mais graves, no entanto, os subservientes e comilões, diziam se tratar de oposição, os omissos e coniventes calavam, e hoje observo através da matéria publicada no site Portal JV, onde documenta um fato, irresponsável, desumano e criminoso.

Pelo visto só resta aos familiares rezar, enterrar a vitima, ingressar em Juízo com uma ação criminal contra o prefeito e o Secretário (ir)responsável, e ingressar com outra ação Cível pedindo indenização.

Estou responsabilizando a prefeitura, porque quando é para gratuitamente perseguir uma pessoa, a capacidade é de chamar atenção de qualquer um, haja vista o exemplo do Casarão de Brotas, onde o Secretário do Meio Ambiente deu uma até de xerife, a Câmara de Vereadores se deslocou até o local, sei que mesmo arbitrariamente deram "um nó tão cego" que até hoje o Marcos ainda anda atordoado.

Todavia, quando é para interesse da população, e quando mexe com vida, seguem o "justo Veríssimo, o povo que se exploda".

Está acontecendo em Jeremoabo o que sempre alertava e citava:

Martin Niemöller

"Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me
incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.
Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…"


Cadê os vereadores "representantes do povo"para abrir uma CPI?


VALA EM VIA PÚBLICA, PROVOCA MORTE
Jovino Fernandes
Nesta segunda (14), a família do Sr. Antônio Araújo da Silva (Antônio Coco) natural de Pesqueira/PE, com 77 anos, foi informada que o mesmo encontrava-se morto dentro de uma vala da rede de esgoto na Av. Contorno/Jeremoabo/BA, que foi aberta em via pública sem que houvesse qualquer tipo de sinalização que pudesse chamar atenção tanto dos motoristas que trafegam naquela avenida como também dos pedestres.
Neste trágico acontecimento, fica nossa indagação. Quem teria aberto a vala? A Secretaria de Obras da Prefeitura de Jeremoabo tinha conhecimento ou mesmo foi informada do buraco existente na pista? Que o fato sirva de lição e, que as autoridades públicas possam coibir e punir àqueles que sem qualquer tipo autorização ou mesmo por falta de conhecimento causam transtornos ao poder público.

Até o fechamento desta matéria, o corpo ainda se encontrava no local, aguardando a equipe do IML da cidade de Paulo Afonso, para onde deve ser conduzido.

INFELIZMENTE ESSE É O JEREMOABO QUE FAZ O POVO FELIZ!!!

Radares: Vereador quer suspensão do funcionamento

Juvêncio diz que funcionamento de radares deve ser suspenso até apuração da licitação

O vereador Juvêncio Oliveira (DEM) usou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) na manhã de segunda, 14, para abordar a questão da indústria da multa em Aracaju, solicitando ao prefeito da capital sergipana, Edvaldo Nogueira (PCdoB), a suspensão dos contratos firmados com as empresas Eliseu Kopp e Splice. Em matéria veiculada neste domingo, 13, no Fantástico, as citadas empresas foram denunciadas por envolvimento num esquema ilícito na implantação e gerenciamento de equipamentos da sinalização eletrônica.

“Ratifico aqui, que o prefeito Edvaldo precisa se antecipar a esta situação. Diversas ações que serão consumadas nos próximos dias e, antes possa atingir a nossa capital, solicito que o prefeito venha anunciar publicamente a suspensão do funcionamento dos equipamentos de sinalização eletrônica. Pois se já existia uma interrogação muito grande em relação aos radares aqui instalados em espaços tão curtos, pouco distantes um do outro, agora com matéria a interrogação vai aumentar e o discurso de opositores não irá cessar. Torço pelo sucesso da administração municipal, pois se acertamos sempre, estaremos ganhando e a população também”, disse Juvêncio.

Ainda em seu pronunciamento, o parlamentar demista solicitou ao prefeito Edvaldo Nogueira que atenda ao pedido dos moradores do bairro Coroa do Meio, mas especificamente da rua vereador Joaquim Mauricio Cardoso Filho, quanto à limpeza do local. “De acordo com uma moradora que me procurou, a população de insetos tem crescido assustadoramente. Assim, ela pede que o carro fumacê passe por lá, pois está impossível. O local está em real estado de calamidade pública. Espero que o pedido seja atendido e que possa voltar a esta tribuna para agradecer à administração pública”, afirmou Juvêncio.

Fonte: Emsergipe

Dilma anuncia programa para gestantes e bebês

Edson Sardinha

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (14) a criação de um programa de atendimento integral às gestantes e aos bebês, o Rede Cegonha. Em seu programa semanal de rádio, Dilma disse que o objetivo da iniciativa é garantir um atendimento médico completo para mães e filhos. “É um programa, na área da saúde, voltado para o atendimento integral das mães e das crianças desde a gravidez, passando pelo parto até chegar ao desenvolvimento do bebê. Nós queremos que as mães e as crianças tenham um atendimento completo, integral”, declarou.

Dilma reafirmou seu compromisso de campanha de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país até 2014. “Hoje, todo mundo sabe que as crianças de zero a cinco anos, que recebem atenção social e pedagógica, higiene e alimentação adequados, entram na vida escolar em condições muito melhores, daí o programa de creches”, ressaltou.

A presidenta afirmou que o combate à violência doméstica será outra prioridade de sua gestão e classificou como “inaceitável” a informação de que cinco mulheres são agredidas no Brasil a cada dois minutos, conforme pesquisa divulgada recentemente. Dilma citou a Lei Maria da Penha como exemplo de iniciativa de sucesso no combate à violência doméstica.

“Essa lei é reconhecida até pela ONU como um modelo de enfrentamento da violência doméstica. O meu compromisso é garantir que essa lei seja rigorosamente cumprida. Aliás, no meu governo, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a notificação da violência contra a mulher em toda a rede pública e privada do país na área da saúde. Quem não notificar que recebeu uma mulher agredida, machucada, está sujeito à punição administrativa e corre o risco de ser punido por seu conselho profissional.”
Leia a íntegra do Café com a Presidenta:

“Apresentador: Estamos no mês de março, dedicado à mulher. Nós sabemos que o governo vai, nesse mês, lançar programas importantes. A presidenta não podia antecipar alguns dos anúncios para nós?

Presidenta: Eu posso antecipar, sim, para você. Em primeiro lugar, vamos tratar daquele que é um dos momentos mais marcantes da vida de toda mulher: a maternidade. Vamos anunciar o Rede Cegonha, Luciano, que é um programa, na área da saúde, voltado para o atendimento integral das mães e das crianças desde a gravidez, passando pelo parto até chegar ao desenvolvimento do bebê. Nós queremos que as mães e as crianças tenham um atendimento completo, integral.

Apresentador: Presidenta, e depois, mais para frente? Um dos grandes problemas das mães é conciliar o trabalho e o cuidado com os filhos.

Presidenta: É sim, Luciano. Nenhuma mulher trabalha tranquila se seus filhos não estiverem protegidos e bem cuidados. Por isso, Luciano, nós vamos iniciar um programa de creches, cuja a meta é construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o Brasil, até 2014. As creches e pré-escolas, elas são muito importantes na administração do tempo das mulheres, mas são, sobretudo, Luciano, importantíssimas para a educação das crianças e para atacar a raiz das desigualdades sociais. Hoje, todo mundo sabe que as crianças de zero a cinco anos, que recebem atenção social e pedagógica, higiene e alimentação adequados, entram na vida escolar em condições muito melhores, daí o programa de creches.

Apresentador: Presidenta, como a senhora avalia a situação das brasileiras?

Presidenta: Olha, Luciano, as mulheres ajudaram e ajudam a construir o nosso país. Saem dos seus lares, vão para o mundo do trabalho, para as empresas, para as escolas, às universidades, para a vida social e fazem a diferença. Sabe, Luciano, se as mulheres não tivessem crescido em seu papel na sociedade brasileira, eu não conseguiria ter sido eleito presidenta, por isso eu devo honrar as mulheres do nosso país. Eu gostaria de contar para você um fato que aconteceu comigo e que ilustra muito bem como as mulheres estão sempre mudando. Falo de uma pequena mulher, chamada Vitória, uma menininha que eu conheci num aeroporto do nosso país. Eu estava lá e a mãe dessa menininha aproximou com ela e me disse: “A minha filha quer te fazer uma pergunta. Ela quer saber se mulher pode”. E eu perguntei: “Pode o quê?”. Ela disse: “Olha, a Vitória quer saber se mulher pode ser presidente”. E foi isso que eu respondi para ela: “Vitória, mulher pode sim”. Então, Luciano, eu tenho certeza que as mulheres, cada vez mais, sabem, percebem e vivem essa realidade – elas podem. Mas, Luciano, ainda falta muito para as mulheres poderem tudo.

Apresentador: O que é que a senhora acha que está faltando? O que mais te preocupa?

Presidenta: Uma das minhas maiores preocupações é a violência contra a mulher, ainda muito presente, inclusive dentro de casa. Uma situação, que sobre todos os aspectos, é inaceitável para uma sociedade como a brasileira.

Apresentador: Inclusive, presidenta, uma pesquisa recente mostrou que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.

Presidenta: É o que eu te disse, Luciano, isso é inaceitável! Olha, uma das leis mais importantes, criadas no governo do presidente Lula, foi a Lei Maria da Penha. Essa lei é reconhecida até pela ONU como um modelo de enfrentamento da violência doméstica. O meu compromisso é garantir que essa lei seja rigorosamente cumprida. Aliás, no meu governo, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a notificação da violência contra a mulher em toda a rede pública e privada do país na área da saúde. Quem não notificar que recebeu uma mulher agredida, machucada, está sujeito à punição administrativa e corre o risco de ser punido por seu conselho profissional.

Apresentador: Tem que denunciar, não é?

Presidenta: Tem que denunciar, sim. Senão você não consegue acabar com a violência contra a mulher.

Apresentador: Presidenta, muitas brasileiras são vítimas de câncer de mama e de colo do útero, como reduzir esse problema?

Presidenta: Olha, Luciano, na próxima semana eu vou estar aqui com você explicando os novos programas de prevenção e tratamento de câncer de mama e de colo de útero. Eu não tenho dúvida, Luciano, até porque aconteceu comigo, que a prevenção é o melhor caminho para reduzir o problema do câncer. As mulheres, Luciano, são hoje um pouco mais da metade da população, mas o resto da população – a outra metade – são os nossos filhos. Por isso, quando a gente cuida da mulher, nós estamos tratando toda a sociedade, estamos, contudo, dentro de casa.

Apresentador: Certo, presidenta. Uma boa semana para a senhora e para todos e todas e nos ouvem agora. Até a próxima segunda."
Fonte: Congressoemfoco

Fama do pai foi fundamental, admite Ratinho Júnior

Divulgação
Ratinho Filho (à direita) admite que o nome do pai, o apresentador e ex-deputado Ratinho, foi fundamental para a sua ascensão política

Edson Sardinha

Aos 29 anos, Ratinho Júnior (PSC-PR) é o mais jovem entre os líderes partidários na Câmara. Os 358.924 votos recebidos pelo líder do PSC em outubro garantiram a ele o posto de deputado mais bem votado da bancada do Paraná e a convicção de que já pode caminhar com pernas próximas neste seu segundo mandato consecutivo na Câmara. Antes, ele havia sido deputado estadual.

Para ele, a fama do pai foi fundamental para sua primeira eleição. “Nas outras duas, a população viu minha maneira de trabalhar e reconheceu o nosso jeito de atuar. Há casos de filhos de famosos que não conseguiram se reeleger porque não mostraram a que vieram”, avalia o deputado.

“Essa ligação existe e continua sendo importante. Mas construímos um projeto. Quando assumi a presidência do PSC no Paraná, o partido não tinha nenhuma prefeitura. Hoje tem seis prefeitos, 12 vices, quatro federais e três estaduais. Passamos de 31 para 135 vereadores. Foi o partido que mais cresceu no Paraná, não é um crescimento pessoal”, comemora o líder do PSC.

Pouca gente se lembra, mas Carlos Massa, o Ratinho, foi deputado federal entre 1990 e 1994 pelo PRN, partido do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Ratinho Júnior reconhece que o mandato do pai foi discreto. “Meu pai tem vocação muito mais para a comunicação do que para a política, por ele ser muito empreendedor. No Legislativo depende muito de relacionamento. Ele tem um perfil mais de executivo. Teve passagem discreta pela Câmara. Na comunicação ele acabou acontecendo”, considera.

Ratinho Júnior conta que faz rádio desde os 13 anos, quando começou como sonoplasta. Aos 16, assumiu o microfone. Hoje apresenta um programa diário das 6h às 8h, com notícias e participação dos ouvintes, na rádio da família. “Mas não faço política no rádio”, afirma.

O líder do PSC avalia que há apenas dois caminhos para um jovem chegar à Câmara atualmente: pela linha familiar, como a trajetória dele – combinada pela comunicação com a política – e pela defesa de determinada categoria – o que tem sido cada vez mais raro. Ratinho Júnior não esconde que sonha em subir degraus mais altos na política. “Quando entrei na política, brincava que não queria ser só deputado. E tenho trabalhado para isso. Mas essa minha vontade depende mais da população. Estou me preparando para tudo, não quero decepcionar”, diz o deputado.

Leia:

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Fonte: Congressoemfoco

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