
Petista também saiu na frente nos cenários de primeiro turno
Rafaela Gama
O Globo
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quinta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma vantagem de cinco pontos percentuais no segundo turno para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio aos desdobramentos das revelações sobre a relação entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O instituto ouviu 1.500 pessoas entre os dias 23 e 27 de maio e considera a margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos.
O levantamento mostra o petista com 46,5% das intenções de voto em um cenário de segundo turno estimulado contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que contabiliza 41,4%. Na última rodada, divulgada no início do mês, Flávio tinha 45,3% e aparecia numericamente à frente de Lula, que tinha 44,7%, mas os dois estavam em empate técnico.
PRIMEIRO TURNO – Já no primeiro turno, o presidente também sai na frente (38,5%), seguido de Flávio (31,5%). Os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas, Romeu Zema (Novo), aparecem abaixo, com 5,5% e 2,4% das intenções de voto, respectivamente, enquanto Renan Santos (Missão) registra 2,1%.
A pesquisa também testou outros candidatos, como o psiquiatra Augusto Cury (Avante), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), o deputado federal Aécio Neves (PSD), o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), além de Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP|). Somados, eles têm 4,4%.
O levantamento também testou a substituição de Flávio por outros nomes da direita também no primeiro turno, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que marcou 29,6% contra os 38% registrados por Lula. Já a senadora Tereza Cristina (PP) teve 15,9% ante os 38,1% do petista.
AÚDIOS – A pesquisa também testou a percepção da população sobre os áudios enviados por Flávio ao banqueiro. Questionados sobre o tema, 37,4% responderam que viram ou ouviram “muita coisa” sobre o assunto, enquanto 23% disseram ter visto “alguma coisa” e 10% relataram ter tomado conhecimento do fato, “mas só de passagem, sem detalhes”. Os que não ficaram sabendo da notícia foram 18,2% e 11,4% não souberam ou não responderam.
Entre os que estiveram por dentro da crise, 48% dos entrevistados afirmaram que o caso é grave e merece ser investigado de maneira aprofundada pela Polícia Federal (PF), enquanto 20% discordaram da afirmação. Outros 20% disseram que nem concordam nem discordam.
A maioria (40,6%), no entanto, afirmou que não acredita na justificativa apresentada pelo senador, que argumentou que manteve a relação com o banqueiro para buscar o financiamento do filme biográfico do pai, “Dark Horse”. Por outro lado, 33,4% disseram confiar na versão apresentada por Flávio e 19% responderam que nem acreditam nem desacreditam. Além desses, 7% não souberam responder.