quarta-feira, novembro 05, 2025

Segurança pública recoloca o PL no jogo no Rio e reativa narrativa de confronto político

Publicado em 5 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Ação policial reabasteceu o discurso do “nós contra eles”

Bela Megale
O Globo

Quando o assunto era a eleição para o governo do Rio de Janeiro, as principais lideranças nacionais e também fluminenses no PL deixavam claro o desânimo quanto às chances de vitória.

O próprio presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, repetiu a diferentes correligionários que via o pleito praticamente ganho pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que concorrerá ao Palácio da Guanabara com apoio de Lula. A operação nos complexos da Penha e do Alemão, que matou 121 pessoas, no entanto, reacendeu os ânimos do partido sobre a disputa.

“NÓS CONTRA ELES” – A leitura é que, com a ação contra o Comando Vermelho e que tem Cláudio Castro (PL) como liderança política à frente do ocorrido, a sigla conseguiu reabastecer o discurso do “nós contra eles” em um dos temas mais caros não só aos cidadãos fluminenses como também ao Brasil: a segurança pública.

O plano é reforçar o discurso conservador do governador do Rio de que a operação foi um “sucesso”, mesmo sendo a mais letal da história, e de que apenas os policiais foram vítimas. Em paralelo, a estratégia é tentar associar os governos Lula e Eduardo Paes a supostas dificuldades para combater o crime organizado.

Como informou a coluna, até pouco tempo estava na mesa do PL a possibilidade de apoiar a candidatura de Eduardo Paes, diante da avaliação de que a derrota seria praticamente certa e da falta de um nome da direita que fosse competitivo contra ele.

NOME DE CONSENSO – Com a operação policial, lideranças do partido de Jair Bolsonaro veem um discurso com potencial nas mãos, mas admitem que ainda não existe um nome de consenso para representar a direita nas urnas no Rio.

A falta de um candidato, no entanto, passou a ser minimizada, e o fator Wilson Witzel agora é citado por correligionários do PL. Eles lembram que, em 2018, Witzel — então no PSC — se elegeu governador do Rio tendo a pauta da segurança pública como prioritária. A frase de que as polícias deveriam “mirar na cabecinha e… fogo” proferida por Witzel após vencer a disputa e poucos meses antes de assumir o Palácio da Guanabara foi uma das marcas do ex-governador.

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