sábado, outubro 04, 2025

Ninguém dá almoço grátis: o preço da ilusão eleitoral

Jeremoabo não pode se vender em 2026


O alerta da veterana deputada estadual Fátima Nunes, em recente vídeo, não pode ser ignorado. Ela aponta uma realidade que já está à vista de todos: pré-candidatos distribuindo sacolas, gastando fortunas e tentando comprar a consciência popular. É preciso repetir sem medo: ninguém dá almoço grátis.

Um candidato que despeja milhões antes mesmo de ser eleito já deixa claro o que virá depois: nenhum compromisso real com o município. Quem compra voto, governa para os cabos eleitorais e não para o povo. E a pergunta que não cala é: de onde sai tanto dinheiro? Certamente, não de boas intenções.

Pior ainda é ver vereadores e cabos eleitorais tentando empurrar de goela abaixo nomes carimbados por dezenas de processos de improbidade em andamento. Isso é zombar da inteligência do eleitor. Como esperar honestidade de quem já responde na Justiça por mau uso da coisa pública?

Não adianta, depois, chorar pelo leite derramado. Muitos cobram milagres do prefeito, mas esquecem que sem o apoio de deputados comprometidos com o município, nada avança. O que Jeremoabo e tantas outras cidades têm visto é a prática dos “deputados Copa do Mundo”: aparecem de quatro em quatro anos, fazem pose, distribuem favores e desaparecem no dia seguinte à eleição.

O eleitor precisa acordar. Vender o voto por sacolas, favores ou promessas vazias é entregar o futuro da cidade em mãos erradas. A eleição de 2026


 deve ser o momento de dizer basta ao coronelismo moderno travestido de assistencialismo barato. O voto é a arma mais poderosa que o cidadão possui. Usado com consciência, muda destinos; usado como moeda de troca, mantém a miséria e a corrupção.

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Publicado em 5 de junho de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge do Duke (Instagram) Victória Cócolo G1 Uma pe...

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