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Julgamentos de generais quebram um tabu que era mantido por 200 anos

Publicado em 2 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Militares no divã - Seguinte

Charge do Angeli (Folha)

José Roberto de Toledo e Thais Bilenky
do UOL

Agora réu, o ex-presidente Jair Bolsonaro precisará comover lideranças do centrão a se desgastarem no Supremo Tribunal Federal se quiser ver o projeto de anistia avançar no Congresso.

A começar pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), políticos dão sinais de que não têm a mesma urgência que o bolsonarismo com a pauta do perdão aos condenados do 8/1.

CONDENAÇÃO À VISTA – O julgamento do Supremo que aceitou a denúncia contra Bolsonaro e mais sete aliados fragiliza ainda mais o ex-presidente, uma vez que sua condenação é considerada provável inclusive pelos seus pragmáticos aliados.

Levou dois séculos, mas militares das mais altas patentes serão finalmente julgados por civis no Brasil por crimes políticos.

Em decisão histórica, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal colocou no banco dos réus três generais quatro estrelas, um almirante, um tenente-coronel e um presidente-capitão – além de dois de seus acólitos civis.

PRINCIPAIS RÉUS – Juntos, os oito tramaram o frustrado golpe para manter Jair Bolsonaro ilegitimamente no poder e matar o presidente que o derrotou na eleição.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde Donald Trump escapou de julgamento por estimular um golpe e voltou ao poder na Casa Branca, a Justiça brasileira tem sido célere e pode impedir algo parecido de acontecer no Brasil.

Se Bolsonaro  conseguir escapar, beneficiado pela nova lei da anistia, será um feito inédito na política brasileira.

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