sábado, fevereiro 15, 2025

“Nova Riviera” significará eternizar a guerra de israelenses e palestinos

Publicado em 15 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Trump International Beach Resort

Eis o projeto do Trump International Beach Resort na Flórida

Janio de Freitas
Poder360

O Donald Trump que projeta criar na Faixa de Gaza a “nova Riviera”, em alusão aos balneários franceses para os ricaços do mundo, não é o atual presidente americano. É o Trump empresário, dono de hotéis de luxo e resorts para golfistas, um ricaço feito no setor imobiliário.

Inexiste outra motivação possível –fosse estratégica, econômica, geológica ou de pacificação– para Trump projetar “o controle” dos Estados Unidos sobre a Faixa de Gaza e expulsar 2,4 milhões de palestinos da sua terra.

DEPORTAÇÃO – Depositados “no Egito e na Jordânia”, que se recusam a aceitá-los, esses milhões de palestinos continuariam como vizinhos hostis e hostilizados de Israel.
O projeto Gaza-Riviera não se encaixa, também, na interpretação da experiência diplomática, de que Trump se excede para obter acordos com as concessões do seu interesse.

É o que está esboçado com o México, onde a presidente Claudia Scheinbaum dispôs-se a ativar o protelado plano de vigilância de fronteira.

ELES NADA TÊM – Com os palestinos, não pode ser o caso. A eles só resta a vida para conceder, e os genocidas não precisam de concessões. A exploração imobiliária da Faixa de Gaza invalida a ideia de dois Estados, palestino e israelense, como aprovado pela ONU. Mas não só.

Retira uma área importante do plano do Grande Israel, ambicionado pela direita e uma das causas do massacre de habitantes e da estrutura da Palestina.

 Se Trump promete uma dádiva econômica para os israelenses em geral, aos fundamentalistas religiosos contraria em um dos objetivos primordiais.

E OS EUROPEUS – A divergência com os fundamentalistas talvez mais importante, para o esquema de Trump, do que a reação dos europeus, na velha imagem, de rabo entre as pernas.

Há todo um sistema jurídico e institucional, acima das ações externas de cada país ou governo, que Trump e seus projetos internacionais violam. São mínimos, no entanto, os riscos de que os Estados Unidos tenham algum aborrecimento nesse âmbito.

Ainda assim, e com diferentes pretextos, instâncias importantes do sistema internacional já perderam, ou a perda é iminente, a contribuição financeira ou a presença dos norte-americanos.

DIREITOS HUMANOS – Ao menos um dos casos dá, porém, oportunidade para se dizer que Trump agiu bem. Aplausos para a retirada norte-americana do Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH).

Seu governo não respeita direitos humanos, nem direito algum de segundos e terceiros.

A presença dos Estados Unidos no CDH, só desmoralizaria o órgão que batalha pela ampliação de direitos no mundo, não de hotéis e resorts.


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