quinta-feira, julho 13, 2023

Procurador pede que o TCU investigue irregularidades no salário de Bolsonaro

Publicado em 13 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | Procurador quer apurar acesso ilegal dos dados de  “inimigos” de Bolsonaro

Procurador Furtado apoia as decisões políticas do TCU

Camila Bomfim
g1 Brasília

Em março, o PL anunciou que pagaria R$ 41 mil mensais ao ex-presidente Jair Bolsonaro, para que trabalhasse no partido, onde teria um escritório eleitoral. Mas o procurador Lucas Furtado, do Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), afirma ser ‘violação mortal da moralidade’ usar dinheiro público de partido para remunerar um político condenado pelo TSE.

Diante dessa premissa, o procurador Lucas Furtado, pediu ao tribunal para apurar irregularidades no salário que o PL paga ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março deste ano, o partido afirmou que a remuneração seria de R$ 41 mil.

 “É possível verificar que a estrutura de um partido político está sendo utilizada para remunerar pessoa que foi declarada inelegível pela maior instância da justiça eleitoral”, alega o procurador.

DIZ O PROCURADOR – Ele destaca que pagar um político condenado pelo TSE “é a meu ver violação direta e mortal do princípio da moralidade administrativa”.

Assim, Furtado pede ao TCU que, na função de tribunal de controle externo, apure irregularidades em remuneração concedida pelo Partido Liberal (PL) ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro; E que, se houver o entendimento do plenário ou o relator, os pagamentos sejam suspensos.

Em março, o PL afirmou que Bolsonaro receberá a remuneração igual a de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser presidente de honra do partido. O salário de um ministro do STF é o teto do funcionalismo público e, desde 1º de abril deste ano, é de R$ 41.650,92.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba, a matéria enviada por Carlos Vicente mostra que o cerco a Bolsonaro está se fechando e já entram até em assuntos internos do partido político. Assim, além dos tribunais superiores terem passado a adotar decisões políticas, nota-se que a Procuradoria do TCU entrou pelo mesmo caminho. Aliás, também no TCU não faltam decisões políticas, como a condenação dos procuradores Rodrigo Janot e Deltan Dallagnon por receberem diárias que a própria Auditoria do TCU considerou estarem dentro da lei. Pode isso, Arnaldo? (C.N.)

 

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