terça-feira, dezembro 24, 2019

Cúpula da PGR avalia que cabe ao MP-RJ responder às críticas de Bolsonaro a respeito de investigações sobre Flávio


Bolsonaro afirmou haver abuso por parte do MP nas investigações
Andréa Sadi
G1
A cúpula da Procuradoria-Geral da República avalia, nos bastidores, que cabe ao Ministério Público do Rio de Janeiro responder às críticas do presidente da República a respeito da investigação envolvendo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).
No final de semana, Bolsonaro disse que há “abuso” do Ministério Público no caso envolvendo o filho e defendeu controle do MP. Para interlocutores de Augusto Aras, chefe do MP, a crítica foi “pontual” e dirigida ao Rio de Janeiro.
“Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro. Que levem o caso dele de acordo com a alegação que está ali”, disse Bolsonaro sobre a apuração que tem como pivô o ex-assessor de Flávio Fabrício Queiroz. Para o Ministério Público do Rio, o hoje senador lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e uma loja de chocolates.
INVASÃO DE ESPAÇO – Segundo integrantes da cúpula da PGR, se Aras sair em defesa do MP-RJ será uma defesa “abstrata e genérica”, o que pode ferir “a autonomia” e “invadir o espaço” de outras unidades, como a do Rio, comandada pelo procurador Eduardo Gussem.
De forma reservada, no entanto, integrantes da PGR admitem que, se o caso envolvendo Flávio ganhar “contornos nacionais”, aí “o cenário muda”. No final de semana, a jornalistas, Bolsonaro disse que “todo poder tem que ter uma forma de sofrer um controle”.
INTERFERÊNCIA – Sobre o Ministério Público, Bolsonaro disse “que todo Poder [o Ministério Público não é um Poder] tem de ter uma forma de sofrer algum controle. Não é do Executivo. Quando começa a perder o controle, buscar pelo em ovo. Eu sou réu no Supremo. Já sofri processos os mais variados possíveis. Então, a questão do Ministério Público está sendo um abuso, eu noto. Qual a interferência minha? Zero.”

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