sábado, junho 15, 2019

Lewandowski acredita que Moro e Dallagnol irão a julgamento pelo Supremo

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Ricardo Levandowski
Lewandowski afirma que a lei é clara sobre juízes e procuradores
Deu em O TempoFolha Press
O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski afirmou nesta sexta-feira (14) em Salvador que a relação de juízes com procuradores está bem fundamentada no Código de Ética da Magistratura. “O relacionamento de juízes com as partes está bem fundamentado no artigo oitavo do Código de Ética da Magistratura. É só olhar e procurar entender”, disse o ministro.
O artigo diz que “o magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito”.
LEI ORGÂNICA – O magistrado evitou comentar a troca de mensagens entre o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol divulgada no último domingo (9) pelo site The Intercept Brasil.
Justificando o porquê de não falar sobre a questão, o ministro afirmou que a Lei Orgânica da Magistratura veda que qualquer juiz se manifeste sobre temas que possa analisar no futuro. “Não posso falar sobre esse assunto porque eu possivelmente terei que julgar alguma coisa relativa a esse tema. […] A lei da magistratura veda que qualquer juiz se manifeste sobre assuntos que venha a apreciar”, disse o ministro.
TRANSPARÊNCIA – Também questionado, genericamente, sobre a livre circulação de informações na democracia brasileira, o ministro afirmou que a liberdade de expressão é um dos pilares da democracia. “A sociedade tem que saber de tudo, nós vivemos em uma Constituição que tem também como uma baliza fundamental a transparência e publicidade”, disse o magistrado.
Lewandowski participou de uma palestra na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Ao ser recebido no auditório da faculdade, presenciou uma manifestação de um grupo de estudantes que defenderam com uma faixa e gritos de guerra um “julgamento justo” para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Amigo pessoal de Lula e de Marisa Letícia desde os tempos de São Bernardo do Campo, o ministro Ricardo Lewandowski jamais se declarou suspeito para julgar o ex-presidente. Mesmo assim, comporta-se como se fosse um rigoroso cumpridor das leis. Certamente nem lembra que foi quem permitiu ir para votação a permanência dos direitos políticos de Dilma Rousseff, apesar de ela ter sido cassada da Presidência. O ministro deve julgar (?) que as outras pessoas têm memória fraca. Algumas, como ele, realmente têm, mas a maioria, não(C.N.)

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