Orlando Santiago vence o bate-chapa com candidato petista e é o novo presidente da entidade
O prefeito de Santo Estevão, Orlando Santiago (PFL), venceu a máquina dos governos estadual e federal e foi eleito ontem presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). Ele desbancou o prefeito de Senhor do Bonfim, Carlos Brasileiro (PT), candidato do governador Jaques Wagner (PT) – que, em apenas um mês no cargo, sofre a primeira derrota política. Em uma das eleições mais disputadas e concorridas da UPB, o pefelista derrotou o petista pelo placar de 179 votos a 163. Dois gestores anularam o voto. Houve 344 votantes, sendo 56 por procuração.
O candidato petista só pôde concorrer por conta de uma liminar concedida na Justiça, pois a chapa encabeçada por ele – chamada Independência e respeito – havia sido impugnada anteontem porque possuía prefeitos em situação irregular com a entidade. Um deles, o de Ibiassucê, Manoel Adelino Gomes de Andrade (PT), não era sequer filiado à entidade. Os cinco nomes que estavam irregulares foram trocados por outros gestores.Concedida a liminar, durante todo o dia de ontem, assessores, parlamentares do PT, figuras ligadas a Wagner e ao governo federal tentaram cooptar os prefeitos, inclusive por telefone, para garantir a vitória de Carlos Brasileiro, que chegou a ser dada como certa até por aliados ao gestor de Santo Estêvão, em função do uso da máquina pública para pressionar o eleitorado.
O deputado federal Josias Gomes (PT) entrou em campo, e passou o dia no local da eleição, ocorrida na Fundação Luís Eduardo Magalhães, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Nelson Santos, petista amigo do governador desde os tempos do Sindicato dos Químicos e Petroleiros, também articulou a favor da chapa petista. Segundo informações de dois prefeitos que preferiram manter o anonimato, o sindicalista negociava em nome da Petrobras, principalmente patrocínios para o Carnaval e o São João dos municípios do interior.
A uma prefeitura da Chapada Diamantina, teriam sido oferecidos R$200 mil por petistas ligados ao governo federal em troca do voto em Carlos Brasileiro, que negou qualquer espécie de interferência da máquina pública no processo. Entretanto, segundo os prefeitos, até o nome da Caixa Econômica Federal (CEF) e a Bahiatursa, órgão oficial de turismo do governo baiano, teriam sido utilizados para favorecer a chapa petista.
“Não ocorreu nada disso. E eu não atribuo a minha derrota a uma derrota do governador. Acredito, inclusive, que, como ele seria meu parceiro, ele também será parceiro do candidato que venceu a eleição”, declarou Carlos Brasileiro, após a anúncio do resultado. Para os prefeitos presentes, no entanto, o resultado do pleito representou uma derrota vexatória para Wagner – que encarregou até o vice-governador, Edmundo Pereira Santos (PMDB), para articular em favor de Carlos Brasileiro, principalmente entre os gestores peemedebistas – e uma vitória do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), que uniu, ao lado do ex-governador Paulo Souto (PFL), a oposição em favor de Orlando Santiago.
Além disso, segundo o comentário de prefeitos e dirigentes da UPB, Wagner teria entrado em campo para a concessão da liminar, dada pelo juiz plantonista Marcelo Brito, irmão da desembargadora Telma Brito, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ). De acordo com os mesmos comentários, após a impugnação da candidatura petista, anteontem, o governador teria ligado para o desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do TJ, para pedir ajuda pois, na UPB, não caberia mais recurso à decisão proferida de forma unânime pela comissão eleitoral da entidade.
A liminar foi concedida anteontem mesmo, às 23h, menos de seis horas após a divulgação da decisão da comissão eleitoral da UPB. Wagner e Cintra mantêm uma relação muito próxima. O governador, inclusive, nomeou como secretário da Administração um pupilo do magistrado: Manoel Vitório da Silva Filho, ex-superintendente do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj).
Fonte: Correio da Bahia
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