domingo, julho 05, 2026

Renegociação de dívidas dos estados pode custar R$ 347 bilhões à União

Publicado em 5 de julho de 2026 por Tribuna da Internet

O custo da falta de sincronização no combate ao crime organizado no país


PF teve de antecipar a Operação Exchange

Pedro do Coutto

A declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de que uma sanção aplicada pelos Estados Unidos acabou prejudicando uma operação brasileira contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) transcende o episódio policial e revela um fenômeno cada vez mais frequente: a crescente sobreposição entre decisões de política internacional e investigações conduzidas por autoridades nacionais.

O caso demonstra que, na era da criminalidade globalizada, cooperação internacional e sincronização institucional tornaram-se tão importantes quanto inteligência policial e capacidade operacional. Segundo a Polícia Federal, a Operação Exchange vinha sendo preparada havia meses para desarticular uma sofisticada rede de movimentação financeira suspeita de lavar recursos provenientes do narcotráfico internacional.

FLUXO BILIONÁRIO – A investigação identificou um fluxo bilionário de operações envolvendo criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie, empresas de fachada e complexas transações bancárias. Entretanto, a divulgação antecipada das sanções norte-americanas contra um dos principais investigados obrigou a PF a antecipar o cumprimento dos mandados, alterando o cronograma originalmente planejado. O resultado foi a prisão de parte dos envolvidos, mas também a fuga do empresário apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema.

O episódio ilustra uma característica das investigações contemporâneas: o fator surpresa continua sendo um dos ativos mais valiosos das operações contra organizações criminosas. Redes especializadas em lavagem de dinheiro possuem elevado grau de profissionalização, monitoram constantemente movimentações institucionais e reagem rapidamente a qualquer sinal de exposição.

Quando uma informação estratégica se torna pública antes da execução das medidas judiciais, abre-se uma janela suficiente para destruição de provas, ocultação de patrimônio e evasão dos principais alvos. Não se trata apenas de prender suspeitos, mas de preservar a efetividade de meses — às vezes anos — de trabalho investigativo.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – Ao mesmo tempo, seria simplista interpretar o episódio como um conflito entre Brasil e Estados Unidos. A cooperação internacional no combate ao crime organizado é hoje indispensável, especialmente diante de organizações que movimentam recursos em diversos países e utilizam sistemas financeiros espalhados pelo mundo.

Sanções econômicas, bloqueio de ativos, troca de inteligência e investigações conjuntas são instrumentos legítimos e frequentemente decisivos para atingir organizações criminosas transnacionais. O problema não está na existência desses mecanismos, mas na necessidade de maior coordenação entre autoridades que compartilham objetivos semelhantes.

O próprio PCC deixou há muito tempo de ser uma organização restrita ao sistema penitenciário brasileiro. As investigações conduzidas ao longo dos últimos anos mostram uma estrutura empresarial sofisticada, capaz de operar cadeias internacionais de lavagem de dinheiro, utilizar plataformas digitais, movimentar criptomoedas e criar empresas aparentemente legais para dissimular recursos ilícitos.

INTEGRAÇÃO – Combater uma organização com esse grau de complexidade exige integração permanente entre polícias, órgãos financeiros e autoridades estrangeiras, mas também protocolos rígidos sobre o momento adequado para tornar públicas determinadas medidas.

A manifestação pública do diretor-geral da Polícia Federal também chama atenção por reconhecer, de forma transparente, que fatores externos podem influenciar diretamente o resultado de operações policiais. Em vez de atribuir o insucesso parcial apenas à capacidade dos investigados, a declaração evidencia que decisões tomadas em diferentes jurisdições podem produzir efeitos inesperados sobre ações cuidadosamente planejadas.

É uma demonstração de como o combate ao crime organizado passou a depender não apenas da competência das instituições nacionais, mas da qualidade da coordenação entre governos que compartilham interesses na repressão às mesmas organizações.

EFEITO COLATERAL  – Esse episódio ainda oferece uma reflexão importante sobre governança internacional. Em um ambiente de criminalidade financeira globalizada, a eficácia das ações depende tanto do compartilhamento de informações quanto da administração criteriosa do tempo. Divulgar uma sanção financeira pode ser essencial para bloquear ativos e impedir novas operações ilícitas; contudo, se isso ocorrer antes da execução simultânea das medidas policiais, o efeito colateral pode ser justamente facilitar a evasão dos principais investigados. O desafio está em harmonizar transparência, cooperação e eficiência operacional sem comprometer nenhum desses objetivos.

Mais do que um incidente isolado, o caso revela uma nova realidade do combate ao crime organizado internacional. As fronteiras entre segurança pública, inteligência financeira e política externa tornam-se cada vez mais tênues, exigindo mecanismos de coordenação muito mais sofisticados do que aqueles concebidos para uma criminalidade essencialmente doméstica.

O sucesso das grandes operações do futuro dependerá menos da capacidade de agir isoladamente e cada vez mais da habilidade dos Estados em sincronizar decisões, preservar o sigilo estratégico e transformar a cooperação internacional em uma vantagem operacional, e não em um fator de risco para as próprias investigações.

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Cordel da Verdade de Jeremoabo

 

Cordel da Verdade de Jeremoabo

Tem conversa pela praça
Que não merece atenção;
Querem trocar nossa história
Por interesse e paixão.
Mas a verdade é mais forte
Que qualquer invenção.

Não paguem essa história,
Pois o povo é sabedor;
Quem rasura o passado
Não merece o seu valor.
A memória de um povo
É seu bem maior.

Jeremoabo nasceu forte,
No sertão da Bahia amada;
Dos povos originários
Veio sua caminhada.
Seu nome é de origem tupi,
Herança eternizada.

Primeiro veio a Freguesia,
No distante mil setecentos;
Depois nasceu a Vila,
Com seus grandes fundamentos.
Cada etapa teve glória,
Cada qual em seu momento.

Em vinte e cinco de outubro,
No ano de trinta e um,
Geremoabo virou Vila,
Isso nega? Não há nenhum.
Mas emancipação política
Ainda não era comum.

Foi somente em vinte e cinco,
No mês de julho, dia seis,
Que a Lei do Estado da Bahia
Escreveu de uma só vez:
Jeremoabo era Cidade,
Como registra a própria lei.

Documento não se rasga,
Nem se muda por vontade;
Quem inventa outra versão
Enfraquece a identidade.
História não é brinquedo,
É patrimônio da cidade.

Desta terra tão querida
Muitos filhos foram brotar:
Canudos e Paulo Afonso,
Santa Brígida a brilhar;
Pedro Alexandre e João Sá
Vieram depois se formar.

Cada pedaço da terra
Leva um pouco da raiz;
Mas Jeremoabo permanece
Gigante e sempre feliz.
Quem conhece sua história
Tem orgulho do que diz.

Hoje o tempo é diferente,
Há respeito e união;
Jeremoabo reencontra
Sua verdadeira direção.
Quem ama sua história
Defende sua tradição.

Temos Tista de Deda,
Prefeito de coração,
Que governa com prudência,
Sabedoria e união.
Bom jeremoabense, ele sabe
O valor da tradição.

Não permitirá, jamais,
Que apaguem nossa memória;
Respeita os antepassados,
Honra toda essa história.
Quem conhece suas raízes
Constrói um futuro de glória.

Viva o povo de Jeremoabo!
Viva sua gente guerreira!
Viva quem lutou um dia
Pela cidade altaneira!
Que nunca morra a lembrança
Da nossa história verdadeira.

E que ecoe pelos cantos,
Nas escolas e no chão,
Nos sítios e nas fazendas,
Em cada comemoração:
A Emancipação Política de Jeremoabo
É seis de julho, por razão!

Quem quiser mudar os fatos
Pode até tentar, um dia;
Mas não vence os documentos,
Nem a força da história fria.
Porque um povo sem memória
Perde a própria identidade.

Por isso fica o recado,
Escrito em rima e emoção:
Respeitem nossos avós,
Nossa terra e tradição.
Viva Jeremoabo! Viva o 6 de Julho!
Viva nossa Emancipação!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

OPINIÃO: Diminuir o 6 de julho é zombar da inteligência e da história do povo de Jeremoabo

OPINIÃO: Diminuir o 6 de julho é zombar da inteligência e da história do povo de Jeremoabo


Por José Montalvão

Nos bastidores do debate histórico local, vez ou outra surgem os chamados "donos da verdade" tentando emplacar uma narrativa perigosa e desconectada da realidade: a de que a elevação de Jeremoabo da categoria de Vila para Cidade, consolidada no dia 6 de julho, não teria trazido melhorias reais ou mudanças importantes para a população. Sustentar esse argumento não é apenas um erro histórico crasso; é um profundo desrespeito à inteligência e à memória de cada jeremoabense.

Para começo de conversa, os mesmos que tentam esvaziar o significado do 6 de julho muitas vezes se apegam a passados nebulosos — afinal, a data exata da implantação da antiga Vila permanece uma incógnita até hoje. Mas o que importa, e o que a história e as leis provam, é o salto institucional que Jeremoabo deu ao conquistar sua emancipação política e administrativa definitiva.

O que muda na prática? A engrenagem da autonomia

A transformação de Vila para Cidade não foi uma mera troca de títulos em um papel poeirento. Ela representou a certidão de independência de Jeremoabo. Tratar esse marco com desdém significa ignorar como funciona a administração pública e o peso que a autonomia financeira e política tem na vida de um povo.

As melhorias trazidas por essa transição se dividem em pilares práticos que sustentam o município até os dias de hoje:

1. Benefícios Administrativos: O poder perto do cidadão

  • Autogestão Local: Como vila, Jeremoabo era refém de decisões tomadas longe de suas fronteiras, por quem não conhecia a poeira e as reais necessidades de suas ruas. Com a emancipação, o município ganhou sua própria Prefeitura e Câmara de Vereadores, encurtando a distância entre o cidadão comum e o poder de decisão.

  • Planejamento de Futuro: A categoria de cidade abriu caminhos para a elaboração de instrumentos como o Plano Diretor, permitindo organizar o uso do solo, o transporte e o saneamento focando na realidade local, e não nos interesses de terceiros.

  • Força de Reivindicação: Jeremoabo ganhou identidade jurídica robusta e representatividade para brigar por verbas e emendas diretamente nos palácios estaduais e federais.

2. Benefícios Econômicos: O dinheiro fica onde é gerado

  • A Virada de Chave Financeira: Esse é o ponto que os céticos tentam esconder. A elevação a cidade garantiu o direito a repasses constitucionais diretos, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além da retenção e arrecadação de tributos próprios (como ISS e IPTU). O imposto gerado pelo comércio local passou a ser reinvestido na própria região, e não enviado para enriquecer outras sedes.

  • Atração de Investimentos e Valorização: A visibilidade institucional de uma cidade atrai comércio forte, agências bancárias e infraestrutura que, por consequência, geram empregos locais e provocam a valorização imobiliária de toda a região.

A história não aceita o negacionismo

Dizer que o 6 de julho não trouxe melhorias é o mesmo que dizer que para uma família tanto faz gerenciar o próprio salário ou depender da caridade e da boa vontade dos vizinhos. A autonomia dói em quem perde o controle sobre o território alheio, mas liberta quem passa a governar a si mesmo.

O 6 de julho não é uma data para ser relativizada por teorias vazias de gabinete. É o marco zero do desenvolvimento moderno de Jeremoabo, construído com o suor de gerações que entenderam que o destino desta terra deve ser decidido por quem vive nela. Negar isso não é apenas ignorância; é um insulto à história e ao discernimento do povo jeremoabense.

José Montalvão: Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).


EDITORIAL: Véspera de Emancipação em Jeremoabo – Entre o Orgulho de Nossas Raízes e as Sombras da Improbidade Regional

 

                              Foto Divulgação

EDITORIAL: Véspera de Emancipação em Jeremoabo – Entre o Orgulho de Nossas Raízes e as Sombras da Improbidade Regional


Por José Montalvão


Hoje, 5 de julho de 2026, Jeremoabo amanhece em clima de contagem regressiva. Estamos na exata véspera dos festejos de comemoração da emancipação política da nossa terra, cuja legítima e consagrada data é o 6 de julho. É um momento de celebrar a nossa identidade, a nossa história e o orgulho de pertencer a este chão. No entanto, a função do jornalismo independente não tira férias nem se rende à alienação dos dias de festa. O dever de ofício me obriga a lançar luz sobre os fatos graves que começaram a circular intensamente e que chocaram a nossa região nas últimas horas.

Nas redes sociais, explodiu a divulgação de uma lista detalhada contendo nomes de supostos funcionários "fantasmas" e operadores de esquemas ilícitos. Segundo as denúncias que correm de celular em celular, essas pessoas teriam recebido pagamentos totalmente desviados dos recursos da educação — especificamente dos cofres do FUNDEB do município vizinho de Coronel João Sá —, operando um suposto rombo que ultrapassa o valor de R$ 200 mil. Para agravar ainda mais o cenário de degradação política, as publicações apontam que esses mesmos beneficiários atuariam clandestinamente como cabos eleitorais do pré-candidato a deputado estadual Carlinhos Sobral.

A Blindagem do Nome de Jeremoabo na Véspera da Nossa Festa

Pela primeira vez neste espaço, peço sinceras desculpas aos leitores e aos cidadãos de bem de Coronel João Sá por tomar a firme decisão de não publicar a relação desses nomes nas linhas deste Blog. Faço isso por uma questão estratégica, ética e de profundo respeito à minha terra natal.

Não irei macular, desgastar ou desmoralizar o nome de Jeremoabo logo na véspera da maior celebração cívica do nosso calendário. Faço essa escolha consciente de que o município de Jeremoabo é infinitamente maior, mais digno e superior a qualquer ato imoral, ilegal ou antirrepublicano praticado por uma minúscula parcela de seus habitantes. Os CPF's dos investigados não podem e não vão arranhar o CNPJ e a dignidade histórica da nossa cidade.

O Crime Contra a Educação e o Desvio Antirrepublicano

Ainda que este veículo opte por não dar palanque aos nomes dos envolvidos neste momento, é absolutamente impossível calar diante do teor da denúncia. É lamentável, inadmissível e vergonhoso que recursos carimbados do FUNDEB — dinheiro público que deveria ser rigorosamente aplicado em Coronel João Sá para garantir o futuro das crianças, a qualidade da merenda, a segurança do transporte escolar e a justa valorização do salário dos professores — sejam criminosamente desviados para alimentar currais eleitorais em Jeremoabo.

Essa prática é a antítese do que prega a gestão pública moderna. Enquanto a atual administração de Jeremoabo, sob a batuta do prefeito Tista de Deda, trabalha em alta velocidade para governar com as contas limpas no TCM e reerguer a infraestrutura que o passado destruiu, velhas oligarquias insistem em operar nas sombras com métodos arcaicos de captação de apoio político.

Conclusão: O Repúdio do Blog e o Caminho da Justiça

Diante do rastro de desmandos que insiste em assombrar a política regional, só nos resta lamentar profundamente e condenar, com toda a veemência, essas práticas espúrias. A educação não pode servir de moeda de troca para ambições parlamentares, e o dinheiro do trabalhador de Coronel João Sá não pode financiar fantasmas em solo jeremoabense.

A lista com o suposto rombo de duzentos mil reais já está nas mãos do povo e, certamente, chegará às instâncias de controle fiscal e policial. Que a Justiça e a Polícia Federal façam a sua parte e punam os culpados com o rigor da lei. De nossa parte, as cortinas de fumaça não vão estragar o brilho da nossa data magna. Amanhã, com a cabeça erguida e as contas fiscalizadas, o povo de Jeremoabo vai comemorar o seu legítimo 6 de julho, celebrando o progresso e renegando, de uma vez por todas, os fantasmas do atraso!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: O portal de mais de treze milhões de leitores, de olho na fiscalização do dinheiro público, blindando Jeremoabo contra a corrupção e desejando um feliz 6 de julho a todo o povo jeremoabense!

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