terça-feira, abril 07, 2026

Flávio Bolsonaro amplia palanques, mas enfrenta incertezas em estados-chave da eleição

Publicado em 6 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Irã dos aiatolás caminha para se tornar “sucursal” da China no Oriente Médio


IRÃ : O LABIRINTO DOS AIATOLÁS - Tecnodefesa

Líderes do Irã fazem o país retroceder cada vez mais

Luiz Felipe Pondé
Folha

Ouço as gargalhadas dos aiatolás quando vem a mídia de muitos países ocidentais, incluindo o Brasil, torcendo por eles. Os aiatolás e sua Guarda Revolucionária contam com esse apoio. Ódio ao Trump, amor ao Irã dos aiatolás, ainda que disfarçados em análises de especialistas. Ouvimos os gritos de “bem feito” quando aviões americanos são destruídos ou Israel é bombardeado pelos iranianos.

Lembro de quando criança, sendo criado num ambiente no qual os adultos discutiam política durante a ditadura, de como a inteligência de então torcia pelos vietcongues, Vietnã do Norte, URSS e China na guerra contra os EUA, guerra esta vencida pelos comunistas, apesar de que hoje, longe daquele tempo, vimos o capitalismo vencer tanto na Rússia, quanto na China – ambos regimes ainda totalitários – e no próprio Vietnã, hoje destino turístico de gente chique e metida. A mesma reação é vista com relação a Cuba ainda hoje, uma ditadura mentirosa e miserável. Nada mudou.

ANJOS E INTERESSES – Não se trata de dizer que o capitalismo ou os americanos são anjos. Em geopolítica não há anjos, só interesses pragmáticos e violentos. Não há por que torcer por ninguém, afinal de contas, não é um videogame. Pergunto-me se quem torce pelo Irã preferiria ir para Nova York ou Teerã? Há uma grave dissociação cognitiva nessa torcida pelo Irã.

O regime do Irã pratica feminicídio, perseguição a gays —toco nesses temas porque estão na moda na imprensa— tortura da sua população, corrupção em larga escala.

Há poucos dias vimos milhares de pessoas protestando contra a guerra nos Estado Unidos. Alguém preso? Torturado? Internet cortada? Virou moda dizer, com sustentação supostamente científica, que a democracia americana está em declínio, que a democracia brasileira é melhor. A democracia brasileira é corrupta em todos os poderes, funcionando sob a eterna “lei” de para os amigos tudo, para os inimigos a lei. Vivemos sob ameaça de censura jurídica e acumulam-se leis para processar todo mundo por qualquer coisa que escreva ou fale. O STF hoje é um abraço de afogado para o Lula e o PT.

FEDERAÇÃO DE ARAQUE – A democracia americana é uma federação real, os estados têm enorme autonomia em sua legislação – todo mundo sabe que soberania descentralizada fortalece a democracia – enquanto o Brasil é uma federação de araque em que todo o dinheiro e o poder estão nas mãos de Brasília. Quando os democratas ganharem as eleições americanas, tudo muda, e o Irã poderá fazer sua bomba atômica em paz.

Logo a sociedade civil americana tirará os Estados Unidos da guerra, como fez com o Vietnã, com a ajuda massiva da mídia. Os aiatolás “celebrarão a resistência” contra americanos e israelenses, graças a pressão do petróleo. E os defensores da democracia poderão ficar felizes com a vitória da “democracia iraniana”.

O livro de Mohsen M. Milani, “Iran’s Rise and Rivalry with the US in the Middle East”, lançado em 2025, pode nos ajudar a entender a geopolítica de fundo desta guerra, ao invés de ficarmos xingando Trump como adolescentes jogando War.

PODER INIMIGO – Desde a Revolução Islâmica no Irã em 1979, o país se definiu como um poder inimigo e competidor dos Estados Unidos na disputa pelo poder no Oriente Médio, poder esse atravessado pelo seu fanatismo religioso.

Nunca houve confronto direto entre os dois países até agora, mas o conflito sempre foi indireto, “by proxies” –por procuração – como se diz. O Irã, país agressivo geopoliticamente na região, alimenta e alimentou vários grupos violentos e terroristas: Houthis no Iêmen, o ex-governo da Síria que massacrava sua população, grupos armados xiitas no Iraque, Hezbollah que visa destruir Israel e destruiu o Estado Libanês, Hamas em Gaza.

O Irã, ao longo dos anos, buscou tornar-se a maior potência da região, mesmo contra a Arábia Saudita, aliado dos EUA, além de Israel. Portanto, o Irã dos aiatolás, sim, é um regime agressivo que invade e interfere nos Estados a sua volta.

AÇÃO ESTRATÉGICA – Como escreve o analista geopolítico Marco Vicenzino no jornal português Expresso, “O que está a surgir é uma nova forma de ação estratégica: a geopolítica das cadeias de abastecimento – o uso da infraestrutura econômica como instrumento de poder”.

Agora a coisa pegou: o Irã caminha para se tornar um “proxy” da China na região. Todo mundo sabe disso, por isso Trump foi pra guerra.

Controlar a região é controlar o petróleo iraniano e pressionar a China nos seus recursos energéticos. A história dos adultos voltou. O problema com as análises geopolíticas ideologicamente enviesadas é que ignoram a realidade em favor do “parquinho anti-imperialista”.


Após viagem com Nunes Marques, desembargador decide a favor de filho do ministro

Publicado em 7 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Juros altos e promessas frustradas: o peso do crédito sufoca o Brasil

Publicado em 7 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Cícero (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

O Brasil atravessa um daqueles momentos em que diferentes crises, aparentemente desconectadas, começam a se entrelaçar e produzir um efeito cumulativo sobre a vida cotidiana da população. Da pressão das dívidas familiares à insegurança urbana, passando por tensões internacionais e promessas políticas não cumpridas, o cenário revela um país que luta para equilibrar suas contas — financeiras e sociais.

Um dos dados mais alarmantes vem do peso do endividamento: famílias brasileiras chegam a comprometer cerca de 29% de sua renda mensal apenas com o pagamento de juros de dívidas acumuladas. Trata-se de um nível de comprometimento que não apenas limita o consumo, mas compromete a própria capacidade de reorganização financeira de milhões de pessoas. Instituições como o Banco Central do Brasil e a Confederação Nacional do Comércio já vinham alertando para o crescimento do endividamento e da inadimplência, fenômenos que se retroalimentam em um ambiente de crédito caro e renda comprimida.

PROMESSA DE CAMPANHA – Durante a campanha eleitoral, o presidente Lula da Silva assumiu o compromisso de reduzir o custo do crédito no país. No entanto, na prática, a estrutura de juros permanece elevada, especialmente em modalidades como cartão de crédito rotativo e cheque especial, cujas taxas podem ultrapassar, em alguns casos, a marca de 400% ao ano. Esse nível é amplamente considerado distorcido até mesmo em padrões internacionais, refletindo uma combinação de risco, estrutura bancária concentrada e ineficiências regulatórias.

O impacto dessa engrenagem é direto e profundo. Com uma fatia significativa da renda comprometida com o pagamento de dívidas, o consumo das famílias desacelera. O comércio sente, a indústria retrai e o crescimento econômico perde fôlego. Trata-se de um efeito em cadeia que ajuda a explicar a dificuldade do país em sustentar ciclos mais robustos de expansão.

O ponto mais sensível — e talvez mais decisivo —  está na estrutura de juros do país. O Brasil convive há décadas com um dos custos de crédito mais elevados do mundo, um fenômeno que não pode ser explicado apenas pela taxa básica definida pelo Banco Central do Brasil. Há uma camada mais profunda, estrutural, que mantém o crédito caro mesmo quando há movimentos de queda na política monetária.

DESCONEXÃO – Na prática, o que se observa é uma desconexão entre a taxa básica de juros e aquilo que efetivamente chega ao consumidor. Enquanto a Selic oscila conforme o ciclo econômico, o crédito ao cidadão comum — especialmente nas linhas mais acessadas, como cartão de crédito rotativo e cheque especial — permanece em patamares extraordinariamente elevados. Em alguns casos, ultrapassando 400% ao ano, o que transforma dívidas relativamente pequenas em compromissos praticamente impagáveis ao longo do tempo.

Esse cenário revela uma distorção que vai além da política econômica conjuntural. Ele reflete uma combinação de fatores: elevada concentração bancária, baixo nível de concorrência, riscos de inadimplência, custos operacionais e um ambiente jurídico ainda considerado incerto para a recuperação de crédito. O resultado é um sistema que precifica o risco de forma extremamente conservadora — e, na prática, penaliza o tomador final.

PRODUTO DE ALTO RISCO – Além disso, há um componente cultural e histórico. O crédito no Brasil sempre foi tratado como um produto de alto risco, o que levou instituições financeiras a adotarem margens amplas como forma de proteção. Esse comportamento, ao longo dos anos, acabou se cristalizando, criando uma espécie de “normalização” de juros elevados, mesmo em momentos em que outras economias operam com taxas significativamente menores.

O impacto disso sobre a economia real é profundo. Juros altos não apenas encarecem o crédito, mas alteram o comportamento das famílias. Ao perceberem que o custo da dívida é elevado e persistente, os consumidores reduzem o consumo, adiam investimentos pessoais e passam a priorizar a liquidez — quando possível. Para aqueles já endividados, a realidade é ainda mais dura: grande parte da renda passa a ser destinada ao pagamento de encargos financeiros, reduzindo drasticamente a capacidade de recuperação.

Para o setor produtivo, o efeito também é negativo. Empresas dependem de crédito para investir, expandir e gerar empregos. Quando o custo desse crédito é elevado, projetos deixam de sair do papel, a produtividade estagna e o crescimento econômico perde tração. Forma-se, assim, um ciclo vicioso: juros altos reduzem o crescimento, e o baixo crescimento, por sua vez, mantém elevado o risco percebido, justificando a manutenção de juros altos.

DESAFIO – Do ponto de vista político, a questão se torna ainda mais sensível. A promessa de redução do custo do crédito, feita pelo presidente Lula da Silva durante a campanha, dialoga diretamente com essa realidade. No entanto, a dificuldade em produzir resultados concretos evidencia o tamanho do desafio. Reduzir juros no Brasil não depende apenas de vontade política, mas de reformas estruturais que envolvem o sistema financeiro, o ambiente regulatório e a própria dinâmica econômica do país.

Sem enfrentar essas distorções de forma mais profunda, o risco é de perpetuar um modelo em que o crédito, em vez de ser instrumento de desenvolvimento, se transforma em mecanismo de aprisionamento financeiro. E, nesse contexto, o peso dos juros deixa de ser apenas um indicador econômico para se tornar um dos principais fatores de pressão sobre a vida cotidiana dos brasileiros.

Moraes e o STF se tornaram uma carga pesada para o candidato Lula carregar

Publicado em 7 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva: Ninguém precisa saber - NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC)

Eliane Cantanhêde
Estadão

O presidente Lula errou duas vezes. A primeira, ao colar no Supremo e em Alexandre de Moraes na época das vacas gordas, a da resistência, do julgamento e da condenação de Bolsonaro e generais do golpe. A segunda, agora, ao tentar se descolar da época das vacas magras, com um ministro atrás do outro caindo na esparrela do Master e a imagem do Supremo definhando com a seca.

Fez sentido Lula assumir a liderança pró-democracia contra o quebra-quebra de Planalto, Supremo, Câmara e Senado no fatídico 8/1, reunindo presidentes dos demais Poderes e governadores de toda a federação para dizer “não”, condenar os atos e atrair a repulsa da população contra a barbárie. Apesar da natural casquinha política, ele estava no seu papel de chefe de Estado e da Nação.

LEVAR VANTAGEM – O problema começou quando Lula, o Planalto e o PT quiseram tirar casquinha também dos louros do Supremo, porque embolaram decisões jurídicas com política, puseram o pé no Supremo e sugaram não só a Corte, mas principalmente Moraes, para o balaio petista, esquerdista, governista. Como se tudo não passasse de um conluio político – versão maliciosa que as redes bolsonaristas se esgoelam para ratificar.

Por mais que Moraes risse quando “acusado” até de comunista nas redes – “Nunca fui nem esquerdista”, me disse certa vez –, o carimbo ficou, as redes colaram sua imagem à de Lula e à esquerda. Juiz com lado, ministro do Supremo com partido? Foi péssimo para Moraes, porque reforçou a falsa sensação de que era movido por interesses políticos, mas foi péssimo também para Lula.

Quando a chuva passou, o terreno secou, a grama queimou sob as revelações destruidoras dos contratos, jatinhos, jantares e intimidades de ministros com Vorcaro. Assim, Lula foi pego de calça curta e reagiu com uma fórmula velha, esgotada: “vazando” para a mídia e as redes que estava “irritado” com seu apadrinhado Dias Toffoli e “incomodado” com Moraes.

ESTÁ ENCURRALADO – O presidente, porém, não tem opção. Não pode atacar Moraes diretamente, muito menos defendê-lo. Então, tenta sair de fininho do campo de batalha e lavar as mãos, sem passar pelo ridículo de combater a seca feroz com um pequeno regador.

Não há até agora, pelo menos, um fiapo de ligação de Lula com Master, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Augusto Lima, a não ser uma conversa no Planalto, dessas que acontecem toda hora, em todo governo, aparentemente, neste caso, sem causa e efeito.

E Lula fez um movimento arriscado ao classificar o escândalo como “ovo da serpente” do governo Bolsonaro e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

SUJEIRAS E MANCHAS – Ou seja, tentou empurrar o escândalo para o lado oposto da polarização. O foco nem é Jair Bolsonaro, mas seu oponente de outubro, Flávio. Tudo que suja o pai respinga no filho. Aliás, como tudo que suja o filho Lulinha mancha o pai.

O escândalo, porém, atinge em cheio é o Supremo, apesar de afetar a política e contaminar a eleição de outubro. Depois de Toffoli, Moraes, agora Nunes Marques e os filhos em jatinhos, além do filho de Fux em camarotes da Sapucaí…

O que arranha Lula não é um ato dele, do Planalto ou do governo favorecendo ilegal ou ilegitimamente Master ou Vorcaro, é a ligação com o Supremo e Moraes. Além de atingir o Supremo, o ministro que liderou a resistência ao golpe tornou-se um fardo para o candidato Lula.

Hoje,7,médico humanitário/ex-senador Francisco Rollemberg completa 91 anos.

 blog

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, 7 de Abril, o médico humanitário e ex-senador Francisco Rollemberg completa 91 anos. Vida longa a um cidadão que honrou Sergipe no cenário nacional. Uma homenagem feita há alguns anos pelo blog apos ler  o livro “Emoções – VI Antologia da Sobrames (Sociedade Médica de Médicos Escritores), organizado pelo médico, escritor e agente cultural, Lúcio Antônio Prado Dias:

Após ler todo o livro, com diversas obras de médicos escritores, o blog pede um parêntese para se deter na homenagem especial feita nas páginas iniciais do livro (28 ao todo) ao médico e político Francisco Guimarães Rollemberg. Este jornalista conheceu o médico Chico Rollemberg, como é chamado pelos amigos e eleitores antigos, em 2002 quando ele foi candidato ao governo numa “empreitada” montada pelo então governador Albano Franco, que na verdade queria outro como aconteceu no 2º turno com João Alves vencendo José Eduardo Dutra

Chico é um cidadão acima do seu tempo. Basta ver que quando Senador, levava para a discussão temas pensando no desenvolvimento, como, por exemplo, o potássio que hoje continua nas manchetes. 

No livro tem depoimentos de amigos e escritores sobre Chico Rollemberg e o trabalho como político e como médico social e humanista.

 Além do livro, o titular deste espaço teve acesso a uma entrevista realizada em 2018, com o médico Francisco Rollemberg através do Projeto Memória Viva da Medicina Sergipana, uma realização da Sociedade Médica de Sergipe. Na entrevista, além do incansável Lúcio Prado, participaram também os médicos Aderval Aragão, Anselmo Mariano Fontes e Antônio Samarone. Alguns trechos:

“O cidadão médico no exercício só da profissão ele é médico do indivíduo, do dia a dia, da coisa miúda. Você por mais que você produza o trabalho não acaba nunca. Eu podia viver 300 anos operando e não resolveria o problema de ninguém, mas quando fui ser parlamentar preparei estudante, dei bolsas de estudos, aparelhei hospitais, estrutura para os Estados, criando condições para um melhor atendimento mil vezes melhor do que estivesse aqui trabalhando…”

“A minha alma é de médico. A política para mim foi a medicina do social, a visão social do médico na política. Só deve ser médico quem se sentir médico, quem puder incorporar a ciência e o ato médico dentro de sua própria existência. Não  dissociar a sua vida pessoal da vida médica, as duas se entrelaçam de uma maneira tal que não sei dizer a você quem é Francisco Rollemberg médico e não médico. Eu sou essencialmente médico, fico muito feliz por ser essencialmente médico. A medicina me deu ciência, cultura, sobrevivência e prolongou minha existência. Tudo isso… medicina na minha vida é tudo, fico surpreso quando vejo pessoas dizendo que vão fazer medicina porque vão ganhar bem. Nunca pensei nisso…Um conselho que daria é o seguinte: se não for capaz de se doar de ser inteiramente médico vá para outra profissão. Medicina é doação integral, é o amor ao próximo, é doar, doar e doar eternamente.”

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/hoje7medico-humanitario-ex-senador-francisco-rollemberg-completa-91-anos/

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