quarta-feira, março 25, 2026

Oposição teme que Bolsonaro em casa interfira mais em campanha de Flávio e dificulte acordos

 

Oposição teme que Bolsonaro em casa interfira mais em campanha de Flávio e dificulte acordos

Por Augusto Tenório, Raphael Di Cunto e Carolina Linhares, Folhapress

25/03/2026 às 13:58

Atualizado em 25/03/2026 às 14:00

Foto: Redes Sociais/Reprodução/Arquivo

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Augusto Tenório Raphael Di Cunto Carolina Linhares

Integrantes da oposição comemoraram a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de mandar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar, mas temem as consequências que isso possa trazer à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Líderes do centrão e da direita avaliam que, em casa, Bolsonaro terá mais condições de fazer articulação política —apesar de estar com limitações de visitas— por estar mais confortável e poder conversar diariamente com o filho, que se tornou seu advogado.

Por outro lado, há a preocupação de que o ex-presidente amplie a interferência na campanha de Flávio —e a influência sobre o filho— e acabe dificultando a formação de acordos sinalizados pelo senador. Integrantes de partidos de direita também temem que Bolsonaro se exceda nas conversas políticas e dê alegações para que Moraes resolva determinar novamente sua prisão.

Bolsonaro está internado no DF Star, em Brasília, com um quadro de broncopneumonia. A previsão é que tenha alta e volte para casa na próxima sexta-feira (27). Ele tem um longo histórico de complicações de saúde, que começaram em 2018, quando foi alvo de um ataque a faca. A situação levou Moraes a conceder a prisão domiciliar nesta terça-feira (24), por um prazo inicial de 90 dias.

A decisão permitirá que Bolsonaro, após receber alta hospitalar, não retorne à Papudinha, onde cumpria a pena de 27 anos e três meses de prisão. Ele foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, sob a acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. Aliados pressionaram Moraes pela concessão da prisão domiciliar, alardeando risco à vida do ex-presidente.

A avaliação no centrão é de que, em casa, Bolsonaro poderá ser mais bem informado sobre o andamento das eleições deste ano. Esse grupo entende, também, que a domiciliar amplia a influência de Michelle Bolsonaro no clã. Somente a ex-primeira-dama e os médicos terão acesso irrestrito ao ex-presidente.

Flávio, ao se colocar como advogado de Jair, poderá visitar o pai diariamente, mas somente em horário comercial, de segunda a sexta. Ele precisa agendar antes os encontros, que podem durar no máximo 30 minutos. Aos sábados, como filho, ele também pode encontrar Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, aliados temem uma intervenção desmedida de Bolsonaro nos ramos da campanha. A primeira repercussão prática seria o risco de Moraes mandar o ex-presidente de volta ao regime fechado, sob alegação de descumprimento de medidas restritivas.

"Bolsonaro está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. O descumprimento das regras implicará a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário", informou o STF sobre a decisão de Moraes.

O segundo temor é que Bolsonaro tente atuar politicamente sob forte influência de Michelle, num momento em que Flávio se consolidou como candidato da direita, construindo acordos nos estados. A ex-primeira-dama era vista como alternativa de vice numa chapa com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) concorrendo à Presidência, mas o senador foi o escolhido por Bolsonaro para disputar o Planalto.

A escolha frustrou Michelle, que foi deixada às escuras no processo que culminou no anúncio de Flávio como candidato à Presidência. A ex-primeira-dama, porém, assumiu um papel crucial nos apelos a Moraes pela domiciliar de Bolsonaro, e agora terá acesso singular ao ex-presidente.

Aliados de Michelle reconhecem que ela saiu fortalecida desse processo, pois demonstrou habilidades de conciliação com o STF, um dos principais alvos de Bolsonaro durante seu governo. Mais que isso, avaliam que ela demonstrou habilidade de diálogo que vai além da capacidade de Flávio.

Segundo esses aliados, a ex-primeira-dama será cautelosa para não ganhar mais apatia de pessoas próximas de Bolsonaro que também querem disputar influência sobre o ex-presidente.

A sugestão é que Michelle divida o mérito da domiciliar com o esforço conjunto de parlamentares, que pressionaram o STF pela decisão, e também com o momento delicado vivido pela corte, que se enfraqueceu diante dos escândalos do Banco Master.

Entre aliados do presidente Lula (PT), a avaliação é que o prazo de 90 dias dado por Moraes é estratégico para acompanhar se Bolsonaro vai descumprir as regras da domiciliar para fazer campanha. Petistas com trânsito no Planalto dizem que a decisão não atrapalha a campanha de reeleição.

Gilmar busca uma brecha que permita, mais adiante, anular processo do Master


Tribuna da Internet | Crescente degradação da autoridade do STF corrói  também a democracia

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Merval Pereira
O Globo

A divergência aberta no Supremo Tribunal Federal entre os ministros Gilmar Mendes, decano da instituição, e André Mendonça, relator do caso Master, é a evidência de que a crise de legitimidade que atinge o STF não se resolverá tão cedo, muito menos agora, quando os dois ministros se manifestaram publicamente sobre teses conceituais, um fustigando o outro.

O ministro André Mendonça, já colocado na mídia como o novo guardião da moralidade jurídica, mandou seu recado em evento da OAB do Rio, afirmando, entre outras coisas, que não cabe ao juiz “ser uma estrela”, mas simplesmente agir de maneira certa, e julgar dentro do que é certo.

APLAUDIDO NA OAB – O raciocínio de Mendonça é aparentemente simplório, mas foi aplaudido na OAB, porque, nesta fase, estamos, cansado do juridiquês fraudulento e das manhas jurídicas que permitem decisões teratológicas como se fossem sapiências tiradas do fundo da cartola de um mágico decadente.

Já o ministro Gilmar Mendes usou seu reconhecido repertório jurídico para, não tendo ambiente favorável a um voto divergente depois que a sua Turma já havia firmado a maioria para manter a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, deu unanimidade à decisão, mas acusou Mendonça de usar “conceitos porosos e elásticos” para a decretação de prisões preventivas.

TIPO LAVA JATO – Não foi à toa que o ministro Gilmar Mendes relembrou a Operação Lava Jato, desmontada por sua combativa ação no Supremo, tão combativa quanto nos anos seguidos de defesa da mesma operação que, na sua opinião, estava desmontando o “estado cleptocrático” instalado pelo PT no país.

Disse Mendes em seu voto: “Em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas”.

Assim, Gilmar Mendes começa a tentar montar dentro do Supremo um ambiente que permita, mais adiante, anular o processo do Banco Master assim como fez com todos os processos da Operação Lava Jato, abrindo a porteira para que outros juízes usassem a decisão de considerar o então juiz Sérgio Moro parcial no julgamento do caso do triplex do Guarujá contra Lula.

LIBEROU GERAL – O que seria uma decisão pontual, como garantiu Mendes na ocasião, acabou se tornando a senha para o liberou geral que culminou com a libertação de todos os condenados pela Operação Lava Jato, inclusive os famosos empreiteiros que admitiram culpa nas delações premiadas, que mais tarde foram consideradas, inclusive pelo ministro Dias Toffoli, como resultado de pressão ilegal das autoridades.

A partir daí, até quem se ofereceu para devolver dinheiro roubado acabou recebendo de volta o produto do roubo, graças à compreensão da Suprema Corte.

O raio não cai de novo no mesmo lugar, diz a sabedoria popular, mas com a Justiça brasileira nada é impossível, pois a Lava Jato teve o mesmo fim de outros processos contra corrupção anulados por tecnicalidades.

TOFFOLI E LULINHA – Neste cenário, a empresa da família Toffoli e o empresário Lulinha, filho do presidente Lula, foram protegidos respectivamente pelos ministros Gilmar Mendes e Flavio Dino, sob a mesma alegação: a quebra do sigilo dos dois foi feita em bloco, e não individualmente.

Os dois ministros têm em comum o gosto pela política, com planos eleitorais claros para 2030. Mendes tem muito prestígio em seu estado, o Mato Grosso, onde há uma proposta de criação de um município chamado “Gilmarlândia”, e mais cinco anos de mandato no STF. Dino vem da política maranhense, tendo sido governador do estado e mantendo até hoje um grupo político atuante que disputa o poder estadual em uma briga com o atual governador Carlos Brandão, que já foi seu aliado.

Pesquisa Atlas Intel/Estadão  mostra que o único juiz da Corte que tem avaliação popular positiva maior que a negativa é André Mendonça. Já o ministro Dias Toffoli é o pior avaliado, seguido de Gilmar Mendes. O ministro Flavio Dino é o que tem uma menor avaliação negativa entre seus pares, à exceção de Mendonça.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Belo artigo de Merval Pereira, mostrando que é preciso reagir contra as armações jurídicas de Gilmar Mendes e dos ministros de sua coudelaria, digamos assim, pois defendem as mesmas teses que deveriam ser consideradas indefensáveis. (C.N.) 


Defesa e Flávio reagem a Moraes e questionam domiciliar temporária concedida a Bolsonaro


Moraes decidirá se mantém domiciliar em 90 dias

João Pedro Abdo
Arthur Guimarães de Oliveira
Folha

A reavaliação do quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) para manutenção da prisão domiciliar humanitária, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na terça-feira (24), foi alvo de críticas da defesa do ex-presidente e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Moraes entendeu que o quadro de Bolsonaro, que está internado desde o último dia 13, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia por aspiração, justificava o cumprimento da pena em casa. O ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda (23) à noite, mas segue sem previsão de alta.

CRÍTICAS – A decisão que concedeu a medida humanitária foi criticada em parte por um dos advogados de Bolsonaro, o criminalista Paulo Cunha Bueno. Para ele, o caráter temporário da medida, que será reavaliada no prazo de 90 dias, é “singularmente inovadora”. Os cuidados médicos são, segundo Bueno, permanentes e “demandados por toda vida”.

O filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, também criticou o trecho. Em entrevistas aos canais GloboNews e CNN, ele classificou a decisão como “exótica” e chamou de inovação o que chamou de “prisão domiciliar provisória”.

RISCO – “Ele está tendo uma domiciliar humanitária, porque, no local onde ele está há um risco de agravamento do seu estado de saúde. Ele vai para casa para melhorar esse quadro. Daqui a 90 dias, se saúde dele melhorar, ele volta pro ligar onde a saúde ele tava piorando?”, questionou o senador.

A reavaliação periódica já foi utilizada por Moraes na concessão de outras prisões domiciliares humanitárias. Um precedente previsto ocorreu no caso de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que previa uma reavaliação médica a cada dois meses. O relator desse caso foi o ministro Dias Toffoli.


Minuta para travar BC é encontrada em celular de Vorcaro e amplia suspeitas na CPI do INSS


Arquivo pretendia suspender decisões do BC

Rafael Moraes Moura
Malu Gaspar
O Globo

Entre os mais de 12 mil documentos que foram extraídos do celular de Daniel Vorcaro e compartilhados com a CPI do INSS, um chamou a atenção de quem se debruçou sobre o material enviado ao Congresso Nacional: a minuta de um despacho do Tribunal Contas da União (TCU) determinando que o Banco Central suspendesse “toda e qualquer decisão” a respeito do Banco Master.

Duas versões do documento em formato Word – intitulado “TCU_mora_excessiva” – foram criadas em 29 de agosto de 2025, às 9h24 e às 12h47, conforme as informações que constavam dos metadados. Além de determinar que o BC sobrestasse toda e qualquer decisão sobre o Master, a minuta também determinava a oitiva de técnicos do Banco Central em um prazo de dez dias.

SEM ASSINATURA – O documento é apócrifo, ou seja, não tem autor e nem assinatura. Não se sabe se Vorcaro a recebeu ou se enviou a alguém. À época, o relator do caso do Master no TCU já era o ministro Jhonatan de Jesus, que decidiu na última terça-feira (24) suspender o processo que mira a atuação do BC no processo de decretação da liquidação extrajudicial do Master até a conclusão das investigações do caso.

Naquele momento, porém, Jhonatan já tinha rejeitado uma representação do Ministério Público junto ao TCU para investigar possíveis omissões do Banco Central na fiscalização das operações do Master e eventuais irregularidades no negócio com o BRB.

NOS BASTIDORES – Ex-deputado do Republicanos de Roraima, Jhonatan foi indicado para o TCU por influência de lideranças do Centrão como Ciro Nogueira, que admite ser amigo de Daniel Vorcaro e foi autor no Senado de medidas legislativas que favoreciam os negócios do Master. Ciro Nogueira também operou nos bastidores contra a instalação da CPI do Banco Master no ano passado.

Após a liquidação do Master, o ministro Jhonatan de Jesus convocou o BC a prestar esclarecimentos, ordenou que fosse feita uma inspeção na autoridade monetária e ainda chegou a ameaçar nos bastidores reverter a liquidação extrajudicial do banco de Vorcaro decretada em 18 de novembro, um dia depois de ele ser preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos sob a suspeita de fugir do país.

Mas o ministro decidiu não levar o plano adiante, após sofrer pressão de colegas do TCU, de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de agentes do mercado financeiro.

ALERTAS IGNORADOS – A minuta de decisão do TCU foi criada num momento em que o Banco Central se aproximava de um veredicto sobre o futuro do negócio entre o BRB e o Master – e já havia cobrado uma série de medidas do banco de Vorcaro para resolver problemas de liquidez.

Além disso, em meados de agosto, representantes do governo do Distrito Federal e do BRB se reuniram com integrantes do Ministério Público Federal no DF e foram informados das suspeitas de irregularidades nas carteiras de crédito que tinham sido vendidas ao BRB por mais de R$ 12 bilhões.

Na reunião, os procuradores da República avisaram que estavam recomendando ao BC não aprovar a operação de compra do Master, e ao governo do DF, que aguardasse a “demonstração da fidedignidade e lisura dos ativos que compõem todo o perímetro da operação, assegurando-se que os recursos públicos não sejam utilizados para absorver passivos ocultos ou ativos sobrevalorizados”.

PREOCUPAÇÃO – A possibilidade de o negócio ser vetado já era bastante concreta, portanto, quando Vorcaro salvou no celular as duas versões da minuta do TCU suspendendo as decisões do BC. Mesmo assim, em 2 de setembro, o governo Ibaneis pediu ao TCU que colocasse técnicos para acompanhar a análise da operação Master-BRB, manifestando preocupação com a demora na decisão.

No dia 3, o Banco Central de fato vetou a compra do Master pelo BRB e informou o BRB por ofício. Logo em seguida, o Distrito Federal fez um novo pedido ao TCU, desta vez para “suspender de forma imediata e integral os efeitos de quaisquer autorizações, deliberações ou decisões ou manifestação regulatória por agentes do Banco Central do Brasil – uma redação bem semelhante à minuta de decisão encontrada no celular de Vorcaro.

CRÍTICAS – A postura do governo do DF foi duramente criticada em auditoria da Corte de Contas tornada pública nesta terça-feira (24) por decisão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. “Essa insistência em utilizar, de forma oblíqua, a via de controle externo na possível tentativa para reverter decisão técnica que havia concluído pela inviabilidade da operação, especialmente diante das irregularidades já detectadas (indícios de fraudes nas cessões anteriores, ativos de existência duvidosa, ausência de due diligence), revela potencial descolamento entre a gestão da coisa pública e os princípios constitucionais da administração pública”, afirmaram os técnicos do TCU, em parecer assinado em 5 de fevereiro deste ano.

“A possível tentativa de pressionar o regulador setorial para aprovar operação que expunha o BRB a riscos bilionários, invocando a atuação do TCU como instância recursal do BCB [Banco Central do Brasil] em matéria de discricionariedade técnica regulatória, configura conduta que merece reprovação no âmbito do controle externo e reforça a necessidade de apuração das responsabilidades pelos órgãos competentes.”

PLANO – O texto salvo no celular do dono do Master não chegou a se transformar em uma decisão do tribunal. Mas a minuta sugere que os recursos do governo de Ibaneis não eram um movimento isolado e podem ter feito parte de um plano do então banqueiro para reverter a decisão do BC no TCU. Consultada, a defesa de Vorcaro disse que não comentaria informações de documentos sigilosos. O BRB e o governo Ibaneis não haviam se manifestado até a publicação deste texto.

Conforme apontou uma auditoria do TCU, ao longo do primeiro semestre de 2025, o Banco Central já havia identificado “graves irregularidades nas carteiras de crédito cedidas pelo Banco Master ao BRB”, que envolviam a utilização de artifícios contábeis “com o propósito de ocultar a real situação financeira do cedente, caracterizada por um grande volume de operações suspeitas e desprovidas de comprovação financeira, realizadas em desrespeito às normas de boa gestão”.

ALERTA – Um ano antes de determinar a liquidação do Master, o Banco Central já havia detectado dificuldades do banco do executivo Daniel Vorcaro em captar recursos e honrar compromissos, alertando sobre o risco de adoção de “medidas prudenciais preventivas.

De acordo com a Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros do TCU, os alertas ao Master sobre a possibilidade de aplicar sanções por falta de liquidez do banco começaram em novembro de 2024 e se repetiram até setembro de 2025.

No dia seguinte ao veto da compra do Master pelo BRB, em 4 de setembro de 2025, foi firmado um novo Termo de Comparecimento com o Banco Master, no qual o BC exigiu a recomposição da liquidez da instituição em dois dias úteis. O prazo acabou estendido até 30 de setembro, em razão do ingresso de recursos provenientes com a venda da seguradora Kovr pelo Banco Master.

O QUE DIZ A DEFESA –  Procurada, a assessoria de Vorcaro alegou que não cabe à defesa “comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”.

“Trata-se, inclusive, de fatos que já são objeto de investigação criminal determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração”, disse.


CEO da Fictor é alvo da PF em operação sobre fraudes bancárias de meio bilhão e ligação com o CV

 

CEO da Fictor é alvo da PF em operação sobre fraudes bancárias de meio bilhão e ligação com o CV

Por Estadão

25/03/2026 às 09:31

Foto: Fictor

Imagem de CEO da Fictor é alvo da PF em operação sobre fraudes bancárias de meio bilhão e ligação com o CV

O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos alvos da Polícia Federal nesta quarta

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão nesta manhã.

O Estadão pediu manifestação da Fictor sobre o caso. O espaço está aberto.

A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. O Estadão busca contato com o executivo.

A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos - como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.

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