quinta-feira, março 19, 2026

Kassab, dono do PSD, antecipa movimento e deve lançar Ratinho Júnior à Presidência

Publicado em 19 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Kassab indica que anunciará Ratinho Jr. como pré-candidato

Raphael Di Cunto
Folha

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou a aliados que deve anunciar na próxima semana o nome do governador Ratinho Jr. como o pré-candidato à Presidência do partido. A informação foi confirmada por três integrantes da cúpula da legenda que o apontam como favorito para vencer a disputa interna. Ainda assim, eles evitam cravar a escolha pelo receio de que conversas finais mudem o desfecho.

A ideia da direção do partido e dos governadores é acelerar a divulgação do nome para que o escolhido possa estruturar sua campanha e se apresentar ao país, uma vez que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidou seu nome de forma mais rápida do que era esperado na sigla.

PESQUISAS – Integrantes da direção do PSD imaginavam que a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho mais velho demoraria mais, e por isso tinham marcado a escolha do candidato a presidente para abril, depois da janela partidária para quem for candidato definir seu partido –que acaba dia 4. No entanto, o senador cresceu rapidamente nas pesquisas, se aproximou do presidente Lula (PT) no primeiro turno e já se encontra empatado com o petista no segundo turno.

Dirigentes do partido dizem que Ratinho virou o favorito dentro do PSD para assumir a candidatura por algumas razões: por estar filiado há mais tempo, aparecer melhor nas pesquisas e conseguir uma boa aceitação entre os eleitores de menor renda por causa do pai, o apresentador de TV e empresário Ratinho. Seria um nome também com baixa rejeição, além de ser debatido há meses entre os filiados.

Em entrevista para jornais de Santa Catarina, o presidente estadual do partido e integrante do conselho político do PSD, Jorge Bornhausen, afirmou que se reuniu com Kassab e ouviu que a decisão já está tomada. “Ficou ajustado que no dia 25 de março será anunciado o nome do Ratinho Júnior. Eu faço parte da comissão de escolha. Evidentemente, respeitando os outros dois grandes governadores, eu optei pelo Ratinho Júnior, que é de centro-direita como eu. Esse é o caminho que o eleitorado deseja”, declarou Bornhausen.

DISPUTA – Ratinho disputa com outros dois governadores, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), a pré-candidatura à Presidência. Aliados afirmam que eles procuraram Kassab para questioná-lo sobre a escolha e ouviram que o martelo ainda não está batido e que a decisão ocorrerá até o fim do mês.

Kassab tem conversado com os três para garantir que renunciem ao governo local até 4 de abril e se candidatem nas eleições de outubro. A estratégia é que aqueles preteridos para a Presidência disputem o Senado ou como vice, numa chapa pura do PSD.

De acordo com dirigentes e parlamentares da sigla, a preferência sempre foi por Ratinho, mas dependia de uma decisão dele próprio de concorrer. Flávio ainda tenta demovê-lo, ao ameaçar com um rompimento do acordo no Paraná, onde o PL apoiaria o sucessor escolhido pelo governador em troca da vaga para o Senado.

MORO – Com a candidatura presidencial de Ratinho, o PL afirma que terá o senador Sergio Moro (União Brasil) como candidato ao Governo do Paraná. Isso pode ocorrer pelo próprio PL ou pelo União Brasil, caso Moro consiga convencer a federação do partido com o PP a lançá-lo candidato. A campanha de Flávio terá uma reunião com os dois partidos nesta semana.

Apesar de figurar melhor do que os concorrentes internos nas pesquisas, Ratinho está bem atrás de Lula e de Flávio no primeiro turno. O PL tenta convencê-lo a se aliar a Flávio, com a possibilidade de ser vice, mas no PSD o discurso é de que há espaço para crescimento até outubro e que uma aliança com a direita ou a esquerda racharia o partido nos estados.

A pesquisa Datafolha mais recente mostra Ratinho com 7% das intenções de voto no primeiro turno, no cenário estimulado (quando são apresentados os candidatos). Lula teria 38% e Flávio, 32%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teria 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (DC), com 2%. Outros 11% dizem que votariam em branco ou nulo e 3% afirmam estarem indecisos.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

 

Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

Por Política Livre

19/03/2026 às 10:18

Foto: Divulgação

Imagem de Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

O deputado federal Pastor Isidório (Avante) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados para criticar falas da deputada Érica Hilton (PSOL-SP), reacendendo o debate em torno da presidência da Comissão da Mulher, tema que já havia gerado forte repercussão e divisões entre parlamentares por Érika ser um mulher trans.

Durante seu discurso, Isidório afirmou que a política “não pode ser feita com ódio e xingamentos” e saiu em defesa de mulheres que, segundo ele, teriam sido alvo de ofensas por divergirem de posicionamentos ideológicos. “É inacreditável que, imediatamente após a eleição na Comissão das Mulheres, se utilize um espaço tão nobre para insultar quem pensa diferente”, declarou.

O parlamentar baiano exibiu uma placa com a mensagem: “Mulheres criadas por Deus não latem, não vêm do esgoto e não são imbecis”, reforçando o tom de crítica às declarações de Hilton, que disse na última semana que as pessoas que criticam a sua indicação para a comissão são "imbeCIS". Em sua fala, ele destacou a necessidade de respeito no ambiente político, independentemente de orientação ou identidade. “Todos merecem respeito, sejam heteros, homos ou assexuados”, pontuou.

Pastor Isidório reforçou a necessidade de construção de diálogo e consenso. “Quando partimos para a agressão ou intimidação, saímos da política e entramos em um terreno perigoso, o do autoritarismo”, concluiu.

Politica Livre

Com apoio de 178 deputados, ofensiva no STF pede prisão domiciliar para Bolsonaro

 

Nota da Redaçao Deste Blog -  

Editorial: A Seletividade da Compaixão – 178 Deputados e o Abismo entre a "Papudinha" e o Inferno Carcerário


Por José Montalvão

O cenário político em Brasília, neste março de 2026, oferece uma lição amarga sobre as prioridades de quem deveria representar o povo. Um grupo de 178 deputados federais mobilizou-se para protocolar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe ao regime de prisão domiciliar. O argumento? Um estado de saúde descrito como “grave, evolutivo e multifatorial”.

Enquanto esses parlamentares gastam energia e influência jurídica para retirar um aliado do 19º Batalhão da Polícia Militar — uma unidade com estrutura diferenciada conhecida como “Papudinha” —, eles parecem sofrer de uma cegueira conveniente sobre o que acontece a poucos quilômetros dali, nos presídios onde sobrevivem os "menos iguais".


A Realidade que os 178 Escolhem Não Ver

Não é este Blog que afirma, são os dados oficiais de 2025 e 2026: o sistema prisional brasileiro é um "Estado de Coisas Inconstitucional", conforme reconhecido pelo próprio STF na ADPF 347. Mas, curiosamente, para os 900 mil presos do Brasil, não há 178 deputados assinando petições de urgência.

O Suplício Diário do Preso Comum:

  • Superlotação Endêmica: O Brasil registra um déficit superior a 174 mil vagas. Unidades operam com média de 150% de ocupação. Enquanto o ex-presidente dispõe de assistência médica imediata, milhares de detentos dividem celas úmidas, sem ventilação e infestadas de doenças.

  • Degradação Humana: Falta água potável, a alimentação é frequentemente inadequada e a "violência térmica" (calor extremo ou frio intenso) é uma tortura constante.

  • O Controle das Facções: A ausência do Estado nas celas superlotadas entrega o comando aos criminosos. O preso comum não luta apenas contra a doença; luta para não ser executado em guerras de facções.


A Saúde como Privilégio de Castas

O pedido liderado pelo deputado Gustavo Gayer foca na saúde de Bolsonaro. Ora, se a saúde "multifatorial" de um detento em unidade especial justifica a domiciliar, o que dizer de milhares de presos com tuberculose, HIV e doenças de pele que apodrecem no sistema sem ver um médico por anos?

O que se vê é uma zombaria com a inteligência do eleitor. Esses parlamentares não estão defendendo o princípio da dignidade humana; estão defendendo um CPF específico. Se estivessem preocupados com a "degradação humana", estariam propondo reformas estruturais no sistema que hoje funciona como um depósito de gente, com taxa de reincidência de 46%.

O "Estado de Coisas Inconstitucional" e a Hipocrisia

A Constituição Brasileira proíbe tratamentos cruéis e degradantes. No entanto, para o "centrão" e a ala radical do parlamento, o cumprimento da pena só é "cruel" quando o condenado é um dos seus.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Está detido em um batalhão da PM. A disparidade entre a sua situação e a de um jovem negro preso com pequena quantidade de entorpecente em um presídio superlotado é o retrato de um Brasil que ainda não superou seus privilégios de casta.


Conclusão: Quem Luta pelos "Invisíveis"?

A história julgará esses 178 deputados. Não pelo pedido em si, mas pela omissão covarde diante do massacre diário que é o sistema prisional brasileiro. Quem não se indigna com a tortura de 900 mil não tem autoridade moral para pedir clemência para um só.

A justiça deve ser cega, mas o parlamento não pode ser caolho, enxergando apenas a dor de quem lhe garante votos e ignorando a miséria de quem não tem voz.


Blog do Montalvão: Denunciando a hipocrisia e defendendo a justiça para todos.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


Gilmar barra quebra de sigilo de fundo que comprou fatia de empresa de Toffoli e reprova CPI



Piada do Ano! Vorcaro quer fazer delação meia-sola, sem envolver Moraes e Toffoli


Gilmar Fraga: Vorcaro preso... | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Mônica Bergamo
Folha

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não pretende envolver ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em um eventual acordo de delação premiada no processo que apura a gestão fraudulenta do Banco Master. Fará isso apenas se for inevitável.

Ele manifestou a intenção a diversas pessoas antes mesmo de decidir partir de vez para um acordo de colaboração com a Justiça.

EXIBIR PROVAS – Em primeiro lugar, Vorcaro dizia ter a consciência de que, para arrastar um magistrado da mais alta Corte do país para o centro do furacão, precisaria ter provas irrefutáveis do cometimento de crimes — sob o risco de sua delação ser sumariamente rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), por setores da PF (Polícia Federal) e pelo próprio STF.

Depois de ouvir conselhos de interlocutores que conhecem os meandros do poder e do Judiciário, ele manifestava também a certeza de que envolver um magistrado na colaboração poderia despertar o espírito de corpo da maioria da Corte, dificultando a solução de seus problemas criminais.

Ele só deve falar da relação com magistrados em depoimentos, portanto, caso seja pressionado pelas autoridades a discorrer sobre essa convivência.

AMIGO DE MORAES – A interlocutores que recebia com frequência antes de ser preso pela segunda vez, no começo do mês, Vorcaro sempre manifestava apreço, por exemplo, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Ele dizia que o magistrado era um amigo. E defendia a contratação, pelo Banco Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

Vorcaro afirmava que ela de fato trabalhou para o banco, mobilizando dezenas de advogados para cuidar dos mais diversos temas —da elaboração de cartilhas de compliance para a instituição a processos previdenciários.

TOFFOLI E MARQUES – Dias Toffoli, que é sócio da Maridt, empresa que vendeu a um fundo ligado ao Master a participação que tinha em um resort no Paraná, era poucas vezes citado por Vorcaro nas conversas.

O ex-banqueiro ficou especialmente contrariado quando soube que o ministro Kassio Nunes Marques votou pela manutenção de sua prisão, na semana passada. Ele acreditava que líderes do Centrão de quem é próximo, e que têm amizade com o magistrado, pudessem convencê-lo a votar por sua liberdade.

O sentimento negativo, no entanto, não seria suficiente para que ele decidisse envolver o STF na delação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Impressionante este artigo enviado pelo jornalista e advogado José Carlos Werneck, sempre atento ao lance. O objetivo é aliviar a barra de Moraes e Toffoli, que não têm mais a menor condição de julgar nada nem ninguém, pois suas simples presenças nas sessões já sujam a imagem do Supremo. O mais curioso do artigo é a menção aos supostos “serviços prestados” pela advogada Viviane de Moraes, especialmente quanto ao “Manual de Compliance” para um banco cuja especialidade era iludir os clientes e fazer “pirâmides” financeiras maiores do que as de Queóps, Quéfren e Miquerinos. Essa Piada do Ano é realmente sensacional(C.N.)


Mais de 1,2 milhão de famílias vivem em casas sem banheiro no Brasil — 83,5% são chefiadas por pessoas negras

Imprensa Habitat Brasil imprensa@alterconteudo.com.br 


No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, especialistas alertam que a desigualdade no acesso à moradia digna e à infraestrutura urbana expõe desproporcionalmente a população negra aos impactos da crise climática e aos riscos urbanos. No Brasil, mais de 1,2 milhão de famílias vivem em casas sem banheiro, e a desigualdade racial é evidente: 83,5% dos domicílios são chefiados por pessoas negras e 70% por mulheres, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2025. Os dados revelam como o acesso à moradia digna ainda está profundamente marcado por desigualdades estruturais no país.
 

Levantamento do Ipea mostra, ainda, que 16,3 milhões de famílias brasileiras vivem em moradias com algum tipo de inadequação, como falta de banheiro, ausência de abastecimento de água pela rede pública ou inexistência de esgotamento sanitário. O problema atinge quase 40% das famílias inscritas no Cadastro Único, e o custo estimado para superar essas carências ultrapassa R$274 bilhões. A ausência de esgotamento sanitário é a situação mais comum, afetando mais de 9 milhões de famílias, seguida pela falta de abastecimento de água pela rede pública.
 

A desigualdade racial também aparece na ocupação do território urbano. Em áreas consideradas de risco, como encostas e regiões sujeitas a enchentes ou deslizamentos, 66% da população é negra, segundo o relatório “Sem Moradia Digna, Não Há Justiça Climática”, de 2025, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, que analisou dados de 129 cidades brasileiras. Nessas regiões, a renda média das famílias chega a ser quase metade da média geral das cidades estudadas, enquanto a precariedade de infraestrutura — como ausência de esgoto ou coleta adequada de lixo — evidencia o que especialistas classificam como racismo ambiental, quando desigualdades raciais determinam quem está mais exposto aos riscos ambientais e urbanos.
 

Essas desigualdades também se refletem na segurança e na estabilidade da moradia. Dados do IBGEde 2022, mostram que mulheres e pessoas negras relatam níveis mais altos de sensação de insegurança no próprio domicílio e no bairro onde vivem. A falta de documentação da propriedade,que indica vulnerabilidade na posse da moradia,também atinge de forma mais intensa a população preta ou parda e famílias de menor renda.
 

Sugestão de entrevistada:
Raquel Ludermir, Gerente de Incidência em Políticas Públicas da Habitat para a Humanidade Brasil
 

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, há mais de 33 anos, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.
 

Assessoria de Imprensa

Ariane Cruz – ariane@alterconteudo.com.br – (81) 99576-4509

Geice Oliveira - geice@alterconteudo.com.br - (11) 95353-9428

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