quarta-feira, março 18, 2026

Tabela de preços (de emendas)

 

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Arte: Marcelo Chello

Supremo condenou deputados por vender emendas como se fosse atacado na 25 de março. O Vorcaro tinha um grupo de WhatsApp com meio Brasília e agora quer levar o PT pra pista. O Bretas quer isenção de IR por burnout e a juíza foi ver o Instagram dele. O PSD ainda finge que não escolheu o Ratinho. E um militar do governo Trump renunciou dizendo que os EUA inventaram essa guerra contra o Irã. Se segura, BRASEW.

A treta é a seguinte. O Supremo condenou, por corrupção passiva, três deputados federais. Josimar Maranhãozinho, o Pastor Gil e Bosco Costa, todos do PL (do Valdemar e do Bolsonaro). E qual foi o crime: cobrar propina de prefeito do interior do Maranhão para encaminhar emendas parlamentares para a cidade. Não era assessoria política, não era consultoria. Era tabela mesmo. Mensagem com dados bancários, recibo de transferência, o valor combinado: R$ 1,7 milhão em troca de R$ 6,7 milhões em emendas. Al Capone pelo menos tentava esconder a contabilidade, né? O supremo Xandão foi preciso: “Al Capone foi pego pelo livro de contabilidade. Continuam fazendo a contabilidade.” E isso não foi ironia.

As penas variam de 5 a 6 anos e cinco meses em regime semiaberto. E os três estão inelegíveis imediatamente — o supremo Xandão até brincou que Cármen Lúcia, que é a presidente do TSE, já estava na sala quando ele declarou. Comunicação mais rápida da história.

O supremo Flávio Dino, que relata as ações sobre emendinhas parlamentares, avisou: isso foi só o primeiro. “Infelizmente haverá outros porque nós temos dezenas de inquéritos em curso.” Infelizmente é a palavra certeira. É o “infelizmente” de quem sabe que o cardápio é longo.

O Bosco Costa ainda tentou o argumento criativo de que ele era de Sergipe, então não teria por que desviar emenda pra prefeitura do Maranhão. Zanin respondeu, gentilmente, que ação criminosa não exige vínculo eleitoral com o município. Obrigado. De nada.

O homem do Cine Trancoso e seus fortes amigos

Vorcaro, o banqueiro das festinhas de Trancoso, tem um hábito peculiar: tirava print das mensagens de WhatsApp e guardava na galeria do celular. A gente respeita os costumes alheios, darling, mas nesse caso a Polícia Federal agradece.

Uma dessas imagens salvas por Vorcaro mostra uma conversa com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em que ele relata ter falado com Antônio Rueda (presidente do União Brasil) e diz que estaria “sempre” ao lado do banqueiro. “Sempre é sempre mesmo”, escreveu. Vorcaro respondeu na mesma moeda.

Para os perdidos. O BRB é o banco público do DF que comprou 58% do Master por R$ 2 bilhões numa operação rejeitada pelo Banco Central — que depois liquidou o Master por suspeita de fraudes bilionárias. A PF diz que o BRB comprou carteiras de crédito fictícias no valor de R$ 12,2 bilhões.

Rueda disse que “não comenta diálogos privados” e que só tem “contatos sociais eventuais” com Vorcaro. O mesmo Rueda que tem assento reservado em helicóptero de empresa de Vorcaro para sair do GP de F1. Ahã, claro, claro.

Vorcaro, segundo pessoas próximas, dizia que “no Brasil não tem como andar se não tiver esse tipo de proteção”. Ainda existe profissão de roteirista no Brasil?

A delação do fim do mundo

Por falar em Vorcaro, ele trocou de advogado e agora negocia colaboração premiada. E, segundo a Vera Rosa do Estadão, o que chegou ao Palácio do Planalto é que o dono do Master pretende puxar o PT e o governo Lula para o escândalo. Climão de fim dos tempos na Praça dos Três Poderes.

O novo advogado de Vorcaro é o Juca Lima (o mesmo que defendeu José Dirceu no mensalão, o general Braga Netto no processo da trama golpista e conduziu delações de peso na Lava Jato). Não é exatamente o advogado que costuma dizer “meu cliente é inocente”, vamos combinar?

O problema de Vorcaro é que os caminhos são estreitos. Petistas influentes já foram avisados de que ele não vai incriminar o supremo Toffoli nem o supremo Xandão. O que sobra? Ou ele aponta para senadores, deputados e governadores do Centrão e do bolsonarismo, ou mira o PT para acertar Lula em ano eleitoral. Aff.

Advogados próximos ao supremo terrivelmente evangélico André Mendonça (que agora é o relator do caso Master) já avisaram que uma “delação light”, do tipo que poupa um campo e destrói o outro, não passa. Todos os dados serão cruzados com a investigação da PF. Vorcaro vai ter que entregar o cardápio completo ou não vai sair da cana.

O Rui Costa, avisado de que vem chumbo grosso contra ele, disse: “Minha preocupação com isso é zero.” Ahã, claro, claro.

E ainda tem Minas Gerais no meio, que é o segundo maior colégio eleitoral do país, onde Lula ainda não montou palanque, e onde, segundo os recados que chegaram ao PT, Vorcaro teria informações sobre negócios com políticos e empresários locais. Quem vence em Minas sobe a rampa. E a galera da direita sabe bem disso.

Nos bastidores do Supremo, já se ligaram que bater nos ministros “dá voto” e que não é só Toffoli e Xandão que estão nesse balaio.

A novela das 8 (de governadores)

O PSD vai anunciar Ratinho Júnior como candidato à presidência no dia 25 de março. Exceto que Kassab diz que não vai. E que a decisão não está tomada. E que não há data marcada.

Mas o ex-governador de Santa Catarina Jorge Bornhausen deu entrevista coletiva dizendo que “ficou ajustado que no dia 25 será anunciado o nome do Ratinho Junior” e que ele “faz parte da comissão de escolha”. O presidente do PSD em Santa Catarina disse a mesma coisa. Ou seja, todo mundo menos Kassab.

Ratinho disputa com Eduardo Leite (que tem 3% no Datafolha) e Ronaldo Caiado (4%). Ele próprio tem 7%. Nos três casos, o PSD entraria na eleição com candidato abaixo de dois dígitos — mas, dos três, Ratinho é o que menos afunda. Seria uma vitória por queda menos livre, eu diria.

O PL de Flavitcho tentou convencer Ratinho a desistir em troca de apoio do partido ao candidato ao governo do Paraná. Ratinho disse não. Sem o acordo, o PL avalia apoiar Moro, o Serginho senador, ao governo do estado.

Valdemar Voldemort distribui palpites

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deu entrevista e disse que a vice ideal para Flavitcho é Tereza Cristina. “Ela é um nome muito forte no agronegócio e tem carisma.” Mas logo emendou: “Quem vai decidir é o Flávio e o Bolsonaro.” Palpite dado, mãos lavadas.

Sobre o PSD, Valdemar Voldemort acha que Kassab não vai lançar candidato. Sobre Ratinho: “É o máximo, mas não vai querer abandonar o estado.” Sobre Eduardo Leite: “Não quer ser candidato, quer fazer esse curso lá fora.” Curso. Valdemar disse curso.

O presidente do PL também disse que conta com Trump para ajudar na eleição de Flavitcho. “Ele vai para os EUA e arrancará o couro do Trump para ajudar o nosso país.”

Só quero dizer que Trump ainda não foi informado sobre esse plano, talkey?

A juíza foi ver o Instagram

O ex-juiz da Lava Jato Marcelo Bretas foi aposentado compulsoriamente em junho do ano passado por irregularidades processuais. Aí pediu isenção de imposto de renda alegando burnout. A juíza Bianca Stamato Fernandes achou por bem dar uma verificada básica no Instagram dele.

No perfil: “conselheiro e consultor em Compliance e Governança.” Ativo. Todo trabalhado nos conteúdos. Conforme descrito no processo como “fato notório”, a atividade digital de Bretas “afasta a tese de que o autor padece de síndrome de burnout.”

O laudo médico apresentado pelo próprio psicólogo de Bretas descrevia um “sentimento de abandono institucional e injustiça, ao ser impedido do exercício profissional por decisão que ele percebe como inadequada.”

A juíza deve ter percebido que o problema do Bretas é falta de óleo de peroba, isso sim.

A aposentadoria compulsória, acrescentou ela, tem natureza de punição, não de benefício previdenciário. O que significa que Bretas não só não ganha a isenção como também não ganha enquadramento como aposentado comum. Pena dupla.

O boina verde que saiu do grupo

Um americano saiu do governo Trump hoje. Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, pediu demissão e disse, publicamente, que o Irã “não representava uma ameaça iminente” aos Estados Unidos e que a guerra foi iniciada “por pressão de Israel e de seu poderoso lobby.”

Kent é veterano de 11 missões de guerra, viúvo (a sua esposa, também militar, morreu na Síria) e foi confirmado no cargo em julho passado com 52 votos. Ex-boina verde, ex-CIA, ex-candidato político com ligações à extrema direita americana. Não é exatamente um pacifista de carteirinha, muito menos um comunista.

A carta de renúncia cita uma “campanha de desinformação” de altos funcionários israelenses que teria enfraquecido a plataforma America First de Trump. “Como viúvo de uma Gold Star, que perdeu sua amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em um conflito que não traz benefícios ao povo americano.”

O Orange deve ter ficado Red de raiva.

Acorda, BRASEW, que vou ali dormir um pouco.

Prefeito de Várzea do Poço critica ACM Neto, cobra respeito aos municípios e sinaliza apoio ao governador Jerônimo


 

O prefeito de Várzea do Poço, Dr. Everson (União Brasil), criticou nesta Terça-feira (17/03/2026)uma declaração atribuída a ACM Neto sobre o papel dos prefeitos nas eleições para o governo da Bahia e afirmou que esse tipo de posicionamento representa desconsideração não apenas com as lideranças municipais, mas também com a população que elas representam. Em tom de insatisfação, o gestor defendeu a centralidade dos prefeitos e vereadores na dinâmica política do interior e sinalizou que poderá caminhar politicamente ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, a quem atribuiu postura de diálogo institucional com os municípios, inclusive os administrados por partidos de oposição.

Crítica ao desprestígio das lideranças municipais

Ao comentar a declaração de ACM Neto, Dr. Everson sustentou que a política estadual não pode ser reduzida a articulações de cúpula, dissociadas da realidade cotidiana das cidades. Para ele, o peso político dos prefeitos decorre justamente da proximidade com a população, especialmente nos municípios do interior, onde os gestores locais exercem interlocução direta com demandas sociais, administrativas e econômicas.

Segundo o prefeito, quando se minimiza a importância dos prefeitos, o efeito político e simbólico é mais amplo, pois alcança também os cidadãos que vivem nessas localidades. Nesse sentido, ele argumentou que os chefes do Executivo municipal e os vereadores são representantes imediatos da população e, por isso, desempenham função relevante na construção de alianças e na formação do debate eleitoral no estado.

A declaração do gestor expõe um quadro de incômodo dentro do próprio campo oposicionista, ao indicar que parte das lideranças municipais não se sente devidamente contemplada ou valorizada pela condução política da oposição baiana. O episódio também recoloca em evidência uma disputa recorrente na política estadual: a relação entre lideranças regionais, estruturas partidárias e projetos eleitorais de alcance estadual.

Aproximação com Jerônimo Rodrigues

Ao tratar de seu posicionamento político, Dr. Everson afirmou que estará ao lado de quem, segundo ele, demonstra compromisso efetivo com os municípios e com a população do interior. A declaração foi interpretada como um sinal de apoio a Jerônimo Rodrigues, dentro de um movimento mais amplo de reacomodação política entre prefeitos que, embora filiados a partidos de oposição, mantêm ou ampliam interlocução com o governo estadual.

Na avaliação do prefeito, o critério central para a definição de alianças não deve ser apenas a filiação partidária, mas a disposição concreta para ouvir os gestores locais e atender às necessidades das cidades. Ao dizer que caminhará ao lado de “quem ajuda o nosso povo, de quem nos escuta e nos dá espaço”, o prefeito reforçou uma lógica pragmática que historicamente marca a política municipal e estadual na Bahia.

Essa sinalização tem peso político porque parte de um prefeito do União Brasil, partido que integra o campo oposicionista ao governo estadual. Quando uma liderança municipal dessa base expõe insatisfação pública e admite convergência com o Palácio de Ondina, o gesto ultrapassa a dimensão pessoal e passa a ter repercussão sobre a leitura do cenário político no interior.

Diálogo institucional com prefeitos da oposição

Dr. Everson também elogiou a postura de Jerônimo Rodrigues no relacionamento com os prefeitos, inclusive aqueles que pertencem a legendas adversárias. Segundo ele, o governador tem mantido tratamento respeitoso, institucional e aberto ao diálogo com os municípios, independentemente do posicionamento partidário de seus gestores.

Ao destacar que Jerônimo “recebe, trata com educação e mostra preocupação com os municípios”, o prefeito procurou enfatizar a importância da convivência administrativa entre o governo do Estado e as prefeituras. Em estados com forte dependência de cooperação federativa, essa relação costuma ser decisiva para viabilizar investimentos, convênios, obras e políticas públicas em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

O elogio ao governador, nesse contexto, não se limita a um gesto protocolar. Ele funciona como contraponto direto à crítica feita a ACM Neto e ajuda a consolidar a narrativa de que o governo estadual tem conseguido abrir canais com prefeitos de diferentes partidos, ampliando sua margem de articulação e enfraquecendo resistências tradicionais em parte do interior baiano.

Repercussão política no interior da Bahia

A manifestação de Dr. Everson ocorre em um momento em que a relação entre lideranças estaduais e prefeitos do interior volta a ganhar relevância estratégica. Em eleições majoritárias, especialmente na Bahia, o apoio de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças locais costuma influenciar a formação de palanques, a mobilização territorial e a capilaridade das campanhas.

Embora a força eleitoral dos prefeitos varie conforme o porte do município, a densidade das alianças locais segue sendo um elemento importante no tabuleiro político baiano. Por isso, declarações que relativizam esse papel tendem a gerar reação, sobretudo entre gestores que dependem de interlocução constante com governos estaduais e federais para responder a demandas concretas da população.

No caso de Várzea do Poço, a fala do prefeito projeta uma insatisfação que pode não ser isolada. Ainda que cada município tenha sua própria dinâmica política, o episódio sugere que há espaço para novos rearranjos entre prefeitos do interior, especialmente quando o fator administrativo se sobrepõe à lógica puramente partidária.

Municípios como eixo da disputa política

A reação de Dr. Everson também recoloca o município no centro da discussão sobre representatividade política. Em cidades menores, a percepção da população sobre a política estadual passa, muitas vezes, pela capacidade do prefeito de intermediar demandas, obter apoio institucional e garantir presença do Estado em áreas essenciais.

Por essa razão, o debate sobre o peso dos prefeitos não é apenas eleitoral. Ele envolve a própria estrutura do federalismo brasileiro e o papel dos governos locais na mediação entre o cidadão e os demais níveis de poder. Desconsiderar essa engrenagem costuma produzir ruído político, porque ignora o espaço onde os efeitos das políticas públicas são mais rapidamente percebidos.

Nesse sentido, a declaração do prefeito de Várzea do Poço combina crítica política, recado partidário e reposicionamento estratégico. Ao defender o valor das lideranças municipais e acenar ao governador, ele transforma uma insatisfação local em mensagem de alcance mais amplo dentro da política baiana.

https://jornalgrandebahia.com.br/2026/03/prefeito-de-varzea-do-poco-critica-acm-neto-cobra-respeito-aos-municipios-e-sinaliza-apoio-ao-governador-jeronimo/

Banco Master paga empresa ligada à família do senador Jaques Wagner em meio a crise institucional e levanta questionamentos sobre transparência

 


A revelação nesta terça-feira (17/03/2026) de que uma empresa em nome de Bonnie de Bonilha, nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), recebeu pagamentos do Banco Master por serviços de prospecção de crédito consignado insere-se em um cenário mais amplo de crise institucional envolvendo a instituição financeira. O caso reúne elementos empresariais, vínculos familiares e um contexto político sensível, marcado por investigações, questionamentos regulatórios e impactos no debate público nacional.

A contratação foi realizada por meio da BK Financeira, empresa fundada em 2021 e da qual Bonnie de Bonilha é sócia do advogado Moisés Dantas. Segundo o sócio, a empresa atuou na prospecção e indicação exclusiva de operações e convênios de crédito consignado, prática comum no mercado financeiro.

De acordo com Dantas, os serviços foram prestados dentro da legalidade, com pagamentos formalizados por meio de notas fiscais e registros contábeis disponíveis para eventual fiscalização. Não foram divulgados, até o momento, valores totais, duração do contrato ou volume das operações intermediadas.

Bonnie de Bonilha optou por não se manifestar diretamente. Já o senador Jaques Wagner afirmou que não participou de qualquer intermediação ou negociação, atribuindo à empresa a responsabilidade pelos esclarecimentos.

Estrutura empresarial e mudanças societárias

Outro elemento relevante diz respeito à estrutura empresarial associada à nora do senador. Além da BK Financeira, Bonnie é proprietária da BN Representações, empresa que passou por mudanças recentes.

Até 26 de janeiro de 2026, a companhia operava sob o nome “Vamos Florir Comércio de Flores Ltda.”, com atuação no varejo de plantas e flores. Na mesma data, ocorreram alterações simultâneas:

  • Mudança da razão social e do objeto econômico
  • Saída de um sócio (Patrich Toaldo Bonilha)
  • Assunção do controle individual por Bonnie de Bonilha
  • Migração para atividades ligadas a software e licenciamento

Embora mudanças societárias sejam legais e recorrentes, a proximidade temporal com a exposição pública do caso amplia o interesse sobre a dinâmica empresarial envolvida.

Vínculos familiares e dimensão política

Bonnie de Bonilha é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner. O vínculo familiar conecta o caso ao núcleo político do governo estadual e federal, ainda que não haja comprovação de interferência direta.

A posição de Wagner como líder do governo no Senado confere maior sensibilidade institucional ao episódio. Em contextos semelhantes, a simples existência de relações empresariais envolvendo familiares de autoridades já é suficiente para suscitar questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse.

Banco Master sob investigação e pressão institucional

O caso ocorre em um momento de forte escrutínio sobre o Banco Master, que enfrenta questionamentos em múltiplas frentes:

Investigações e regulação

  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou movimentações atípicas desde 2022
  • Autoridades reconhecem limitações na capacidade de fiscalização

Desdobramentos judiciais

  • A Justiça determinou o bloqueio de ativos ligados ao banco em investigações associadas
  • Operação Compliance Zero elevou o nível de atenção institucional

Relações com o setor público

  • Contratos com instituições como o BRB passaram a ser analisados
  • Operações envolvendo aquisição de participação acionária ampliaram a exposição

Esse conjunto de fatores transformou o Banco Master em um epicentro de tensões entre mercado, política e regulação.

Repercussão política e impacto nacional

O caso extrapolou o campo econômico e passou a influenciar o ambiente político. Entre os efeitos observados:

  • Partidos monitoram o impacto eleitoral do episódio
  • O governo federal busca evitar associação direta com o banco
  • A oposição utiliza o tema para ampliar críticas institucionais

Nesse contexto, a revelação sobre a empresa ligada à família de Wagner ganha dimensão ampliada, funcionando como elemento adicional de desgaste político.

Transparência, governança e percepção pública

A existência de contratos entre instituições financeiras sob investigação e empresas ligadas a familiares de autoridades públicas não configura, por si só, ilegalidade. No entanto, evidencia a necessidade de padrões rigorosos de transparência e governança, especialmente quando envolve figuras centrais do poder.

O caso revela uma fragilidade recorrente no ambiente brasileiro: a dificuldade de separar claramente interesses privados e capital político. Mesmo na ausência de provas de irregularidade, a percepção pública tende a associar proximidade familiar a possível influência.

Mais do que um episódio isolado, o caso expõe um padrão histórico: relações pouco transparentes entre setor financeiro, estruturas empresariais e círculos de poder político. A ausência de informações detalhadas — como valores, duração contratual e métricas de desempenho — reforça a opacidade.

*Com informações do jornal O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Poder360, Metrópoles, CNN, Revista Veja e Agências Brasil, Reuters, RFI, Sputnik e BBC Brasil.

https://jornalgrandebahia.com.br/2026/03/banco-master-paga-empresa-ligada-a-familia-do-senador-jaques-wagner-em-meio-a-crise-institucional-e-levanta-questionamentos-sobre-transparencia/

CNJ registra 126 magistrados punidos com aposentadoria compulsória em 20 anos e decisão do STF pode mudar penalidades

 



Conselho Nacional de Justiça informou, na segunda-feira (16/03/2026), que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória desde 2006quando órgão passou exercer controle disciplinar sobre Judiciário brasileiro.

Os dados foram divulgados após decisão do ministro Flávio Dinodo Supremo Tribunal Federalque reconheceu possibilidade de perda do cargo como pena máxima em processos administrativos contra magistrados.

medida pode alterar modelo de responsabilização adotado até então pelo CNJ.

Histórico de punições base legal

Criado em 2005, CNJ é responsável por julgar infrações disciplinares cometidas por juízes desembargadores em todo país.

Ao longo de sua atuação, órgão aplicou as penalidades previstas na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman)que estabelece sanções administrativas no âmbito do Judiciário.

Entre as punições previstas estão advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais.

Aposentadoria compulsória como sanção máxima

Até recente decisão do STF, aposentadoria compulsória era considerada penalidade mais grave aplicada administrativamente pelo CNJ.

Nesse modelo, magistrado afastado do cargo mantinha recebimento proporcional de seus vencimentosmesmo após condenação disciplinar.

entendimento vinha sendo aplicado de forma recorrente desde criação do Conselho.

Decisão do STF amplia possibilidade de punição

Na decisão, ministro Flávio Dino afirmou que, dependendo da gravidade da conduta, penalidade pode incluir perda do cargo públicoampliando alcance das sanções administrativas.

ministro destacou que aplicação da aposentadoria como punição pode gerar questionamentos quanto à efetividade da responsabilização.

nova interpretação abre caminho para mudanças no regime disciplinar aplicado aos magistrados.

Impactos possíveis mudanças no sistema disciplinar

decisão do STF pode influenciar futuras deliberações do CNJ redefinir os critérios para aplicação de penalidades mais severas.

tema envolve discussões sobre eficiência do controle disciplinar responsabilização de agentes públicos no Judiciário.

Eventuais alterações dependerão da consolidação do entendimento jurídico de sua aplicação em novos casos.

*Com informações da Agência Brasil.

https://jornalgrandebahia.com.br/2026/03/cnj-registra-126-magistrados-punidos-com-aposentadoria-compulsoria-em-20-anos-e-decisao-do-stf-pode-mudar-penalidades/

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