segunda-feira, março 02, 2026

Código de Cármen provoca queixas no TSE e reacende debate ético na Justiça


Hugo Motta se rende ao “acordão” e também tenta blindar o escândalo do banco Master


Motta é contra a apuração do caso e descarta CPI do Master

Deu na Folha

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou a possibilidade de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a fraude do Banco Master. A Casa tem um pedido de investigação já protocolado, com pressão da oposição e parte das bancadas de centro e esquerda para instauração.

“É regimental obedecer essa ordem cronológica [de pedidos]. Temos 16 CPIs protocoladas sobre os mais diversos temas. Regimentalmente, é preciso analisar a cronologia, ter o fato determinado. Na Câmara, só podem funcionar 5 CPIs ao mesmo tempo. Nem se eu quisesse eu poderia chegar nessa CPI que trata do Banco Master”, disse Motta em entrevista ao portal Metrópoles.

INVESTIGAÇÃO  – O deputado afirmou que a investigação está sendo feita nas devidas esferas e defendeu a atuação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli no caso. A PF (Polícia Federal) apontou a suspeição do magistrado como relator após supostas relações do jurista com o Banco Master.

“Os órgãos de controle, a própria PF, estão apurando esse caso, dando a devida atenção à investigação sobre possíveis irregularidades nesse assunto. Penso que o STF tem feito seu papel. As decisões proferidas pelo antigo relator, Dias Toffoli, atenderam todos os pedidos do MP e PF. Houve um exagero por parte da mídia sobre o papel que o ministro Toffoli, que conduziu com muito equilíbrio suas decisões”, comentou Motta.

MENÇÕES – O apontamento de suspeição de Toffoli pela PF foi resultado do material colhido sobre o Banco Master. Foram encontradas menções ao ministro em conversas apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. As autoridades também apuram transferências de dinheiro para Toffoli de uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Master em um resort. Conforme revelou a colunista da Folha Mônica Bergamo, o ministro admitiu que recebeu o dinheiro.

Motta também disse ser contra o uso de outras CPIs em funcionamento, como a do INSS e a do Crime Organizado, para investigar o Master. “Acho errado mudar escopo de CPI para se fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial pelo que foi proposta. Defendemos uma apuração imparcial”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, Hugo Motta não quer apurar nada. Quando ele diz que defende uma apuração imparcial, merece tradução simultânea. Na verdade, ela já foi cooptado pelo chamado acordão para salvar Toffoli e Moraes, sepultando o caso do Banco Master e do resort Tayayá. É uma vergonha um político dessa laia estar presidindo a Câmara. (C.N.)

Lama na Praça da Rosa Mística: Denúncia Publicada, Responsabilidades Devem Ser Apuradas

 


Por José Montalvão

Desde o início do lamaçal que invadiu a Praça da Rosa Mística e suas adjacências, venho recebendo inúmeros vídeos e mensagens pedindo que este blog denunciasse o ocorrido e cobrasse providências do poder público. Muitos dos que enviaram o material solicitaram, com razão, que seus nomes não fossem citados. Respeito o anonimato de quem teme represálias, mas também preciso agir com responsabilidade e limites claros.

O fato é público: a lama tomou conta da praça, prejudicando moradores, comerciantes e frequentadores. Trata-se de um problema que afeta o direito básico de ir e vir, a salubridade do espaço e o patrimônio das pessoas. Diante disso, publiquei o ocorrido. Essa é a função da imprensa independente: dar visibilidade aos fatos.

No entanto, é preciso agir com equilíbrio. A prefeitura tem responsabilidade? Em parte, sim. Caberia ao poder público fiscalizar e, se fosse o caso, embargar o serviço que resultou no dano. A omissão na fiscalização é um ponto que precisa ser apurado. Mas é igualmente necessário deixar claro que quem executou a obra — e deu causa direta ao problema — deve arcar com os prejuízos e com os custos da limpeza.

Não é correto transferir automaticamente para os cofres públicos — ou seja, para o dinheiro do povo — uma conta que pode ter origem em responsabilidade privada. Se houve falha técnica, negligência ou descumprimento de normas, cabe aos responsáveis responder civilmente pelos danos causados.

Também é importante dizer: não estou no local para verificar in loco todos os detalhes. Não posso substituir os órgãos de fiscalização, nem assumir o papel de investigador oficial. Publiquei o fato com base no material recebido e na relevância pública da situação. Agora, os diretamente prejudicados precisam buscar seus direitos pelos meios legais cabíveis.

A omissão coletiva fortalece a impunidade. Se há danos, que sejam formalizadas denúncias, que se procure o Ministério Público, a Defensoria ou um advogado. Direitos não se sustentam apenas com indignação nas redes sociais — exigem ação concreta.

Este blog cumpre seu papel ao informar. Mas não cabe a mim ser “salvador da pátria”. Quem não luta por seus direitos acaba, muitas vezes, por perdê-los. A cidadania não é passiva; ela se exerce.

Flávio Bolsonaro avança sobre pauta feminina em busca de diminuir rejeição


Flávio usa até linguagem neutra e defende as mulheres

Yago Godoy
O Globo

Durante a manifestação realizada na Avenida Paulista, neste domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) direcionou parte de seu discurso para abordar a escalada nos casos de feminicídio no país. Pré-candidato à Presidência, o parlamentar afirmou que é preciso fazer uma “defesa intransigente das mulheres”. O tema também é uma das bandeiras eleitorais de seu provável adversário nas eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio ao aumento recorde de casos registrados no Brasil em 2025.

No trio elétrico, Flávio afirmou que as mulheres “eram protegidas” durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a aprovação de leis voltadas para tal finalidade. Ele também mencionou as ações realizadas pela senadora Damares Alves (Republicanos), à época ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“SEM HIPOCRISIA” – “Eu sou casado, pai de duas princesinhas, que são a razão do meu viver. E eu imagino a dor dessas famílias que tem uma mulher agredida ou assinada por um covarde. E a gente não vai mais tolerar isso neste país. As mulheres serão, de verdade, abraçadas e protegidas, sem hipocrisia”, declarou o senador.

O eleitorado feminino representa 52,5% do total, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme a última divulgação da pesquisa Genial/Quaest, a aprovação do governo Lula entre elas é de 48%, contra 44% que desaprovam — uma melhora em relação a janeiro, quando o índice desfavorável era de 47%. Para efeito de comparação, o cenário inverte entre os homens: 53% são contra e 43% são a favor.

Números do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que, em 2025, o número de casos registrados de feminicídio chegou a 1.470. De 2015 (ano da tipificação do crime) para cá, no entanto, houve aumento em todos os anos, o que representou um crescimento de 316%. Em meio à expansão, Lula criou, no mês passado, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que busca implementações ações coordenadas e permanentes entre os três Poderes.

PREFERÊNCIA –  A maioria dos manifestantes que compareceram ao ato bolsonarista realizado na Avenida Paulista preferem que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja o candidato da direita à Presidência da República. O percentual dos que citaram o nome do parlamentar é de 74%, conforme levantamento do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) — coordenado por Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da Universidade de São Paulo (USP)—, em parceria com a ONG More in Common.

A percepção contrasta com pesquisas anteriores realizadas em manifestações semelhantes, que apontavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o favorito para substituir o ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa de 2026. No ato na capital paulista, no entanto, o público era composto majoritariamente por homens (62%).

Duas semanas após ser anunciado como o escolhido de Bolsonaro para o cargo, em dezembro do ano passado, uma pesquisa Genial/Quaest mostrou que 54% dos eleitores avaliavam a nomeação de Flávio como errônea, e somente 36% acharam a decisão acertada. Já na divulgação mais recente, em fevereiro, a pesquisa apontou que 44% dos eleitores consideram que Bolsonaro acertou em indicar o filho mais velho como candidato — percentual que, pela primeira vez, é numericamente superior ao dos que avaliam que o ex-presidente errou na escolha (42%).

NO TOPO DA LISTA – A segurança pública é um assunto em que a esquerda tradicionalmente patina e que deverá ser um dos principais temas no processo eleitoral deste ano, já que a violência aparece no topo da lista de preocupação dos eleitores brasileiros.

A oposição deverá usar a segurança para desgastar a imagem de Lula e da gestão petista, sobretudo dando visibilidade a falas públicas do presidente que foram considerados deslizes ao tratar do assunto e especificamente da defesa das mulheres. Em julho de 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto, ele chamou de “inacreditável” o fato de dados mostrarem que a violência aumenta depois de jogos de futebol. Em seguida, ele complementou afirmando que “se o cara for corinthiano, tudo bem”.

Governistas, por sua vez, dizem que o foco na questão da violência contra as mulheres é uma bandeira histórica da esquerda, conforme mostrou O Globo. Eles dizem que Lula desde sempre deu atenção ao tema e que é preciso destacar as políticas públicas voltadas às mulheres que foram implementadas nos últimos três anos. Além disso, lembram que Lula vem tratando do assunto de forma recorrente em suas falas públicas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parece Piada do Ano, como diz o amigo Carlos Newton. Durante anos, o clã Bolsonaro desdenhou de pautas voltadas ao eleitorado feminino, LGBTQIA+, entre tantas outras. Inclusive não faltam exemplos em que Bolsonaro deixou isso bem claro, com o silencioso aval dos filhos. Agora, Flávio fala que “sem hipocrisia” defende as mulheres e já usa até linguagem neutra em seus discursos. Cai quem quer. (M.C)

O Sétimo Dia: A Travessia entre a Ausência e a Eternidade



A missa de sétimo dia será amanhã (03,03.2024) às 19:30h, na Igreja São Francisco - Paulo Afonso

Paróquia Nossa Senhora do Santissímo Sacramento 03.03 às 07:00 horas - Conjunto Leite Neto Aracaju

Igreja Matriz São João Batista 04;03 às 19:00 Horas Jeremobo




O Sétimo Dia: A Travessia entre a Ausência e a Eternidade

Por José Montalvão

O Sétimo Dia: A Travessia entre a Ausência e a Eternidade

Amanhã, as velas se acendem para a missa de sétimo dia do meu irmão, Fernando Montalvão. Diante do altar, da oração e da saudade que insiste em apertar o peito, somos convidados não apenas ao silêncio respeitoso, mas à reflexão profunda sobre dois mistérios que acompanham a humanidade desde sempre: a morte e a separação de um ente querido.

A morte é, talvez, a única certeza absoluta da vida. Desde o primeiro choro ao nascer, caminhamos, ainda que inconscientemente, em direção a esse desfecho inevitável. Sabemos disso pela razão, mas nunca estamos preparados pelo coração. A morte interrompe a presença física, silencia a voz, esvazia a cadeira à mesa, encerra diálogos que imaginávamos ainda longos. Ela nos confronta com a nossa fragilidade e com os limites da existência humana.

Muitas vezes, olhamos para a morte como um muro, uma interrupção brusca. Contudo, sob a luz da fé cristã, ela não é um fim, mas uma passagem; não é um ponto final, mas uma mudança de estado. É travessia. Se pensarmos bem, a morte é como um horizonte — e o horizonte não é o fim da estrada, é apenas o limite da nossa visão. O corpo retorna à terra, mas o espírito segue para a eternidade. A vida não se extingue; ela se transforma.

O que dói, contudo, é a separação.

A separação pela morte é uma ruptura que não depende da nossa vontade. Diferente de outras despedidas, ela não permite reencontros nesta vida. É uma ausência que se impõe. E é justamente essa ausência que revela a grandeza do amor que existia. Só sofre profundamente quem amou profundamente. A dor do luto é o reflexo do vínculo construído ao longo dos anos.

Perder um irmão é perder parte da própria história. É alguém que dividiu o mesmo sangue, o mesmo teto, as memórias da infância, as alegrias e as dificuldades. Um irmão carrega conosco as raízes, os ensinamentos, os sonhos compartilhados. A dor que sentimos hoje não deve ser vista como desespero, mas como honra: é o preço do amor. Só experimenta essa dor quem teve o privilégio da união.

Entretanto, a morte não consegue romper o vínculo. Ela rompe o contato físico — o abraço, a conversa, o café compartilhado — mas não rompe o laço. O ser amado deixa de ocupar um espaço no mundo para passar a ocupar todos os espaços dentro de nós. A morte separa os corpos, mas o amor constrói uma ponte que o tempo não derruba.

Na tradição cristã, o número sete simboliza plenitude e conclusão de um ciclo. A missa de sétimo dia não é apenas um lamento pela partida, mas um ato de esperança. É quando entregamos definitivamente o nosso ente querido aos braços do Criador, confiantes de que, na casa do Pai, não há dor nem pranto, mas a paz que excede todo entendimento. Rezamos pela alma de Fernando e pedimos a Deus consolo para os que ficaram.

Amanhã, mais do que chorar a ausência, é dia de agradecer pela vida que foi compartilhada. Fernando não foi apenas um nome; foi presença, riso, conselho, exemplo. A morte não apaga o que foi vivido. Não apaga o caráter, as lições deixadas, os gestos de bondade. Quem parte leva consigo a missão cumprida; quem fica carrega a responsabilidade de honrar essa memória.

Dizem que uma pessoa só morre verdadeiramente quando é esquecida. Se assim for, meu irmão viverá eternamente entre nós. Estará presente em cada história contada, em cada gesto inspirado por seus ensinamentos, em cada oração elevada aos céus.

A morte nos tirou o Fernando físico, mas a vida nos concedeu o Fernando eterno. Que ele descanse na luz divina, e que nós encontremos conforto na certeza de que o amor nunca falha, de que a fé sustenta e de que o reencontro é promessa de Deus.

Que este sétimo dia seja não apenas de lágrimas, mas também de esperança. Porque se a morte é um mistério, o amor é uma certeza — e onde o amor permanece, ali também permanece a vida.


José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


domingo, março 01, 2026

Governistas dizem que ato bolsonarista na Paulista foi um 'fracasso'

 

Governistas dizem que ato bolsonarista na Paulista foi um 'fracasso'

Por Mariana Brasil | Folhapress

Governistas dizem que ato bolsonarista na Paulista foi um 'fracasso'
Foto: Reprodução / TV Globo

Integrantes e aliados do governo Lula (PT) minimizaram os impactos do ato bolsonarista deste domingo (1º) e chamaram de "fracasso" a manifestação comandada por Nikolas Ferreira (PL-MG) com a presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
 

A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) usou as redes para criticar o ato e disse que os membros da oposição foram às ruas para "emular besteiras". O protesto da oposição teve como mote "Fora, Lula, Moraes e Toffoli", em referência ao presidente e aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
 

"Fantasiados de brasileiros, país que entregaram a Trump no tarifaço pra salvar o pai, bolsonaristas vão à Paulista emular besteiras, mentir que é a arma deles, para atacar Lula. Perderam a eleição e tentaram um golpe", escreveu no X (antigo Twitter).
 

O ato ocorre no momento em que Flávio desponta como principal potencial adversário de Lula nas urnas nas eleições deste ano. Pesquisas eleitorais dos últimos meses têm mostrado melhoras no desempenho do senador em cenários da disputa.
 

O vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, minimizou as manifestações e referiu-se ao ato como uma última tentativa de unificação da direita.
 

"Eles sabem que Lula é forte, é difícil ganhar do Lula, então por isso que, ao mesmo tempo que eles atacam as instituições, atacam o Lula, o que nós estamos acostumados", diz à Folha de S.Paulo. "Não há nada de novo. É mais um domingo de sol que eles não têm o que fazer. Enquanto eles gritam, estamos cuidando do povo brasileiro."
 

Na mesma linha, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que os atos da Paulista não representam nenhum impacto na disputa em curso no país. "Enquanto gritam, Lula presta solidariedade ao povo mineiro", afirma.
 

Em suas redes, o deputado afirmou ainda que as manifestações foram marcadas por uma "flopada histórica e vergonhosa". "O povo cansou de discursos vazios, de ódio e de manipulações que não resolvem os problemas reais do Brasil. A verdade é que a maioria quer trabalho, comida na mesa e respeito à democracia. O Brasil acordou e não aceita mais ser enganado por essa gente."
 

No sábado (28), o presidente Lula viajou para Minas Gerais, estado de Nikolas, para visitar cidades atingidas pelas chuvas que deixaram mais de 60 mortos e milhares de desabrigados. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo) também viajou a São Paulo para participar dos atos contra Lula deste domingo.
 

Na passagem por lá, véspera do ato, Lula fez uma menção implícita ao deputado, ao falar de política feita "pelo celular". O parlamentar é um dos nomes mais influentes da oposição nas redes sociais.
 

"Este é o ano da verdade neste país. Este é o ano em que a gente vai provar quem mente e quem não mente. Este é o ano em que a gente vai provar quem faz e quem não faz. A gente vai provar que fazer pirotecnia através do celular não resolve o problema da sociedade. O cidadão que fica gravando e fazendo meme toda hora, brincando de fazer política, nós vamos desmascarar neste ano", disse Lula.
 

O ato da oposição reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common. Segundo a contagem, feita a partir de fotos aéreas analisadas com um software de inteligência artificial, a manifestação teve menos da metade do público do ato pró-anistia de 7 de setembro de 2025 --na ocasião, foram contabilizadas 42,4 mil pessoas no momento de pico.
 

O tamanho menor da manifestação deste domingo em relação às anteriores organizadas pelos opositores também foi citado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), que usou as redes para criticar o número de participantes e o discurso de Flávio no evento.
 

"Não foi só o tamanho que chamou atenção. Foi a falta de entusiasmo. O discurso de Flávio Bolsonaro foi frio, sem energia, sem verdade e sem capacidade de empolgar. Parecia um candidato sem confiança no que dizia. Faltou carisma e sobraram mentiras. Sua pré-candidatura começa com o peso da desconfiança e com a sensação de que não há nada de novo para apresentar além de ataques e ressentimento", escreveu ele.

Joias de Bolsonaro viram alvo fiscal e podem ser incorporadas à União antes da prescrição


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Luísa Martins
Folha

A Receita Federal pediu que as joias apreendidas no âmbito da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje sob custódia da PF (Polícia Federal), sejam transferidas para a sua responsabilidade, para que tenha início o procedimento fiscal de perdimento dos bens.

A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes. O perdimento dos bens pode resultar na transferência de propriedade para a União, de forma definitiva. Conforme mostrou a Folha, essa apuração está sob risco de prescrição.

CUSTÓDIA – Atualmente, as joias presenteadas pela Arábia Saudita a Bolsonaro estão depositadas em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília. A Receita diz que não precisa da posse física, apenas da atribuição da custódia, para “possibilitar a adoção das medidas aduaneiras e tributárias cabíveis”.

O processo fiscal pode prescrever em outubro deste ano, conforme alerta feito pela própria Receita Federal ao TCU (Tribunal de Contas da União). O direito de punir do Estado expira cinco anos a partir da data da infração. As joias entraram no Brasil em 2021, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. Um dos kits passou despercebido e foi entregue a Bolsonaro, que tentou vendê-las no exterior. O outro foi flagrado com um assessor do então ministro Bento Albuquerque e apreendido.

Além da apuração aduaneira, o episódio gerou um procedimento no TCU e uma investigação penal. Nessa última, já houve o indiciamento de Bolsonaro por parte da PF. A PGR (Procuradoria-Geral da República) ainda não deliberou sobre o oferecimento de denúncia.

ALEGAÇÃO – A defesa de Bolsonaro afirma que o TCU já reconheceu, em um caso sobre presentes dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os bens são patrimônio pessoal e não da União. Portanto, não haveria crime a ser atribuído ao ex-presidente.

Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda e conhecido como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

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