sábado, fevereiro 21, 2026

Visita a Otto Alencar reacende especulações sobre eventual desembarque de Mário Negromonte Júnior no PSD

 

Visita a Otto Alencar reacende especulações sobre eventual desembarque de Mário Negromonte Júnior no PSD

Por Política Livre

20/02/2026 às 19:05

Atualizado em 20/02/2026 às 22:02

Foto: Reprodução/Instagram

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Mário Negromonte Jr. publicou foto ao lado de Otto e do ex-deputado federal Mário Negromonte, seu pai

A visita do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) ao senador Otto Alencar (PSD), registrada nas redes sociais, movimentou os bastidores da política baiana e reacendeu especulações sobre uma possível mudança partidária. No Instagram, Mário publicou foto ao lado de Otto e do ex-deputado federal Mário Negromonte, seu pai, destacando que foi “visitar o amigo senador depois da sua cirurgia” e desejando saúde ao presidente estadual do PSD.

Otto, que recentemente passou por um procedimento cirúrgico no coração, respondeu nos comentários agradecendo o gesto: “Fico muito agradecido pelo carinho e pela visita”. 

A interação pública entre eles foi interpretada no contexto das articulações pré-eleitorais deste ano, em meio a rumores de que Mário Júnior poderia se filiar ao PSD.

Atual comandante do PP na Bahia, Mário deve buscar um novo abrigo partidário, já que a legenda firmou federação com o União Brasil e, por consequência, apoiará a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo do Estado.

A permanência do cacique pepista na base governista é associada à expectativa em torno da escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). A esposa do deputado, Camila Vasquez Gomes Negromonte, do Ministério Público de Contas (MPC), integra a lista tríplice encaminhada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que deverá indicar o nome para a vaga aberta com a saída de Mário Negromonte, pai do parlamentar.

 

 Nota da Redação Deste Blog  Na política, há dois tipos de atores: os que pensam estrategicamente e os que apenas reagem emocionalmente. Estes últimos, muitas vezes, são os chamados “aculturados” politicamente — não no sentido de falta de inteligência, mas de falta de compreensão sobre como o jogo realmente funciona. Tornam-se massa de manobra, bucha de canhão em disputas que não lhes pertencem.

Enquanto brigam com amigos, rompem com familiares e até cometem excessos em nome de políticos, continuam anônimos. Só são lembrados na hora do voto. Depois, voltam ao esquecimento. Já os caciques seguem firmes nas mordomias, transitando entre partidos, alianças e cargos com a leveza de quem joga xadrez com peças previamente combinadas.

O episódio recente envolvendo o senador Otto Alencar e o deputado federal Mário Negromonte Júnior é um retrato claro dessa lógica. Uma visita “cordial”, registrada nas redes sociais, reacendeu especulações sobre eventual mudança partidária. Oficialmente, o gesto foi de solidariedade após a cirurgia do senador. Politicamente, porém, o movimento foi lido como articulação pré-eleitoral.

Negromonte Júnior, atual dirigente do PP na Bahia, vê seu partido federado com o União Brasil, que deve apoiar outro projeto estadual. Diante disso, aproxima-se do PSD de Otto. Até aqui, nada de ilegal. Política é também construção de alianças. O problema não está na articulação — está na narrativa vendida à base.

O eleitor apaixonado acredita em fidelidade ideológica quase religiosa. Defende bandeiras como se fossem dogmas. Já os líderes, quando convém, atravessam pontes sem constrangimento. Dane-se o discurso de ontem, dane-se a convicção partidária. O que vale é a sobrevivência política.

O caso ganha contornos ainda mais emblemáticos quando entra em cena a expectativa pela escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). A esposa do deputado integra a lista tríplice encaminhada ao governador Jerônimo Rodrigues. Coincidência? Pode ser. Estratégia? Também pode ser. Na política, quase nada é ingênuo.

Enquanto isso, o militante de rede social segue atacando adversários, compartilhando memes e acreditando que trava batalhas épicas. Não percebe que, no topo da pirâmide, o diálogo raramente é interrompido. Adversários públicos muitas vezes mantêm portas abertas nos bastidores.

O velho princípio do “primeiro eu, segundo eu, terceiro eu — e se sobrar algo para os outros” continua atual. O chamado “metal vil” fala alto. Cargos, espaços institucionais, influência e proteção pesam mais que discursos inflamados.

Isso não significa que toda política seja fisiologismo ou interesse pessoal. Existem homens e mulheres públicos comprometidos com causas reais. Mas é ingenuidade negar que, para muitos caciques, o eleitor é instrumento — não prioridade permanente.

Talvez o maior erro do cidadão seja personalizar excessivamente a política. Transformar líderes em ídolos intocáveis ou inimigos absolutos. Política é estrutura de poder, não torcida organizada. Quem briga na base por paixão cega geralmente não participa da divisão do bolo.

O eleitor consciente precisa compreender isso: alianças mudam, partidos se reorganizam, interesses se reacomodam. Quem não entende o jogo acaba jogado por ele.

No fim das contas, depois da eleição, muitos daqueles que brigaram por políticos voltam à vida comum. Já os caciques seguem articulando, visitando, sorrindo para fotos e preparando o próximo movimento.

E o eleitor? Se não aprender a ler o tabuleiro, continuará apenas peça — nunca jogador.

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Vorcaro não irá depor à CPI após Mendonça não autorizar uso de jatinho

 

Vorcaro não irá depor à CPI após Mendonça não autorizar uso de jatinho

No lugar do dono do Master, comissão vai ouvir empresária apontada como esposa de assessor do presidente da Conafer

Por José Marques/Isadora Albernaz/Fernanda Brigatti

20/02/2026 às 20:20

Foto: Reprodução/YouTube

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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não irá depor à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS na próxima segunda-feira (23). A decisão teria sido tomada pelo banqueiro após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), não autorizar o uso de um jato particular para a ida a Brasília.

A reportagem já havia apurado que a ausência na CPI na segunda-feira (23) estava praticamente definida. Ainda há dúvidas se Vorcaro irá à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para ser ouvido na terça-feira (24). A preocupação principal seria com sua segurança caso ele tivesse que pegar um voo comercial.

Segundo a pauta da CPI do INSS, disponibilizada no sistema do Congresso Nacional nesta sexta (20), a única depoente na próxima reunião será Ingrid Pikinskeni.

A empresária é apontada como mulher de Cícero Marcelino, que seria assessor de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil). Ela foi alvo de busca e apreensão pela PF (Polícia Federal) em maio de 2025.

A Conafer é uma das entidades associativas que, segundo a Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Fazendários da PF, promoviam descontos associativos não autorizados em contas de supostos beneficiários. Isso era feito por meio do acordo de cooperação técnica com o INSS.

Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Master após a saída do ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quinta (19) que Vorcaro não é obrigado a comparecer à CPI.

O relator da CPI mista, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse discordar "veementemente" do que considerou ser um "garantismo exacerbado" do ministro ao dispensar os convocados da obrigação de ir à comissão.

"Estou pronto para a oitiva com as perguntas técnicas inerentes ao caso", afirmou o parlamentar. "Tem sido o trabalho da relatoria em relação a todos os depoentes."

Segundo a decisão do ministro do Supremo, Vorcaro poderia se deslocar em voo comercial ou em avião da Polícia Federal.

Mendonça negou, porém, um pedido de sua defesa para que ele fosse a Brasília em um jato particular. À CPI, os advogados dele afirmaram que o transporte do depoente em uma aeronave particular seria necessário por questões de segurança, para preservar sua imagem e evitar tumultos em aeroportos.

A CPI mista do INSS havia adiantado o depoimento de Vorcaro para esta segunda com o objetivo de ter primazia na oitiva do ex-banqueiro diante de outras comissões no Congresso Nacional também interessadas em ouvi-lo.

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), parabenizou André Mendonça após a decisão, por autorizar o deslocamento de Vorcaro a Brasília.

O banqueiro está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica desde o fim de novembro do ano passado. Ele havia sido preso no aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcava para o exterior, no âmbito da operação Compliance Zero da Polícia Federal.

"O ministro demonstrou compromisso institucional diante da gravidade do que está em jogo. Estamos tratando de viúvas, órfãos e aposentados que foram lesados", escreveu Viana em suas redes.

Intimação de sindicalista para depor é preocupante se derivada das críticas ao STF, dizem entidades

 

Intimação de sindicalista para depor é preocupante se derivada das críticas ao STF, dizem entidades

Por Ana Gabriela Oliveira Lima / Folhapress

21/02/2026 às 07:45

Foto: Rosineti Coutinho / STF

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Entidades e advogados ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que é preocupante, se ocorrida em razão de críticas públicas, a intimação da PF (Polícia Federal) feita a Kleber Cabral, presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), para prestar depoimento.
Outros motivos ainda desconhecidos, porém, poderiam justificar a medida, como o sindicalista ser testemunha ou fonte de prova relevante no inquérito em andamento.

Cabral foi intimado a prestar depoimento nesta sexta-feira (20), depois que ele passou a criticar publicamente a investigação que gerou cautelares a servidores suspeitos de vazamento envolvendo dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e familiares. A ordem para intimação partiu do ministro Alexandre de Moraes.

A Unafisco afirmou, após ele ser ouvido pela polícia, que Cabral falou na condição de investigado e apenas em razão das declarações concedidas à imprensa após operação contra quatro funcionários do órgão.

Na quarta-feira (18), o sindicalista disse à GloboNews que é "menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República". Também tem questionado a falta de proporcionalidade das ações.

A Unafisco representa um dos quatro servidores suspeitos de envolvimento no vazamento de dados, Ricardo Mansano de Moraes. Ele é investigado por possível elo com Ricardo Pereira Feitosa, que foi chefe da inteligência da Receita Federalno início do governo Bolsonaro. Como mostrou a Folha, a PF também apura se há ligação de Cabral com Feitosa.

Além de Ricardo Mansano, são suspeitos de vazar informações os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.

Eles foram alvo de operação da PF na terça-feira (17) e sofreram busca e apreensão domiciliar e quebra de sigilos, além de afastamento imediato do exercício da função pública e recolhimento domiciliar em período noturno.

A operação se deu depois que Alexandre de Moraes mandou rastrear na Receita o vazamento de dados ligados a magistrados do tribunal e parentes.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, é preocupante o cenário da intimação, se ele estiver relacionado com as críticas públicas de Kleber Cabral. Outros motivos ainda não divulgados, porém, poderiam justificar a medida, como esclarecimento sobre eventual caso concreto em que auditores, agindo na legalidade, foram impedidos de atuar em trabalhos envolvendo altas autoridades.

Para Charlene Nagae, advogada especializada em liberdade de expressão e diretora-executiva do instituto Tornavoz, faltam informações precisas para entender o que levou à intimação do sindicalista. Feita a ressalva, ela diz que o cenário é preocupante se a intimação estiver de fato ligada às manifestações públicas de Cabral.

"Se a convocação para o depoimento tiver a ver com as críticas que foram externadas pela associação e pelo presidente, a gente vê com preocupação, porque, de fato, o direito de crítica é um importante direito constitucional, uma garantia imprescindível para a democracia."

Raquel da Cruz Lima, coordenadora de programa da Artigo 19, ONG especializada em temas ligados à liberdade de expressão, afirma que a falta de clareza sobre o motivo da intimação gera insegurança.

Ela diz que o sigilo presente no caso tem sido ferramenta recorrentemente usada pelo sistema de Justiça no Brasil, embora devesse ser excepcional e bem fundamentado. O resultado, afirma, é um cenário no qual há a "aparência de que críticas podem ser vistas de uma forma negativa e despertar algum tipo de consequência ou represália".

"Tem-se ainda muita insegurança [sobre o que motivou a intimação], mas a proximidade dos eventos [das críticas e da convocação para o depoimento], e o fato de estarmos em um contexto no qual medidas cautelares têm sido usadas com frequência em contexto de sigilo, faz com que haja muito mais desconfiança da regularidade dessas medidas."

Para a Transparência Internacional Brasil, Cabral foi alvo de "intimidação, por parte de um juiz constitucional, por defender servidores (culpados ou não) vítimas de evidente abuso de autoridade".
Segundo Guilherme France, gerente de pesquisa e advocacy da organização, a decisão pela intimação "produz efeitos que vão muito além do caso individual, já que sinaliza que qualquer crítica, mesmo aquela exercida dentro dos limites da liberdade de expressão, pode ser alvo de represálias por parte da mais alta corte do Brasil".

Ele diz que o caso vai ter o efeito de abafar o debate público em torno da atuação do Judiciário e, em última instância, enfraquecerá a democracia.

Segundo Álvaro Jorge, professor de direito da FGV Rio, a falta de transparência dificulta a análise do cenário, mas seria inadequada a intimação se derivada apenas das críticas públicas. "Ninguém deveria ser intimado no Brasil por conta de críticas."

Situação diferente, porém, seria a autoridade pública pedir esclarecimento sobre se o sindicalista tem informação a respeito de caso concreto em que auditores, trabalhando dentro da lei, foram prejudicados em razão de tratarem de temas ligados a autoridades.

Para Gustavo Badaró, professor de processo penal da USP, a intimação pelas críticas seria preocupante porque poderia configurar cenário de pressão do servidor. "Parece que é uma forma de pressão pelas críticas que ele fez na posição de líder de classe."

Badaró afirma que, até o momento, Cabral não parece ser fonte de prova dos crimes de vazamento de dados. Ao mesmo tempo, suas declarações, ainda que fortes, parecem estar dentro dos limites da liberdade de expressão, diz o advogado. "Aparentemente não há motivo para ele estar sendo intimado. Não há nada que indique que ele seja uma testemunha, uma fonte de prova relevante para o inquérito".

Politica Livre

PGR se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro

 

PGR se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro

Parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, a quem cabe a decisão

Por Luísa Martins/Folhapress

20/02/2026 às 18:15

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a concessão da prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem cabe a decisão.

De acordo com Gonet, a jurisprudência da corte só prevê a domiciliar para ocasiões em que "o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia", o que não seria o caso de Bolsonaro.

"O batalhão dispõe de assistência médica 24 horas e unidade avançada do Samu", escreveu o procurador-geral, referindo-se à estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.

Para Gonet, embora o laudo da perícia elaborado pela PF (Polícia Federal) tenha atestado uma "multiplicidade" de patologias, as doenças estão sob controle clínico e medicamentoso, não havendo necessidade de transferência para um hospital.

"O tratamento condizente com as patologias descritas já vem sendo regularmente prestado ao custodiado no próprio estabelecimento prisional", destaca o procurador-geral na manifestação.

Segundo ele, o fato de a perícia ter considerado oportuna a otimização da estrutura da Papudinha (com grades de apoio, campainha de emergência e dispositivos de monitoramento em tempo) "não implica, por si só, a inadequação do ambiente carcerário".

O pedido mais recente de prisão domiciliar foi feito a Moraes pela defesa de Bolsonaro em 11 de fevereiro. Os advogados afirmaram que, de acordo com a perícia, o ex-presidente estava "em situação de multimorbidade grave, permanente e progressiva, com risco concreto de descompensação súbita e de eventos potencialmente fatais".

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha ainda é arriscada para a saúde do ex-presidente, "seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo".

"Nesse contexto, o ambiente de custódia permanece objetivamente mais perigoso do que o ambiente domiciliar adequadamente estruturado, no qual é possível assegurar maior previsibilidade, continuidade terapêutica e resposta imediata a intercorrências", afirmam.

Os advogados também mencionam que o caso de Bolsonaro seria parecido ao do ex-presidente Fernando Collor, que teve a prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes em maio do ano passado.

Politica Livre


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