sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Empresa de Toffoli usou 'CNPJ de prateleira' e estratégia que agiliza sociedade anônima

 

Empresa de Toffoli usou 'CNPJ de prateleira' e estratégia que agiliza sociedade anônima

Ex-dono da Maridt diz que oferece serviços que encurtam prazo para registro de Sociedade Anônima para clientes que têm pressa

Por Vinícius Valfré/Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

13/02/2026 às 08:40

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Imagem de Empresa de Toffoli usou 'CNPJ de prateleira' e estratégia que agiliza sociedade anônima

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu ser sócio, foi aberta a partir de um “CNPJ de prateleira” criado dois meses antes por uma firma especializada em abrir e transferir empresas.

Segundo o empresário que repassou o CNPJ à família Toffoli, o procedimento é buscado por pessoas que têm pressa na abertura de empresas, pois elimina prazos e burocracias bancárias. Também evita que os novos donos tenham que ir pessoalmente a uma agência bancária.

A informação é do advogado e empresário André Luis Fonseca Sérgio, que afirma não ter tido contato direto com os futuros acionistas, mas com advogados intermediários dos quais não se recorda.

“Começar uma S.A (Sociedade Anônima) do zero é mais complicado do que se tiver uma pronta no mercado”, disse.

Procurado por meio do STF para comentar a estratégia de abertura da empresa, Toffoli não se manifestou. A reportagem não conseguiu contato com os irmãos dele. Em uma nota, o ministro afirmou que a legislação o permite ser sócio de empresa (leia mais abaixo).

Em 24 de agosto de 2020, Fonseca Sérgio e um sócio abriram a empresa Plataforma 27S Participações. Exatos 42 dias depois, a 5 de outubro, a firma foi rebatizada e transferida para José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, José Antônio. Em 10 de dezembro, a Maridt virou sócia de empresas do resort Tayayá, no Paraná.

A transferência da empresa de André Luis Sérgio para os irmãos Toffoli foi registrada na Junta Comercial de São Paulo em 21 janeiro de 2021.

Em setembro daquele ano, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, comprou parte da cota dos Toffoli nos negócios do resort, como revelou o Estadão.

André Sérgio é sócio da Approved Legal, firma de 2014 com escritório na Avenida Paulista especializada em “serviços paralegais de apoio administrativo e jurídico”. O nome dele está atrelado a mais de cem CNPJs.

Segundo ele, os clientes que recorrem aos seus serviços para abrir uma S.A. evitam um processo de abertura de contas junto ao Banco do Brasil, procedimento que costuma levar entre 15 e 20 dias. Além disso, eliminam a necessidade de deslocamento a uma agência para resolver a burocracia.

“O maior trabalho é ir depositar 10% do capital social (exigidos pela Lei 6.404/1976, a Lei das Sociedades por Ações). Isso é o que demora mais tempo. E às vezes o acionista não tem tempo para ir fazer isso”, explicou.

“Não é tão longo (o prazo de 20 dias). Poderia abrir diretamente? Poderia. O problema é que tem que levar as pessoas lá, às vezes elas não têm essa disponibilidade. Por procuração até dá, mas eles pedem procuração por instrumento público. Dá mais trabalho do que alguém fazer [uma empresa] e depois só transferir.”

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 12, o magistrado admitiu que é sócio da empresa que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. O nome dele não aparecia na documentação pública pois trata-se de uma Sociedade Anônima, prevista em lei, e apenas os irmãos dele seriam os gestores (leia mais abaixo).

A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, mulher de José Eugênio, negou que o marido tivesse sido proprietário do empreendimento e disse desconhecer que a residência onde mora fosse a sede da empresa. A empresa está registrada na casa onde ela mora, em Marília, interior de São Paulo. O outro sócio, José Carlos, é padre.

Toffoli era o responsável pelo processo que investiga suposta fraude bancária de Vorcaro e do Master. Ele confirmou sua ligação com a Maridt depois que a Polícia Federal indicou a suspeição dele como relator do caso. Os investigadores encontraram menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro e as levaram ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Na nota divulgada na quinta-feira (12), Toffoli afirmou que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, não há impedimento para que juízes integrem o quadro societário e recebam dividendos de empresas, desde que não exerçam a administração. Mas, na noite de quinta-feira, Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF.

Apesar da participação em grandes empreendimentos e da venda das fatias para fundo ligado a Daniel Vorcaro, a Maridt mantém, desde a abertura, em 2020, o mesmo capital social de R$ 150. Capital social é o montante em recursos financeiros ou bens investidos pelos donos de uma empresa ao iniciar um negócio.

André Sérgio disse que foi ele quem definiu o valor simbólico do capital social ao abrir a empresa. E que depois de transferida ele não teve qualquer participação na estruturação dos novos negócios.

Além da unidade do Tayayá em Ribeirão Claro (PR), a Maridt também foi sócia de um segundo resort da rede em Porto Rico (PR) ao lado do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho.

Trata-se de um empreendimento que ainda está em obras e já vendeu mais de R$ 200 milhões em cotas de casas e apartamentos.

Parte dos compradores acionou a Justiça paranaense para reaver o dinheiro. A queixa é que o projeto original foi alterado depois que o Ministério Público apontou que parte dos edifícios seriam erguidos dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP).

A Maridt, da qual Dias Toffoli é sócio, teve ações desse segundo resort desde sua criação em 2021 até fevereiro de 2025. A empresa de Ratinho participou da fundação e se retirou do projeto em maio de 2024.

Politica Livre

Após atacar André Moura, Alessandro é execrado pelos governistas

 Adiberto de Souza

em 13 fev, 2026 8:39

Delegado de polícia experiente, o senador Alessandro Vieira (MDB) só precisou dar um tiro de pólvora seca para o barulho do estampido ameaçar desmontar a chapa majoritária governista, da qual o próprio faz parte como candidato à reeleição. Bastou o emedebista insinuar que o também postulante a senador André Moura (União) teme ser acordado com a polícia batendo à porta para colocar os andrezistas em polvorosa. Uma moção de protesto contra Vieira já foi aprovada na Câmara de Aracaju, enquanto um deputado ligado a Moura disse o diabo do senador em discurso na Assembleia. O próprio governador ficou tiririca de raiva, a ponto de lembrar ao ainda aliado que “ninguém aqui está forçado”, ou seja, avisou ao senador que a porta da rua é a serventia da casa. Depois desse terremoto verbal, Alessandro ainda pode permanecer na chapa governista, porém André já avisou que nem amarrado sobe mais no mesmo palanque de seu detrator. Resta saber se Fábio Mitidieri conseguirá colocar água suficiente nessa fervura para baixar a temperatura da base governista. Uma coisa é certa: se Alessandro e André desistam mesmo de ir abraçados ao baile eleitoral o confronto verbal entre os dois pode ser o grande destaque da campanha. Aliás, já há quem aposte que, ao contrário da pólvora seca d’agora, o delegado tem alguns petardos para lançar contra André. Pelo visto, vai faltar água para lavar tanta roupa suja em público. Misericórdia!

Cachês astronômicos

E o vereador aracajuano Ricardo Vasconcelos (PSD) está preocupado com os elevados cachês cobrados pelos artistas que animam os festejos juninos. O pessedista ressaltou que, enquanto a inflação oficial gira em torno de 5%, alguns cachês teriam sido reajustados em até 40% ou 50%. Vasconcelos lembrou já havia questionado valores superiores a R$ 1 milhão cobrados por alguns artistas que se apresentaram em Aracaju ano passado. Por fim, Ricardo reforçou que deseja um Forró Caju forte e à altura das expectativas da população, mas sem comprometer as finanças do município. Home vôte!


A mulher na política

Passados mais de 90 anos da conquista do voto feminino, as mulheres continuam com pouca representação na política. Embora sejam quase 50% dos filiados de todas as legendas, as distintas ficam com apenas 30% das vagas nas chapas proporcionais. Para que isso mude é preciso condenar o surrado argumento de que “elas não sabem fazer política”. Isso não passa de preconceito. Aliás, alguém já disse, com razão, que a presença feminina no meio político traz benefícios para todo o conjunto da população, além de contribuir para se alcançar a igualdade de gênero, algo essencial na sociedade machista em que vivemos. Deus é mais!

Bom de garfo

O ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita (PT), se deu bem ao visitar uma aliada política no município de Nossa Senhora das Dores. A anfitriã recepcionou o ex-gestor capelense com guaiamuns gordos e um pirão de peixe daqueles de dar água na boca. Entre uma garfada e outra, Sukita discutiu sobre política e aproveitou para pedir o apoio da amiga para os pré-candidatos dele nas eleições deste ano. Aff Maria!

Distância de Rogério

O site Sergipense publicou agora uma entrevista concedida pelo hoje secretário estadual da Casa Civil, Luiz Mitidieri (PSD), em julho de 2024. À época, o pai do governador Fábio Mitidieri (PSD) disse à rádio Sim/FM que o posicionamento da família dele era fazer aliança com qualquer político em Sergipe, exceto com o senador Rogério Carvalho (PT). “Se o PT continuar adulando Fábio até as convenções, saiba que terá uma candidatura fraquíssima ao governo e a total desconfiança dos eleitores”, afirmou o experiente ex-deputado Luiz Mitidieri. Será que ele e a família continuam pensando a mesma coisa de Rogério Carvalho? Creindeuspai!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/apos-atacar-andre-moura-alessandro-e-execrado-pelos-governistas/

BR-101 Sergipe: desvio no km 55 entra em operação próximo a Carmópolis

 A intervenção viabiliza a continuidade das obras de duplicação na rodovia

Governo Federal informa desvio no km 55 na BR-101 (Foto: DNIT)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que o desvio no km 55 da BR-101, no trecho norte de Sergipe, nas proximidades do acesso ao município de Carmópolis, entrou em operação na tarde desta quinta-feira, 112.

A intervenção viabiliza o início da construção de uma passagem inferior no local, estrutura que garantirá o acesso seguro ao município após a conclusão da duplicação. A obra tem como objetivo proporcionar mais segurança viária e melhorar a fluidez do tráfego na região.

O desvio já está em pleno funcionamento e conta com sinalização adequada para orientar os condutores que trafegam pelo trecho. O DNIT reforça a importância de que os motoristas redobrem a atenção ao passar pelo local, respeitando a sinalização implantada e os limites de velocidade, a fim de garantir a segurança de todos durante o período de execução dos serviços.

A previsão é de que as obras da passagem inferior sejam concluídas nos próximos meses, podendo o prazo ser ajustado conforme as condições climáticas e o andamento dos trabalhos.

O DNIT segue executando as etapas previstas no cronograma da duplicação da BR-101 e reafirma seu compromisso com a melhoria contínua da infraestrutura rodoviária, promovendo mais segurança e mobilidade aos usuários das rodovias federais em Sergipe

*Com informações do DNIT

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Nota da Redação Deste Blog - 


BR-101 em Sergipe: improviso, atraso e desrespeito ao cidadão

Por José Montalvão

O anúncio de que o desvio no km 55 da BR-101, nas proximidades de Carmópolis, entrou em operação para viabilizar a construção de uma passagem inferior deveria ser recebido como uma boa notícia. Afinal, duplicação de rodovia significa mais segurança, melhor fluidez no tráfego e desenvolvimento regional.

Mas a realidade enfrentada por quem precisa da estrada é bem diferente do discurso oficial.

O que revolta não é a obra em si — necessária e aguardada há décadas —, mas o momento escolhido para iniciar a intervenção mais impactante. Em pleno período carnavalesco, quando milhares de sergipanos e viajantes utilizam a BR-101 para se deslocar rumo a Alagoas e outras localidades do Nordeste, implanta-se um desvio que provoca paralisações superiores a uma hora. Ontem mesmo, motoristas ficaram literalmente parados no meio da rodovia por mais de 60 minutos, sob sol forte, sem qualquer alternativa.

Falta planejamento. Falta sensibilidade. Falta respeito.

Enquanto isso, o trecho alagoano — de Propriá até Maceió — está há muito tempo em pleno funcionamento, duplicado e oferecendo melhores condições de tráfego. Já o trecho entre Propriá e Aracaju se arrasta há décadas. São promessas que atravessam governos, placas de inauguração que não correspondem à realidade e obras que parecem nunca chegar ao fim.

A pergunta que o cidadão faz é simples: por que Sergipe sempre fica para depois?

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirma que a intervenção visa garantir segurança e melhorar a fluidez após a conclusão da duplicação. No papel, o objetivo é nobre. Na prática, porém, a execução revela improviso. Iniciar uma alteração estrutural justamente no período de maior fluxo anual demonstra ausência de estratégia logística e despreocupação com o impacto imediato na população.

Obra pública não pode ser sinônimo de sofrimento coletivo permanente. Planejamento de tráfego, rotas alternativas bem estruturadas, reforço na sinalização e comunicação antecipada poderiam minimizar os transtornos. O que não se admite é transformar o direito de ir e vir em teste de resistência.

A duplicação da BR-101 em Sergipe virou símbolo de morosidade histórica. Cada novo desvio reacende a esperança de conclusão, mas também reforça a descrença da população. O cidadão já não quer mais explicações técnicas — quer resultados concretos.

Desenvolvimento não se mede apenas pelo anúncio da obra, mas pela capacidade de executá-la com eficiência, responsabilidade e respeito ao povo. Porque estrada não é palco de propaganda; é via de trabalho, de turismo, de socorro médico e de sustento para milhares de famílias.

E o sergipano já esperou demais.




PF investiga como defesa soube de medida sigilosa contra Vorcaro


Nikolas desafia PL em Minas e impõe ultimato contra filiação de Eduardo Cunha

 

Nikolas desafia PL em Minas e impõe ultimato contra filiação de Eduardo Cunha

Deputado busca ampliar controle sobre partido

Camila Turtelli
O Globo

A definição das candidaturas em Minas Gerais para as eleições de 2026 abriu uma frente de atrito entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a cúpula do PL, partido de Valdemar Costa Neto, em meio a divergências sobre filiações no estado, disputa pelo controle da chapa proporcional e à tentativa do parlamentar de barrar a eventual entrada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha na legenda.

Nos últimos dias, Nikolas passou a criticar de forma mais direta a condução da montagem eleitoral mineira, embora tenha reafirmado sua permanência no partido. Sem citar publicamente alvos específicos, afirmou temer a eleição de candidatos que não estejam alinhados aos seus valores políticos e disse atuar para evitar esse cenário, uma referência à tentativa de dirigentes do partido filiarem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ao PL mineiro.

REAÇÕES – Embora a entrada de Cunha não tenha se concretizado, a hipótese mobilizou reações imediatas de Nikolas. Em conversas com aliados e dirigentes, o parlamentar afirmou que não aceitaria dividir espaço político com o ex-presidente da Câmara na chapa proporcional e chegou a admitir a possibilidade de deixar o partido caso o movimento avançasse. “Eu disse mesmo: ou o Cunha ou eu. Quero pessoas boas dentro do partido”, afirmou.

A insatisfação não se restringe ao deputado. Parlamentares de Minas Gerais levaram reclamações a Valdemar, movimento que explicitou o desconforto interno com a estratégia adotada pela direção

RESISTÊNCIA – Deputado mais votado do país em 2022, Nikolas é considerado peça central da estratégia do PL em Minas, pelo potencial de votos. Setores do partido defendem que ele concorra ao governo de Minas, aproveitando o fato de completar 30 anos em maio — idade mínima constitucional para o cargo. O deputado, porém, resiste e tem reiterado que pretende buscar a reeleição para a Câmara.

Dirigentes partidários, por outro lado, sustentam que a ampliação do número de candidaturas com densidade eleitoral própria poderia fortalecer a nominata e aumentar o total de cadeiras conquistadas pela sigla.

O conflito interno ocorre em um ambiente estadual ainda indefinido. O governador Romeu Zema (Novo) está impedido de disputar novo mandato, e nomes como os senadores Rodrigo Pacheco (PSD), Cleitinho (Republicanos) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil seguem mencionados como potenciais candidatos.

ESTRATÉGIA – Parte da cúpula do PL e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que mantê-lo na eleição proporcional é, neste momento, a alternativa mais estratégica. Questionado se queria Nikolas como candidato, o senador respondeu “não”. “Porque Nikolas não quer ser candidato ao governo”, disse

A leitura predominante é que sua votação expressiva pode puxar outros candidatos, ampliar a bancada federal mineira e fortalecer o partido nacionalmente, objetivo considerado prioritário no planejamento bolsonarista para 2026.

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