quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Entenda em 5 pontos por que a PF investiga relação entre Toffoli e Banco Master

 

Entenda em 5 pontos por que a PF investiga relação entre Toffoli e Banco Master

Por Folhapress

12/02/2026 às 07:09

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF

Imagem de Entenda em 5 pontos por que a PF investiga relação entre Toffoli e Banco Master

Dias Toffoli

A Polícia Federal apontou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator das investigações sobre o Banco Master nesta quarta-feira (11).

O pedido é resultado de investigações da PF sobre as relações de Fachin com o Banco Master, que encontraram menções ao ministro em conversas apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master. Em nota, o gabinete do magistrado afirmou que "o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações".

As autoridades também apuram transferências de dinheiro para Toffoli de uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Master em um resort. Conforme revelou a colunista da Folha Monica Bergamo, o ministro admitiu que recebeu o dinheiro.

O avanços das investigações aumenta a pressão sofrida por Toffoli desde o ano passado para deixar de ser relator do caso.

Entenda em 5 pontos por que a PF investiga relação entre Toffoli e Banco Master

QUAL É O PAPEL DE TOFFOLI NO CASO DO BANCO MASTER?

O ministro Dias Toffoli é relator do caso do Banco Master no STF. O banco teve sua liquidação decretada pelo Banco Central no dia 18 de novembro, depois que a PF prendeu seu controlador, Daniel Vorcaro, suspeito de tentar fugir do país. As investigações apontaram uma fraude bilionária no banco.

O caso chegou ao STF a pedido da defesa de Vorcaro, após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem foro privilegiado, ter sido encontrado em uma busca e apreensão.

Toffoli decidiu que as diligências e medidas relacionadas à investigação deveriam ser avaliadas por ele.

As investigações da PF já apontaram possível envolvimento de políticos com foro especial no caso Master. O material reunido pela PF na primeira fase da operação contém referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à Folha, sob anonimato, por investigadores do caso.

Essas pessoas afirmam à reportagem que foram feitos "vários achados" com menções a essas figuras do mundo político. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF. Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original.

CRÍTICAS SOBRE A RELATORIA DO CASO

A atuação de Toffoli no caso virou alvo de críticas, inclusive de colegas de corte, após o ministro colocar, ainda em dezembro de 2025, sob sigilo elevado um pedido da defesa de Vorcaro para levar as investigações sobre o empresário ao STF. Com a mudança, parte das informações sobre o andamento processual do caso fic do público.

A crise escalou quando veio à tona a informação de que Toffoli havia viajado para fora do país no jato de um dos advogados envolvidos no caso Master no mesmo dia em que ele se tornou relator do caso. O ministro foi para Lima, no Peru, assistir à final da Taça Libertadores.

As críticas aumentaram quando Toffoli convocou uma acareação entre Vorcaro, do Master, Ailton de Aquino Santos, diretor do Banco Central, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A decisão foi fortemente condenada por ter sido tomada antes que investigados e testemunhas prestassem depoimentos individuais. Posteriormente, o ministro recuou e deixou a decisão a critério da PF.

LIGAÇÕES DA FAMÍLIA TOFFOLI COM O BANCO MASTER

A situação de Toffoli ficou pior com a revelação de relações de negócios entre sua família e a teia do Master. Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), como revelou a Folha, José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli —irmãos do ministro— dividiram o controle do resort Tayayá, no Paraná, com o fundo de investimentos Arleen.

O Arleen entrou na sociedade em 2021, comprando cotas de empresas que pertenciam aos irmãos e a um primo de Toffoli. O Arleen era de propriedade de outro fundo, o Leal, que, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Situado às margens da represa de Chavantes, no Paraná, o resort oferece piscinas aquecidas, passeios de caiaques, quadras de beach tenis e até cassino. Para se hospedar no local, na cidade de Ribeirão Claro, é preciso ser cotista ou procurar algum apartamento vago, com diária a partir de R$ 1.200.

A vida dos irmãos de Toffoli, no entanto, destoa do luxo do resort no Paraná. Eles moram em Marília, no interior de São Paulo, onde a casa de um deles é listada como sede da Maridt Participações, que era dona de 33% do Tayayá.

OS PAGAMENTOS A TOFFOLI —QUE ELE ADMITE

Nesta quarta-feira (11), a colunista da Folha Mônica Bergamo revelou que o ministro admitiu ter recebido dinheiro da Maridt Participações. Ele disse que a transferência ocorreu na época em que a participação da empresa no resort Tayayá foi vendida para o fundo da teia de Vorcaro. Ele era sócio da firma junto a outros familiares.

A explicação foi dada por ele a interlocutores depois que a PF passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado. É a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos.

De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar. Seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, no entanto, porque ela é uma Sociedade Anônima de livro —em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas.

Por isso apenas os nomes de dois de seus irmãos são públicos, por serem eles os administradores da empresa. De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal, tendo origem e destino rastreáveis.

AS MENÇÕES DE VORCARO A TOFFOLI, QUE FIZERAM A PF APONTAR A SUSPEIÇÃO DO MINISTRO

O pedido de suspeição de Toffoli ocorreu após a PF encontrar menções a Toffoli em conversas apreendidas no celular de Vorcaro. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pela Folha com uma autoridade que acompanha as investigações. Os investigadores pedem a abertura de novas apurações sobre o caso, incluindo menções ao ministro.

Em conversas reservadas com pessoas próximas, Toffoli vem afirmando que não mantinha contato com o ex-banqueiro, mas que haveria mensagens nas quais Vorcaro mencionaria seu nome.

Em comunicado, a defesa de Vorcaro afirmou ter "preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa".

Toffoli vem reafirmando que não vê razões para sair da relatoria do caso desde as primeiras críticas sobre sua atuação, ainda em 2025.

O Código de Processo Penal prevê que um juiz está impedido de atuar nas ações em que seu cônjuge ou parente tenha participado; em que ele próprio tenha atuado no passado (como advogado ou juiz de instância inferior); ou em que ele ou seus familiares forem "diretamente interessados".

Já a suspeição tem caráter subjetivo e diz respeito a situações, por exemplo, em que o ministro é amigo íntimo das partes ou dos advogados, recebe presentes de pessoas interessadas na causa ou aconselha as partes. Se houver motivo de foro íntimo, ele não é obrigado a detalhá-lo.

Se Toffoli se declarasse suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui poderiam ser automaticamente anuladas, e a investigação voltaria à estaca zero. 

Politica Livre

Oi, Toffoli. Vorcaro aqui. TixaNews

 

Arte: Marcelo Chello

Barata voa total. PF mexeu no celular do Vorcaro e fedeu. Um monte de conversinhas com o supremo Toffoli e otras cositas más. Rolou até pedido para que Toffoli se pirulite do caso (again). Já outro ministro, só que do TCU, meteu um sigilo ultra mega master no processo da liquidação do Master que corre por lá. Temos ainda Tarcísio fazendo um beija-mão supremo, Andrezito Esteves exercendo seu papel e Flavitcho nas pesquisas. VEM LER!

Parece que azedou o pé do frango, BRASEW! A Polícia Federal fuçou no celular do Vorcaro, o Daniel, que é dono do Banco Master, e descobriu que ele e o supremo Toffoli adoravam bater um papinho com certa frequência. Vai ver era por conta da burocracia do Tayayá, Tixa! Darling do céu, não comprometa essa lagartixa nas suas intrigas!

Também apareceram os nomes de uma galera com foro privilegiado nas tais conversas. Numa situação normal de temperatura e pressão, a PF deveria entregar todos esses achadinhos nas mãos do próprio Toffoli (que é o relator do caso do Master no Supremo). Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, já que os papinhos do Toffoli com o Vorcaro estão nesse rolê, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi pessoalmente entregar essa bomba nas mãos do Fachin, nosso presidente supremo. Tipo, segura que o filho é teu.

A Polícia Federal aproveitou também para pedir ao supremo Fachin a suspeição do senhor Toffoli da relatoria do caso Master. O caso foi revelado pelo UOL e depois confirmado por outros jornais.

E o que Toffoli disse? Que tudo é inveja, digo, ilações.

E tome mais sigilo

E não é só o supremo Toffoli que gosta de um sigilo master. Jhonatan de Jesus, que é ministro do Tribunal de Contas da União, pegou os documentos emitidos pela área técnica do tribunal, que analisa a atuação do Banco Central no caso Master, que já eram sigilosos, e meteu um “sigiloso com exigência de autorização específica de leitura”. Daí, se o Banco Central quiser saber o que tem nos documentos, vai ter que pedir autorização para o próprio ministro, que é o relator desse processo no TCU.

O que corre à boca pequena é que a análise indica que o Banco Central agiu corretamente (ou até tarde demais) no rolê da liquidação do Master. E essa informação vai totalmente contra a tese do ministro de que o BC poderia ter agido precipitadamente. Vale lembrar que o ministro já tinha ameaçado tomar medidas para paralisar o processo e até reverter a liquidação do Vorcaro, digo, do Master.

Para os perdidos. Jhonatan de Jesus já foi deputado federal e era do Republicanos, ou seja, Centrão na veia.

E o Andrezito?

André Esteves, o banqueiro mais banqueiro do BRASEW, foi se explicar sobre ter vendido bilhões de CDBs do Banco Master:

“Fizemos consecutivas campanhas para os investidores estarem dentro dos limites sobre garantia. Então, eu não vejo nada de errado, pelo contrário, eu acho que a gente exerceu o papel que devia exercer.”

Falou o banqueiro que ajudou Vorcaro a pedalar. Beijo, Andrezito. Pronto, exerci meu papel também.

Tarcísio supremo

Tarcísio parece que está tentando reconstruir o que destruiu para ganhar o apoio do Bolsonaro (que não veio, diga-se). Hoje o Valor relatou que o governador de São Paulo deu uma percorrida nos gabinetes supremos para pedir desculpas, digo, para falar do tema de uma ação que tramita na Corte/negociação de dívidas do estado com a União.

Tarcísio beijou a mão, digo, cumprimentou Gilmar, Xandão, Zanin e Toffoli.

Comendo pelas beiradas

E saiu pesquisa Quaest mostrando que Flavitcho é a principal pedra no sapato de Lula nas eleições. Mas Lula lidera todos os cenários de primeiro turno, com uma vantagem de 4 a 8 pontos sobre o filho do ex-mito. A pesquisa ainda mostra que, desde que foi anunciado como candidato de Bolsonaro, o filho 01 cresceu 8 pontos nas pesquisas, Lula caiu 2, e Ratinho Jr. despencou 6.

E, no segundo turno, Lula também vence a geral da direita. Essa é a primeira pesquisa que não incluiu o Tarcísio, já que ele declarou apoio ao Flavitcho.

E Flavitcho já está todo frequentador da Faria Lima. Hoje prometeu, lá no evento do Andrezito, fazer privatizações, cuidar dos fiscais, digo, da parte fiscal.

É isso, BRASEW. Vou ali trocar a senha do meu celular.

Auditoria vê ‘copia e cola’ e negligência em aporte de R$ 400 milhões no Master

 

PF desvenda dados do celular de Vorcaro, gerando temor em todo espectro político


Bom conselho. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira  (2). #meio #newsletter #charge #master #governo

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Da CNN Brasil

A PF (Polícia Federal) conseguiu quebrar a criptografia e acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gerando apreensão em diversos setores políticos brasileiros. O analista de Política Matheus Teixeira, da CNN, avalia que há um temor em autoridades de diferentes campos ideológicos devido à extensão das relações mantidas pelo empresário.

Segundo Teixeira, o acesso ao conteúdo do aparelho telefônico fortalece a hipótese de que o caso permaneça sob a jurisdição do STF (Supremo Tribunal Federal).

FORO PRIVILEGIADO – “A chance de continuar no Supremo e de haver conversas com autoridades de foro privilegiado também aumenta. Portanto, aquele fatiamento que a gente já vem falando há algum tempo perde força a partir do que terá no celular de Daniel Vorcaro”, explicou.

Um aspecto que chama atenção é a amplitude das conexões de Vorcaro no cenário político nacional. O analista da CNN destaca que, conforme as informações reveladas, suas relações se estendiam desde o Rio de Janeiro, com Cláudio Castro (PL), até figuras como Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que receberam doações de campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Mas Vorcaro também mantinha ligação estreita com o PT, através de relações diretas com o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e o ex-ministro Guido Mantega, que foi seu assessor durante quase um ano, recebendo R$ 1 milhão mensais, além de ter vínculos com o próprio presidente Lula e com políticos do Centrão.

CLIMA DE TENSÃO – “O celular de Daniel Vorcaro não causa temor só na esquerda ou só na direita ou só no centro. Pelo contrário, todo o espectro político aqui em Brasília está preocupado com o que tem aí”, diz Matheus Teixeira, acrescentando que as relações de Vorcaro não se limitavam ao meio político, estendendo-se também ao Judiciário e ao Executivo.

Segundo as informações, não foi somente a mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que fez  um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, também mantinha um contrato com a instituição, que foi posteriormente herdado por sua família após sua posse no ministério.

Além disso, foram mencionadas questões envolvendo o ministro Dias Toffoli, como o resort de sua família e uma viagem no jatinho de um dos diretores do Master para a final da Libertadores da América. Toffoli, que conduz o caso, será investigado pela CPI do Crime Organizado, no Senado.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta notícia é uma das mais importantes dos últimos tempos. Ao sofrer busca e apreensão, em 18 de dezembro, Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular pessoal. Agora, com o desbloqueio feito pelos peritos, o Whatsapp do banqueiro fraudador será uma festa para os agentes e delegados da Polícia Federal. Logo saberemos as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)  


Em destaque

A "MALDIÇÃO DOS CAPUCHINHOS" E O LUCRO QUE ENTERROU A NOSSA HISTÓRIA: O Caso Escandaloso do Casarão do Coronel João Sá

A "MALDIÇÃO DOS CAPUCHINHOS" E O LUCRO QUE ENTERROU A NOSSA HISTÓRIA: O Caso Escandaloso do Casarão do Coronel João Sá Por José...

Mais visitadas