terça-feira, fevereiro 10, 2026

Lula negocia alianças, busca neutralizar centrão e enfraquecer Flávio Bolsonaro


Sem Código de Ética, sobram para o STF a omissão, o escracho e o cinismo cívico


Código de Ética para o STF | O Popular

Charge reproduzida do Arquivo Google

Marcus André Melo
Folha

As menções a impeachments e renúncias de juízes de Supremas Cortes dispararam — e com razão. Tais eventos são incomuns, mas dois casos contrastantes, na Argentina e no Chile, revelam como se forma uma espiral de degradação institucional associada a comportamentos desviantes no topo do sistema. Ao mesmo tempo, oferecem um contrafactual: a possibilidade de uma resposta institucional virtuosa.

Líderes populistas tendem a atacar ou manipular instituições autônomas da República, como cortes superiores e bancos centrais.

EFEITO MENEM – A Argentina possui longa tradição de intervenções no Judiciário, mas, no ciclo democrático iniciado em 1983, a primeira manifestação relevante ocorreu no governo Carlos Menem (1989-1999).

Menem justificou sua intervenção candidamente: “Por que eu vou ser o único presidente da Argentina a não ter a sua própria corte?” Em seguida, aumentou o número de ministros de cinco para nove, o que lhe permitiu nomear quatro novos magistrados, dentre parceiros e copartidários desqualificados.

A reputação da corte entrou em parafuso. Quando outro peronista, Néstor Kirchner, chegou ao poder, acusou o tribunal de estar acovardado e politicamente capturado e decidiu destituir os nomeados por Menem. No Senado, o assalto institucional foi liderado por Cristina Kirchner. ]

MUITOS ESCRACHOS – Paralelamente, a militância peronista organizou numerosos escrachos, inclusive diante das residências dos juízes. As pressões políticas e denúncias de corrupção levaram à renúncia de dois magistrados e à abertura de processos de impeachment contra outros dois. Um deles também renunciou; o outro, Moliné O’Connor, resistiu e acabou impedido.

 

O episódio argentino ilustra como a degradação institucional iniciada por Menem produziu uma contrarreação populista sob os Kirchners, gerando uma espiral autodestrutiva marcada por escrachos violentos, perseguições e reformas extremadas. A pergunta inevitável é: O que garante que dinâmica semelhante não possa ocorrer no Brasil?

 

No Chile, há dois casos instrutivos: um juiz foi impedido por fornecer informação privilegiada à filha em um litígio imobiliário sob sua relatoria, e uma juíza foi destituída pela própria corte por tráfico de influência na instituição e conluio com um advogado.

JUÍZA DEMITIDA – No Chile, o Congresso deflagrou um processo de impeachment, mas a corte, percebendo a ameaça à sua reputação e integridade institucional, destituiu a magistrada antes mesmo da conclusão do processo, que acabou resultando apenas na sanção adicional de proibição de exercício de funções públicas.

O desenho institucional facilitou essa resposta: no Chile, na Alemanha e no Canadá, juízes das supremas cortes podem ser destituídos tanto pelo Parlamento quanto pela própria corte. Na Itália, França e Espanha, o controle é predominantemente interno. No Brasil, nos Estados Unidos e na Argentina, a destituição ocorre exclusivamente via impeachment.

REAÇÃO SOCIAL – A nossa situação é gravíssima. Ao fim e ao cabo, o que irá importar é a força da reação social à espiral de degradação institucional.

Quando a corrupção alcança as instituições contramajoritárias, como o Supremo Tribunal Federal, a solução via eleições deixa de ser opção, como já mostrei aqui.

Quando a autocontenção via Código de Ética é ilusória, sobram escracho, a anomia social e o cinismo cívico avassalador.


Mitidieri e André Moura não conseguem remendar o cristal quebrado

 Adiberto de Souza


em 10 fev, 2026 7:41

Após dias de distanciamento entre os dois, o governador Fábio Mitidieri (PSD) e o pré-candidato a senador André Moura (União) posaram para os fotógrafos em dois eventos oficiais realizados no último final de semana. Mas, diferente da boa relação que tentaram mostrar nas fotografias, os dois apareceram separados na Sealba Show de Itabaiana. André, aliás, fez questão de exibir musculatura política ao desfilar naquela feira de agronegócios ladeado por duas dezenas de prefeitos. Ontem, Mitidieri deu a resposta: circulou por Brasília de braços dados com os senadores e candidatos à reeleição Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB), este último inimigo figadal de Moura. O alegre encontro do governador com o petista permitiu suspeitar que se André vacilar Rogério lhe toma a vaga no palanque oficial. Essas idas e vindas entre os dois ainda aliados deixam claro que, por mais que Mitidieri tente, não conseguirá reatar a outrora perfeita sintonia com André, principalmente porque este é maduro suficiente para perceber que está sendo rifado por boa parte dos governistas. Decididamente, a relação política entre os dois foi partida. Aliás, há quem garanta que, diante do grande número de pedaços espalhados por Sergipe, esse cristal quebrado não colará jamais. Marminino!

Forró dos milhões

Depois que alguns prefeitos nordestinos reagiram contra os milionários cachês pagos para artistas se apresentarem nos festejos juninos, o Ministério Público de Sergipe promoveu uma reunião para discutir o assunto. Vários gestores municipais participaram da reunião sobre os gastos projetados com atrações musicais para o próximo São João em Sergipe. No entender do Ministério Público de Contas de Sergipe, a realização de festividades deve ser precedida de planejamento responsável, com atenção à situação fiscal do município e às prioridades da população. Então, tá!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/mitidieri-e-andre-moura-nao-conseguem-remendar-o-cristal-quebrado/

Quando o mandato é usado para transformar vidas: visão monecular

 em 10 fev, 2026 3:00

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

       “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 A campanha para as duas vagas ao Senado Federal este ano em Sergipe promete. Já são diversos pré-candidatos, inclusive os dois senadores atuais Alessandro Vieira e Rogério Carvalho que disputarão à reeleição. Alessandro ingressou na política em 2018, quando foi eleito pelo REDE, depois passou para o Cidadania, PSDB e agora MDB. Já Rogério tem o PT como único partido desde a militância estudantil na década de 90.

 Hoje é para destacar um projeto importante que está beneficiando centenas de brasileiros e foi de autoria do senador Rogério:  Lei que considerou os monoculares portadores de necessidades especiais. Decifrando para os leigos: A lei que classificou a cegueira em um dos olho como deficiência sensorial, do tipo visual, assegurando os mesmos direitos e benefícios previstos na legislação para a pessoa com deficiência (PcD), é a Lei nº 14.126, de 22 de março de 2021.

  Cotas em concurso e benefícios

 Rogério não só apresentou o projeto, mas abraçou a causa fazendo uma mobilização não só no Congresso, mas na sociedade organizada em todo país. : A lei oficializou o entendimento de que a visão monocular é uma deficiência, permitindo acesso a cotas em concursos públicos, vagas em empresas e outros benefícios previdenciários e assistenciais. A lei altera o entendimento do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), aplicando-o à visão monocular. Impacto no INSS: O reconhecimento como deficiência facilita o acesso a modalidades de aposentadoria da pessoa com deficiência (por idade ou tempo de contribuição).

 Inclusão

 O forte apelo de Rogério, que também é monocular, foi destacado na imprensa de todo país. “Essa lei coloca luz na cegueira dos direitos dos monoculares do Brasil inteiro. A Constituição agora passa a valer pra milhões de brasileiros, fruto da militância dos monoculares”, disse.

jornalista mato-grossense que dá nome à lei, Amália Barros, de 35 anos, tinha 20 anos quando acordou sem enxergar com o olho esquerdo, em 2006. Diagnosticada com toxoplasmose, ela passou meses tomando medicação para recuperar a visão, até sofrer uma queda que deslocou sua retina, prejudicando ainda mais sua situação. Até o procedimento cirúrgico para retirada do olho e colocação da prótese, foram doze cirurgias para tentar voltar a enxergar. Amália colocou a prótese no início de abril de 2016.

 Ou seja, ao invés de disputas e oportunismo político, Rogério optou pelo caminho de transformar em lei a dor do próximo, com benefícios importantes que transformaram as pessoas com visão monocular, realmente em cidadãos brasileiros com os novos direitos adquiridos.

Ainda da série “Princesinha” cevada pelo “sistema” e a lista do Pé do Viado E pelo jeito o “sistema” da Princesinha quando for desnudado ficará na história. Os que se alvoram “imparciais” em SE  e chamam alguns colegas de “chapa branca” precisam explicar porque apareceram seus nomes numa lista  numa mesa de Bar no povoado Pé do Veado, em Itabaiana. Não é jogo de quadrinha não: JL, AS, AC, FL, JK, entre outros. Arrepare! A pergunta é: de que cor é essa chapa destes que estão nesta lista? De burro quando foge? Ou do vermelho da vergonha quando saírem seus nomes? A lista tem nomes, sobrenomes e valores.

 “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.” (Mateus 24:35). Fazendo Justiça contra a Dissimulação e a Pilantragem! t O vendaval que o sistema da “Princesinha” vai causar nos próximos anos vai arrastar com ela muitas reputações. Se realmente o MPSE e a Procuradoria Regional Eleitoral começarem a investigar a denúncia o sistema montado pela “Princesinha” através do “marido” abalará as eleições 2026.  “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.” (Mateus 24:35). Como és grande e sábio Mateus…

 

 

 

 

 

Energisa é uma Piada! Em plena sexta-feira de Carnaval vai fazer “manutenção e melhoramentos”

Na área dos bares da praia de Aruana, dia 13, das 9h às 14h30.  Quando o empresário que vive com a corda no pescoço pode ganhar um dinheiro a Energisa faz uma destas. A quem recorrer? Quem poderá ajudar os donos dos bares?

Falta de energia  Em Canindé do São Francisco até ontem, 9, às 15h, estava faltando energia em várias localidades. Cadê a agência reguladora de serviços? Uma piada, um cabide de empregos…

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/quando-o-mandato-e-usado-para-transformar-vidas-visao-monecular/

MPSE reúne gestores para discutir gastos com atrações dos festejos juninos

  Objetivo é iniciar a construção de critérios que auxiliem os gestores municipais nas contratações artísticas

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MPSE promoveu reunião para debater gastos públicos com atrações dos festejos juninos (Foto: Eric Almeida/MPSE)

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) reuniu, nesta segunda-feira, 9, prefeitos e representantes de municípios sergipanos para discutir parâmetros objetivos relacionados aos gastos públicos com atrações musicais durante os festejos juninos. O encontro foi conduzido pelo procurador-geral de Justiça, Nilzir Soares Vieira Junior, e teve como objetivo iniciar a construção de critérios que auxiliem os gestores municipais nas contratações artísticas, respeitando a discricionariedade administrativa, mas assegurando a correta aplicação dos recursos públicos.

De acordo com o procurador-geral de Justiça, Nilzir Soares, o diálogo busca prevenir irregularidades e garantir segurança jurídica aos gestores. “O Ministério Público busca atuar de forma preventiva, estabelecendo um espaço de diálogo com os municípios para que as decisões administrativas relacionadas aos festejos juninos sejam tomadas com responsabilidade, transparência e respeito ao interesse público”, afirmou.

A iniciativa também tem como foco conciliar a tradição cultural dos festejos juninos com o dever institucional do Ministério Público de fiscalizar os gastos públicos. Segundo o diretor do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, Ordem Tributária e Terceiro Setor, promotor de Justiça Rômulo Lins, gestores municipais têm demonstrado preocupação com os valores elevados dos cachês artísticos e procurado o MPSE para a construção conjunta de parâmetros que possam orientar essas contratações.

“A intenção é pavimentar um caminho com parâmetros objetivos em relação às contratações e aos gastos públicos nesse período festivo, sem tolher a liberdade administrativa do gestor, mas garantindo responsabilidade e transparência”, destacou o promotor.

Rômulo Lins também ressaltou que a discussão ocorre em um contexto mais amplo, com reflexos em outros estados do Nordeste, região marcada pela forte tradição dos festejos juninos. Segundo ele, a proposta é que Sergipe não se distancie de critérios já debatidos em âmbito regional e nacional

O procurador-geral de Contas do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC/SE), Eduardo Côrtes, reiterou a importância do debate. “A realização de festividades deve ser precedida de planejamento responsável, com atenção à situação fiscal do município e às prioridades da população, de modo a assegurar a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou.

Também participaram da reunião o coordenador-geral do MPSE, Carlos Augusto Alcantara Machado, a presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), Silvany Mamlak, além de representantes de diversos municípios sergipanos.

De acordo com o MPSE, novos encontros devem ser realizados para aprofundar o debate e avançar na definição de parâmetros que orientem os gestores públicos na organização dos festejos juninos em todo o estado.

Com informações do MPSE

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Entre a Fé e a Esperança: Quando a Vida nos Ensina a Vencer um Dia de Cada Vez

 Entre a Fé e a Esperança: Quando a Vida nos Ensina a Vencer um Dia de Cada Vez

Por José Montalvão

Caros leitores,

A vida nos impõe situações das quais ninguém pode fugir quando o destino determina. São momentos que não escolhem hora, nem idade, nem circunstância. Chegam e nos convidam — ou melhor, nos obrigam — a refletir sobre nossa fragilidade, nossa fé e nossa força interior.

Confesso que, nesta altura da vida, já aprendi que não adianta se abater ou desanimar. Nada me derruba, porque compreendi algo essencial: só Deus é quem determina o dia de amanhã. Por isso, minha lógica tem sido simples e firme — cada dia é um dia vencido. O amanhã pertence a Deus.

Hoje escrevo movido por esse sentimento. Meu irmão, Fernando Montalvão — conhecido pelos mais íntimos como Nando — encontra-se em tratamento médico. É uma fase delicada, que exige serenidade, confiança e esperança. Sabemos que o resultado dependerá do trabalho dedicado dos médicos, da vontade soberana de Deus e, sobretudo, da reação e da força que ele demonstrar diante desse desafio.

Momentos assim nos fazem compreender que a vida não é feita apenas de conquistas públicas, debates ou embates políticos. Antes de tudo, somos humanos. Temos família, sentimentos e laços que nos sustentam quando o chão parece incerto.

Nando é um homem de fé, de amigos, de história. E é justamente essa rede de amor, orações e pensamentos positivos que fortalece não apenas a ele, mas a todos nós que o amamos. A medicina cumpre seu papel, a ciência avança, mas há também algo que não se mede em exames: a esperança.

Seguimos firmes. Um dia de cada vez. Uma vitória por dia. Com fé, serenidade e confiança.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Jeremoabo: entre o discurso da crise e a cultura das festas

Jeremoabo: crise permanente ou felicidade coletiva?


Por José Montalvão

Jeremoabo vive uma situação que merece reflexão serena e honesta. De um lado, a oposição insiste em um discurso de cidade mergulhada no desemprego, em estradas precárias e em dificuldades estruturais. De outro, o que se vê, na prática, é uma agenda quase permanente de festas na zona urbana e eventos frequentes na zona rural, como cavalgadas animadas, com direito a comida e bebida, reunindo grande participação popular.

O bom senso costuma dizer que povo feliz é povo alegre. E, pelas manifestações públicas, Jeremoabo demonstra exatamente isso: participação, animação e presença maciça nos eventos. A Praça do Forró, na sede, virou ponto constante de confraternização. No interior, as cavalgadas movimentam comunidades semanalmente.

E há um detalhe importante: festa custa dinheiro. Exige estrutura, som, alimentação, organização. Quem não tem recursos não promove eventos dessa dimensão. E o mais curioso é que essas festividades não são exclusividade de um grupo político. Tanto situação quanto oposição participam, promovem ou apoiam. Enquanto o discurso é de crise, a prática revela intensa movimentação festiva.

Isso não significa negar os problemas reais que qualquer município enfrenta. Estradas precisam de manutenção. Emprego exige política pública consistente. A economia do interior sempre pede atenção. Mas é preciso coerência entre o que se diz e o que se faz.

É justamente nesse ponto que surge uma observação necessária — e até incômoda.

Os mesmos políticos que aparecem sorridentes nas festas, que sobem em palcos, que prestigiam cavalgadas e circulam entre aplausos, já fizeram — de forma concreta — algum gesto efetivo para ajudar a Casa dos Vicentinos? A instituição, que acolhe idosos e presta um serviço social essencial, sobrevive há anos com dificuldades, funcionando muitas vezes a trancos e barrancos, dependendo da solidariedade da comunidade.

Ali não há palco, nem som alto, nem multidão para fotografias. Há idosos que precisam de cuidado, alimentação, medicamentos e dignidade. Quantos dos que discursam sobre compromisso social já buscaram recursos, destinaram emendas, firmaram convênios ou assumiram responsabilidade permanente para garantir estabilidade à entidade?

É fácil estar onde há festa. Difícil é estar onde há necessidade silenciosa.

Jeremoabo não é apenas a cidade das críticas nem apenas a cidade das comemorações. É uma cidade que precisa transformar energia festiva em compromisso social real. Porque alegria momentânea não substitui política pública estruturada. E presença em eventos não substitui ação concreta.

Festa passa. A foto nas redes sociais desaparece com o tempo. Mas o apoio às instituições que cuidam dos mais vulneráveis — como a Casa dos Vicentinos — permanece como verdadeiro termômetro de responsabilidade pública.

Se há mobilização e recursos para entretenimento, que também haja sensibilidade, prioridade e ação para quem realmente precisa. Afinal, desenvolvimento de verdade não se mede apenas pelo volume do som na praça, mas pela capacidade de cuidar dos seus.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Flávio Dino está só de passagem no Supremo e poderá ser o substituto de Lula no PT

 

Flávio Dino está só de passagem no Supremo e poderá ser o substituto de Lula no PT

Dino acertou em cheio ao suspender penduricalhos

José Perez

O ministro Flávio Dino está se saindo bem no Supremo e ainda não se meteu em nenhuma irregularidade. Acertou em cheio ao suspender penduricalhos de supersalários. O maior vencimento de servidor público deveria ser de 20 salários mínimos, para diminuir a desigualdade social, e com viés de a diferença ir sendo reduzida no passar do tempo. Ponto final.

Para recrutar novos servidores, apenas uma prova em concurso não basta. Todos deveriam obrigatoriamente passar pelas Escolas de Administração Pública, antes de ingressar no estágio probatório.

QUALIFICAÇÃO – A diferença entre o maior e o menor salário do serviço público tem que diminuir, na vigência de planos de carreira. A qualificação precisa ser constante durante toda a carreira do servidor, pois as profissões estão mudando e até se extinguindo numa velocidade grande.

Os eleitores de centro gostam do ministro Flávio Dino por ter posições firmes a favor do interesse público, como combater o orçamento secreto e agora os indecentes penduricalhos.

Vivemos em um país cuja população em sua maioria é pobre, e Dino vem do Maranhão, estado com pior IDH do país. Sabe o que é miséria. A legião de pobres e miseráveis no país é maioria dentre os eleitores e tende a votar na esquerda para manter ou até aumentar os auxílios recebidos. Dino tem ótimas chances na era pós Lula, a meu ver.

SEM SUCESSOR – O atual presidente Lula não criou sucessor por egoísmo e vaidade. Mas sua  substituição está cada vez mais próxima e esta será sua última campanha, por conta da idade avançada.

Flávio Dino joga sempre atento às repercussões dos seus atos junto à opinião pública, já pavimentando o caminho para ser o substituto de Lula no campo da esquerda.

A meu ver, o ex-governador do Maranhão está apenas de passagem no Supremo e tem ótimas chances de prosseguir na carreira política, que hoje encontra-se pausada.


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