sábado, fevereiro 07, 2026

Pacheco discutirá candidatura em Minas com Lula após trocar PSD por União Brasil

 

Pacheco discutirá candidatura em Minas com Lula após trocar PSD por União Brasil

Por Raphael Di Cunto e Carolina Linhares, Folhapress

07/02/2026 às 16:37

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Pacheco discutirá candidatura em Minas com Lula após trocar PSD por União Brasil

Rodrigo Pacheco, Davi Alcolumbre e Lula durante viagem ao Japão, em 2025

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome preferido de Lula (PT) para concorrer ao Governo de Minas Gerais, vai se encontrar com o presidente, possivelmente na próxima semana, para discutir a viabilidade de sua candidatura e comunicar sua filiação ao União Brasil.

Pacheco já acertou a mudança de partido, que deve acontecer nos próximos dias. A filiação foi intermediada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem ele é próximo, e afasta ainda mais o União Brasil do apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) —principal adversário do petista.

A mudança já foi comunicada a integrantes do União Brasil em Minas Gerais. O atual presidente estadual do partido, o deputado federal Marcelo Freitas, deve se desligar da legenda e migrar para outra sigla à direita

Já o deputado federal Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, assumirá a presidência do diretório estadual do partido. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), por sua vez, está cotado para presidir a federação da sigla com o PP no estado.

Com as mudanças, o União Brasil e a federação desembarcam da candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o governo em abril após a renúncia de Romeu Zema (Novo) e concorrerá à reeleição. Simões é adversário de Pacheco, e sua filiação ao PSD forçou a saída do senador do partido. Zema, por sua vez, deve concorrer ao Palácio do Planalto com o apoio do seu vice-governador.

Aliados de Pacheco e integrantes do partido dizem que o ex-presidente do Senado ainda não decidiu se será candidato à reeleição, ao Governo de Minas ou se ficará de fora das urnas neste ano. Foi dado o primeiro passo, a escolha do partido, o que precisaria ocorrer antes de abril para manter aberta a possibilidade de candidatura.

De acordo com interlocutores de Pacheco, a ideia do encontro com Lula é discutir como a candidatura do senador poderia ser viabilizada e analisar estratégias para ampliar a votação no estado. A análise do cenário poderia ajudar no convencimento para que ele represente o palanque do petista em Minas, estado que detém o segundo maior colégio eleitoral do país.

A data do encontro, porém, não está definida —pode ficar para depois do Carnaval.

Em 2025, o União Brasil chegou a romper com o governo Lula e determinar o desembarque de ministros, mas houve uma reaproximação no fim do ano a partir da indicação de Gustavo Feliciano para o ministério do Turismo. Ele é filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB).

Aliados de Pacheco dizem ser possível que ele estabeleça uma aliança com Lula em Minas apesar das alas do partido que fazem oposição ao presidente. Além disso, a intermediação de Alcolumbre indica proximidade entre o presidente do Senado e o petista, após terem acumulado atritos em 2025.

O governador do Amapá, Clécio Luís, aliado de Alcolumbre, também se filiou ao União Brasil no fim de janeiro. A ideia é que ele faça campanha para Lula no estado.

Como mostrou a Folha, Lula vem insistindo em convencer Pacheco a concorrer em Minas, enquanto o PT cogita um plano B diante da indefinição do senador.

Pacheco vem afirmando a aliados que pretende encerrar sua trajetória política ao fim de seu atual mandato como senador, que acaba em fevereiro do ano que vem. Ele esteve entre os cotados para ser indicado a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), no ano passado, mas o presidente acabou escolhendo Jorge Messias.

Lula, por sua vez, está convencido de que Pacheco é o nome ideal para a disputa no estado e tem enaltecido o senador em conversas com interlocutores. Aliados do petista avaliam que o senador do PSD poderia disputar o governo com uma chapa forte, tendo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos como candidatos ao Senado.

Minas Gerais tem o segundo maior eleitorado do Brasil, superado em tamanho apenas pelo de São Paulo. Tradicionalmente, o candidato a presidente que vence em solo minero é eleito. Desde 1945, só quem ganhou a Presidência apesar da derrota em Minas foi Getúlio Vargas, em 1950.

Politica Livre

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O Brilho Incomoda, Mas a Verdade Permanece

 

O Brilho Incomoda, Mas a Verdade Permanece

Por José Montalvão

Desde o nascimento deste Blog, mantive uma linha clara e inegociável: independência. Na gestão passada, permaneci fiel a esse princípio. Não me curvei a conveniências políticas, não me deixei seduzir por cargos, favores ou elogios fáceis. Segui apenas o compromisso com a verdade, com a crítica responsável e com a defesa daqueles que, muitas vezes, não têm voz.

Essa postura, como era de se esperar, incomodou.

Incomodou bajuladores do ex-prefeito. Incomodou aqueles que, sob o manto da impunidade, acreditam que a imprensa deve servir como instrumento de aplauso, e não de fiscalização. Incomodou os que confundem lealdade com submissão e transparência com afronta. Tentaram, de todas as formas, desqualificar o trabalho sério. Tentaram amordaçar quem ousava tornar público aquilo que muitos preferiam manter nos bastidores.

Mas os cães ladram, e a caravana passa.

Houve momento em que a imbecilidade ultrapassou todos os limites do razoável. Certos “representantes do povo”, carentes de preparo intelectual e incapazes de sustentar um debate no campo das ideias, tiveram a insensatez de classificar este Blog como “de quinta categoria”. Não foi crítica técnica. Não foi contraponto argumentativo. Foi apenas o reflexo da ignorância e da falta de conteúdo para o bom combate democrático.

Nada disso me atingiu.

Aprendi cedo que o brilho incomoda. Quem tem luz própria frequentemente provoca desconforto em quem se acostumou à escuridão. Muitas críticas não nascem de erros reais, mas do incômodo que a independência causa. Quando a palavra é livre e fundamentada, ela se torna ameaça para quem vive de narrativas frágeis.

Continuei trabalhando. Continuei divulgando informações. Continuei defendendo os sem voz. Continuei exercendo o papel que entendo ser o verdadeiro sentido da comunicação: informar, questionar, provocar reflexão e cobrar responsabilidade dos que exercem poder.

E o tempo — sempre ele — se encarregou de responder.

Ao revisar recentemente a caixa de e-mails, em meio às correspondências acumuladas, deparei-me com uma mensagem da plataforma Academia.edu informando que 337 artigos mencionam nosso nome, incluindo textos na área de Humanidades utilizados por acadêmicos e universidades de vários países.

Confesso que foi um momento de profunda gratificação.

Saber que ideias publicadas aqui, muitas vezes escritas sob críticas e ataques, ultrapassaram fronteiras e estão sendo utilizadas em estudos acadêmicos internacionais é a prova de que o trabalho sério encontra seu caminho. Hoje, tenho a dimensão de que aquilo que foi tratado com desdém por alguns ecoa em espaços de reflexão intelectual pelo mundo.

Isso não é vaidade. É reconhecimento.

Reconhecimento de que a palavra tem força. De que a independência vale a pena. De que a coerência, mesmo quando solitária, constrói legado. Se antes eu escrevia sem saber quem estava lendo além das fronteiras locais, agora sei que minhas ideias dialogam com pesquisadores e estudiosos de diferentes países.

Aos que tentaram diminuir, fica a lição: o tempo é o melhor juiz.

Aos que acompanham, apoiam e compreendem o papel da imprensa independente, fica minha gratidão.

Seguirei na mesma linha. Sem perseguição, sem bajulação, sem medo. Porque a liberdade de expressão não é concessão de governo; é princípio. E enquanto houver injustiça, desinformação ou tentativa de silenciamento, este espaço continuará aberto.

O brilho pode incomodar, mas não se apaga.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

"Corrupção no Judiciário por dependência" by Joao Victor Palermo G Gianecchini

 


Corrupção no Judiciário por dependência
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Author Photo Joao Victor Palermo G Gianecchini
2022, SISTEMA DE INTEGRIDADOE E PODER JUDICIÁRIO Estudos em homenagem ao Ministro Luiz Fux
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ABSTRACT
Nem sempre se garantem ao juiz concretas condições para o devido cumprimento de seu dever funcional. Há situações cada vez mais cotidianas de ameaças de associações criminosas ou mesmo pressão ilegítima de grupos altamente poderosos que podem comprometer o exercício "autônomo" e "independente" da judicatura. Isso...
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"Márcio Notari ASPECTOS DA CORRUPÇÃO NO CENÁRIO JURÍDICO NACIONAL E INTERNACIONAL" by Marcio Notari

 

Márcio Notari ASPECTOS DA CORRUPÇÃO NO CENÁRIO JURÍDICO NACIONAL E INTERNACIONAL
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Desembargador que assediou jovem vai ganhar uma bela aposentadoria precoce


Investigado por assédio, ministro do TST Marco Buzzi é internado e se  afasta do cargo – Justiça PotiguarVicente Limongi Netto

Togado imundo e desprezível, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está encrencado. Não pode ficar impune, escondido atrás do cargo importante, depois de ter assediado uma jovem, na praia, em Santa Catarina.

A vítima contou a Polícia detalhes escabrosos e imundos que sofreu nas mãos do cretino. Buzzi é ministro do STJ desde 2011, nomeado pela presidente Dilma.

AMIGOS DE FAMÍLIA – A jovem, ultrajada e humilhada pelo infame magistrado, é filha de pais amigos da família do indecoroso Buzzi. Estavam hospedados na casa do próprio Buzzi. 

A mulher do ministro está envergonhada e desesperada. Diz que o marido, após uma ligação de 47 anos, acabou com a vida dela. O cretino Buzzi entrou de licença médica e internou-se em rico hospital de Brasília. Depois da cafajestada com a jovem, ficou doente. Coitadinho.

Por certo, se as leis no Brasil servem para todos, Buzzi será aposentado compulsoriamente. Com salários intocáveis. Acaba senso belo castigo. Tenho ânsia de vômito. Buzzi poderia ser homem de verdade e meter uma bala na cabeça, dentro do hospital onde foi se esconder, como rato de esgoto. O que realmente é.


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