sábado, fevereiro 07, 2026

Lula anuncia candidatura ao quarto mandato e reforça legado político no Brasil



Lula anuncia candidatura ao quarto mandato e reforça legado político no Brasil

Brasília — Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dos líderes políticos mais influentes da história recente do Brasil, confirmou publicamente sua intenção de disputar um quarto mandato presidencial nas eleições de 2026. A declaração foi feita no dia 23 de outubro de 2025, durante uma visita oficial à Indonésia, em Jacarta, ao lado do presidente do país anfitrião.

História política e marca histórica nas urnas

Lula já foi eleito presidente da República três vezes pelo voto popular — em 2002, 2006 e 2022. Ao assumir em 1º de janeiro de 2023, ele se tornou o primeiro brasileiro a comandar o país em três mandatos diretos e não consecutivos, marco histórico que o coloca como um dos políticos mais expressivos desde a redemocratização.

O petista construiu sua carreira a partir de uma origem humilde no sertão pernambucano e de sua trajetória como líder sindical. Seus primeiros mandatos (2003–2010) ficaram marcados por programas sociais amplamente conhecidos, como o Bolsa Família, que, segundo apoiadores, contribuíram para a redução da pobreza e a ampliação do acesso à educação e à alimentação.

Motivos da popularidade — e da polarização

O apoio popular ao governo Lula costuma se basear em alguns pilares:

  • Melhoria das condições de vida: Durante seus dois primeiros mandatos, programas sociais e políticas de transferência de renda contribuíram para a redução da pobreza e foram associadas a altos índices de aprovação.

  • Conexão com as classes populares: A trajetória pessoal de Lula — vindo de uma família humilde — cria identificação com trabalhadores e populações mais vulneráveis.

  • Promessas de reconstrução: Na campanha de 2022, Lula prometeu retomar políticas sociais e consolidar a recuperação econômica e social do país.

Entretanto, o cenário político brasileiro tornou-se fortemente polarizado. Enquanto apoiadores enfatizam os avanços sociais e a defesa das minorias, críticos questionam a condução da economia e mencionam alegações de corrupção envolvendo partidos aliados, especialmente em gestões anteriores.

Desafios atuais e cenário eleitoral em 2026

Ao longo de seu terceiro mandato, Lula enfrentou um ambiente político mais dividido. Pesquisas divulgadas em 2025 registraram seu índice de aprovação em patamares historicamente baixos para seus padrões (cerca de 24% de aprovação segundo Datafolha), reflexo de preocupações com o custo de vida, inflação e segurança pública, especialmente entre eleitores que tradicionalmente o apoiavam.

Apesar dessas oscilações nas taxas de popularidade, ele segue como figura central no cenário político e reforçou sua disposição em permanecer na disputa pelo comando do Executivo federal. Durante a entrevista em Jacarta, Lula destacou que, ao completar 80 anos em outubro de 2026, ainda teria “a mesma energia de quando tinha 30” para liderar o país — sinal claro de sua intenção de permanecer ativo politicamente.

Pesquisas eleitorais também têm mostrado que há uma parte significativa da população que prefere um nome alternativo ao de Lula ou seu principal rival histórico, o ex-presidente Jair Bolsonaro — embora ambos continuem como pontos de referência no debate eleitoral.

O que está em jogo em 2026

Se confirmada sua candidatura e eventual vitória em 2026, Lula poderá permanecer no cargo até 2031, tornando-se um dos presidentes com maior tempo efetivo no poder na história da República brasileira.

A disputa de 2026 promete ser uma das mais competitivas desde a redemocratização, marcada pela polarização política e pela busca de soluções para desafios econômicos, sociais e institucionais que estão no centro do debate público.


Nota da Redação deste Blog - O Enigma de 2026: Por que o Eleitor Não Abandona Lula?


Por José Montalvão


.

Recentemente, em Jacarta, na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou o que muitos já previam: aos 80 anos, ele disputará o seu quarto mandato em 2026. A notícia levanta a questão que domina as rodas de conversa política: por que, após décadas de vida pública, prisões, crises e vitórias, uma parcela tão fiel do eleitorado se recusa a abandonar o líder petista?

1. A Memória do Prato Cheio

A popularidade de Lula não é abstrata; ela está ancorada na memória afetiva e prática de milhões de brasileiros. Para quem viveu a ascensão social entre 2003 e 2010, o nome de Lula é indissociável de um período de geladeiras cheias, universidades acessíveis e a saída do Brasil do Mapa da Fome através do Bolsa Família. O eleitor não vota apenas no "político", mas na lembrança de um Brasil que parecia mais próspero.

2. A Identificação da Origem

A trajetória de Lula — do sertão pernambucano ao movimento sindical e, enfim, à presidência — cria uma conexão que poucos políticos conseguem replicar. Ele não fala para as classes populares; ele fala como elas. Essa identidade de classe atua como um escudo contra ataques de adversários, pois o eleitor se vê representado na figura do presidente.

3. O Desafio do Presente e o "Recall" de 2022

Embora os dados de 2025 mostrem uma aprovação em torno de 24% (segundo o Datafolha), patamar baixo para o seu histórico, Lula ainda detém o maior "recall" de votos do país. Em 2022, ele venceu sob a promessa de reconstrução. O eleitor que o sustenta hoje acredita que, se o passado foi bom, ele é o único capaz de consertar os problemas de inflação e custo de vida que surgiram no pós-pandemia.

A Polarização e o Cenário de 2026

O artigo da CNN deixa claro: o Brasil está rachado. De um lado, o lulismo fiel; do outro, críticos ferrenhos que apontam falhas éticas e na condução da economia.

O que está em jogo em 2026 não é apenas um cargo, mas a permanência de um modelo de país. Se vencer, Lula poderá governar até 2031, tornando-se o presidente com maior tempo de poder eleito pelo povo na história da República.

Conclusão: Energia aos 80

Ao declarar que tem "energia de 30 aos 80 anos", Lula sinaliza que o cansaço não será um fator para sua retirada. O eleitor não o abandona porque, para uma fatia considerável do Brasil, ele ainda representa a esperança de um retorno a um passado de estabilidade, enquanto para outros, ele é o único muro de contenção contra o avanço da oposição radical.

O ano de 2026 será o teste final para essa lealdade. O povo votará na memória do que foi ou na realidade do que está sendo?


 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Mudança de discurso ou coerência de postura? O exemplo que veio de Gandu

 Mudança de discurso ou coerência de postura? O exemplo que veio de Gandu


Por José Montalvão


Ainda bem que o período eleitoral oficialmente não começou. Porque, se já tivesse começado, estaríamos assistindo ao velho roteiro: discursos inflamados sobre “mudança”, promessas genéricas de renovação e ataques automáticos ao governo federal. A palavra da vez da oposição é “mudar”. Mas mudar como, se muitos dos protagonistas são os mesmos camaleões políticos que apenas trocam de partido, preservando os mesmos métodos e práticas?

Na contramão desse discurso vazio, um episódio ocorrido em Salvador, durante a cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde, trouxe um contraste importante. O pronunciamento da prefeita de Gandu, Daiana Santana, a Dai de Léo de Neco, foi mais que uma fala protocolar: foi um testemunho político e social.

Enquanto parte da oposição constrói sua narrativa na negação sistemática do presidente Lula e das políticas federais, a prefeita de Gandu fez questão de reconhecer publicamente o impacto dessas ações na vida real das pessoas. Em um discurso emocionado, relembrou sua origem humilde, vinda do campo, o esforço para estudar e se formar, até chegar ao cargo de prefeita. Sua fala não foi ideológica no sentido partidário estreito; foi experiencial. Ela conectou a própria trajetória às oportunidades geradas por políticas públicas inclusivas.

Ao declarar:
“O senhor já está eternizado no coração de todo o Brasil, mas principalmente está eternizado no coração daquelas pessoas que, assim como eu, foram marcadas por sua vida. O senhor não vive para o senhor, o senhor vive para nós”,
a prefeita traduziu o sentimento de uma parcela da população que se reconhece nas políticas voltadas aos mais pobres, ao homem do campo, ao trabalhador invisível.

Esse ponto é central. Parte da oposição nunca aceitou — e ainda não aceita — um modelo de governo que prioriza quem historicamente ficou à margem do orçamento público. Quando recursos federais chegam em forma de ambulâncias do SAMU, kits de UBS, telessaúde e investimentos superiores a R$ 300 milhões para estruturar o SUS na Bahia, isso não é retórica: é política pública concreta.

Dai de Léo de Neco reforçou essa dimensão prática ao afirmar que entregas como essas “vêm resgatando as nossas famílias” e ajudam os prefeitos “na ponta” a oferecer saúde de qualidade. Ao agradecer o presidente por ser “amigo do SUS” e “parceiro dos prefeitos”, ela reconheceu algo que muitas vezes se perde no debate ideológico: municípios dependem da cooperação federativa para funcionar bem.

Enquanto alguns repetem a palavra “mudança” como slogan, a prefeita de Gandu apresentou algo mais sólido: coerência entre discurso e realidade. Mudança verdadeira não se mede pela troca de legenda partidária, mas pela capacidade de transformar a vida das pessoas com ações concretas.

Isso não significa que gestores públicos estejam imunes à fiscalização. Pelo contrário. O eleitor deve acompanhar o noticiário, consultar o histórico dos candidatos, verificar processos, analisar prestações de contas e usar ferramentas como os portais de transparência. Democracia exige vigilância constante. Mas também exige honestidade intelectual para reconhecer quando políticas públicas produzem resultados positivos.

Outro aspecto essencial é compreender as atribuições de cada cargo. Promessas fora da competência legal revelam despreparo ou oportunismo. Propostas sérias respeitam os limites constitucionais e apresentam caminhos viáveis. Frases genéricas como “vamos mudar tudo” não governam. O que governa são planejamento, orçamento, parceria institucional e responsabilidade.

O discurso da prefeita de Gandu ganhou destaque justamente porque foi além do protocolo. Em palavras simples, ela simbolizou o impacto social de políticas públicas estruturantes. Em meio ao ruído político, sua fala lembrou que gestão pública não é guerra de narrativas — é entrega de resultados.

Se a oposição deseja falar em mudança, precisa demonstrar, na prática, o que pretende fazer de diferente. Caso contrário, continuará apenas trocando de cor, enquanto a realidade concreta — ambulâncias nas ruas, equipamentos nas unidades de saúde, investimentos no SUS — seguirá mostrando que mudança de verdade não se anuncia; se realiza.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025



Lula dá largada para eleição com base mobilizada e discurso contra privilégios

 

Lula dá largada para eleição com base mobilizada e discurso contra privilégios

Por João Pedro Pitombo e Catia Seabra, Folhapress

07/02/2026 às 07:43

Atualizado em 07/02/2026 às 10:21

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Imagem de Lula dá largada para eleição com base mobilizada e discurso contra privilégios

Presidente Lula durante cerimônia de entrega de ambulâncias do SAMU, em Salvador

O presidente Lula (PT) vai dar uma espécie de pontapé inicial na campanha eleitoral e reafirmar sua candidatura à reeleição neste sábado (7) em Salvador, quando participa da celebração dos 46 anos do PT.

O evento servirá para o presidente marcar posição, mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, a comparação com os adversários e pautas como o fim da escala 6x1.

A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista. O PT vai se reafirmar como partido que "nasceu antissistema", contra as desigualdades e contra os privilégios.

O PT vai para a campanha deixando as turbulências institucionais sob Jair Bolsonaro (PL) em segundo plano, com o lema "a democracia venceu, rumo ao tetra".

Ao contrário de 2022, quando a campanha girou em torno do combate a Bolsonaro, o entendimento é que eleição atual será um plebiscito sobre os quatro anos do governo Lula.

Dessa forma, o PT vai buscar demarcar seu território no campo ideológico e defender o legado da gestão, impulsionando sobretudo novas marcas como os programas Pé-de-meia, Gás do Povo, Desenrola, além da flexibilização das regras para a Carteira Nacional de Habilitação.

A visão no partido é que setores específicos da sociedade serão determinantes no resultado das eleições, incluindo os trabalhadores precarizados, os jovens, os pequenos empreendedores e os eleitores que oscilam politicamente.

Em palestra a militantes e dirigentes petistas em Salvador na quinta-feira (5), o marqueteiro Otávio Antunes indicou que a campanha terá um forte componente de luta política e que não bastará repetir números de feitos alcançados pelo governo.

O caminho será se contrapor à direita, apontada como defensora das elites e dos privilégios, e buscar desnudar o discurso antissistema do bolsonarismo.

"Nós fomos, na nossa origem, o partido que enfrentou o sistema. E o sistema não são as instituições democráticas, como um pedaço da extrema direita aponta. O sistema são aqueles que querem sempre tomar um pedaço do Estado para si, que não permitem que os mais pobres prosperem", afirmou.

A resolução política do Diretório Nacional, aprovada após o encontro em Salvador, define o PT como um partido "guiado pelo compromisso de lutar contra um sistema que permite que milhões de pessoas passem fome para que poucos sejam bilionários, que mata jovens pobres e pretos nas periferias e fecha os olhos para os bilhões movimentados por crimes financeiros."

O partido vai apostar em pautas como o fim da escala 6x1, a tarifa zero no transporte público e a taxação dos super-ricos.

"A gente vai deixar o governismo de lado, no sentido de apenas apresentar as coisas que o governo fez. Vamos falar de coisas que mexem com o imaginário coletivo, lutar contra os privilégios e contra os poderosos que nunca enfrentaram a Justiça", diz o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.

A crise envolvendo o Banco Master também está no radar do partido, que vai definir uma estratégia de comunicação para reafirmar que Lula defende as investigações e que a liquidação do banco aconteceu na gestão petista.

Na quinta-feira, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu que o partido apoie a abertura da CPI do Master.

"O que aconteceu no Banco Master precisa ser investigado e os responsáveis precisam ser penalizados. Se isso atinge a esfera política, se você tem lideranças que tiraram proveito de fraudes, elas têm que ser responsabilizadas", afirmou.

Lula desembarcou nesta sexta-feira (6) em Salvador para cumprir uma agenda institucional do governo e na sequência faz uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres.

Neste sábado, o presidente participa do evento que vai celebrar os 46 anos do PT. A festa acontece no Trapiche Barnabé e será encerrada com uma apresentação do Cortejo Afro.

Aliados tem evitado tratar o evento como um lançamento da pré-campanha. A avaliação é que Lula deve priorizar as ações de governo e inaugurações até meados do ano.

A Bahia foi escolhida para sediar o evento como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Bolsonaro em 2022.

Assim, Lula inicia o seu périplo pré-eleitoral pelo Nordeste, região onde o PT tem quatro governadores, mas enfrenta desgastes nas gestões locais em temas como a segurança pública.

O PT também enfrenta turbulências na região campo político. Na Bahia, o governador petista Jerônimo Rodrigues também vive uma crise em sua base aliada que ganhou corpo com o rompimento do senador Angelo Coronel, que anunciou que vai se desfiliar do PSD e se aproxima da oposição.

O cenário é parecido no Ceará, onde a segurança pública se tornou o principal motor da disputa política, que pode ter o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) como adversário do governador Elmano de Freitas (PT).

No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra planeja renunciar para concorrer ao Senado, mas não tem o apoio de seu vice nem maioria na Assembleia em uma provável eleição indireta.

No partido, a avaliação é que voto de gratidão, que embalou votação do PT nas últimas eleições, pode não ser suficiente para garantir uma margem ampla de votos.

"Gratidão não é valor universal em eleição. Esse cheque de que criamos o Bolsa Família, que o filho do pobre na está universidade, nós descontamos um monte de vezes. Mas só isso não dá mais voto. Só a gratidão não organiza, é importante organizar isso a partir da luta política", afirmou Otávio Antunes.


Bolsonarismo aposta em São Paulo e tenta reduzir perdas no Nordeste para vencer Lula


Defesa aponta necessidade de acompanhamento médico rigoroso para Bolsonaro


Em destaque

O SANTO DE CASA QUE ABENÇOOU O SERTÃO: Manoel Apolônio, o Jeremoabense que Inventou a Cisterna de Placas e Ninguém Divulga

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Cadu Neiva (@caduneiva) O SANTO DE CASA QUE ABENÇOOU O SERTÃO: M...

Mais visitadas