terça-feira, janeiro 06, 2026

Candidatura de Flávio ao Planalto força PT a redesenhar estratégia contra Tarcísio

 



Direita brasileira comemora cedo demais a queda de Maduro

 



segunda-feira, janeiro 05, 2026

Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia


Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia

Por José Montalvão

Criticar a gestão do prefeito Tista de Deda dizendo que “falta planejamento” é fácil. Difícil é apontar qual seria o milagre capaz de fazer um município como Jeremoabo gerar recursos do nada, sobretudo após herdar uma inadimplência devastadora do governo anterior — dívidas que vão desde débitos com o INSS, passando por fornecedores, até contas básicas de água e energia elétrica.

A verdade é simples e dura: nenhum planejamento resiste a um caixa vazio e a um município estrangulado financeiramente por irresponsabilidades passadas. Planejar, nessas condições, não significa fazer obras mirabolantes ou prometer o impossível, mas sim administrar com os pés no chão, priorizando, otimizando e corrigindo distorções históricas.

Governar com recursos limitados e ineficientes exige gestão técnica, escolhas duras e responsabilidade, e não discursos fáceis para agradar plateias.


Diagnóstico, transparência e responsabilidade fiscal

Desde o início do mandato, o prefeito Tista de Deda vem adotando uma postura que poucos tiveram coragem de assumir: encarar a realidade. A gestão iniciou um diagnóstico detalhado da situação financeira, administrativa e estrutural do município, mapeando recursos humanos, materiais e financeiros, além de identificar gargalos, desperdícios e ineficiências acumuladas ao longo dos anos.

Esse levantamento é fundamental para qualquer planejamento sério. Não se governa no escuro. E, ao contrário do que dizem alguns críticos, transparência não é discurso — é método.


Otimização da gestão e fortalecimento da arrecadação

Sem aumentar impostos nem penalizar ainda mais a população, a atual gestão tem buscado otimizar a arrecadação própria, modernizando cadastros, aperfeiçoando a cobrança de tributos como IPTU e ISS, e combatendo a inadimplência e a sonegação de forma responsável.

Ao mesmo tempo, a administração vem investindo na revisão de processos internos, utilizando tecnologia para reduzir a burocracia, automatizar procedimentos e melhorar a produtividade da máquina pública. Isso permite fazer mais com menos, liberando servidores para áreas essenciais e reduzindo desperdícios.

Planejamento, aqui, não é palavra vazia — é gestão eficiente.


Captação de recursos e parcerias estratégicas

Outro ponto ignorado pelos críticos é que não há como captar recursos externos se o município estiver inadimplente. Por isso, uma das prioridades da gestão tem sido justamente restabelecer a credibilidade financeira de Jeremoabo, condição básica para acessar convênios estaduais e federais.

A atual administração mantém uma busca ativa por projetos e parcerias, entendendo que a falta de projetos técnicos e bem elaborados sempre foi um dos maiores entraves à chegada de recursos. Além disso, a gestão trabalha para ampliar parcerias com a iniciativa privada, organizações sociais e entidades, além de fomentar um ambiente favorável a novos investimentos.

Atrair empresas, gerar emprego e renda não é improviso: exige planejamento de longo prazo.


Priorizar é governar

Com recursos escassos, tentar fazer tudo ao mesmo tempo é o caminho mais rápido para o fracasso. Por isso, a gestão Tista de Deda tem adotado um princípio básico da boa administração pública: priorizar.

As políticas públicas estão sendo direcionadas para áreas que geram maior impacto social e econômico, como:

  • saúde preventiva,

  • educação básica,

  • infraestrutura essencial,

  • e serviços que atendem diretamente a população mais vulnerável.

Em vez de cortes cegos e irresponsáveis, a gestão vem promovendo cortes inteligentes, eliminando gastos inoportunos, ineficientes ou sem retorno social comprovado.


Conclusão: governar é escolher, não iludir

Planejamento não faz milagre. O que existe é gestão séria, escolhas responsáveis e compromisso com a continuidade dos serviços públicos. O prefeito Tista de Deda não herdou um município organizado e superavitário; herdou dívidas, inadimplência e uma máquina pública fragilizada.

Mesmo assim, vem adotando medidas estratégicas para reduzir gastos, recuperar a credibilidade do município e evitar a solução de continuidade dos serviços essenciais. Isso pode não agradar a todos, mas é o único caminho possível para reconstruir Jeremoabo com responsabilidade.

Criticar é fácil. Governar, pagando dívidas antigas e organizando a casa, é para quem tem coragem, seriedade e compromisso com o futuro.

Governo chavista permanece no poder e Trump “não manda em nada” na Venezuela, diz Pepe Escobar

 

Governo chavista permanece no poder e Trump “não manda em nada” na Venezuela, diz Pepe Escobar

04/01/2026 Por 

Analista aponta “manual clássico da CIA” em sequestro de Maduro, denuncia traição na segurança presidencial e destaca lealdade de Delcy Rodríguez. 247 – O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que, apesar do sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o governo chavista continua no comando do país e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não manda em nada” na Venezuela. … Ler mais

“O Brasil é o alvo final dos Estados Unidos”, diz Pepe Escobar

04/01/2026 Por 

Analista afirma que doutrina de segurança de Trump 2.0 prioriza o “hemisfério ocidental” e retoma a lógica da doutrina Monroe, com foco no Brasil. 247 – A doutrina de segurança estratégica associada ao governo Donald Trump, reposiciona prioridades globais e recoloca a América Latina no centro de uma agenda de controle regional. Na avaliação do jornalista … Ler mais

O roubo [coreografado] da maior reserva de petróleo do mundo

04/01/2026 Por 

“Os EUA nunca esconderam que jamais aceitariam uma ‘nova Cuba’ no hemisfério americano”, escreve o colunista Jeferson Miola. O Ano Novo começou com mais um grave crime cometido pela potência imperial do mundo. A invasão e o bombardeio da Venezuela, mais o sequestro do presidente Nicolás Maduro, são atos terroristas dos Estados Unidos para se … Ler mais

Jeffrey Sachs: EUA Atacam a Venezuela e Sequestram Maduro

04/01/2026 Por 

O Prof. Jeffrey Sachs discute a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Maduro. ASSISTA AO VIDEO AQUI:

O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial

04/01/2026 Por 

O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial. O que está por trás dessa ação e quais os impactos na geopolítica global? Neste vídeo, José Kobori analisa o episódio como um teste decisivo da nova ordem mundial. ASSISTA AO VIDEO AQUI:

Trump declarou guerra a toda a América Latina

04/01/2026 Por 

A ofensiva dos EUA inaugura nova etapa do imperialismo e ameaça a soberania regional, afirma o jornalista José Reinaldo Carvalho. A ação desencadeada pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) constitui um episódio de extrema gravidade e marca uma inflexão perigosa nos conflitos internacionais contemporâneos. Trata-se de uma operação brutal, cuidadosamente planejada e … Ler mais

Protestos em vários países condenam agressão dos EUA à Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro

04/01/2026 Por 

Manifestações foram registradas na América Latina, Europa, Ásia e nos Estados Unidos. 247 – Protestos e atos de solidariedade à Venezuela foram realizados em diversos países neste fim de semana, em reação à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o território venezuelano e à captura do presidente Nicolás Maduro. As manifestações ocorreram em capitais da América … Ler mais

Globalização reconfigurada ou mundo à deriva?

04/01/2026 Por 

Entre o otimismo chinês e a crise estrutural da ordem internacional. A ideia de que a globalização não acabou, apenas se “reconfigura”, tornou-se um dos mantras mais repetidos nos círculos acadêmicos e institucionais ligados ao comércio internacional. Em recente entrevista ao China Daily, Zhao Zhongxiu, presidente da Universidade de Economia e Administração Internacional, afirma com segurança … Ler mais

Imperialismo do século XXI

04/01/2026 Por 

A história da América Latina já não será a mesma a partir de agora. Depois de preparar o clima, com uma escalada de declarações, sem nenhuma prova, sobre o comprometimento do presidente da Venezuela com o narcotráfico, o governo norte-americano interveio militarmente no país e sequestrou o presidente Nicolás Maduro. A escalada de acusações foi … Ler mais

Ben Norton diz que ataque dos EUA à Venezuela integra plano maior para impor hegemonia sobre a América Latina

04/01/2026 Por 

Analista aponta que estratégia de segurança de 2025 do governo Trump prevê controle de minerais críticos e pressão para romper laços com a China. 247 – O jornalista e analista Ben Norton afirmou, em uma postagem nas redes sociais, que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela deve ser entendido como parte de uma ofensiva imperial … Ler mais

Entre a Herança Maldita e a Realidade Fiscal: Os Desafios dos Prefeitos e o Caso de Jeremoabo


Entre a Herança Maldita e a Realidade Fiscal: Os Desafios dos Prefeitos e o Caso de Jeremoabo


Por José Montalvão

Governar um município brasileiro, especialmente no interior, tem se tornado uma missão cada vez mais árdua. Longe do discurso fácil e das promessas milagrosas, a realidade que se impõe aos prefeitos é dura, limitada por números, dívidas herdadas e um modelo de financiamento que penaliza quem está na ponta, lidando diretamente com as necessidades da população.

Jeremoabo não foge à regra. Assim como a maioria dos municípios brasileiros, a cidade enfrenta sérias dificuldades para manter suas finanças em dia. Um dos maiores entraves é a chamada “herança maldita”, especialmente os débitos previdenciários impagáveis, acumulados ao longo de anos por gestões anteriores. Essas dívidas consomem uma parte significativa da receita mensal, comprometem o orçamento e engessam a capacidade de investimento do município.

O prefeito Tista de Deda assumiu uma prefeitura inadimplente, com contas atrasadas, fornecedores sem receber e obrigações legais vencidas. Em um cenário como esse, qualquer gestor responsável se vê diante de decisões difíceis e impopulares. Para tentar equilibrar o orçamento, muitas vezes seria necessário cortar empregos, extinguir gratificações e promover uma reforma administrativa com redução de gastos com pessoal. Contudo, esse caminho representa um enorme retrocesso social em um município que já sofre com a escassez de oportunidades de trabalho. Demitir servidores significaria aprofundar o desemprego, reduzir renda e afetar diretamente dezenas de famílias jeremoabenses.

Ao mesmo tempo, a população tem demandas legítimas — e justas. Todos querem festas bem organizadas, com bandas de qualidade; querem uma cidade limpa, sem buracos, estradas em boas condições, água de qualidade, saúde funcionando, escolas estruturadas e professores valorizados, com salários pagos em dia. Nada disso é exagero. O problema é simples e cruel: tudo isso custa dinheiro.

O prefeito não é um milagreiro. Não faz mágica. Sem receita suficiente, não há como atender todas as demandas ao mesmo tempo. Por isso, setores acabam falhando momentaneamente, obras atrasam e buracos permanecem mais tempo do que a população gostaria. Não é por falta de vontade, mas por limitação financeira real.

Esse drama não é exclusivo de Jeremoabo. Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que quase um terço das prefeituras brasileiras está com pagamentos de fornecedores atrasados. Dos 5.568 municípios do país, 1.202 (28,8%) admitem atrasos. Falta material básico: produtos de limpeza, material de escritório e até o café servido nas repartições públicas entram na lista de ameaças.

Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o crescente endividamento municipal é consequência direta do aumento das obrigações impostas aos municípios, sem a contrapartida de receitas suficientes. O número de servidores públicos saltou de 5 milhões para 8,3 milhões, elevando drasticamente os gastos com folha de pagamento e previdência. O alerta é grave: nunca se viveu um momento tão crítico para as finanças municipais.

Outro dado preocupante é que 31% das prefeituras vão empurrar despesas de 2025 para 2026, os chamados “restos a pagar”, sem garantia de recursos. Isso cria um ciclo vicioso de endividamento que estrangula ainda mais os gestores seguintes.

Do ponto de vista econômico, o problema é estrutural. Como explica o economista Samuel Dourado, a maior parte da arrecadação fica com a União. Os municípios recebem responsabilidades crescentes — piso dos enfermeiros, Mais Médicos, escolas em tempo integral, programas sociais —, mas sem aumento proporcional nos repasses, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O resultado é uma pressão orçamentária constante e uma saúde fiscal cada vez mais frágil.

Medidas recentes, como a proposta de aposentadoria integral para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, embora socialmente justas, aumentam ainda mais a preocupação das prefeituras, que não sabem como arcar com esses custos no futuro.

Diante desse quadro, é preciso maturidade, compreensão e senso de responsabilidade coletiva. Cobrar é legítimo, mas é fundamental compreender os limites financeiros e a realidade herdada. Jeremoabo vive um processo de reconstrução, enfrentando dívidas, inadimplência e escassez de recursos, enquanto tenta manter serviços essenciais funcionando.

Administrar com pouco, pagando dívidas antigas e tentando avançar, é um desafio que poucos enxergam, mas que define o dia a dia de quem governa. E enquanto o modelo federativo não mudar, essa continuará sendo a dura realidade dos municípios brasileiros.

Fonte: Brasil 61

Cultura não vive só de promessas: o comércio precisa assumir seu papel

  CARMELITA RESISTE E MANTÉM VIVO O BAILE DAS CAMPONESAS

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA


Abra esseLink e leia matéria completa

https://blogportaljv.blogspot.com/2026/01/resiste-e-mantem-vivo-o-baile-das.html?m=1


Nota da Redação Deste Blog 

Por José Montalvão

Em Jeremoabo, terra de história rica, identidade forte e talentos incontestáveis, é impossível não reconhecer o valor de artistas como Carmelita Dudé, filha legítima deste chão sertanejo, que leva o nome do município com dignidade, talento e resistência cultural. Carmelita merece respeito, reconhecimento e, sobretudo, apoio concreto, não apenas discursos vazios ou aplausos ocasionais.

Entretanto, é preciso fazer uma reflexão séria e necessária: não se pode esperar que apenas o poder público carregue sozinho o peso da cultura local. Parte do comércio jeremoabense ainda insiste na velha lógica do “venha a nós”, esperando sempre benefícios indiretos, visibilidade e lucro, mas se omitindo quando chega a hora de investir, patrocinar ou apoiar quem produz cultura.

Em cidades pequenas do interior, a cooperação entre o comércio local e a cultura não é um luxo, é uma necessidade estratégica. Quando o comércio apoia artistas da terra, fortalece-se um ciclo virtuoso que beneficia toda a comunidade.

Apoiar a cultura é fortalecer a identidade local. É preservar tradições, valorizar a memória coletiva e criar um sentimento de pertencimento que nenhuma propaganda paga consegue substituir. Uma cidade que respeita seus artistas respeita a si mesma.

Além disso, o patrocínio cultural gera visibilidade direta ao comerciante. Marcas associadas a eventos culturais, exposições, apresentações e manifestações artísticas passam a ser vistas como parceiras do povo, comprometidas com o desenvolvimento social. Isso fideliza clientes e cria respeito duradouro.

Não menos importante, a cultura movimenta a economia. Eventos culturais atraem público, aquecem bares, restaurantes, lanchonetes, lojas e serviços. O dinheiro circula, o comércio vende mais e novos empregos podem surgir. Quem ganha não é apenas o artista, mas toda a cadeia econômica local.

Uma cidade culturalmente ativa também oferece melhor qualidade de vida. Torna-se mais atrativa para moradores, visitantes e até investidores. Cultura não afasta desenvolvimento; ao contrário, ela o impulsiona.

Portanto, apoiar artistas como Carmelita Dudéé não é favor, é investimento. É hora de o comércio de Jeremoabo sair da zona de conforto, abandonar a postura de mero espectador e assumir seu papel social. Cultura não sobrevive só de editais, nem apenas da prefeitura. Ela precisa do envolvimento de todos.

Quem só espera receber, sem nunca contribuir, perde a chance de fazer parte da história. E Jeremoabo já provou que tem história, tem talento e tem futuro — desde que cada setor faça sua parte.

Em destaque

A leitura como pena — ou quando os livros pedem habeas corpus

                                    Foto Divulgação - Redes Sociais A leitura como pena — ou quando os livros pedem habeas corpus Textos que...

Mais visitadas