sábado, julho 26, 2025

Lítio, nióbio e terras raras influem diretamente no tabuleiro geopolítico global


EUA querem acesso a minerais críticos do Brasil

Pedro do Coutto

Enquanto o mundo se move rumo à transição energética e ao fortalecimento de cadeias tecnológicas estratégicas, o Brasil se vê novamente no centro de uma disputa global que tem como pano de fundo seus recursos naturais mais valiosos: lítio, nióbio e terras raras. Em um movimento recente, revelado por matéria publicada no jornal O Globo, o governo Lula iniciou a formulação de uma Política Nacional para Minerais Críticos, um passo que reflete o reconhecimento de que esses elementos, antes subvalorizados, tornaram-se peças-chave na geopolítica contemporânea.

O interesse norte-americano pelos minerais brasileiros, especialmente por seu uso nas indústrias de defesa e tecnologia de ponta, transformou o tema em assunto de Estado — e de soberania nacional. Na quarta-feira, representantes da Embaixada dos Estados Unidos participaram de uma reunião com autoridades brasileiras, entre elas o embaixador Gabriel Escobar, atualmente a principal voz diplomática americana no Brasil.

MAIOR RESERVA – Em pauta, estavam os minerais estratégicos que repousam sob o solo brasileiro, com destaque para o lítio, essencial na produção de baterias, e o nióbio, que possui propriedades únicas na fabricação de ligas metálicas utilizadas em aviões, turbinas, foguetes e reatores nucleares. Com a maior reserva mundial de nióbio e um potencial crescente no setor de lítio, o Brasil entra no radar dos EUA como parceiro desejável — e, para muitos analistas, como alvo geopolítico.

O presidente Lula da Silva tratou o tema com cautela e pragmatismo. Reafirmou que não colocaria as mãos “sobre as terras brasileiras”, em referência a uma possível concessão de soberania, mas reconheceu que o interesse norte-americano oferece ao Brasil uma condição de negociação inédita. Não se trata apenas de vender commodities, mas de estruturar uma política que coloque o país em posição de liderança estratégica.

Lula indicou que o cenário abre margem para tratar de temas paralelos, como o tarifaço de 50% imposto aos produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. Em um gesto raro e politicamente delicado, fontes indicam que a própria situação do ex-presidente Jair Bolsonaro — alvo de investigações e ainda popular entre lideranças republicanas — foi mencionada nas discussões, assim como o tratamento dado às Big Techs no Brasil, apontando que a negociação ultrapassa os limites da mineração e avança sobre os terrenos da política e da comunicação.

ALERTA –  Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), destacou que qualquer negociação no setor mineral deve partir do governo brasileiro, e não de empresas estrangeiras. O alerta não é trivial. Historicamente, o Brasil tem delegado a exploração de seus recursos estratégicos a empresas privadas, frequentemente estrangeiras, sem exigir contrapartidas à altura do valor das reservas.

Em um mundo onde a segurança energética, a autonomia industrial e a proteção ambiental se entrelaçam, manter o controle sobre os insumos críticos é uma questão de sobrevivência nacional. O Brasil precisa evitar cair novamente na armadilha do extrativismo primário, que exporta riquezas brutas e importa produtos industrializados a preços elevados.

Além dos minerais, outro trunfo silencioso do país é a água. Com aproximadamente 12% da água doce superficial do planeta, o Brasil é, literalmente, uma reserva estratégica em tempos de colapso climático. Se o século XX foi movido a petróleo, o século XXI será moldado por elementos mais invisíveis, porém igualmente valiosos: lítio, nióbio, dados e água. E o Brasil está sentado sobre todos eles.

CAUTELA – O vice-presidente Geraldo Alckmin, que lidera o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tem acompanhado as negociações, mas evitou comentar publicamente qualquer acordo em curso. Disse apenas que a “pauta da mineração é longa e pode avançar”. Sua discrição reflete o cuidado necessário em um momento em que interesses econômicos se sobrepõem a sensibilidades diplomáticas e políticas internas. Qualquer sinal de entrega de soberania pode ter efeitos devastadores na opinião pública e no cenário eleitoral.

A formulação da Política Nacional para Minerais Críticos é, portanto, um passo estratégico e urgente. Mas, para surtir efeito real, ela precisa ir além das boas intenções. Deve envolver regulação clara, exigência de conteúdo local, transferência de tecnologia, formação de mão de obra qualificada e inserção do Brasil nas cadeias produtivas globais não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas como parceiro industrial. O país tem a chance de transformar sua riqueza subterrânea em progresso sustentável, liderança internacional e desenvolvimento científico.

A história mostra que os países que souberam controlar seus recursos estratégicos — como a Noruega com o petróleo ou a China com as terras raras — conseguiram se posicionar com força nos debates globais. O Brasil não pode mais se dar ao luxo de desperdiçar oportunidades. Os minerais críticos, assim como a água, não são apenas bens econômicos: são ativos de soberania. E soberania não se negocia, se defende com estratégia, ciência e visão de futuro.

Festas Milionárias em Coronel João Sá: TCM-BA Investiga Gastos Exorbitantes na Estrutura da Emancipação


Com laços de amizade e carinho pela cidade de Coronel João Sá, é com certo constrangimento que recebo e republico informações que, de alguma forma, podem macular a imagem do município. No entanto, como formador de opinião, não posso me omitir diante de denúncias que chegam diretamente dos moradores da região. A transparência e o dever de informar prevalecem.

Hoje, em especial, recebi uma matéria oriunda do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) que levanta sérias questões sobre os gastos com a estrutura para as comemorações da emancipação política da cidade. A denúncia aponta para pagamentos exorbitantes destinados a esse fim.

Não cabe a mim julgar a adequação financeira de tais despesas, mas sim reproduzir a informação que me foi confiada. A questão central é: o município de Coronel João Sá tem condições financeiras para bancar tamanha despesa com estrutura de eventos? Essa é uma pergunta que a população local, que sente o impacto do uso do dinheiro público, deverá responder.

O fato é que o TCM-BA intimou o prefeito para se manifestar a respeito desses gastos. Essa intimação não é um mero formalismo; é um sinal de que o órgão fiscalizador identificou indícios que merecem esclarecimentos detalhados. A expectativa é que o gestor apresente as justificativas e documentos necessários para demonstrar a legalidade e a razoabilidade dos valores empregados.

A transparência nos gastos públicos é um pilar da boa gestão e da confiança na administração. O povo de Coronel João Sá tem o direito de saber como seus recursos estão sendo aplicados, especialmente em eventos festivos de grande porte. A ação do TCM-BA é um passo importante para garantir essa clareza e para que a celebração da emancipação não se transforme em motivo de questionamentos sobre a responsabilidade fiscal.

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O Essencial Papel do Controle na Administração Pública: A Função Fiscalizadora dos Vereadores

 

O Essencial Papel do Controle na Administração Pública: A Função Fiscalizadora dos Vereadores

O controle é um dos pilares fundamentais da boa gestão pública. Na Administração Pública, ele ganha ainda mais importância por envolver o uso de recursos coletivos e a responsabilidade de garantir o interesse público. Controlar, nesse contexto, significa verificar se as ações do governo seguem a legislação, respeitam os princípios constitucionais e, principalmente, atendem às necessidades da população.

Em um país extenso e complexo como o Brasil, com milhares de municípios e realidades distintas, o controle dos gastos públicos é essencial para combater irregularidades, promover a transparência e garantir o desenvolvimento local com responsabilidade.

A Constituição Federal de 1988, ao estabelecer a soberania popular como base da República, determina que "todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente". Isso significa que o povo não apenas tem o direito, mas também o dever de participar da gestão pública – inclusive por meio do acompanhamento e da cobrança por eficiência e transparência.

Nesse contexto, o Poder Legislativo Municipal, por meio dos vereadores, exerce uma função vital: a fiscalização do Executivo Municipal. Segundo o artigo 31 da Constituição, "a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo". Em outras palavras, é dever do vereador fiscalizar os atos da Prefeitura, acompanhar a execução do orçamento, verificar a legalidade das ações administrativas e zelar pela boa aplicação dos recursos públicos.

Essa função de controle não é solitária: os vereadores contam com o apoio técnico dos Tribunais de Contas Estaduais ou Municipais, que analisam as prestações de contas e emitem pareceres sobre a gestão financeira.

Para cumprir bem essa missão, o vereador precisa de preparo técnico, acesso à informação e instrumentos legais. Toda solicitação de dados ou reivindicação junto à administração deve ser feita de forma oficial, por meio de requerimentos ou ofícios, conforme previsto no Regimento Interno da Câmara Municipal. A formalização garante seriedade, transparência e registro adequado da atuação parlamentar.

No entanto, o controle não deve ser confundido com confronto. O vereador deve, sim, ser um parceiro do Executivo na busca pelo bem coletivo, mas sem abrir mão de sua independência. A verdadeira parceria acontece quando Executivo e Legislativo trabalham juntos pelo desenvolvimento da cidade, mas com respeito às funções e responsabilidades de cada um. O vereador não deve ser apenas um "aliado político", mas um fiscal do povo, com coragem para apontar erros e também para reconhecer acertos.

Como diz o ditado popular, "coerência é a alma da política séria". O bom político é aquele que tem compromisso com a verdade e com a população: que critica quando necessário, mas que elogia quando é justo. Muitos discursos servem apenas para agradar a plateia, mas a verdadeira responsabilidade está em manter a coerência e agir com seriedade diante dos desafios da gestão pública

Sem aviso, Venezuela passa a taxar produtos brasileiros

 Foto: Reprodução/Instagram

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro25 de julho de 2025 | 20:17

Sem aviso, Venezuela passa a taxar produtos brasileiros

economia

Sem aviso, a Venezuela começou a taxar produtos importados do Brasil, descumprindo um acordo de complementação econômica firmado em 2014 que isenta a cobrança de impostos sobre quase todo o comércio bilateral entre os dois países. A afirmação é da (Federação das Indústrias do Estado de Roraima).

Não há informações sobre as razões da cobrança de taxa, que não foi comunicada oficialmente ao governo brasileiro.

Procurado, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) afirmou que o caso está a cargo do Ministério de Relações Exteriores. O Itamarty não respondeu ao pedido de comentário até a publicação deste texto.

De acordo com a Fier, exportadores do Brasil não estão tendo seus certificados de origem brasileira reconhecidos na Venezuela, o que faz com que o acordo que isenta os produtos de tarifas não seja aplicado na prática.

O estado de Roraima é o mais afetado pelas sobretaxas, já que faz fronteira e tem no país vizinho seu maior parceiro comercial.

“O Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Roraima informa que já iniciou apurações internas para identificar as dificuldades quanto à aceitação dos Certificados de Origem de produtos brasileiros por parte das autoridades venezuelanas”, afirmou a federação em nota.

A Fier afirmou ainda que está em contato com autoridades do Brasil e da Venezuela “em busca de esclarecimentos e soluções rápidas que visem a normalização do fluxo comercial bilateral”.

Folhapress

Moraes determina bloqueio de contas do senador Marcos do Val

 Foto: Divulgação/Agência Senado/Arquivo

O senador Marcos do Val (Podemos-ES)25 de julho de 2025 | 22:00

Moraes determina bloqueio de contas do senador Marcos do Val

brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas do senador Marcos do Val (Podemos-ES). A decisão atinge movimentações realizadas via Pix e cartões de crédito.

A medida foi determinada após o parlamentar viajar para os Estados Unidos sem autorização do Supremo. No ano passado, uma decisão da Corte determinou a suspensão dos passaportes do senador. Contudo, na última quarta-feira (23), Marcos do Val embarcou para Miami com passaporte diplomático, que não foi entregue por ele à Polícia Federal (PF).

O bloqueio das contas também atinge a filha do senador, que está com ele na viagem aos Estados Unidos.

O senador é investigado pelo STF pela suposta campanha de ataques nas redes sociais contra delegados da Polícia Federal que foram responsáveis por investigações envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antes de sair do país, o senador pediu a Alexandre de Moraes autorização para viajar, mas o pedido foi negado.

Em nota à imprensa, a assessoria do senador confirmou que ele viajou com um passaporte diplomático, que estava válido.

“O passaporte diplomático encontra-se plenamente válido até 31 de julho de 2027, sem qualquer restrição. Em 22 de julho de 2025, a Embaixada dos Estados Unidos da América, em Brasília, renovou o visto oficial (B1/B2) do Senador, com validade até 16 de julho de 2035, o que atesta o pleno reconhecimento internacional de sua legitimidade e regularidade diplomática”, diz a nota do parlamentar.

André Richter/Agência Brasil

Casa Branca avalia que Brasil não se engajou nem fez propostas significativas para reduzir tarifas

 Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos EUA, Donald Trump26 de julho de 2025 | 07:00

Casa Branca avalia que Brasil não se engajou nem fez propostas significativas para reduzir tarifas

economia

Um integrante do governo dos Estados Unidos afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que a Casa Branca avalia não ter percebido envolvimento relevante ou recebido ofertas significativas por parte do Brasil na negociação em torno das tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump sobre produtos importados do país.

A percepção é formada a uma semana do prazo programado para as sobretaxas entrarem em vigor, em 1º de agosto. O governo dos EUA prepara um decreto para instituir a medida.

Apesar da afirmação dessa autoridade americana, negociadores brasileiros vêm dizendo que o processo formal de tratativas está travado, à espera de um sinal verde justamente da Casa Branca. Eles afirmam ter feito ofertas aos EUA antes mesmo de Trump anunciar a elevação da tarifa de 10% para 50%.

O governo brasileiro, no entanto, não fez e afirma que não fará concessões relativas à parte política da carta em que o presidente americano justifica as tarifas. O presidente americano disse que vai aplicá-las, em parte, devido “a caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por ora, os brasileiros dizem que o governo americano mantém silêncio sobre as ofertas que foram feitas

A equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) tentou contato com o homólogo nos EUA, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mas recebeu como resposta a informação de que o processo está na Casa Branca.

Já o ministro Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) conversou com o secretário do Comércio, Howard Lutnick, no sábado (19). A conversa teria durado 50 minutos e Alckmin reforçou a disposição do governo de dialogar.

A mensagem que teria sido passada ao ministro é a de que a decisão sobre a negociação também está com Trump.

Na sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Alckmin tenta diariamente negociar com os EUA, mas não tem sucesso. “Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele”, afirmou.

Integrantes do governo brasileiro também dizem ter enviado ainda em maio uma proposta de negociação por meio de carta às autoridades americanas, quando as tarifas ainda estavam consolidadas em 10%.

No documento, constavam os pedidos para isenção ou redução do tributo sobre certos produtos, mas também concessões por parte do Brasil.

Na semana passada, o governo enviou nova carta cobrando um retorno após uma primeira carta enviada no dia 16 de maio —antes do anúncio da medida mais dura de Trump.

O documento, assinado por Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também manifesta indignação e cobra resposta dos EUA acerca da sobretaxa anunciada pelo país.

Trump anunciou nesta semana acordos com alguns países, entre eles Japão e Indonésia.

No caso brasileiro, a negociação tem um desafio diferente dos demais porque na carta enviada a Lula, Trump também alegou que há “centenas de ordens” do Judiciário brasileiro que censuram a “liberdade de expressão”. O STF (Supremo Tribunal Federal) é categórico ao dizer que não haverá recuo no julgamento do ex-presidente.

E Lula classificou o gesto como tentativa de interferência e ataque à soberania do Brasil.

Leia tambémLula diz que Alckmin liga todo dia para negociar com EUA, mas ‘ninguém quer conversar com ele’

Julia Chaib/Folhapress

Diplomacia vê distensão no conflito com os EUA e tenta retomar diálogo


O slogan adotado por Lula na guerra contra Trump

Lula não quer negociar e criou o slogan “Brasil Soberano”

Roseann Kennedy
Estadão

Apesar da falta de sinalização direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que reabrirá o diálogo com o Brasil, a diplomacia brasileira avalia que houve um freio na escalada do conflito com o país nos últimos cinco dias.

Na sexta-feira passada, 18, quando o governo americano anunciou a suspensão dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o entendimento era de que a crise poderia levar a uma ruptura total. Mas a ordem no Itamaraty foi não retrucar e intensificar as conversas de bastidores para tentar uma aproximação indireta com Trump.

DEPENDE DE TRUMP – A certeza entre integrantes dos governos dos dois lados é de que o tarifaço ou a flexibilização dele é “medida solitária” do presidente americano, portanto, várias frentes de atuação devem levar a mensagem a ele. Entretanto, há também um entendimento de que “a situação é fluida” e basta uma mensagem ou medida de Trump para complicar tudo.

A embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti, tem feito um relato diário ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, das conversas realizadas entre diplomatas.

Apesar dos discursos políticos inflamados, incluindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manifestação da embaixada dos EUA no Brasil nesta quinta-feira, 24, dizendo que o ministro Alexandre de Moraes é “coração pulsante” da “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito diplomático a discussão é técnica “e continuará assim”, avisam.

AÇÕES POSITIVAS – Uma das mostras do tom técnico e de alto nível, ressaltam, foi o avanço na conversa do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Além disso, integrantes do Itamaraty veem com bons olhos a viagem de oito senadores brasileiros aos EUA para tentar um acordo comercial.

Uma das avaliações é de que o grupo suprapartidário de senadores levará ao governo Trump uma visão responsável de que estão em jogo interesses comerciais importantes, sem o fla-flu da política.

O grupo tem interlocutores acostumados e respeitados nas negociações internacionais, inclusive com peso na direita, como Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura da gestão Bolsonaro. Além disso, também trarão uma perspectiva do que encontrará por lá.

PREVISÃO PESSIMISTA – Veja a lista dos senadores que irão aos EUA: Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC), Rogério Carvalho (PT-SE), Fernando Farias (MDB-AL) e Carlos Viana (Podemos-MG). 

Mas há torcida contra. O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que acompanha o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, afirmou à Coluna que “a comitiva de senadores está perdendo tempo e vai quebrar a cara. Não há o que fazer sem um sinal claro e um compromisso de que o Brasil atenderá as demandas do presidente Trump”, afirmou.

Em entrevista à Coluna no último dia 14, Eduardo Bolsonaro reforçou que ele e Figueiredo participaram das discussões com o governo americano que levaram o presidente dos EUA, Donald Trump, a anunciar o tarifaço, e que as negociações do Brasil sobre a supertaxação precisam passar pela dupla.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Toda iniciativa de diálogo é positiva e importante. Se conseguirem atrasar a entrada em vigor do tarifaço, já será uma grande façanha. Devemos incentivar o diálogo, ao invés de desmoralizá-lo. Aliás, nesta questão, o que se vê e que todos estão errados, sejam Trump, Lula, Bolsonaro, Moraes, ministros do STF etc. No Brasil, a irresponsabilidade abunda. (C.N.)

Transporte Escolar em Jeremoabo: O Dever da Fiscalização Responsável dos Vereadores

 

Transporte Escolar em Jeremoabo: O Dever da Fiscalização Responsável dos Vereadores

Mais uma vez, o tema do transporte escolar em Jeremoabo ganha os holofotes, com a circulação de um vídeo onde vereadores alegam a interrupção do serviço em razão de falta de pagamento, prejudicando alunos da zona rural. No entanto, uma análise mais aprofundada da situação revela que a conduta de alguns parlamentares está longe de ser a mais adequada, gerando mais alarde do que soluções.

É inaceitável que a credibilidade da administração municipal seja exposta e questionada com base em "achismos" ou meros boatos populares. O papel fundamental do vereador é fiscalizar e apurar os fatos com rigor, e não se basear unicamente no "diz que me diz". Quando há denúncias, mesmo que extraoficiais, o vereador tem o dever de ir além, buscando a verdade através de documentos concretos. Isso inclui analisar minuciosamente os termos da licitação, os contratos firmados e os comprovantes de pagamentos.

Afirmar categoricamente que ônibus estão parados há três dias por falta de pagamento, sem uma investigação prévia e documentada, é uma temeridade. Existem cláusulas contratuais que vinculam tanto a empresa de transporte quanto o município, e estas devem ser cumpridas por ambas as partes. Nenhuma empresa ou proprietário de ônibus pode desrespeitar o contrato de forma unilateral.

Portanto, o caminho correto e responsável seria que os vereadores, por meio da presidência da mesa, interpelassem oficialmente o Secretário de Educação, solicitando todas as informações pertinentes. Somente após receber essas informações, analisá-las e apurar os fatos com base em dados concretos, é que a informação deveria ser levada ao cidadão. Julgar por antecipação e disseminar informações não verificadas só contribui para a desinformação e a desestabilização da gestão.

Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), inclusive, acabou com as "licitações faz de conta". Ela estabelece responsabilidades abrangentes e claras tanto para o gestor quanto para os membros das equipes de licitação, buscando maior profissionalização e eficiência. O prefeito Tista de Deda, que preza pela saúde e pela educação, tem um corpo de secretários e assessores para gerir as diversas áreas. Se existem falhas na execução, é para o conhecimento deles que devem chegar as informações, para que as devidas providências sejam tomadas.

A fiscalização é essencial na democracia, mas deve ser exercida com responsabilidade, ética e base em fatos, e não em meras suposições que podem prejudicar a imagem da administração e, principalmente, a população.



sexta-feira, julho 25, 2025

Crise no Transporte Escolar em Jeremoabo: O Papel dos Vereadores e a Urgência de Soluções

 

Crise no Transporte Escolar em Jeremoabo: O Papel dos Vereadores e a Urgência de Soluções.

Um vídeo chocante, recebido na noite desta sexta-feira, 25 de julho, revela uma grave situação em Jeremoabo: alunos da zona rural estão há três dias consecutivos sem transporte escolar por falta de pagamento. Essa denúncia, levantada por vereadores no vídeo, acende um alerta sobre o impacto direto na educação e no dia a dia de centenas de estudantes.

É provável que o prefeito Tista de Deda não tenha conhecimento imediato da gravidade e da persistência dessa situação. No entanto, o problema exige uma análise mais aprofundada e uma ação imediata por parte de todos os envolvidos.

É crucial lembrar que a relação entre o município e as empresas ou proprietários de ônibus que prestam o serviço de transporte escolar é regida por cláusulas contratuais. Ambas as partes – tanto a empresa quanto a prefeitura – têm obrigações a cumprir. A empresa ou o proprietário do ônibus não pode, de forma unilateral e "à revelia", suspender um serviço essencial sem esgotar todas as vias contratuais e de negociação.

Nesse contexto, o papel do vereador é fundamental, mas exige responsabilidade e embasamento. Antes de cobrar providências públicas e se manifestar em vídeos, é dever do vereador analisar a documentação contratual e financeira pertinente ao transporte escolar. Essa análise preliminar é essencial para entender a raiz do problema – se é atraso no pagamento, falha na prestação de serviço ou outro fator – e, assim, direcionar as cobranças de forma eficaz ao responsável pelo transporte escolar na prefeitura.

A interrupção do transporte escolar prejudica diretamente o direito à educação dos alunos, que são os maiores afetados por essa situação. A cobrança é legítima, mas deve ser pautada em fatos e nos termos do contrato. A população de Jeremoabo espera que os vereadores atuem como fiscalizadores e intermediários efetivos na busca por uma solução rápida e duradoura, garantindo que nenhum aluno seja privado do acesso à escola.


Você acredita que a comunicação transparente entre a prefeitura, os vereadores e as empresas de transporte poderia evitar situações como essa no futuro?




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