
Delvis Antunes jogou no lixo o dinheiro dos aposentados
Fabio Serapião e Bruno Luiz
do UOL
A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira, dia 3, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, no âmbito das investigações sobre o caso do Banco Master.
Segundo apurou a coluna, ele foi preso na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo, no momento em que tentava fugir. A Justiça apontou “indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas”, no mandado de prisão.
MÃO NA MASSA – Foi na gestão de Deivis e de outros dois ex-diretores que a autarquia previdenciária do estado do Rio fez aportes de R$ 1 bilhão no Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.
A investigação que culminou na prisão de hoje tramita na primeira instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Em contato com a coluna, a defesa de Deivis disse que não irá se manifestar neste momento. O UOL também entrou em contato com a Rioprevidência e aguarda um posicionamento.
ESTAVA NA MIRA – Deivis havia sido alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no dia 23 de janeiro, na operação Barco de Papel, que apura irregularidades nos repasses.
Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros. Após a primeira fase da operação Barco de Papel, no dia 23, Deivis foi exonerado do cargo pelo governador Cláudio Castro (PL).
Agora, a PF deflagrou a segunda fase da operação, para cumprir três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Falta agora prender os dirigentes da Previdência do Amapá, ligados ao senador Davi Alcolumbre. O problema é que, que nos bastidores do poder, o parlamentar manda mais nesta República do que o presidente Lula da Silva, que apenas finge que manda. Outro estorvo é a Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, que é da patota de Gilmar Mendes, e não é preciso dizer mais nada. (C.N.)