terça-feira, fevereiro 03, 2026

FALTA D’ÁGUA EM JEREMOABO: UM PROBLEMA CRÔNICO E AS PROVIDÊNCIAS DA ATUAL GESTÃO


FALTA D’ÁGUA EM JEREMOABO: UM PROBLEMA CRÔNICO E AS PROVIDÊNCIAS DA ATUAL GESTÃO


Por José Montalvão

Um dos problemas mais graves enfrentados por Jeremoabo, especialmente na Zona Rural, é a falta d’água. Trata-se de uma realidade que atinge diretamente o cidadão trabalhador, sobretudo o mais carente, que depende da água não apenas para o consumo humano, mas para a criação de animais, pequenas plantações e para a própria dignidade da vida cotidiana.

É preciso deixar claro: a escassez de água não surgiu agora. Não é um problema criado pela administração do prefeito Tista de Deda. Ao contrário, é um verdadeiro cancro que vem se expandindo há muitos anos, atravessando diferentes gestões, marcado por abandono de poços, falta de manutenção preventiva, perda de equipamentos e desorganização estrutural no sistema de abastecimento rural.

Quando assumiu a Prefeitura, o prefeito Tista de Deda encontrou a Zona Rural com algo em torno de 13 a 15 poços artesianos sem funcionamento. Exemplos concretos não faltam. No povoado Baixa da Volta, por exemplo, o poço teria passado cerca de três anos e meio quebrado, deixando a comunidade à mercê da própria sorte. Hoje, segundo relatos de moradores, restam apenas um ou dois poços parados, já recebendo manutenção para retorno do funcionamento. Isso demonstra que há trabalho sendo feito — não com discursos, mas com ações práticas.

Tenho recebido mensagens de moradores que reconhecem esse esforço. Um deles escreveu:

“Bom dia, amigo. Maravilha essas suas informações. Gostaria que quando for escrever informe que o prefeito Tista de Deda, quando assumiu a prefeitura, encontrou a zona rural com 13 a 15 poços sem funcionar, a exemplo do povoado Baixa da Volta, que passou 3 anos e meio quebrado. E hoje só temos um ou dois parados, sendo dada manutenção.”

Esse depoimento reforça que a atual gestão está atuando de forma contínua, buscando não apenas medidas emergenciais, mas também soluções estruturais. Sabemos que normalizar completamente a situação exige tempo, recursos e planejamento, mas amenizar esse problema crônico já é um avanço significativo.

É importante destacar também o papel do vereador Neguinho de Lié, hoje presidente da Câmara Municipal. Durante seis anos, em praticamente todas as sessões, ele levantou a bandeira de que “água é vida” e denunciou o sofrimento do povo que chegava a mendigar uma lata do precioso líquido. Hoje, na condição de presidente da Câmara, tem se colocado como parceiro institucional na busca de soluções, sem medir esforços para colaborar com o Executivo na superação desse desafio histórico.

Entretanto, além dos problemas estruturais, surgem denúncias que precisam ser apuradas com seriedade. Um morador da Zona Rural relatou:

“Tem que perguntar pelo carro-pipa da Associação do Monte Alegre que foi apropriado indevidamente desde a gestão anterior. Até hoje não apareceu e a comunidade não recebe um abastecimento por esse carro-pipa que foi o Governo que deu.”

Se essa denúncia for verdadeira, trata-se de um fato grave. Um carro-pipa destinado a uma associação comunitária é patrimônio coletivo, voltado ao interesse público. Seu desaparecimento ou uso indevido precisa ser esclarecido. Cabe à diretoria da associação adotar as providências legais cabíveis, inclusive, se necessário, formalizar representação junto ao Ministério Público para que os fatos sejam investigados. O silêncio diante de possível irregularidade pode configurar omissão, e a omissão, quando há dever de agir, também gera responsabilidade.

A população da Zona Rural precisa compreender que o problema da água em Jeremoabo não é simples, tampouco recente. É fruto de anos de descaso estrutural. Porém, também é preciso reconhecer quando há esforço real para enfrentar a situação. Recuperação de poços, manutenção constante, articulação política e busca por apoio institucional são medidas concretas que indicam compromisso.

Água é vida. E garantir o acesso à água é dever do poder público, mas também é responsabilidade coletiva fiscalizar, denunciar irregularidades e cobrar transparência. O debate deve ser feito com seriedade, informação e responsabilidade — nunca com desinformação ou má-fé.

Jeremoabo precisa de soluções, não de discursos vazios. E a solução passa por trabalho contínuo, fiscalização responsável e união em favor do povo que mais precisa. 

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

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