sábado, junho 14, 2025

O grande ‘perdedor’ dos interrogatórios, segundo os advogados, foi Braga Netto

Publicado em 14 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe |  Metrópoles

Braga Netto se enrolou ao ser interrogado por Moraes

Rafael Moraes Moura
O Globo

Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do governo Bolsonaro, o general Walter Braga Netto foi o “grande perdedor” nos dois dias de interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam reservadamente advogados ouvidos pela equipe do blog que atuam no caso da trama golpista.

Na opinião de quatro advogados de diferentes réus do caso, Braga Netto não apenas complicou a sua situação como cometeu um erro estratégico ao dizer que não reconhecia as mensagens de celular usadas contra ele na acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento numa intentona golpista para impedir a posse de Lula. Ao ser questionado, ele preferiu dizer que se tratavam de prints expostos de forma desconexa.

ERRO DE ESTRATÉGICA – “Ficou difícil para o Braga Netto. Entendo que aquilo que é inquestionável, não se pode negar. Senão todo resto perde credibilidade. O que não é possível negar, você justifica – ainda que seja difícil. Caso contrário, até a verdade que você disser fica comprometida”, diz um dos defensores.

“Braga Netto saiu muito comprometido”, concorda outro advogado, com bom trânsito no meio político e jurídico.

Um dos maiores deslizes do general, na avaliação desses defensores, envolveu a resposta a uma pergunta do ministro Alexandre de Moraes sobre mensagens em que ele orienta ataques a colegas militares que se opuseram a uma articulação golpista para manter Bolsonaro no poder.

PERGUNTOU MORAES– “E a apreensão de mensagens, onde uma mensagem do senhor, a mensagem é muito clara, diz: ‘Para sentar o pau nele, preservar o almirante Garnier (ex-comandante da Marinha, réu na trama golpista), mas também criticar o brigadeiro Baptista Júnior (ex-comandante da Aeronáutica no governo Bolsonaro, que se opôs à ofensiva para impedir a posse de Lula). O senhor se recorda?”, questionou Moraes.

O relator fazia referência a uma troca de mensagens de 15 de dezembro de 2022, quando manifestantes golpistas permaneciam acampados na frente de quartéis para contestar a derrota de Bolsonaro.

À época, Braga Netto pediu ao major reformado do Exército, Ailton Barros, para endurecer as críticas a Baptista.

FORA DO CONTEXTO – Em resposta ao relator, Braga Netto alegou que as “mensagens no inquérito estão fora de contexto, descontextualizadas”.

“Eu não me lembro de ter enviado essa mensagem, eu não me lembro de ter feito essa mensagem. Eu posso confirmar para o senhor, com certeza, eu jamais ordenei ou coordenei ataques a nenhum dos chefes militares”, respondeu o general.

 As provas obtidas pela Polícia Federal dizem o contrário. “Senta o pau no Batista Júnior (sic). Povo sofrendo, arbitrariedades sendo feita (sic) e ele fechado nas mordomias. negociando favores. Traidor da pátria. Daí para frente. Inferniza a vida dele e da família”, escreveu Braga Netto.

Em depoimento prestado no mês passado na condição fd ‘11de testemunha, Baptista Junior disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele e sua família sofreram ataques de Braga Netto pelo fato de não ter aderido à minuta golpista discutida nos bastidores do governo Bolsonaro para impedir a posse de Lula. Para Baptista Junior, os ataques eram uma “tentativa infrutífera” de desviá-lo do caminho certo”.

ATAQUES A PAIVA – Conforme revelou a coluna, Braga Netto também orientou Barros a disseminar uma mensagem repleta de ataques ao atual comandante do Exército, Tomás Paiva – o que, para a investigação da PF, consistiu em uma tentativa deliberada de “atingir a reputação” do general.

Na mensagem Braga Netto diz ainda que parecia até que Tomás Paiva é “PT desde pequenininho”.

Diante de Moraes, o general mudou seu ponto de vista sobre Tomás Paiva. “Eu nunca escrevi essa mensagem. Eu conheço o Tomás, eu sei que o Tomás não tem nada de PT, nada disso. As mensagens estão desconexas.”

PAPEL RELEVANTE – Na denúncia apresentada em fevereiro deste ano, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma categoricamente que os diálogos “não deixam dúvida sobre o papel relevante de Braga Netto na coordenação das ações de pressão aos comandantes, apoiado por Ailton Gonçalves Moraes Barros, que incitava militares e difundia os ataques virtuais idealizados pelo grupo”.

Em outro ponto de vulnerabilidade de sua defesa, o general refutou a acusação levantada pelo delator Mauro Cid de que recebeu dele uma caixa de vinho com dinheiro que seria destinado a um major acusado de integrar grupo envolvido num plano para “neutralizar” Moraes. Braga Netto alegou que achava se tratar de gastos de campanha.

UM EQUÍVOCO – “O que tem de real aí, presidente, há um equívoco nesse ponto. O Cid veio atrás de mim e perguntou se o PL podia arrumar algum dinheiro. Era muito comum, outros políticos, através ou do presidente Valdemar, ou do presidente Bolsonaro, pediram para pagar contas de campanhas atrasadas. Na minha cabeça, tem alguma coisa a ver com campanha. Eu viro pra ele e falo: ‘procura o tesoureiro, que é o Azevedo’. Eu deixei com o Azevedo, porque eu não sabia o que era”, afirmou.

Em meio ao constrangimento com o depoimento do general e a avaliação de que ele poderia se enrolar ainda mais com as respostas, as defesas dos demais réus não quiseram fazer perguntas.

Israel ataca o Irã: será o início de uma guerra regional com reflexos globais?


Bombardeios mataram chefes militares e cientistas

Pedro do Coutto

O recente ataque de Israel ao Irã, anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como uma ação preventiva contra bases nucleares, inaugura um novo e perigoso capítulo na já instável geopolítica do Oriente Médio. A ofensiva, inesperada e sem precedentes recentes em sua magnitude, reacende o temor de um conflito regional de grandes proporções com efeitos globais. Com a justificativa de conter o avanço do programa nuclear iraniano, Israel arrisca não apenas uma escalada bélica na região, mas também a abertura de múltiplas frentes de confronto que podem envolver potências globais diretamente ou por meio de seus aliados estratégicos.

O Irã, profundamente atingido no ataque que vitimou altos oficiais militares, já sinalizou que haverá retaliação. Em um ambiente marcado por orgulho nacional e rivalidades ideológicas, a devolução da agressão se torna quase inevitável, mesmo diante da pressão internacional por contenção. O problema, porém, está na imprevisibilidade do contra-ataque iraniano. Ele poderá vir diretamente, através de mísseis ou drones, ou por meio de seus aliados regionais, como o Hezbollah no Líbano e grupos milicianos no Iraque e na Síria. A multiplicidade de possíveis frentes transforma o conflito em um quebra-cabeça geopolítico extremamente complexo.

PRESSÃO – As consequências desse ataque não se limitam aos dois protagonistas diretos. Países como os Estados Unidos, a Rússia e a China, cada um com interesses estratégicos e alianças regionais, serão pressionados a se posicionar. Os EUA, tradicional aliado de Israel, tentam evitar um envolvimento direto enquanto sustentam politicamente Tel Aviv. A Rússia, por sua vez, já criticou duramente a ação israelense, e pode usar o episódio como mais um elemento para reforçar sua retórica antiocidental, especialmente após os desdobramentos da guerra na Ucrânia. A China, investidora pesada em infraestrutura no Irã e mediadora recente entre Teerã e Riad, terá seu papel de mediadora global posto à prova.

O ataque também agrava drasticamente a situação humanitária e política na Faixa de Gaza, onde os conflitos já haviam atingido níveis alarmantes de violência e destruição. A ação israelense alimenta a retórica das facções palestinas mais radicais, que veem no Irã um aliado estratégico contra o Estado judeu. A combinação de bombardeios em Gaza e ataques no Irã coloca ainda mais lenha na fogueira de uma guerra assimétrica, onde civis continuam sendo as maiores vítimas e as perspectivas de paz se tornam cada vez mais distantes.

Netanyahu, em meio a pressões internas por sua condução da guerra em Gaza e escândalos de corrupção, pode ter buscado neste ataque uma reafirmação de poder e de sua política de “segurança total”. No entanto, ao fazer isso, arrisca levar o país a um conflito de larga escala com consequências imprevisíveis. A história nos mostra que líderes acuados tendem a adotar estratégias arriscadas, e o Oriente Médio já pagou caro diversas vezes por decisões unilaterais tomadas sob pressão doméstica.

POLARIZAÇÃO –  O ataque pode ainda redefinir alianças e polarizações no mundo islâmico. A Arábia Saudita, que vinha se aproximando discretamente de Israel sob a mediação dos Estados Unidos, pode recuar em sua aproximação se o conflito escalar. Países como Turquia, Paquistão e os Emirados Árabes Unidos observam com atenção os desdobramentos. A possível radicalização de setores islâmicos em todo o mundo, inclusive na Europa, acende alertas sobre riscos de terrorismo em retaliação ao que será visto por muitos como uma agressão ocidental ao mundo muçulmano.

O impacto econômico da ação israelense também merece destaque. Mercados globais já reagem com volatilidade diante da ameaça de interrupção do fluxo de petróleo e gás da região. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode ser bloqueado pelo Irã em caso de intensificação do conflito, o que elevaria drasticamente os preços dos combustíveis e causaria instabilidade econômica, sobretudo em países emergentes. O conflito, portanto, transcende fronteiras e atinge diretamente a vida de bilhões de pessoas em escala global.

No campo diplomático, as Nações Unidas enfrentam mais uma prova de sua fragilidade. O Conselho de Segurança se reúne em caráter emergencial, mas como já se viu em crises anteriores, vetos e impasses políticos tendem a paralisar qualquer resposta prática. A União Europeia, por sua vez, tenta se posicionar como força moderadora, mas seus próprios desafios internos, como o avanço da extrema-direita e a crise migratória, dificultam sua eficácia como mediadora de conflitos fora do continente.

TENSÃO – É importante lembrar que o mundo vive um momento de tensão sistêmica, em que a ordem internacional baseada em regras está cada vez mais fragilizada. O ataque de Israel ao Irã não é um evento isolado, mas sim um sintoma de uma nova era de confrontos híbridos, onde o uso da força se alia à desinformação, ao ciberataque e à manipulação de narrativas. Em um mundo polarizado, cada evento é rapidamente absorvido por uma batalha ideológica maior, em que fatos são relativizados e interesses nacionalistas ganham prioridade sobre o direito internacional.

O risco mais assustador é o de uma guerra prolongada, envolvendo múltiplos atores estatais e não estatais, com potencial de destruição em massa. Quando se fala em “bases nucleares” como alvo de ataques, o mundo se aproxima perigosamente de um limiar ético e estratégico que não pode ser ultrapassado sem consequências catastróficas. A humanidade já presenciou os horrores de duas guerras mundiais. Repetir os erros do passado seria não apenas trágico, mas suicida. É hora de a diplomacia global ser reativada com urgência.

Título: A diferença está nas atitudes: Tista de Deda e o respeito ao bem público


 A diferença está nas atitudes: Tista de Deda e o respeito ao bem público

Num cenário político em que a confusão entre o público e o privado ainda é prática comum, especialmente em pequenas cidades do interior, a postura do atual prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, vem chamando atenção não apenas pela seriedade administrativa, mas também pelos símbolos que suas escolhas representam.

Diferente do ex-prefeito Deri do Paloma, que utilizou as cores do seu partido, o Progressistas (PP), para pintar prédios públicos, praças e outros espaços municipais — numa clara tentativa de personalizar a gestão e atrelar obras públicas à sua imagem política —, Tista de Deda demonstra mais uma vez que governa para o povo e não para um partido.

As cores do PSD, legenda à qual está filiado, são azul, verde, laranja e branco. Ainda assim, não se vê em Jeremoabo um só prédio público pintado com essa paleta de cores como marca de governo. Não há imposição de identidade partidária na paisagem urbana. O que se vê são ações voltadas à manutenção, recuperação e funcionalidade dos espaços públicos, respeitando sua neutralidade e o princípio republicano que rege a administração pública.

Essa escolha vai muito além da estética: é um posicionamento político e ético. Ao evitar pintar escolas, postos de saúde, praças e demais repartições com as cores do partido, o prefeito demonstra respeito à coisa pública e rejeita o uso simbólico da máquina administrativa para promoção pessoal ou eleitoral. Essa atitude fortalece a confiança da população e sinaliza que o foco da gestão está no bem-estar coletivo, e não na construção de um legado personalista.

É importante lembrar que o uso de cores partidárias em bens públicos pode configurar, inclusive, desvio de finalidade e improbidade administrativa, algo que frequentemente é ignorado por gestores apegados ao marketing político. Tista de Deda, nesse aspecto, mostra maturidade e responsabilidade, afastando-se da velha política e promovendo uma gestão que busca eficiência, transparência e equilíbrio institucional.

Jeremoabo, que durante anos viu o patrimônio público ser transformado em vitrines de vaidade, agora respira um novo tempo: o tempo da sobriedade, da responsabilidade administrativa e do respeito aos símbolos que pertencem ao povo — e não a partidos.

Se o ex-prefeito preferiu pintar muros com as cores do PP, o atual está reconstruindo pontes com a população, recuperando a confiança dos cidadãos e colocando Jeremoabo de volta no caminho da decência pública. E isso não se pinta: se vive e se sente.

Membro do CNJ, João Paulo Schoucair ressalta papel fiscalizador do órgão

 Foto: Política Livre

13 de junho de 2025 | 19:15

Membro do CNJ, João Paulo Schoucair ressalta papel fiscalizador do órgão

exclusivas

Em entrevista exclusiva a este Política Livre, nesta sexta-feira (13), o promotor de Justiça e membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Paulo Schoucair, falou sobre os 20 anos de atuação do órgão e do seu papel na fiscalização do Poder Judiciário brasileiro.

“O CNJ comemorou nesta semana seus 20 anos de criação. É um organismo fundamental, com a responsabilidade de fiscalizar o Judiciário, seja na parte financeira, administrativa ou na verificação da legitimidade da conduta dos magistrados”, afirmou Schoucair, durante a solenidade de posse da nova Diretoria e dos Conselhos Fiscal e Consultivo da Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (AMPEB).

Schoucair ressaltou a importância do compromisso do CNJ com a transparência e a integridade da magistratura brasileira. “Qualquer investigação contra magistrado, desembargador ou ministro precisa, antes de tudo, passar pelo crivo do Conselho Nacional de Justiça, que tem o dever de apurar a veracidade daquela conduta. É importante lembrar que entre os mais de 18 mil magistrados, a esmagadora maioria é composta por pessoas honestas, homens e mulheres de bem. Aqueles que eventualmente se desviam de suas funções terão direito a um julgamento justo, podendo ser punidos ou absolvidos”, completou.

O promotor também comentou sobre a nova diretoria da AMPEB, ao salientar a continuidade e o fortalecimento do diálogo institucional.

“Como representante do Ministério Público no CNJ, falo em nome de 15 mil promotores. Vemos com muito bons olhos essa transição. O promotor Marcelo Miranda fez um trabalho brilhante à frente da associação. Agora, Lucas Teixeira assume uma instituição já estruturada e tem a responsabilidade de aprimorar ainda mais o que foi construído”, afirmou.

STF nega, por unanimidade, recurso de mulher que pichou ‘Perdeu, mané’ em estátua da Justiça

 Foto: Reprodução/Processo judicial

Escultura foi pichada com batom pela cabeleireira Débora Rodrigues13 de junho de 2025 | 22:00

STF nega, por unanimidade, recurso de mulher que pichou ‘Perdeu, mané’ em estátua da Justiça

brasil

A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta sexta-feira, 13, o recurso apresentado por Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que, durante a invasão de 8 de janeiro, pichou “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente ao prédio do Tribunal. Com essa decisão, Debora foi condenada a uma pena de 14 anos, sendo que deve cumprir 12 anos e meio em reclusão, um e meio em detenção e pagar 100 dias-multa, cada um deles no valor de um terço do salário-mínimo.

Os advogados da ré argumentaram que os magistrados deveriam descontar os dois anos em que Débora permaneceu em prisão preventiva, levar em conta a confissão da cabeleireira e também os dias referentes à remição de pena por trabalho ou estudo.

No entanto, a Corte optou, em unanimidade, em manter a punição, considerando a ré culpada por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que “a ré estava indiscutivelmente alinhada à dinâmica criminosa”. O magistrado ainda ressaltou que Débora “mostrando as mãos conspurcadas de batom vermelho, comemora, sorrindo em direção à multidão que invadira a Praça dos Três Poderes e outros prédios públicos”.

Para ele, o fato reforça o “desprezo para com as instituições republicana”, e justifica a pena imposta a ela. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux acompanharam a decisão.

O recurso de Débora foi apresentado em março deste ano. A defesa da ré argumentava que “a confissão da recorrente auxiliou na fundamentação da sua condenação, mas não foi considerada em razão da atenuação da pena”. Após a identificação, Débora chegou a redigir uma carta ao ministro Alexandre de Moraes pedindo desculpas pela pichação na estátua. A cabeleireira explica que não conhecia o valor simbólico da obra de arte de Alfredo Ceschiatti na ocasião.

Atualmente, Débora se encontra em prisão domiciliar. Ela deixou a cadeia, depois de dois anos, em março de 2025, por decisão de Moraes. A lei garante esse direito para mães de menores. A ré possui dois filhos, um de 10 anos e outro com 12.

Fellipe Gualberto/EstadãoPoliticaLivre

Alexandre de Moraes revoga prisão de Gilson Machado, ex-ministro do Turismo sob Bolsonaro

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado13 de junho de 2025 | 22:52

Alexandre de Moraes revoga prisão de Gilson Machado, ex-ministro do Turismo sob Bolsonaro

brasil

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado teve a prisão preventiva revogada na noite desta sexta-feira (13) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Moraes impôs uma série de restrições a Machado, incluindo a proibição de manter contato com os envolvidos na trama golpista, de se ausentar da cidade onde reside e do país. O ministro determinou que o passaporte do ex-ministro seja cancelado.

O magistrado avaliou que as diligências realizadas pela Polícia Federal ao longo do dia foram suficientes e disse que a PGR (Procuradoria-Geral da República), na audiência de custódia, se manifestou pela substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos gravosas.

De acordo com o advogado Célio Avelino, responsável pela defesa de Machado, que é ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), ele vai deixar o presídio Cotel, em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife, nas próximas horas.

A PF prendeu Machado no Recife e fez operação em Brasília contra o tenente-coronel Mauro Cid devido à suspeita de um plano de fuga do delator do processo da trama golpista.

Policiais chegaram à casa do militar, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, munidos de um mandado de prisão, mas foram informados no local que a detenção havia sido revogada por Moraes.

A suspeita é que Machado tenha atuado junto ao consulado de Portugal no Recife, no mês passado, para obter a expedição de um passaporte português em favor de Cid, segundo a PF.

Peça estratégica na acusação de tentativa de golpe contra Bolsonaro, Cid chegou a ter sua delação posta em xeque. Após prestar novo depoimento, acabou liberado, e sua defesa afirmou que a colaboração premiada segue mantida.

Em relação a Gilson Machado, a PGR havia dado na terça-feira (10) aval a pedido da PF para investigá-lo.

Segundo o documento assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, com informações da polícia, havia a suspeita de que o ex-ministro estaria atuando para viabilizar a saída de Cid do território nacional. Machado, porém, não teria obtido êxito na emissão do documento.

A suspeita sobre a tentativa de fuga de Cid cresceu na PF após investigadores descobrirem que quatro familiares do militar viajaram para os EUA no último dia 30 de maio.

“A informação reforça a hipótese criminal já delineada pela Procuradoria-Geral da República e evidencia a forte possibilidade de que Gilson Machado Guimarães Neto e Mauro César Barbosa Cid estejam buscando alternativas para viabilizar a saída de Mauro Cid do país, furtando-se à aplicação da lei penal”, disse Gonet ao pedir a prisão deles.

Em fala a jornalistas ao chegar no IML, Machado negou que tivesse feito algum pedido relacionado a Cid. “Apenas pedi um passaporte para meu pai por telefone aqui no consulado do Recife”, afirmou. “Entrei em contato, ele foi lá no consulado juntamente com meu irmão”.

José Matheus Santos/Cézar Feitoza/Folhapress

Quatro fatores que levaram a um novo aumento da reprovação a Lula

Publicado em 13 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva vem sofrendo com queda de popularidade

Quando não há motivo para desgaste, Lula acaba arranjando um

Deu no Estadão

Duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira, 12, mostraram queda na avaliação positiva nos números de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos dois casos, as oscilações se deram na margem de erro do levantamento.

No levantamento do Datafolha, a subida de dois pontos porcentuais no índice dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo, e a queda de um ponto entre os que acham que é ótimo ou bom, no intervalo de dois meses, interrompem a recuperação registrada no levantamento anterior. Agora, são 40% os que avaliam negativamente o governo, 28% os que fazem uma avaliação positiva e 31% os que acham regular.

OUTRA PESQUISA – Na pesquisa Ipsos/Ipec, o crescimento de 41% para 43% no índice dos que acham a gestão ruim ou péssima e a queda de 27% para 25% dos que acham que o governo é ótimo ou bom, em um intervalo de três meses, ampliam um cenário de perda crescente de popularidade.

O Palácio do Planalto atribui a queda nas pesquisas ao escândalo de descontos indevidos dos aposentados do INSS e enxerga que o governo não teve sucesso na estratégia de tentar responsabilizar a gestão de Jair Bolsonaro.

Mesmo assim, a equipe de comunicação de Lula aposta que a decisão de reembolsar rapidamente os prejudicados pode reverter a crise. Além disso, a melhora entre os mais pobres mostrada pelo Datafolha foi recebida com alívio e novos programas que serão lançados pelo governo são apostas para a reação. Veja bastidores.

EPISÓDIOS DE DESGASTE – Mesmo com diferenças metodológicas e de intervalo de coleta de dados, os dois levantamentos mediram a popularidade após episódios de desgaste para o governo federal. A pesquisa Datafolha foi realizada entre 10 e 11 de junho. A Ipsos/Ipec, entre 5 e 9 de junho.

Veja algumas das situações que podem ter impactado a popularidade do governo: escândalo do INSS; disputa sobre IOF e aumento de impostos; pedido de ajuda da China para regulação das redes sociais; e participação de Lula em viagem a Rússia para se encontrar com Putin.

O problema é que, quando não há razão para desgaste, Lula ou Janja sempre acabam fazendo alguma coisa que acaba tendo repercussão negativa.

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