sexta-feira, junho 13, 2025

Era só o que faltava… Musk e Trump já estão reatando a velha amizade

Publicado em 12 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Trump, Musk & Son by Michel Kichka, caglecartoons.com

Charge de Michel Kichka (Arquivo Google)

Amanda Péchy
Veja

O empresário Elon Musk admitiu nesta quarta-feira, 11, que se arrependeu de algumas das postagens que fez na semana passada sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliando que elas foram “longe demais”.

Os ataques públicos entre os dois, que incluíram ameaças do chefe de Estado de encerrar contratos públicos com a SpaceX, uma das empresas do bilionário, que por sua vez insinuou que o republicano estaria envolvido num escândalo sexual de tráfico de mulheres e pedofilia, começaram com críticas de Musk ao projeto de lei de impostos e gastos de Trump – que o governo apelidou de “Big Beautiful Bill” (grande e belo PL).

ABOMINAÇÃO – Mas o projeto de lei seria uma “abominação repugnante”, como descreveu o dono do X e da Tesla. E os insultos culminaram com a declaração do chefe da Casa Branca, no sábado 7, de que o relacionamento entre os dois acabara.

Mas, desde então, Musk apagou algumas postagens críticas a Trump, incluindo uma que sinalizava apoio ao impeachment do presidente, e fontes próximas ao homem mais rico do mundo dizem, segundo a agência Reuters, que sua raiva começou a diminuir e que ele pode querer consertar o relacionamento.

“Lamento algumas das minhas postagens sobre o presidente Donald Trump na semana passada. Elas foram longe demais”, escreveu Musk em uma publicação no X nesta quarta, sem especificar sobre quais declarações específicas ele se referia.

O MERCADO REAGE – As ações da Tesla em Frankfurt subiram 2,7% após a publicação de Musk – um alívio para o empresário, que chegou a ver US$ 34 bilhões de sua fortuna evaporarem em apenas um dia por causa da queda nos papeis da montadora de veículos elétricos, reação dos investidores ao dia de fúria entre ele e o presidente americano na quinta-feira passada.

Elon Musk financiou a campanha de Donald Trump e injetou quase US$ 300 milhões para ajudar o presidente a voltar à Casa Branca e congressistas a se elegerem.

A amizade chegou ao ponto de Musk ser convidado para liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), criado para cortar custos no governo.

ESTILO DE VIDA – Ao deixar o cargo em abril, o bilionário afirmou acreditar que a agência se tornaria um “estilo de vida em todo o governo”, mas criticou o projeto de lei tributária trumpista como caro demais e algo que prejudicaria o trabalho do DOGE.

Embora Trump tenha dito no sábado que não tem intenção de reatar laços com Musk, dois dias depois, admitiu que não acharia ruim se o ex-amigo telefonasse e voltou atrás na ameaça contra a SpaceX.

“Tínhamos um bom relacionamento e eu só desejo o melhor a ele”, disse o presidente dos Estados Unidos. Num vídeo dessa declaração publicado no X, o bilionário comentou com um emoji de coração.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Nada de novo no front ocidental. As duas guerras maiores continuam, e as outras 30 menores, também. Musk e Trump estão refazendo a relação e Lula está voando para algum lugar que Janja queira visitar. Nada mudou. (C.N.)


Sobre liberdade de expressão, não sei mais o que posso falar, nem você…

Publicado em 13 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

O comediante Léo Lins, condenado a oito anos de prisão por 'discursos preconceituosos contra diversos grupos minoritários'

Piada de Lins são horríveis, mas no Brasil existe quem adore…

Conrado Hübner Mendes
Folha

Léo Lins diz a auditórios frases assim: “Tem ser humano que não é 100% humano. O nordestino do avião? 72%”.  Ou assado: “Como vou emagrecer? Ora, pegando Aids! Você não adora comer de tudo? Sai comendo gay sem camisinha!”.  Por essas frases, foi condenado a prisão, multa e indenização. O Brasil tem lei contra discriminação. Mas Léo Lins usa crachá de humorista. Por isso, diz, pode caçar risada por qualquer bagatela.

Gilmar Mendes processou dois jornalistas por reportagem que descrevia investigação da compra, pelo governo de Mato Grosso, de universidade da qual o ministro era sócio. Derrotado em primeira e segunda instâncias, ganhou no STJ.

UM EXEMPLO – Os ministros Ricardo Cueva, Humberto Martins, Daniela Teixeira, Moura Ribeiro e Nancy Andrighi condenaram revista a pagar R$ 150 mil. Alegam “excesso de ironia”, “limites do direito de informar”. Destacam a “honra de uma autoridade pública” e ensinam que liberdade de expressão não se confunde com “irresponsabilidade de afirmação”.

A desembargadora Iris Helena Nogueira processou jornalista que divulgou salários de magistrados. No mês de abril de 2023, ela teria sido a campeã ao receber R$ 662 mil. A juíza Káren Bertoncello condenou repórter a indenização de R$ 600 mil. Disse que, apesar de ser informação pública, foi descontextualizada e teve efeito sensacionalista. Defendeu equilíbrio entre direito de informar e integridade moral.

Cada nova decisão sobre usos da liberdade de expressão provoca a esfera pública a opinar sobre seu erro ou acerto. Até que venha o caso seguinte e recomecemos a opinar, com indignação, surpresa ou alívio, sobre seu erro ou acerto.

QUAL É O LIMITE? – E assim vamos gastando tempo no varejo apaixonado do caso a caso e perdemos de vista uma questão preliminar. Sabemos que liberdade de expressão tem limite, mas o Judiciário não demonstra interesse nem capacidade em definir onde ele se encontra. Muito menos em estabilizar esse limite de forma coerente.

A jurisprudência da liberdade de expressão tem muito pouco de “juris” e de “prudência”. Chamamos assim por vício vocabular e por apego ao ilusionismo conceitual. No atacado, percebe-se que decisões sobre o tema têm se limitado à fórmula do “acho que sim, acho que não”, conforme manda o coração.

Frases de efeito substituem critérios decisórios, instinto apressado substitui análise das nuances do caso concreto. Nesse festival retórico de um amontoado de decisões que não dialogam, os mesmos slogans fundamentam absolvição ou punição. Sem que entendamos o porquê da diferença.

CRITÉRIOS PRECISOS – Enquanto não houver tentativa sincera de construir critério compartilhado e previsibilidade, o Judiciário continuará a simular proteger direitos enquanto nos entrega particularismo irracional, discriminatório e arbitrário.

“Cada caso é um caso” e “cada cabeça uma sentença” são máximas do decisionismo. Com prática judicial assim, a liberdade desaparece. Sabemos muito pouco sobre o que podemos falar. No campo da incerteza absoluta, a liberdade fica arriscada demais.

Mais um serviço que STF e Judiciário prestam ao projeto autocrático: a absoluta imprevisibilidade do significado da liberdade de expressão facilita a vida de quem a invoca para atacar a democracia e violar direitos. Um conceito deixado vazio é mais fácil de ser manipulado. Fica mais barato gritar pela liberdade e praticar o seu contrário.

Nota da Redação Deste BlogA Liberdade de Expressão Refém da Vontade do Julgador: O Risco da Arbitrariedade Judicial

A liberdade de expressão, pedra angular de qualquer democracia saudável, tem sido cada vez mais sufocada não por leis claras e rigorosas, mas pela opacidade dos critérios judiciais e pela vontade subjetiva de quem julga. Na prática forense brasileira, muitas vezes, o que vale não é a Constituição ou os precedentes, mas o humor, a ideologia ou até os interesses do julgador. “Quem achar ruim que recorra”, dizem. Infelizmente, essa é a realidade nua e crua de nosso tempo.

Essa imprevisibilidade revela um problema estrutural: a ausência de critérios objetivos e previsíveis no exercício da jurisdição. Enquanto não houver uma tentativa honesta de construir padrões compartilhados, o Judiciário continuará a operar sob o manto da retórica dos direitos, entregando, na prática, decisões particularistas, contraditórias e, não raro, discriminatórias.

Expressões como “cada caso é um caso” ou “cada cabeça uma sentença” tornaram-se símbolos do decisionismo judicial — uma forma disfarçada de autoritarismo togado. Com uma jurisprudência cada vez mais instável, os cidadãos não sabem com segurança o que podem ou não dizer. E quando a dúvida domina, a liberdade deixa de existir de fato. A autocensura vira regra, e a palavra livre, exceção.

Esse tipo de ambiente jurídico presta um triste serviço ao projeto autocrático em curso no Brasil e em várias partes do mundo: ao esvaziar o conceito de liberdade de expressão, o Judiciário facilita a manipulação política e ideológica do direito. Quando o significado da liberdade depende apenas da cabeça de quem julga, ela se torna arma dos poderosos e ameaça dos dissidentes.

Em nome de proteger a democracia, o Judiciário pode estar, paradoxalmente, sabotando-a. O paradoxo é perverso: quem defende a liberdade vê-se silenciado; quem abusa dela para atacar instituições, muitas vezes é blindado por decisões dúbias ou convenientes.

É urgente e necessário que o país debata a construção de parâmetros objetivos, transparentes e republicanos para o exercício e a limitação da liberdade de expressão. Do contrário, continuaremos à mercê de uma justiça que fala em nome da Constituição, mas age em nome de si mesma.


Interrogatórios mostram que não existiu golpe, por absoluta imcompetência dos autores

Publicado em 13 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Paulo Gonet diz que fez 'cagada' em áudio vazado

O procurador Paulo Gonet acertou ao admitir que fez “cagada”

Editorial
Revista TimeLine

Depois dos interrogatórios do chamado “núcleo 1” de réus da “trama golpista”, a imprensa já está anunciando a prisão de Bolsonaro. Só que a ação é toda nula. Com mais de mil dispositivos eletrônicos apreendidos e 250 milhões de mensagens extraídas, não há prova alguma de que houve uma tentativa de golpe de Estado.

Tudo se resume a uma delação, igualmente nula, do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid. Depois dos interrogatórios, fica claro que não houve nem um planejamento para isso.

 INTERROGATÓRIOS ILEGAIS – Sobre os interrogatórios, que poderiam durar a semana toda, mas foram concluídos em poucos dias, muitos advogados apontam que os réus deveriam ter sido ouvidos separadamente, que um não poderia acompanhar o interrogatório do outro. Pois os réus assistiram aos depoimentos dos demais, o que iria contra o artigo 191 do Código de Processo Penal.

Esse artigo estabelece que, havendo mais de um acusado, os interrogatórios devem ser realizados separadamente. O objetivo é garantir que cada réu tenha a oportunidade de se defender sem ser influenciado pelas respostas dos demais, assegurando o princípio da ampla defesa e do contraditório.

Advogados sérios também apontam que foi desrespeitado o artigo 212 do CPP, que determina que as perguntas aos réus devem ser feitas diretamente pelas partes, sendo que o juiz não deve admitir perguntas que induzam a resposta, não tenham relação com a causa ou que sejam repetidas.

IRREGULARIDADES – Foram várias irregularidades apontadas por advogados: violação ao princípio da correlação, que exige que a acusação se limite aos fatos constantes da denúncia; violação ao sistema acusatório, que proíbe que o juiz substitua a acusação e atue como órgão acusador; violação ao direito ao silêncio, que, assim que invocado, deve conduzir ao encerramento imediato do interrogatório…

Alexandre de Moraes foi avisado pelo advogado do general Augusto Heleno que ele só responderia às perguntas de sua defesa. Mesmo assim, Moraes fez perguntas ao ex-ministro, apenas “para registro”.

E isso pode configurar abuso de autoridade, como prevê a Lei do Abuso de Autoridade, no parágrafo único do artigo 15: “Incorre na pena quem prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio”

RESERVA MENTAL – A delação de Mauro Cid também é nula, não apenas pelas ameaças, pela coação contra ele, mas porque o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro agiu com “reserva mental”. Ele deveria ter passado todas as informações e possíveis provas nos depoimentos para o acordo de delação, o que não fez.

No interrogatório, Cid negou, por exemplo, que houvesse um plano para matar autoridades, negou a existência de uma organização criminosa — ele falou em grupos dispersos, em reuniões dispersas, em “conversa de bar” — e também rechaçou qualquer ligação de integrantes do governo Bolsonaro, das Forças Armadas com os acampamentos em frente a quartéis.

 No interrogatório do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tentou forçar a barra, perguntando se havia algum assessor na reunião dos comandantes das Forças Armadas com Jair Bolsonaro. Foi uma tentativa de implicar Filipe Martins, que foi preso injustamente com o objetivo de se obter mais uma “delação”. Garnier foi categórico: Filipe Martins não estava na reunião.

DELAÇÃO DIRIGIDA – Segundo o almirante, o único assessor presente era o próprio Mauro Cid, cuja participação se limitou a preparar a sala e se retirar. Freire Gomes e Baptista Junior também afirmaram que Martins não estava.

Essa fala compromete profundamente a delação e toda a farsa da narrativa do golpe. Mauro Cid foi o único a tentar envolver Filipe Martins, o que pode sugerir um interesse pessoal claro em desviar o foco de suas próprias ações.

O depoimento de Garnier indica que Cid poderia estar projetando em Filipe (e em outros réus) condutas que ele mesmo provavelmente teria praticado. A ausência de corroboração da narrativa do delator, aliada à evidência de motivação pessoal, fragiliza a validade probatória de todo o depoimento, nos termos do artigo 4°, §16, da lei 12.850/2013, que exige elementos externos para sustentar acordos de colaboração e veda mentiras, omissões ou tentativas de atribuir a terceiros suas próprias ações.

 EMBROMAÇÃO – Em seu interrogatório, Mauro Cid disse “não sei” quase mil vezes, e ainda “não lembro”, “acho que”, “me parece que”, “parecia que”, “não tenho certeza”… Mesmo assim, vários jornais moribundos adotam a narrativa de que Bolsonaro não tem escapatória…

Ora, Jair Bolsonaro e os outros réus, mesmo Mauro Cid, confirmaram que foi estudada a adoção do estado de sítio, ou de defesa, e isso, por si só, não pode ser configurado como tentativa de golpe, nem como planejamento, o que não seria crime, da mesma forma. O “golpe de Estado” não existiu. Se alguém, em algum momento, teve a ideia de fazê-lo ficou na cogitação.

Tudo gira em torno de “o que o senhor quis dizer com isso?”, “qual era a sua intenção?”… É preciso insistir: pensar, ter vontade de fazer algo, até mesmo planejar uma ação pura e simplesmente, nada disso constitui crime. Então, o que foi esboçado foram documentos para decretação de um estado de sítio, ou de defesa, dispositivos constitucionais… E essas medidas só podem ser adotadas com a aprovação do Congresso Nacional…

URNAS ELETRÔNICAS – Sobre as críticas às urnas eletrônicas, faltou refutarem firmemente que questionar sistema eleitoral é lícito, é liberdade de expressão. Não há ilícito em “excesso de retórica”.

Há que se lembrar que a PGR acusa os réus de tentarem golpe pelo simples fato de fazerem lives e postarem questionamentos em redes. Paulo Gonet chegou ao absurdo de perguntar se debater decisão judicial seria “jogar dentro das 4 linhas”. Ora, questionar é direito de todos. a liberdade de expressão, de debate, de questionamento tem sido tratada, no curso de todo esse processo, como um ato criminoso, o que é um absurdo completo.

E uma última questão, para deixar claro o que vale para alguns e não vale para outros, o desequilíbrio dessa ação… Bolsonaro queria exibir vídeos de Flávio Dino, Carlos Lupi e Ciro Gomes criticando as urnas eletrônicas. Moraes não permitiu, “por se tratar de prova nova”, mas, no recebimento da denúncia, o próprio ministro do STF apresentou um vídeo que não estava nos autos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente editorial, enviado por Mário Assis Causanilhas. Mostra que o Supremo construiu uma narrativa sobre Bolsonaro, que só pode ser usada para inocentá-lo, pois o exibe como um completo idiota, totalmente incapaz de produzir um golpe, por absoluta incompetência. Assim, a acusação é tão ridícula quanto o próprio Bolsonaro(C.N.)


A derrota de Haddad e os limites da articulação fiscal do governo

Publicado em 13 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Governo precisa repensar seu diálogo com o Congresso

Pedro do Coutto

A recente rejeição, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória que previa a taxação de investimentos — com início pelo IOF — representa mais do que uma simples negativa legislativa. Trata-se de um revés significativo para o governo Lula, que vê ruir uma das principais apostas de sua equipe econômica para ampliar a arrecadação em um cenário de exigências fiscais cada vez mais agudas. O anúncio, feito com ênfase pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, escancarou o clima de insatisfação generalizada entre os parlamentares, sobretudo diante da falta de consenso em torno da proposta.

Essa movimentação parlamentar expõe com clareza a fragilidade da articulação política do Executivo, particularmente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autor do projeto rejeitado. A medida, ao mirar diretamente os investimentos financeiros de empresas e empresários, encontrou forte resistência nos setores representados por poderosos grupos de influência no Congresso, como a Federação Brasileira de Bancos, a Confederação Nacional da Indústria e a Confederação Nacional do Comércio.

FRENTES – O episódio representa, portanto, uma derrota política em duas frentes: a da equipe econômica, que não soube calibrar a proposta em termos técnicos e políticos; e a do Palácio do Planalto, que falhou na construção de uma maioria estável em torno de sua pauta fiscal. A tentativa de onerar o capital financeiro sem diálogo prévio com os principais interessados demonstrou uma leitura equivocada do cenário parlamentar e das forças que nele atuam.

É preciso reconhecer que, em questões tributárias, a sensibilidade política deve caminhar lado a lado com o conteúdo técnico. Faltou ao governo — e, por extensão, à Fazenda — a capacidade de ouvir, negociar e modular o projeto para que ele se tornasse palatável às bancadas empresariais, que detêm significativa influência nas duas casas legislativas. Ignorar essa realidade equivale a desprezar os fundamentos do presidencialismo de coalizão brasileiro.

Ainda mais grave, a condução do processo revelou um descompasso entre o discurso de justiça fiscal e a prática legislativa. Embora a intenção de aumentar a arrecadação para reduzir o déficit público seja legítima, é necessário encontrar caminhos viáveis e sustentáveis. A arrecadação não pode se sustentar exclusivamente sobre tributos que penalizam setores econômicos sem a devida ponderação sobre os efeitos colaterais no investimento e na geração de emprego.

ESTRATÉGIA – O governo precisa, urgentemente, repensar sua estratégia de diálogo com o Congresso. A rejeição da medida não significa apenas o enterro de uma proposta fiscal; ela representa o sintoma de uma desconexão mais profunda entre o Executivo e o Legislativo. Para avançar, será preciso abrir espaço para soluções conjuntas, nas quais Executivo e Parlamento compartilhem responsabilidades e méritos.

Além disso, é fundamental superar a falsa dicotomia entre capital e trabalho quando se fala em produtividade. A força de trabalho é, e sempre foi, elemento central na construção do Produto Interno Bruto. Portanto, uma política fiscal que almeje equilíbrio de contas precisa considerar, com igual peso, os estímulos à produção, ao emprego e ao investimento, sem privilegiar de forma desproporcional um único setor da economia.

O episódio também lança luz sobre o desafio da reforma tributária, que segue em compasso de espera. Sem uma arquitetura mais ampla, que corrija distorções históricas e torne o sistema mais progressivo, medidas pontuais como a taxação do IOF tendem a ser engolidas pelo sistema político. É hora de abandonar soluções improvisadas e investir em propostas estruturantes, construídas com base no diálogo interinstitucional.

ALINHAMENTO –  Por fim, a derrota de Haddad, embora dolorosa, deve ser vista como uma oportunidade de aprendizagem para o governo. A política fiscal não se faz apenas com números e decretos, mas com sensibilidade, escuta ativa e capacidade de articulação. Sem isso, qualquer tentativa de ajuste será sempre incompleta — e, pior, insustentável.

Resta saber se o Planalto compreenderá a mensagem enviada pelo Parlamento ou se continuará insistindo em uma fórmula que já se mostrou ineficaz. O tempo, como sempre na política, cobra seu preço — e raramente oferece uma segunda chance nas mesmas condições.


Prefeita de Aracaju enfrenta uma maré de sapos dos diabos

Ainda vivendo no que se pode chamar de lua de mel com os eleitores, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), tem visto a gestão ser desgastada por uma série de fatos negativos.

 Ainda vivendo no que se pode chamar de lua de mel com os eleitores, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), tem visto a gestão ser desgastada por uma série de fatos negativos. Quando não é a irregular coleta de lixo atormentando a população, é a reação de vereadores governistas, contrariados por não terem suas reivindicações atendidas pelos secretários municipais. Não fosse isso, o dispendioso aluguel de um carro blindado para conduzir Emília pela cidade gerou grande repercussão negativa, sem falar que ela teve que exonerar o porta-voz da Prefeitura após este atacar verbalmente a deputada federal Yandra Moura (UB). Achou pouco? Pois a Câmara Municipal decidiu instalar a CPI do Natal Iluminado para apurar um contrato de R$ 10 milhões, dos quais R$ 5 milhões foram pagos pela atual gestão. Apesar do esforço, a prefeita não consegue produzir notícias positivas que ponham um fim a essa terrível maré de sapos. Fosse Emília Corrêa uma ateia, logo iam dizer que era castigo de Deus, porém a distinta é evangélica, casada com um pastor e frequentadora da igreja. Portanto, este inferno estral deve ser, em boa parte, por culpa de alguns auxiliares dela que, em vez de cardumes de peixes, só conseguem atrair os indesejáveis batráquios para a rede da Prefeitura. Home, vôte!

Boca porca

E o ministro Márcio Macêdo partiu pra cima do governador mineiro Romeu Zema (Novo) com quatro pedras nas mãos. Em discurso durante visita do presidente Lula (PT) à Minas Gerais, Macêdo disse que Zema é mentiroso e ingrato. Achando pouco, sugeriu que o governador deveria lavar a boca com água sanitária para falar do petista. Por fim, o ministro aconselhou o adversário “a se recolher a sua insignificância, pois o povo de Minas sabe o que o governo do presidente Lula está fazendo e o que nós estamos fazendo”. Até agora, Romeu Zema deu calado por resposta. Creindeuspai!

Grana a caminho

O governo de Sergipe começa a pagar a folha salarial deste mês no próximo dia 26. Nesta data terão os salários depositados os aposentados e pensionistas, sendo que no dia seguinte será a vez dos servidores das secretarias, empresas, autarquias e fundações. Ao todo, 75 mil pessoas receberão as respectivas remunerações. O pagamento da folha salarial injetará cerca de R$ 510 milhões na economia sergipana, ajudando a aumentar a circulação de recursos dentro do estado. É vero!

CPIs em Aracaju

A Câmara Municipal de Aracaju acaba de instaurar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). A primeira vai investigar a aplicação de R$ 135 milhões oriundos de multas de trânsito cobradas pela gestão passada. Já a segunda tratará sobre possíveis irregularidades em um contrato no valor de R$ 10 milhões para a iluminação natalina da cidade em 2024, valor três vezes maior do que o gasto feito em 2023. Metade desse dinheiro foi paga pela administração da prefeita Emília Corrêa (PL). As duas comissões terão 120 dias para concluir as investigações.  Aff Maria!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/prefeita-de-aracaju-enfrenta-uma-mare-de-sapos-dos-diabos/


Arrepare, agora é “danação”! Vereadores aprovam 2 CPIs em Aracaju

 em 13 jun, 2025 3:44

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

E o “abestado” deste blog depois do artigo de ontem, 12, “Vereadores vão aproveitar fogueira junina p/ queimar CPI das Multas?”, questionando os vereadores de Aracaju pelo silêncio sepulcral para a instalação da CPI das Multas cujo requerimento foi de 4 de fevereiro, agora tem que pedir “arrego” depois que os vereadores “amarraram os bigodes” e “derrepentemente” instalaram, não apenas a CPI das Multas, mas também a CPI do Natal Iluminado que investigará a gestão anterior e a atual que pagou uma parcela.

É esperar que todos cumpram seu papéis para que foram eleitos em defesa dos interesses da população e sem “babação” para o ex-prefeito ou a prefeita atual.  Não podem criar CPIs para depois “bater fofo” e “dar chabu”. Relembrando: a CPI da Multa será para investigar cerca de R$ 138 milhões arrecadados de multa nas duas últimas gestões (2017/24). Já a CPI do Natal Iluminado o contrato de R$ 10 milhões para a decoração do Natal, cuja a segunda parte foi paga pela atual gestão.

O blog acredita que nenhum vereador, nenhum mesmo, seja controlado por forças externas. Ou seja, nenhum tem “cabresto” para não tomar decisões próprias. Pelo contrário, pelas conversas de ontem todos “estão com a macaca”, prontos para o trabalho.

Após a aprovação o blog foi informado que teve gente que “cuspiu fogo”, porque as duas CPIs prometem muito porque “debaixo da farinha tem carne” e, agora, as suspeitas serão desvendadas.

Agora é ficar “de butuca”, espiando os bastidores e repassando para os leitores todo o “furdunço” que certamente surgirá a partir de agora. E lembrando sempre: “quando você ia com os cajus, eu já voltava com as castanhas assadas.”

Procedimento Ontem, 12, o presidente da Câmara de Vereadores de Aracaju, o vereador Ricardo Vasconcelos, instaurou 02 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Com a instalação da CPI, os partidos políticos têm 15 dias para enviar nomes ao presidente da Casa, que irá escolher os 05 membros que irão compor cada comissão. As comissões terão duração de 120 dias.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/arrepare-agora-e-danacao-vereadores-aprovam-2-cpis-em-aracaju/

Polícia desmonta sistema de câmeras do tráfico de drogas em Aracaju

  Ação também apreendeu adolescente nesta quinta-feira, 12

Uma operação da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), desmontou um sistema de câmeras de monitoramento utilizado pelo tráfico de drogas para monitorar e intimidar moradores no Morro da Reação, no bairro 18 do Forte, em Aracaju. Na ação policial, que ocorreu nesta quinta-feira, 12, um adolescente foi apreendido.

De acordo com as investigações, o tráfico havia instalado uma central de vigilância com 12 câmeras espalhadas pelo morro. Os equipamentos eram usados para observar a entrada e saída de moradores, intimidar a população local e dificultar a atuação policial. Todos os dispositivos foram apreendidos e inutilizados pela Polícia Civil.

Durante a operação, um adolescente que era utilizado pelos traficantes para monitorar a movimentação de moradores por meio de um celular e também atuava na venda e entrega de drogas na região foi apreendido. O jovem foi localizado em uma das áreas controladas pelo grupo criminoso.

As investigações continuam para identificar e capturar outros envolvidos com o esquema criminoso.

A Polícia Civil solicita que informações e denúncias sobre crimes e suspeitos de ações criminosas sejam repassadas às autoridades por meio do Disque-Denúncia (181). O sigilo é garantido.

Fonte: SSP/SE

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BR-235: vereador de Frei Paulo e mais duas vítimas morrem em acidente



Entre as vítimas fatais está o vereador Vanaldo Pereira (PL). (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Três pessoas morreram em um grave acidente após uma colisão frontal entre um carro e uma caminhonete na manhã desta sexta-feira, 13, na BR-235, em Frei Paulo. Entre as vítimas está o vereador Vanaldo Pereira (PL).

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para prestar socorro e dar início aos trabalhos de resgate. O Instituto Médico Legal (IML) e a perícia também foram acionados para apurar as circunstâncias do acidente.

Em razão da gravidade da colisão, uma das faixas da BR-235 foi interditada, causando lentidão no trânsito da região. As autoridades ainda não divulgaram informações detalhadas sobre as causas do acidente.

Nas redes sociais, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, publicou uma nota de pesar lamentando a morte de seu colega de partido. “Acabei de receber, com muita tristeza, a notícia da tragédia que tirou a vida do meu grande amigo Vanaldo Pereira, vereador de Frei Paulo, e, segundo informações, de mais duas pessoas. Que Deus o acolha com misericórdia e conforte o coração de todos os familiares, amigos e do povo de Frei Paulo neste momento tão doloroso. Muito triste”, escreveu o prefeito.

por Marina de Sena e João Paulo Schneider

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