quarta-feira, junho 11, 2025

Bolsonaro enfatiza visão militar e deturpa legalidade para justificar golpismo, dizem especialistas

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro11 de junho de 2025 | 09:20

Bolsonaro enfatiza visão militar e deturpa legalidade para justificar golpismo, dizem especialistas

brasil

Em interrogatório no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid deturparam noções de legalidade para justificar discussões golpistas que teriam como objetivo impedir a posse do presidente Lula (PT), avaliam especialistas ouvidos pela Folha.

Para eles, Bolsonaro e Cid acionaram uma ideia de “legalidade instrumental” entranhada na cultura militar que deturpa o conceito real de legalidade e afronta à Constituição.

Um exemplo disso é a fala de Bolsonaro no interrogatório desta terça-feira (10), quando o político voltou a dizer que sempre agiu dentro dos limites da Carta Magna. Ao mesmo tempo, ele admitiu ter conversado sobre “alternativas” e chegou a fazer menção à discussão de estado de sítio, em contexto legal que não justificava as medidas.

O estado de defesa, que Bolsonaro já admitiu mais de uma vez ter considerado, restringe liberdades individuais e é acionado para preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas por graves crises. Ainda mais extremo, o estado de sítio é previsto em casos de comoção de repercussão nacional ou guerra, por exemplo. Para ser decretado, precisa de autorização do Congresso Nacional.

O ex-presidente e Mauro Cid foram ouvidos em interrogatórios iniciados na segunda-feira (9) e concluídos nesta terça com oito réus do chamado núcleo central da trama golpista. Eles são acusados dos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Para Bolsonaro, que se apresentou no tribunal como militar da reserva e não como político, falar em agir dentro da Constituição e citar conversas golpistas poderia não ser contraditório porque ele utiliza um conceito instrumental e deturpado de legalidade, com enfoque na noção de hierarquia e cadeia de comando em sobreposição ao apreço a valores constitucionais, afirmam especialistas.

Da mesma forma, o tenente-coronel Mauro Cid citou durante seu interrogatório companheiros de farda que atuariam “dentro do círculo de legalidade das Forças Armadas” e que dificilmente agiriam sem a autorização de superiores.

Cid disse que os militares não quebrariam um “elo de legalidade”, por mais que tivessem suspeitas do processo eleitoral.

“Eles não fariam nada que quebrasse um elo de legalidade. Para que alguma coisa fosse feita, teria que ter uma ordem. Essa ordem tinha que vir com o presidente, comandante do Exército e chegava a ordem para os escalões subordinados”, falou, destacando a importância da hierarquia e cadeia de comando.

Segundo Danilo Pereira Lima, professor de direito constitucional e coordenador do curso de direito do Claretiano de Batatais, além dessas noções de hierarquia e estruturas de comando, muitos militares “compram” uma ideia de legalidade “autoritária e instrumental”.

“Essa legalidade instrumental pode fundamentar um golpe, uma ditadura e se opõe à noção de legalidade constitucional democrática. Uma legalidade instrumental permite a manipulação do direito de acordo com os interesses de quem detém o poder”, afirma Lima.

Ele avalia que a noção de legalidade constitucional democrática, por sua vez, é o contrário da mobilizada por militares.

“E é essa noção que permite a construção, a consolidação de um Estado democrático de Direito. Agora, a legalidade instrumental serve de acordo com os interesses de quem detém o poder. Vai fundamentar um golpe, uma ditadura, a suspensão de direitos e garantias fundamentais”, afirma Lima.

Segundo ele, essa ideia de legalidade dos militares não é comprometida com a permanência e a estabilidade das instituições democráticas.

Ele argumenta que, caso os militares adotassem a concepção de uma legalidade constitucional democrática, saberiam não ser adequado seguir uma ordem “claramente inconstitucional”.

“É claro que o presidente é o comandante em chefe das Forças Armadas, mas ele também está subordinado à Constituição. Então, se ele dá uma ordem inconstitucional, os militares, os comandantes das Forças, não podem cumprir essa ordem. Acima de todos esses agentes está a Constituição”, afirma.

Andrea Paula Kamensky, doutora em história econômica pela USP e especialista na história, cultura militar e ditadura, concorda que setores militares usam uma ideia deturpada de legalidade para justificar seus atos.

Ela afirma que “a história, a cultura e a educação militar que ainda permanecem é autoritária, omite ou distorce fatos históricos e se baseia em um falseador discurso de legalidade”.

Para Kamensky, essa tendência se relaciona com o fato de que os militares forjaram, na ditadura de 1964, uma série de leis e dispositivos institucionais autoritários que foram impostos à sociedade civil para legitimar presidentes militares e censurar, prender e exterminar a oposição política.

“Como tudo isso é muito recente, do ponto de vista histórico, e os sucessivos governos pós-redemocratização não tiveram coragem nem vontade política de confrontar e reformular a educação militar, manteve-se essa visão autoritária, disfarçada de algo legal, de que as Forças Armadas podem se sobrepor aos poderes constitucionais e democráticos, até porque se consideram muitas vezes institucionalmente acima deles e superiores às outras instituições republicanas”, afirma Kamensky.

Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

terça-feira, junho 10, 2025

Bolsonaro desencanta seguidores celerados e pede desculpas a Moraes e ministros do STF por acusações sem provas

Por INFORME JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 10/06/2025 às 15:25

Alterado em 10/06/2025 às 15:32

                                            Bolsonaro no banco dos réus Foto: Gustavo Moreno

Bolsonaro, que estava previsto para ser interrogado por Alexandre de Moraes nessa quarta (11), teve antecipado seu interrogatório no STF pelo ministro Alexandre de Moares.

Começou pedindo desculpas, pasmem. Ponto.

Logo no início, Bolsonaro negou envolvimento na trama, que, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, tem ele como protagonista, em ações contra Estado Democrático de Direito ao tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, com apoio de militares.

"Não procede a acusação, Excelência", afirmou o ex-mandatário ao magistrado.

Bolsonaro foi questionado por Moraes sobre declarações sobre ele e os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

"Não tenho indício nenhum. Era uma reunião para não ser gravada. Então, me desculpe, não tive intenção de acusar de desvio de conduta contra os três", disse Bolsonaro.

O ex-chefe de Estado é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como uma figura-chave do grupo criminoso que tentou romper democracia.

Não me viram desrespeitar uma só decisão. Em nenhum momento eu agi contra a Constituição. Eu joguei dentro das quatro linhas o tempo todo. Muitas vezes me revoltava, falava palavrão,, sei disso. Mas, no meu entender, fiz aquilo que tinha que ser feito", afirmou o ex-chefe de Estado. (com Ansa e Sputnik Brasil)

 https://www.jb.com.br/brasil/informe-jb/2025/06/1055784-bolsonaro-desencanta-seguidores-celerados-e-pede-desculpas-a-moraes-e-ministros-por-stf-por-acusacoes-sem-provas.html

CNJ aposenta desembargadora do TJ-BA que mantinha “gabinete paralelo” para influenciar decisões

 Foto: Divulgação

Desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli10 de junho de 2025 | 16:19

CNJ aposenta desembargadora do TJ-BA que mantinha “gabinete paralelo” para influenciar decisões

exclusivas

A desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (10/6), durante a 3.ª Sessão Extraordinária de 2025. A decisão foi tomada por unanimidade após conselheiras e conselheiros julgarem procedente o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) 0005352-94.2022.2.00.0000.

O processo apurou indícios de que a magistrada integrava uma organização voltada à negociação e ao recebimento de vantagens financeiras indevidas, com o objetivo de proferir decisões e outros atos judiciais em benefício de partes.

Segundo o relator, conselheiro Rodrigo Badaró, a apuração do PAD revelou que Sandra permitiu a atuação de um “gabinete paralelo”, no qual eram produzidas decisões judiciais com a orientação e a influência de terceiros sem vínculo formal com a estrutura do tribunal. “Ao permitir que seu filho tivesse acesso prévio, ingerência ou influência sobre seus atos, a magistrada violou os deveres de independência, imparcialidade e decoro, comprometendo a credibilidade do Judiciário”, afirmou Badaró.

Esta é a segunda vez que Sandra Inês recebe a pena máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Em dezembro de 2024, a desembargadora já havia sido aposentada compulsoriamente pelo CNJ, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, após a confirmação da existência de um esquema de “rachadinha”, no qual ela exigia parte da remuneração de servidores nomeados em seu gabinete.

Os conselheiros João Paulo Schoucair e José Rotondano se declararam impedidos e não participaram do julgamento.

Politica Livre

Bolsonaro brinca com Moraes: ‘Gostaria de convidá-lo para ser meu vice em 2026’

 Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Jair Bolsonaro é interrogado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes10 de junho de 2025 | 16:27

Bolsonaro brinca com Moraes: ‘Gostaria de convidá-lo para ser meu vice em 2026’

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) brincou com o ministro do STF Alexandre de Moraes durante o depoimento que presta na tarde desta terça-feira (10) na condição de réu da trama golpista.

“Poderia fazer uma brincadeira?”, perguntou ao relator.

“Eu perguntaria ao meu advogado”, respondeu, rindo, Moraes.

“Gostaria de convidá-lo para ser meu vice em 2026”, afirmou Bolsonaro, que está inelegível até 2030, após condenação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Moraes respondeu: “eu declino”.

O depoimento de Bolsonaro começou às 14h33. Ele levou um exemplar da Constituição para a mesa de depoimento e o levantou enquanto discursava sobre não ter atentado contra a democracia.

O ex-presidente disse ainda que não era o único a criticar as urnas eletrônicas. Ele disse que usava a retórica contra o sistema eletrônico de votação desde 2012.

Na Presidência, Bolsonaro acumulou uma série de declarações golpistas, provocou crises entre os Poderes, colocou em xeque a realização das eleições de 2022, ameaçou não cumprir decisões do STF e estimulou com mentiras e ilações uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral do país.

Após a derrota para Lula, incentivou a criação e a manutenção dos acampamentos golpistas que se alastraram pelo país e deram origem aos ataques do 8 de Janeiro.

Nesse mesmo período, adotou conduta que contribuiu para manter seus apoiadores esperançosos de que permaneceria no poder e, como ele mesmo admitiu, reuniu-se com militares e assessores próximos para discutir formas de intervir no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e anular as eleições.

A defesa de Bolsonaro nega a participação do ex-presidente em crimes e argumenta, entre críticas à denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), que não há provas de ligação entre a suposta conspiração iniciada no Palácio do Planalto, em junho de 2021, e os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023.

A PGR acusa Bolsonaro de ser o líder da organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após a eleição de Lula (PT) à Presidência da República.

Ana Pompeu e Cézar Feitoza, Folhapress

Bolsonaro nega golpe, mas fala em estudo de possibilidades sobre resultado das eleições

 Foto: Antonio Augusto/ STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em depoimento no STF nesta terça-feira (10)10 de junho de 2025 | 17:00

Bolsonaro nega golpe, mas fala em estudo de possibilidades sobre resultado das eleições

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou em depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (10) que tenha discutido planos para dar um golpe de Estado após a vitória de Lula (PT) na eleição presidencial de 2022.

Segundo Bolsonaro, o que ele discutiu com chefes das Forças Armadas foram alternativas dentro da Constituição —sem dizer, porém, qual era o objetivo das medidas estudadas com os militares.

“Conforme falou o general Freire Gomes, talvez foi nessa reunião, nós estudamos possibilidades outras dentro da Constituição, ou seja, jamais saindo das quatro linhas. Como o próprio comandante [Freire Gomes] falou, tinha que ter muito cuidado com a questão jurídica porque não podíamos fazer nada fora disso”, disse Bolsonaro.

O ex-presidente disse que, “em poucas reuniões, abandonamos qualquer possibilidade de uma ação constitucional”. “Abandonamos e enfrentamos o ocaso do nosso governo”, acrescentou.

O ex-presidente disse ao Supremo que passou a avaliar medidas com os chefes das Forças Armadas após o ministro Alexandre de Moraes, ainda no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), decretar uma multa de R$ 22 milhões ao Partido Liberal pela representação contra o resultado das eleições presidenciais.

“Essas reuniões que ocorreram foram em grande parte em função da decisão do TSE. Quando peticionamos sobre possíveis vulnerabilidade, no dia seguinte não foi acolhido e nos surpreendeu uma multa de R$ 22 milhões de reais. Se viesse a recorrer da multa ou da petição, poderia ser agravada. Decidimos então encerrar com o TSE qualquer discussão sobre resultado das eleições”, afirmou o ex-presidente.

Bolsonaro é o sexto réu da trama golpista a presta depoimento ao STF em dois dias de audiências destinadas a ouvir os acusados.

O depoimento de Bolsonaro começou às 14h33. Ele levou um exemplar da Constituição para a mesa de depoimento e o levantou enquanto discursava sobre não ter atentado contra a democracia.

O ex-presidente negou que tivesse atacado as urnas eletrônicas para dar ensejo ao golpe de Estado após a derrota nas eleições. O presidente disse que critica o sistema eleitoral desde 2012 como retórica política.

“Vossa excelência e o ministro [Luiz] Fux não me viram agir contra a Constituição. Eu agi dentro das quatro linhas o tempo todo. Às vezes eu me revoltava, falava palavrão, mas fiz aquilo que devia ser feito”, disse.

Bolsonaro leu ainda antigas declarações do ministro do STF Flávio Dino e do presidente do PDT, Carlos Lupi, sem contextualização, para dizer que políticos de esquerda também criticavam o sistema.

Cézar Feitoza/Ana Pompeu/FolhapressPolitica Livre

Cid quis ser dispensado de interrogatórios dos outros, mas Moraes exige sua presença

Publicado em 10 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Em depoimento ao STF, Cid diz que Bolsonaro alterou minuta golpista e que  ex-comandante da Marinha deixou 'tropas à disposição'

Calado, Cide é um poeta; depondo; é um militar covarde

Daniel Gullino
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido do tenente-coronel Mauro Cid para ser dispensado dos interrogatórios dos demais réus da trama golpista. Cid foi o primeiro a ser ouvido, na segunda-feira, e queria ser autorizado e não comparecer nos demais depoimentos.

Moraes, no entanto, negou a solicitação ainda na noite de segunda, alegando que “é medida indispensável a presença dos réus durante as audiências de interrogatório, em verdadeiro instrumento de preservação do direito à ampla defesa e ao contraditório”.

NOVOS DEPOIMENTOS – Os interrogatórios começaram na segunda-feira, com Cid e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), e continuam nesta terça-feira, primeiro com o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos.

Depois, ainda restam cinco réus, na seguinte ordem: os ex-ministros Anderson Torres e Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro e os também ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Também na noite de segunda-feira, Moraes aceitou um pedido da defesa de Bolsonaro e autorizou que ele seja acompanhado de dois advogados durante os interrogatórios. Além de Celso Vilardi, que já esteve do lado dele no primeiro dia, Paulo Cunha Bueno também poderá acompanhá-lo. No primeiro dia de interrogatório, cada réu ficou sentado ao lado de um advogado, e outros membros da equipe da defesa ficaram em outros lugar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– El Cid não quer passar pelo constrangimento de ouvir os outros réus apontando suas mentiras e omissões, para fingir que “presenciou” os preparativos do golpe, mas “não participou” das negociações. É um militar covarde, uma vergonha para o Exército. (C.N.)


Por que Fux decidiu comparecer ao depoimento de Cid na trama golpista?


Fux nomeia ex-diretor da PF como assessor especial de segurança

Fux: “Quem deu nove depoimentos, não deu nenhum…”

Bela Megale
O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi o único integrante da Primeira Turma a comparecer à primeira sessão de depoimentos dos réus da trama golpista. Questionado sobre o motivo que o levou a ir à oitiva, o ministro disse a aliados que entendeu ser importante ouvir os réus para poder fazer seu julgamento.

As primeiras perguntas foram feitas pelo relator Alexandre de Moraes, que conduz os depoimentos. Fux foi o segundo a fazer questionamentos. A presença dele recebeu elogios de Moraes. O ministro também participou de depoimentos das testemunhas que já foram ouvidas no âmbito do processo e fez perguntas naquela ocasião.

NOVE DEPOIMENTOS – Durante o julgamento do STF que tornou Jair Bolsonaro e mais sete acusados réus, Fux fez críticas sobre a delação do colaborador Mauro Cid. O ministro criticou o fato do ex-ajudante de ordens ter feito nove depoimentos em seu acordo.

— Nove delações representam nenhuma delação (…). Não tenho a menor dúvida de que houve omissão (de Cid). Tanto houve omissão que houve nove delações — afirmou Fux.

Na ocasião, Fux entendeu que não havia razão para decretar a nulidade da delação naquele momento do processo, mas pontuou que Cid seria ouvido ao longo de eventual ação penal sobre a coerência das informações prestadas.

NOVO QUESTIONAMENTO – Nesta segunda-feira, Fux voltou a questionar sobre a grande quantidade de depoimentos.

Cid disse que deu um primeiro depoimento que foi mais longo, com informações gerais sobre os fatos. Depois, relatou que prestou um segundo depoimento para ajudar a Polícia Federal a identificar pessoas, um terceiro para detalhar reuniões de militares das forças especiais e, posteriormente, um quarto sobre o plano para assassinar Moraes e o presidente Lula. Cid afirmou que os demais depoimentos foram feitos para detalhar informações que prestou inicialmente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Realmente, Fux tem razão. Dar nove depoimentos significa que na verdade não deu nenhum. Aliás, podemos dizer que foram depoimentos “à la carte”, com o interrogado se preocupando em dizer o que o delegado e o juiz queriam ouvir. É uma espécie de depoimento em pau-de-arara, sem precisar que o réu fique em posição de exame de próstata… (C.N.)

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