quarta-feira, junho 04, 2025

A narrativa de Trump contra a União Europeia exibe uma torrente de ódio

Publicado em 3 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Trump vira as costas para os tradicionais aliados europeus

Demétrio Magnoli
Folha

A tarifa brandida por Trump contra a União Europeia (UE), de abusivos 50%, representaria um embargo comercial. A ameaça surge junto com a trégua tarifária firmada com a China. O presidente dos EUA devota genuíno ódio à UE – e tem seus motivos para isso. “A União Europeia foi formada com a finalidade de tirar vantagem dos EUA. É este o seu propósito – e eles fizeram um bom trabalho nessa direção.”

A UE existiria para extrair benefícios unilaterais do comércio com os EUA e, ainda, para terceirizar os custos de sua segurança militar. O diagnóstico de Trump sintetiza uma visão de mundo.

REAL MOTIVO – Contudo, como ensinou Carl Bildt, ex-chefe de governo sueco, refutando o revisionismo histórico de Trump, a UE foi “realmente criada para impedir a guerra no continente europeu”. Filha rebelde de Hitler (a catástrofe nazista) e de Stálin (o espectro da URSS) – é isso a UE.

A UE nasceu do ventre da Comunidade Europeia (1957). A semente de tudo encontra-se na Ceca, estabelecida em 1951 a partir de um acordo político franco-alemão. A Otan surgira três anos antes e, na sua moldura, iniciava-se o rearmamento da Alemanha Ocidental, o que provocava calafrios entre os franceses.

O Império Alemão fora proclamado no Palácio de Versalhes, após a derrota francesa, em 1871. A França sofrera invasões alemãs nas duas grandes guerras do século 20. Como reconciliar franceses e alemães na Aliança Atlântica da Guerra Fria? A solução, formulada pelo francês Jean Monnet, materializou-se no Plano Schuman: unir as duas nações numa comunidade econômica, a Ceca.

MESMA MOEDA – O carvão, fonte da energia, e o aço, base das armas, foram colocados sob um mercado comum, que teve a adesão da Itália e do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). Bem mais tarde, logo após a reunificação alemã, pela mesma lógica, o Tratado de Maastrich (1992) deflagrou a União Monetária. Nações que compartilham a mesma moeda não farão guerra entre si.

Os estadistas esculpiram a Europa unida – e, só depois, solicitaram aos economistas que fizessem a geringonça funcionar. Os EUA apoiaram o projeto europeu, pois a aliança franco-alemã era o requisito indispensável da Aliança Atlântica.

Rebatendo Trump, e coberta de razão, a Comissão Europeia explicou que a UE sempre foi uma “bênção” para os EUA.

LAGOA DE ÓDIO – Mas Trump não pode ser convencido por um curso de história. Sua narrativa escorre de uma lagoa de ódio: a aversão visceral do populismo ao edifício mais icônico do institucionalismo.

As nações misturam razão (instituições ancoradas na lei) e emoção (a história nacional, tal como contada por suas elites). O populismo articula-se como uma versão ressentida da história nacional: a espada que promete sanear o pecado, restaurando a virtude. A UE, porém, não é uma nação, carecendo de conteúdos emocionais. Ela não tem um líder eleito pelo povo. Nela, só existe razão: a letra fria dos tratados que subordina seus dirigentes, sua justiça e sua burocracia.

Trump enxerga o mundo como um palco de transações entre soberanos poderosos ou suplicantes. Xi Jinping e Vladimir Putin emergem na paisagem como interlocutores iguais. Mas a rocha imensa da Europa não está submetida a um soberano – e, por isso, deve ser destruída. Eis o motivo pelo qual Trump e seu vice, JD Vance, declaram apoio ao nacionalista húngaro Orbán e aos extremistas da AfD alemã. Nada disso tem relação com o comércio.

Era falsa a defesa da liberdade de expressão por Musk, Bolsonaro e Trump

Publicado em 3 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Celso Rocha de Barros
Folha

A liberdade de expressão está sob ataque nos Estados Unidos. Trump está destruindo a autonomia universitária, prendendo estudantes por suas opiniões políticas e ameaçando recusar visto de entrada no país para quem criticar seu governo em redes sociais.

A culpa dessa ofensiva autoritária é de quem ficou do lado dos Elon Musks desse mundo, contra os Alexandres de Moraes desse mundo, dizendo que defendia a liberdade de expressão.

É CULPA SUA – Se você fez escândalo quando as contas golpistas em redes sociais foram suspensas em 2022, lamento, foi você quem prendeu os jovens estudantes americanos pró-Palestina. Se você deu razão aos bolsonaristas contra Alexandre de Moraes, você declarou guerra a Harvard.

Se você disse que Elon Musk tinha razão contra o STF brasileiro, ou se opôs aos “fact-checkers”, você é pessoalmente responsável pelo estabelecimento de censura política na concessão de vistos americanos.

Lá, como aqui, a questão sempre foi simples: há movimentos poderosos que buscam destruir a democracia. O bolsonarismo aqui, o trumpismo lá. Quando as instituições democráticas reagiram, você ficou do lado de quem?

AGIU POR PRINCÍPIOS? – Do ponto de vista prático, é só isso que interessa, filho. Você achar que agiu por princípios não importa, seu apego à performance “acima da polarização” não importa. Se você ficou com Jair, Musk ou Trump, você trabalhou pelo autoritarismo de Trump e por coisas infinitamente mais violentas que teriam acontecido no Brasil se o golpe de Bolsonaro tivesse sido bem-sucedido.

Você o fez brincando de jogar “liberdade de expressão” no modo “easy”, como se jogava 30 anos atrás, antes da emergência de movimentos autoritários de massa com penetração institucional fortíssima e capacidade real de ameaçar a democracia.

Alguns anos atrás, participei de um debate sobre Alexandre de Moraes com Glenn Greenwald, colunista desta Folha. Como advogado, Greenwald, que é judeu, defendeu os direitos de um militante neonazista.

FALTA RESPONDER – A pergunta que Glenn nunca me respondeu é a seguinte: até que mês de 1933 ele ainda defenderia os direitos dos nazistas se estivesse em Berlim? E se os “stakes” não fossem só o risco de um idiota ofender gente no Twitter, mas o risco de vitória de um movimento poderoso que destruiria a democracia?

Na semana passada o deputado Nikolas Ferreira deu seu apoio à censura trumpista contra alunos que querem estudar nas universidades americanas (“comunistinhas de meia-tigela”). Google e Meta, as “vítimas” da regulação, participaram do seminário de comunicação do Partido Liberal, a principal organização autoritária brasileira, e ouviram de Jair Bolsonaro que “estão do lado certo”. O próprio governo Trump, culpado dos crimes listados no primeiro parágrafo, ameaça punir o STF brasileiro pela defesa da democracia. Musk fazia parte do governo Trump até a semana passada.

O exemplo americano mostra que a defesa da liberdade de expressão pela extrema direita de Musk, Bolsonaro e Trump era estelionato. Se você caiu nessa, fica a dica: da próxima vez que te chamarem para defender o direito de marchar, não custa nada abrir a janela e checar se os fascistas estão marchando sobre Roma.

Explorado pelos três Poderes, o Brasil poderá se tornar uma nação inviável

Publicado em 4 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Merval Pereira
O Globo

A crise institucional que estamos vivendo nos leva inexoravelmente a uma reforma do sistema político-eleitoral que devolva o equilíbrio entre os Poderes da República. Se não formos nessa direção, continuaremos com um Executivo inoperante, um Legislativo dominante e um Judiciário empoderado em consequência da permanente disputa entre os dois primeiros.

Vivemos um parlamentarismo de fancaria, que chegou em resposta a um hiperpresidencialismo que relegava a segundo plano o Legislativo, governando com decretos-lei, medidas provisórias e outros instrumentos que dispensam o sistema de pesos e contrapesos da democracia.

COMPRA DE APOIO – Durante muitos anos o Legislativo foi literalmente comprado pelo Poder Executivo, vejam-se os casos do mensalão e do petrolão, ou manobrado pelo presidente do turno liberando verbas em troca do apoio parlamentar, ou as contingenciando como uma espécie de castigo aos não obedientes.

]O que está acontecendo hoje, com os partidos políticos controlando uma quantidade enorme de verbas e esnobando indicações para postos no governo federal, tem a ver com uma das distorções de nosso sistema partidário.

Em vários países, um parlamentar que vá exercer funções em outro Poder tem que renunciar ao cargo que ganhou nas urnas, e não apenas entrar em licença para retornar mais adiante. Cada Poder tem sua função, e a escolha tem que ser definitiva. Não pode haver barganha política nesse tipo de relação republicana, não existe pacto institucional que resista a essas trocas de favores.

MODELO BRASILEIRO – O fenômeno do descrédito da democracia representativa é mundial, mas no Brasil tem aspectos específicos que só o agrava, como a corrupção permanente e a consequente impunidade de seus autores, o que aumenta a percepção dos cidadãos de que há um conluio dos diversos escalões governamentais a favor dos seus apaniguados, “com STF e tudo”, nas palavras do ex-senador e hoje lobista Romero Jucá, prevendo o que aconteceu com a Lava-Jato.

A polarização política que tomou conta de todos os setores da administração federal tem efeitos corrosivos na credibilidade da gestão pública, que não tem mais o objetivo do bem-estar da população, mas o bem-estar dos grupos políticos que dominam as indicações.

A recuperação do poder de alocar recursos por parte dos parlamentares, uma boa medida na teoria, na prática tornou-se um instrumento de aumento do poder pessoal dos parlamentares, e não do Parlamento.

SEM TRANSPARÊNCIA – Os gastos inexplicáveis e a falta de transparência da prestação de contas fazem com que os políticos ou candidatos a políticos tenham benefícios imediatos, mas desgastem a imagem pública do Legislativo e prejudiquem a governança, já que o governo federal não pode planejar seus investimentos, que quase sempre esbarram nos interesses privados dos legisladores.

Há um paradoxo aparentemente intransponível a esta altura do nosso estágio institucional: só com o fortalecimento dos partidos políticos teremos uma democracia verdadeira e sólida, mas são justamente os partidos os principais culpados da erosão da nossa democracia.

A disputa sobre o IOF é exemplar e a reação do Congresso à aprovação do aumento do imposto está correta, pois tecnicamente ele é um imposto regulatório, não arrecadatório.

CORTAR GASTOS – Além do mais, ninguém aguenta pagar tanto imposto, e o governo tem obrigação de cortar gastos para equilibrar as contas públicas, equilíbrio que não pode ser encontrado com o aumento dos impostos, velha tática de governos de qualquer espectro político, mas agora chegou à exaustão.

O Congresso deveria ser o primeiro a abrir mão de parte do bilhões de emendas parlamentares, para ter moral de exigir dos demais Poderes os cortes necessários.

Também o Judiciário, em vez de dizer que não tem nada a ver com o equilíbrio fiscal, deveria conter a série de penduricalhos que fazem os vencimentos dos juízes em todo o país dispararem acima do que a lei determina. Enquanto os três Poderes não trabalharem na mesma direção, não teremos equilíbrio econômico e social.


LIRAa: Aracaju está com risco médio de infestação do Aedes aegypti

  A pesquisa mostra que houve um leve aumento de 0,01% em relação ao último levantamento

(Foto: Freepik)

Aracaju tem índice geral de infestação de 1,5% e continua com médio risco para arboviroses como dengue, zika e chikungunya. A informação foi divulgada no Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) referente ao mês de maio.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), dos 48 bairros de Aracaju, 14 possuem baixo risco, 34 estão em médio risco e nenhuma localidade está atualmente em alto risco. A pesquisa mostra que houve um leve aumento de 0,01% em relação ao último levantamento.

Apesar de bairros como Cidade Nova, Capucho e Dom Luciano diminuírem os índices de infestação, saindo do estado de alto risco, a SMS afirmou que segue com atenção redobrada em áreas que apresentaram aumento expressivo nos índices de infestação, como o 17 de Março, que passou de 0,0% para 3,2%, e a Atalaia, que saltou de 0,9% para 3,6%. 

“Embora ainda classificados como médio risco, esses bairros entram na mira das próximas ações preventivas. Serão intensificadas as visitas dos agentes de endemias, atividades educativas, mapeamento de criadouros e eliminação de focos”, explicou a secretaria.

Ainda conforme a SES, os principais focos do mosquito seguem sendo os depósitos de água, como tonéis e lavanderias, responsáveis por 54,08% dos criadouros. Outros locais como vasos de plantas, lajes e reservatórios domésticos somam 30%, enquanto o descarte irregular de lixo e entulho em terrenos baldios representa 10,06%.

Com informações da PMA

INFONET

Os saudosos do atraso e as Fake News sobre os festejos juninos de Jeremoabo


Mesmo após a esmagadora vitória do povo de Jeremoabo nas urnas, por meio da eleição de Tista de Deda como prefeito, ainda há aqueles que insistem em não aceitar a vontade popular. Os saudosos do atraso, inconformados com a derrota, continuam disseminando fake news e tentando manchar a imagem de uma gestão que tem como pilares o respeito, a responsabilidade e o compromisso com todos os jeremoabenses.

A mais recente mentira que circula entre esses opositores frustrados é a de que o prefeito Tista de Deda estaria priorizando, nas barracas dos festejos juninos, apenas aqueles que votaram nele. Uma narrativa baixa, mesquinha e completamente descolada da realidade.

O povo de Jeremoabo conhece a índole de Tista de Deda. Sabe que ele nunca foi e jamais será um perseguidor. Sua história de vida e sua postura pública sempre foram pautadas pelo respeito às diferenças, pela inclusão e pela construção de um município mais justo para todos. Ele não governa apenas para quem o apoiou, mas para toda a população — pois foi a maioria do eleitorado que o escolheu para essa missão, e ele honra essa confiança todos os dias.

Pequenos pensamentos e atitudes retrógradas não têm espaço na atual gestão. A Jeremoabo de hoje quer progresso, desenvolvimento e dignidade para todos. Inveja, falta de assunto e politicagem são atitudes de quem não tem projeto nem compromisso com o futuro da cidade.

Nas festas juninas que se aproximam, a palavra de ordem é paz, alegria e responsabilidade. E todos serão beneficiados: dos catadores de latas aos grandes comerciantes. A gestão está trabalhando para garantir um São João bonito, seguro e democrático, onde cada cidadão possa sentir orgulho de sua cidade.

Que os inconformados se conformem: Jeremoabo escolheu seguir em frente. E, com Tista de Deda à frente da Prefeitura, o futuro já começou.

"O melhor veneno para a mentira é a verdade".


O Silêncio que Grita: A Voz da Insatisfação em Jeremoabo


Engana-se quem pensa que o silêncio dos moradores de Jeremoabo é sinônimo de apatia ou conformismo. Muito pelo contrário: esse silêncio tem se mostrado um protesto ensurdecedor. Quando o povo se cala, não significa que aceitou, mas sim que está atento, vigilante e, muitas vezes, profundamente decepcionado. E é bom que os vereadores do município entendam isso: o silêncio também é uma forma legítima e poderosa de protesto.

Prova incontestável dessa mobilização silenciosa está no alcance das informações: apenas três matérias publicadas ontem neste blog, relacionadas à polêmica mudança da data da antecipação política de Jeremoabo, ultrapassaram dez mil acessos. Leitores de todo o Brasil, mas especialmente os jeremoabenses, mostraram-se ávidos por informação e atentos ao que ocorre na política local. Em tempos de internet e redes sociais, o povo está cada vez mais bem informado, crítico e exigente.

Diante disso, é preciso fazer um alerta — ou melhor, um convite — aos vereadores de Jeremoabo: se há, de fato, interesse em apresentar trabalho, buscar soluções e gerar benefícios reais para a população, que seja feito agora. Este é o momento oportuno de atuar com responsabilidade, transparência e compromisso com o bem comum. A função do Legislativo vai muito além de protocolar indicações ou fazer política de conveniência. É dever de cada vereador fiscalizar, propor, cobrar e, acima de tudo, colaborar com a gestão municipal quando esta se alinha ao interesse público.

O prefeito Tista de Deda assumiu uma missão desafiadora: reerguer Jeremoabo após anos de retrocessos. E ele não pode fazer isso sozinho. A união entre os poderes, quando pautada na ética, no respeito e no compromisso com o povo, é o que de fato fortalece a democracia e promove o desenvolvimento.

Fica, portanto, o chamado: que todos os vereadores, sem exceção, estejam firmes e fortes ao lado do povo e da administração municipal, colocando Jeremoabo em primeiro lugar. Porque, no fim das contas, a verdadeira força de uma cidade está na união dos que lutam por ela — e a união, como todos sabem, faz a força.

Jeremoabo: Resgatando o Passado, Construindo o Futuro - Um Chamado Urgente aos Vereadores

 

                                  Foto Divulgação - Imagem ilustrativa

Jeremoabo: Resgatando o Passado, Construindo o Futuro - Um Chamado Urgente aos Vereadores


A história de Jeremoabo é um tesouro que merece ser preservado, e a ansiedade dos vereadores em resgatá-la é louvável. No entanto, é fundamental que essa busca comece pelos canais de maior urgência e necessidade, focando em problemas que impactam diretamente a vida dos cidadãos e a memória do município.

Preservação do Patrimônio Histórico: Agir Antes que o Vento Leve Mais uma Vez

A primeira e mais premente ação deve ser o tombamento imediato do Casarão do Coronel João Sá e da Casa Sede da histórica Fazenda do Caritá. Não podemos permitir que esses marcos arquitetônicos e históricos sofram o mesmo destino da primeira Casa de Jeremoabo, onde o "vento levou" junto com parte de nossa memória. É preciso apresentar projetos e soluções que garantam a preservação e restauração desses imóveis, assegurando que as futuras gerações possam conhecer e valorizar suas raízes.

Paralelamente, é imperativo que sejam apresentados projetos e soluções para a recuperação da Pedra Furada. Este é um símbolo natural de Jeremoabo, e sua conservação é essencial para o turismo e para a identidade local.

Infraestrutura Básica: Um Grito de Socorro da População

Com o patrimônio histórico em vias de ser salvo, a atenção deve se voltar para a infraestrutura que afeta diretamente a qualidade de vida da população.

Trânsito Caótico: Necessidade de Ordenamento

As condições precárias do trânsito de Jeremoabo são um problema crônico que exige soluções urgentes. É preciso desenvolver um plano de mobilidade urbana que contemple sinalização adequada, organização do fluxo de veículos, criação de estacionamentos e, se necessário, o desenvolvimento de novas vias. Um estudo detalhado é fundamental para identificar os gargalos e propor as intervenções mais eficazes.

Cemitério Municipal: Dignidade para os Que Partiram

A situação do cemitério oficial de Jeremoabo, onde "os defuntos estão gladiando por uma vaga", é inaceitável. A administração municipal, em conjunto com os vereadores, precisa apresentar um plano de expansão e modernização do cemitério, garantindo um local digno para o sepultamento dos entes queridos e respeitando as normas sanitárias e ambientais.

Ampliando Horizontes: Investimento em Saúde, Educação e Desenvolvimento Regional

Após resolver essas questões emergenciais, é hora de olhar para soluções de maior escopo que impulsionarão o desenvolvimento de Jeremoabo:

Canal do Sertão: Uma Conexão Vital

É fundamental que sejam apresentados estudos da necessidade de enquadrar Jeremoabo no Canal do Sertão. A água é o motor do desenvolvimento no semiárido, e a integração ao Canal traria inúmeros benefícios para a agricultura, pecuária e para a qualidade de vida da população, abrindo novas perspectivas econômicas para o município.

Saúde e Educação: Pilares para o Futuro

A saúde e a educação são direitos básicos e investimentos estratégicos. É urgente que sejam apresentados estudos e que se pressionem as autoridades competentes pela implantação de UTIs no hospital de Jeremoabo. A falta de leitos de terapia intensiva é uma deficiência grave que coloca vidas em risco.

Da mesma forma, a instalação de uma Faculdade em Jeremoabo é um passo crucial para o desenvolvimento educacional e social do município. Isso abriria portas para os jovens locais, atrairia novos talentos e impulsionaria a economia local.

Festejos Juninos: Planejamento Urgente para Evitar Novo Fiasco

Por fim, mas não menos importante, e com a máxima urgência para a próxima semana, é imperativo que sejam apresentados estudos para que a organização dos festejos juninos não seja um fiasco como na Alvorada passada. As reclamações dos visitantes devido à falta de infraestrutura, incluindo a ausência de locais para estacionar veículos e satisfazer necessidades fisiológicas, são um alerta. É preciso planejar com antecedência, garantindo infraestrutura adequada, segurança, organização e um acolhimento digno aos visitantes. O São João é uma festa tradicional que atrai turistas e movimenta a economia local; não podemos negligenciá-lo.


Ao resolver esses problemas prementes, os vereadores de Jeremoabo terão não apenas resgatado parte crucial de sua história, mas também pavimentado o caminho para um futuro mais próspero e digno para todos os jeremoabenses. Somente após a resolução dessas questões fundamentais é que restará tempo e legitimidade para discutir a mudança da data da emancipação política de Jeremoabo.

Qual desses pontos você acredita que os vereadores deveriam priorizar nesta próxima sessão?

terça-feira, junho 03, 2025

Emancipação Política ou Reconstrução de Jeremoabo: Onde Focar as Energias?

 


Emancipação Política ou Reconstrução de Jeremoabo: Onde Focar as Energias?

A recente reunião da Câmara de Vereadores de Jeremoabo reacendeu um debate importante na cidade, especialmente após as ponderações do cidadão José Mário. Em sua fala, José Mário questionou a relevância da discussão sobre a data de emancipação política para o povo jeremoabense, propondo que os vereadores foquem seus esforços na resolução de problemas mais urgentes que afligem o município.

A questão levantada por José Mário é bastante pertinente. Embora a emancipação política seja um marco histórico e cultural para qualquer cidade, a população de Jeremoabo enfrenta desafios diários em áreas cruciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, com destaque para a persistente falta d'água na zona rural e a carência de transporte escolar. Esses problemas foram, inclusive, pautas constantes de cobrança dos próprios vereadores à gestão anterior.


Prioridades em Pauta: A Voz do Cidadão

 Com um toque de ironia  menciono Freud e Dr. Simão Bacamarte, para responder a indagação de José Mário que .trouxe à tona uma reflexão essencial: o que, de fato, a mudança na data da emancipação política traria de melhoria para o povo de Jeremoabo neste momento? Sua sugestão é clara: em vez de "discutir o sexo dos anjos", os vereadores deveriam concentrar seus conhecimentos e esforços em auxiliar o prefeito Tista de Deda na árdua missão de reconstruir o município.


A Urgência da Reconstrução

É inegável que a reconstrução e o avanço de Jeremoabo dependem de uma atuação conjunta e estratégica entre o poder executivo e o legislativo. Seria mais produtivo que os vereadores, com seu conhecimento e representatividade, se empenhassem em auxiliar o prefeito Tista de Deda na missão de reerguer o município. A superação das deficiências em serviços básicos e a garantia de condições dignas para a população deveriam ser a prioridade máxima.

As "feridas" que há anos impactam a vida dos cidadãos de Jeremoabo precisam ser sanadas. A população espera que seus representantes concentrem suas energias em ações concretas que resultem em melhorias tangíveis no cotidiano da cidade. O foco agora deve ser em "ajudar o prefeito Tista de Deda a levantar Jeremoabo", para que, no futuro, a cidade possa celebrar sua história com a certeza de um presente mais próspero e um futuro promissor.


O Futuro Após a Reconstrução

Somente após sanados os problemas mais prementes, aí sim, haveria espaço para discussões de outra natureza, incluindo uma possível alteração na data da emancipação política. A hierarquia das necessidades é clara: primeiro o essencial, depois o simbólico. Que Jeremoabo possa, em breve, virar essa página e focar no que realmente importa para o bem-estar de sua gente.

Bom Senso Prevaleceu na Câmara de Jeremoabo


Nota da Redação deste Blog  - Bom Senso Prevaleceu na Câmara de Jeremoabo

Ainda bem que o presidente da Câmara Municipal de Jeremoabo recorreu ao bom senso e suspendeu a votação do projeto que visava mudar, de forma apressada, a data da emancipação política do nosso município. Caso contrário, estaríamos diante de uma decisão “a toque de caixa”, contrária à vontade da maioria da população jeremoabense.

O que mais chama atenção é que, ao longo da história, tanto a Prefeitura quanto a Câmara já foram ocupadas por pessoas cultas, respeitadas e influentes — não apenas em Jeremoabo, mas em todo o Estado da Bahia. Deputados filhos da terra, com prestígio e conhecimento, jamais ousaram modificar uma data tão simbólica com uma simples canetada. Isso demonstra que a prudência e o respeito à história local sempre foram valores preservados.

Todos nós queremos o melhor para Jeremoabo. Buscamos desenvolvimento, justiça e progresso. No entanto, qualquer mudança que envolva aspectos históricos tão relevantes deve ter fundamento legal, base documental e principalmente embasamento histórico. Para se propor uma nova data para a emancipação política da cidade, é necessário um amplo estudo, consultas a historiadores, análise de documentos públicos e, acima de tudo, ouvir a voz do povo.

Um bom exemplo vem da vizinha cidade de Jatobá, em Sergipe, onde o prefeito tem conduzido um processo sério e responsável para revisar a data de fundação da cidade. Lá, estão sendo feitos estudos, pesquisas e audiências com a população para garantir que qualquer mudança seja baseada em provas concretas e tenha legitimidade.

É isso que esperamos também da Câmara de Jeremoabo: que não fuja da lógica, da legalidade e da vontade do povo. Que os vereadores não ajam movidos por vaidade, orgulho ou motivações políticas individuais, mas sim pelo interesse coletivo e pelo compromisso com a verdade histórica.

Quero aqui parabenizar o vereador Zé Miúdo, que, mesmo em sua simplicidade, demonstrou grandeza ao declarar que só votaria a favor da mudança se fosse convencido da correção do ato e de que esse desejo partia do povo. Louvo também o posicionamento do vereador Antônio Chaves, que defendeu o diálogo entre os que são a favor e os que são contra, buscando um entendimento democrático.

Isso sim é democracia: ouvir, refletir, debater e só então decidir.

Jeremoabo precisa de responsabilidade, sabedoria e progresso — mas progresso que venha por meio da ação responsável, e não apenas por palavras soltas ou decisões apressadas. O que importa é o bem comum, não interesses pessoais.


 

O Incêndio da Identidade: A Câmara de Vereadores Contra Jeremoabo

 

O Incêndio da Identidade: A Câmara de Vereadores Contra Jeremoabo

A cada dia, a Câmara de Vereadores de Jeremoabo parece empenhada em inscrever seu nome na história do município, não por feitos notáveis, mas por uma série de atos que configuram um verdadeiro escárnio contra a identidade e a memória da cidade. O que antes era uma omissão preocupante, agora se revela uma ofensiva deliberada contra os alicerces culturais e históricos de Jeremoabo, culminando na absurda intenção de mudar a data da Emancipação Política.

O rastro dessa desfaçatez começou com a alteração do nome das "Escolas Reunidas Coronel João", um ato que, na época, passou despercebido pela complacência generalizada. A falta de reação popular, de indignação cívica, parece ter sido o combustível para a ousadia crescente. Agora, a bola da vez é a data da emancipação, um marco que, para qualquer povo com um mínimo de brio, é intocável. Mudar a data é, em essência, reescrever a história à revelia, uma afronta direta aos filhos de Jeremoabo que têm orgulho de suas raízes.

Esse ato, que pode ser tecnicamente legal, mas é profundamente imoral e antiético, fere os brios de cada cidadão de bem. É a evidência mais cristalina de que, uma vez eleitos, alguns vereadores consideram que o povo "que se dane". Não há compromisso com a história, com a tradição, com a memória daqueles que construíram Jeremoabo. Há apenas a conveniência do poder e a indiferença para com o sentimento popular.

Paradoxalmente, essa oposição disfuncional, ao invés de atuar como um contraponto construtivo à administração do prefeito Tista de Deda, joga-o contra o próprio povo, criando um cenário de instabilidade e desconfiança. Elementos que se posicionam contra o governo transparente e competente de Tista de Deda, movidos pela saudade da "mamata" perdida, transformaram-se em Judas de Jeremoabo, sabotando a reconstrução e o progresso da cidade.

Nenhum cidadão verdadeiramente filho desta terra está satisfeito com tamanha imoralidade. A ausência de manifestação popular diante de tais desmandos é preocupante. Contudo, cabe ao prefeito Tista de Deda, como líder de uma gestão que busca a retidão, pautar-se pela sabedoria de Santo Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem.” Em tempos de ataques infundados e oportunismos, a solidez dos princípios é o melhor escudo.

Esse nocaute contra Jeremoabo, esse escárnio aviltante contra a história e o povo, faz-nos compreender de forma dolorosa as chamas que, dizem, constam na bandeira do município. A Câmara de Vereadores de Jeremoabo, com sua omissão e seus atos arbitrários, está literalmente incendiando o que ainda resta de bom na cidade, consumindo a memória, a identidade e a confiança.

Estamos vivenciando, em pleno século XXI, as palavras de Rui Barbosa, proferidas há mais de um século, mas de uma atualidade aterradora para Jeremoabo: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Que a chama na bandeira de Jeremoabo, em vez de representar um incêndio destrutivo, inspire a chama da indignação e da resistência para que a verdadeira identidade da cidade não seja consumida pela inação de seus próprios representantes. O povo de Jeremoabo merece respeito à sua história.

O COMUNICADO DA MALDIÇÃO E O SILÊNCIO ENSURDECEDOR SOBRE O COMBUSTÍVEL DE OURO

 


O COMUNICADO DA MALDIÇÃO E O SILÊNCIO ENSURDECEDOR SOBRE O COMBUSTÍVEL DE OURO

Recebi — como tantos outros cidadãos de Jeremoabo — o famigerado comunicado que oficializa a mudança da data da nossa emancipação política. Um ato inoportuno, desconectado da vontade popular, que só reforça a triste sina que paira sobre nossa terra desde os tempos em que os capuchinhos lançaram sua maldição: “Jeremoabo crescerá como rabo de cavalo — para baixo.” E vejam, o tempo parece lhes dar razão. Mudar a data de fundação de um povo é, no mínimo, um escárnio contra sua história. Aceito, porque não tenho o poder de impedir, mas não concordo. Não me calo.

Mas mais grave que esse episódio simbólico — ainda que doloroso — é o silêncio vergonhoso diante de algo que fere, em cheio, os cofres públicos e a moral do nosso povo: as sucessivas denúncias de superfaturamento de combustível na Câmara de Vereadores de Jeremoabo.

Sim, é isso mesmo. E não é uma denúncia só. São três, no mínimo, cada uma vinda de um vereador diferente, em tempos distintos:

  • A primeira foi feita pelo então vereador Eriks, ainda aliado de Deri do Paloma. Ele, de dentro do grupo, apontou a existência de gastos suspeitos e abusivos com combustíveis.

  • Depois, veio o vereador Zé Miuido, levantando outra denúncia — também envolvendo possíveis irregularidades no abastecimento de veículos e na prestação de contas.

  • E por fim, o vereador Neto engrossou o caldo, citando novos indícios de superfaturamento, como se o combustível em Jeremoabo fosse feito de ouro líquido.

E o que foi feito com essas denúncias? Nada! Absolutamente nada.

O povo continua sem respostas. As notas fiscais não aparecem. Os responsáveis não se explicam. E o mais preocupante: o Ministério Público, que deveria ser a trincheira da legalidade e da moralidade, parece surdo às rádios da cidade, cego às redes sociais e mudo diante do clamor popular.

É revoltante ver vereadores — que deveriam fiscalizar, cobrar e legislar pelo bem da coletividade — se transformarem em cúmplices pelo silêncio. Jogam no lixo o dinheiro suado do contribuinte, enquanto batem no peito para criticar erros da gestão passada com o dedo sujo da própria imundície. Se esquecem que quem mora em vidro não pode atirar pedras.

Chega! Jeremoabo não é terra sem lei. O povo cansou de ser enganado, de ver a corrupção virar rotina e a verdade ser calada por conveniência política.

Se é para falar de emancipação política, que comecem prestando contas ao povo — sobre cada litro de combustível, cada centavo desviado, cada mentira contada. Porque emancipar-se de verdade não é mudar data em calendário, é libertar-se da corrupção institucionalizada.


Processos que afastaram juiz Marcelo Bretas vão a julgamento no CNJ; baiano apresenta relatórios

 Foto: Reprodução/Folha de São Paulo

Juiz federal Marcelo Bretas, condutor da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro03 de junho de 2025 | 06:40

Processos que afastaram juiz Marcelo Bretas vão a julgamento no CNJ; baiano apresenta relatórios

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O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) julga nesta terça-feira (3) os três processos administrativos disciplinares que levaram ao afastamento temporário do juiz federal Marcelo Bretas, condutor da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

A expectativa é a de que o conselheiro José Rotondano apresente os relatórios dos processos após mais de dois anos de investigação sob sigilo. O CNJ é composto por 15 conselheiros, que podem votar ou pedir vista para analisar os autos, o que adiaria a decisão sobre o caso.

Bretas foi afastado temporariamente do cargo em fevereiro de 2023 após a aberturas dos três PADs (processos administrativos disciplinares) que avaliam a condução da Lava Jato fluminense. O magistrado, que recebe salários mesmo afastado, sempre negou as suspeitas sobre sua atuação. Procurado, disse que se manifestaria após o julgamento.

Uma das investigações foi aberta para apurar informações do acordo de delação premiada do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, que relatou supostos acordos feitos com o juiz antes do proferimento de sentenças com o envolvimento de procuradores.

Um dos casos se refere à suposta negociação com Bretas e um procurador da força-tarefa fluminense sobre como a confissão do empresário Fernando Cavendish num interrogatório afetaria o acordo de delação ainda em debate.

Nythalmar procurou a PGR para firmar o acordo após ser alvo de busca e apreensão numa investigação do Ministério Público Federal sob suspeita de tráfico de influência e venda de prestígio na captação de clientes.

O acordo, porém, acabou arquivado por falta de provas após decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). A ausência da homologação não interfere diretamente nos processos contra Bretas no CNJ. O órgão analisa os relatos de Nythalmar para identificar eventuais infrações disciplinares, enquanto a colaboração precisa indicar supostos crimes.

O colegiado também avalia uma suposta ingerência do magistrado no setor de perícias da Polícia Federal. Será analisado ainda um suposto abuso na realização de buscas e apreensões em escritórios de advocacia.

Outro processo foi aberto após representação de Eduardo Paes (PSD), sob alegação de atuação político-partidária do magistrado durante as eleições de 2018, quando o atual prefeito do Rio de Janeiro concorreu a governador contra o ex-juiz federal Wilson Witzel, amigo de Bretas.

Paes questiona o fato de o magistrado ter marcado de forma seguida, durante a campanha eleitoral de 2018, interrogatórios de seu ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, à época réu confesso da acusação de recebimento de propina.

A quarta e última audiência foi realizada três dias antes do primeiro turno. Após três interrogatórios sem envolver Paes nos atos de corrupção, Pinto afirmou pela primeira vez que soube de acerto de propina por parte do prefeito, que nega a acusação.

Bretas se tornou responsável pela Lava Jato fluminense na primeira instância em 2015, atuando em processos envolvendo corrupção na Eletrobras.

Também assumiu as ações penais sobre o esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral, a quem mandou prender e condenou a mais de 400 anos de prisão em mais de 30 ações penais. Os desdobramentos da investigação levaram à prisão de uma série de empresários, como Eike Batista, e uma rede de mais de 50 doleiros.

Dentro da investigação sobre a estatal Eletronuclear, o magistrado também expediu em 2019 ordem determinando a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB), o que foi revertido posteriormente no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O juiz vem desde 2021 tendo sua atuação questionada em tribunais superiores. Diversos processos foram retirados de suas mãos por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) com o entendimento de que a conexão entre eles não é suficiente para mantê-los obrigatoriamente sob responsabilidade do magistrado.

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