quarta-feira, maio 14, 2025

Lula ignora vítimas de fraude no INSS e prefere falar para “extraterrestres”


Fraudes na Previdência Social somam R$ 5,5 bilhões em 16 anos | ASMETRO-SI

Charge do J. Cezar (Arquivo Google)

Carlos Andreazza
Estadão

Lula falou – pela primeira vez – sobre o roubo bilionário ao INSS. Foi a propósito do 1º de maio, num discurso gravado. Forma de evitar contato com o mundo real, donde com mais um evento vazio, e discorrer – desde o palácio – sobre um “País bom de se viver”. Seria o Brasil – o da violência e da inflação.

Evitou também o constrangimento de subir em palanque pelo dia do trabalhador enquanto os trabalhadores de uma vida inteira descobrem a roubalheira a suas aposentadorias. Preferiu falar a extraterrestres chegados de repente à Terra e então convencidos de que o governo descobrira ontem o assalto a aposentados e pensionistas, contra o qual agiu energicamente – e com o qual nada teria a ver. A alternativa à hipótese “extraterrestre” seria nos tirar por idiotas.

ALERTAS INÚTEIS – A realidade se impõe lastreada em auditorias, atas e alertas variados; o governo Lula informado acerca da roubalheira no INSS (pelo menos) desde junho de 2023, quando uma integrante do Conselho Nacional da Previdência Social denunciou a Carlos Lupi a safadeza em curso. Nada seria feito – até março de 2024.

Naquela altura, e não sem ajuda do Parlamento, o esquema – que tem rastro desde 2016 – já batia em bilhão de reais. O volume de descontos concedidos quase dobrara de 2022 para 23, primeiro ano deste governo, e mais que dobraria de 23 para 24. Mesmo assim, o Planalto defende haver tomado providências contra as fraudes. No melhor cenário, admissão de incompetência: caso em que medidas para fazer cessar a corrupção teriam feito crescer a corrupção.

BATEU RECORDE – É fato: o esquema – que avançara período Bolsonaro adentro – cresceu sob Lula. Outro fato: a Polícia Federal não investiga um escândalo de incompetência. Define a PF:

“O único interesse em voga e observado pela direção do INSS foi o das entidades associativas”. Direção nomeada por Lupi, nomeado por Lula, como outrora por Dilma – e que caíra por suspeita de malfeitos no Ministério do Trabalho.

Lula contratou o pacote Lupi e ficará com a “responsabilidade institucional” pelo INSS que Lupi rejeita para si. É na hora em que a polícia vai a campo que as autarquias se tornam “independentes”. Não terá sido dessa maneira quando se exerceu o poder para distribuir os cargos de comando à rapaziada.

Motta, o jovem paraibano, dá um baile no governo Lula e desafia o Supremo

Publicado em 13 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Câmara dos Deputados tem compromisso com responsabilidade fiscal, diz Hugo Motta - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

Motta recorre contra a decisão do STF no caso de Ramagem

Francisco Leali
Estadão

Quando ele nasceu, o petista Lula disputava pela primeira vez a Presidência da República, em 1989. No ano em que o ex-sindicalista conseguiu ser eleito, era um adolescente de 13 anos. Três décadas depois, o jovem paraibano Hugo Motta Wanderley da Nóbrega comanda a Câmara dos Deputados. Na última semana, deu um baile em governistas, desafiou o Supremo Tribunal Federal por duas vezes e ainda adulou os bolsonaristas.

Motta chegou em Brasília como deputado federal em 2011. Na época ainda era estudante de medicina. Transferiu o curso para a capital federal onde se formaria dois anos depois, com a proeza de conseguir atuar como congressista e, ao mesmo tempo, frequentar aulas para virar médico.

NÃO É AMADOR – A política brasiliense não poupa amadores. Muito menos neófitos. Para sobreviver e até dar as cartas no Planalto Central tem que ser profissional. O presidente da Câmara acaba de entrar neste clube.

No comando da Mesa da Casa Legislativa na noite de quarta-feira, 7, levou para o plenário o projeto que susta o processo penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e, de quebra, também livra o ex-presidente Jair Bolsonaro da ação que tramita no STF.

A decisão é vista no mundo jurídico como um exemplo clássico de ato que não se sustenta. É irregular do começo ao fim. Seja porque a Constituição só autoriza o Congresso a suspender processos de parlamentares, seja porque parte dos crimes atribuídos a Ramagem no caso da tentativa de golpe ocorreu antes de o deputado ser diplomado em 2022. Ou seja, não teria como a Câmara forçar a mão e aprovar um projeto que o STF não vai cumprir.

FORAM 315 VOTOS – Mas isso não importou muito. Motta comandou o levante dos bolsonaristas com o apoio massivo do chamado Centrão. Angariar 315 votos, como foi o placar a favor do projeto pró-Ramagem, não é simples. O Republicanos, partido do presidente da Câmara, aderiu em bloco à proposta que tenta liberar o deputado do PL do Rio de Janeiro, Bolsonaro e outros 32 réus no STF.

A onda também foi seguida pelo União Brasil, legenda de ministros de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP). Idem com o PP, do ex-presidente da Câmara Arthur Lira. Todos unidos foram votar no libera Ramagem e Bolsonaro da caneta do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Um dia antes, com uma adesão um pouco menor (270 votos), a Câmara de Motta aprovou projeto que amplia o número de deputados. A lógica matemática que imperou também não segue o que decisão do Supremo havia determinado. Criaram mais 18 vagas de deputados, desequilibrando a representatividade proporcional entre as bancadas estaduais.

ÀS FAVAS A LEI – Mais uma vez foi às favas o risco de a decisão dos deputados não prevalecer por falha jurídica. Seguir ou não ao pé da letra o que diz a lei não é bem o forte dos políticos. O que pesa são os interesses. Sejam eles quais forem. No caso de Motta e o bloco do Centrão é de se duvidar que querem apenas agradar bolsonaristas.

A fidelidade dos ditos centristas sempre se mostrou como biruta mudando ao sabor do vento. Ainda não se sabe ao certo qual fatura está na mesa. Mas já está escancarada a força que o grupo tem e pode embaçar os desejos da gestão de Lula se novamente marchar junto com os bolsonaristas em outros projetos.

Quanto ao STF, a Câmara, nos últimos dias, demarcou seu território, mesmo sabendo que a conquista pode não durar muito. Mas fica transferido ao Supremo o ônus de desfazer tudo. O recurso apresentado por Motta pede que o assunto seja julgado em plenário, com 11 ministros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Hugo Motta nasceu envolvido na política. Vai dar trabalho ao Supremo, porque é a favor da anistia. Comprem bastante pipocas(C.N.)


Risco de Lula é eleitor trocar “defesa da democracia” pela “anticorrupção”

Publicado em 14 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Se continuar demorando, a autocrítica de Lula pode  chegar junto com autópsia

Charge do Jindelt (Arquivo Google)

Eliane Cantanhêde
Estadão

O maior risco do presidente Lula, talvez do País, é a troca da bandeira decisiva de 2022, democracia, para uma outra, demolidora, em 2026, corrupção. Lula conquistou o terceiro mandato e impediu o segundo de Jair Bolsonaro na onda da defesa democrática e precisa ser mais ágil e convincente para não chegar à próxima eleição afogado pela narrativa da corrupção, fantasma que o acompanha desde mensalão e Lava Jato.

Enquanto Lula, seu governo e seus aliados empacaram na era analógica, seus opositores, que foram capazes de articular um golpe de Estado, prevendo inclusive seu assassinato, estão lá adiante no planeta digital, com muito dinheiro, articulados, organizados e estratégicos, conquistando milhões de corações e almas.

GOLPE NO FÍGADO – Melhor exemplo é o INSS. O governo Lula tem culpas e defesas, mas o vídeo do deputado/ator Nikolas Ferreira tem impressionante esmero técnico e político, potencializando culpas, escondendo defesas e entregando um produto de grande eficácia para massificar a palavrinha maldita, “corrupção”, e atingir Lula no fígado.

Nikolas teve mais de 130 milhões de visualizações. Ao reagir, a ministra Gleisi Hoffmann e o deputado Lindbergh Farias não chegaram a um milhão, enquanto o governo produzia cartilhas (não lidas) e justificava que, de 12 entidades, nove foram criadas no governo Bolsonaro, quatro destas no segundo semestre de 2022, em plena eleição, e começaram a “colher frutos” e a multiplicar a roubalheira em 2023, no atual governo. A oposição avança celeremente e Lula anda a passos de tartaruga.

O uso da FAB para resgatar a ex-primeira dama do Peru, condenada por corrupção envolvendo justamente a Odebrecht do petrolão, foi um erro.

ERROS SUCESSIVOS – A espera de mais de dois anos para afastar Juscelino Filho do Ministério das Comunicações foi outro erro, diretamente de Lula. A demora para se livrar de Carlos Lupi, nem se fala. E o que dizer sobre a troca de Lupi por seu braço-direito na Previdência?

Além dos erros, vieram as versões e o recuo sobre o Pix, numa jogada suja e bem-sucedida da oposição, e as más lembranças do petrolão e do mensalão, com a prisão e depois a tornozeleira de Fernando Collor, que se livrou da Justiça nos desvios do seu governo, mas foi condenado por corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, exatamente nos primeiros mandatos de Lula.

Agora, explode o caso INSS e pode não ficar nisso, depois de uma trava no “Vale +”, programa do, ora, ora, INSS, operacionalizado pelo PicPay, um aplicativo bancário da holding de Joesley e Wesley Batista, da J&F, que, vira e mexe, aparecem embolados com Lula e o PT. Por que o governo suspendeu o “Vale+”?


Nova pesquisa sobre violência nos traz um sentimento perigoso: a esperança

Publicado em 14 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um cruzamento urbano com uma viatura policial estacionada em primeiro plano. Ao fundo, há prédios de diferentes estilos arquitetônicos e algumas pessoas caminhando. A rua é pavimentada e possui faixas de pedestres visíveis. O clima parece nublado, e há veículos em movimento na via.

A violência diminui, mas o clima de insegurança é o mesmo

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Pesquisa atrás de pesquisa reforça que a violência é, hoje, o tema que mais preocupa o brasileiro. O preço do ovo importa, assim como a fila no posto de saúde e a corrupção em Brasília, mas o medo de levar um tiro na cabeça a caminho do trabalho é maior. E, no entanto, segundo o Atlas da Violência 2025, publicado nesta segunda, os homicídios no Brasil vêm caindo.

Se pegarmos o pico da série —2017— tivemos uma queda expressiva de 31,8 para 21,2 homicídios por 100 mil habitantes atualmente. Os dados do Atlas são de 2023, então não é impossível que, ao se contabilizar os dados de 2024, vejamos uma piora. No entanto, não parece ser o caso: na cidade de São Paulo, por exemplo, 2024 teve menos homicídios do que 2023.

PAÍS MUITO VIOLENTO – Mais um caso, portanto, em que a percepção popular parece descolar dos dados objetivos? Não exatamente. Mesmo com a queda, somos um país muito violento. Nosso melhor resultado em 11 anos é quase quatro vezes pior do que a média mundial, de 5,6. Somos mais violentos que nações asiáticas e africanas mais pobres do que nós. E a média nacional esconde ainda aberrações como Amapá (57,4) e Bahia (43,9).

São Paulo vai bem na foto, com 6,4. Mesmo somando as “mortes violentas sem causa determinada” — estranhamente altas no estado desde 2018 —, ficamos na segunda posição nacional. E, mesmo assim, por onde quer que eu ande, com quem quer que eu fale, uma nova história de roubo.

Os vídeos não param de chegar no zap. Roubo de carro no meio da tarde, roubo de celular na rua de casa, sequestro em pet shop, agressão numa padaria, latrocínio no parque.

OUTRO ENFOQUE – Pode ser que hoje em dia vejamos mais os crimes. O assassinato perto da minha casa costumava ser só um número. Mas, se o grupo do prédio compartilha o vídeo do crime e eu reconheço a rua pela qual passo diariamente, isso muda minha percepção.

Além disso, dentro de um quadro de melhora geral há também pioras localizadas: há uma epidemia de crime em alguns bairros —inclusive o meu— que domina a percepção de seus moradores.

A leniência do Brasil com o criminoso violento é notória. Não é verdade que o Brasil prende demais. Prendemos muito pouco. A figura tão comum do criminoso que “já tinha passagem pela polícia” —por tráfico, agressão, homicídio— é o índice do fracasso de nossa segurança.

SISTEMA FALHO – Se não permaneceu preso depois da primeira passagem, é porque o sistema falhou, vitimando a população. O crime organizado domina territórios, negando a prerrogativa básica do Estado que é o monopólio da violência. Motivos para se indignar não faltam.

O que a nova edição do Atlas nos mostra é que, mesmo com o quadro sombrio, há também iniciativas que vêm funcionando. Sendo assim, sonhos de rompantes violentos, de grupos de extermínio, milícias cidadãs armadas ou uma política a la Bukele de prender jovens em massa apenas por denúncias anônimas (o que seria impossível no Judiciário brasileiro), não deveriam nos distrair.

A ideia da terra arrasada — de que o crime já venceu, não há saída e vivemos no inferno irremediável — nos cega ao que pode melhorar e nos faz sonhar com soluções ao mesmo tempo utópicas e monstruosas. A melhora real vem de soluções parciais e resultados incrementais sustentáveis que precisam, óbvio, ser divulgados e repetidos. Não é o discurso mais sexy, mas é o que pode nos deixar mais seguros.


Rodrigo Valadares e mais um episódio que beira o escárnio

  em 14 maio, 2025 3:27

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 



O deputado federal Rodrigo Valadares protagonizou um episódio que beira o escárnio com o dinheiro público. Em novembro de 2024, Valadares e outros parlamentares bolsonaristas viajaram aos Estados Unidos para participar de eventos ligados à campanha de Donald Trump, sem qualquer agenda oficial ou relevância política para o Brasil. A viagem, bancada com recursos públicos, custou mais de R$ 47.241,25, gastos em uma espécie de “excursão festiva”. Eles passaram de cinco a dez dias hospedados em hotéis e até mesmo em um spa na Flórida e em Washington, sem atender a qualquer agenda oficial informada à Câmara dos Deputados.  O TCU pediu explicações. 

 A ironia é que o mesmo deputado que criticou o presidente Lula por “esbanjar luxo com o dinheiro público” em viagens internacionais utilizou recursos do contribuinte para financiar sua própria viagem, sem propósito oficial. Valadares, que se apresenta como paladino da moralidade e defensor dos interesses nacionais, demonstrou uma incoerência gritante entre discurso e prática. Sua viagem aos EUA, sem qualquer retorno concreto para o Brasil, revela uma postura oportunista e desrespeitosa com o erário. É, na prática, um patriota… dos Estados Unidos.

 Essa atitude evidencia uma subserviência ideológica preocupante, na qual interesses pessoais e alinhamentos políticos externos se sobrepõem às responsabilidades com o povo brasileiro. Ao priorizar eventos de um presidente estrangeiro em detrimento das demandas nacionais, Valadares não apenas traiu a confiança de seus eleitores, mas também desrespeitou o princípio básico de representação parlamentar.

 É imperativo que tais condutas sejam questionadas, e que haja maior fiscalização sobre o uso de recursos públicos por nossos representantes. A moralidade de que Valadares tanto fala talvez sirva apenas para atacar seus opositores, pois seu comportamento — e o da bolha direitista em que habita — parecem caminhar em direção oposta.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/rodrigo-valadares-e-mais-um-episodio-que-beira-o-escarnio/



Jeremoabo não suporta mais amadorismo nem aculturado: é tempo de resgatar o respeito à história e à identidade do nosso povo

 .


Por: José Montalvão

Matrícula ABI

C-002025

Jeremoabo não suporta mais amadorismo nem acultura: é tempo de resgatar o respeito à história e à identidade do nosso povo

A história de Jeremoabo, marcada por homens e mulheres ilustres que construíram o alicerce da nossa identidade, não pode mais ser tratada com descaso ou ignorância. A nossa cidade não comporta mais gestores amadores, desinformados e insensíveis às raízes que sustentam o nosso povo. Administrar Jeremoabo exige mais do que boa vontade ou ambição política: exige preparo, respeito pela memória coletiva e, acima de tudo, comprometimento com a verdade histórica.

O episódio lamentável da mudança do nome da tradicional Escolas Reunidas Coronel João Sá é o exemplo mais claro do que acontece quando o gestor é mal assessorado e age às escuras, sem conhecimento nem consciência do significado de seus atos. A lei, promulgada pelo ex-prefeito Deri do Paloma, representou um ataque direto à história jeremoabense e à memória de um dos seus grandes vultos: o Coronel João Sá, figura incontestável que muito contribuiu para o desenvolvimento regional e que merece ser lembrado com respeito e gratidão.

Não se trata apenas de um nome numa fachada. Trata-se de memória, de respeito, de reconhecimento a quem dedicou sua vida ao engrandecimento de Jeremoabo. Uma escola que por décadas formou gerações e simbolizou o orgulho da educação municipal foi rebatizada sem qualquer diálogo com a sociedade ou com as famílias que ali estudaram e ensinaram. Um erro que poderia ter sido evitado com sensibilidade, cultura e, principalmente, preparo para governar.

Esse tipo de erro não se repete na gestão do atual prefeito Tista de Deda, homem nascido em Jeremoabo, conhecedor das suas tradições e herdeiro de uma linhagem que sempre honrou o nome da cidade. Tista tem demonstrado, com firmeza e autoridade, que governa com espírito público, valorizando a história, as instituições e os símbolos que identificam o povo jeremoabense.

Um fato simbólico e digno de nota foi quando, ainda em outra gestão, Tista de Deda teve o desprazer de ouvir um indivíduo — despersonalizado, sem pudor e sem respeito pela cultura local — sugerir a mudança do nome do Estádio João Isaias Montalvão, uma das praças esportivas mais importantes da cidade. A resposta de Tista foi exemplar: um “não” firme e categórico, um gesto de grandeza e postura republicana. Mesmo diante de desafetos e divergências políticas com a família homenageada, o prefeito soube separar o público do pessoal, e demonstrou que o interesse coletivo deve sempre estar acima de qualquer vaidade ou revanchismo.

Esse comportamento não é apenas sinal de maturidade política — é sinal de que Jeremoabo tem hoje um gestor que respeita sua própria terra. Tista de Deda tem dado sinais claros de que sabe ouvir, dialogar e, acima de tudo, proteger o que é do povo, garantindo que a história não seja reescrita por conveniências ou ignorância.

Por isso, o povo de Jeremoabo precisa estar vigilante. Candidatos a prefeito não podem surgir do nada, como aventureiros políticos, sem sequer conhecer a história da cidade que pretendem governar. Governar Jeremoabo exige mais do que promessas vazias e discursos decorados. Exige alma, identidade, e o firme compromisso de honrar os que vieram antes para construir um futuro com raízes sólidas e respeito à nossa trajetória.

Que o passado recente nos sirva de alerta e que o presente, com a gestão de Tista de Deda, seja exemplo de como se governa com respeito, cultura e autoridade.

Aberração histórica: vereadores rasgam a memória de Jeremoabo ao cassar o nome das Escolas Reunidas Coronel João Sá

 

14/05/2025


100 anos das Escolas Reunidas Cel. João Sá – Um Século de Educação e História em Jeremoabo

Fonte: JV PORTAL /JEREMOABO TV

TP: 9291/BA

Neste ano de 2025, celebramos com imensa alegria e orgulho o centenário das Escolas Reunidas Cel. João Sá, a primeira escola de Jeremoabo, antes chamada de Duque de Caxias. Fundada há exatos 100 anos, esta instituição foi o marco inicial da educação organizada em nossa cidade, sendo berço do saber, da cidadania e da esperança para gerações dos Jeremoabenses.

Foram muitas as transformações ao longo deste século, mas a missão permaneceu firme: formar cidadãos conscientes, preparados e comprometidos com o futuro. Professores, alunos, diretores, funcionários e toda a comunidade escolar contribuíram para construir essa trajetória de excelência, resistência e amor à educação.
Em nome da JEREMOABO TVparabenizamos todos que fazem parte desta linda história e agradecemos àqueles que, ao longo desses 100 anos, dedicaram suas vidas à formação humana e intelectual do nosso povo

Aproveitando o ensejo, queremos informar à Câmara de Vereadores de Jeremoabo, que qualquer projeto que envolva mudanças na história de uma cidade deve ser cuidadosamente analisado antes de sua aprovação. A história é patrimônio coletivo, construída com a memória, a cultura e as tradições do povo.

Façamos a seguinte indagação: O Hino da Escola e do Centro Cívico devem ser descartados? Todos os dados são registros sagrados do tempo, testemunhas da verdade e pilares da memória coletiva. Alterá-la sem o devido cuidado pode causar danos irreparáveis à identidade da comunidade. É fundamental ouvir especialistas, a população e respeitar os marcos históricos que moldaram o município ao longo do tempo. 

Que as Escolas Reunidas Cel. João Sá continuem sendo símbolo de tradição, aprendizado e sonhos realizados.

Viva os 100 anos da primeira Escola de Jeremoabo! Viva a educação! Viva a história!

Professora Remes Cavalcante - Compositora dos Hinos das Escolas Reunidas Cel João Sá.

HINO DO CENTRO CÍVICO ESCOLAS REUNIDAS CORONEL JOÃO SÁ

 LETRA:REMES CAVALCANTE GONÇALVES

Avante classe estudantil!

Jeremoabo quer seguir com fé e amor

O progresso da Pátria, o Brasil

 Demonstrando, também, seu valor

 E veremos com luta perene

 Num amplexo de amor fraternal

 O nome de Lindaura Coelho

 Que através do Centro Cívico

Será imortal

Pra frente Escolas Reunidas

Segui o caminho que mostra o dever

Moral e civismo; amor patriotismo

Por nossa bandeira vencer ou morrer

 Andando por vales e terras

 No mar ou na terra

No firmamento azul

Onde milhares de estrelas

 Circundam brasileiras

 O Cruzeiro Sul.

HINO DAS ESCOLAS REUNIDAS CEL JOÃO SÀ


JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!


Nota da Redação Deste BlogAberração histórica: vereadores rasgam a memória de Jeremoabo ao cassar o nome das Escolas Reunidas Coronel João Sá

Por: José Montalvão.

Num ato grotesco, irracional e autoritário, os vereadores de Jeremoabo decidiram apagar da história local um dos marcos mais significativos da educação do município: o nome das Escolas Reunidas Coronel João Sá. Essa medida é mais do que uma simples troca de nome — é uma afronta à memória, um desrespeito à história e um ultraje à identidade do povo jeremoabense.

Não bastasse a canetada insensível e desnecessária, que desonra mais de um século de tradição, ainda paira sobre essa decisão o completo silêncio quanto às vozes da sociedade, que não foram ouvidas nem respeitadas. Trata-se de uma ação ditatorial, tomada à revelia da população e dos especialistas, sem qualquer estudo histórico, cultural ou pedagógico.

Reproduzo com indignação e aplauso o sentimento expresso por Jovino, que tão bem traduziu o que representa esse desatino:

“A história de uma cidade é um patrimônio coletivo que deve ser preservado e analisado com cuidado antes de qualquer alteração. A mudança de nome da escola é vista como um rasgar dessa história, apagando a memória e a tradição construídas ao longo do tempo.”

Se a intenção é apagar completamente o legado do Coronel João Sá, sugiro então, senhores vereadores, que concluam a desfeita: baixem um decreto proibindo a divulgação do Hino da Escola, que ainda carrega seu nome com orgulho. Retirem, também, o busto que adorna o prédio da escola e enviem-no para a cidade de Coronel João Sá, onde, com certeza, será recebido com honra, carinho e respeito — coisas que lhe foram negadas em sua própria terra.

Aliás, é bom lembrar: a história não se rasga, não se apaga e não se cala. Ela é eterna. E quem tenta reescrevê-la por conveniências políticas ou por ignorância histórica está fadado à vergonha e ao repúdio da posteridade.

Façamos aqui uma reflexão séria: os símbolos que resistem ao tempo — como os nomes, os hinos, os bustos e os marcos — são testemunhas vivas de um povo. Não pertencem a partidos, gestões ou legislaturas passageiras. São heranças culturais e emocionais que moldam gerações e sustentam a identidade coletiva.

O que está em jogo não é apenas o nome de uma escola. É o respeito ao passado, é o orgulho de um povo, é a preservação de uma história que foi construída com suor, sacrifício e sonhos.

Viva os 100 anos da primeira Escola de Jeremoabo! Viva a educação como pilar da cidadania! Viva a memória do Coronel João Sá, eternamente presente nos corações de quem reconhece e valoriza a verdadeira história de Jeremoabo!

terça-feira, maio 13, 2025

Há ausências que não se instalam no vazio, mas no coração ardente de quem compreendeu a dimensão do humano em sua forma mais plena.

                                              A vida é uma aventura!


Há ausências que não se instalam no vazio, mas no coração ardente de quem compreendeu a dimensão do humano em sua forma mais plena. José “Pepe” Mujica não se foi — ele se distribuiu. Espalhou-se nas consciências inquietas, nos espíritos indomáveis, nas mãos calejadas de quem insiste em semear justiça mesmo sob tempestades. Sua vida foi mais do que trajetória: foi travessia. E como todo aquele que atravessa a existência de forma sincera, deixa pegadas que o tempo não apaga, porque foram feitas na argila dos sonhos mais profundos da humanidade.


Não era apenas um presidente; era um homem que recusou os privilégios do trono e escolheu o chão. Sua grandeza não se media em títulos ou palácios, mas na coerência entre o que dizia e o que fazia. Mujica era o gesto que abraça antes da palavra que promete. Foi capaz de demonstrar que a verdadeira liberdade está na renúncia ao excesso, na comunhão com o essencial, no desapego das vaidades que arrastam tantos ao abismo da indiferença. Era, antes de tudo, um livre — e por isso nos ensinou o que é, de fato, viver.


Na simplicidade que cultivava como filosofia, encontrava-se a mais refinada sabedoria. Mujica viveu sem ornamentos, mas com dignidade exuberante. Foi militante da esperança, artesão do possível, caminhante do improvável. Sua história não é apenas a de um guerrilheiro que se tornou estadista; é a de um ser humano que compreendeu, talvez melhor que muitos, que a política só faz sentido quando está a serviço da ternura, da justiça e do cuidado com a vida. Ele nos mostrou que a ética não é um conceito abstrato — é um modo de estar no mundo.


Agora, que não mais ouviremos sua voz rouca rompendo as superficialidades do presente com verdades profundas, resta-nos a vibração do que ele semeou. O sentimento que nos atravessa não é apenas saudade — é continuidade. Porque ninguém como Mujica soube nos mostrar que as ideias não morrem, que os valores não adoecem, que o afeto não se enterra. Ele segue conosco, na indignação que não silencia, na solidariedade que insiste, na liberdade que arde no peito dos que não se renderam.


José Mujica foi também um amigo do Brasil — um irmão de lutas, de causas, de utopias. A juventude o amava porque reconhecia nele o raro encontro entre coerência e coragem. O povo o aplaudia porque enxergava em seus olhos um espelho da própria dignidade. Sua presença era a presença da resistência ética diante do cinismo do poder. Sua ausência agora nos envolve como um manto de responsabilidade: manter vivo o fio de esperança que ele nos confiou.


Não se despede de alguém como Pepe com lágrimas apenas — despede-se com promessas. Promessa de seguir inquieto, de não aceitar a injustiça como destino, de não negociar os sonhos por conforto. Que seu exemplo nos carregue adiante, como um vento morno a empurrar as velas de quem ainda crê na travessia. Obrigado, Pepe Mujica, por ter sido farol em tempos de névoa. A humanidade te abraça — não no fim, mas no eterno que carregas contigo.

Paulo Baía em 13 de maio de 2025 em Cabo Frio/RJ.

 

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