domingo, fevereiro 09, 2025

Mudanças climáticas indicam: o homem é um bicho pequeno destruindo a Terra


Charge: Mudanças Climáticas - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Ailton Krenak
Folha

Avista-se daqui, neste início do século 21, um horizonte que nos interroga acerca da curta, mas acidentada viagem da nave humana no planeta, que avança feito cabra-cega sobre o ecossistema terrestre, feito astronauta perdido em Marte que ainda não encontrou água.

Apesar dos anúncios cheios de expectativa, água assim, na superfície, somente no planeta azul. Água que brota das fontes e abraça as águas que descem do céu em pura simbiose criadora de vida alimentando o organismo Terra, essa sim, nave-mãe de incontáveis organismos vivos: só aqui.

QUANTO AINDA TEMOS? – Nossos biólogos contemporâneos estão se debruçando no horizonte tomados pela seguinte pergunta: quanto planeta ainda temos? Pois a biologia é uma ciência da vida, que não poderia seguir refém do pensamento utilitário (que andou sequestrando o campo das ciências). Ela ocupa-se do organismo vivo, que nós humanos também integramos dentro da teia da vida.

Menos de três décadas nos elevaram à marca de 1,5 ºC sobre o limite do clima viável no planeta. Lembremos que, até década de 1990, ou seja, anteontem, ainda havia a possibilidade de manobrarmos as nossas escolhas, como humanidade, para contar com o clima necessário à manutenção da diversidade biológica dessa nave-mãe, mas perdemos a chance.

PASSOU DA HORA – Perdemos a ocasião de trabalhar a favor da teia da vida, com as condições necessárias para restaurar os ecossistemas danificados.

Com a perda da diversidade e da base resiliente dos muitos organismos da Gaia, chegamos rápido à condição de mitigação de danos. Essa é a nossa realidade global hoje, alcançando todos os continentes e tornando a base natural de reprodução da vida insustentável.

Sustentabilidade tornou-se um lema corporativo, descolado da condição material necessária à produção da vida em abundância.

É fato que a base de resiliência dos sistemas da vida para todos os seres mudou, mesmo que o animal sapiens insista em progredir em sua fúria cartesiana, prospectando futuros.

DIZIA NIEMEYER – Como menciona o mestre Oscar Niemeyer: “A força da inteligência do ser humano, que nasceu animal, outro animal qualquer, hoje pensa e, daqui a pouco, está andando entre as estrelas, está conversando com os outros seres que estão por essas galáxias. […] Sou otimista que o mundo pode melhorar, mas o ser humano, não.”

O mestre que fez da vida um labor incessante de criar mundos possíveis nada esperava desse animal que teve origem com todos os outros e que, dentro do ciclo evolutivo, “deu de pensar”.

Esse humano, que se divorciou da teia da vida, precisa escapar da ilusão do ego narcisista e experimentar, no dizer do poeta Carlos Drummond de Andrade, “a viagem de si a si mesmo” ao “pôr o pé no chão do seu coração”. Somos enfim, bicho pequeno da Terra.


Lula erra na comunicação ao transferir ao consumidor a culpa pela inflação

Publicado em 8 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge da Semana – Inflação no leite

Charge do Babu (Estância de Guarujá)

Dora Kramer
Folha

Não há boné que dê jeito na comunicação do governo se o presidente da República é o primeiro a contrariar o preceito básico do bom diálogo: fazer do interlocutor um aliado.

Pois Lula (PT) foi na contramão da regra ao transferir ao consumidor a responsabilidade de controlar os preços dos alimentos mediante a troca de produtos e/ou recusa de comprar os mais caros. Como se não andassem todos pela hora da morte.

DEU ERRADO – Caso a ideia tenha sido atrair a sociedade para um combate conjunto à inflação, a execução saiu torta. De duas, uma: falhou o conselheiro e novo mago da Esplanada, Sidônio Palmeira, ou falhou o presidente em sua confiança nos improvisos.

A fala soou mal, por insensível. A culpa pode ser do dólar alto, das enchentes, da seca, dos juros, do desprezo aos avisos sobre o risco inflacionário do desapreço ao controle de gastos, mas da população é que não é.

Considerando que o povo não é bobo, como dizia o velho slogan de protestos, as pessoas hão de perceber a jogada e rejeitar a parceria numa situação que cabe ao poder por elas constituído resolver. Lá atrás, quando da edição do Plano Real, houve a convocação geral à colaboração, mas a partir de uma solução objetivamente apresentada pelo governo.

PALAVRAS E FATOS – Aqui, a impressão é oposta, a de que o governo quer tirar o corpo fora. O presidente vem a público compartilhar indignação com a carestia (termo usado pelo PT quando era oposição) e diz que “assim não é possível”, acreditando que suas palavras têm o dom de se sobrepor aos fatos.

O truque é gasto. No entanto, o presidente insiste na fórmula vencida também quando traz de volta a figura de Roberto Campos Neto para responsabilizá-lo pela inflação que o então titular do Banco Central buscou conter, com a anuência do sucessor indicado por Lula, na alta dos juros.

Se quiser mesmo recuperar a confiança dos brasileiros, e daí a popularidade, convém ao mandatário fazer jus à delegação recebida nas urnas e começar por assumir suas responsabilidades. Sem falácias, transferências ou maquiagens.


O que esperar de Hugo Motta, que não considera ter havido golpe?

 

O que esperar de Hugo Motta, que não considera ter havido golpe?

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, afirmou que 8 de Janeiro ‘não foi tentativa de golpe’. Declaração reforça duas perguntas: quem é o verdadeiro Hugo Motta? E o que esperar dele?

“Não há golpe sem tanques nas ruas”, diz Hugo Motta

Eliane Cantanhêde
Estadão

O ministro Alexandre de Moraes errou no julgamento dos primeiros réus, quando disse que, ao contrário do que “o terraplanismo e o negacionismo obscuro” propagam, o 8 de janeiro não foi um “domingo no parque”, como se aquelas pessoas “tivessem comprado ingresso para o Hopi Hari ou a Disney”. Erradíssimo, pelo menos para o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta. “Não foi golpe!”, declarou ele. Logo, foi o quê? Um domingo no parque, ou melhor, um sábado no parque?

O presidente da Câmara decretou que o ministro do STF está equivocado e o ministro do STF pode incluir o presidente da Câmara entre os terraplanistas e negacionistas obscuros.

PERTO DO JULGAMENTO – Durma-se com um barulho desses, enquanto o Supremo, Moraes à frente, se prepara para o julgamento, não mais de quem estava lá, mas dos donos e funcionários do parquinho. Perto disso, Hopi Hari e Disney não têm graça nenhuma.

A declaração do deputado, que tem 35 anos e obteve apoio do PT ao PL, reforça duas perguntas que não querem calar: afinal, quem é o verdadeiro Hugo Motta e o que esperar dele, que agora tem até a caneta do impeachment de presidentes da República à mão? (Ninguém acha que ele tocaria a cassação de Lula, mas a informação é apenas para exemplificar a dimensão do cargo.)

Ao visitar Lula no Planalto com Davi Alcolumbre, depois das posses de ambos no Congresso, Motta levou junto a avó, Francisca, que foi prefeita de Patos (PB) e, assim como o atual prefeito, pai do deputado, teve um vice petista. Francisca foi logo dizendo: “Lula, eu sempre votei em você, desde 1989!”. Roubou a cena, foi uma festa.

SÃO LULISTAS? – Então, os Motta são de esquerda e lulistas? E Hugo, o menino prodígio? Escolhido a dedo para a presidência da Câmara por Arthur Lira, ele é do Republicanos de Tarcísio Gomes de Freitas e enveredou pela política nacional pelas mãos de Eduardo Cunha, que deflagrou e comandou o impeachment da petista Dilma Rousseff, com apoio cotidiano e entusiasmado do jovem deputado paraibano.

A pergunta seguinte é: quem vai se decepcionar primeiro com o novo presidente da Câmara, Lula e o PT ou Jair Bolsonaro e a oposição?

Agradar aos dois lados parece missão impossível. No início, tudo são flores. Depois, a corda bamba, ora para um lado, ora para o outro, até que a corda arrebenta. Esse momento tende a ser no debate sobre a anistia para os do parquinho, ou durante o próprio julgamento dos seus donos e funcionários.

ANISTIA PREVENTIVA – Como “advogado e jurista”, o presidente do Republicanos disse à Rádio Eldorado que não existe anistia preventiva, mas para condenados. Assim, a intenção é empurrar com a barriga e ver como é que fica.

Aí, entra a segunda parte da declaração de Hugo Motta sobre o 8 de janeiro: as penas que ele considera excessivas e sem gradação. Citou até as senhoras no parquinho naquele sábado. (Coitadas, passaram dias nos quartéis pedindo golpe e contavam com tanques nas ruas, mas no 8/1 só estavam cuidando dos netinhos levados…)

REVISÃO DAS PENAS – Ironias à parte, hoje, a anistia é improvável, pela avalanche de provas e o acesso da população a elas, mas alguma revisão das penas é possível, como já diziam desde o início ministros do STF de lados opostos.

Ou seja, como tudo na política e nas delicadas fronteiras entre política e justiça, há muita negociação e diferentes gradações, mas uma coisa é certa: os rumos dependem da força de Lula e da recuperação do governo.

Até para que possamos saber quem, afinal, é Hugo Motta. Alcolumbre, todos já conhecemos muito bem.


Derrapada de Lula sobre inflação não é apenas problema de marketing


Alta dos preços: Lula diz que inflação de alimentos deve ser solucionada em  breve

Como não sabe o que fazer, Lula então começa a embromar

Fabiano Lana
Estadão

A gestão de Sidônio Palmeira como ministro da propaganda do governo Lula 3 parece ter o vício da frivolidade cibernética que marca o espírito de nossos tempos. Aparentemente haverá mais atenção a vídeos tiktokers com o presidente, bonés com slogans edificantes, descontração e até mesmo trilhas sonoras de fundo.

Mas está longe de tocar nas feridas que têm como consequência os problemas de popularidade da gestão.

ENORMES DESAFIOS – Sidônio tem alguns desafios que talvez nem as mais modernas técnicas de comunicação do mundo conseguirão enfrentar a contento. O primeiro é que o País está cindido.

Há uma torcida apaixonada e muitas vezes irracional a favor ou contra líderes políticos com traços populistas. O amor a um é exatamente proporcional à repulsa ao outro. Traduzindo: quem gosta de Lula não gosta de Bolsonaro e vice-versa.

É algo que tem a ver com afetos, com necessidade de ter um líder a seguir (quase) cegamente, e outras coisas das profundezas da alma humana que é de difícil tratamento superficial. Enfim, como falar para todo mundo e não apenas com a turma que pensa igual?

DURA REALIDADE – O outro desafio é algo chamado realidade. Termos como real, verdade, ou correlatos são de difícil definição. Mas podemos provisoriamente chamar de real como a barreira que impede de realizar nossas fantasias – pessoais, profissionais, amorosas, e, no caso, políticas.

Que comunicação pode dar conta de um problema que incomoda tanto como a inflação de alimentos? Talvez nenhuma. A não ser que os preços voltem a se tornar estáveis.

Mas aí temos outra questão que Sidônio está lidando agora. O conceito de economia do PT mistura certo negacionismo quanto às limitações da economia com propostas que são intrinsecamente inflacionistas – como por exemplo o crescimento econômico a partir da expansão do Estado, mesmo que por meio de déficits públicos.

SEM PRIORIDADE – Quando há mais de 30 anos o PT votou contra o Plano Real foi mais do que picuinha de oposição. Combater inflação, o que exige contas equilibradas, de certa maneira nunca foi uma prioridade do petismo.

Não é à toa que o maior inimigo do Brasil para tantos é o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que aumentava os juros com o intuito oficial de derrubar os preços.

Talvez por conhecer bem sua turma que Lula – sempre às voltas com contradições e ambiguidades – colocou como presidente do Banco Central em seus dois primeiros governos um banqueiro internacional tucano.

LEMBREM DILMA – No governo Dilma Rousseff, quando, pela primeira e única vez, houve consonância entre ministro da Fazenda e presidente do Banco Central com o pensamento tradicional do petismo sobre economia, a consequência foi uma das maiores crises de todos os tempos.

A fala de Lula em que traz uma visão cândida sobre inflação – em que pede para nós escolhermos os produtos mais baratos, o que aliás sempre fazemos, foi apenas uma recaída da visão tradicional do petismo sobre economia.

O problema – muito mais do que ter-se tornado uma estratégia de comunicação – é que, quando a tese do PT sobressai, a história nunca acaba bem.


sábado, fevereiro 08, 2025

PF faz nova investida e tenta tirar de Kassio parte de investigação sobre emendas

 Foto: Carlos Moura/SCO/STF/Arquivo

O ministro Kassio Nunes Marques é o relator da Operação Overclean no STF08 de fevereiro de 2025 | 10:40

PF faz nova investida e tenta tirar de Kassio parte de investigação sobre emendas

brasil

A Polícia Federal pediu nesta sexta-feira (7) ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), o desmembramento da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares.

O pedido consiste em deixar no Supremo a investigação que menciona pessoas com foro especial e manter na primeira instância o resto da apuração.

A decisão cabe a Kassio. O movimento da PF é considerado atípico por ministros do Supremo e se soma a outras tentativas inusitadas da cúpula da instituição para direcionar o inquérito para o ministro Flávio Dino.

O caso foi enviado ao STF após delegados da Polícia Federal encontrarem menções ao nome do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA) na investigação. As suspeitas envolvem emendas enviadas pelo parlamentar à Bahia.

A estratégia da PF de desmembrar a investigação ocorre dias após o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, decidir manter com Kassio a relatoria do inquérito.

A Polícia Federal tentava concentrar as investigações em Dino. O argumento nos autos foi que o ministro indicado pelo presidente Lula (PT) já era responsável por ações sobre emendas parlamentares e, portanto, haveria conexão entre os temas.

Entre delegados, porém, a questão apresentada sob reserva é que as investigações teriam mais futuro com Dino na relatoria. Com Kassio, avalia-se que o caso teria mais chances de esfriar ou até ser enterrado.

Interlocutores de Kassio, por sua vez, dizem que o esforço da PF para centralizar os inquéritos no gabinete de Dino poderia até ser um caminho para blindar petistas e aliados das apurações sobre desvios de emendas na Bahia.

No Congresso, a irritação de parlamentares ouvidos pela Folha parte de uma preocupação com a possível concentração de processos em um só gabinete, o de Dino —o que fez com que congressistas comparassem a situação à Lava Jato, que por muito tempo foi controlada por uma só vara da Justiça e teve grande repercussão política.

Há, no Supremo, cerca de 20 inquéritos sobre desvios em emendas parlamentares. Os processos estão divididos entre os gabinetes dos ministros Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Todos os casos estão sob sigilo.

A Operação Overclean é a investigação que mais causa apreensão no mundo político.

A Polícia Federal diz que os empresários Alex Rezende Parente e José Marcos de Moura, que atua no setor de limpeza urbana, além de Lucas Lobão, que comandou o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contras as Secas) na Bahia durante o governo Jair Bolsonaro (PL), seriam líderes de um suposto esquema criminoso.

Segundo a PF, a empresa Allpha Pavimentações e Serviços de Construções fechou contratos irregulares com o Dnocs da Bahia nos últimos anos.

Os recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios eram desviados, conforme as investigações, para empresas e indivíduos ligados a prefeituras.

Nas investigações, a Polícia Federal chegou a apreender mais de R$ 1,5 milhão em um jatinho particular que saía de Salvador. Segundo a PF, o dinheiro era propina para servidores de Brasília.

José Marcos de Moura é conhecido como “rei do lixo”. Ele é um político e empresário influente na Bahia, integrante da cúpula do União Brasil e contratado por diversas gestões do governo baiano para a prestação de serviços de limpeza urbana.

O histórico dos vínculos do “rei do lixo” com políticos da esquerda à direita é um dos elementos mencionados por parlamentares e interlocutores de Kassio para levantar a hipótese de que a Polícia Federal poderia ter interesse em blindar aliados do governo Lula.

José Marques e Cézar Feitoza, Folhapress

Motta escorregou na largada e precisa examinar melhor o 8/1, diz coordenador do Prerrogativas

 Foto: Divulgação/Arquivo

Coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao governo Lula, o advogado Marco Aurélio Carvalho08 de fevereiro de 2025 | 11:43

Motta escorregou na largada e precisa examinar melhor o 8/1, diz coordenador do Prerrogativas

brasil

Coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao governo Lula, o advogado Marco Aurélio Carvalho diz que o novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deveria adotar seus conhecimentos de médico para mudar de opinião sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista nesta sexta (7) a uma rádio paraibana, Motta disse considerar que a invasão da praça dos Três Poderes não foi uma tentativa de golpe de Estado por bolsonaristas.

“Como bom médico que é, Hugo Motta deveria fazer uma anamnese [exame do histórico do paciente] adequada do 8 de janeiro. Nunca houve, na história de nenhum país do mundo, uma tentativa tão fartamente documentada de golpe de Estado como a que assistimos no Brasil”, afirma Carvalho.

Prosseguindo na metáfora, o advogado afirma que “talvez fosse o caso de ele examinar os pacientes, os sintomas, os exames”.

A declaração de Motta incomodou aliados do governo Lula e recebeu aplausos de bolsonaristas, que defendem uma anistia aos presos pelos ataques.

Para o coordenador do grupo, o presidente da Câmara “escorregou na largada”. Mas ele prevê que ainda é possível preservar a relação, já que Motta foi eleito com apoio maciço da base governista.

“Temos boas expectativas com a gestão dele. Temos carinho e respeito pela luminosa trajetória política que construiu. Há espaço, pois, para dialogarmos. A defesa da democracia e das instituições deve ser uma preocupação comum. E a anistia não pode ser uma possibilidade”, afirma.

Fábio Zanini, Folhapress

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