quarta-feira, dezembro 25, 2024

|Violência, golpe, crise fiscal, dólar, juros e emendas… Feliz Natal!

 

Violência, golpe, crise fiscal, dólar, juros e emendas… Feliz Natal!

Lula oferece emendas parlamentares no Natal | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Eliane Cantanhêde
Estadão

As expressões que dominaram o debate e as preocupações de 2024 no Brasil vão ficar de herança para 2025: violência, tentativa de golpe, crise fiscal, juros, dólar e emendas parlamentares, que infernizam a vida dos brasileiros, azedam o humor nacional e respingam no governo, mesmo quando ele não tem nada a ver diretamente com isso.

No escândalo das emendas, pode-se até dizer que este governo (mais um…) é refém do Congresso e, simultaneamente, corréu e vítima da enxurrada de dinheiro público que sai de planilhas da Câmara e do Senado, passa pelo Planalto e chega sabe-se lá onde — e se devidamente como a lei, a ordem e os princípios básicos de gestão pública mandam.

CÍRCULO VICIOSO – Trata-se de um círculo vicioso que não apenas se repete como só piora, com valores aviltantes e negociações escabrosas. Se o governo libera as emendas, vota-se a favor do Brasil. Se não, vota-se contra e dane-se todo mundo. E quem tem de dar um basta, como no caso do golpe, é o Supremo. Flávio Dino, que acaba de suspender R$ 4,2 bi em emendas, às vésperas do Natal, está para as emendas como Alexandre de Moraes para o golpe.

A violência do Norte ao Sul embola bandidos como quem deveria ser mocinho, e o crime organizado se infiltra nas instituições, em setores da economia privada e derrete a confiança da população na capacidade do Estado de vencer essa guerra.

A questão é urgente, mas os governadores não se entendem entre eles, muito menos com o governo federal, e a Casa Civil acaba de devolver para o Ministério da Justiça, também pertinho do Natal, o tão necessário pacote da segurança.

QUEM SERÁ PRESO? – A articulação do golpe, já provada e comprovada, levou para a cadeia o primeiro general de quatro estrelas desde a redemocratização e a lista de militares envolvidos, sobretudo do Exército, continua crescendo e gerando apostas: quem vai seguir o tenente-coronel Mauro Cid e fazer delação premiada?

E, afinal, quantos — e quais — farão companhia ao general Braga Neto na prisão? É tão constrangedor para as Forças Armadas quanto desanimador para a sociedade, que não sabe mais em quem confiar.

Desequilíbrio fiscal, inflação acima do teto da meta, juros de volta à estratosfera e o mercado testando limites com sucessivas disparadas do dólar, num movimento que o economista e filósofo Eduardo Giannetti criticou, em entrevista ao Estadão, como “uma reação exagerada do mercado financeiro” e que a sociedade começa a ver como a velha e despudorada especulação. Como diz Giannetti, é estranho o mercado ser tão exigente ao pedir cortes de gasto primário, mas não dar bola para o custo fiscal do “aumento extravagante de juros”.

E, assim, “la nave va”. Feliz Natal!

Lula oferece emendas parlamentares no Natal | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Eliane Cantanhêde
Estadão

As expressões que dominaram o debate e as preocupações de 2024 no Brasil vão ficar de herança para 2025: violência, tentativa de golpe, crise fiscal, juros, dólar e emendas parlamentares, que infernizam a vida dos brasileiros, azedam o humor nacional e respingam no governo, mesmo quando ele não tem nada a ver diretamente com isso.

No escândalo das emendas, pode-se até dizer que este governo (mais um…) é refém do Congresso e, simultaneamente, corréu e vítima da enxurrada de dinheiro público que sai de planilhas da Câmara e do Senado, passa pelo Planalto e chega sabe-se lá onde — e se devidamente como a lei, a ordem e os princípios básicos de gestão pública mandam.

CÍRCULO VICIOSO – Trata-se de um círculo vicioso que não apenas se repete como só piora, com valores aviltantes e negociações escabrosas. Se o governo libera as emendas, vota-se a favor do Brasil. Se não, vota-se contra e dane-se todo mundo. E quem tem de dar um basta, como no caso do golpe, é o Supremo. Flávio Dino, que acaba de suspender R$ 4,2 bi em emendas, às vésperas do Natal, está para as emendas como Alexandre de Moraes para o golpe.

A violência do Norte ao Sul embola bandidos como quem deveria ser mocinho, e o crime organizado se infiltra nas instituições, em setores da economia privada e derrete a confiança da população na capacidade do Estado de vencer essa guerra.

A questão é urgente, mas os governadores não se entendem entre eles, muito menos com o governo federal, e a Casa Civil acaba de devolver para o Ministério da Justiça, também pertinho do Natal, o tão necessário pacote da segurança.

QUEM SERÁ PRESO? – A articulação do golpe, já provada e comprovada, levou para a cadeia o primeiro general de quatro estrelas desde a redemocratização e a lista de militares envolvidos, sobretudo do Exército, continua crescendo e gerando apostas: quem vai seguir o tenente-coronel Mauro Cid e fazer delação premiada?

E, afinal, quantos — e quais — farão companhia ao general Braga Neto na prisão? É tão constrangedor para as Forças Armadas quanto desanimador para a sociedade, que não sabe mais em quem confiar.

Desequilíbrio fiscal, inflação acima do teto da meta, juros de volta à estratosfera e o mercado testando limites com sucessivas disparadas do dólar, num movimento que o economista e filósofo Eduardo Giannetti criticou, em entrevista ao Estadão, como “uma reação exagerada do mercado financeiro” e que a sociedade começa a ver como a velha e despudorada especulação. Como diz Giannetti, é estranho o mercado ser tão exigente ao pedir cortes de gasto primário, mas não dar bola para o custo fiscal do “aumento extravagante de juros”.

E, assim, “la nave va”. Feliz Natal!

Musk mostra força e extrema influência na política nos EUA

Publicado em 25 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Musk não será presidente porque não nasceu nos EUA, diz Trump

Musk é um grande reforço para o governo de Trump

Michael D. Shear, Annie Karni e Ryan Mac
The New York Times

Quando o presidente eleito Donald Trump escolheu “o grande Elon Musk”, o homem mais rico do mundo, para reduzir os gastos e o desperdício do governo, ele pensou que o esforço poderia ser “o Projeto Manhattan de nosso tempo”.

Na quarta-feira (18), essa previsão pareceu acertada. Empunhando a plataforma social que comprou por US$ 44 bilhões em 2022, Musk detonou uma bomba nuclear retórica no meio das negociações sobre a paralisação do governo no Capitólio.

Em mais de 150 postagens separadas no X, Musk exigiu que os republicanos desistissem de um acordo de gastos bipartidário que tinha como objetivo evitar uma paralisação do governo no Natal. Ele prometeu retaliação política contra qualquer um que votasse a favor do extenso projeto de lei apoiado pelo presidente da Câmara, Mike Johnson.

VITÓRIAS – Musk repostou as reclamações dos republicanos conservadores sobre a medida de gastos, comemorando cada uma delas como uma vitória. Ele também compartilhou informações incorretas sobre o projeto de lei, incluindo falsas acusações de que ele continha nova ajuda para a Ucrânia ou US$ 3 bilhões em fundos para um novo estádio em Washington.

No final do dia, Trump emitiu sua própria declaração, chamando o projeto de lei de “uma traição ao nosso país”.

Foi um momento marcante para Musk, que nunca foi eleito para um cargo público, mas agora parece ser o maior megafone do homem que está prestes a retomar o Salão Oval. Maior, na verdade, do que o próprio Trump, cuja presença nas mídias sociais é menor do que a de Musk.

UM E OUTRO – O presidente eleito tem 96,2 milhões de seguidores no X, enquanto Musk tem 207,9 milhões. Musk também é muito mais rico do que Trump. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, ele tem um patrimônio de US$ 442 bilhões, enquanto o presidente eleito, US$ 6,61 bilhões.

Trump e Musk jantaram no resort Mar-a-Lago do presidente eleito na noite de quarta-feira, mesmo quando os tuítes de Musk estavam agitando Washington. Inicialmente, não se esperava que Musk participasse do jantar, mas ele se juntou a ele quando já estava em andamento, de acordo com duas pessoas que falaram sob condição de anonimato.

Musk e Jeff Bezos estão entre uma série de bilionários do setor de tecnologia que se reuniram na propriedade de Trump na Flórida. Bezos, o fundador da Amazon e da Blue Origin, que também é proprietário do The Washington Post, recentemente doou US$ 1 milhão para o comitê que planeja a posse de Trump.

TRUMP PRESSIONA – Na manhã de quinta-feira, Trump tentou recuperar o controle do debate político para si mesmo, fazendo uma espécie de ameaça a Johnson, dizendo que ele não deve ceder aos democratas enquanto tenta encontrar uma maneira de manter o governo funcionando sem incorrer na ira de Musk.

“Se o presidente da Câmara agir de forma decisiva e dura e se livrar de todas as armadilhas criadas pelos democratas, que destruirão economicamente e de outras formas o nosso país, ele permanecerá facilmente como presidente”, disse Trump em uma entrevista à Fox News Digital.

Não ficou claro se Musk é um canhão solto perseguindo sua própria agenda ou a ferramenta que Trump imaginou para controlar uma burocracia fora de controle quando o nomeou para liderar o chamado Departamento de Eficiência Governamental, ou Doge, com Vivek Ramaswamy, outro bilionário.

FRUSTRAÇÃO – Muitos republicanos da Câmara ficaram profundamente frustrados com o envolvimento de Musk nas negociações de gastos e legitimamente preocupados com sua ameaça de encontrar adversários primários para enfrentar quaisquer legisladores que votem a favor de um projeto de lei que ele não goste.

Os legisladores disseram ficar alarmados e que nunca viram um doador exercer tanta influência externa sobre a política depois que seu candidato preferido venceu uma eleição.

Eles também estão presos às dicas dos feeds de mídia social de Musk, onde ele está promovendo membros que concordam com ele. Apesar de sua presença ocasional no Capitólio e em sua função de líder do Doge, Musk não interage diretamente com muitos membros do Congresso. Ramaswamy é quem está falando diretamente com eles.

HOUVE REAÇÃO – No plenário da Câmara na quinta-feira, os legisladores estavam furiosos com o fato de Musk não ser membro do Congresso e estar exercendo muita influência em seus procedimentos. O deputado Glenn Thompson, do Partido Republicano da Pensilvânia, presidente do comitê de Agricultura, disse aos repórteres que “não viu onde Musk tem um cartão de voto”.

Enquanto seus escritórios eram inundados por telefonemas, os deputados e os legisladores das áreas rurais estavam furiosos com o fato de Musk ter passado o dia postando nas mídias sociais para ativamente matar o projeto de lei.

Os membros estavam grudados em seu feed ininterrupto enquanto iam e voltavam das votações, e alguns expressaram, em particular, preocupações sobre seu próprio futuro político se ele levasse adiante suas ameaças.

APOIO A MUSK – Os republicanos conservadores apoiaram a enxurrada de postagens de Musk. O deputado Andy Barr disse à Fox News que “foi exatamente nisso que o povo americano votou quando elegeu Trump”.

Depois que Musk ameaçou, no X, “votar pela saída” de qualquer membro que votasse a favor do projeto de lei de gastos, o deputado Dan Bishop aplaudiu. “Em cinco anos no Congresso, eu estava esperando uma mudança fundamental na dinâmica”, escreveu ele online. “Ela chegou.”

“Eu estaria disposta a apoiar Elon Musk para presidente da Câmara”, escreveu nas mídias sociais a deputada Marjorie Taylor Greene. Ela acrescentou: “O establishment precisa ser destruído, assim como foi ontem. Este pode ser o caminho”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Péssima notícia para quem não gosta de Musk, como o ministro Alexandre de Moraes. Podem apostar que esse último mandato de Trump, que começa dia 20,  vai ser uma festa móvel, como dizia Ernest Hemingway. É bom comprar pipocas(C.N.)


É NATAL!!!

 


É NATAL!!!


É difícil estabelecer a origem exata do Natal devido à falta de fontes documentais precisas. Enquanto festa cristã, entende-se que a festa surgiu em algum momento entre o século II d.C. e IV d.C. Não se sabia exatamente a data do nascimento de Cristo. A teoria mais aceita é a de que o Natal, enquanto comemoração cristã, teve origem em festas pagãs da Roma antiga, em meados de dezembro.

As celebrações romanas tinham relação direta com o solstício de inverno (no caso do hemisfério norte), um fenômeno astronômico caracterizado por ter a noite mais longa do ano e por iniciar o inverno. Nesse período, costumava-se realizar grandes festas para a garantia da fertilidade e para celebrar o “renascimento” do sol, uma vez que o solstício de inverno é o dia de sol mais curto do ano. Com o tempo, o culto ao sol passou a ser associado ao nascimento de Jesus de Nazaré – ou seja, a luz do mundo.

Em terras brasileiras, o sincretismo religioso associa Jesus Cristo a Oxalá. Na Umbanda, por exemplo, há imagens de Jesus e de Nossa Senhora nos congás, e também aparece o nome de Jesus em vários pontos cantados. Na cultura iorubá, Oxalá é uma das mais antigas das divindades, Orixá responsável pela vida e pela criação dos seres humanos. O poder de Oxalá está simbolizado em suas vestes brancas que representam seu alto nível de ética e moralidade.

Luis Celso Dirceu Lula

O Fim da Era Deri do Paloma: Um Legado de Desmandos e Desafios para Jeremoabo

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Uma publicação compartilhada por Deri do Paloma (@deri.oficial)

O Fim da Era Deri do Paloma: Um Legado de Desmandos e Desafios para Jeremoabo

No próximo dia 30, será oficializado o afastamento definitivo do atual prefeito de Jeremoabo, marcando o fim da era de Deri do Paloma no comando do governo municipal. Após seis anos de uma gestão marcada por desmandos e erros estratégicos, o município enfrenta agora o desafio de superar um legado que deixou profundas marcas negativas, especialmente nas áreas de economia, saúde e educação.

Uma Administração Sem Rumo

O colapso da gestão Deri do Paloma é atribuido, por muitos dos cidadãos mais esclarecidos, à combinação de incompetência, despreparo, má assessoria e uma obsessão pelo poder. Desde o início, faltou à administração um plano de governo consistente, com objetivos claros e sustentáveis. Em vez disso, optou-se por improvisações e alianças de conveniência, que não apenas minaram a confiança da população, mas também comprometeram a capacidade do município de crescer e prosperar.

“Sem um objetivo transformador, a gestão foi marcada pelo aparelhamento da máquina pública e uma sucessão de erros administrativos que culminaram em derrotas eleitorais e várias ações na justiça”, comenta um analista político local.

Erro Central: O Projeto de Perpetuação no Poder

Um dos maiores erros da administração Deri foi o projeto de perpetuação no poder. Para garantir sua reeleição, o governo priorizou programas de cunho eleitoral e de apelo popular, muitas vezes sem a menor viabilidade financeira. Essa estratégia atingiu seu ápice em 2020, com o que muitos consideram um verdadeiro estelionato eleitoral. Paralelamente, a infraestrutura do município foi negligenciada, comprometendo áreas essenciais como saúde e educação.

Corrupção, Nepotismo e Descaso

A gestão de Deri também ficou marcada por escândalos de corrupção e nepotismo. A má gestão dos recursos públicos, aliada à falta de transparência, contribuiu para o agravamento da crise econômica e social de Jeremoabo. Esses fatores, somados às práticas de apadrinhamento político, reforçaram a insatisfação popular e aceleraram o fim do ciclo político de Deri.

O Desafio de Reconstruir Jeremoabo

Com a saída de Deri do Paloma, o novo prefeito, Tista de Deda, herda um município devastado. O caminho para a reconstrução exige medidas imediatas e eficazes. Uma das primeiras ações sugeridas pela população é a instalação de uma auditoria para apurar os desmandos da gestão anterior. Essa medida não apenas traria transparência, mas também seria essencial para restaurar a confiança da população no governo municipal.

“Será um trabalho árduo corrigir os estragos deixados por Deri. Se Tista não tomar atitudes firmes desde o primeiro dia, isso pode ser um prenúncio de mais quatro anos de decepções”, alerta um morador.

Conclusão

O fim da era Deri do Paloma representa não apenas o encerramento de um ciclo de desmandos, mas também a esperança de um novo começo para Jeremoabo. A população espera que o novo governo tenha a coragem e a competência para enfrentar os desafios herdados, colocando o município novamente no caminho do progresso e da prosperidade.


terça-feira, dezembro 24, 2024

Quais são as propostas em tramitação na Câmara e no Senado que realmente interessam aos brasileiros?

 Foto: Leonardo Sá/Agência Senado/Arquivo

Congresso Nacional24 de dezembro de 2024 | 11:20

Quais são as propostas em tramitação na Câmara e no Senado que realmente interessam aos brasileiros?

brasil

Enquanto parlamentares demonstram preocupação com distribuição de emendas, valor do fundo partidário e articulações políticas, os brasileiros que participam ativamente dos levantamentos populares nos sites oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal se mobilizam para assuntos muito distintos.

Entre os levantamentos mais acessados dos últimos meses estão a diminuição da carga horária de trabalho, a criação de piso salarial diferenciado para os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias, o projeto de lei que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, inclusive no casos de gravidez resultante de estupro, e a regulamentação do uso da inteligência artificial.

No Senado, o interessado em participar das enquetes precisa fornecer um e-mail para receber permissão para votar no levantamento do Legislativo. Atualmente, há questionamento popular sobre alertas de desaparecimento de crianças. O resultado será divulgado em breve.

Entre as pesquisas recentes, “81% dos participantes acreditam que o uso da inteligência artificial deve ser regulamentado para garantir a proteção dos dados das pessoas e 70% para garantir o emprego e a renda das pessoas”.

Já a Câmara dos Deputados informa que “o objetivo dessa ferramenta é oferecer à sociedade mais um canal direto de manifestação. As enquetes não têm rigor científico, pois não representam uma amostra da sociedade. Seus resultados ficam disponíveis para os relatores das propostas, que podem considerar as manifestações na preparação do texto a ser votado”.

Uma das propostas mais polêmicas dos últimos tempos, o projeto de lei 1.904/2024, encabeçado por Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), prevê pena de homicídio simples para mulher que abortar ou para qualquer pessoa que provoque o aborto. A proposta equipara a situação ao caput do artigo 121 do Código Penal (CP), que determina pena de seis a 20 anos no regime inicial fechado. Assinaram a proposta outros 31 parlamentares.

Mais de 1,1 milhão de votos foram depositados em enquete sobre o tema na Câmara dos Deputados. A maioria esmagadora (88%) é “totalmente contra a proposta”, o que representava 979 mil votos (no começo de dezembro). Cada pessoa pode votar apenas uma vez. Já 12% escolheram a opção “totalmente favorável”. São 125 mil apoiadores.

A Câmara também destaca os comentários que mais conseguiram engajamento. “Esse PL misógino tenta criminalizar mulheres que recorrem à interrupção da gravidez como último recurso. O aborto é uma questão de saúde pública e não religiosa. As mais penalizadas são as mulheres pobres, que não dispõem de recursos para pagar clínicas seguras. Muitas mulheres que recorrem ao aborto são menores de idade, vítimas de violência e estupro. O PL é uma violência contra as mulheres. É inacreditável que os deputados gastem recursos públicos para atacar os direitos das mulheres”, disse Sonia Maluf ao comentar sobre a proposta em tramitação no Legislativo. A mensagem recebeu apoio de quase 197 mil pessoas.

Já o comentário com maior apoio entre os favoráveis à proposta, de Daniel Pinto, disse que o projeto “impede assassinato de bebês/fetos por causa de um crime não cometido por eles”. Foram pouco mais de 14 mil votos registrados no momento da consulta feita pela reportagem.

Em trecho da justificativa da proposta, os parlamentares citam que “em 1940, quando foi promulgado o Código Penal, um aborto de último trimestre era uma realidade impensável e, se fosse possível, ninguém o chamaria de aborto, mas de homicídio ou infanticídio”. Apresentada em 17 de maio último, a proposta está na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

Internautas não apoiam fim do papel-moeda

Apesar do aumento de pagamentos por meio eletrônico no País, há ainda os que preferem quitar boletos com dinheiro em espécie. Em votação no site da Câmara, 90% se declararam contra ao projeto que acaba com dinheiro em papel no Brasil. O número representa a manifestação de 1.453 pessoas.

Os apoiadores da proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG) somam 7% (102 pessoas). “O projeto atenta contra a liberdade econômica e o direito de escolha dos cidadãos quanto aos meios de pagamento”, registrou em agosto de 2020 Mauricio Medeiros. Por outro lado, Silvio Sergio demonstrou simpatia ao projeto porque reduz “custos com a Casa da Moeda”.

A proposta do petista Lopes, apresentada sob o número 4.068/2020, está na Comissão de Desenvolvimento Econômico. De acordo com o projeto, as notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200 sairiam de circulação em até um ano depois da aprovação da proposta. As notas menores (R$ 20, R$ 10, R$ 5 e R$ 2) sairiam de circulação no Brasil em até cinco anos.

“A tecnologia proporciona todas as condições para que pagamentos, inclusive de pequenos valores, possam ser feitos sem a necessidade de se portar dinheiro em espécie”, disse o deputado em trecho da justificativa da proposta.

Debate sobre redução de jornada de trabalho ocorre desde 2019

Nos últimos meses, ganhou força nas redes sociais a proposta da parlamentar Érika Hilton (PSOL-SP) para acabar com a jornada de trabalho na escala 6×1. Apesar de a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda engatinhar, outro projeto sobre jornada de trabalho tramita desde 2019 no Congresso Nacional.

De autoria do petista Reginaldo Lopes, a PEC 221/19 reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador brasileiro. A redução, se aprovada, terá prazo de dez anos para se concretizar.

O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Pela opinião popular, 85% (721) são totalmente favoráveis ao projeto, enquanto 7% concordam com a maior parte do texto proposto e 7% discordam totalmente. “Precisa reduzir urgentemente a carga horária do trabalhador para proporcionar qualidade de vida e gerar mais empregos”, comentou Sebastião Melo Virtuoso.

“Sem um estudo eficiente que demonstre com números um bom resultado para essa alteração na jornada, não tem o que se discutir. Comparar a jornada de trabalho e salário do nosso país com outros muito mais desenvolvidos é fácil, o difícil é aplicar a mesma forma de cobrança de impostos, mesma forma eficiente do destino dos impostos. O Brasil é sustentado em sua maioria pelos micros e pequenos empresários. Quem vai pagar as contas quando eles falirem?”, questionou Isabelle Arruda Tomasi, em comentário feito no último dia 13.

Historiador classifica Congresso como ‘desconectado da população’

A forma como as pesquisas são feitas é vista pelo historiador Eduardo Lima como protocolar. Isso porque, quando o projeto é de interesse do governo em exercício ou de parlamentares, as articulações ocorrem entre os políticos. “É um canal que permite que a população participe ativamente da política com suas opiniões, sugestões. Mas é um espaço parecido com ‘painel de leitor’. Você dá sua opinião, ela é publicada e pronto”, disse.

Lima lembra também que poucas iniciativas populares que culminaram em projetos de lei ocorreram nas últimas décadas. “Na história republicana brasileira, o Congresso esteve mais desconectado do que conectado com a população. Após a Constituição de 1988, ocorreram poucos projetos de iniciativa popular e, ao mesmo tempo, uma participação nos pleitos cada vez menor. É só olharmos os números de abstenção nas eleições. Isso vai, então, desconectando cada vez mais o Congresso dos anseios populares”, afirmou.

Heitor Mazzoco/Estadãopoliticalivre

Tribunal de MT contraria ordem do CNJ e deposita ‘vale-ceia’ de R$ 10 mil para desembargadores

 Foto: Divulgação/TJ-MT

Tribunal de Justiça de Mato Grosso24 de dezembro de 2024 | 15:40

Tribunal de MT contraria ordem do CNJ e deposita ‘vale-ceia’ de R$ 10 mil para desembargadores

brasil

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso contrariou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que administra o Poder Judiciário, e depositou o auxílio-alimentação de R$ 10 mil para juízes, desembargadores e servidores em dezembro.

O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor do CNJ, mandou suspender o pagamento por considerar o valor exorbitante.

A reportagem apurou que, quando o Tribunal de Mato Grosso foi intimado da decisão, os valores estavam no banco para pagamento, o que teria impossibilitado o cumprimento da ordem do CNJ.

O Conselho Nacional de Justiça ainda deve deliberar, no plenário, sobre a devolução do dinheiro, que pode ser descontado nos próximos contracheques.

O Tribunal de Mato Grosso tem 320 magistrados. O pagamento ao auxílio-alimentação, apenas para eles, custou R$ 3,2 milhão.

O aumento no benefício foi autorizado pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do Conselho da Magistratura, em provimento publicado no Diário de Justiça. O ato administrativo informa que o valor é “excepcional” e válido exclusivamente para o mês de dezembro. A partir de janeiro de 2025, o benefício será de R$ 2 mil.

No ano passado, também em dezembro, foi concedido um bônus de R$ 6,9 mil aos servidores e magistrados do Estado.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso está entre os tribunais que mais gastam com juízes e desembargadores. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que, em 2023, cada magistrado de Mato Grosso custou em média R$ 116,6 mil por mês. O valor excede o limite constitucional do teto salarial dos servidores, que hoje é de R$ 44 mil, balizado pela remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Rayssa Motta/Fausto Macedo/EstadãoPoliticaLivre

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