sábado, abril 13, 2024

‘Se fossem negros, teria sido mais uma tragédia’, dispara Ireuda Silva após policiais invadirem casa errada em GO

 Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

Ireuda Silva12 de abril de 2024 | 17:42

‘Se fossem negros, teria sido mais uma tragédia’, dispara Ireuda Silva após policiais invadirem casa errada em GO

BRASIL

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), expressou indignação diante do ocorrido em Aparecida de Goiânia, onde policiais civis arrombaram uma residência por engano durante o cumprimento de um mandado, apontando armas para uma mulher inocente.

“Pela primeira vez tenho que comemorar que aquelas pessoas eram brancas. Caso contrário, estaríamos contando mais um número de tragédias”, afirmou a vereadora, destacando a triste realidade da violência policial que atinge principalmente a população preta e pobre.

O episódio chocante, registrado em vídeo, revela a gravidade da situação. Enquanto a moradora, sem qualquer relação com o mandado, é ameaçada com uma arma apontada para ela, os policiais só percebem o equívoco após minutos de tensão. Uma demonstração clara da falta de preparo dos agentes, colocando em risco a vida de cidadãos inocentes.

Ireuda Silva não poupou críticas à ação, ressaltando a necessidade urgente de reformas estruturais nas instituições de segurança pública. “É inadmissível que casos como esse continuem acontecendo. Precisamos de medidas efetivas para acabar com a impunidade e garantir a proteção dos direitos fundamentais de todos os cidadãos. A polícia precisa ser treinada para aquilo que ela deve ser: proteger o cidadão”, enfatizou a vereadora.

PoliticaLivre


Esfera vai reunir autoridades dos 3 Poderes em seminário sobre eleições e contas públicas

 Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski12 de abril de 2024 | 17:54

Esfera vai reunir autoridades dos 3 Poderes em seminário sobre eleições e contas públicas

BRASIL

O grupo Esfera Brasil vai reunir autoridades dos três Poderes no evento Seminário Brasil Hoje, que ocorrerá no próximo dia 22, no Palácio Tangará, em São Paulo.

Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Justiça, Ricardo Lewandowski, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD -MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia participação do encontro.

O seminário vai debater temas como as perspectivas para as eleições municipais deste ano e o equilíbrio das contas públicas.

Também estarão presentes o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Helder Barbalho (MDB), do Pará.

Mônica Bergamo, FolhapressPoliticaLivre

Corregedor do CNJ suspende portaria que vetou minissaia e blusa sem manga no STJ

 Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ12 de abril de 2024 | 20:00

Corregedor do CNJ suspende portaria que vetou minissaia e blusa sem manga no STJ

BRASIL

O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza e administra o Poder Judiciário, suspendeu uma resolução do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mudou as regras de vestimenta para entrada na sede da Corte.

Procurado pela reportagem, o Superior Tribunal de Justiça ainda não se manifestou. Quando publicou a resolução, a Corte divulgou uma nota informando que o objetivo das mudanças foi assegurar que “pessoas idosas, estudantes e povos indígenas se sintam à vontade durante as visitas institucionais”.

Para o corregedor, há risco de constrangimento às mulheres. “Especificações alusivas a roupas sumárias e outros trajes – como, por exemplo, blusas sem manga ou trajes sumários – são utilizados como meio de abordagem e possível constrangimento ligados ao gênero feminino”, justificou Salomão ao suspender a eficácia da resolução.

A instrução normativa do STJ proíbe uma longa lista de peças, como bermuda, chinelo, short, minissaia, legging, camiseta sem manga, blusas que deixem a barriga à mostra e bonés.

Também condiciona o acesso às salas de julgamento, inclusive por visitantes e grupos de estudantes, a trajes formais. Terno, gravata e sapato social para pessoas que se identificam com o gênero masculino e vestido ou blusa com calça ou saia e sapato social para quem se identifica com o gênero feminino.

O objetivo, segundo a ministra Mariz Thereza de Assis Moura, presidente do STJ, que assina a instrução normativa, é observar a “formalidade e a liturgia jurídica”.

Antes de decidir, o ministro Luís Felipe Salomão pediu que a ministra informasse os “trâmites internos que nortearam” a elaboração da instrução normativa e se algum servidor já foi proibido de entrar no prédio com base na nova regra. Em sua decisão, ele afirma que não recebeu os esclarecimentos e que, por isso, analisou apenas a fundamentação que acompanha a portaria.

O CNJ também vai apurar motivação da resolução. Até lá, as regras devem permanecer suspensas.

PoliticLivre

Planalto teme retaliação da Câmara, que mira STF em novo atrito entre Poderes

 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)13 de abril de 2024 | 07:40

Planalto teme retaliação da Câmara, que mira STF em novo atrito entre Poderes

BRASIL

O avanço do julgamento do foro especial no STF (Supremo Tribunal Federal) e a atuação de aliados do governo Lula (PT) para manter a prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) ampliaram os atritos entre Câmara, Planalto e a corte.

Além disso, críticas públicas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reforçaram o temor de integrantes do Palácio do Planalto de que a Casa imponha derrotas ao governo.

Embora o Senado tenha liderado nos últimos meses a cruzada contra o STF, desta vez a animosidade de parlamentares com o tribunal e também com o Planalto se concentra na Câmara.

Lira sempre expressou mal-estar na relação com Padilha. Na quinta-feira (11) afirmou que o ministro é “incompetente” e seu “desafeto pessoal”. Ele também disse que a próxima semana “vai pegar fogo”.

Nesta sexta (12), Padilha afirmou que não desceria ao nível dos ataques de Lira. Ele disse que seu foco é seguir trabalhando com o Congresso para aprovar pautas de interesse do país.

Lula também saiu em defesa do aliado. “Mas só de teimosia o Padilha vai ficar muito tempo nesse ministério, porque não tem ninguém melhor para lidar com o Congresso Nacional que o Padilha”, afirmou o presidente.

Nos bastidores, integrantes do Planalto citam receio de que acordos sejam descumpridos na análise de vetos presidenciais. Há uma sessão do Congresso prevista para a próxima quinta (18), na qual deverá ser discutido o veto de R$ 5,6 bilhões às emendas de comissão dos parlamentares no Orçamento.

Há um acordo costurado entre o ministro Rui Costa (Casa Civil) e líderes para que haja apenas a derrubada parcial desse veto, de modo que os congressistas fiquem com R$ 3,6 bilhões do montante.

O trato foi costurado em paralelo a aprovação de uma mudança no arcabouço fiscal que libera mais R$ 15 bi a Lula de forma imediata.

O medo no governo e a ameaça de alguns parlamentares é que o veto seja derrubado na íntegra. Alguns líderes da Casa ponderam a possibilidade de que isso ocorra é remota.

Ainda assim, caso essa possibilidade prospere, a perspectiva é que o Senado mantenha o compromisso com o governo.

Líderes dizem que Lira não deixou claro qual será novo recado ao governo, mas acreditam no risco de retaliações. Parlamentares afirmam, porém, que vão atuar para arrefecer a crise. Eles dizem que essa disputa não pode contaminar a agenda do Legislativo, ainda que enxerguem que o Executivo poderá enfrentar dificuldades em votações estratégicas.

Após o estremecimento da relação com Padilha, o presidente da Câmara passou a negociar sobretudo com Rui Costa. As reclamações do líder do centrão são em relação à interferência do Planalto em temas de interesses do Congresso e demora na liberação de emendas.

Nesta semana, o endosso à decisão do STF de prender Chiquinho Brazão, suspeito de ser mandante do assassinato de Marielle Franco, azedou ainda mais o clima.

Lira e seus principais aliados trabalharam para reverter a decisão e soltar Brazão. A base do governo na Câmara, por sua vez, agiu para confirmar a determinação do Supremo, tese que prevaleceu. O presidente da Casa enxergou as digitais de Padilha nessa articulação.

Em outra frente, o centrão se somou ao apelo de aliados de Jair Bolsonaro (PL) para responder ao que considera interferências indevidas do STF no Congresso. Também causou irritação a decisão do ministro Luiz Fux de autorizar a abertura de inquérito contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por ter chamado Lula de ladrão.

Lira indicou a aliados a intenção de avançar com a PEC (proposta de emenda à Constituição) que altera as regras do foro, caso o tema avance no STF. Nesta sexta, a corte formou maioria, com o voto do presidente Luís Roberto Barroso, para ampliar o alcance do foro especial de autoridades.

Os ministros entendem que em casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele, o foro especial deve ser mantido mesmo depois da saída da função. Apesar disso, o ministro André Mendonça pediu mais tempo para análise e interrompeu novamente o julgamento do caso.

Lira concorda que deve haver uma revisão do foro especial para que parlamentares não sejam julgados por juízes de primeiro grau, mas quer evitar que o STF continue com tanto poder sobre os parlamentares.

Para integrantes do centrão, magistrados de primeiro grau guardam conexões com diferentes grupos de poder em seus estados, e seriam mais suscetíveis a interferências políticas.

A ideia de Lira é encontrar um meio-termo para transferir os processos de parlamentares aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) ou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Lira indicou que pode apoiar outra ação que mira o STF e que elevaria a idade mínima para o ingresso na corte. Hoje, a pessoa precisa ter 35 anos para se tornar ministro. No Senado, uma proposta eleva essa idade para 50 anos e pode ganhar apoio da Câmara.

Senadores veem ainda espaço para avançar com a criação de mandatos para novos ministros. O tema conta com apoio de Pacheco e foi defendido pelo ministro Flávio Dino durante a busca por votos para a vaga no STF, no ano passado.

Lira, porém, é contra a fixação de mandatos. Por isso, definir uma idade mínima pode ser uma alternativa.

Pacheco, que encampou no ano passado a aprovação de uma proposta para limitar as decisões individuais de ministros do Supremo, tentou baixar a fervura nesta semana ao ser questionado sobre as críticas feitas por Lira a Padilha.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou, durante audiência pública, que as rusgas com o Supremo podem se transformar num dos temas das próximas eleições nacionais.

Em outra frente, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ampliou as reclamações contra o ministro Alexandre de Moraes e anunciou a apresentação na Câmara de uma proposta que confronta decisões do ministro.

O acirramento do conflito entre a OAB e Moraes ocorre a menos de um ano das eleições da Ordem, que definirão os próximos conselheiros federais e as cúpulas estaduais da entidade da advocacia.

Julia Chaib/Victoria Azevedo/Thaísa Oliveira/Catia Seabra/Folhapress

Renan quer parcelar em 12 vezes dívida de R$ 95,6 mil após condenação por danos morais

 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL)13 de abril de 2024 | 09:00

Renan quer parcelar em 12 vezes dívida de R$ 95,6 mil após condenação por danos morais

BRASIL

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) propôs acordo na Justiça do Distrito Federal no qual se compromete a pagar em 12 vezes o valor de R$ 95,6 mil, débito decorrente de condenação que lhe foi imposta por danos morais em processo movido por Mário Covas Neto, conhecido como Zuzinha e filho do ex-governador de São Paulo Mário Covas (PSDB).

Os advogados que representam Renan alegaram que o parlamentar “não detém a totalidade dos recursos financeiros para a quitação imediata da dívida” e, por isso, o parcelamento “se faz necessário”.

Ressaltaram ainda “a intenção do executado [Renan]” em encerrar a questão “de forma pecuniária, sem que seus bens sejam penhorados, o que demonstra a boa-fé e a lealdade processual, não podendo acarretar jamais no entendimento de ato atentatório à dignidade da Justiça”.

A reportagem contatou a assessoria de imprensa do parlamentar e não houve resposta. O advogado Luís Henrique Machado, que representa o alagoano, afirmou que, por se tratar de processo ainda em curso, a defesa se pronunciará somente após o trânsito em julgado.

Em 1999, ao retornar ao Senado após comandar o Ministério da Justiça na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Renan e o então governador da capital paulista trocaram acusações em torno do serviço de inspeção veicular. O parlamentar acusou Covas, um defensor da transferência da inspeção para os estados, de querer favorecer determinadas empresas.

Covas rebateu e chamou Renan de “pivete”, de “figura menor” e insinuou que o senador é “ladrão”: “Coloque nós dois em uma sala com mil pessoas e pergunte qual dos dois é o ladrão para ver como é que elas respondem”, segundo noticiou o jornal Folha de S.Paulo à época.

Na ocasião, ouvido pelo jornal sobre as afirmações feitas por Covas, Renan respondeu: “Está demonstrado que ele [Covas] realmente não entende de pivete. Pivete é o tal Zuzinha, uma espécie de chuva ácida que tem provocado a corrosão moral de Covas”.

O pedido de reparação apresentado à Justiça por Covas Neto foi julgado procedente em março de 2001, e Renan condenado a pagar a quantia de R$ 30 mil —R$ 95.662,68, em valores atuais.

Marcelo Rocha/FolhapressPoliticaLivre

Governo Lula suspende publicidade no X em reação a Musk

 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Lula (PT)12 de abril de 2024 | 21:30

Governo Lula suspende publicidade no X em reação a Musk

BRASIL

O governo Lula (PT) decidiu suspender novos contratos de publicidade no X (antigo Twitter), em reação às atitudes do dono da plataforma, Elon Musk.

Integrantes do governo se baseiam em uma norma publicada em fevereiro pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) para evitar a veiculação de anúncios do governo em canais que promovem fake news.

A regra busca “coibir a monetização” em ações publicitárias do governo “de sites, aplicativos e produtores de conteúdo na internet que ensejem risco de danos à imagem das instituições do Poder Executivo federal por infração à legislação nacional ou por inadequação a políticas e padrões de segurança e de adequação à marca do governo federal”.

A decisão só vale para novos contratos, porque há impedimento de suspensão com os que já estão em andamento, segundo relatos.

A informação foi divulgada pelo ICL Notícias e confirmada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Os dados do portal de despesas de publicidades, organizado pela Secom, mostram que foram veiculados anúncios do governo de cerca de R$ 5,4 milhões no X entre 2023 e 2024.

O valor se refere principalmente às campanhas da própria secretaria e do Ministério da Saúde. Também somam despesas de outros órgãos do governo, mas não consideram os valores desembolsados por bancos públicos e estatais.

No balanço de 2023, o X recebeu menos verbas do que a Meta, TikTok e Google.

O portal da transparência da Secom só divulga valores de anúncios já veiculados, então é possível que a empresa de Elon Musk já tenha recebido mais recursos do atual governo.

Integrantes do governo, inclusive o presidente Lula, começaram a aderir a Bluesky (“céu azul”, em inglês), rede social rival do X de Musk. A plataforma, que inicialmente proibia a entrada de chefes de Estado, anunciou a mudança de posição também nesta sexta.

Lula fez a sua primeira publicação na rede pela manhã, sobre evento em Campo Grande (MS) de habilitação de frigoríficos para exportação de carne para China. O perfil tem a mesma descrição e foto que no X.

O ministro Paulo Pimenta (Secom) também entrou na nova rede social e fez críticas a Musk, sem citá-lo nominalmente.

“Não vamos permitir que ninguém, independente do dinheiro e do poder que tenha afronte nossa pátria. Não vamos transigir diante de ameaças e não vamos tolerar impunemente nenhum ato que atente contra nossa democracia”, disse.

Pimenta disse ainda que o Brasil não será “tutelado” pelas plataformas de redes sociais.

Lula nunca citou diretamente Musk, mas já fez críticas indiretas ao empresário. Nesta semana, o presidente disse que ele nunca produziu “um pé de capim no Brasil” e defendeu o STF dos ataques do dono do X, antigo Twitter.

“Temos uma coisa muito séria nesse país e no mundo que é se a gente quer viver em um regime democrático ou não. Se a gente vai permitir que o mundo viva a xenofobia do extremismo. Que é o que está acontecendo”, disse.

Musk vem recebendo apoio de bolsonaristas, desbloqueou contas de investigados por fake news, e agora também é investigado pela Polícia Federal.

Marianna Holanda/Mateus Vargas/FolhapressPoliticalivre

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