quarta-feira, março 06, 2024

Câmara prepara blindagem total dos parlamentares contra ações policiais

Gilmar Fraga: blindagem parlamentar... | GZHBruno Boghossian (Folha)   *   Charge do Fraga (Zero Hora)

Não são muitos os admiradores de C arlos Jordy no alto clero da Câmara. O deputado é visto como um político barulhento e um agitador do golpe bolsonarista. Mas nenhuma restrição impediu que os chefes da Casa explorassem uma operação contra o parlamentar em benefício próprio.

A PEC da blindagem ganhou corpo depois que a PF vasculhou o gabinete de Jordy em busca de provas de seu envolvimento com atos golpistas. Líderes de vários partidos trabalham para votar uma proposta que, na prática, poderia deixar deputados e senadores fora do alcance de qualquer investigação.

SEM BASE – A operação contra o parlamentar foi baseada em migalhas. Jordy trocava mensagens com um sujeito que pretendia fechar estradas para causar o tumulto que seria a faísca do golpe. O deputado era chamado de “meu líder”. Se a investigação pareceu amadora, a reação dos políticos mostrou onde estão os profissionais.

O texto em discussão na Câmara proíbe operações de busca contra parlamentares nas dependências do Congresso. A medida protegeria a honra de políticos que não devem nada. Os demais teriam um santuário para esconder o que quisessem.

O projeto ainda determina que apurações contra deputados e senadores só podem ser abertas com autorização do Congresso. Considerando o espírito de corpo da turma, o problema estaria cortado pela raiz.

SEM FORO ESPECIAL – Também está na proposta o fim do foro especial —que tiraria os processos do STF e os mandaria para tribunais dos estados, onde os políticos costumam ter grande influência. Para completar, deputados e senadores teriam acesso a trechos sigilosos de investigações em andamento.

A Constituição de 1824 dava uma condição “inviolável e sagrada” ao imperador, que não estaria “sujeito a responsabilidade alguma”.

Duzentos anos depois, em meio a uma discussão séria sobre invasão de competências pelo STF, os deputados e senadores já podem escolher um título de nobreza.

PF intima Mauro Cid para explicar as contradições dos depoimentos iniciais


Mauro Cid será ouvido novamente pela Polícia Federal em 11 de março -  Notícias - R7 Brasília

Afirmações de Mauro Cid foram desmentidas por Freire Gomes

Igor Gadelha
Metrópoles

A Polícia Federal (PF) marcou mais um depoimento do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Ele será ouvido na próxima segunda-feira (11/3), no inquérito que investiga suposta tentativa de golpe de Estado pelo governo anterior.

O principal objetivo é confrontar Cid com as declarações dadas pelo general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e do brigadeiro Baptista, ex-comandante da Aeronáutica, que foram contrários ao golpe de estado. comandantes nos recentes depoimentos.

MINUTA DO GOLPE – O próprio Cid afirmou que Freire Gomes, último comandante do Exército do governo Bolsonaro, participou de reuniões para articular a “minuta do golpe”. O general, chamado como testemunha pela PF, teria confirmado pelo menos duas versões do documento.

O próprio Cid afirmou que Freire Gomes, último comandante do Exército do governo Bolsonaro, participou de reuniões para articular a “minuta do golpe”.

O general, chamado como testemunha pela PF, teria confirmado pelo menos duas versões do documento. E desmentiu várias afirmações do tenente-coronel.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mauro Cid, um tenente-coronel milionário, sócio da progressista empresa Family Cid Trust, com valiosas propriedades na Califórnia e na Flórida, pensou (?) que ia fazer delação premiada e sair de fininho, inclusive ganhando promoção a coronel. Mas a vida não é bem assim e ele terá de mostrar que não andou mentindo, caso contrário perderá os direitos à delação e pode ser novamente engaiolado. (C.N.)

 

 

A PF deflagrou em 8 de janeiro a Operação Tempus Veritatis contra organização que atuou em suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Na ocasião, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares.


Opinião: Derrota de Marcelo Nilo ao TCM é derradeiro episódio tragicômico da política baiana

Quarta-Feira, 06/03/2024 - 07h30

Por Fernando Duarte

Opinião: Derrota de Marcelo Nilo ao TCM é derradeiro episódio tragicômico da política baiana
Foto: Priscila Melo/ Bahia Notícias

Marcelo Nilo disse, durante a própria defesa como candidato a conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que uma derrota significaria o final da vida pública daquele que foi de “estagiário da Embasa” à governador interino. Como políticos têm o hábito de não necessariamente cumprirem a palavra, isso não quer dizer que o ex-deputado pôs fim a carreira política. Porém foi uma derrota dura para quem, outrora, foi poderoso ao ponto de permanecer por 10 anos à frente da Assembleia Legislativa da Bahia.

 

Desde que o senador Jaques Wagner entrou no circuito para articular a candidatura de Paulo Rangel, Nilo se tornou um azarão para a cadeira do TCM. Não deixa de ser uma fina ironia, inclusive, caber a Wagner o papel de sepultar as chances de o antigo aliado permanecer na vida pública. O Galego foi quem tornara Nilo poderoso, quando derrotou o carlismo em 2006 e o “bancou” pela primeira vez na Assembleia. Também veio do próprio Wagner o ato de defenestrar o “amigo” da chapa majoritária em 2014, mas até ali a relação de aproximação continuava. Só que, em 2017, já brigado com o novo governador Rui Costa (PT), o ex-chefe do Legislativo iniciou sua derrocada.

 

A “traição” do PCdoB, quando em 2017 abandonou o barco da quinta reeleição de Nilo na Assembleia, foi a ponta visível. Ali, ficava claro o distanciamento do então presidente do entorno do governo da Bahia, representado por Rui, mas sem o distanciamento de Wagner - afinal, os comunistas se colocaram na condição de apêndice petista. Angelo Coronel (PSD) não apenas ascendeu para colocar um fim na Era Nilo, como acabou alçado à condição de candidato ao Senado em 2018, de onde assistiu o desenrolar dos fatos.

 

Naquele ano, depois de ficar um biênio como um deputado estadual da planície, Nilo resolveu ser candidato a deputado federal, indicando o genro, Marcelo Veiga, para ser o herdeiro dos votos para Assembleia. Agora deputado federal, ele poderia ter ficado em Brasília, mas nunca escondeu que preferia estar pela Bahia. Assim, Nilo iniciou a caminhada para migrar para as figuras que, num passado não tão distante, estiveram do lado oposto ao qual ele construiu a vida pública. Anunciou ainda no começo de 2022 o rompimento com o PT e o apoio a ACM Neto (DEM) na corrida eleitoral daquele ano. 

 

Os desdobramentos desse processo são de conhecimento público. Caiu da candidatura ao Senado. Caiu da disputa pela vaga de vice. Ficou com uma votação reduzida para tentar retornar à Câmara, depois que distribuiu suas bases para os novos aliados. Agora, depois de ficar um tempo como assessor especial do prefeito de Salvador, Bruno Reis - uma espécie de prêmio de consolação -, Nilo se deparou com a maior derrota política: sequer ameaçou o favoritismo de Paulo Rangel (que manteve a discrição que sempre o acompanhou e lidou com apenas duas ou três traições) e toda a influência de Wagner sobre a base aliada do PT na Bahia.

 

O potro de Marcelo Nilo passou selado há muito tempo. Alguns já tinham percebido isso. Ele, nem tanto. Insistiu em tentar ir para o TCM, mesmo contra todos aqueles que o aconselhavam a não o fazer. Cobrou (ou lembrou, para não parecer uma troca de favores) todas as benesses que fizera ao longo de 10 anos de mandato na presidência da AL-BA e que ainda beneficiam os parlamentares. Não deu. Confirmada a própria perspectiva de Nilo, o eclipse de uma carreira de vitórias culminou com um fim bem menor do a história em si. Quando ele tentou montar, o tal cavalo já tinha ido com o tempo...

Câmara dos Deputados define comando de Comissões com PL e PT dominando principais colegiados; veja lista


Por Mauricio Leiro

Câmara dos Deputados define comando de Comissões com PL e PT dominando principais colegiados; veja lista
Foto: Divulgação

As lideranças partidárias da Câmara dos Deputados definiram a repartição do comando das Comissões permanentes na Casa. Na última terça -feira (5), após um acordo, ficou pactuado que o PT no comando da Saúde, e o PL na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Os partidos ficaram com as principais comissões. 

 

A costura para acomodar os interesses das maiores legendas da Casa passa por acordos firmados na reeleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara em 2023, e também por um arranjo mirando as eleições para a Mesa Diretora em 2024. O Bahia Notícias teve acesso a documento que faz a divisão das comissões na Casa. 

 

A CCJ é uma das comissões mais importantes da Câmara, porque por ela passam os projetos protocolados na Casa. O colegiado tem o poder de barrar a tramitação de uma proposta se os deputados entenderem que ela é inconstitucional. Já a comissão de Saúde é a líder em emendas de comissão em 2024. O colegiado controlará R$ 4,5 bilhões em emendas parlamentares.

 

Veja lista completa das comissões: 

- Educação - PL
- Fiscalização Financeira e Controle - Federação PT
- Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado - União
- Relações Exteriores e de Defesa Nacional - PL
- Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural - PP
- Desenvolvimento Urbano - MDB
- Minas e Energia - PSD
- Viação e Transportes - Republicanos
- Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial - Federação PT
- Integração Nacional e Desenvolvimento Regional- União
- Esporte - PL
- Finanças e Tributação - PP
- Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - MDB
- Turismo - PSD
- Comunicação - Republicanos
- Cultura - Federação PT
- Ciência, Tecnologia e Inovação - Podemos
- Defesa do Consumidor - Federação PSDB/Cidadania
- Desenvolvimento Econômico - União
- Indústria, Comércio e Serviços - PDT
- Previdência, Assistência Social, Infância - PL
- Trabalho - PSB
- Legislação Participativa - Federação PSOL/REDE
- Administração e Serviço Público - Avante
- Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência - SD
- Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa - PRD
- Defesa dos Direitos da Mulher - SEM DEFINIÇÃO
- Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais - SEM DEFINIÇÂO


Falha em estratégia para evitar politização do G20 acende alerta no governo

 


Por Folhapress

Falha em estratégia para evitar politização do G20 acende alerta no governo
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A falta de consenso para um comunicado conjunto na reunião de finanças do G20 acendeu o alerta no governo Lula (PT). Há temor de que discordâncias entre as delegações em relação às guerras na Ucrânia e em Gaza possam contaminar os próximos encontros do grupo das maiores economias do mundo.
 

Na presidência do G20, o Brasil será ao longo do ano anfitrião de dezenas de reuniões preparatórias que culminarão, em novembro, com a cúpula de chefes de Estado, no Rio de Janeiro.
 

Mesmo antes de assumir como presidente do fórum, o país se preocupava com o risco de uma paralisia geral do G20 por conta de disputas sobre os grandes conflitos geopolíticos da atualidade —a invasão russa na Ucrânia e a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
 

O diagnóstico é que o Brasil não pode repetir a experiência das duas últimas presidências do bloco, a da Indonésia e a da Índia, quando o tema Ucrânia bloqueou consensos em diversas discussões, muitas vezes em assuntos que não tinham nenhuma ligação com a guerra.
 

Nesse sentido, o governo Lula enfrentou seu primeiro grande revés na semana passada, com a falta de comunicado consensual ao término da reunião da chamada "trilha de finanças", realizada em São Paulo.
 

A guerra da Ucrânia foi o ponto de divergência entre os participantes na elaboração da nota de rodapé do texto. Enquanto os países do G7 queriam se referir à "guerra contra a Ucrânia" ("war on Ukraine", em inglês, língua em que o comunicado é publicado), Rússia e aliados defendiam usar "guerra na Ucrânia" ("war in Ukraine").
 

Sem acordo, o Brasil divulgou apenas um resumo das discussões, citando no documento "guerras e conflitos", de maneira mais ampla, como riscos para a economia global.
 

O resumo divulgado pela presidência brasileira tem menos força simbólica do que um comunicado conjunto, que precisa da concordância de todos os membros para ser adotado.
 

O temor de interlocutores no governo Lula diretamente envolvidos com a organização do G20 é que situações semelhantes se repitam em outras reuniões previstas para os próximos meses, que envolverão técnicos e ministros de diferentes partes do mundo.
 

Há o receio de que diversos temas, como saúde, meio ambiente, comércio e agricultura, sejam contaminados com tentativas de adversários políticos incluírem pontos sensíveis e totalmente alheios aos assuntos de origem nas discussões.
 

O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e agora também a União Africana. Trata-se de um colegiado que busca concentrar as discussões dos problemas centrais da economia mundial.
 

No fórum de abertura dos trabalhos neste ano, o Brasil tentou concentrar os temas relativos às tensões geopolíticas ao encontro de chanceleres, que ocorreu no Rio de Janeiro em meados de fevereiro.
 

Em outra frente, a tática brasileira consistia em baixar as expectativas sobre a publicação de comunicados conjuntos, justamente por saber das dificuldades de se alcançar consenso nos temas relativos aos conflitos.
 

Para a reunião de finanças, dias depois do encontro de chanceleres, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) tinha sido aconselhado a sinalizar a seus pares que eventuais discussões sobre as guerras Rússia-Ucrânia e Israel-Hamas deveriam ser tratadas nos encontros de caráter político.
 

A estratégia, contudo, não foi suficiente para evitar que o conflito europeu entrasse na agenda do encontro.
 

Apesar do impasse, uma ala do governo Lula minimiza a situação. A falta de um comunicado conjunto, argumenta um interlocutor, é apenas um detalhe que em nada ofusca os avanços do grupo econômico nos temas tratados durante a semana de trabalho.
 

Há a avaliação de que a construção do texto —mesmo que não oficialmente adotado— ajudou a encontrar uma linguagem comum aos temas do grupo financeiro. Ele cita que houve progresso nas discussões sobre tributação internacional, com posições favoráveis fortes de Estados Unidos e França, e nas primeiras reuniões sobre dívida global.
 

Para a equipe econômica, as questões geopolíticas não devem representar um problema para a trilha financeira do G20 —visão que diverge do pensamento de algumas alas da diplomacia brasileira. Isso porque existe um debate interno dentro do governo sobre qual deve ser o perfil do bloco.
 

O grupo ligado ao assessor da Presidência para assuntos internacionais, embaixador e ex-chanceler Celso Amorim, defende que o G20 precisa cada vez mais adotar um tom político. Essa nova cara foi traçada para contrastar com a paralisia de outros órgãos, como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
 

Já a Fazenda e alguns setores do Itamaraty gostariam de ver o G20 focado em temas econômicos.
 

O perfil que o bloco deve ter gera divergências também entre os países membros. A Rússia, por meio do seu chanceler Serguei Lavrov, chegou a externar a sua posição de que o G20 não seria o fórum ideal para discutir soluções para conflitos.
 

"Não creio que no G20 encontraremos soluções para os desafios e ameaças à segurança global", afirmou o chanceler, em discurso divulgado por seu governo. Lavrov já havia criticado a "politização do G20". Assim como em edições anteriores, a Rússia resiste a qualquer documento que seja crítico a sua ação militar em território ucraniano.
 

Por outro lado, houve um consenso maior no encontro de chanceleres referente à guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. O chanceler Mauro Vieira afirmou na ocasião que houve uma "virtual unanimidade" no G20 em favor da solução de dois Estados como caminho para a paz entre israelenses e palestinos.

Governo Lula tem queda em sua aprovação puxada por rejeição à comparação entre Israel e o Holocausto

Por Edu Mota, de Brasília

Lula contrariado com pesquisa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Duas semanas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter dado polêmica declaração comparando ações de Israel na Faixa de Gaza ao que Hitler fez com os judeus na segunda guerra mundial, pesquisa mostra queda na aprovação de seu governo. Levantamento feito pela Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (6), mostra que a aprovação do trabalho do presidente caiu três pontos, baixando dos 54% verificados em dezembro de 2023 para 51% nesta nova pesquisa. 

 

Segundo a Genial/Quaest, 46% dos entrevistados disseram desaprovar o terceiro mandato do presidente Lula. Na pesquisa realizada em dezembro, eram 43% os que desaprovavam o presidente.

 

Esta foi a sétima pesquisa feita pela Genial/Quaest desde o início do novo governo Lula. A aprovação verificada agora em março igualou o patamar mais baixo de aprovação, que havia sido registrado pelo instituto em pesquisa divulgada no mês de abril. A diferença entre os resultados é que em abril, a desaprovação era de 2%, e agora, apenas 5% separam os que aprovam dos que desaprovam o governo.

 

Para realizar a pesquisa, a Genial/Quaest ouviu duas mil pessoas, presencialmente, entre 25 e 27 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

 

A melhor avaliação do trabalho do presidente Lula acontece na região Nordeste, com 68%. A pior é no Sul, com 40%. Centro-Oeste/Norte tem 50% de aprovação e o Sudeste, 44%.

 

Entre os evangélicos, o índice de desaprovação da gestão Lula cresceu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, passando de 56% para 62%. Já a aprovação do governo do petista entre os evangélicos caiu de 41% para 35% no mesmo período.

 

Em relação ao público feminino, a aprovação de Lula caiu de 55% para 51%. Também houve queda na avaliação perante o público masculino, indo de 52% para 51%.

 

Para quem ganha até dois salários mínimos, o trabalho de Lula é aprovado por 61%. Entretanto, é desaprovado por 51% dos que ganham entre dois e cinco salários mínimos e por 54% dos que recebem mais de cinco salários mínimos.

 

A pesquisa perguntou aos seus entrevistados se consideraram exagerado a comparação feita por Lula sobre o que acontece atualmente em Gaza ao que Hitler fez na Segunda Guerra. Segundo a pesquisa, 60% dos brasileiros consideram que a comparação foi exagerada. A percepção de que Lula exagerou é ainda maior entre os evangélicos (69%), porém é menor entre aqueles que votaram no petista nas eleições de 2022 (43%).

 

Sobre a percepção da população a respeito da economia do País, a pesquisa Genial/Quaest revela que 38% dos entrevistados consideram que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses. A expectativa sobre o futuro da economia brasileira também piorou, com 46% dos brasileiros achando que a economia vai melhorar no próximo ano (queda de 9% em comparação com o levantamento de outubro de 2023).

 

Em outro ponto do levantamento, 47% responderam que o governo Lula está melhor do que a gestão de Jair Bolsonaro. Para 38% dos entrevistados, o governo Bolsonaro foi melhor do que o terceiro mandato de Lula, e 11% responderam que os dois governos são iguais.
 

 

Obras do governo expõem a força da máquina na campanha eleitoral

 em 6 mar, 2024 8:10

Adiberto de Souza


Na campanha eleitoral que se avizinha, a oposição sentirá a força da máquina estadual. Não será fácil derrotar quem conta com o apoio do Executivo, mesmo que o governante de plantão não o use em favor de seus candidatos a prefeito e vereador. Ontem, o governador Fábio Mitidieri (PSD) anunciou a execução de obras em 49 municípios, num investimento de R$ 200 milhões. Por se tratar de um ano eleitoral, a oposição se apressou em afirmar que as obras prometidas demonstram o uso da máquina pública para beneficiar os aliados de Mitidieri. Pode não ser nada disso. Porém, com este anunciado investimento será mais difícil convencer os políticos a ficarem contra quem tem a chave do cofre numa mão, a caneta na outra e o Diário Oficial sobre a mesa. Sem muito para oferecer, restará à oposição prometer um paraíso na terra caso ganhe as eleições deste ano. Como não são santos para viver de promessas, as lideranças interioranas preferem as obras anunciadas. Portanto, os investimentos prometidos pelo governo vão funcionar como adubo na roça de votos, principalmente nos municípios onde os prefeitos são candidatos à reeleição. Misericórdia!

Hora de pular a cerca

Os políticos que pretendem disputar as eleições deste ano e não estão satisfeitos com seus partidos terão que trocar o endereço partidário entre 7 de março e 5 de abril. Por conta disso, tem havido um grande reboliço, mas a maioria não abre o bico sobre suas pretensões. A disputa pelos melhores quadros tem sido travada à boca miúda. Portanto, só depois do prazo final de filiações será possível fazer um balanço sobre os partidos que perderam mais filiados para os adversários. Encerrada esta fase, saberemos quais as siglas que mais se fortaleceram para o próximo embate eleitoral. Home vôte!

Super secretário

O ex-deputado André Moura (União) virou o super secretário do governo do Rio de Janeiro. Além de titular da representação estado em Brasília, o distinto acaba de ser nomeado secretário de governo, numa demonstração da confiança que o governador Cláudio Castro (PL) tem nele.  A mudança feita pelo governo fluminense expõe um racha com o MDB, que teve o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) exonerado da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade. O emedebista foi substituído por Bernardo Chim Rossi, que era secretário de Governo. Ah, bom!

Mulheres em Conta

A ex-ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, participará, hoje, do “Mulheres em Conta”. Promovido pelo Tribunal de Contas de Sergipe, o evento faz parte das comemorações pela passagem do Dia Internacional da Mulher, na próxima sexta-feira. Além da palestra de Valois, a programação terá ainda uma roda de conversa com mulheres de destaque em diversos segmentos na vida pública e iniciativa privada. “Será uma grande celebração a todas as mulheres, seja pelo seu papel fundamental na sociedade, ou pelos inúmeros desafios enfrentados diariamente”, destaca a presidente do TCE, conselheira Susana Azevedo. Então, tá!

Justa homenagem

A desembargadora Elvira Maria de Almeida Silva recebeu, ontem, a maior honraria da Assembleia Legislativa: a Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar. O autor da homenagem é o deputado Georgeo Passos (Cidadania), que destacou a trajetória da magistrada.  O presidente do Parlamento, deputado Jeferson Andrade (PSD), ressaltou a importância da desembargadora para o Judiciário sergipano. Em seu discurso, Elvira Maria disse que na profissão dela essa homenagem é muito importante. Segundo Georgeo, a entrega da Medalha “é o reconhecimento de uma história, de uma vida e de uma luta”. Taí uma merecida homenagem!

Fumaça no céu

O Esquadrão de Demonstração Aérea, popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, confirmou presença no aniversário de Aracaju, no próximo dia 17. A festa celebra os 169 anos da transferência da capital de Sergipe, de São Cristóvão para Aracaju. A Esquadrilha da Fumaça originou-se pela iniciativa de jovens instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, sediada na cidade do Rio de Janeiro. “É sempre bom fazer demonstrações no Nordeste”, afirma o capitão Aviador André Nery Bezerra, um dos pilotos do Esquadrão e que é filho de Aracaju. Marminino!

Tapa na macaca

O Supremo Tribunal Federal retoma, hoje, o julgamento em torno da criminalização do porte de maconha para consumo próprio. Até o momento foram apresentados cinco votos a favor da descriminalização da Cannabis para consumo próprio, mantendo a criminalização do porte para uso pessoal das demais drogas. Já há maioria formada para reconhecer que o Supremo deve fixar um critério objetivo que diferencie usuário de droga e traficante, com um parâmetro que leve em conta a quantidade de droga. Danôsse!

“Véio”, o doutor

O escultor Cícero Alves dos Santos, o “Véio”, é o mais novo Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Sergipe. O título a este conceituado sergipano nascido em Nossa Senhora da Glória foi conferido, ontem, em solenidade realizada no auditório do Senac, em Glória. Entrevistado pelo jornalista Rafael Carvalho, da TV Sergipe, o novo doutor da UFS considerou a homenagem “normal pelo que fiz e que estou fazendo, mas vou tentar fazer mais e melhor para que outros possam me acompanhar nessa luta”. Supimpa!

Número garantido

O Tribunal Superior Eleitoral autorizou o Podemos a adotar o número 20 como identificador oficial da legenda. A numeração era utilizada pelo PSC, que foi incorporado pelo Podemos em junho do ano passado. Ao apresentar o pedido, o Diretório Nacional do partido alegou que a mudança se ampara na repercussão da nova identificação do Podemos após a extinção do PSC. Em Sergipe o Podemos está sob o guarda-chuva do ex-deputado federal André Moura, que vem a ser o todo poderoso do União Brasil no estado. Aff Maria!

Cidadania negada

A Câmara Municipal de Itabaiana negou Título de Cidadão ao deputado federal Rodrigo Valadares (União). Apresentado pela vereadora Ana Paula Goes de Mendonça (PV) o projeto propondo a homenagem nem chegou a ser discutido pelos parlamentares que, num vapt-vupt, negaram o título ao parlamentar bolsonarista. Em Propriá, Rodrigo teve mais sorte. Sugerida pelo vereador Samuel Menezes (União), a cidadania propriaense ao deputado foi aprovada sem dificuldades, como reconhecimento pelos “relevantes serviços prestados” por ele aquele município ribeirinho. Crendeuspai!

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