quarta-feira, outubro 18, 2023
Quando os fatos mudam na atual desordem mundial
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Postado há 9 hours ago por Brasil Soberano e Livre
Governo federal gasta R$ 575 mi na compra de três remédios para doenças raras por ordens judiciais
Terça-Feira, 17/10/2023 - 17h40
Por José Higídio | Folhapress

O Ministério da Saúde gastou, em 2022, cerca de R$ 1,1 bilhão com a compra direta de medicamentos por ordens judiciais. Mais da metade (53,25%) desse total (R$ 575 milhões) diz respeito a três remédios para doenças raras.
O líder da lista é o atalureno, vendido sob o nome Translarna. Foram R$ 257 milhões gastos com a judicialização do medicamento, que trata a distrofia muscular de Duchenne (DMD). Essa condição genética causa fraqueza muscular progressiva e afeta 1 em cada 3.500 a 5.000 meninos, os principais afetados, nascidos vivos.
O segundo maior gasto foi de R$ 216 milhões, com o Soliris (eculizumabe), usado no tratamento de duas doenças do sangue, hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) e síndrome hemolítica urêmica atípica (Shua). A incidência anual da HPN é de 1,3 novo caso por milhão de indivíduos, enquanto a da Shua é de 0,5 caso por milhão.
O Zolgensma (onasemnogene abeparvovec-xioi), usado no tratamento de atrofia muscular espinhal (AME), é o terceiro colocado, com R$ 101 milhões. O medicamento é considerado o mais caro do mundo. Cada dose única custa até R$ 6,9 milhões para o governo. A AME causa perda progressiva dos movimentos e tem incidência de 1 em cada dez mil bebês nascidos vivos.
Os R$ 6,9 milhões correspondem à atualização mais recente do preço médio de venda ao governo (PMVG) com o menor imposto aplicável (ICMS de 12%, que é a taxa em São Paulo e Minas Gerais). O PMVG é o teto de preço para todos os medicamentos adquiridos por ordens judiciais.
Uma caixa de Soliris sob o menor ICMS custa R$ 21 mil ao governo. Nas mesmas condições, o PMVG da menor dosagem disponível (125 mg) de Translarna é de R$ 17 mil.
Em dezembro de 2022, o Ministério da Saúde decidiu incorporar o Zolgensma ao SUS para pacientes de AME tipo 1, a forma mais grave em crianças. A pasta anunciou um acordo com a Novartis, fabricante do medicamento, e definiu um pagamento parcelado em cinco anos. A empresa só receberia o valor completo se o tratamento atingisse os resultados esperados.
O acordo previa, no máximo, a aquisição de 250 tratamentos nos dois primeiros anos e o fornecimento de 40 adicionais sem custo ao governo. O valor proposto para a incorporação foi de R$ 5,7 milhões.
Nove meses depois, o Zolgensma ainda não está disponível no SUS. O ministério disse à Folha de S.Paulo que a gestão passada não formalizou o acordo, mas que agora está em andamento. Não há prazo definido para fornecimento do remédio.
Por enquanto, a saída é pela Justiça. O Instituto Nacional da AME (Iname) —associação de pacientes e familiares— defende que a incorporação seja concluída para diminuir a judicialização. "O Ministério da Saúde está em débito com a comunidade AME", diz Juliane Arndt de Godoi, diretora da entidade.
Outros dois medicamentos para tratamento da AME estão incorporados ao SUS, mas só o Zolgensma é aplicado em dose única. A longo prazo, o custo das demais opções pode ser até maior.
Maria Sofia, 3, tem AME tipo 2 (intermediária) e recuperou boa parte dos movimentos após tomar o Zolgensma. A mãe, Renata Santana, 27, e o pai, Francisco Daniel, 28, conseguiram uma decisão judicial para receber o medicamento.
A menina recebeu a dose única pouco depois de completar dois anos. Ela tinha atrofia dos braços e das pernas, engolia com dificuldade e usava um respirador. Hoje, ainda precisa de cadeira de rodas, mas consegue engatinhar, nadar com auxílio de boias e ficar em pé com o uso de órteses. Ela não tem mais problemas para respirar e não engasga ao comer.
Além da compra direta de medicamentos via decisões da Justiça, a Saúde gastou, em 2022, mais de R$ 500 milhões com depósitos judiciais (retenções feitas pela Justiça antes do fim do processo para garantir o cumprimento de decisões). Até julho de 2023, essas despesas eram de R$ 1,4 bilhão.
O gasto total com judicialização em 2022 (depósitos mais compra de medicamentos) foi de R$ 1,6 bilhão. Isso significa um aumento de 335% em relação a 2012, quando o valor foi de R$ 370 milhões.
Hoje há mais de 50 mil ações judiciais contra o governo federal para a compra de medicamentos e outros insumos. Sem citar dados exatos, a pasta afirmou à Folha de S.Paulo que "a maioria" dos processos gera decisões favoráveis aos pacientes na primeira instância, mas parte delas é revertida após recursos.
O ministério disse não ter dados estratificados, mas indicou que o número de pedidos para acesso a serviços de saúde cresceu 60% entre 2015 e 2020.
A desembargadora Vera Lucia Angrisani, que coordena o Comitê Estadual de Saúde do Tribunal de Justiça de São Paulo, diz que os juízes levam em conta o impacto de suas decisões para o orçamento dos governos. "Mas a vida é o bem maior em todas as circunstâncias."
Angrisani ressalta que há uma série de requisitos para determinar o fornecimento de medicamentos, como incapacidade financeira do paciente e comprovação de que o remédio é imprescindível.
Embora tenham liberdade para decidir, os magistrados se baseiam em relatórios médicos. Os tribunais contam com um Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (Natjus), formado por profissionais de saúde que fornecem pareceres para esses casos. O Natjus do tribunal paulista tem mais de 9.000 documentos.
Desde 2020 está suspenso um julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode definir critérios para o fornecimento de drogas que não constam da lista do SUS. Em setembro, o ministro do STF Gilmar Mendes se reuniu com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e com representantes de estados, municípios e Legislativo federal para debater o tema e tentar um "acordo interfederativo". Essa comissão especial deve voltar a se reunir e ouvir especialistas no assunto.
Fora da América Latina, não é comum que o Judiciário estabeleça critérios.
Daniel Wei Liang Wang, professor de direito da FGV, explica que, em outros continentes, isso é definido pelo próprio sistema público de saúde.
"A partir do momento em que todo mundo sabe o que pode, o que não pode, os motivos e os procedimentos usados para se decidir, essas questões são resolvidas no âmbito administrativo", diz Wang, que considera essa a alternativa mais justa para diminuir a judicialização.
Outro caminho seria incorporar o máximo possível de tratamentos ao sistema público, mas isso esbarra nos limites financeiros do governo. Na prática, segundo Wang, nem todos os tratamentos incorporados seriam disponibilizados.
Esta reportagem foi produzida durante o 8º Programa de Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde da Folha de S.Paulo, que conta com o apoio do Instituto Serrapilheira, do Laboratório Roche e da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Cinco instituições particulares concentram 27% dos alunos de graduação do país
Por Isabela Palhares e Cristiano Martins | Folhapress

Cinco instituições particulares concentram 27% de todos os alunos do ensino superior no Brasil. Dos 9,4 milhões de matriculados nos cursos de graduação do país no ano passado, mais de 2,5 milhões estudavam nessas entidades.
Juntas, elas detêm mais alunos do que todas as 312 instituições públicas de ensino superior do país, que atualmente possuem 2,07 milhões de estudantes.
É a maior concentração de matrículas em poucas instituições já registrada, segundo dados do Censo do Ensino Superior 2022. Para especialistas, a flexibilização das regras para a abertura de cursos a distância beneficiou sobretudo os grandes grupos educacionais.
É exatamente no ensino a distância que as cinco maiores possuem mais matrículas. Dos 2,5 milhões de alunos da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera (do grupo Cogna), Centro Universitário Leonardo da Vinci, Universidade Cesumar, Universidade Estácio de Sá e Universidade Paulista somam mais de 2,3 milhões de alunos em cursos a distância, ou 91% do total de seus estudantes.
"O setor privado pressionou o poder público a fragilizar cada vez mais a regulação para a expansão do ensino a distância. As regras mais flexíveis favoreceram a concentração do ensino superior, porque os grupos, que já eram grandes, conseguiram oferecer cursos a custos cada vez mais baixos e se fortaleceram", diz Leandro Tessler, professor da Unicamp e especialista em ensino superior.
A reportagem procurou as cinco universidades, mas apenas a Unip respondeu. A vice-reitora de administração da instituição, Claudia Andreatini, disse que a qualidade dos cursos a distância é a mesma dos presenciais.
"O EaD [ensino a distância] permitiu a democratização do acesso ao ensino superior, com essa modalidade nós conseguimos levar a Unip para todos os estados brasileiros. Temos uma enorme preocupação com a qualidade do ensino, que é mantida porque desenvolvemos um material muito bem elaborado que é utilizado em todo o país", disse.
A concentração em poucas instituições privadas se intensificou nos últimos anos com uma série de mudanças na legislação que tornou mais fácil a abertura de cursos a distância. Em 2012, por exemplo, 29 instituições de ensino concentravam esse mesmo percentual de 27% dos estudantes em graduação. O número foi caindo ano após ano até chegar a cinco em 2022.
Em 2012, essas mesmas instituições concentravam 12% das matrículas de graduação do país, com pouco mais de 700 mil estudantes. Ou seja, elas mais do que triplicaram o número de alunos neste período.
A maior concentração verificada se dá a partir de 2017, após um decreto do governo Michel Temer (MDB) dar autonomia para as instituições de ensino abrirem até 250 polos de ensino a distância sem a necessidade de aprovação pelo Ministério da Educação, como ocorria antes.
Em apenas um ano após a regulação ser afrouxada, o número de polos mais do que dobrou no país -saltando de 6.583 para 15.394.
"Como se tornou fácil, rápido e barato abrir cursos na modalidade a distância, essas faculdades apostaram no modelo para ampliar o número de alunos e chegar a todos os cantos do país. O problema é que o país não há mecanismos para exigir qualidade desses cursos", diz Maria Angélica Minhoto, professora do departamento de Educação da Unifesp.
O Censo não traz dados sobre a qualidade dos cursos de graduação, mas algumas informações dão indicativo importante sobre como ocorre a oferta dos cursos. Essas cinco universidades têm, por exemplo, uma proporção de alunos por professor muito superior à média do país.
A Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, que concentra a maior fatia de matrículas, tem uma média de 1.325 alunos por professor nos cursos a distância -enquanto a média do país nessa modalidade é de 171 alunos por docente. A instituição praticamente triplicou o número de alunos de 2012 a 2022 (passando de 202 mil para 693 mil), mas reduziu o quadro docente (de 708 para 523).
Já o Centro Universitário Leonardo da Vinci tem 2.594 alunos para cada professor. Com 669 mil estudantes, a instituição conta com 258 docentes.
"A modalidade a distância não é ruim, o problema é a forma como foi implementado sem que fossem determinados critérios mais rígidos para garantir a qualidade. Como ofertar um ensino de qualidade com tão poucos professores? Como um docente consegue acompanhar o aprendizado de mais de 2.000 alunos?", disse Tessler.
Na semana passada, quando os dados do Censo foram divulgados, o ministro da Educação, Camilo Santana, classificou como "alarmante e desafiador" o avanço de cursos a distância no país. Ele disse ter preocupação com a qualidade do ensino ofertado nessa modalidade e prometeu que o governo irá rever os critérios de regulação.
O ministro destacou ainda especial preocupação com o predomínio do ensino a distância nas licenciaturas.
Dados do Censo do Ensino Superior mostram que 64,4% dos concluintes em licenciaturas estudaram à distância. Essa proporção quase dobrou em uma década, em relação aos 33,8% registrados em 2012. Para comparação, 15% dos graduados em cursos de bacharelado no ano passado fizeram a modalidade a distância.
Um levantamento do Todos pela Educação analisou dados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e verificou a queda de qualidade dos cursos a distância de formação de professores nos últimos anos. Dos 15 cursos analisados, 9 tiveram redução na nota média do exame. Todos também têm notas menores do que os cursos presenciais.
Jaques Wagner se recupera após ser submetido a cirurgia
Quarta-Feira, 18/10/2023 - 09h00
Por Redação

Jaques Wagner (PT), precisou dar um tempo da função de líder do governo no Senado. O petista está repousando após ter realizado uma cirurgia na tarde de terça-feira (17).
O ex-governador da Bahia informou que foi submetido a uma intervenção oftalmológica e que por recomendação médica, ficará afastado dos trabalhos nos próximos dias.
“Neste fim de tarde, fui submetido a uma pequena intervenção oftalmológica para substituição de uma lente intraocular da catarata. Tudo correu dentro do previsto e, após alguns dias de repouso por orientação médica, retomo o ritmo normal de trabalho. Até já!”, escreveu Wagner em seu perfil no X/Twitter.
Além da liderança no Senado, Wagner tem dividido suas atenções para formatar a chapa do seu grupo político que vai disputar as eleições para a Prefeitura de Salvador.
Obras projetadas para Aracaju apavoram a oposição
em 18 out, 2023 8:27
Adiberto de Sousa
A oposição ao prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) anda apavorada com o volume de obras projetadas para serem realizadas em Aracaju. Os adversários do pedetista não externam essa preocupação, porém resmungam pelos cantos que será muito difícil derrotar o candidato apoiado por uma gestão azeitada com tanto dinheiro. Para se ter uma ideia, de uma só canetada, Nogueira autorizou a realização de 11 empreendimentos na cidade, graças aos R$ 500 milhões emprestados pelo Novo Banco do Desenvolvimento (NBD). Ressalte-se que um considerável volume de obras já está sendo realizado na capital com recursos oriundos de emendas parlamentares e convênios com o governo federal. Portanto, Nogueira será um grande cabo eleitoral no pleito do próximo ano, principalmente se bloco governista conseguir a difícil unidade em torno de um nome. Em isso ocorrendo, a oposição terá que se virar nos 30 para derrotar o candidato apoiado por Edvaldo e companhia limitada. Quem viver, verá!
Novo vereador
O sociólogo Camilo Feitosa Daniel (PT) confirmou que vai assumir a vaga aberta pela morte da vereadora aracajuana Ângela Melo (PT). Ela faleceu no último dia 6, após ter passado três meses hospitalizada para tratar uma pneumonia. Há seis meses, Camilo coordena o Escritório Estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Sergipe. Segundo o distinto, renunciar ao cargo federal para assumir o mandato é uma decisão extremamente difícil, “pois estamos ajudando na articulação da política pública no campo”, frisou. A posse de Camilo deve ocorrer na próxima terça-feira. Boa sorte!
Proposta recusada
Os professores recusaram a proposta de retomada da carreira do Magistério apresentada pelo governo de Sergipe. Em assembleia realizada ontem, a categoria rejeitou a oferta do Executivo de aplicar 6% a 15% na progressão vertical (por níveis) parcelado, em janeiro de 2024 e mesmo mês de 2025. A maioria dos educadores decidiu contrapropor ao governo que o benefício seja pago integralmente, já em janeiro do próximo ano, e que seja recriada a comissão de negociação para um novo processo de retomada da carreira em 2025. Ah, bom!
Queimando dinheiro
A Controladoria-Geral da União constatou que equipamentos adquiridos pelo DNOCS em Sergipe ficaram sem uso. Esta informação é do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles. Técnicos da CGU encontraram em Ilha as Flores um compactador e uma acabadora de asfalto, um espargidor hidrostático intactos, além de diversos tratores abandonados em outros municípios sergipanos. Na época dessas compras, o DNOCS em Sergipe era comandado por Luciano Góes, indicado para o cargo pelo deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos). Crendeuspai!
Apoio de nanicos
O prefeito da Barra dos Coqueiros, Alberto Macedo (MDB), acaba de receber o apoio do PCdoB. Edval Góis, presidente estadual da legenda comunista, disse que a decisão de apoiar o gestor emedebista foi pelo fato d’ele ter se comprometido a continuar beneficiando a população. Já o também nanico Democracia Cristã avalia a hipótese de apoiar o pré-candidato a prefeito da Barra, Danilo Segundo (PT), que vem a ser genro do presidente Lula da Silva (PT). De acordo com o presidente do DC, um próximo encontro com o petista poderá concretizar a aliança política. Aff Maria!
O Incra está inoperante
Quem precisa dos serviços do Incra em Sergipe está de mãos atadas, pois a sede do instituto se encontra desativada há mais de 15 dias. A única informação que se consegue por lá é que um transformador estourou nas imediações, queimando grande parte dos equipamentos e deixando a autarquia inoperante. Os produtores não sabem mais a quem recorrer para conseguir o Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR). As línguas ferinas já andam espalhando pelas esquinas de Sergipe que o Incra fechou pra balanço. Misericórdia!
Edital da ponte
O diário Oficial da União já publicou o edital de licitação para a construção da ponte entre os municípios Neópolis (SE) e Penedo (AL). O documento foi assinado no último dia 3, pelo ministro dos Transportes Renan Filho (MDB). O valor estimado para a obra é de R$ 268,3 milhões. Com 1,18 quilômetro de extensão, a ponte será construída por meio do Regime Integrado Diferenciado de Contratação, onde a mesma empresa fica responsável pela elaboração do projeto e construção da estrutura. Então, tá!
Balões de ensaio
Certas pessoas que andam por aí se anunciando pré-candidatas à Prefeitura de Aracaju querem mesmo é disputar uma cadeira na Câmara Municipal. Estes balões de ensaio pretendem é projetar os nomes dos distintos e das fidalgas junto ao eleitorado, além de fortalecê-los para as convenções partidárias de 2024. A maioria não tem qualquer cacife eleitoral para disputar a sucessão aracajuana. Os partidos sabem disso, contudo não interferem para não “queimar” os projetos políticos dos sonhadores. Portanto, não aposte um tostão furado em pré-candidaturas majoritárias visivelmente natimortas. Home vôte!
Investimento ameaçado
É bom o governo do estado procurar saber quais os motivos que levaram a Petrobras a adiar a licitação para contratação dos navios plataformas do Projeto Sergipe Águas Profundas. Ontem, o senador Laércio Oliveira (PP) fez um pronunciamento cobrando explicações à petrolífera, que em edital publicado anteriormente havia definido que as propostas para contratar a plataforma seriam recebidas no próximo dia 30. O parlamentar salientou que “essas unidades de produção serão estratégicas para ampliar a disponibilidade do gás nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste”. Marminino!
Lei esquecida
E a deputada estadual Linda Brasil (Psol) cobrou ao governador Fábio Mitidieri (PSD) o imediato cumprimento da lei beneficiando as pessoas que trabalham com cultura. Sancionada no ano passado, a legislação prevê a seleção e registro de sergipanos com relevante contribuição à cultura local, para que passem a usufruir de direitos e, em contrapartida, mantenham sua prática cultural ativa, compartilhando seus saberes com a comunidade. Linda apelou ao governador para deixar “de gastar milhões com bandas nacionais, parar de patrocinar festas particulares, e pagar nossas mestras e mestres”, fuzilou. Arre égua!
Noite de autógrafos
“Jackson Barreto: Tempo e Contratempo” é o título do livro a ser lançado, nesta quarta-feira, pelo professor e historiador Jorge Carvalho do Nascimento. A noite de autógrafos vai acontecer no Museu da Gente Sergipana, centro de Aracaju. Com 480 páginas, a obra retrata os 51 anos de vida política e disputas eleitorais de Jackson Barreto, importante liderança popular de Sergipe nos séculos 20 e 21. O livro é da Criação Editora e teve tiragem apenas mil exemplares na primeira edição. Prestigie!
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